A frutose é convertida em frutose-6-fosfato pela hexocinase no fígado, e a enzima frutoquinase promove a formação de frutose-1-fosfato que é quebrada em gliceraldeído e di-OH-cetona-fosfato pela enzima frutose-1-fosfato aldolase. Esses compostos são comuns a via glicolítica e prosseguem o metabolismo energético normal.
A galactose é convertida em galactose-1-fosfato pela enzima galactoquinase. A enzima UDP-glicose-galactose-1-P-uridiltransferase é a responsável pela conversão da galactose-1-fosfato em glicose-6-fosfato e a continuidade do metabolismo celular. A deficiência dessas enzimas proporciona o acúmulo de galactose plasmática (galactosemia) que pode acarretar em danos neurológicos graves.
A manose é convertida em manose-6-fosfato pela hexocinase que é isomerizada pela enzima fosfomanose isomerase formando a frutose-6-fosfato que prossegue no metabolismo glicolítico.
A sacarose é sintetizada nos vegetais a partir da UDP-glicose sendo a frutose-6-fostato unida à UDP-glicose pela ação da enzima sacarose-6-fosfato-sintase, formando a sacarose-6-fosfato que tem seu Pi removido pela enzima sacarose-6-fosfatase disponibilizando a sacarose no citoplasma dos vegetais. Nos animais, entretanto, há a ação da a enzima sacarase intestinal liberando glicose e frutose para a captação hepática, não havendo sacarose disponível para o metabolismo celular.
A lactose é sintetizada na glândula mamária de maneira similar ao glicogênio, ou seja, há a ligação da galactose da UDP-galactose com a glicose, e a respectiva liberação de UDP, a partir da ação da enzima lactose sintase. Entretanto, esta enzima em outros tecidos promove a ligação da galactose com a N-acetil-glicosamina formando a porção carboidrato das glicoproteínas, sendo denominada nesses tecidos de galactosil transferase. A diferença da atividade dessas enzimas é a presença de proteína a-lactoalbumina na galactosil-transferase, que é sintetizada a partir do estímulo hormonal da prolactina. A lactose alimentar é degrada em glicose e galactose no intestino sob a ação da enzima intestinal lactase.
Na maioria dos animais ocorre a síntese de ácido ascórbico a partir da UDP-glicose que é desidrogenada em UDP-glicuronato através da enzima UDP-glicose-desidrogenase. O UDP-glicuronato é importante grupamento da detoxificação hepática existindo em todos os animais.
Na seqüência de reações que levam a síntese de ácido ascórbico, o UDP-glicuronato é convertido em gulonato pela enzima glicuronato-redutase (NAPH dependente) que é convertido em gulonolactona pela aldonolactonase. A síntese de ácido ascórbico dá-se pela conversão da gulonolactona pela ação da enzima gulono-oxidase, o que não ocorre em alguns poucos animais (alguns primatas, inclusive o homem, pássaros peixes e roedores).
Fonte: www.ucs.br