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Carrapato

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Ciclo biológico do carrapato

O carrapato B. microplus originário da Ásia, se apresenta em áreas tropicais e subtropicais, entre os paralelos 32o N e 32o S. É um ectoparasita hematófago cujo principal hospedeiro é o bovino. O ciclo biológico apresenta uma fase parasitária de aproximadamente 21 dias na qual passa pelos instares de larva, ninfa e adulto, todos em um único hospedeiro.

A fase de vida livre inicia com a queda das fêmeas ingurgitadas e culmina quando as larvas eclodidas encontram um hospedeiro . Na fase de vida livre, a fêmea ingurgitada apresenta primeiro um período de pré-postura de 3 dias e morre após a postura. Em temperaturas ao redor de 28o C e alta umidade relativa (85%), a postura e a eclosão ocorrem em aproximadamente 18 dias.

As larvas recém eclodidas migram para as pontas da vegetação onde podem localizar o hospedeiro pelo odor ou vibrações.

No hospedeiro, as larvas se fixam em regiões corporais propícias para seu desenvolvimento, tais como: posterior da coxa, perineal, perianal e perivulvar, após sete dias de sua fixação ocorre a muda para ninfase estas mudam para adultos com marcado dimorfismo sexual em aproximadamente oito dias.

A fêmea após o acasalamento começa a alimentação até o ingurgitamento total , que propicia sua queda ao solo , enquanto que o machopermanece no bovino à procura de novas fêmeas.

Fonte: www.ufrgs.br

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O Boophilus microplus suga até 2,0 ml de sangue por cada ciclo de 21 dias. A variação de volume de sangue depende do tamanho da teleógina.

Rocha & Woels, 1982, descreveram que em animais anêmicos, uma fêmea de Boophilus microplus suga um volume de sangue bem maior e quanto menos viscoso o sangue for, determina-se o agravamento do processo anêmico pré-existente.

Little, 1963, infestou artificialmente novilhas de raças européias (Hereford e Holandesa), com uma média diária de 50 larvas de Boophilus microplus, onde ocorreu uma redução anual de ganho de peso de 750 g por cada carrapato.

Callow, 1978, relatou que o carrapato e as doenças que transmitem são um grande entrave para o melhoramento de raças leiteiras e de corte importadas de climas temperados para países de áreas tropicais, onde altas infestações de Boophilus microplus podem levar esses animais à morte.

Portanto o gado mestiço europeu x zebú, que tem um nível de resistência moderado a alto, conforme o seu "grau de sangue", é mais resistente quanto menor for o "grau de sangue" europeu. (Oliveira & Alencar, 1990).

Em face disto, deve-se redobrar os cuidados de sanidade quando forem introduzidos em um rebanho animais com genótipo europeu.

Etiologia

O Boophilus microplus (Canestrini, 1887), é originário do continente asiático.

É um carrapato monoxeno, ou seja, parasita um só hospedeiro ao contrário do Amblyomma cajennense e Rhipicephalus sanguineus, que utilizam três hospedeiros em um ciclo de vida, sendo portanto heteroxenos.

O B. microplus se encontra no continente sul americano desde o século XVII, sendo introduzido por colonizadores ibéricos (Nuñes e al, 1982), com a importação de gado zebuíno vindo da Ásia (Walker,1987).

Está distribuído por todo o Brasil, estando presente em quase todos os municípios brasileiros, sendo mais frequente nas regiões onde o clima seja favorável para o seu desenvolvimento, como nas regiões Sul, Sudeste e Centro - Oeste.

Sintomas

Patogênese e manifestações clínicas

Os principais sintomas de uma infestação por Boophilus microplus são:

Perda do apetite
Anemia
Apatia
Emagrecimento progressivo
Alopécia
Dermatite exudativa ou seca
Baixo desenvolvimento
Perda da sua atividade produtiva
Morte

Diagnóstico

É feito pela visualização dos ínstares do parasito no animal

Profilaxia

A profilaxia para controle dos carrapatos, bernes, mosca-dos-chifres e bicheiras, consiste na tomada de medidas técnicas, pela utilização de vários sistemas de aplicação para uso de medicamentos e medidas de manejo.

Cada parasitose, necessita de uma estratégia de controle diferenciada, em que o mais importante é interromper o seu ciclo de desenvolvimento, para que assim o nível de infestações, a frequência dos banhos e os tratamentos sejam diminuídos, possibilitando um maior ganho de tempo e expondo menos os parasitos a uma possibilidade de desenvolvimento de resistência.

Tratamento

O primeiro produto químico com propriedade acaricida registrado no mundo foi o Arsênico, em 1895, mantendo um controle satisfatório dos carrapatos até 1935.

A partir desse ano, apareceram resistências aos Arsenicais na Austrália e África do Sul e em 1948, vários países da A. Latina, inclusive o Brasil, já apresentavam problemas no controle desses parasitos.

Muitos outros produtos químicos com atividade acaricida e inseticida foram sendo introduzidos, principalmente os Clorados, sendo chamados de inseticidas de 1ª geração, sendo os principais o DDT e o BHC.

Os Clorados, com o passar do tempo, foram apresentando problemas e consequente substituição, como por exemplo:

O DDT foi utilizado desde 1946 e nos meados da década de 50, já existia o desenvolvimento rápido de focos de resistência na Austrália e América do Sul

Entretanto, em muitos países, o desenvolvimento da resistência ao DDT foi de uma forma mais lenta, ampliando o tempo de uso deste produto, sendo utilizado com muita frequência até o início da década de 60

Com o BHC a partir de 1952 já se reportavam resistências na Austrália, África do Sul e alguns países da A. do Sul, aumentando de frequência até 1956

A resistência do BHC por sua vez, estendeu-se para Toxafeno e Aldrín

Esses produtos foram logo abandonados e banidos do mercado como os clorados (DDT, BHC)

Com o aparecimento dos acaricidas e inseticidas de 2ª Geração, como os Fosforados em 1956 e os Carbamatos em 1960, o controle dos ácaros e insetos estabilizou-se, porém em 1963, os carrapatos já apresentavam resistência aos Fosforados, com detecção dos primeiros focos na Austrália e em 1965 já se detectaram focos na América do Sul, no Brasil e na Argentina.

Os Carbamatos (Carbaril) por serem mais tóxicos e de curto espectro de ação, foram substituídos gradativamente pelos Fosforados e atualmente não são utilizado para controle de carrapatos e principalmente em insetos que apresentaram uma rápida resistência a estes compostos químicos.

Os produtos químicos descobertos até então, além de terem apresentado resistência, se acumulavam no organismo, deixando resíduos que levavam à perturbações fisiológicas nos animais, como também se acumulando no organismo dos humanos, causando sérios problemas de saúde pública.

Um outro inconveniente na utilização de produtos formulados com as bases químicas de 1ª e 2ª Geração, é que esta deve ser feita de uma maneira correta, seguindo as recomendações de bula, do fabricante e acompanhamento técnico, pois erros de dosagens e um tratamento malfeito poderão gerar consequências muito graves, como morte do animal e contaminação ambiental.

Com os anos começaram a aparecer os inseticidas menos tóxicos e de maior eficácia, como os de 3ª geração como as Formamidinas (Amitraz) e os Inibidores de Crescimento (IGR) no final da década de 60.

Durante vários anos esses inseticidas acaricidas vinham sendo utilizados para controle de ectoparasitas artrópodes dos animais domésticos, mesmo apresentando restrições de utilização e até proibições de uso em animais produtores de leite e carne para consumo humano.

Até então, um inseticida perfeito ainda não havia sido descoberto, porém nos últimos 50 anos, a pesquisa de produtos para saúde animal evoluiu e preocupados com as limitações e a toxicidade dos inseticidas e acaricidas descobertos, os cientistas continuaram com as pesquisas.

Em função do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores, na década de 70 foram descobertos vários compostos químicos de maior eficácia, amplo espectro de ação e de maior segurança, que podiam permanecer nos animais tratados com um baixo potencial de resíduos, sem causarem efeitos colaterais e permitindo o consumo de carne e leite dos animais tratados.

Assim apareceram os compostos mais modernos, como os Piretróides (1973) e as Lactonas Macrocíclicas (1975), constituindo-se ambos em um grande passo para o controle das principais pragas que acometem os animais domésticos.

Os Piretróides (Permetrina, Cipermetrina, Alfacipermetrina, Deltametrina) e as Lactonas Macrocíclicas (Milbemycinas e Avermectinas), se posicionaram de uma maneira tal, que se tornaram os antiparasitários de eleição para o controle dos principais ecto e endoparasitos, como carrapatos, moscas, sarnas, piolhos e os vermes redondos gastrintestinais e pulmonares (Avermectinas).

Estes compostos químicos estão disponíveis em várias formulações e com custos atraentes, com máxima eficácia e residualidade, proporcionando a redução do espaçamento entre tratamentos e minimizando assim a possibilidade do aparecimento de focos de resistência, pela diminuição da pressão exercida sobre os parasitos de uso de acaricidas e inseticidas.

Vários sistemas de combate e controle dos ectoparasitos são utilizados no Brasil:

Indiretamente pelo uso de estratégias de controle

Diretamente pelo uso de antiparasitários, com as seguintes características:

Forte atividade acaricida e inseticida

Excelente persistência de ação

Baixíssima toxicidade para o homem e animais

Degradação satisfatória no meio ambiente

Fonte: www.intervet.com.br

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