Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Caraguatatuba - Página 3  Voltar

Caraguatatuba

A maior cidade da região tem 17 praias, todas muito bonitas, algumas tranquilas e outras agitadas e que guardam até hoje nomes e características dos tempos dos nossos primeiros habitantes: Os Índios Tamoios.

Os nativos deste belo litoral são simples, amigos, hospitaleiros e com uma alegria imensa estampada no rosto.

E não é para menos, pois quem é que tem a Mata Atlântica no quintal de casa? Quem é que vive em uma cidade contemporânea e em pleno desenvolvimento?

Limites: Limita-se ao sul com São Sebastião; ao norte com Ubatuba; a oeste com Salesópolis, Paraibuna, Natividade da Serra; e a leste com o Oceano Atlântico.

Área: Caraguá possui 483,7 km2 de área, sendo 53 Km de área urbana e os restantes de área rural.

Clima: Tropical úmido, com temperatura mínima de 15°C e máxima de 40° C. O clima é amenizado porque sopra um vento constante, pela manhã, em direção ao mar, e à tarde em sentido inverso.

Vegetação: Típica de Mata Atlântica com árvores como Jequitibás, Canelas, Cedros, Jatobás, Ipês, Guapuruvus, Quaresmeiras, Campos Graminosos e de Samambaias, com vegetação de mangues mais próximo do mar.

Relevo: Montanhoso, com vales profundos, e costa arenosa e rochosa.

Praias

Praia da Tabatinga

Caraguatatuba

Localizada a 18 quilômetros do Centro, faz divisa com Ubatuba. É apreciada pelas crianças, tem boa balneabilidade e águas rasas, normalmente calmas, por isso é mais freqüentada por famílias.

Ao norte do Rio Tabatinga, a praia fica mais movimentada com intenso tráfego de lanchas, jet-skis, caiaques, esqui-aquáticos, windsurfes e parasails.

O nome Tabatinga se deve à sua areia branca e fina. Nela, ainda se pode conhecer uma vila de pescadores com seus ranchos de canoas. Ao sul, fica um requintado condomínio residencial.

Praia da Mocóca

Caraguatatuba

Fica próxima à Foz do Rio Mococa, entre as praias Cocanha e Tabatinga. Abriga vários quiosques em sua orla e ainda é considerada agreste, tranqüila e uma das mais limpas. A costeira, próxima ao rio, é perfeita para pequenos mergulhos, é também o local mais próximo para saídas à Ilha do Tamanduá, que fica à sua frente.

A praia tem areia monazítica, utilizada no tratamento das artrites, inflamações, dores reumáticas e tratamento das articulações, pois contém minerais como o Tório e o Urânio, responsáveis por sua radioatividade. A areia espalhada sobre os locais afetados provoca uma radiação que estimula os tecidos, favorecendo o fluxo sangüíneo. Os médicos afirmam que não há contra indicações quanto ao tempo de exposição, por ser muito baixo o nível de radiação.

Praia da Cocanha

Caraguatatuba

Fica entre a Mococa e a Massaguaçu, após o rio Cocanha. Com águas rasas, calmas e cristalinas é ideal para o banho de mar das crianças e para andar de caiaque. O Ilhote da Cocanha é indicado para mergulho de observação. Ocupada por muitas casas de veraneio, possui boa infra-estrutura de serviços, como restaurantes, bares e quiosques.

Praia do Massaguaçu

Caraguatatuba

Ao sul se funde com a praia do Capricórnio, onde uma lagoa é a principal atração. Ao longo de sua orla, uma belíssima vista de Ilhabela. Em tupi-guarani, o nome de cada praia está ligado às condições naturais de cada uma delas. Massaguaçu, por exemplo, significa grande massa d água ou seja, praia de ondas fortes.

Ela é considerada a melhor do litoral paulista para a prática da pesca de arremesso.

Por ser de tombo, possuindo em toda sua extensão essa característica, requer maior cuidado devido às correntes marinhas que passam muito perto da orla. Pela geografia da praia, o pescador não precisa entrar na água para arremessar seu anzol. A praia sedia os principais torneios de pesca na região. O melhor horário para pesca é pela manhã e ao final da tarde. É uma praia recomendada para a pratica de surfe, sendo bastante limpa.

Em seu canto norte, próximo à rodovia, está seu toque pitoresco: uma vila de pescadores, onde ainda se fabricam canoas e artesanato. Tem vários quiosques ao longo de sua orla.

Praia do Capricórnio

Caraguatatuba

Praia limpa, de areia grossa, porém de tombo com fortes ondas em mar aberto. Com cerca de 4 quilômetros de extensão, divide com a Massaguaçu, uma das mais longas orlas de Caraguá. Sua costeira é própria para pesca de linha.

Ao sul, oferece seu maior segredo: a Lagoa Azul, na foz do Rio Jetuba e é parada obrigatória. A lagoa fica separada do mar apenas por bancos de areia branca que contrastam com o céu e dão nome ao lugar.

Praia Brava

Caraguatatuba

Agreste e maravilhosa. É pouco freqüentada em virtude de seu acesso. A praia tem o formato de uma concha que abraça a encosta recoberta pela mata atlântica.

Não tem residências ou quiosques. É o local preferido dos surfistas em virtude de suas ondas. O canto esquerdo oferece melhores condições para a prática do surfe . É praia de tombo e fortes correntes em toda sua extensão. Ideal também para a prática de mergulho. Acesso pela Martim de Sá.

Praia Martin de Sá

Caraguatatuba

Localizada à Avenida Dr. Aldino Schiavi, a Martim de Sá é a mais badalada praia de Caraguá. Ponto de encontro dos jovens, que freqüentam a cidade nos fins de semana, feriados prolongados e temporada de férias. Barzinhos e quiosques, muitos com música ao vivo, disputam a preferência dos visitantes. Recentemente, a Martim de Sá recebeu nova urbanização, a partir de um investimento de R 729mil. Ganhou ciclovia, novo calçadão, faixas de pedestre e canteiros com paisagismo. Os estacionamentos foram transferidos para as ruas laterais, trazendo à praia mais tranqüilidade e organização no trânsito. A Praça Antônio Fachini foi integrada à praia, aumentando a área de lazer.

Também foram feitas as ligações subterrâneas de energia para quiosques e postes de iluminação. A praia tem várias opções de lazer, como passeios de ski-banana e de escuna. São inúmeras as atividades esportivas praticadas durante as férias nas areias da Martim de Sá, como aeróbica, futvôlei, voleibol, frescobol e surf. Ótima balneabilidade e posto de salvamento garantem a segurança dos banhistas numa praia de tombo, no canto sul, e mais rasa, ao norte. No canto norte, se aproxima da Prainha, e no canto sul, é ponto de partida para a Praia Brava, um recanto dos naturalistas. Sua orla é extensa 1,5km e possui larga faixa de areia amarelada, levemente inclinada em direção ao mar, formando ondas de arrebentação. A ocupação da orla caracteriza-se por construções verticalizadas

Prainha

Caraguatatuba

Charmosa, é uma praia que faz a ligação entre a Ponta do Camaroeiro e a Praia Martim de Sá. É muito freqüentada por quem tem crianças, pois possui águas calmas e rasas. Tem ótima estrutura com quiosques. Pelo canto direito, andando com cuidado por uma trilha entre as pedras, pode-se alcançar a Praia do Garcez. No canto esquerdo, fica a famosa Pedra do Jacaré, outro ponto turístico bastante visitado. A formação rochosa lembra bem um jacaré. É ideal para fotos.

Praia do Garcez ou Freira

Caraguatatuba

Fica ao lado do Camaroeiro e o acesso é por meio de pequena trilha no Morro da Pedreira.

Nessa praia, está localizado um dos pontos turísticos mais visitados: a Pedra da Freira, uma formação rochosa que lembra uma freira ajoelhada olhando para o mar. As lendas a respeito dessa rocha encantam os visitantes. O local também é indicado para pescaria.

Praia do Camaroeiro

Caraguatatuba

É o ponto de encontro de pescadores e oferece um belo visual dos barcos pesqueiros. A maior atração é uma caminhada pela costeira até a Ponta do Camaroeiro, onde se pode conhecer a famosa Pedra do Jacaré e a Pedra da Freira, verdadeiras obras de arte esculpidas pela natureza. Lá, encontra-se o Entreposto de Pesca Artesanal, onde se pode adquirir o pescado diretamente dos pescadores. O local sedia o Festival do Camarão. Próxima a Praia do Centro e Prainha.

Praia do Centro

Caraguatatuba

Ocupa toda a orla do Centro da cidade até o rio Santo Antônio, que a separa da Praia do Indaiá. É freqüentada por famílias e oferece excelentes condições para a prática de esportes, caminhadas e banhos de mar. Nela, está localizado o Parque de Diversões, o Centro de Diversões Aquáticas e a Praça de Eventos que sedia os grandes shows e eventos de grande porte, como o Caraguá Bike Week, que atrai motociclistas de todo Brasil e países vizinhos, além da Pista Oficial de Skate, a Praça Ton Ferreira e outras opções de diversão como os quiosques com música ao vivo.

Praia do Indaiá

Caraguatatuba

Belíssima e concorrida. Ficou ainda melhor com a duplicação da Avenida Geraldo Nogueira da Silva e a extensão da ciclovia. De paisagem exuberante e faixa de areia larga, é ideal para crianças por suas águas tranqüilas. Nela, encontra-se a Pista Oficial de Bicicross e a Pista de Pouso para ultraleves. O local oferece também uma linda vista para o norte de Ilhabela e para as Ilhas Búzios e Vitória.

Praia Pan Brasil e Flexeiras

Caraguatatuba

A praia ganhou nova paisagem com a duplicação da Avenida da Praia, ciclovias e paisagismo. Há muitos quiosques instalados devido ao grande número de turistas que a freqüentam.

Na praia das Flexeiras está localizado o Terminal Turístico para onde se dirigem os ônibus de excursões ou turismo de um dia. É ideal para banho de mar e caminhadas. Tem quiosques ao longo da orla, alguns, com música ao vivo.

Praia das Palmeiras e Porto Novo

Caraguatatuba

Bela praia de águas calmas e quiosques. Há realização de Campeonatos Oficiais de Pesca e é ideal para a prática de vários outros esportes.

Já a praia do Porto Novo Caracteriza-se pelas águas tranqüilas. Lá podem ser observadas de perto algumas aves marinhas como Garças e Atobás. Nessa praia desemboca o rio Juqueriquerê.

Fonte: www.caragua.com.br

Caraguatatuba

Caraguatatuba

Caraguá começou a ser povoada no início de 1600, através das Sesmarias. A 1ª que se conhece ocupou a bacia do Rio Juqueriquerê, em 1609 e foi doada pelo Capitão-mor Gaspar Conqueiro aos antigos moradores de Santos, Miguel Gonçalves Borba e Domingos Jorge, como prêmio por serviços prestados á Capitania de São Vicente.

A partir desta data tem indício a ocupação na região do Juqueriquerê, que pelas suas condições favoráveis, despertava a atenção de colonos. Em meados do século XVI, começava a surgir o primeiro povoado da Vila de Santo Antônio de Caraguá...

História

História de Caraguatatuba que se mistura com a do Brasil

Caraguatatuba pode ser considerada uma das cidades mais belas de todo o litoral brasileiro graças às suas belezas naturais. Os primeiros sinais de povoamento surgiram após 1534, quando o rei Dom João III de Portugal dividiu o Brasil em 15 Capitanias Hereditárias e as entregou em regime de hereditariedade a nobres, militares e navegadores ligados à da Corte. O objetivo do reino português era facilitar a administração e acelerar a colonização das recém-ocupadas terras brasileiras.

Foi criada então a Capitania de Santo Amaro, que se estendia da foz do Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba, até Bertioga. Esta porção de terra foi entregue ao navegador Pero Lopes de Sousa, um nobre português de destaque na época.

Mas Caraguatatuba surgiu apenas no século 17, por meio da concessão de Sesmarias -- um instituto jurídico criado pelo Império de Portugal para distribuição de terras a particulares para a produção de alimentos. Nos primeiros anos de 1600 o capitão-mor Gaspar Conqueiro doou a Miguel Gonçalves Borba e Domingos Jorge a porção de terra localizada na bacia do Rio Juqueriquerê.

Foi exatamente naquele ponto que a cidade começou a nascer entre 1664 e 1665 que surgiram sinais de povoamento, com a construção dos primeiros prédios, como a pequena igreja de Santo Antônio, santo padroeiro da cidade de Caraguatatuba.

Mas o pequeno povoado foi assolado por diversos surtos, entre eles o mais mortífero ocorreu em 1693. A varíola, conhecida na época por “Bexigas”, dizimou boa parte da população. Os sobreviventes fugiram para as vilas próximas, Ubatuba e São Sebastião.

A doença fez o crescimento retornar à estaca zero, o que atrasou o desenvolvimento do povoado em alguns anos. Após a grande mortandade, o local passou a ser chamado de “Vila que desertou”.

O novo povoado foi elevado à condição de Vila de Santo Antônio de Caraguatatuba em 27 de setembro de 1770, a pedido de Dom Luiz Antônio de Souza Botelho Morgado de Mateus, o então capitão geral da Capitania de São Paulo.

No século 19, mais precisamente em 16 de março de 1847, o presidente da Província de São Paulo, Manuel da Fonseca Lima e Silva, ordenou que a vila passasse a ser denominada Freguesia.

Caraguatatuba recebeu sua emancipação política e administrativa em 20 de abril de 1857.

A população caraguatatubense ainda teve de superar um surto de malária, em 1884, e outro de gripe espanhola, em 1918. As duas epidemias causaram um grande número de mortos.

O ressurgimento e, posteriormente, o crescimento do povoado só veio com a chegada de famílias de estrangeiros, que se instalaram na Fazenda dos Ingleses. A propriedade se estabeleceu em 1927 e trouxe benefícios como o aumento da população, a formação de trabalhadores agrícolas e artesãos, o surgimento do comércio e o crescimento substancial da arrecadação municipal.

O progressismo da Freguesia de Santo Antônio de Caraguatatuba forçou o Governo do Estado de São Paulo a reconhecê-la como Estância Balneária em 30 de novembro de 1947. Sua comarca foi instalada poucos anos depois, em 26 de setembro de 1965.

Os moradores da cidade superaram a catástrofe de 1967, reconstruíram o município até transformá-lo em um polo de desenvolvimento. Caraguá tem boa infraestrutura composta por shoppings, supermercados e lojas. Hoje a cidade é o polo comercial mais importante do Litoral Norte.

A Cidade

A Estância Balneária de Caraguatatuba é considerada uma das cidades mais belas do Estado de São Paulo. A natureza local é exuberante e, se de um lado está o Oceano Atlântico banhando lindas praias, do outro fica a Serra do Mar coberta pela rica e colorida Mata Atlântica. Dessa forma, sobram motivos para conhecer Caraguá, apelido dado pela maior parte dos moradores e visitantes quando se referem à cidade.

São 186 quilômetros que separam a capital paulista de Caraguatatuba. O município faz divisa com São Sebastião, Ubatuba, Natavidade da Serra, Paraibuna e Salesópolis. Na orla é possível avistar Ilhabela. Fazem parte do território da cidade a Ilha do Tamanduá e o Ilhote da Cocanha.

Os 40 quilômetros de praias tropicais agradam crianças, jovens e adultos. O nome das praias, em sua maioria, advém da língua indígena tupi guarani e os significados das palavras descrevem as belezas naturais de cada uma delas. Masaguaçu, por exemplo, quer dizer grande massa de água; Mococa significa roça ou plantação; e Tabatinga recebeu este nome em razão de sua areia branca e fina.

Com cenários variados, a orla reúne praias selvagens como a Brava, com boas ondas e ideal para surfistas, e badaladas como Martin de Sá, ponto de encontro dos jovens tanto de dia quando a noite. Quem viaja com crianças encontra na Tabatinga, Prainha e Cocanha as águas mais tranquilas da região, além de bares e quiosques que capricham nos pratos e petiscos à base de frutos do mar.

Além das praias, o Parque Estadual da Serra do Mar oferece uma área de 88 mil hectares que abrigam trilhas, cachoeiras com piscinas naturais e diversas espécies de pássaros, animais e plantas.

Caraguatatuba é também uma das grandes incentivadoras da prática do ciclismo. A cidade tem uma das maiores malhas de ciclovias do Estado de São Paulo, com 13 km de passeio com o mar como paisagem. O percurso começa na praia das Flecheiras e se estende pelas praias do Indaiá, Centro, Camaroeiro e Prainha. A ciclovia termina na praia de Martin de Sá, uma das mais badaladas da cidade. Somando a cidade inteira, as ciclovias atingem 25 km de extensão.

Os adeptos de voo livre com asa delta ou parapente têm em Caraguá um dos destinos mais procurados. A cidade possui uma das melhores rampas para salto de São Paulo. Do alto do Morro de Santo Antônio, a 340 metros de altitude, a paisagem é de tirar o fôlego, com visão para a enseada de Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, além do Oceano Atlântico.

A ORIGEM

Caraguatatuba nasceu no início de 1600.

Caraguá começou a ser povoada nos primeiros anos de 1600, com as Sesmarias ­-- um instituto jurídico criado pelo império português para distribuição de terras a particulares para a produção de alimentos. A primeira que se conhece ocupou a bacia do Rio Juqueriquerê, em 1609 e foi doada pelo capitão-mor Gaspar Conqueiro aos antigos moradores de Santos, Miguel Gonçalves Borba e Domingos Jorge, como prêmio por serviços prestados à Capitania de São Vicente.

A colonização da região próxima ao Juqueriquerê começa nesta mesma época. As condições favoráveis das margens do rio despertaram a atenção dos colonos. Mas é a partir da segunda metade do século 17 que surge a Vila de Santo Antônio de Caraguatatuba.

Pesquisas sobre as origens de Caraguá indicam que a fundação da cidade ocorreu entre os anos de 1664 e 1665. O fundador foi Manuel de Faria Dória, Capitão-mor da Capitania de Itanhaém. Entretanto, o ano de 1693 foi marcado por um surto de varíola que matou parte da população da vila.

Moradores deixaram a região e seguiram para as cidades de Ubatuba e São Sebastião, ficando o antigo local de povoamento conhecido como a “Vila que desertou”. O local ficou deserto, apenas a igrejinha de invocação a Santo Antônio permaneceu em pé. No entanto, o vilarejo de Caraguatatuba voltou a ser povoada depois.

Mas em meados do século 18, com o crescimento populacional do povoado, a região chamou a atenção do capitão geral da Capitania de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão Morgado de Mateus, que encaminhou o pedido para que Santo Antônio de Caraguá fosse elevado à condição de Vila, em 27 de setembro de 1770.

Em 1847, Caraguatatuba foi elevada à condição de “Freguesia” pela lei nº 18 de 16 de março de 1847, sancionada por Manuel da Fonseca Lima e Silva, presidente da província de São Paulo. E dez anos mais tarde – exatamente em 20 de abril de 1857 – Caraguá foi elevada à categoria de Vila, deixando de pertencer a São Sebastião.

A cidade foi reconhecida como Estância Balneária em 1947, por meio da Lei nº 38, de 30 de novembro e sua Comarca instalada em 26 de setembro de 1965.

A distância entre Caraguatatuba e o município de São Sebastião é de 28 quilômetros pela Rodovia Rio-Santos (BR 101). E pela mesma via são outros 51 quilômetros a separar a cidade de Ubatuba, que fica na direção norte.

Evolução Urbana

O início do século passado foi marcado por estagnação econômica de Caraguatatuba, bem como de todas as cidades do Litoral Norte de São Paulo. Segundo documentos da época, o comércio era precário, tendo como base a troca de produtos. Muito do que era produzido em Caraguá era enviado em canoas de voga até Santos, onde também compravam as encomendas do povo da Vila.

Em 1910, a Vila de Caraguatatuba tinha 3.562 habitantes. Em 1927 tinha apenas uma praça, duas ruas, um beco e algumas centenas de moradores a mais. A maior parte da população permanecia na zona rural em agrupamentos de pescadores distribuídos ao longo da faixa litorânea.

Porém, em 1927 Caraguá experimenta uma mudança drástica com a instalação da fazenda dos franceses, J. Charvolin, mais tarde denominada Fazenda dos Ingleses. Isso proporcionou um acelerado e consistente crescimento da cidade.

No ano de 1938, começara as obras de construção das ligações rodoviárias entre o Vale do Paraíba e o restante do Litoral Norte. As cidades de Caraguatatuba, São Sebastião e São José dos Campos ficaram mais próximas uma das outras. Mas foi só a partir de 1955 que o tráfego ligando São Sebastião-Caraguatatuba-Ubatuba passa a ser liberado.

A vocação turística de Caraguá só se consolida a partir dos anos de 1940. E é também a partir desde período que o município teve um crescimento populacional acentuado.

Caraguatatuba viveu o pior momento de sua existência na tarde do dia 18 de março de 1967, quando um deslizamento da encosta da Serra do Mar matou mais de uma centena de pessoas – a quantidade exata de mortos nunca pôde ser calculada, pois muitas vítimas nunca foram encontradas.

Mais de 3 mil habitantes ficaram desabrigados. A população naquela época era de aproximadamente 15 mil pessoas. Os temporais que caíram na região durante muitos dias, somada ao desmatamento das encostas causou a tragédia, que ainda é uma lembrança bem viva entre os sobreviventes.

Na década de 1980, a orla do centro, Prainha, Martim de Sá, Indaiá e Palmeiras foram sendo ocupadas ao longos dos anos o que acabou expulsando as famílias caiçaras. Suas terras, passadas de geração para geração, foram sendo tomadas e deram lugar às novas construções, ameaçando a cultura caiçara na região.

Na década de 1990, os números habitacional e populacional continuavam crescendo, ocupando áreas de riscos como as encostas de morros, causando a ocupação desordenada no município.

De acordo com o último censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população fixa de Caraguá era de 100.889 habitantes. Ao longo do verão, com a chegada da população flutuante na região, este número pode até triplicar.

Origem do nome

A origem do nome da cidade vem do tupi guarani. Segundo a tradução da língua indígena, Caraguatatuba é o local onde existem muitos caraguatás, ou seja, caraguatal, caraguatazal. O vocábulo significa também abundância, grande quantidade. Não entendeu nada? Caraguatá – ou gravatá, carauatá, cruatá, coroá, croata e croá– são nomes de plantas da família das bromélias.

Elas são, aliás, uma das espécies mais comuns na flora brasileira. Das cerca de 1.600 espécies conhecidas pelos cientistas, cerca de 1.000 tipos dessa planta são nativas do Brasil. O Caraguatá, especificamente, é uma planta espinhosa que produz cachos de frutos amarelos e extremamente ácidos. O vegetal também é conhecido como bromélia pinguim.

A cidade foi oficialmente fundada em 20 de abril de 1857. Mas os primeiros colonos a se estabeleceram na região chegaram por volta de 1653 e 1654, após o capitão-governador da Capitania de Nossa Senhora de Itanhaém, João Blau, fundar a Vila de Santo Antônio de Caraguatatuba.

Um dos fatos mais importantes ocorridos no município foi também o mais trágico.

O grande temporal de 18 de março de 1967 dividiu a história da cidade em duas partes: antes e depois da catástrofe, pois grande parte da cidade foi destruída com a tempestade. A partir dessa data, o município foi reconstruído e encontrou, definitivamente, sua vocação turística.

Hoje, Caraguatatuba é ainda um polo comercial importante da região e tornou-se o maior da região e com uma grande variedade em opções de compras. Vale conferir os shoppings, o Calçadão Santa Cruz e as simpáticas e acolhedoras lojas de rua.

A estância balneária tem 100.899 habitantes distribuídos em uma área de 484 km².

Cultura

Chegada da sétima arte

Em 1928, Criou-se o cinema do vigário da paróquia (CVP); na década de 1940, o cinema da Binoca; na década de 1950, o cine Caiçara e posteriormente o Cine Máximo fechado na década de 1990. Em 2001, foi inaugurado o Cine Caraguá. Em 2011, chegou à cidade o Centerplex, complexo com quatro salas, sendo duas com sistema de transmissão em 3D.

Teatro aterrissa em Carguatatuba

Em 1953, surgiu o primeiro grupo de teatro amador formado por 15 pessoas, orientado e dirigido por Fábio Quadros.

Em 1981, foi criado na cidade o Festival de Teatro Amador do Litoral Norte (Fetalino), que até 1988, ano em que encerrou suas atividades, promoveu e premiou grupos teatrais de várias cidades e Estados brasileiros.

O mais recente espaço dedicado às artes cênicas é o Teatro Mário Covas, inaugurado pela prefeitura de Caraguatatuba em dezembro de 2004.

Carnaval, uma tradição de mais de 60 anos

Na década de 1950, foi criado o bloco carnavalesco “Casamento da Dorotéia”, ou “Banho da Dorotéia”, que envolveu moradores e visitantes até a década de 1980. A partir deste período, outras escolas marcaram a história do carnaval da cidade como a “Tubarão”, “X9”, “Acadêmicos de Caraguatatuba” e “Mocidade do Litoral”.

Os blocos carnavalescos também tiveram grande importância para o carnaval de Caraguatatuba.

Entre os mais antigos e já desativados estão: “Unidos do Samba”, “Tinga no Corpo e Samba no Pé”, “Independente”, e “Notei no teu semblante”.

Atualmente existem outros blocos que animam o carnaval da cidade como o “Bloco do Urso”, o “Bloco das Piranhas” e o “Bloco das Cheirosas”, já tradicionais nos carnavais.

Música está viva em Carguatatuba

A primeira banda de Caraguá foi formada em 1936, denominada “Banda Municipal Santo Antônio”. Em 1952, foi criada uma nova banda liderada pelo maestro Joaquim Braga Filho, mantida em atividade até 1956. Ressurgiu em 1964, sob a regência do maestro Pedro Alves de Souza e denominada Banda Municipal Carlos Gomes, com integrantes da cidade de Caraguatatuba e Ubatuba. Hoje é a banda oficial do município.

Em 1954, a professora de piano, Maria Stella da Silva Bueno de Oliveira organizou e dirigiu o coral Santa Cecília, criando também uma bandinha de flauta doce.

A partir de 1992, ano de sua criação, a Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (Fundacc) passou a desenvolver atividades culturais nas áreas de esporte/arte, música, dança, teatro, artes plásticas e cinema/vídeo, artesanato, folclore e literatura.

Em 1994, foi criado pela Fundacc o “Água Viva Coral” que conquistou importantes premiações desde o início de suas atividades.

Em 2001, foi implantado na cidade o Projeto Guri que conta com aproximadamente 200 jovens, de 8 a 19 anos, divididos entre orquestra e coral. O projeto é desenvolvido em parceria pela Fundacc, Prefeitura Municipal e Secretaria de Estado da Cultura. É um empreendimento sócio-cultural onde os jovens são integrados ao mundo da música.

Em 2004, foi criada a Associação de Músicos de Caraguá, tendo como presidente é o Sr. José Benedito da Conceição, “Zé P. P.”.

Fonte: www.portal.caraguatatuba.sp.gov.br

voltar 123avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal