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Carlos Pena Filho

 

Carlos Pena Filho - Vida

1929 – 1960

Nosso poeta, Carlos Pena Filho foi brasileiro, considerado um dos mais importantes poetas pernambucanos da segunda metade do século XX depois de João Cabral de Melo Neto. Era filho de portugueses, por isso, embora tendo nascido em Recife, iniciou seus estudos em Portugal.

Foi poeta, crítico literário, jornalista.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em frente à qual hoje se encontra o busto do poeta. Teve sua carreira prematuramente encerrada em virtude de sua inesperada morte em 1960, quando ele ainda estava com 31 anos de idade.

Muito cedo começou a escrever e manifestar sua vocação poética.

Em 1947, publicou no Diário de Pernambuco o soneto Marinha. Daí em diante continuou publicando seus poemas nos suplementos nordestinos e também em publicações do Sul do País. Suas composições passaram a ser lidas e requisitadas. Era saudado como promessa de um grande poeta da novíssima geração pernambucana.

Os primeiros sonetos e poemas escritos foram reunidos e publicados sob o título geral de O tempo de busca.

Tempos depois, tendo se ligado ao grupo de O Gráfico Amador, Carlos Pena Filho publicou um longo poema intitulado Memórias do Boi Serapião, impresso nas oficinas da rua Amélia com projeto gráfico de Aloísio Magalhães, sob a supervisão de Gastão de Holanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurênio de Melo.

O poema é uma versão erudita do gênero de cordel e inicia de forma sentimental e melancólica, dizendo: “Este campo, vasto e cinzento/ não tem começo nem fim/ nem de leve desconfia, das coisas que vão em mim”.

Colaborou com o Diario de Pernambuco, Diário da Noite, Folha da Manhã, porém marcou sua atividade jornalística, principalmente, no Jornal do Commercio, onde dirigiu a seção Literatura, mais tarde intitulada Rosa dos Ventos.

Ao ingressar na Faculdade de Direito do Recife, em 1953, juntou-se a antigos companheiros do Colégio e a muitos novos amigos, na sua grande parte, membros de uma geração que se interessava muito pela política, pela sociologia e, principalmente, pela literatura, e muito pouco pela Ciência do Direito. Havia, naturalmente, as exceções que estão hoje investidas em brilhantes bacharéis.

Ali foram seus amigos mais chegados: José Souto Maior Borges, Geraldo Mendonça, Eduardo Moraes, José Francisco de Moura Cavalcanti, Sileno Ribeiro, Sérgio Murilo Santa Cruz, José Meira, Joaquim Mac Dowell, Edmir Domingues, César Leal, Mozart Siqueira e muitos outros que representavam dimensões de inteligência em flor, cujo tempo mental teria de ser dedicado à Ciência do Direito.

Tendo realizado um mediano exame vestibular, Carlos Pena Filho impôs-se graças à sua sólida cultura. Isso não o impedia de recorrer, vez por outra, à sua imaginação para se safar dos imprevistos. Certa feita, havendo se equivocado durante uma prova oral sobre determinada questão de Direito, refutou o professor que o advertia afirmando com ênfase que um novo mas já “famoso jurista europeu” – Fred Zimeman – pensava do modo como se expressara. O professor aceitou sua “tirada” sem saber, e provavelmente nunca soube, que Fred Zimeman, era justamente um diretor cinematográfico de invulgar talento, responsável pela direção do filme Matar ou Morrer, um dos melhores westerns de todos os tempos, então em voga.

No mesmo ano de sua formatura (1957), publicou pela Secretaria do Estado de Pernambuco A vertigem lúcida. Carlos Pena estava no auge de sua arte e as edições dos seus livros logo se esgotavam.

O poeta assumiu a função de Procurador do Serviço Social contra o Mucambo aumentando-lhe a responsabilidade e restringindo-lhe os momentos de sonho. Contudo, sua obra poética já editada, acrescida de poemas novos, foi reunida e publicada sob o título de Livro Geral.

A obra de Carlos Pena Filho revela sentimento de delicadeza e cuidado para não ofender as pessoas e as idéias. Ele era conhecido pelos amigos, como sendo uma pessoa muito comunicativa, sorridente, cordial, tolerante e compreensiva. Naturalmente, muito dessas características eram passadas para sua obra.

Sua última poesia, Eco, foi publicada no Jornal do Commercio, no domingo, véspera de sua morte trágica.

No dia 2 de junho de 1960, o poeta estava no carro de seu amigo, o advogado José Francisco de Moura Cavalcanti, quando foram atingidos por um ônibus desgovernado. Carlos Pena recebeu uma violenta pancada na cabeça. O rádio logo divulgou a notícia e as autoridades e os amigos acorreram ao Pronto Socorro. O motorista e Moura Cavalcanti tiveram ferimentos leves, mas Carlos Pena não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 1º de junho de 1960.

Deixou desolados seus amigos, os intelectuais de todo o Brasil, sua esposa D. Maria Tânia, sua filhinha Clara Maria, seus dois irmãos, Fernando e Maria. O cortejo fúnebre, com discursos à beira da sepultura e com grande acompanhamento de pessoas demonstrou quanto o poeta era querido.

Carlos Pena Filho - Biografia

Carlos Pena Filho
Carlos Pena Filho

Poeta, nasceu no Recife, a 17 de maio de 1929 e aos quatro anos de idade foi morar na casa de familiares em Portugal. Em 1941, retornou ao Recife, onde freqüentou o curso secundário (Colégio Nóbrega) e em seguida passou a estudar Direito.

Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto "Marinha", foi publicado em 1947 pelo Diario de Pernambuco. Em 1952, reuniu poemas e sonetos e publicou o primeiro livro, "Tempo de Busca".

Em 1954, ao chegar em Parnamirim numa caravana de estudantes universitários que participavam da campanha do candidato a governador Cordeiro de Farias, foi baleado (31 perfurações no corpo) durante uma confusão entre um morador e soldados da Polícia Militar.

Em 1955, publicou seu segundo livro, "A Vertigem Lúcida", premiado pela Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco.

Bacharelou-se em Direito em 1957 e no ano seguinte publicou o seu terceiro livro, "Memórias do Boi Serapião", um poema longo com projeto gráfico e desenhos de Aloísio Magalhães.

Em 1959, lanço o "Livro Geral", reunindo sua obra poética já editada acrescido de poemas novos, pela Livraria São José, Rio de Janeiro, livro com o qual conquistou, naquele mesmo ano, o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro.

A 26 de junho de 1960, o Jornal do Commercio, do Recife, publicou o seu último trabalho: a poesia "Soneto Oco". A 27 de junho de 1960, sofreu um grave acidente de automóvel, no Largo das Cinco Pontas, Recife, ficando três dias em estado de coma.

Morreu no hospital, a 01 hora da manhã de 01 de julho de 1960. No ano seguinte (1961), a União Brasileira de Escritores instituiu o Prêmio Carlos Pena Filho de Poesias.

Atuou, também, como compositor em parceria com Capiba, com quem compôs as seguintes canções: "A Mesma Rosa Amarela", "Claro Amor", "Pobre Canção" e "Manhã de Tecelã", todas gravadas em 1960 (selo Mocambo) sob o título "Sambas de Capiba".

Depois de sua morte, teve alguns dos seus poemas musicados pelo próprio Capiba e por outros compositores. Na imprensa do Recife, atuou como repórter político mas, segundo seus contemporâneos, não tinha a menor vocação para o jornalismo, sua paixão era mesmo a literatura.

Carlos Pena Filho - Obras

Carlos Pena Filho
Carlos Pena Filho

Sua obra foi curta como sua vida, mesmo assim, ele deixou marcas fortes na cultura da velha capital de Pernambuco. Poeta de expressão simples, atingiu no Recife aquele tipo de consagração que faz os versos correrem de boca em boca, decorados, ou de mão em mão, copiados de velhas edições empoeiradas. Em seus versos, azul é a cor da memória, da pureza e da consumação do tempo, mas é também uma forte presença do cotidiano litorâneo do Recife, no céu e no mar.

Carlos Souto Pena Filho nasceu em Recife, no dia 17 de maio de 1929 e aos quatro anos de idade foi morar na casa de familiares em Portugal. Em 1941, retornou a Recife, onde freqüentou o curso secundário no Colégio Nóbrega e em seguida passou a estudar Direito.

Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto “Marinha”, foi publicado em 1947 pelo Diário de Pernambuco. Bastante elogiado pela crítica, esse trabalho motivou o poeta a lançar outros nos suplementos nordestinos e nos jornais do sul do país.

Em 1952 Carlos Pena Filho publicou seu primeiro livro “O Tempo da Busca”. Em 1955 publicou “Memórias do boi Serapião”, com uma temática social e ilustrado por Aloísio Magalhães. Mas o melhor da poesia do autor aconteceria com “A Vertigem Lúcida”, de 1958, premiado pela Secretaria de Educação e Cultura, confirmando seu talento para o soneto. Em 1959, a Livraria São José, do Rio de Janeiro, publicou o seu “Livro Geral” , sua obra reunida, onde pintou em versos seu amor ao Recife e à esposa. Em 1983 foi publicada a antologia “Os melhores poemas de Carlos Pena Filho”, organizada por Edilberto Coutinho.

Como compositor atuou em parceria com o músico pernambucano Capiba, com quem compôs “A Mesma Rosa Amarela”, que se incorporou ao movimento da Bossa Nova, tornando-se uma das principais canções da década de 1960. Foi gravada primeiramente pelo cantor Claudionor Germano, ainda em 1960, tornando-se sucesso através da cantora Maysa que a gravou em 1962.

Outras letras de sua autoria musicadas por Capiba foram “Ai de mim”, “Claro amor”, “Pobre Canção”, “Manhã da tecelã”, “Não quero amizade com você”, e “Sino, claro sino”.

Na imprensa do Recife, atuou como repórter político mas, segundo seus contemporâneos, não tinha a menor vocação para o jornalismo, sua paixão era mesmo a literatura.

No jornal assinou duas colunas: Literatura e Rosa dos Ventos.

Em 26 de junho de 1960, o Jornal do Commercio, do Recife, publicou o seu último trabalho: “Soneto Oco”. No dia seguinte sofreu um grave acidente de automóvel, nas proximidades do Forte das Cinco Pontas, Recife, ficando três dias em estado de coma. Morreu no hospital, dia 01 de julho de 1960. No ano seguinte (1961), a União Brasileira de Escritores instituiu o Prêmio Carlos Pena Filho de Poesias.

Carlos Pena Filho morreu prematuramente sem ver o sucesso de “A mesma rosa amarela”.

Depois de sua morte, alguns dos seus poemas foram musicados por Capiba e outros compositores. O cantor e compositor Alceu Valença musicou seus poemas “Solibar” e “Sino de ouro”. Em 1993 teve diversos poemas musicados pelo músico Antônio José Madureira e gravados no CD “Opereta do Recife”, entre os quais, “Bairro do Recife”, “Dádivas do amante”, “Desmantelo azul” e “Manoel, João e Joaquim”, homenagem aos poetas Manoel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Joaquim Cardozo.

Aos 31 anos falece Carlos Pena Filho, em um acidente automobilístico

Obras do autor:

O tempo da busca. 1952.
Memórias do Boi Serapião. 1956.
Livro geral (incluindo Cinco aparições, Dez sonetos escuros, A vertigem lúcida, Poemas sem data, O tempo da busca e Guia prático da cidade do Recife. 1959.

Carlos Pena Filho - Político

Carlos Pena Filho
Carlos Pena Filho

Carlos Souto Pena Filho nasceu em 17 de maio de 1929, no Recife (PE). De família de imigrantes portugueses, seus pais foram Carlos Souto Pena, comerciante, e Laurinda Souto Pena.

Em 1937, com a separação dos pais, foi para Portugal, com a mãe e os irmãos Fernando e Mário, morar na casa dos avós paternos. Lá viveu dos oito aos doze anos quando então retornou. O pai permaneceu no Recife, onde era proprietário de uma sorveteria.

A linguagem de Carlos Pena Filho, carregada de oralidade e essencialmente musical, tem sempre um forte apelo pictórico. Visual, plástico, é como se ele realmente às vezes “pintasse” com palavras. Escreveu vários poemas tendo nos títulos a palavra retrato e cerca de uma centena contendo os nomes das cores ou referências a elas.

Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto “Marinha”, foi publicado em 1947 pelo Diário de Pernambuco.

Em 1952, publicou o primeiro livro: O tempo da busca.

Pena Filho foi um poeta político, interessado em cada aspecto da vida de sua cidade e do seu Estado.

Estudante de Direito, participou ativamente da política universitária, empenhando-se em campanhas eleitorais. Em uma delas, na do candidato a governador Cordeiro de Farias, em 1954, foi baleado (31 perfurações no corpo) durante uma confusão entre um morador e soldados da polícia militar, em Parnamirim, interior do Estado.

Ainda estudante, publicou: Memórias do boi Serapião (1956). Bacharelou-se em 1957 e no ano seguinte saiu A vertigem lúcida, seu terceiro livro. Em 1959, lançou o Livro geral, reunindo sua obra poética já editada acrescida de poemas novos (Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro).

Como advogado atuou em repartição do Estado e, em paralelo, trabalhou como jornalista no Diário de Pernambuco, Diário da Noite e Jornal do Commercio, todos do Recife, onde fez reportagens, escreveu crônicas e publicou seus poemas. Compositor, em parceria com Capiba, renomado músico pernambucano, foi autor de letras de músicas de sucesso, entre as quais destaca-se “A mesma rosa amarela”, incorporada ao movimento da Bossa Nova na voz de Maysa, e depois gravada por outros artistas como Vanja Orico, Tito Madi e Nelson Gonçalves.

Durante a vida contou com a amizade e a admiração de muitos escritores e poetas. Conviveu estreitamente com Manuel Bandeira, Joaquim Cardoso, João Cabral de Melo Neto, Mauro Mota, Gilberto Freyre e Jorge Amado, entre outros.

Carlos Pena Filho faleceu aos 31 anos, vítima de um acidente automobilístico, em 1º de julho de 1960, em Recife.

Fonte: www.fundaj.gov.br/www.pe-az.com.br/onordeste.com

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