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Carboidratos

 

Carboidratos: questões de qualidade

O que é mais importante é o tipo de carboidrato que você escolheu para comer, porque algumas fontes são mais saudáveis ??do que outros. A quantidade de carboidrato na dieta - alto ou baixo - é menos importante do que o tipo de carboidrato na dieta. Por exemplo,, grãos integrais saudáveis, como pão de trigo integral, centeio, cevada e quinoa são opções melhores do que o pão branco altamente refinado ou batatas fritas.

O que são carboidratos?

Os hidratos de carbono são encontrados em uma grande variedade de saudável e não saudável alimentos de pão, feijão, leite, pipoca, batatas, biscoitos, macarrão, refrigerantes, milho e torta de cereja. Eles também vêm em uma variedade de formas. As formas mais comuns e abundantes são açúcares, fibras, e amidos.

Alimentos ricos em hidratos de carbono são uma parte importante de uma dieta saudável. Os hidratos de carbono fornecem o corpo com a glicose, que é convertido em energia utilizada para suportar as funções corporais e a atividade física.

Carboidratos
Carboidratos

Os carboidratos na forma de açúcar ou amido, representam a maior parte da ingestão calórica do homem, da maioria dos animais e de muitos microorganismos.

Também ocupam posição central no metabolismo de plantas verdes e de outros organismos fotossintetizantes que utilizam a energia solar para sintetizar carboidratos a partir de Co2 e H2O.

O amido e o glicogênio servem como depósitos temporários de glicose. Polímeros insolúveis de carboidratos atuam como elementos estruturais e de sustentação nas paredes celulares de plantas e bactérias e,também, no tecido conjuntivo e no revestimento celular dos animais.

Os carboidratos são poliidroxialdeídos ou ploodroxicetonas ou, então,substâncias que,por hidrólise, liberam estes compostos.

O nome carboidrato deve sua origem ao fato da maioria das substâncias desta classe apresentar fórmulas empíricas com proporção de 1:2:1 entre os átomos de carbono, hidrogênio e o oxigênio, o que sugere a idéia de carbono "hidratado" ou "hidratos" de carbono. Por exemplo, a fórmula empírica da D-glicose é C6H12O6. Embora muitos carboidratos comuns apresentem a fórmula empírica (CH2O)n ,outros não mostram esta proporção entre os átomos e, ainda outros, também contêm nitrogênio, fósforo ou enxofre.

Existem três grandes classes de carboidratos: monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos (a palavra sacarídeo deriva de uma palavra grega que significa açúcar).

Os monossacarídeos, ou açúcares simples, consistem de uma única unidade de poliidroxialdeído ou cetona. Na natureza, o monossacarídeo mais abundante é o açúcar com 6 átomos de carbono D-glicose.

Os oligossacarídeos (do grego oligos, poucos) consistem de pequenas cadeias de unidades monossacarídicas unidas entre si por ligações covalentes. Os dissacarídeos são os mais abundantes dos oligossacarídeos; eles são formados por duas unidades de monossacarídeos unidos covalentemente. A sacarose ou açúcar da cana é o representante típico; consiste de dois açúcares de 6 átomos de carbono cada um, D-glicose e D-frutose, unidos covalentemente. A maioria dos oligossacarídeos com três ou mais unidades não ocorre livre, mas como cadeias laterais de polipeptídeos nas glicoproteínas e proteoglicanas.

Os polissacarídeos consistem de longas cadeias com centenas ou milhares de unidades monossacarídicas.  Alguns polissacarídeos, como a celulose, possuem cadeias lineares enquanto outros, como o glicogênio, têm cadeias ramificadas.

Todos os monossacarídeos e dissacarídeos têm nomes terminados com o sufixo - ose.

Fonte: www.geocities.com

Carboidratos

O que são carboidratos

Os carboidratos - também conhecidos como glicídeos ou hidratos de carbono - têm como principal função a de servir como combustível energético para o corpo. "Átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio combinam-se para formar um carboidrato ou uma molécula de açúcar", explica a nutricionista Marlise Stefani.

Os tipos

Para quem não sabe, a unidade básica dos carboidratos é a molécula de açúcar e podem ser divididos em três tipos:

Monossacarídeos: Açúcares tipo glicose (encontrado no sangue), frutose (encontrado nas frutas e no mel) e galactose (encontrado nas glândulas mamárias);
Dissacarídeos ou Oligossacarídeos: Açúcares duplos:
sacarose (dissacarídeo dietético mais comum, também encontrado na beterraba, na cana-de-açúcar, no sorgo, no xarope de bordo e no mel), lactose (açúcar do leite), maltose (encontrado em cervejas, cereais e sementes em processo de germinação);
Polissacarídeos: Contêm três ou mais açúcares simples:
polissacarídeos vegetais ou apenas amido (encontrado em sementes, milho e nos vários grãos com que são feitos o pão, os cereais, as massas...)

Os grupos

Os carboidratos podem ser divididos em dois grupos: carboidratos simples e complexos:

Carboidratos Simples

São mais facilmente quebrados no processo digestivo e assim, fornecem energia imediata. São encontrados em frutas e sucos, mas dificultam a perda de peso, pois, como são digeridos rapidamente pelo organismo, eles fazem com que os níveis de açúcar no sangue aumentem rapidamente, ocorrendo assim, a liberação da insulina que consegue colocar os carboidratos para dentro das células de gordura e músculos.

Essa liberação de insulina previne que o corpo utilize a gordura armazenada por causa do excesso de açúcar presente no sangue, dificultando a perda de gordura.

Carboidratos Complexos

São mais lentamente digeridos, evitando assim, as grandes elevações e queda dos níveis glicêmicos.

São eles: arroz, aveia, feijão, massas, batata, milho, pão...

Mas tome cuidado para não exagerar!!!

O consumo de carboidratos complexos não pode ultrapassar de 60% das calorias totais ingeridas, ou o feitiço acaba virando contra o feiticeiro!

Funções dos carboidratos

Os carboidratos não têm como única função a de fornecer energia para o corpo.

Esta é a principal, mas existem outras:

Poupar a queima de proteínas com finalidade energética
Auxiliar a oxidação mais eficiente e completa de gorduras com finalidade energética
A glicose é o principal combustível para o cérebro. A falta deste nutriente pode causar danos irreversíveis ao cérebro, pois é ela que irá manter a integridade funcional dos tecidos nervosos.
Auxiliar na absorção do cálcio
A lactose (dissacarídeo) permanece mais tempo nos intestinos, estimulando a ação laxativa.

Por isso, nem pense em reduzir a zero os carboidratos da dieta, pois o organismo passa a usar as proteínas para produção de energia, principalmente às custas da massa muscular, isto é, o atleta ou desportista que se exercita mal alimentado está comprometendo sua musculatura. A ingestão adequada de carboidrato previne o uso da proteína tecidual.

Em síntese

ENERGÉTICA: são os principais produtores de energia sob a forma de ATP, cujas ligações ricas em energia (±10 Kcal) são quebradas sempre que as células precisamde energia para as reações bioquímicas. É a principal função dos carboidratos, com todos os seres vivos (com exceção dos vírus) possuindo metabolismo adaptado ao consumo de glicose como substrato energético. Algumas bactérias consumem dissacarídeos (p.ex.: a lactose) na ausência de glicose, porém a maioria dos seres vivos a utiliza como principal fonte energética.

ESTRUTURAL: a parede celular dos vegetais é constituída por um carboidrato polimerizado - a celulose; a carapaça dos insetos contém quitina, um polímero que dá resistência extrema ao exo-esqueleto; as células animais possuem uma série de carboidratos circundando a membrana plasmática que dão especificidade celular, estimulando a permanência agregada das células de um tecido - o glicocálix.

RESERVA ENERGÉTICA: nos vegetais, há o amido, polímero de glicose; nos animais, há o glicogênio, também polímero de glicose porém com uma estrutura mais compacta e ramificada.

CLASSIFICAÇÃO

Os carboidratos mais simples são denominados monossacarídeos, possuindo pelo menos um átomo de carbono assimétrico que caracteriza a região denominada centro quiral, pois fornece isômeros ópticos. Possuem de 3 a 8 carbonos, sendo denominado, respectivamente, trioses, tetroses, pentoses, hexoses, heptoses e octoses.

Os monossacarídeos de ocorrência natural mais comum, como a ribose (5C), glicose (6C), frutose (6C) e manose (6C), existem como hemiacetais de cadeia cíclica (e não na forma linear), quer na formas de furanose (um anel de 5 elementos, menos estável) ou de piranose (um anel de 6 elementos, mais estável).

Esta forma cíclica (hemiacetal), resulta da reação intramolecular entre o grupamento funcional (C1 nas aldoses e C2 nas cetoses) e um dos carbonos hidroxilados do restante da molécula (C4 na furanose e C5 na piranose), ocorrendo nas formas isoméricas a e b (cis ou trans), conforme a posição da hidroxila do C2 em relação à hidroxila do C1. Tais formas são interconvertidas através do fenômeno da mutarrotação.

Os carboidratos formam compostos pela união de duas ou mais moléculas de monossacarídeos, sendo classificados como DISSACARÍDEOS, OLIGOSSACARÍDEOS e POLISSACARÍDEOS. Nesses compostos, quando o carbono C1 apresenta a hidroxila livre (ou seja, não está formando ligação entre os monossacarídeos) o carboidrato apresenta poder redutor quando aquecido. Esta característica é utilizada, freqüentemente, em reações de identificação.

Fonte: www.jmusculacao.8k.com

Carboidratos

Carboidratos
Carboidratos

Carboidratos, o que são?

Os carboidratos são considerados a fonte primária de energia para o organismo, uma vez que seu catabolismo possibilita a liberação de energia química para a formação de ATP (energia).

Fornecem primariamente combustível para o cérebro, medula, nervos periféricos e células vermelhas do sangue. Por esse motivo uma ingestão insuficiente pode trazer prejuízos ao sistema nervoso central e ao organismo.

Carboidratos, também chamados de glicídios ou glícides, são componentes orgânicos (macronutrientes cujos maiores representantes pertencem ao reino vegetal), constituídos por carbono, hidrogênio e oxigênio, podendo variar de açucares simples ou compostos.

Os carboidratos são classificados, segundo a sua estrutura molecular, numa série de grupos dos quais alguns são de muita importância, como os monossacarídeos que são os açucares simples (glicose, frutose e galactose), os dissacarídeos que são a combinação de dois monossacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e os polissacarídeos que são formados a partir da junção de três ou mais monossacarídeos e se dividem em dois grupos, os polissacarídeos vegetais (amido e fibras) e os polissacarídeos animais (glicogênio).

Digestão

Quando ingeridos, os carboidratos estão sob forma de polissacarídeos e dissacarídeos que necessitam ser hidrolisados (quebrados) em açucares simples para serem absorvidos. A digestão dos carboidratos, assim como de outros nutrientes, inicia-se na boca com a mastigação, que fraciona o alimento e o mistura com a saliva.

Durante esse processo, a enzima amilase salivar secretada pelas glândulas parótidas (glândula salivar situada na região orofaríngea) inicia a quebra do carboidrato em dextrinas e maltoses que são moléculas menores. Esta enzima sofre inativação no estômago, assim que inicia a liberação de outras enzimas locais. Ainda no estômago, ocorrem contrações das fibras musculares da parede continuando o processo digestivo mecânico, que são os movimentos peristálticos, que tem a função de misturar as partículas dos alimentos com secreções gástricas. É importante ressaltar que a secreção gástrica não contém enzimas digestivas específicas para a quebra do carboidrato, ocorrendo, portanto, a movimentação do carboidrato para a parte inferior do estômago e da válvula pilórica. Após esse processo, a massa alimentar transforma-se em uma massa espessa chamada quimo, que irá ocupar o duodeno, a primeira porção do intestino delgado.

Dentro do intestino delgado os movimentos peristálticos continuam movendo o quimo ao longo do intestino delgado onde a digestão do carboidrato é finalizada através das secreções pancreática e intestinal.

As enzimas do pâncreas entram no duodeno através de um ducto e contém a amilase pancreática, responsável pela continuidade do processo do desdobramento do amido e da maltose. Já as secreções intestinais contêm três enzimas distintas, as dissacaridases sacarase, lactase e maltase, que atuam sobre os dissacarídeos para render os monossacarídeos glicose, frutose e galactose para absorção.

Desta maneira:

Fonte de enzima Enzima Substrato Produtos
Boca
Glândulas salivares
Amilase salivar (pitalina) Amido Dextrinas e Maltoses
Intestino Delgado
Pâncreas
Amilase pancreática Amilose e amilopectina Maltose, maltotriose e dextrinas a-limitantes
Mucosa Intestinal Borda em escova
Sacaridases intestinais a-dextrinas (isomaltase)

Sacarase
Maltase
Lactase

Dextrinas a-limitantes (isomaltase)
Sacarose
Maltose
Lactose
Glicose
Glicose e frutose
Glicose e glicose
Glicose e galactose

Alimentos fonte de carboidrato:

Cereais: arroz branco, arroz integral, cereal matinal, aveia
Massas e preparados:
macarrão, tortas, bolos, pães, bolachas, etc.
Frutas:
maça, banana, uva, melancia, caqui, goiaba, etc.
Leguminosas:
feijão, ervilha, lentilha
Tubérculos:
batata e mandioquinha

Fonte: www.rgnutri.com.br

Carboidratos

Nosso corpo converte todos os carboidratos em glicose.

A glicose é o combustível das nossas células e produz o calor e a energia para que o organismo realize todas as atividades requeridas ao longo do dia. Portanto os carboidratos são indispensáveis ao ser humano.

Há dois tipos de carboidratos:

Simples: são moléculas pequenas que dão o sabor doce ao alimento. Estão presentes no mel, no leite, nas frutas, no açúcar de cana e nos doces em geral.
Complexos:
São moléculas grandes. Estão presentes nos cereais (arroz, milho, trigo, aveia), nas farinhas feitas dos cereais e em seus derivados, como pães, macarrão, massas, pizzas, bolos, tortas e biscoitos. Os carboidratos complexos também estão presentes nos tubérculos, como na batata, na mandioca, no cará e no inhame.

A nossa dieta deve conter em maior quantidade os carboidratos complexos, e de preferência os integrais, que contêm mais fibras, como arroz integral, aveia, pães e massas integrais. As fibras tornam mais lenta a liberação de glicose no sangue, proporcionando um tempo maior de saciedade, além de auxiliar no bom funcionamento do intestino. Esses alimentos também possuem maior quantidade de vitaminas e minerais.

O que diferencia um carboidrato do outro é o modo como o nutriente é digerido, absorvido e utilizado e em quanto irá elevar a glicemia (índice glicêmico do carboidrato – I.G.).

Os carboidratos com alto índice glicêmico acabam causando uma queda brusca na glicemia após mais ou menos duas horas da ingestão do alimento. Essa queda da glicemia pode causar a necessidade de comer novamente, ou seja , a “fome”.

Os carboidratos refinados, como açúcar, farinha branca e arroz branco, apresentam um alto índice glicêmico. Carboidratos com baixo e médio índice glicêmico atingem a corrente sanguínea de forma lenta e contínua, promovendo a estabilidade da concentração de glicose no sangue, situação ideal para o nosso corpo.

Os carboidratos que apresentam menor índice glicêmico são os carboidratos ricos em fibras, como as farinhas integrais e aveias. Outra forma de diminuir o índice glicêmico dos carboidratos é inserir nas refeições um pouco de proteína ou de lipídios, devendo ser estes de origem vegetal.

Um bom exemplo é o arroz com feijão: o arroz apresenta um alto índice glicêmico, mas o feijão, por apresentar fibras e proteínas, consegue diminuir o índice glicêmico da combinação.

Potanto, deve-se conhecer o tipo de carboidrato a ser ingerido, mas não evitar o seu consumo , pois , como vimos, ele é de suma importância para o corpo humano. Para alcançar uma dieta equilibrada, procure um nutricionista. Ele lhe indicará a quantidade correta de carboidratos a ser consumida, para que este não se torne o “inimigo” da sua balança.

Fonte: www.pdigi.com

Carboidratos

Carboidratos
Carboidratos

Os carboidratos são as biomoléculas mais abundantes na natureza.

Para muitos carboidratos, a fórmula geral é: [C(H2O)]n, daí o nome "carboidrato", ou "hidratos de carbono"

São moléculas que desempenham uma ampla variedade de funções, entre elas:

Fonte de energia
Reserva de energia
Estrutural
Matéria prima para a biossíntese de outras biomoléculas

Monossacarídeos

São os carboidratos mais simples, dos quais derivam todas as outras classes.

Quimicamente --> São polihidroxialdeídos (ou aldoses) - ou polihidroxicetonas (ou cetoses), sendo os mais simples monossacarídeos compostos com no mínimo 3 carbonos:

O Gliceraldeído
A Dihidroxicetona

Feita exceção à dihidroxicetona, todos os outros monossacarídeos - e por extensão, todos os outros carboidratos - possuem centros de assimetria (ou quirais), e fazem isomeria óptica.

A classificação dos monossacarídeos também pode ser baseada no número de carbonos de suas moléculas; assim sendo, as TRIOSES são os monossacarídeios mais simples, seguidos das TETROSES, PENTOSES, HEXOSES, HEPTOSES, etc.

Destes, os mais importantes são as Pentoses e as Hexoses.

As pentoses mais importantes são:

Ribose
Arabinose
Xilose

As hexoses mais importantes são:

Glicose
Galactose
Manose
Frutose

Monossacarídeos em Solução Aquosa

Os monossacarídeos em solução aquosa estão presentes na sua forma aberta em uma proporção de apenas 0,02%.

O restante das moléculas está ciclizada na forma de um anel hemiacetal de 5 ou de 6 vértices.

O anel de 5 vértices é chamado de anel furanosídico.

O anel de 6 vértices é chamado de anel piranosídico.

Na estrutura do anel, o carbono onde ocorre a formação do hemiacetal é denominado "Carbono Anomérico", e sua hidroxila pode assumir 2 formas:

Alfa: Quando ela fica para baixo do plano do anel
Beta:
Quando ela fica para cima do plano do anel

A interconversão entre estas formas é dinâmica e denomina-se Mutarrotação

Exemplo:

Para a molécula da glicose, em solução aquosa, temos as seguintes proporções:

b - D - Glicopiranose: 62%
a - D - Glicopiranose: 38%
a - D - Glicofuranose: menos de 0,5%
b - D - Glicofuranose: menos de 0,5%
Forma aberta: menos de 0,02%

As outras hidroxilas da molécula, quando representadas na forma em anel, seguem a convenção:

Se estavam para a direita: Para baixo do plano do anel
Se estavam para a esquerda:
para cima do plano do anel.

Existe ainda a possibilidade de se dividir as estruturas em anel em 2 grupos, conforme sua configuração espacial:

Estrutura em cadeira
Estrutura em barco

Monossacarídeos Epímeros

São monossacarídeos que diferem entre si na posição de apenas uma hidroxila.

Exs:

Glicose e Galactose são epímeros em C4
Glicose e Manose são epímeros em C2

Dissacarídeos

São carboidratos ditos Glicosídeos, pois são formados a partir da ligação de 2 monossacarídeos através de ligações especiais denominadas "Ligações Glicosídicas".

A Ligação Glicosídica --> Ocorre entre o carbono anomérico de um monossacarídeo e qualquer outro carbono do monossacarídeo seguinte, através de suas hidroxilas e com a saída de uma molécula de água. Os glicosídeos podem ser formados também pela ligação de um carboidrato a uma estrutura não-carboidrato, como uma proteína, por exemplo. O tipo de ligação glicosídica é definido pelos carbonos envolvidos e pelas configurações de suas hidroxilas.

Exs:

Na Maltose --> Gli a (1,4)-Gli
Na Sacarose --> Gli a (1,2)-b-Fru
Na Lactose --> Gal b (1,4)-Gli
Na Celobiose --> Gli b (1,4)-Gli

Polissacarídeos

São os carboidratos complexos, macromoléculas formadas por milhares de unidades monossacarídicas ligadas entre si por ligações glicosídicas.

Os polissacarídeos mais importantes são os formados pela polimerização da glicose, em número de 3:

O Amido: É o polissacarídeo de reserva da célula vegetal. Formado por moléculas de glicose ligadas entre si através de numerosas ligações a (1,4) e poucas ligações a (1,6), ou "pontos de ramificação" da cadeia. Sua molécula é muito linear, e forma hélice em solução aquosa.
O Glicogênio:
É o polissacarídeo de reserva da célula animal. Muito semelhante ao amido, possui um número bem maior de ligações a (1,6), o que confere um alto grau de ramificação à sua molécula. Os vários pontos de ramificação constituem um importante impedimento à formação de uma estrutura em hélice.
A Celulose:
É o carboidrato mais abundante na natureza. Possui função estrutural na célula vegetal, como um componente importante da parede celular. Semelhante ao amido e ao glicogênio em composição, a celulose também é um polímero de glicose, mas formada por ligações tipo b (1,4). Este tipo de ligação glicosídica confere á molécula uma estrutura espacial muito linear, que forma fibras insolúveis em água e não digeríveis pelo ser humano.

Fonte: www.biomania.com.br

Carboidratos

Carboidratos
Carboidratos

Os carboidratos são compostos orgânicos que consistem de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Podem ser representado da seguinte formas: Cn H2n On. Variam de açúcares simples contendo de 3 a 7 carbonos até polímeros muito complexos.

Carboidratos, carbohidratos, hidratos de carbono, glicídios, glícidos, glucídeos, glúcidos, glúcides, sacarídios ou açúcares são substâncias, sintetizadas pelos organismos vivos.

São os chamados energéticos, pois a maioria da energia consumida pelo organismo para realizar as tarefas do dia a dia como trabalhar, dirigir, conversar, etc, vem dos carboidratos, porém num exercício físico de longa duração, o nutriente mais utilizado passa a ser a gordura.

Eles fornecem 4 calorias para o organismo por grama consumida de carboidratos.

As fontes na alimentação são: macarrão, arroz, batata, pães, biscoitos, etc.

Na saúde

Os carboidratos representam a principal fonte de energia, pois é o principal combustível do homem.

Em circunstâncias normais é a única fonte de energia para o cérebro.

Fornecem energia para o desenvolvimento do trabalho interno (respiração, circulação do sangue, batimento do coração, etc), externo (andar, trabalhar, fazer esforço, etc) e calor para manter a temperatura do corpo.

Devem compor até 60% do total diário de calorias consumidos na alimentação.

Os carboidratos que devem ser evitados são os açúcares pois são ricos em calorias, não podem ser consumidos por diabéticos e são quase destituídos de nutrientes.

Vegetais, frutas, grãos e cereais são ricos em carboidratos.

Os carboidratos são considerados nutrientes energéticos, pois têm como função o fornecimento da maior parte da energia necessária para o corpo realizar suas atividades normais como andar e trabalhar.

Podem ser classificados como:

Carboidratos simples: Os que possuem uma absorção mais rápida fornecendo ao organismo uma rápida forma de energia (glicose)
Carboidratos complexos:
Que para serem absorvidos e utilizados como fonte de energia devem ser quebrados em carboidratos simples.

Os representantes desta classe de nutriente são as massas, pães, cereais, tubérculos e grãos.

O carboidrato ingerido em excesso (acima da necessidade basal de energia) tem que ser consumido principalmente através de exercícios fisicos, caso contrário, se torna uma reserva de gordura. Essa gordura se deposita sob a pele, nos órgãos e vasos sangüíneos.

Fonte: www.nutrimais.com

Carboidratos

O que é uma Alimentação Saudável?

A contagem de carboidratos deve ser inserida no contexto de uma alimentação saudável, que nada mais é do que aquela capaz de oferecer todos os nutrientes necessários para o corpo humano, promovendo saúde e bem-estar. Uma boa alimentação é importante para todas as pessoas, pois é a partir dos alimentos que o organismo retira os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento, manutenção de tecidos, resistência às doenças, etc.

Uma das grandes conquistas na área de nutrição, e mais especificamente na terapia nutricional em diabetes, é a individualização do plano alimentar, respeitando necessidades nutricionais, hábitos alimentares, estado fisiológico, atividade física, medicação e situação socioeconômica.

Assim, para uma pessoa suprir suas necessidades nutricionais é necessário haver a combinação de vários alimentos, pois alguns nutrientes estão mais concentrados em um determinado grupo de alimentos do que em outro.

CALORIA DOS ALIMENTOS

Define-se como caloria a representação métrica de energia produzida por determinados nutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios)quando metabolizados pelo organismo. O carboidrato e a proteína, quando totalmente metabolizados no organismo, geram 4kcal de energia por grama, enquanto o lipídio (gordura) gera 9kcal. Em contrapartida, outros nutrientes, como vitaminas 9 manual oficial de contagem de carboidratos sbd e minerais (a exemplo do cálcio, do ferro e do iodo), não geram energia, mas são de extrema importância para o organismo, pois são compostos que ocorrem em quantidades diminutas nos alimentos e têm funções específicas e vitais nas células e nos tecidos do corpo humano. A água, igualmente essencial à vida, embora também não seja geradora de energia, é o componente fundamental do corpo humano,ocupando dois terços do organismo. O álcool, por outro lado, é uma substância que, ao ser metabolizada, gera energia alimentar (1g de álcool possui aproximadamente 7kcal), porém não é considerado um nutriente por não contribuir para o crescimento, a manutenção ou o reparo do organismo.  

MACRONUTRIENTES

Carboidratos (glicídios)

Apesar de a Associação Americana de Diabetes (ADA, 2003)recomendar que a quantidade de carboidratos seja estabelecida de acordo com as metas de tratamento na prática, utiliza-se uma recomendação diária de 50% a 60%do valor calórico total.

A classificação dos carboidratos reflete o fato de que todos se transformam a partir da glicose, originando unidades mais simples e mais complexas. Os carboidratos simples mais encontrados nos alimentos são glicose, frutose, sacarose e lactose e, entre os complexos, o amido.

As fibras são também classificadas como carboidratos e são importantes na manutenção e no bom desempenho das funções gastrointestinais e conseqüente prevenção de algumas doenças.

As fibras são classificadas como solúveis e insolúveis, tendo as primeiras importante função no controle glicêmico. As fibras insolúveis são importantes na fisiologia intestinal. A recomendação é a ingestão de 21-30g de fibras, quantidade igual à aconselhada para a população em geral.

Proteínas

As proteínas do plano alimentar estão envolvidas na síntese do tecido protéico e em outras funções metabólicas específicas, como processos anabólicos,fonte de energia,papel estrutural, etc.

A recomendação de ingestão diária é, em geral, de 15% a 20%do valor calórico total. Para pacientes diabéticos que apresentam complicações da doença, a quantidade protéica a ser ingerida deve receber orientação nutricional específica.

Lipídios

Os lipídios são componentes orgânicos dos alimentos que, por conterem menos oxigênio que os carboidratos e as proteínas, fornecem taxas maiores de energia.São também importantes condutores de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K)e possuem ácidos graxos essenciais.

Na prática, recomenda-se uma ingestão diária de até 30% do valor calórico total. Porém, a Associação Americana de Diabetes recomenda que os lipídios sejam estabelecidos de acordo com as metas do tratamento, distribuindo os 30% em até 10% de ácidos graxos saturados, 10% de monoinsaturados e 10% de poliinsaturados.  

Fonte: www.diabetes.org.br

Carboidratos

Você, provavelmente, já ouviu falar em "carboidratos" e "carboidratos complexos". Os carboidratos fornecem o combustível básico para seu corpo. Seu corpo precisa dos carboidratos como um motor de carro precisa da gasolina.

O carboidrato mais simples é a glicose. A glicose, também chamada de "açúcar do sangue" e "dextrose", flui na corrente sangüínea para estar disponível a cada célula de seu corpo. Suas células absorvem glicose e a convertem na energia utilizada pela célula.

Especificamente, um conjunto de reações químicas na glicose cria ATP (adenosina tri-fosfato), e uma ligação de fosfato nas energias de ATP cria a maioria da maquinaria em uma célula humana. Se você beber uma solução de água e glicose, esta passa diretamente do sistema digestivo para a corrente sangüínea.

O carboidrato possui este nome porque a glicose é formada de carbono e água.

A fórmula química da glicose é:

Carboidratos
C
6(H2O)6

Repare que a glicose é composta de seis átomos de carbono (carbo...) e de elementos de seis moléculas de água (...hidrato). A glicose é um açúcar simples, por isso, tem um gosto doce para nossa língua.

Há outros açúcares simples dos quais você já deve ter ouvido falar. A frutose é o principal açúcar das frutas. A frutose tem a mesma fórmula química da glicose (C6h62O6), mas a organização dos átomos é um pouco diferente.

O fígado converte a frutose em glicose. A sacarose, também conhecida como "açúcar branco" ou "açúcar de mesa", é constituída de uma molécula de glicose ligada a uma de frutose. A lactose (açúcar encontrado no leite) é produzida a partir de uma molécula de glicose ligada a uma de galactose.

A galactose, como a frutose, tem os mesmos componentes químicos que a glicose, mas a organização dos átomos é diferente. O fígado também converte a galactose em glicose. A maltose, o açúcar encontrado no malte, é produzido a partir da ligação de dois átomos de glicose.

A glicose, a frutose e a galactose são monossacarídeos e são os únicos carboidratos que podem ser absorvidos pela corrente sangüínea através da parte interna do intestino. A lactose, a sacarose e a maltose são dissacarídeos (eles contêm dois monossacarídeos) e são facilmente convertidos em suas bases monossacarídeas pelas enzimas no trato digestivo.

Monossacarídeos e dissacarídeos são chamados de carboidratos simples. Eles também são açúcares, têm sabor doce, são digeridos e entram na corrente sangüínea de forma muito rápida. Ao olhar o rótulo de "informações nutricionais" de uma embalagem de alimentos e vir "açúcares" abaixo da parte que fala de "Carboidratos", é desses açúcares simples que o rótulo está falando.

Também existem carboidratos complexos, normalmente conhecidos como "amidos". Um carboidrato complexo é composto de cadeias de moléculas de glicose. Amidos são a maneira que as plantas usam para armazenar energia - elas produzem glicose e formam cadeias com estas moléculas para formá-los.

A maioria dos grãos (trigo, milho, aveia, arroz) e alimentos como batatas e bananas são ricos em carboidratos complexos. Seu sistema digestivo quebra um carboidrato complexo em moléculas de glicose para que esta glicose possa entrar na sua corrente sangüínea. No entanto, leva muito mais tempo para quebrar o amido.

Se você beber uma lata de refrigerante cheia de açúcar, a glicose entrará na corrente sangüínea em uma taxa de 30 calorias por minuto. Um carboidrato complexo integral é digerido muito mais vagarosamente, o que faz com que a glicose entre na corrente sangüínea a uma taxa de apenas duas calorias por minuto.

Você pode ter ouvido falar que comer carboidratos complexos faz bem, mas que o açúcar não. Você pode até mesmo ter sentido isso no seu próprio corpo.

A seguinte citação do Guia para a Nutrição das Crianças de Yale explica por que:

Se os carboidratos complexos integrais são quebrados em monossacarídeos nos intestinos, antes de serem absorvidos pela corrente sangüínea, porque eles são melhores do que o açúcar refinado ou outros di- ou mono-sacarídeos? Isso tem muito a ver com o processo de digestão e absorção.
Os açúcares simples requerem pouca digestão, e quando uma criança come um alimento doce (como uma barra de chocolate recheado ou uma lata de refrigerante) o nível de glicose do sangue se eleva rapidamente. Em resposta, o pâncreas produz uma grande quantidade de insulina para evitar que os níveis de glicose no sangue se elevem muito.
Esta grande resposta de insulina, por sua vez, tende a fazer o nível de açúcar do sangue cair depois de 3 a 5 horas depois da barra de chocolate ou da lata de refrigerante ser consumida. Esta tendência de queda do nível de glicose no sangue pode, então, levar ao surgimento da adrenalina, que por sua vez pode causar nervosismo ou irritabilidade.
O mesmo "efeito montanha russa" de níveis de glicose e hormônios não ocorre depois de comer carboidratos complexos integrais ou após ter uma refeição balanceada, porque os processos de digestão e absorção são muito lentos.
Pensando bem, isto é muito interessante porque mostra que os alimentos que você consome e o modo com que faz isto podem afetar seu humor e seu temperamento. Os alimentos afetam os níveis dos hormônios em sua circulação sanguínea por muito tempo.

Outra coisa interessante sobre esta citação é a menção da insulina. Acontece que a insulina é muito importante para o modo que o corpo usa a glicose que a alimentação fornece.

As funções da insulina são:

Possibilitar que a glicose seja transportada pelas membranas das células;
Converter a glicose em glicogênio para ser armazenado no fígado e músculos;
Ajudar o excesso de glicose a ser convertido em gordura;
Evitar a quebra de proteína para não faltar energia.

De acordo com a Enciclopédia Britânica (em inglês):

A insulina é uma proteína simples na qual duas cadeias de polipeptídeos de aminoácidos são reunidos por ligações de bissulfeto. A insulina ajuda a transformar a glicose nas células para que elas possam oxidar a glicose e produzir energia para o corpo. No tecido adiposo (gordura), a insulina facilita o armazenamento da glicose e sua conversão em ácidos graxos. A insulina também permite a decomposição química dos ácidos graxos. No músculo, ela permite que os aminoácidos saibam quando devem produzir proteínas. No fígado, ela ajuda a converter a glicose em glicogênio (o armazenamento de carboidrato em animais) e reduz a gliconeogênese (a formação de glicose a partir de fontes não carboidratos). A ação da insulina é antagonizada pelo glucagon (outro hormônio pancreático) e pela adrenalina.

O que você pode começar a ver a partir desta descrição é que na verdade há muitas coisas diferentes acontecendo no seu organismo envolvendo a glicose. A glicose é a fonte essencial de energia para seu corpo, que possui muitos mecanismos diferentes para assegurar que o nível correto de glicose esteja adequado na corrente sangüínea. Por exemplo, seu corpo armazena a glicose em seu fígado (como o glicogênio) e também pode converter a proteína em glicose, se necessário.

Os carboidratos fornecem a energia que as células precisam para sobreviver.

Fonte: www.wallstreetfitness.com.br

Carboidratos

Carboidratos

Carboidratos tornaram-se o alvo de muitas dietas nos últimos anos. Antigamente falava-se em cortar gorduras, mas a moda agora é cortar açúcar e carboidrato.

No entanto, o desafio é fazer as melhores escolhas e diferenciar entre bons e maus carboidratos para ter uma dieta saudável e manter o peso ideal.

O que são carboidratos?

O bloco básico de construção de todo carboidrato é uma molécula de açúcar, uma união simples de alguns átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Carboidratos são divididos em duas grandes categorias:

Carboidratos simples são blocos únicos ou duplos, incluem a frutose (açúcar de frutas), dextrose ou glicose (açúcar de milho), sacarose (açúcar de cana ou açúcar caseiro) e a lactose (açúcar do leite).

Carboidratos complexos são cadeias formadas pela união de milhares de blocos de carboidratos simples, incluem o amido (farinhas de trigo, polvilho) e as fibras.

Digestão dos carboidratos

O sistema digestivo lida com todos os carboidratos basicamente da mesma maneira: quebrando-os em moléculas simples para que possam ser absorvidas através da mucosa digestiva até a corrente sanguínea.

Uma vez na corrente sanguínea, o carboidrato principal é a glicose que será utilizada como fonte de energia universal por todos os órgãos.

As fibras são a exceção, pois são longas cadeias de carboidratos que não podem ser digeridas, passando intactas pelo tubo digestivo. As fibras desempenham funções que assemelham-se à limpeza e depuração de substâncias nocivas ao organismo.

Metabolismo dos carboidratos

Quando alguém ingere algum alimento que contém carboidratos, o sistema digestivo o quebra em moléculas simples, que entram na corrente sanguínea na forma de glicose.

Com a elevação da glicose sanguínea, o pâncreas libera insulina, um hormônio que sinaliza para as células absorverem o açúcar para ser utilizado como energia ou como reserva.

Quando o nível de glicose sanguíneo cai e não existe alimento para ser digerido, o pâncreas libera outro hormônio, o glucagon, que sinaliza para as células que reservaram a glicose devolverem o açúcar para o sangue para que seja compartilhado por todo organismo.

Em algumas pessoas, este mecanismo não funciona corretamente levando ao surgimento de diabetes.

Índice glicêmico

A divisão dos carboidratos em simples e complexos faz sentido em nível químico. Mas não explica como o carboidrato advindo da dieta é absorvido e metabolizado.

Um novo sistema, chamado índice glicêmico, foi então desenvolvido para classificar os carboidratos de acordo com a velocidade com que um alimento é absorvido e eleva o nível de glicose no sangue.

Alimentos com alto nível glicêmico, como o pão branco, causa uma rápida elevação da glicose sangüínea. Alimentos com baixo nível glicêmico, como a aveia, são digeridos e absorvidos mais devagar, causando uma elevação baixa no nível de glicose.

Alimentos de alto nível glicêmico provocam um grande choque no metabolismo, pois forçam o organismo a lidar com uma grande quantidade de açúcar no sangue.

Estes alimentos estão ligados ao desenvolvimento de várias doenças:

Diabetes,
Doenças cardiovasculares,
Obesidade,
Degeneração macular,
Infertilidade feminina,
Câncer colorretal.

Carboidratos bons e maus

Algumas dietas populares tratam os carboidratos como se fossem demônios, a raiz de toda a gordura corporal e do excesso de peso. Mas isto não é a verdade.

O importante é escolher bons carboidratos que possam fazer parte da dieta de todos os dias, resultando na manutenção de um peso ideal e saudável. Neste ponto, já está claro que carboidratos bons são aqueles de baixo ou médio índice glicêmico.

Um dos fatores mais importantes que influenciam no índice glicêmico de um alimento é o quanto ele foi processado. A moagem e o refinamento de grãos e cereais durante o seu processamento remove grande parte das fibras, vitaminas e sais minerais, deixando o somente o açúcar pronto para ser absorvido com alto índice glicêmico.

Dieta dos carboidratos saudáveis

Para uma vida saudável, busque seus carboidratos nos grãos integrais e seus derivados sem processamento. Estas escolhas, não somente irão proteger sua saúde, como trazer sabor aos seus pratos.

Até recentemente, para fazer escolhas saudáveis era preciso freqüentar lojas especializadas, mas hoje, quase todos os mercados trazem produtos integrais.

Aqui estão algumas sugestões para sua dieta:

Comece seu dia com cereais e grãos inteiros, como granolas e aveias.
Escolhas pães e massas feitas de farinha integral checando em seus ingredientes.
Prefira frutas inteiras, ao invés dos sucos.
Evite batatas, mandioca e arroz branco. Em vez disto experimente receitas novas com arroz integral.
Capriche no feijão, nas ervilhas e na soja para compor seus pratos.
Inclua o milho nos pratos.
Experimente outras grãos e cereais, tais como o gérmen de trigo, o trigo para quibe e a linhaça.

Referências bibliográficas

1.Ludwig DS. Clinical update: the low-glycaemic-index diet. Lancet. 2007; 369:890–2. A dieta de baixo índice glicêmico. Publicado no LANCET, uma das mais importantes revistas científicas do mundo.
2.Department of Nutrition at Harvard School of Public Health. The Nutrition Source Website, available: www. hsph.harvard.edu/nutritionsource. Revisado em maio de 2008. Centro de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo.

Fonte: www.bancodesaude.com.br

Carboidratos

Também conhecidos como hidratos de carbono, glicídios ou açúcares são considerados alimentos energéticos, ou seja, destinados a gerar calorias quando queimados pelo organismo. É o que ocorre, por exemplo, durante os exercícios físicos.

Quando não aproveitados, os carboidratos transformam-se em gorduras.

Temos:

Os carboidratos simples, também chamados de monossacarídeos (como a glicose e a frutose), que são absorvidos diretamente pelo organismo (pelo intestino). Os mais complexos, como a sacarose (açúcar de cana e da beterraba), a lactose (do leite), o amido (da batata, trigo e arroz), antes de serem absorvidos, precisam ser transformados em monossacarídeos, pela ação de determinados fermentos digestivos.

Alguns carboidratos não são digeridos nem tampouco absorvidos pelo organismo, como, por exemplo: a celulose. Juntamente com a lignina e outras substâncias, constituem as chamadas fibras dietárias ou alimentares, extremamente úteis em estimular os movimentos peristálticos intestinais, favorecendo as evacuações. Além de combaterem a prisão de ventre, auxiliam a diminuir a incidência de doenças ano-retais e a baixar o teor de colesterol e triglicérides no sangue.

Os Carboidratos (Hidratos de Carbono) nos Alimentos

O grupos dos Carboidratos é bastante vasto e estão presentes, sobretudo e maioritariamente, nos alimentos de origem vegetal. Existem dois tipos principais de carboidratos, aqueles que o organismo pode efectivamente assimilar e transformar em energia e acordo com as suas necessidades (os carboidratos absorvíveis) e os constituídos de fibra vegetal (carboidratos não absorvíveis).

Quanto aos carboidratos absorvíveis, os mais comuns nos alimentos são os monossacarídeos (como a glucose e frutose) e os dissacarideos (sacarose, lactose ou maltose). Os carboidratos absorvíveis complexos, ou polissacarídeos, são moléculas formada por milhares de monossacarídeos, como o amido (existente nos tubérculos, leguminosas e cereais) e o glicogénio, que existe em pequenas quantidades no fígado e na carne e não possui um valor nutricional alimentar prático.

Os Carboidratos e a Saúde

Os carboidratos são a principal fonte de energia do nosso corpo, sendo essa a principal razão pelo qual é fundamental incluir bastantes alimentos de origem vegetal na nossa alimentação. Em casos de carência, pode-se dar acidificação do sangue, perda de minerais, canibalização das proteínas e desidratação.

Caso a alimentação seja pouco equilibrada sem respeito pela nutrição básica do organismo, baseie-se em muitas gorduras de origem animal e seja pobre em vegetais, existe o risco agravado de surgirem os problemas de saúde acima citados. Existe uma maior necessidade de carboidratos em alturas de prática de exercício físico e épocas de crescimento.

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Carboidratos

Os carboidratos são substâncias orgânicas também chamadas de hidratos de carbono. Estes nomes foram dados porque, na molécula da maior parte dos carboidratos, para cada carbono presente existem 2 átomos de hidrogênio e 1 átomo de oxigênio, na mesma proporção existente na molécula de água. Daí o nome carbo (carbono) hidrato (hidros= água).

Os açúcares, como a glicose, a frutose e a sacarose são os carboidratos mais conhecidos. Mas também existem carboidratos de moléculas muito grandes (macromoléculas) como a celulose e o amido. Os alimentos ricos em carboidratos produzem a energia necessária para o funcionamento do organismo de quase todos os seres vivos. É com a energia obtida dos carboidratos que temos força para trabalhar, correr, andar e também brincar, etc. A energia dos carboidratos é importante para manter nossa temperatura estável. Por isso, os alimentos ricos em carboidratos são chamados alimentos combustíveis.

São alimentos ricos em carboidratos:

Cereais
Pães
Farinhas
Mandioca e batata
Doces
Frutas.

Fonte: www.cnpab.embrapa.br

Carboidratos

Os carboidratos, também chamados de glicídios, representam a principal fonte de energia para o corpo, gerando 4 calorias por grama.

Eles são compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio.

De acordo com o número de moléculas, os carboidratos são classificados em: monossacarídios (com apenas uma molécula de açúcar simples), dissacarídios (com duas moléculas) e polissacarídios (com três ou mais).

As reservas de energia no organismo provenientes dos carboidratos são as primeiras a serem solicitadas e podem ser gastas durante o exercício físico - o que faz com que esses se tornem a principal necessidade alimentar dos atletas.

Para as pessoas ativas e aquelas que participam de um treinamento com exercícios, cerca de 60% da ingestão calórica diária (400 a 600g) deveriam ser fornecidos na forma de carboidratos, predominantemente da variedade complexa (dissacarídeos e polissacarídeos).

Entre 50 e 60% das calorias de uma dieta equilibrada deve ser proveniente dos carboidratos, pois estes são facilmente digeridos e mais disponíveis nos alimentos.

PAPEL DOS CARBOIDRATOS

Os carboidratos desempenham várias funções importantes relacionadas à realização dos exercícios:

Fonte de energia: a principal função dos carboidratos consiste em servir como combustível energético para o corpo. A energia proveniente da desintegração da glicose e do glicogênio acaba sendo utilizada para acionar a contração muscular, assim como todas as outras formas de trabalho biológico.

Preservação das proteínas: em condições normais, a proteína desempenha um papel vital na manutenção, no reparo e no crescimento dos tecidos corporais.

Em um grau consideravelmente menor, a proteína serve também como fonte de energia alimentar. Quando as reservas de glicogênio estão reduzidas, a produção de glicose começa a ser feita a partir da proteína e da gordura. Isto acontece muito no exercício prolongado e de resistência. Conseqüentemente, o preço a ser pago é uma redução temporaria nas "reservas" corporais de proteína, especialmente proteína muscular. Em condições extremas, isso pode causar uma redução significativa no tecido magro (perda de massa muscular).

Proteção contra corpos cetônicos: carboidratos são ativadores do metabolismo das gorduras. Se a quantidade de carboidratos é insuficiente devido a uma dieta inadequada ou pelo excesso de exercícios, o corpo mobiliza mais gorduras para o consumo energético (do mesmo modo como faz com as proteínas). Isso pode resultar no acúmulo de substâncias ácidas (corpos cetônicos), prejudiciais ao organismo.

Combustível para o sistema nervoso central: carboidratos agem também como combustíveis do sistema nervoso central, sendo essenciais para o funcionamento do cérebro, cuja única fonte energética é a glicose, e dos nervos.

CAMINHO DO CARBOIDRATO NO CORPO

1) O carboidrato é ingerido.
2)
Se o carboidrato não for do tipo simples, ele é digerido (quebrado em partes menores) até ser transformado em glicose.
3)
A glicose vai então para o fígado e para os músculos. Aquilo que não for utilizado na hora é armazenado na forma de glicogênio, um polissacarídeo (formado pela junção de várias moléculas de glicose).
4)
Para um bom desempenho físico, o organismo deve ter boas reservas deste polissacarídeo. Quando o corpo pede (durante a atividade física, por exemplo), o glicogênio é novamente quebrado em glicose, fornecendo energia.
5)
Vários fatores determinam a velocidade e a quantidade da síntese ou desintegração do glicogênio.

Se comemos muito carboidrato e não usamos toda a glicose gerada, os açúcares em excesso são transformados e armazenados na forma de gordura.

Se falta glicogênio, por causa de uma restrição dietética ou por causa do exercício, a produção de glicose a partir dos componentes estruturais dos outros nutrientes, especialmente proteínas, tende a aumentar.

POLISSACARÍDEOS E SUAS FONTES

Três ou mais moléculas de açúcares simples formam um polissacarídio.

Em geral, existem duas classificações dos polissacarídios: vegetais e animais.

Duas formas comuns de polissacarídios vegetais são: o amido e as fibras.

Amido: é encontrado nos vegetais, como cereais, raízes, tubérculos, leguminosas e outros. Constitui a principal fonte dietética (pouco calórica) de carboidrato.

Maltodextrina: este polímero de glicose fornece energia gradualmente devido ao mecanismo enzimático que o desmembra no intestino até sua forma mais simples (glicose). Evita, deste modo, picos glicêmicos, além de ser ótimo precursor para a síntese de glicogênio muscular. Por ser pouco doce, permite a ingestão em maiores quantidades sem deixar sabor desagradável na boca.

Celulose: a celulose e a maioria dos outros materiais fibrosos diferentes do amido são, em geral, resistentes às enzimas digestivas humanas - isto é, não são digeridos. Um de seus papéis é ajudar no bom funcionamento do intestino, formando o bolo fecal. Eles são encontrados exclusivamente nas plantas e perfazem a parte estrutural das folhas, caules, raízes, sementes e cascas de frutas. Apesar de tecnicamente não ser um nutriente, a fibra dietética recebeu muita atenção por parte dos pesquisadores.

Grande parte desse interesse teve origem nos estudos que associavam os altos níveis de ingestão de fibras com uma menor ocorrência de obesidade, diabete, distúrbios intestinais e doença cardíaca. A ingestão de fibras também pode reduzir o nível de colesterol no sangue, especialmente as fibras presentes em alimentos tipo aveia, feijões, arroz integral e uma grande variededa de frutas. Para indivíduos com lipídios sanguíneos elevados, por exemplo, o acrescimo de 100g de farelo de aveia na dieta diária induz uma redução de 13% do nível de colesterol do sangue.

MONOSSACARÍDEOS E SUAS FONTES

Os monossacarídios são os açúcares simples.

Os mais comuns na natureza são:

Frutose: encontrada principalmente nas frutas e no mel. É o mais doce dos açúcares simples. Fornece energia de forma gradativa, por ser absorvida lentamente, o que evita que a concentração de acúcar no sangue (glicemia) aumente muito depressa.
Glicose:
resultado da "quebra" de carboidratos mais complexos (polissacarídeos) encontrados nos cereais, frutas e hortaliças. É rapidamente absorvida, sendo utilizada como fonte de energia imediata ou armazenada no fígado e no músculo na forma de glicogênio muscular.
Galactose
: proveniente da lactose (um dissacarídeo). No fígado, é transformada em glicose para fornecer energia.

Fonte: www.terra.com.br

Carboidratos

Os carboidratos são açúcares e participam da dieta de grande parte do mundo. Estão presentes em bolos, pães e biscoitos e é a partir da oxidação dessas biomoléculas que tem-se a principal via metabólica de obtenção de energia para a maioria das células não fotossintetizantes. Esta propriedade constitui uma das principais características dos carboidratos, pois estes ainda participam de estruturas como a parede celular de bactérias e de células vegetais, do glicocálix das células de organismos multicelulares, além de participarem da composição de líquidos lubrificantes nas articulações e no reconhecimento e da coesão célula-célula, dentre outras funções.

Os hidratos de carbono (carboidratos) são, em sua maior parte, poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas cíclicos ou substâncias que quando hidrolisadas liberam esses compostos. Sua fórmula geral é (CH2O)n podendo apresentar em sua estrutura átomos de nitrogênio, enxofre ou fósforo.

A classificação dos carboidratos é feita de acordo com o tamanho que estes assumem. São então classificados como monossacarídeos, oligossacarídeos ou polissacarídeos. Os carboidratos também podem ser encontrados em associação com outras biomoléculas, sejam elas proteínas ou lipídios, que, de uma forma geral, originam os chamados glicoconjugados.

Monossacarídeos

São os açúcares simples, como a D-gilcose (monossacarídeo mais abundante), ou a D-frutose, e que têm como propriedades físicas o fato de serem incolores, solúveis em meio aquoso, formarem sólidos cristalinos e possuírem sabor adocicado.

A estrutura de um monossacarídeo consiste em uma cadeia carbônica não-ramificada, apresentando ligações simples entre os carbonos. Um ou mais desses carbonos estão ligados a grupos hidroxilas, podendo haver carbonos assimétricos chamados de centros quirais. Esse tipo de carboidrato apresenta ainda um grupo carbonila, que define se é um aldeído ou uma cetona.

Carbonos Assimétricos

Os monossacarídeos mais simples são constituídos por três átomos de carbono, como é o caso do gliceraldeído e da diidroxicetona, porém as unidades monossacarídicas podem ter quatro, cinco, seis, sete átomos de carbono, recebendo nome de tetroses, pentoses e assim por diante.

As tetroses e todos os outros monossacarídeos em solução aquosa ocorrem como estruturas cíclicas, onde o grupo carbonila reage com um grupo hidroxila da mesma molécula aumentando a complexidade desta e permitindo a formação de estereoisômeros a e ß, formando derivados chamados de hemicetais ou hemiacetais. Os anéis assim formados por seis elementos podem ser piranosídicos, quando há cinco ou mais carbonos na cadeia carbônica, ou furanosídicos, formados por cinco átomos no anel.

Os monossacarídeos podem ser considerados como agentes redutores por poder serem oxidados com íons férrico (Fe3+) ou cúprico (Cu2+).

Oligossacarídeos

São constituídos pela união de duas ou mais unidades monossacarídicas. Os dissacarídeos são os oligossacarídeos mais comuns. Constituem-se a partir da união de monossacarídeos ligados covalentemente por ligação O-glicosídica, que ocorre quando um grupo hidroxila de uma molécula reage com o carbono anomérico da outra. Há, assim, a formação de acetal a partir de um hemicetal e de um álcool (um grupo hidroxila da 2ª molécula de açúcar).

Já a sacarose (açúcar comum elaborado pelos vegetais), formada por glicose e frutose possui átomos de carbonos anoméricos de ambos os monossacarídeos envolvidos na ligação glicosídica. A sacarose é portanto um açúcar não-redutor. Vale lembrar que açúcares não redutores são também chamados de glicosídios e que ao participarem de uma ligação glicosídica, seus carbonos anoméricos não podem mais ser oxidado por íons férrico(Fe3+) ou cúprico(Cu2+), não podendo agir como agente redutor nem apresentar forma linear.

Sacarose, um açúcar não redutor

Há outro tipo de ligação glicosídica que reúne o átomo de carbono anomérico de um açúcar a um átomo de nitrogênio em uma glicoproteína. São as chamadas ligações N-glicosil, também encontradas em todos os nucleotídeos.

Polissacarídeos

São também chamados de glicanos e diferem entre si na identidade das unidades monossacarídicas que possuem e do tipo de ligação que fazem, no comprimento da cadeia de suas moléculas, e no grau de ramificação desta.

De acordo com o tipo de unidades monossacarídicas, podem ser classificadas em: homopolissacarídeos ou heteropolissacarídeos.

Os homopolissacarídeos são aqueles constituídos por apenas uma unidade monomérica e são formas de armazenamento de monossacarídeos que servirão de reserva energética, como o amido e o glicogênio, ou ainda como elementos estruturais, tal qual é o caso da celulose na parede bacteriana ou o da quitina, componente do exoesqueleto de artrópodes.

O amido e o glicogênio são constituídos por unidades de D-glicose unidas por ligações a1?4, sendo o amido composto por amilose e amilopectina. O primeiro componente do amido é uma cadeia linear não-ramificada e o segundo apresenta pontos de ramificação, onde as ligações são do tipo a1?6. Já o glicogênio, assim como a amilopectina, apresenta-se bastante ramificado, porém mais do que esta última. Além disso, é encontrado nas células animais em forma de grãos ou grânulos mais compactados do que aqueles de amido nos vegetais. Vale lembrar que a conformação mais estável para ligações do tipo a1?4 é a helicoidal compactada e estabilizada por pontes de hidrogênio.

A celulose e a quitina, diferentemente do amido e do glicogênio, apresentam ligações glicosídicas do tipo ß1?4 nas cadeias lineares, o que lhes confere estrutura tridimensional e propriedades físicas diferentes. A celulose apresenta-se como polímeros de ß-D-glicose, representado por uma série de anéis piranosídicos rígidos, mas onde a ligação C-O possui liberdade de rotação e cuja conformação mais estável é a de “cadeira’ rodada 180° em relação às unidades monossacarídicas vizinhas, o que lhe confere um rede estabilizadora de pontes de hidrogênio com intracadeias de grande resistência á tensão. A quitina difere da celulose basicamente por ser composta por unidade de N-acetilglicosamida e por ter um grupo amino acetilado em C2 ao invés de um grupo hidroxila, tal qual ocorre na celulose.

Os heteropolissacarídeos estão representados pelos peptidoglicanos, componentes das paredes bacterianas, e pelos glicosaminoglicanos, presentes na matriz extracelular de animais superiores.

Os peptidoglicanos são formados por unidades alternadas de N-acetilglicosamida e ácido N-acetilmurânico, ligados por ligações do tipo ß1?4. Em bactérias, as ligações cruzadas que estabelecem com proteínas fazem com que este polissacarídeo ligue-se fortemente a um revestimento da célula bacteriana conferindo à bactéria resistência e proteção contra a lise por osmose. O emprego de antibióticos como a penicilina inibem a formação das ligações cruzadas.

Os glicosaminoglicanos, por sua vez, são polímeros lineares com unidades repetitivas de dissacarídeos, sendo um de seus monossacarídeos a N-acetilglicosamida ou a N-acetilgalactosamina. A outra unidade monomérica é o ácido urômico (ácido D-glicurônico ou L-irudônico), o qual confere carga negativa ao polímero.

Assim, em solução aquosa, este assume uma conformação estendida.

Os glicosaminoglicanos ligados á proteínas são chamados de proteoglicanos.

Glicoconjugados

Os glicoconjugados participam de estruturas como a membrana celular e a matriz extracelular, além de serem portadores de informações, podendo fornecer o endereçamento de proteínas, reconhecimento célula-célula e nada mais são do que associação de carboidratos, sejam eles oligossacarídeos ou polissacarídeos, com lipídios ou proteínas.

As glicoproteínas são formadas pela associação de carboidratos com proteínas como o próprio nome sugere. A ligação com a proteína se dá pela ligação do carboidrato com a hidroxila do resíduo de serina ou treonina (O-ligados), por meio do carbono anomérico. A ligação glicosídica pode também ser do tipo N-ligada, quando a ligação se dá com o nitrogênio da função amida do resíduo de Asn.

A associação do carboidrato à proteína pode alterar a solubilidade desta ou ainda intervir na seqüência de eventos que se processam no seu enovelamento (estrutura terciária), no caso de proteínas recém sintetizadas.

Lipídios também podem se associar aos açúcares e passam a ser chamados de glicolipídeos ou lipopolissacarídeos. Os gangliosídios, por exemplo, são componentes das membranas celulares de eucariotos e podem determinar, no caso das hemácias, os tipos de grupos sangüíneos. Já os lipopolissacarídeos estão presentes nas membranas de bactérias gram-negativas, o que ajuda o sistema imune do organismo infectado a reconhecer a presença de algo que não lhe é próprio e combatê-lo.

Fonte: www.bioq.unb.br

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