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Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutação - Procópio Lumertz
Cardeal-Vermelho

Resumo

Esta mutação caracteriza-se por possuir as coberteiras das asas e dorso maculadas de branco, as supra caudais uniformemente brancas, e as duas retrizes externas brancas em sua extremidade distal. Ocorrências ocasionais tem sido assinaladas em todos os quadrantes do Rio Grande do Sul. Os cruzamentos com exemplares mutantes demonstraram tratar-se de mutação autossômica recessiva.

MUTAÇÃO ARLEQUIM EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutante - Antônio C. G. Barros
Cardeal-Vermelho

Resumo

Caracteriza-se por amplas áreas brancas, sem melanina, distribuídas aleatoriamente e sem simetria, no dorso, asas e cauda. A mutação tem sido assinalada no município de Arroio Grande - RS. Testes de reprodução demonstraram tratar-se do tipo autossômico recessivo.

MUTAÇÃO PRATA EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutante - Antônio C. G. Barros
Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutante - Antônio C. G. Barros
Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutação - Procópio Lumertz
Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutação - Procópio Lumertz
Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho Criadouro Mutação - Procópio Lumertz
Cardeal-Vermelho

Resumo

A mutação "prata" caracteriza-se por forte diluição da eumelanina, responsável pelas cores preta e cinza dos indivíduos normais, resultando em notável efeito prateado no dorso, asas e cauda. A cabeça do mutante é vermelha esmaecida, os tarsos são de coloração cinza. Exemplares desta mutação foram localizados em estado silvestre nos municípios de São Borja, São Gabriel, Camaquã, Capão do Leão, Pedro Osório, Cerrito, Arroio Grande, Dom Pedrito, Bagé e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Testes de reprodução em cativeiro de prata x normal independente dos sexos resultaram na F1, fenótipos, "normais" porém portadores.

Isto foi comprovado através do retrocruzamento com mutantes "prata", produzindo 50% de indivíduos mutantes e 50% de "normais" portadores. A mutação "prata" comportou-se como autossômica recessiva, podendo servir de base a uma nova raça de interesse zootécnico, como ave ornamental.

Rogério Lange Fróes

Fonte: www.sor-passaros.com.br

Cardeal-Vermelho

Cardeal-Vermelho

Muito apreciado pela plumagem vermelha. Símbolo do estado da Virgínia, EUA, de onde ele é procedente, este pássaro é muito procurado pelos criadores por causa de sua cor quase pura.

Os Cardeais são predominantemente vermelhos e é por causa de sua cor, a mesma das roupas usadas por estes religiosos, que têm esse nome; mas o cardeal da Virgínia macho é o que tem a plumagem de um vermelho mais puro, exceto pelas asas que são vermelho-amarronzadas. O bico também é vermelho, cercado por uma área preta. A fêmea é marrom no todo; nas asas e na cauda aparecem penas avermelhadas; e tem o bico vermelho. Tanto o macho como a fêmea possuem topetes vermelhos que se eriçam quando a ave fica excitada, dando um toque especial a sua silhueta.

O Cardeal da Virgínia tem um canto simples e agradável e as fêmeas também cantam. Seu temperamento é ameno, exceto no período da reprodução, quando vivem aos pares e o macho se mostra muito agressivo, travando combates, muitas vezes em pleno vôo.

Com o nome científico de Cardinalis cardinalis, é encontrado nos EUA, onde é símbolo de sete Estados, inclusive da Virgínia, no México e na Guatemala. Parece ter sido recentemente introduzido no Uruguai, onde se teria aclimatado e de onde chegariam pequenas quantidades para venda no comércio especializado de algumas cidades brasileiras.

Eles vivem em regiões entremeadas de bosques e de campos, alimentando-se de sementes, insetos e bagas. No outono formam pequenos bandos e nos invernos suaves não se afastam de sua região; nesta época, freqüentemente, visitam as fazendas em companhia de outras aves sedentárias, em busca de alimento.

As fêmeas constróem seus ninhos não longe das habitações humanas, em arbustos ou árvores, com folhas, talos e raízes. A postura é de dois a cinco ovos e a incubação é feita pela fêmea em 11 ou 12 dias.

Nas regiões mais ao Norte, os casais raramente se reproduzem mais de uma vez ao ano, mas no Sul, eles geralmente se acasalam por três vezes. Ambos os pais se ocupam criação dos filhotes, cujo desenvolvimento é extremamente rápido; em cerca de 15 dias já estão prontos para voar.

No Brasil este Cardeal só existe em cativeiro, mas já foram anotadas três posturas num período de reprodução deste pássaro.

No cativeiro, podem ser mantidos em gaiolas individuais, mas estas devem ser espaçosas (no mínimo 80 cm de comprimento). Já foram registrados casos de exemplares que viveram mais de vinte anos em cativeiro. Entretanto, é comum perderem o brilho e a intensidade da cor após sucessivas mudas; por isso, deve-se fornecer-lhes com certa regularidade cenoura e pimentão vermelho para minimizar o problema.

É um pássaro, que pode ser colocado em viveiro exposto ao tempo. Aliás, pela sua constante movimentação, e pelo seu porte (23cm de comprimento, incluindo a cauda), é ave mais para viveiro do que para gaiola. Para se tentar obter a reprodução em cativeiro, deve-se colocar apenas um casal em cada recinto; já se obteve reprodução em gaiolas de 1.00 x 0,50 x 0,50m, mas é bem mais difícil do que em viveiro.

Deve-se colocar uma ou duas caixas de madeira abertas na frente, na parte mais alta do viveiro, protegidas adequadamente. Também pode ser tentados ninhos de corda, do tipo usado para canários. Deve-se colocar, em lugar protegido, material para a confecção do ninho, como capim, folhas secas, raízes, talos, barbante desfiado cortado em pedaços de mais ou menos 10cm. Em julho, agosto ou setembro, coloca-se o macho sozinho no viveiro. Duas ou três semanas após, aproxima-se a gaiola da fêmea, para que o macho vá se habituando e sendo estimulado pela presença dela. Quando houver a certeza de que os dois já estão bastante familiarizados e se aceitam mutuamente, deve-se soltar a fêmea no viveiro onde se encontra o macho, de preferência pouco antes do anoitecer.

COMO CUIDAR

Alimentação

Alpiste, painço, sementes de girassol, pepino, folhas verdes e frutas. Semanalmente fornecer algum alimento vivo (larvas de Tenébrio, pequenos grilos verdes). Água limpa para beber e para o banho, trocada diariamente. São indispensáveis areia e osso de siba. Os filhotes devem ser alimentados quase que exclusivamente com insetos e ovos cozidos passados na peneira com farinha de rosca; larvas de Tenébrio e pequenos gafanhotos; pão amanhecido embebido em leite depois de espremido e enriquecido com gema de ovo também pode ser tentado, mas não deve permanecer muitas horas à disposição dos pássaros pois azeda com facilidade nos dias quentes.

Média de vida: 12 anos.

Reprodução: a fêmea põe dois ou três ovos em média e a incubação dura aproximadamente 11 dias. Na altura dos 35 dias, os filhotes estarão independentes.

Matéria baseada em texto especialmente escrito para Cães & Cia por Joaquim da Silva Carvalho, da SOB. Redatora: Theresa Linhares.

Fonte: www.petbrazil.com.br

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