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Cará

INHAME

Cará

Existe uma grande variedade de inhames, entre as quais o inhame-bravo, o inhame-branco, o inhame-cigarra, o inhame-da-china (também chamado de inhame-cará) e o inhame-taioba.

O inhame-gigante, nativo da África, é raro e pode chegar a pesar 45 kg. Também existe espécies venenosas, altamente tóxicas.

Assim como o inhame também existe uma grande variedade de carás, como o cará-pedra, cará-do-mato, cará-do-ar, cará-açu, cará-da-terra, cará-de-caboclo, cará-de-sapateiro, cará-do-campo e cará-inhame. Algumas pessoas confundem o inhame com o cará (rico em amído), entretanto tratam-se de dois tubérculos distintos.

O inhame é um rizoma rico em carboidratos sendo uma excelente fonte energética. Também é rico em vitaminas do complexo B e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. É de digestão fácil e rápida.

Pertence à família Aracea, assim como o cará e a taioba.

O inhame é uma boa fonte de manganêsio, um mineral que ajuda no metabolismo dos hidratos de carbono e é um co-factor de várias enzimas importantes na produção de energia e de defesas antioxidantes.

O inhame é rico em amido, carboidrato, fonte de beta-caroteno, vitamina C, vitaminas B1(importante no crescimento das crianças) e B5 (auxilia o sistema imunológico). Contém minerais, cálcio, fósforo e ferro.

O inhame é um alimento especialmente recomendado na prevenção de doenças como dengue, malária e febre amarela.

Desintoxicante e depurativo, o inhame apresenta propriedades medicinais que lhe atribuem o nome de remédio em alguns países do oriente, sendo recomendado para o tratamento de doenças como reumatismo, artrite, ácido úrico, inflamações em geral, viroses e micoses.

O inhame limpa o sangue, fazendo sair todas as impurezas através da pele, dos rins, dos intestinos; fortifica os gânglios linfáticos, no tratamento de cólicas espasmos musculares, asma. As suas propriedades Antiespasmódicas e antiinflamatórias tornam-o útil para tratar cãibras no estômago.

O inhame possui ainda a propriedade de restaurar e manter o sistema imunológico saudável e resistente. Na África, foi constatado que o inhame é responsável pelo aumento da fertilidade das mulheres que o consomem habitualmente.

Suas folhas tem forma de coração, parecendo-se com uma planta ornamental. O inhame é um rizoma, um caule modificado que leva água e nutrientes para a planta. Não é raiz.

Além de alimento, devido suas propriedades citado acima, principalmente por ser desintoxicante e depurativo, o inhame tem sido muito usado na cura de diversas doenças, entre elas o reumatismo, artrite, ácido úrico, inflamações, todas as infecções (furúnculo, quistos sebáceos, espinhas, unha encravada, hemorróida, sinusite, apendicite), viroses e micoses.

Auxilia nos males da T.P.M., por conter a vitamina B6 (que também reduz o risco de doença cardíaca), onde alivia os sintomas e regula o fluxo menstrual.

Os hidratos de carbono e a fibra do Inhame retardam a taxa com que os açúcares são liberados e absorvidos pela corrente sanguínea, com isto, controlando o açucar no sangue. O Inhame é uma boa fonte de potássio, um mineral que ajuda a controlar a pressão arterial.
No Nordeste brasileiro, costuma-se comer o inhame ou o cará cozidos e com um pouco de mel ou melado no café da manhã.

O inhame descascado é branco e tem uma consistência muito firme, mas após ser cozido fica com um tom levemente azulado e torna-se macio.

O inhame somente é consumido cozido. Muito usado em sopas, purês, na forma de refogados, saladas, pães, bolos e sobremesas.

Também pode ser industrializado na forma de farinha. Não é necessário retirar cascas grossas para evitar desperdícios.

Na fabricação manual da farinha de inhame, o aproveitamento é total. Depois de lavar bem, o inhame é cortado com casca e tudo. Depois de seco, é triturado e peneirado.

Não é necessário acrescentar produtos químicos na produção do inhame. O inhame é uma planta rústica, resistente às pragas. Para crescer, precisa de sol, calor e umidade. Pode ser cultivado em praticamente todo o Brasil, o cultivo da planta é muito fácil e barato. Pode até ser uma fonte de renda para os pequenos produtores, pois não requer tratos especiais.

Se ele não for utilizado imediatamente, é preciso deixá-lo em uma vasilha com água para que não escureça. O cozimento pode ser feito em água ou no vapor, sempre evitando deixar o produto ao fogo por tempo excessivo, para que não ocorra grande perda de vitaminas.

As folhas e os talos do inhame também podem ser consumidos, e o próprio inhame pode ser um substituto à batata comum. Da farinha do inhame é utilizado para confecção de pães, barateando custos e aumentando o valor nutricional.

Ao comprar os inhames, eles devem estar firmes, sem sinais de brotação, sem áreas amolecidas ou enrugadas, sem sinais de mofo ou danos na casca. A coloração tem de ser marrom uniforme.

Os inhames não precisam ser mantidos em geladeira pois se conservam em condição natural por até 10 semanas, desde que mantidos em local arejado, protegido da luz e seco.

O inhame pode ser consumido frito ou assado. Cozinhe-o com ou sem casca. Mantendo a casca na cocção, nutrientes como vitaminas e minerais hidrossolúveis não se perdem. Após descascar, deixe-o imerso em água com vinagre para não escurecer. Ao cozinhar, apenas cubra com água fervente salgada. Cortado em cubos de 2 por 2 centímetros, cozinhar em 6 minutos.

Ao cozinhar inteiro, verifique com o garfo se já está macio. Após esfriar, puxe a casca com faca. Cozido, pode ser fritado, refogado ou passado em manteiga ou azeite e servido polvilhado com ervas.

Nomes dados ao Inhame: Em latim, é colocasia esculenta. Na África e na América do Norte se chama taro, na América Central é ñame ou otoe, na França é igname, na Índia albi, no Japão sato-imo, no Caribe malanga ou yautia. E cará, em inglês, é yam.

Fonte: www.frutasnobrasil.com

Cará

Cará

Nome científico: Dioscorea alata

Família: Dioscoreáceas

Nome comum: cará, inhame; “%u148ame” (espanhol); “yam” (inglês); “ube” (Filipinas)

Origem: Zonas tropicais da Ásia e do oeste da África

Descrição e característica da planta

Para evitar confusão de nomes de plantas, é importante esclarecer o seguinte:

1) Na região Nordeste do Brasil, o cará que estamos abordando aqui é conhecido como inhame;

2) Na região Sudeste, o inhame é uma outra planta da família das Aráceas e o seu nome científico é Colocasia esculenta. Recentemente, pesquisadores brasileiros propuseram que o cará passe a ser denominado “inhame”, enquanto que o inhame da região Sudeste passe para “taro”. A proposta para essa alteração foi feita porque o nome inhame é atribuído às plantas do gênero Dioscorea.

O cará é uma planta de cultura anual, herbácea, caule tipo trepador, mas adapta-se bem à forma rasteira.

As folhas são inteiras, estreitas, com formato de lança e de cor verde-clara a verde-escura. Os tubérculos (batatas) são produzidos na parte subterrânea.

Existem espécies que produzem tubérculos aéreos e outras que produzem tubérculos subterrâneos gigantes com mais de 1,50 metro de comprimento e 40 quilos de peso.

As plantas se desenvolvem bem em condições de temperaturas amena a quente, solos permeáveis e leves (de preferência os arenosos), férteis, ricos em matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante todo o ciclo da planta. A

propagação é feita através de tubérculos-sementes com 60 a 150 gramas cada, pois tubérculos muito grandes não trazem vantagens.

A colheita dos tubérculos é feita 8 a 10 meses após o plantio, quando as folhas ficam amarelas e os ramos secam.

Dependendo de espécies e variedades, a parte comestível dos tubérculos pode ser branca, amarela, rosada ou roxa e a casca pode ser mais ou menos rugosa, com coloração esbranquiçada ao castanho-escura. Eles podem ser armazenados por 4 a 6 meses à temperatura ambiente, portanto bem maior que a batata-doce e a mandioca.

Produção e produtividade

O cará é cultivado em todas as regiões tropicais e subtropicais.

Segundo a FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, em 2002, a produção mundial chegou a 37,5 milhões de toneladas em aproximadamente 4 milhões de hectares. A África Ocidental e a América Central produzem cerca 95% do total. No Brasil, os seguintes estados se destacam na produção: Bahia, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Maranhão. A produtividade pode variar de 15 a 25 toneladas de tubérculos por hectare. Para a comercialização de tubérculos, o tamanho ideal é aquele com cerca de 300 gramas.

Utilidade

Os tubérculos são consumidos principalmente cozidos com carnes, em sopas e com saladas, mas usados também para fins industriais.

Eles têm alto valor nutritivo e energético, pois são ricos em carboidratos, grãos de amido, vitamina B (tiamina, riboflavina, niacina), vitamina A e ácido ascórbico.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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