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Carrapato

Carrapato
Carrapato

Quem vive no campo, já sabe que está começando a temporada dos carrapatos. São animais minúsculos da família dos ácaros. Eles atacam pessoas e outros animais, primeiro passeando na pele e depois se instalando num ponto onde podem sugar sangue, que é seu alimento.

Na verdade, existem mais de 400 espécies de carrapatos no mundo. O estudioso Eurico Santos listou algumas, pelas suas especialidades. Por exemplo, carrapato-de-boi ataca bovinos. O carrapato-do-sapo se instala em sapos e outros animais de sangue frio.

O carrapato-estrela não é nada seletivo. Ele persegue os mamíferos silvestres, os domésticos e até o bicho-Homem. Também pode se instalar em aves ou animais de sangue frio.

Os cientistas chamam-no de Ambliomma cajennense. E contam que ele é encontrado desde o sul dos Estados Unidos até os confins da América do Sul. Até suas larvas são temidas, ganhando o nome de carrapato pólvora, ou micuim.

Uma dica: Quando eles se instalam numa pessoa, o álcool ou vinagre ajudam a desprendê-los da pele.

O ciclo evolutivo dos carrapatos é bem interessante. Primeiro tem o ovo de menos de um milímetro. Do ovo, desenvolve-se a larva, que é redondinha e tem seis patas. Ela pode sobreviver um tempo em jejum. Mas, para crescer, tem de se nutrir de sangue. Por isso ataca animais. Em poucos dias, a larva cresce, entra em repouso e aí se desenvolve a ninfa. Depois, tem a última metamorfose, surgindo o carrapato adulto, que tem oito patas.

Para completar o ciclo, tem a reprodução: depois do macho cruzar a fêmea, ela passa vários dias sugando sangue até ficar bem inchada. Aí joga-se no chão e põe os ovos. No caso da carrapata-estrela, são cerca de oito mil ovinhos. Mas o recomeço do novo ciclo de vida depende da existência de animais no local, que forneçam alimento.

Vale saber

Na natureza, algumas aves que comem pequenos invertebrados como os insetos e artrópodes (grupo animal dos quais os ácaros fazem parte) são inimigos naturais dos carrapatos.

Não é à toa que a pequena garça branca se multiplicou nos pastos brasileiros, sendo muito observada junto ao gado no campo. Também não é à toa que algumas pequenas aves pousam no dorso de grandes mamíferos, com a permissão destes. Elas fazem isso para catar e devorar os minúsculos invertebrados. Também galinhas de angola têm fama de caçar estes pequenos artrópodes no campo.

Fonte: www.aipa.org.br

Carrapato

Classe: Arachnida

Ordem: Acarina

Nome científico: vários

Nome vulgar: carrapato, carrapato estrela, carrapato do cão, carrapato do cavalo, micuim.

Carrapato
Carrapato

BIOLOGIA

Os carrapatos são parasitas externos (ectoparasitas) de animais domésticos, silvestres e do homem. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. São considerados como de grande importância pelo papel que desempenham como vetores de microrganismos patogênicos incluindo bactérias, protozoários, rickétsias, vírus, etc; e pelos danos diretos ou indiretos causados em decorrência do seu parasitismo.

Os carrapatos estão classificados em duas famílias: Ixodidae e Argasidae.

Os ixodideos, freqüentemente denominados "carrapatos duros", apresentam um escudo rígido, quitinoso, que cobre toda a face dorsal do macho adulto. Na larva, ninfa e fêmea adulta, estende-se apenas em uma pequena área, permitindo a dilatação do abdome após a alimentação. Todos os estágios fixam-se em seus hospedeiros por um tempo relativamente longo para alimentar-se. Neste grupo estão incluídos a maioria dos carrapatos de interesse médico-veterinário.

Os argasídeos, também conhecidos como "carrapatos moles", recebem esta denominação porque não possuem escudo. Nesta família estão os carrapatos de aves e os "carrapatos de cão".,

Tamanho Variável
Coloração Acinzentada
Reprodução Sexuada
Alimentação Sangue

ABRIGOS

Nos animais, vegetação e frestas em paredes e muros.

PREVENÇÃO

Dependem do tipo da fase do carrapato e do local onde se encontram estes ectoparasitas. A higiene e o monitoramento dos locais onde os carrapatos podem ser encontrados é sempre importante.

Manter o gramado ou mato aparado próximo aos locais de criação dos animais e áreas de circulação do homem expõe os ínstares que estão presentes no ambiente a condições adversas levando estas fases à morte principalmente por desidratação, além de impedir que roedores que servem como hospedeiros intermediários escondam-se ali.

Em áreas infestadas por carrapatos, como gramado ou pastos, evitar sentar no solo e expor partes do corpo desprotegidas à vegetação. Ao entrar nestes locais, utilizar roupas claras que facilitam a visualização dos ectoparasitas.

DOENÇAS TRANSMITIDAS E PATÓGENOS VEICULADOS:

Bactérias

Protozoários

Vírus

Febre Maculosa

Doença de Lyme

MÉTODOS DE CONTROLE

No mercado existem muitos produtos de uso veterinário, de diferentes grupos químicos, para o combate destes ectoparasitas. A implementação de estratégias de controle dos carrapatos são inerentes a espécie e a região onde se encontram. Medidas de controle dependem de fatores biológicos e epidemiológicos e devem ser estabelecidas por profissional especializado.

Fonte: www.pragas.com.br

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