Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Cardeal Vermelho  Voltar

Cardeal Vermelho



 

Nome comum: Cardeal Vermelho
Nome em inglês: Cardenal
Nome científico: Richmondena cardinalis
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringilidae
Comprimento: 22 cm
Filhotes: 2 a 5 ovos por ninhada
Incubação:  12 dias

Além de possuir um repertório bem variado de cantos complexos, o cardeal é um músico incansável: o macho canta de janeiro a novembro, enquanto a fêmea, que também é boa cantora, canta a partir de março, quando começa a estação de acasalamento.

Espalhado pela zona temperada dos Estados Unidos e do México, o Cardeal Vermelho freqüenta os bosques e jardins. Sua bela plumagem e a alegria do canto animam as pessoas a preparar-lhe viveiros especiais para o inverno. Por isso,

ele migra cada vez menos para o sul, e seu habitat natural se estende pouco a pouco para o norte. Tão notável quanto o colorido é o grande bico do cardeal, e sobretudo a crista que orna a parte dianteira de sua cabeça. O ninho consiste em uma taça mais ou menos fechada feita de ramos, folhas e capim. Como a fêmea pode ter três ou quatro ninhadas por ano, ela precisa construir um segundo ninho para chocar, enquanto o macho alimenta a ninhada precedente. Tratados com uma substancial dieta de insetos, os filhotes crescem depressa e deixam o ninho depois de 10 dias.

Fonte: www.felipex.com.br

Cardeal Vermelho

O guerreiro dos Pampas

O pampa gaúcho não seria tão encantador se uma criatura suprema não habitasse tal ambiente. São várias as virtudes deste ser. É aguerrido, belo, valente, encantador, mágico. Um espetáculo de canto, que ecoa de leste a oeste, norte ao sul do Estado, impondo respeito e admiração. Estamos falando do Cardeal(Paroaria coronata). Seu nome deriva do topete de coloração avermelhada semelhante à vestimenta do religioso homônimo. Nomes vulgares: Cardeal, Cardeal-do-Sul, Cardeal-de-Topete-Vermelho, Cardeal Vermelho, Tiéguaçu, Tinguaçu, Guira e Tiririca, sendo os quatros últimos de origem indígena. Em inglês Red-Crested-Cardinal, no espanhol, Cardenal. Comprimento de 18,5 a 20cm de; asa 9,5cm e cauda de 7 a 8 cm. Cabeça vermelha com topete, dorso cinza e ventre branco. Ou mais minuciosamente: topete, máscara, face e parte do peito de cor vermelho vivo. Em alguns exemplares, mal nutridos, a cor tende a ficar um vermelho pálido, quase um laranja. A parte dorsal, inclusive a cobertura da cauda, é cinzenta e a parte inferior, ventral, é esbranquiçada. Íris escura e tarsos plúmbeos. Os jovens apresentam a cabeça cor de telha com topete e as partes superiores amarronzadas, a plumagem adulta definida, somente se estabelece no segundo ano de vida. Machos e fêmeas são iguais na aparência. Referencias quanto ao tamanho do pássaro, cor do topete, largura do babador carecem de fundamentos e são duvidosas. Os que vale na prática é análise comportamental dos pássaros feita pelo criador. É necessário muito observação. Aqueles pássaros que parecem formar um casal devem ser aproximados e, aos poucos colocados lado a lado. Se houver agressividade de ambos os cardeais, eles devem ser imediatamente isolados. Habita Campo aberto com árvores altas, capões de mato e beira de rios. Possui hábitos alimentares onívoros. Nutre-se de uma grande variedade de sementes, insetos e frutinhas. Em época de reprodução, seu regime alimentar passa a ser exclusivamente insetívoro. Esta azáfama se intensifica com o nascimento dos filhotes e prolonga até os mesmos atingirem vinte dias de vida.

No período reprodutivo, que ocorre do início da primavera, os cardeais vivem estritamente aos casais, sendo fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros exemplares da mesma espécie e, muita vezes, não tolera a aproximação de qualquer outra ave. Eu mesmo, já presencie um macho atacando um Graxaim, espécie de raposa, muito comum no interior gaúcho, principalmente habitando o campo aberto. Preparam o ninho com raízes, talos, crinas e pêlos de animais, o enfeitando com musgos. Tem forma de tigela ampla, geralmente localizado em árvores altas. O casal divide as tarefas de construção do ninho. Contudo, o macho tem a incumbência de escolher o local. A postura consta de 3 a 4 ovos, excepcionalmente 2 ou 5, de corpo branco com rabiscos verdes. Realizam até 3 postura durante uma estação de cria. É uma espécie produtiva, daí explica-se o fato de existir uma quantidade razoável de espécies em habitat natural. O período de incubação dura de 13 a 15 dias, sendo os ovos chocados somente pela fêmea. Em alguns casos, a macho participa da incubação durante efêmeros turnos. Os filhotes abandonam o ninho com 17 dias de após a eclosão e os pais permanecem alimentando-os por três semanas.

Com relação ao canto, é um cantor de altíssima estirpe. Canto forte e grave com uma cadência de curtos assobios. O mais comum são cardeais de 4 notas. Possui um gorjear dobrado rouco O canto, muitas vezes, é emitido em conjunto pelo casal.

Este foi um breve relato sobre o Cardeal. Agora cabe a nós preservamos a espécie, para que continue encantando as futuras gerações de criadores, observadores, enfim, gente que goste da natureza.

Fonte: www.cobrap.org.br

Cardeal Vermelho

O CARDEAL

Pela sua importância, altivez e valentia na defesa do seu território o Cardeal, juntamente com o Quero-Quero (Vanellus chilensis) é considerado a ave símbolo do Rio Grande do Sul, pois tais características são identificadas com a índole do povo gaúcho.

Veremos, a seguir, alguns dados sobre o Cardeal, que sem dúvida alguma, é um dos tipos mais apreciados entre todos os pássaros que podemos encontrar nos criadouros.

Nomenclatura

Seu nome deriva do topete de coloração avermelhada semelhante à vestimenta do religioso homônimo.

Sinonímia

Cardeal; Cardeal-do-Sul; Cardeal-Vermelho; Cardeal-do-Topete-Vermelho; "Tiéguaçu-Paroara, Tinguaçu-Paroara e Guira-Tiririca" (nomes indígenas); Red-Crested-Cardinal (inglês); Cardenal (espanhol).

Ordem dos Passeriformes e subordem Oscines, família dos Fringillidae, sub-família Emberizinae, gênero Paroaria e espécie Paroaria coronata (P. cucullata ou P. cristata).

Distribuição

No Brasil ocorre no nordeste e no centro-sul do Rio Grande do Sul e sudoeste do Mato Grosso do Sul (no Pantanal, em pequena quantidade), todo o Uruguai, nordeste e centro da Argentina, todo o Paraguai e sul da Bolívia.

Comprimento: 18,5 a 20cm; asa: 9,5cm; cauda: 7 a 8cm.

Morfologia

Cabeça vermelha com topete, dorso cinza e ventre branco; ou, mais minuciosamente: topete, máscara, face e parte do peito de cor vermelho-vivo. A parte dorsal, inclusive a cobertura da cauda, é cinzenta e a parte inferior, ventral, é esbranquiçada. Íris escura e tarsos plúmbeos.

Os jovens apresentam a cabeça cor de telha com topete e as partes superiores são amarronzadas, a plumagem adulta definitiva somente se estabelece no segundo ano de vida.

Diferenciação sexual

Machos e fêmeas são iguais na aparência. Referências quanto ao tamanho do pássaro, cor de topete, largura do babador carecem de fundamentos e são duvidosas.

O que vale, na prática, é a análise comportamental dos pássaros feita pelo criador. É necessário muita observação. Aqueles pássaros que parecem formar um casal devem ser aproximados e, aos poucos, colocados lado a lado. Se houver agressividade de ambos os cardeais, eles devem ser isolados imediatamente. Se os pássaros se derem bem, é possível que tenhamos descoberto um casal.

Merece registro, ainda, neste tópico, a impressão colhida por Stanislav Chvapil, no excelente livro "Ornamental Birds", o único a mencionar a característica de que o macho do cardeal, usualmente, permanece com o topete abaixado, somente eriçando-o quando agitado. A fêmea, ao contrário, quase sempre permanece com o topete ereto. Este aspecto tem sido corroborado por criadores da ASOA.

Habitat

Campo aberto com árvores altas, capões de mato e beira dos rios.

Comportamento

É encontrado sozinho ou em casal, nunca em bando. É extremamente belicoso com outro cardeal que penetre em seu território. Vai ao solo com freqüência na busca de sementes e insetos, locomovendo-se, aí, aos saltos. Aprecia o banho na água e também de areia.

Alimentação

Possui hábitos alimentares onívoros. Nutre-se de uma variedade grande de sementes, artrópodes (insetos e pequenos aracnídeos) e frutinhas. Em época de reprodução, seu regime alimentar passa a ser exclusivamente insetívoro, chegando a consumir até mil insetos por dia. Esta azáfama se intensifica como nascimento dos filhotes e se prolonga até os mesmos atingirem vinte dias de idade.

Em cativeiro seu alimento principal é o alpiste. Não aprecia o painço. Arroz com casca, milho moído, aveia descascada, cânhamo, girassol e linhaça completam a variedade de grãos de sua dieta. Rações farináceas diversas são bem toleradas. Não devem faltar verduras: couve, almeirão, agrião ou alface. Proteína animal bruta deve ser fornecida regularmente através de larvas de tenebrio, ovos de formiga e cupins. Laranja, banana, mamão e maçã são as frutas mais apreciadas.

Reprodução

Durante a reprodução, que ocorre no início da primavera, os cardeais vivem estritamente aos casais, sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie e, muitas vezes, não tolera a aproximação de qualquer outra ave.

Prepara seu ninho com galinhos finos, raízes, crinas e pelos de animais e musgos, sob a forma de tigela ampla, geralmente localizado em árvores altas. O casal divide as tarefas de construção do ninho.

Postura

A postura consta de 3 a 4 ovos, excepcionalmente 2 ou 5, de campo branco com rabiscos verde-acinzentados mais proeminente no pólo rambo. Medem 27 x 20mm. Faz duas ou três posturas por ano.

Incubação

O período de incubação dura de 13 a 15 dias, sendo os ovos chocados somente pela fêmea. Em alguns casos, o macho participa da incubação durante efêmeros turnos. Os filhotes abandonam o ninho 17 dias após a eclosão e os pais ainda permanecem alimentando-os por três semanas.

Criação em cativeiro

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho

Cardeal-Vermelho

A criação é mais fácil obtida em viveiros grandes e arborizados, mas pode ser feita em gaiolões. Viveiros de pelo menos 1m x 2m x 1m, com uma pitangueira ao centro parece ser o ideal. As instalações devem estar livres de correntes de ar, conter bastante luz e água em abundância. O macho deve ser solto para demarcar bem o seu território e, após, liberar a fêmea no viveiro. O criador pode ajudar na confecção do ninho.

Anilhamento

Deve ser feito entre o 6º e o 7º dia de vida. O anel mede 4,0 mm de diâmetro.

Vocalização

Canto forte e grave com uma cadência de curtos assobios sonoros de três notas e um gorjear dobrado rouco. O canto, muitas vezes, é emitido conjuntamente pelo casal. Em cativeiro, imita outros pássaros, se não tiver um bom mestre.

Hibridação

São conhecidos os seguintes híbridos:

1) Macho Cardeal x Fêmea Galo da Campina;

2) Macho Galo da Campina x Fêmea Cardeal;

3) Macho Cardeal x Cardeal Amarelo;

4) Macho Chupim x Fêmea Cardeal;

5) Macho Garibaldi x Fêmea Cardeal.

Mutações, mecanismo e alterações cromáticas

Topete de cor alaranjado, o chamado "cardeal-dourado". Erros de pigmentação são responsáveis por manchas brancas no dorso em alguns exemplares. Há registros de cardeais canela, arlequins e, inclusive, de um único exemplar totalmente negro.

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Média de vida

15 anos. Atinge elevados índices de longevidade (25 a 30 anos).

Saúde

Pássaro forte e resistente. Se suas instalações forem mantidas sempre limpas, alimentação equilibrada e água trocada diariamente, raramente pegará doenças.

MUTAÇÃO CANELA EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Resumo

Esta mutação caracteriza-se pela substituição de eumelanina responsável pelas cores negra e cinza em indivíduos normais por feomelanina determinante das cores marrom e canela. Exemplares desta mutação, todos do sexo feminino têm sido apontados em vários quadrantes do Rio Grande do Sul, fêmeas cruzadas com machos "normais" originam, na F1 indivíduos de fenótipo "normal" dos quais apenas os machos eram portadores. Isto foi comprovado pelo cruzamento da F1 com fêmeas "normais", produzindo 50% fêmeas "canela" e 50% "normais", todos os machos eram "normais". No cruzamento de fêmeas da F1 com machos "normais" a segregação resulta em 100% de indivíduos "normais". Tais resultados sustentam a afirmativa de que a mutação "canela" é recessiva sexo-ligada.

MUTAÇÃO CRISTA DOURADA EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Resumo: Esta surpreendente mutação resulta numa substituição do lipocromo vermelho da cabeça pelo amarelo - alaranjado com reflexos dourados. Exemplares mutantes têm sido assinalados na metade norte do Rio Grande do Sul, incluindo região das Missões. O comportamento genético desta mutação, uma vez testada, demonstrou tratar-se do tipo autossômico recessivo.

MUTAÇÃO PEROLADO EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Resumo

Esta mutação caracteriza-se por possuir as coberteiras das asas e dorso maculadas de branco, as supra caudais uniformemente brancas, e as duas retrizes externas brancas em sua extremidade distal. Ocorrências ocasionais tem sido assinaladas em todos os quadrantes do Rio Grande do Sul. Os cruzamentos com exemplares mutantes demonstraram tratar-se de mutação autossômica recessiva.

MUTAÇÃO ARLEQUIM EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Resumo

Caracteriza-se por amplas áreas brancas, sem melanina, distribuídas aleatoriamente e sem simetria, no dorso, asas e cauda. A mutação tem sido assinalada no município de Arroio Grande - RS. Testes de reprodução demonstraram tratar-se do tipo autossômico recessivo.

MUTAÇÃO PRATA EM CARDEAL

Paroaria coronata
(Passeriformes: Fringillidae)

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Cardeal Vermelho
Cardeal-Vermelho

Resumo

A mutação "prata" caracteriza-se por forte diluição da eumelanina, responsável pelas cores preta e cinza dos indivíduos normais, resultando em notável efeito prateado no dorso, asas e cauda. A cabeça do mutante é vermelha esmaecida, os tarsos são de coloração cinza. Exemplares desta mutação foram localizados em estado silvestre nos municípios de São Borja, São Gabriel, Camaquã, Capão do Leão, Pedro Osório, Cerrito, Arroio Grande, Dom Pedrito, Bagé e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Testes de reprodução em cativeiro de prata x normal independente dos sexos resultaram na F1, fenótipos, "normais" porém portadores.

Isto foi comprovado através do retrocruzamento com mutantes "prata", produzindo 50% de indivíduos mutantes e 50% de "normais" portadores. A mutação "prata" comportou-se como autossômica recessiva, podendo servir de base a uma nova raça de interesse zootécnico, como ave ornamental.

Rogério Lange Fróes

Fonte: www.sor-passaros.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal