Carrapato (Página 2)
Carrapato

Carrapato
Carrapato

Hábitos

Os carrapatos não são insetos. São artrópodes pertencentes à classe Arachinida, como as aranhas e escorpiões.

Os carrapatos ocorrem em quase todos os continentes. São ectoparasitos (parasitas externos) de vertebrados (mamíferos, répteis, aves e anfíbios), ocorrendo em animais silvestres, domésticos e mesmo o homem, alimentando-se do sangue (hematófagos).

Existem 2 fases de vida: fase de parasitismo (no hospedeiro) e fase de vida livre (solo, tocas, buracos, ninhos e vegetação)

Ciclo de vida

Os carrapatos possuem ciclo de vida que inclui as fases de: ovo - larva - ninfa e adulto.

Após ingerir sangue de um hospedeiro, a fêmea se desprende do mesmo e deposita milhares de ovos, geralmente no ambiente, morrendo em seguida.

Em condições satisfatórias de temperatura e umidade, ocorre a incubação (entre 30 a 40 dias, aproximadamente) e, após este período, as larvas eclodem.

As larvas oportunamente fixam-se em um hospedeiro (normalmente de pequeno porte), realizam repasto sangüíneo, desprendem-se deste, caem no ambiente e após 10 dias, em média, realizam a ecdise (muda) para o estágio de ninfa.

Após cerca de 3 semanas, as ninfas já estão prontas para alimentação em hospedeiro de pequeno porte.

Quando alimentadas, estas ninfas caem no solo e realizam ecdise transformando-se em adultos.

Em um hospedeiro (normalmente de grande porte), macho e fêmea adultos acasalam e a fêmea alimenta-se de sangue, iniciando um novo ciclo.

Agravos à Saúde

Os carrapatos hospedam e transmitem diversos agentes patogênicos (vírus, bactérias, riquétsias e protozoários) ao homem (hospedeiro acidental) e aos animais.

Os microrganismos são transmitidos através da saliva dos carrapatos, que é injetada no local da picada, e que por sua vez apresenta toxinas, substâncias anestésicas e anticoagulantes.

Entre as doenças transmitidas ao homem, podemos citar: febre maculosa brasileira e borreliose de Lyme.

Existem outras doenças transmitidas por carrapatos, que só atingem animais.

Medidas preventivas

Aparar e cortar a vegetação rasteira, utilizando roupas de mangas longas, botas, calça comprida com a parte inferior dentro das botas. As roupas devem ser claras para facilitar a visualização dos carrapatos;

Vistoriar o corpo após freqüentar áreas de mata ou conhecidamente infestadas por carrapatos;

Evitar caminhar ou freqüentar áreas infestadas por carrapatos;

Remover o lixo ou restos alimentares expostos, a fim de evitar que estes sirvam de alimento para animais;

Os animais devem ser vistoriados semanalmente e, quando apresentarem carrapatos, devem ser tratados com indicação de médico veterinário e mantidos em local restrito;

Quando for retirar carrapatos, não se deve utilizar fósforo acesso ou outros objetos aquecidos, bem como produtos químicos. Deve-se girar levemente o corpo do carrapato até que se desprenda. Não puxar ou pressionar o carrapato.

Fonte: www2.prefeitura.sp.gov.br

Carrapato

Carrapato
Carrapato

Um carrapato, carraça ou chato é um artrópode da ordem dos ácaros, classificado nas famílias Ixodidae ou Argasidae. São ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças.

Os carrapatos geralmente têm a forma oval e quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, porém após se alimentarem ficam convexos e até esféricos.

Sua carapaça é composta por quitina, na forma de um exoesqueleto, bem resistente e firme em relação a sua pouca espessura.

Encontra-se difundido por toda a Terra, tanto no campo como na cidade, pois o principal motivo de sua ação é o ser humano ou animal de cujo sangue se alimenta, sendo por isso considerado hematófogo e um dos principais vetores de muitas doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias, que transmitem doenças ao homem e animais.

Existem espécies microscópicas até 0,25 mm de diâmetro. Vivem em touceiras, capim, no chão, entre as madeiras em climas úmidos ou secos, em todos os continentes: África, América do Norte, América do Sul e América Central, Europa, Oceania e Ásia, enfim em qualquer lugar da Terra.

Fonte: www.jccontrol.com.br

Carrapato

Carrapato
Carrapato

Animal artrópode, aracnídeo.

Estes insetos sugam o sangue de suas vítimas, prendendo-se à pele dos animais de temperatura constante, como os cães e o gado, inclusive o homem.

Seu ciclo de vida é movimentado, depois de uma refeição de sangue, a fêmea põe os ovos no solo, deles nascem larvas, que utilizam suas seis patas para alcançar um animal que passa, a medida que vão se alimentando de sangue, as larvas transformam-se em ninfas, algumas de oito patas, sua maturidade só é alcançada após inúmeras modificações do seu corpo, sugam tanto sangue a ponto de tornarem-se pequenas bolas moles.

Os carrapatos podem ser portadores de germes perigosos, um deles é o de uma febre freqüentemente fatal para o gado.

Para o homem propagam a febre constante e a febre maculosa.

Fonte: www.curiosidadeanimal.com

Carrapato

Carrapato
Carrapato

Ixodes ricinus

Um bichinho sedento de sangue

Se após uma longa corrida pelo mato seu cão se mostra agitado, pode apostar que ele apanhou carrapatos. Essas criaturas desagradáveis, aparentadas com as aranhas, prendem-se à pele dos animais e sugam tanto sangue a ponto de se tornarem pequenas bolas moles. Nem só os cães são suas vítimas. Esses parasitas atacam o gado e muitos outros animais de temperatura constante, inclusive o homem.

O carrapato tem um ciclo de vida movimentado. Após uma refeição de sangue, a fêmea põe os ovos no solo. Deles nascem larvas, que utilizam suas seis pernas para alcançar um animal que passa. À medida que vão se alimentando de sangue, as larvas transformam-se em ninfas, algumas com oito patas.

FILO: Arthropoda
CLASSE: Arachnida
ORDEM: Acarina
SUBORDEM: Ixodides

CARACTERÍSTICAS

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Carrapato

O Boophilus microplus suga até 2,0 ml de sangue por cada ciclo de 21 dias. A variação de volume de sangue depende do tamanho da teleógina.

Rocha & Woels, 1982, descreveram que em animais anêmicos, uma fêmea de Boophilus microplus suga um volume de sangue bem maior e quanto menos viscoso o sangue for, determina-se o agravamento do processo anêmico pré-existente.


Little, 1963, infestou artificialmente novilhas de raças européias (Hereford e Holandesa), com uma média diária de 50 larvas de Boophilus microplus, onde ocorreu uma redução anual de ganho de peso de 750 g por cada carrapato.

Callow, 1978, relatou que o carrapato e as doenças que transmitem são um grande entrave para o melhoramento de raças leiteiras e de corte importadas de climas temperados para países de áreas tropicais, onde altas infestações de Boophilus microplus podem levar esses animais à morte.

Portanto o gado mestiço europeu x zebú, que tem um nível de resistência moderado a alto, conforme o seu "grau de sangue", é mais resistente quanto menor for o "grau de sangue" europeu. (Oliveira & Alencar, 1990).

Em face disto, deve-se redobrar os cuidados de sanidade quando forem introduzidos em um rebanho animais com genótipo europeu.

Etiologia

O Boophilus microplus (Canestrini, 1887), é originário do continente asiático.

É um carrapato monoxeno, ou seja, parasita um só hospedeiro ao contrário do Amblyomma cajennense e Rhipicephalus sanguineus, que utilizam três hospedeiros em um ciclo de vida, sendo portanto heteroxenos.

O B. microplus se encontra no continente sul americano desde o século XVII, sendo introduzido por colonizadores ibéricos (Nuñes e al, 1982), com a importação de gado zebuíno vindo da Ásia (Walker,1987).

Está distribuído por todo o Brasil, estando presente em quase todos os municípios brasileiros, sendo mais frequente nas regiões onde o clima seja favorável para o seu desenvolvimento, como nas regiões Sul, Sudeste e Centro - Oeste.

Sintomas

Patogênese e manifestações clínicas

Os principais sintomas de uma infestação por Boophilus microplus são:

Perda do apetite
Anemia
Apatia
Emagrecimento progressivo
Alopécia
Dermatite exudativa ou seca
Baixo desenvolvimento
Perda da sua atividade produtiva
Morte

Diagnóstico

É feito pela visualização dos ínstares do parasito no animal

Profilaxia

A profilaxia para controle dos carrapatos, bernes, mosca-dos-chifres e bicheiras, consiste na tomada de medidas técnicas, pela utilização de vários sistemas de aplicação para uso de medicamentos e medidas de manejo.

Cada parasitose, necessita de uma estratégia de controle diferenciada, em que o mais importante é interromper o seu ciclo de desenvolvimento, para que assim o nível de infestações, a frequência dos banhos e os tratamentos sejam diminuídos, possibilitando um maior ganho de tempo e expondo menos os parasitos a uma possibilidade de desenvolvimento de resistência.

Tratamento

O primeiro produto químico com propriedade acaricida registrado no mundo foi o Arsênico, em 1895, mantendo um controle satisfatório dos carrapatos até 1935.

A partir desse ano, apareceram resistências aos Arsenicais na Austrália e África do Sul e em 1948, vários países da A. Latina, inclusive o Brasil, já apresentavam problemas no controle desses parasitos.

Muitos outros produtos químicos com atividade acaricida e inseticida foram sendo introduzidos, principalmente os Clorados, sendo chamados de inseticidas de 1ª geração, sendo os principais o DDT e o BHC.

Os Clorados, com o passar do tempo, foram apresentando problemas e consequente substituição, como por exemplo:

O DDT foi utilizado desde 1946 e nos meados da década de 50, já existia o desenvolvimento rápido de focos de resistência na Austrália e América do Sul

Entretanto, em muitos países, o desenvolvimento da resistência ao DDT foi de uma forma mais lenta, ampliando o tempo de uso deste produto, sendo utilizado com muita frequência até o início da década de 60

Com o BHC a partir de 1952 já se reportavam resistências na Austrália, África do Sul e alguns países da A. do Sul, aumentando de frequência até 1956

A resistência do BHC por sua vez, estendeu-se para Toxafeno e Aldrín

Esses produtos foram logo abandonados e banidos do mercado como os clorados (DDT, BHC)

Com o aparecimento dos acaricidas e inseticidas de 2ª Geração, como os Fosforados em 1956 e os Carbamatos em 1960, o controle dos ácaros e insetos estabilizou-se, porém em 1963, os carrapatos já apresentavam resistência aos Fosforados, com detecção dos primeiros focos na Austrália e em 1965 já se detectaram focos na América do Sul, no Brasil e na Argentina.

Os Carbamatos (Carbaril) por serem mais tóxicos e de curto espectro de ação, foram substituídos gradativamente pelos Fosforados e atualmente não são utilizado para controle de carrapatos e principalmente em insetos que apresentaram uma rápida resistência a estes compostos químicos.

Os produtos químicos descobertos até então, além de terem apresentado resistência, se acumulavam no organismo, deixando resíduos que levavam à perturbações fisiológicas nos animais, como também se acumulando no organismo dos humanos, causando sérios problemas de saúde pública.

Um outro inconveniente na utilização de produtos formulados com as bases químicas de 1ª e 2ª Geração, é que esta deve ser feita de uma maneira correta, seguindo as recomendações de bula, do fabricante e acompanhamento técnico, pois erros de dosagens e um tratamento malfeito poderão gerar consequências muito graves, como morte do animal e contaminação ambiental.

Com os anos começaram a aparecer os inseticidas menos tóxicos e de maior eficácia, como os de 3ª geração como as Formamidinas (Amitraz) e os Inibidores de Crescimento (IGR) no final da década de 60.

Durante vários anos esses inseticidas acaricidas vinham sendo utilizados para controle de ectoparasitas artrópodes dos animais domésticos, mesmo apresentando restrições de utilização e até proibições de uso em animais produtores de leite e carne para consumo humano.

Até então, um inseticida perfeito ainda não havia sido descoberto, porém nos últimos 50 anos, a pesquisa de produtos para saúde animal evoluiu e preocupados com as limitações e a toxicidade dos inseticidas e acaricidas descobertos, os cientistas continuaram com as pesquisas.

Em função do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores, na década de 70 foram descobertos vários compostos químicos de maior eficácia, amplo espectro de ação e de maior segurança, que podiam permanecer nos animais tratados com um baixo potencial de resíduos, sem causarem efeitos colaterais e permitindo o consumo de carne e leite dos animais tratados.

Assim apareceram os compostos mais modernos, como os Piretróides (1973) e as Lactonas Macrocíclicas (1975), constituindo-se ambos em um grande passo para o controle das principais pragas que acometem os animais domésticos.

Os Piretróides (Permetrina, Cipermetrina, Alfacipermetrina, Deltametrina) e as Lactonas Macrocíclicas (Milbemycinas e Avermectinas), se posicionaram de uma maneira tal, que se tornaram os antiparasitários de eleição para o controle dos principais ecto e endoparasitos, como carrapatos, moscas, sarnas, piolhos e os vermes redondos gastrintestinais e pulmonares (Avermectinas).

Estes compostos químicos estão disponíveis em várias formulações e com custos atraentes, com máxima eficácia e residualidade, proporcionando a redução do espaçamento entre tratamentos e minimizando assim a possibilidade do aparecimento de focos de resistência, pela diminuição da pressão exercida sobre os parasitos de uso de acaricidas e inseticidas.

Vários sistemas de combate e controle dos ectoparasitos são utilizados no Brasil:

Indiretamente pelo uso de estratégias de controle

Diretamente pelo uso de antiparasitários, com as seguintes características:

Forte atividade acaricida e inseticida
Excelente persistência de ação
Baixíssima toxicidade para o homem e animais
Degradação satisfatória no meio ambiente

Fonte: www.intervet.com.br

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