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Carcará

Carcará

Nome científico: Polyborus plancus
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae

O Gavião Carcará é uma ave altiva, imponente e forte, conhecida por sua excepcional visão e coragem, longo raio de ação e controle do território onde habita.

O comprimento varia de 50 a 60 cm, e sua envergadura chega a 123 cm. A penagem é alvinegra, apresentando manchas mais claras nas pontas das asas, e tem a face nua, amarela ou vermelha. Possui um penacho nucal, que confere à sua cabeça uma forma característica. Suas pernas são grandes e fortes. Quando jovens são pardos, com peito estriado, face violácea ou amarelo-clara e pernas amareladas ou esbranquiçadas. Observando sua cabeça, logo se pode notar ser um carcará pelo formato inconfundível.

Este gavião é conhecido também por caracará na Serra da Canastra. Sua alimentação é composta de insetos, ovos de outras aves, aranhas, minhocas, cobras e outros invertebrados, além de alguns vertebrados, muitas vezes já mortos e até em início de decomposição. Costuma matar suas presas com bicadas na nuca. Come também frutas e grãos que encontra no chão. É dotado de poderoso sistema digestivo e o que não consegue digerir é regurgitado

Seu habitat são os campos, cerrados, matas e caatingas, e também a orla marítima. Com a redução do habitat, tem sido visto cada vez mais também nas grandes cidades. Ocorre da Flórida (EUA) à Terra do Fogo (Argentina/Chile) bem como no Brasil. Está ameaçado de extinção, pela destruição de seu habitat natural e pela caça indiscriminada

Costuma fazer o ninho entre ramos de árvores muito altas, como os eucaliptos, com estrutura rasa de gravetos e pedaços de madeira. A cor de sua face muda de vermelho para amarelo quando se excita sexualmente. Põe 2 ou 3 ovos, às vezes (raramente) 4, de colorido que varia entre branco, vermelho-esbranquiçado, camurça ou vináceo, com manchas vermelho-pardas. Os ovos medem 56-61 x 44-47 mm e são chocados pelo casal durante 28 dias. Normalmente os pais criam um único filhote por ninhada.

Carcará

(João do Vale e José Cândido)

Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homem
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Mas quando chega o tempo da invernada
No sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada

Estribilho
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa no bico inté matá
Carcará
Pega, mata e come!

Fonte: www.fazendapassaredo.com

Carcará

Carcará

Gavião Carcará (Polyborus plancus)

Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae

Este gavião é conhecido também por carancho. O jovem, além de apresentar um colorido mais pálido, mostra a pele nua da face arroxeada, enquanto que o adulto a tem vermelha, alterando-a para amarela quando excitado.

Alimentação: insetos, vermes e também um grande elenco de vertebrados, preferencialmente mortos e em início de decomposição. Quando caça vertebrados, mata-os com sucessivas bicadas na nuca.

Hábitat: campos, cerrados, caatingas, beira de rodovias e cidades.

Comprimento: 50 a 60 cm Manchas mais claras nas pontas das asas. Cara vermelha.

Nidificação

O ninho, localizado entre ramos de árvores altas como eucaliptos (Eucaliptus spp), é uma ampla estrutura de pedaços de madeira aparentemente desordenados, e raramente forrada com material mais delicado; nele são postos 2 ou 3 ovos, raramente 4, de colorido um tanto variável; branco, vermelho-esbranquiçado, camurça ou vináceo, sempre com numerosas e nítidas manchas vermelho-pardas. Os ovos, que medem 56-61 x 44-47 mm, são incubados pelo casal durante cerca de 28 dias. Geralmente os pais criam um único filhote por ninhada.

Fonte: br.geocities.com

Carcará

Carcará

O carcará, por vezes chamado de carancho e caracará, é um falconídeo. Seu nome científico é Polyborus plancus ou Caracara cheriway; a subespécie brasileira é P. p. brasiliensis. É tido como ave tipicamente brasileira, tanto que Audubon o chamava, no século XIX, de águia-brasileira. No entanto, possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes.

Carcará

O carcará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo carijó/pedrês; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.

Carcará
Carcará fugindo de espécie muito menor porém brava, o tesourinha (Tyranus savanna)

O carcará não é, taxonomicamente, uma águia, e sim um parente distante dos falcões. Diferentemente destes, no entanto, não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista (assim como os seus parentes próximos, o chimango e o gavião-carrapateiro ou chimango-branco) alimentando-se de insetos, anfíbios, roedores e quaisquer outras presas fáceis; ataca crias de mamíferos (como filhotes recém-nascidos de ovelhas) e acompanha os urubus em busca de carniça. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador.

Um casal de carcarás pode ser visto próximo dos humanos, por exemplo, numa área de atividade agrícola, mais especificamente, chegando a alguns metros distante de um trator que esteja arando terra, à espera de uma oportunidade de encontrar pequenos insetos e outros eventuais animais que inevitavelmente se tornam visíveis a essas aves predadoras.

Tal espécie foi adotada no ano de 2005 para representar a Agência Brasileira de Inteligência no lugar da tradicional araponga.

Referências

(em inglês) BirdLife International (2004). Polyborus plancus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 28.10.2007.

Fonte: pt.wikipedia.org

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