
Nasce em Itabira do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais, em 31 de outubro, nono filho de Carlos de Paula Andrade, fazendeiro, e D. Julieta Augusta Drummond de Andrade.
Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito, em Belo Horizonte.
Trabalha alguns meses como caixeiro na casa comercial Randolfo Martins da Costa, que, em retribuição a seus serviços, oferece-lhe um corte de casimira.
Aluno interno no Colégio Arnaldo da Congregação do Verbo Divino, em Belo Horizonte, onde conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco. Interrompe os estudos no segundo período escolar por problemas de saúde.
Tem aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em Itabira.
Aluno interno no Colégio Anchieta, da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo, colabora na Aurora Colegial e alcança, em provas parciais denominadas "certames literários", postos de "coronel" e "general".
No número único do jornalzinho Maio, de Itabira, seu irmão Altivo, que o estimula na iniciação literária, publica o seu poema em prosa "Onda".
Publica o seu primeiro artigo Vida Nova nos jornais.
Expulso do Colégio Anchieta no final do ano letivo em conseqüência de um incidente com o professor de português.
Muda-se com a família para Belo Horizonte.
Publica seus primeiros trabalhos na seção "Sociais" do Diário de Minas.
Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, freqüentadores do Café Estrela e da Livraria Alves.
Usa o seu primeiro pseudônimo O Leitor Y ao assinar um artigo no periódico Gazetinha, publicado no Rio por Simões dos Reis.
Ganha 50 mil-réis de prêmio pelo conto "Joaquim do Telhado", no concurso Novela Mineira.
Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.
Escreve a Álvaro Moreyra, diretor de Para todos e Ilustração Brasileira, no Rio, que publica seus trabalhos.
Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.
Inicia a correspondência regular com Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração.
Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade, no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte de Mário.
Casa-se com Dolores Dutra de Morais, a primeira ou segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos) em Belo Horizonte, segundo o próprio Drummond.
Com Martins de Almeida, Emílio Moura e Gregoriano Canedo funda A Revista, órgão modernista do qual saem três números.
Conclui o curso de Farmácia e é designado na última hora orador da turma, no impedimento de um colega. Ele não chega a exercer a profissão, alegando querer "preservar a saúde dos outros".
Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira.
Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator e depois redator-chefe do Diário de Minas.
Heitor Villa-Lobos, sem conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema "Cantiga de viúvo".
Nasce, no dia 22 de março, seu filho Carlos Flávio, que morre meia hora depois, devido a complicações respiratórias.
No dia 4 de março, nasce sua filha Maria Julieta, que se tornará sua grande companheira e confidente ao longo da vida.
Publica na Revista de Antropofagia de São Paulo o poema No meio do caminho, que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil.
Torna-se auxiliar de redação da Revista do Ensino, da Secretaria de Educação.
Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco tempo depois, redator, sob a direção de Abílio Machado e José Maria Alkmim.
Publica seu primeiro livro, Alguma poesia, em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário Edições Pindorama, criado por Eduardo Frieiro.
Auxiliar de gabinete do secretário de Interior, Cristiano Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui Machado.
Morre seu pai, aos 70 anos.
Redator de A Tribuna, diário de vida curta.
Acompanha Gustavo Capanema quando este é nomeado interventor federal em Minas Gerais.
Publica seu segundo livro, Brejo das Almas, em edição de 200 exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro.
Trabalha como redator nos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente.
Muda-se com D. Dolores e Maria Julieta para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete do novo ministro da Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema.
Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.
Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.
Sofre um acidente de carro a caminho do aeroporto Santos Dumont.
Publica Sentimento do mundo, em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
Assina, sob o pseudônimo O Observador Literário, a seção Conversa literária, da revista Euclides, de Simões dos Reis.
Colabora no suplemento literário de A Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.
A Livraria José Olympio Editora publica Poesias. José Olympio é o primeiro editor a publicar a obra do poeta.
Traduz e publica a obra Thérése Desqueyroux, de François Mauriac, sob o título de Uma gota de veneno.
Publica Confissões de Minas, por iniciativa de Álvaro Lins.
Publica A Rosa do Povo, pela José Olympio, e a novela O gerente, pela Edições Horizonte.
Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca.
Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este, e, a convite de Luís Carlos Prestes, figura como co-editor do diário comunista Tribuna Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal, por discordar da sua orientação.
É chamado por Rodrigo M. E de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.
Recebe o Prêmio pelo Conjunto da Obra, da Sociedade Felipe d'Oliveira.
Aos 17 anos de idade, sua filha Maria Julieta publica a novela A busca, pela José Olympio.
É publicada sua tradução de Les liaisons dangereuses, de Choderlos De Laclos, sob o título de As relações perigosas.
Publica Poesia Até Agora.
Colabora em Política e Letras, de Odylo Costa, filho.
Morre sua mãe, Julieta.
Comparece ao enterro em Itabira, que acontece ao mesmo tempo em que é executada, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a obra Poema de Itabira, de Villa-Lobos, composta sobre seu poema Viagem na família.
Volta a escrever no jornal Minas Gerais.
Sua filha Maria Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.
Participa do movimento pela escolha de uma diretoria apolítica na Associação Brasileira de Escritores. Vitoriosa a chapa de que fazia parte, desliga-se da sociedade, com os demais companheiros, pela impossibilidade de entendimento com o grupo esquerdista.
Viaja a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.
Publica Claro Enigma, Contos de aprendiz e A Mesa.
A tradução do livro Poemas para o espanhol é publicada em Madri.
Publica Passeios na Ilha e Viola de Bolso.
Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN.
Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu neto Luís Maurício, a quem dedica o poema A Luís Maurício, infante.
É publicado em Buenos Aires o livro Dos poemas, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.
Publica Fazendeiro do Ar & Poesia Até Agora.
Aparece sua tradução de Les Paysans, de Balzac.
Realiza na Rádio Ministério da Educação, em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras Quase memórias.
Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas Imagens, mantida até 1969.
Publica Viola de Bolso Novamente Encordoada.
Publica 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor.
Aparece a sua tradução de Albertine disparue, ou La Fugitive, de Marcel Proust.
Publica Fala, Amendoeira e Ciclo.
Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção Poetas del Siglo Veinte.
Publica Poemas.
É encenada e publicada a sua tradução de Donã Rosita la Soltera, de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.
Nasce em Buenos Aires seu terceiro neto, Pedro Augusto.
A Biblioteca Nacional publica a sua tradução de Oiseaux-Mouches Ornithorynques du Brèsil, de Descourtilz.
Colabora em Mundo Ilustrado.
Colabora no programa Quadrante, da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda.
Morre seu irmão Altivo.
Por ato do presidente Jânio Quadros é nomeado membro da Comissão de Literatura, do Conselho Nacional de Cultura, mas afasta-se do órgão nas primeiras reuniões.
Publica Lição de Coisas, Antologia Poética e A Bolsa e a Vida.
É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco, 81, onde viveu 21 anos.
Passa a residir em apartamento.
São publicadas suas traduções de L'Oiseau Bleu, de Maurice Maeterlinck, e de Les Fourberies de Scapin, de Molière, que é encenada no Teatro Tablado, do Rio de Janeiro.
Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura.
Aposenta-se como chefe de seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do ministro da Educação, Oliveira Brito.
Sai a edição chilena de Poesia de Carlos Drummond de Andrade.
No Brasil, é lançada sua tradução de Sult (Fome), de Knut Hamsun.
Recebe os prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro lição de coisas.
Colabora no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquette-Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação.
Viaja com D. Dolores a Buenos Aires.
Publica a primeira edição da Obra Completa, pela Nova Aguilar.
Publicados os livros Antologia Poética, em Portugal, In the Middle of the Road, nos Estados Unidos, Poesie, na Alemanha.
Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, Rio de Janeiro em prosa & verso.
Colabora em Pulso.
Publica Cadeira de Balanço e, na Suécia, é lançado Natten och Rosen.
Publica Versiprosa, José e Outros, Mundo, vasto mundo, Minas Gerais (Brasil, terra e alma) e Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de um Poema, coletânea de críticas e matérias sobre o poema escrito há 39 anos.
Publicações de Fyzika Strachu, em Praga, e Mundo, vasto mundo, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires.
Publica Boitempo & A Falta Que Ama.
Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.
Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil.
Publica Reunião (10 livros de poesia).
Publica Caminhos de João Brandão.
Publica Seleta em Prosa e Verso.
Edição de Poemas em Cuba.
Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta.
Publica O poder ultrajovem.
Jornais do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70° aniversário do poeta.
Publica As Impurezas do Branco, Menino Antigo (Boitempo II), La Bolsa y La Vida, em Buenos Aires, e Reúnion, em Paris.
Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários.
Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, dos Estados Unidos.
Publica Amor, Amores.
Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por "motivos de consciência" (a premiação era do governo), o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.
Publica A visita, Discurso de Primavera e Algumas Sombras e Os Dias Lindos.
Grava 42 poemas em dois long plays, lançados pela Polygram.
Edição búlgara de Sentimento do Mundo.
A Livraria José Olympio Editora publica a 2ª edição, corrigida e ampliada, de Discurso da Primavera e Algumas Sombras.
Publica 70 historinhas e o marginal Clorindo Gato.
Edições argentinas de Amar-amargo e El poder ultrajoven.
Publica Poesia e prosa, 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar.
Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta.
Publica Esquecer para lembrar (Boitempo III).
Recebe os prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia.
Edição limitada de A Paixão Medida.
Noite de autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição comercial de A Paixão Medida e Um Buquê de Alcachofras, de Maria Julieta Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na sede da José Olympio.
Edição de En Rost at Folket, Suécia. Edição de The Minus Sign, Estados Unidos. Edição de Gedichten (Poemas), Holanda.
Publica Contos Plausíveis (edição não comercial) e O Pipoqueiro da Esquina (com Ziraldo).
Edição inglesa de The Minus Sign.
Ano do 80° aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data.
Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta.
Publica A Lição do Amigo - Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade, com notas do destinatário.
Publicação de Carmina Drummondiana, poemas de Drummond traduzidos para o latim por Silva Bélkior.
Edição mexicana de Poemas.
Declina o Troféu Juca Pato.
Publica Nova Reunião (19 livros de poesia) e O Elefante (infantil).
É operado para a retirada de um adenoma da próstata no Hospital dos Servidores do Estado.
Após 41 anos despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica Ciao, em setembro.
Publica pela nova editora Boca de Luar e Corpo.
Publica Amar se Aprende Amando, O Observador no Escritório (memórias), História de Dois Amores (livro infantil) e Amor Sinal Estranho. Edição de Frän Oxen Tid, Suécia.
Publica Tempo, Vida, Poesia.
Sofre um infarto e fica internado durante 12 dias.
Edição de Travelling in the Family, em Nova York, pela Random House, e Antología Poética, em Cuba.
Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento com o título Bandeira, a Vida Inteira.
Em 31 de janeiro escreve seu último poema, Elegia a um tucano morto, que passa a integrar Farewell, último livro organizado pelo poeta.
É homenageado, com o enredo O Reino das Palavras, pela Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que vence o Carnaval do Rio de Janeiro.
No dia 5 de agosto, depois de dois meses de internação, morre sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. "Assim terminou a vida da pessoa que mais amei neste mundo", escreve num diário. Doze dias depois, em 17 de agosto, morre o poeta, de problemas cardíacos. É enterrado junto com a filha no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro.
O poeta deixa obras inéditas: O Avesso das coisas (aforismos), Moça deitada na grama, O Amor Natural (poemas eróticos), Poesia errante, Farewell, atualmente editados pela Record, Arte em exposição (versos sobre obras de arte), posteriormente publicado pela Editora Salamandra, além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título.
Reedição de De Notícias e Não-Notícias Faz-se a Crônica pela Editora Record. Edição de Crônicas - 1930-1934.
Edição de Un Chiaro Enigma e Sentimento del Mondo, Itália, Mundo Grande y Otros Poemas, na série Los Grandes Poetas, em Buenos Aires.
Publicação de Poesia Errante, coletânea de poemas inéditos, Prêmio Padre Ventura.
Publicação de Auto-Retrato e Outras Crônicas, edição organizada por Fernando Py. Publicação de Drummond: Frente e Verso, edição iconográfica, pela Alumbramento, e de Álbum para Maria Julieta, edição limitada e fac-similar de caderno com originais manuscritos de vários autores e artistas, compilados pelo poeta para sua filha.
A Casa da Moeda homenageia o poeta, emitindo uma nota de 50 cruzados novos, com seu retrato e versos.
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de Alguma poesia.
Palestras de Manuel Graña Etcheverry, El Erotismo en la Poesía de Drummond, no CCBB, e de Affonso Romano de Sant'Anna, Drummond, um Gauche no Mundo.
Encenação teatral de Mundo, Vasto Mundo, com Tônia Carrero, o coral Garganta e Paulo Autran, sob a direção deste, no Teatro II do CCBB.
Encenação de Crônica Viva, com adaptação de João Brandão e Pedro Drummond, no CCBB.
Edição da antologia Itabira, em Madri, pela editora Visor.
Edição limitada de Arte em Exposição, pela Salamandra.
Edição de Poésie, pela editora Gallimard, França.
Publicação, em oito volumes, de Obra Poética, pela editora Europa - América, em Portugal.
Edição de O Amor Natural, poemas eróticos com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre Dacosta e Pedro Drummond.
Publicação de Tankar om Ordet Menneske, Noruega.
Edição de De Liefde Natuurlijk (O Amor Natural) na Holanda.
Publicação de O Amor Natural, em Portugal, pela editora Europa-América.
Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, O Amor Natural.
José Maria Cançado publica Os Sapatos de Orfeu, biografia de Drummond.
Publicação pela Editora Record de novas edições de Discurso de Primavera e Contos Plausíveis.
No dia 2 de julho morre D. Dolores, viúva do poeta, aos 94 anos.
Geneton Moraes Neto publica O Dossiê Drummond pela Editora Globo.
Encenação teatral de No meio do caminho..., crônicas e poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond.
Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta.
Drummond na era digital: lançamento do primeiro web site de autor brasileiro na internet, premiado com o primeiro IBest 95.
Lançamento do livro de poemas Farewell, último organizado pelo poeta, no CCBB do Rio de Janeiro, com a apresentação de Joana Fomm e José Mayer.
Prêmio Jabuti pelo livro Farewell.
Primeira edição interativa do livro O Avesso das Coisas.
Inauguração do museu "Caminhos drummondianos", em Itabira.
No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de Itabira.
Prêmio in memoriam Medalha do Sesquicentenário da Cidade de Itabira.
I Fórum Itabira Século XXI - Centenário Drummond, realizado na cidade de Itabira.
Lançamento do CD Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran, pelo selo Luz da Cidade.
Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte.
Lançamento do CD Contos de Aprendiz, por Leonardo Vieira, pelo selo Luz da Cidade.
Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo Jovem Drummond, estrelado por Vinícius de Oliveira, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade de Itabira (Secretaria de Cultura do Município).
Lançamento do CD História de Dois Amores - contada por Odete Lara, pelo selo Luz da Cidade, produzido por Paulinho Lima.
Encenação pela Comédie Française da peça de Molière Les Fourberies de Scapin, com tradução de CDA, nos teatros Municipal do Rio de Janeiro e Municipal de São Paulo.
Lançamento do projeto O Fazendeiro do Ar, com o "balão Drummond", na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
II Fórum Itabira Século XXI - Centenário Drummond, realizado em outubro na cidade de Itabira.
Homenagem in memoriam Medalha Comemorativa dos 70 Anos do MEC. Homenagem aos ex-alunos da Universidade Federal de Minas Gerais.
Fonte: www.estadao.com.br
7 de junho de 1980. O Jornal da Tarde dá início a quatro anos de publicação periódica das crônicas de Carlos Drummond de Andrade, republicando os textos que o poeta escreveu, durante 15 anos, para o Jornal do Brasil. Suas crônicas eram distribuídas para vários órgãos de imprensa - inclusive para o JT - e republicadas simultaneamente em nove Estados brasileiros. Após 64 anos exercendo aquilo que considerava ser a sua verdadeira profissão, o poeta decidiu parar de escrever crônicas para jornais, em 1984.
Drummond iniciou o ofício no Jornal de Minas, quando ainda morava em Belo Horizonte. Foi colaborador, entre outros, do Diário da Tarde, Estado de Minas, Diário de Minas, onde chegou a ser redator-chefe, e do Minas Gerais, órgão oficial do governo do Estado, para o qual foi contratado como redator de política. Já morando no Rio de Janeiro, Drummond escreveu para o Correio da Manhã, onde permaneceu por 15 anos. Com o fechamento do jornal, o poeta foi contratado, em 1969, pelo JB, quando seu trabalho começou a circular por todo País.
O poeta estreou aos 16 anos como prosador e cronista, em 1918. Seu irmão Altivo, que o estimula na iniciação literária, publica no único exemplar do jornalzinho Maio o seu poema em prosa "Onda". Neste mesmo ano, Drummond emplaca nos jornais o artigo "Vida Nova", fato pouco conhecido recuperado apenas na década de 80 pelo jornalista Fernando Py, que resgatou os 12 primeiros anos da carreira literária do poeta, recolhendo artigos, poemas, crônicas e contos publicados na imprensa.
Em sua última crônica, "Ciao", de setembro de 1984, o poeta se despede dos jornais, revelando os motivos que o levaram a encerrar sua carreira de cronista, como disse aos jornalistas do Estado e JT naquele ano. "Faço crônicas desde 1920. Estou cansado de ter que escrever crônicas por obrigação profissional. Portanto, é hora de parar. É hora de pensar em descansar, de dar vez aos mais jovens. Além disso, não sinto mais o prazer de antes, de escrever crônicas. Acho que estou ficando meio velho para essas coisas".
Drummond, que no ofício de jornalista presenciou a posse de 11 presidentes da República, conseguiu que seus textos falassem de praticamente todos os temas possíveis. Da antiga União Soviética à música ouvida no táxi, passeou por vários assuntos, com especial atenção para retratos e análises do Brasil e do cotidiano da sociedade brasileira.
Das inúmeras crônicas, vale destacar duas. Uma delas é "Halley", publicada em 1965 no Estado de S. Paulo, como colaboração. Drummond falava sobre o cometa, cuja passagem pela Terra presenciou duas vezes, em 1910 e em 1986. A segunda, "O terrorista: ontem e hoje", de 1970, auge do regime militar, destaca-se não apenas pelo análise sobre o terrorismo, mas principalmente por uma trágica coincidência. A crônica foi republicada em 11 de setembro de 1980. Vinte e um anos depois, o dia 11 de setembro ficaria marcado pelos atentados terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, nos Estados Unidos.
Era freqüente citar em suas crônicas os amigos, escritores e algumas personalidades. Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Olavo Bilac, Machado de Assis, Lima Barreto, Joãozinho Trinta, Fernanda Montenegro, Cassiano Ricardo e até Michael Jackson foram nomes que apareceram - uma ou várias vezes - nos textos publicados pelo Jornal da Tarde.
Em mais de uma crônica o escritor usou os títulos "Páginas de diário" e "Jornalzinho simples". E era assim que tratava seus textos, como se escrevesse mesmo seu diário, com narrativas daquilo que via e vivia nas ruas. Várias vezes o jornalista falou em seus textos de problemas da terceira idade, do "pipoqueiro da esquina" e das cartas que trocava com amigos.
Drummond encontrou na crônica o alívio, a chance de fugir da precisão que, segundo ele, aprisiona os especialistas. Esperava encontrar na crônica "o território livre, onde a imaginação pudesse circular entre os fatos do cotidiano sem interferir neles". Para o poeta, escrever era uma doença vital. E era chegada a hora do poeta gozar da "suave preguiça".
Fonte: www.estadao.com.br