Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Casal Curie  Voltar

Casal Curie

Jean Frederic Joliot-Curie (1900 - 1958)

Jean Frederic Joliot-Curie
Jean Frederic Joliot-Curie

Irene Joliot-Curie (1897 - 1956)

Irene Joliot-Curie
Irene Joliot-Curie

Irene Joliot-Curie foi uma mulher extraordinária e, no entanto, pouca gente conhece sua história, talvez porque seu nome foi ofuscado pelo brilho de sua famosa mãe, Maria Curie. Tenho para mim, no entanto, que o talento da filha era parelho do da mãe, sendo que Irene era mais bela e elegante, além de ser uma corajosa socialista que desafiou os fascistas da Alemanha e dos Estados Unidos.

Maria Curie teve duas filhas, Irene e Eva. Quando as conhecí, na Paris dos anos 30, eram duas belas jovens com uma diferença: Eva era uma intelectual vaidosa e um pouco fútil, enquanto Irene, de porte naturalmente elegante, era uma cientista compenetrada e trabalhadora que, como a mãe, preferia se vestir com sobriedade.
Já seu marido e colaborador, Frederico Joliot, era um homem charmoso, de boa conversa, tão competente quanto a mulher. Os dois se conheceram quando Frederico, por indicação de seu orientador Paul Langevin, foi trabalhar no laboratório de Maria Curie, onde Irene já era uma assistente graduada. Se foi amor à primeira vista eu não sei. Só sei que, quando se casaram, Irene adotou o sobrenome do noivo, o que é natural, e Frederico adotou o sobrenome da noiva, fato incomum mas, a meu ver, bem romântico.

Frederico, seguindo os passos de seu ex-orientador, Paul Langevin, era comunista e colaborou com a resistência francesa durante a ocupação alemã. Irene passou alguns anos da guerra em um hospital na Suiça, tratando-se de uma tuberculose. Em 1943, ao tentar entrar clandestinamente na França, foi presa e teve de passar um tempo em um campo de refugiados. Após a guerra, a penicilina já disponível, recuperou a saúde e voltou às atividades científicas e políticas. Em 1948 foi detida ao chegar aos Estados Unidos onde pretendia pedir ajuda para refugiados espanhóis, vítimas de Franco. Novamente, teve de passar uns dias em um campo de prisioneiros até que a embaixada francesa conseguiu retorná-la à França.

Irene e Frederico Joliot-Curie ganharam o prêmio Nobel de Química de 1935 por terem sidos os primeiros a sintetizar isótopos radioativos. Irene, além de suas qualidades científicas e políticas, era uma competente administradora. Foi diretora do Instituto do Radium, sucedendo sua mãe, e fez parte da Comissão de Energia Atômica do governo francês.
Assim mesmo, nunca foi aceita na Academia de Ciência da França. Os membros dessa ridícula academia, velhos machistas, não aceitavam mulheres como colegas. Nem Maria Curie, apesar de toda sua fama, venerada por todo o mundo, foi aceita. Esses franceses...

Irene morreu em 1956 de leucemia, a mesma causa da morte de sua mãe. Provavelmente, ambas foram vitimas das longas exposições a radiação. Frederico morreu dois anos depois e foi enterrado como herói de seu país.

James Chadwick

O inglês James Chadwick queria ser matemático mas, quando foi fazer o vestibular entrou, por engano, na fila dos candidatos ao curso de Física. Por timidez, não trocou de fila e acabou se formando em Física, tirando a sorte grande, pois, anos depois receberia o prêmio Nobel.

Em 1913, depois de receber seu grau de Mestre, Chadwick foi trabalhar na Alemanha com Hans Geiger, aquele que inventou o famoso contador de radiação. Quando estourou a Primeira Grande Guerra foi imediatamente preso e passou todo o conflito em um campo de prisioneiros. Logo que a guerra acabou voltou ligeirinho (e meio adoentado) para a Inglaterra onde teve a sorte de trabalhar com o grande Ernest Rutherford, descobridor do núcleo atômico.

Rutherford achava que os núcleos deveriam conter, além dos prótons eletricamente positivos, partículas neutras que seriam uma combinação de prótons e elétrons. Chadwick se empenhou na busca por essas partículas até que, em 1932, com uma série de experiências muito bem elaboradas, achou o que procurava. Com sua modéstia e timidez características, publicou um artigo de meia página na revista Nature intitulado "Possível existência de um nêutron". Esse pequeno artigo rendeu-lhe o prêmio Nobel de Física de 1935, mesmo ano em que os Joliot-Curie ganharam o prêmio de Química.

Esse será o assunto das próximas apostilas. Como você verá, o caminho até a "descoberta" do nêutron por Chadwick foi cheio de desvios e enganos. Ótimo exemplo para ilustrar a forma tortuosa como costumam ser feitos os progressos da ciência.

Fonte: www.alexquimica.com.br

Casal Curie

Paris, 1859 - idem, 1906; Varsóvia, 1867 - Sallanches, 1934

Cientistas franceses.

Pierre Curie inicia as suas investigações científicas dedicadas ao estudo das radiações infravermelhas, em colaboração com Desains, e dos cristais, com o seu irmão Paul-Jacques, e descobre em 1880 a piezo-electricidade.

Em 1895 casa-se com Marie Sklodowska e, em colaboração com ela, descobre materiais radioactivos diferentes do urânio.

A partir da pechblenda conseguem isolar o polónio e o rádio (1898).

No mesmo ano descobrem o rádon, gás radioactivo, e, no ano seguinte, fixam o fenómeno da radioactividade induzida. Após a morte de Pierre, atropelado por um veículo, Marie prossegue as suas investigações. Em 1910 obtém o rádio em estado metálico. O casal Curie recebe o Prémio Nobel de Física em 1903, e Marie recebe o de Química em 1911. Falece de uma leucemia produzida pela sua excessiva exposição a substâncias radioactivas.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

Casal Curie

Pierre Curie era professor na Sorbonne. Um caminhão puxado a cavalos, em dia chuvoso, atropela-o e mata-o. Enlameado e coberto de sangue, ali jaz, no pavimento viscoso de uma Paris nevoenta, o cadáver de um dos maiores homens franceses. A dor de Marie, contida e calada, é dilacerante. Pierre dissera-lhe, um dia: "Aconteça o que acontecer, mesmo que fiquemos corpo sem alma, temos de trabalhar da mesma maneira, temos de trabalhar da mesma maneira..." E, porque o trabalho era a religião daqueles amorosos que a estupidez do desastre separara, Marie Curie continua a trabalhar e aceita a cátedra do esposo, que a 13 de maio de 1906 o conselho da faculdade de ciências, por unanimidade, lhe oferece.

Em torno da primeira aula da viúva do sábio, sábia também ela, há uma enorme expectativa. Calada, suportara todas as cerimônias inevitáveis da entrega à terra de um corpo amado. Seu diário, que só se revelou através de sua filha Eva Curie, no livro em que ela fez, excelentemente. a biografia materna, diz: "Não me matarei, nem a idéia do suicídio me vem. Mas não haverá, entre tantas viaturas, uma que me faça compartilhar a sorte do meu amado?" Agora, é a prova decisiva, a primeira aula no anfiteatro onde a voz de Pierre, diante de uma verdadeira multidão que acorreu ao anfiteatro para ver Marie, para saber o que iria dizer aquela mulher enlutada. Um agradecimento ao conselho, pela nomeação? Um panegírico do marido morto? Isso seria obrigatório, pois o uso indica que o sucessor faça o elogio do que deixou a cátedra.

A entrada de Marie Curie provoca verdadeira ovação, que ela agradece com um único e discreto movimento de cabeça. conservando-se de pé, à espera de que se faça silêncio. E esse silêncio se faz, de repente, apreensivo, atento.

- Quando meditamos sobre os progressos que fez a física nestes últimos dez anos, surpreende-nos a mudança operada em nossas idéias a respeito da eletricidade e da matéria...

Era Pierre Curie, continuando sua aula no ponto em que a deixara. Não houvera substituição alguma, elogio algum tinha que ser feito. Era o mesmo talento, o mesmo coração, a mesma voz segura. Pierre continuava vivo, e Marie dava a aula dele, pálida, mas serena, diante de um auditório mergulhado em silêncio, diante de olhos transbordantes de lágrimas.

Maria Curie

Famosa física polonesa, descobridora da radioatividade. Isolou radioelementos de vários minérios, descobriu a existência d um novo elemento dotado de propriedades radioativas: o polônio, nome dado por ela e seu marido, o não menos famoso físico Pierre Curie, em homenagem à Polônia nativa da cientista. O casal Curie são os responsáveis pela descoberta do rádio. Recebeu o prêmio Nobel de física, com seu esposo em sua cátedra na Sorbonne. Recebeu em 1911 o prêmio Nobel de química, tornando-se o único sábio a possuir dois prêmios daquela organização. Einstein dizia de Marie Curie: "De todas as pessoas célebres, foi a única a quem a fama não conseguiu corromper"

Fonte: www.boletimdoconhecimento.com.br

Casal Curie
O Casal Curie, a descoberta dos elementos radioativos e outras estórias

A física e química polonesa Marie Sklodowska Curie (1867-1934; PNF, 1903; PNQ, 1911) - a genial Madame Curie -, folheando os Comptes Rendus Hebdomadaires de l´Académie des Sciences de Paris em busca de um assunto para a sua Tese de Doutoramento, deteve-se diante dos trabalhos do físico francês Antoine Henri Becquerel (1852-1908; PNF, 1903), realizados em 1896 (Comptes Rendus Hebdomadaires de l´Académie des Sciences de Paris 122, p. 420), sobre certos "raios" emitidos pelo urânio (U), e resolveu estudá-los, a partir de fins de 1897. Começou, então, a estudar a intensidade dos raios de Becquerel (expressão cunhada por ela própria) em resíduos de pechblenda, isto é, o óxido de urânio (cuja primeira tonelada foi-lhe ofertada pelo governo austríaco, proprietário que era das minas de urânio de Saint-Joachimsthal, na Boêmia), sais inativos, óxidos de tório e calcolita (duplo fosfato de urânio e cobre). Para realizar esse estudo, usou a piezoeletricidade [descoberta pelos físicos franceses Pierre Curie (1859-1906; PNF, 1903) e Paul Jacques Curie (1855-1941), em 1880], uma vez que aqueles "raios" ionizavam o ar e o tornava condutor. Essa corrente elétrica assim gerada era, então, detectada por um eletrômetro que, no entanto, se neutralizava por intermédio de um potencial elétrico criado ao pressionar um cristal de quartzo piezoelétrico. (Registre-se que essa técnica de neutralizar corrente elétrica, o chamado método zero, foi utilizada por todos os estudantes de madame Curie.)

Como conseqüência dessas experiências, Madame Curie, isoladamente, e com marido Pierre Curie e outros colaboradores, fez as seguintes descobertas. Em 12 de abril de 1898 (Comptes Rendus Hebdomadaires de l´Académie des Sciences de Paris 126, p. 1101), ela registrou a descoberta da radioatividade (termo cunhado por ela, nessa ocasião) do tório ( ), bem como registrou, também, a observação de que os dois minérios do (pechblenda e calcolita) que havia utilizado em suas experiências, eram mais ativos que o , indicando, desse modo, que tais minérios poderiam conter um elemento mais radioativo que o próprio urânio. Em 18 de julho de 1898 (Comptes Rendus Hebdomadaires de l´Académie des Sciences de Paris 127, p. 175), o casal Curie (Marie e Pierre) anunciou a descoberta de um novo elemento radioativo, similar ao bismuto (Bi), ao qual Madame Curie propôs denominá-lo de polônio (Po), em homenagem à sua terra natal. Em dezembro de 1898 (Comptes Rendus Hebdomadaires de l´Académie des Sciences de Paris 127, p. 1215), o casal Curie e o químico francês Gustave Bémont (1857-1932), anunciaram a descoberta de um novo elemento radioativo, similar ao bário (Ba), ao qual deram o nome de rádio (Ra). É oportuno notar que o casal Curie contou com a colaboração do químico francês Eugène Anatole Demarçay (1852-1904), na análise espectroscópica do material utilizado na descoberta que o casal fez, dos dois elementos radioativos: Po e Ra. Note-se, também, que tanto os livros de notas sobre as experiências realizadas por Madame Curie, quanto os seus livros de receitas culinárias que ele manipulava para cozinhar em casa, permaneceram radioativos, por mais de 50 anos, conforme comprovou, seu genro, o físico francês Frédéric Joliot-Curie (1900-1958; PNQ, 1935), casado com sua filha Irène Joliot-Curie (1897-1956; PNQ, 1935).

É oportuno registrar que, apesar de Madame Curie ser possuidora de dois Prêmios Nobel (Física e Química), a Academia Francesa de Ciências não a aceitou em seu quadro. Por sua vez, seu marido Pierre (que morreu no dia 19 de abril de 1906, atropelado por uma carruagem conduzida pelo cocheiro Luís Marin, na rua Dauphine, em Paris), só foi aceito nessa Academia na segunda tentativa, no dia 03 de julho de 1905, uma vez que, na primeira vez que tentara, perdeu a Cadeira para o físico francês Emile Hilaire Amagat (1841-1915), que se celebrizara por seus estudos sobre fluidos e gases. Com efeito, em 1877, ele mostrou que o coeficiente de compressibilidade dos fluidos diminuía com o aumento da pressão. Entre 1879 e 1882, Amagat investigou um grande número de gases, obtendo dados sobre suas isotermas, assim como, usando aparelhos de vidro, determinou o limite de pressão que um gás poderia suportar, que era em torno de 400 atmosferas. Ele ainda inventou um manômetro hidráulico que poderia atingir até 3.200 atmosferas.

Sobre Pierre Curie há também a seguinte estória. Ele, que se tornara famoso por haver descoberto a piezoeletricidade, em 1880, com seu irmão Jacques, conforme registramos acima, além de descobrir, em 1895, a temperatura Curie (temperatura acima da qual uma substância ferromagnética se comporta como paramagnética), não conseguia obter um melhor laboratório para continuar com suas pesquisas. Em vista disso, quando o grande matemático francês Paul Appell (1855-1930), então Reitor da Universidade de Paris, indicou o nome de Pierre Curie para receber a Légion d´Honneur do Governo Francês, ele recusou, afirmando: Eu preciso de um laboratório, não de uma condecoração.

Cremos ser oportuno registrar um fato político que aconteceu com o genro de Madame Curie, Frédéric Joliot-Curie, que, aliás, foi Membro da Resistência Francesa contra a invasão Nazista da França. Em 1948, ele dirigiu a construção do primeiro reator nuclear francês. Contudo, devido suas atividades políticas, em 1950, ele foi destituído do cargo que ocupava no Alto Comissariado para a Energia Atômica Francesa, por afirmar, publicamente, que a energia atômica nunca deveria ser empregada para a Guerra.

José Maria Bassalo

Fonte: www.seara.ufc.br

Casal Curie

Pierre e Marie Curie

Os trabalhos de pesquisa de Pierre e Marie Curie tornaram possível o aproveitamento das propriedades radioativas dos elementos químicos e a criação de tecnologias relacionadas ao uso dos raios X e da energia nuclear.

Pierre Curie nasceu em 15 de maio de 1859 em Paris. O pai, um médico apaixonado pela matemática, desempenhou papel fundamental em sua formação científica, incentivando-o nos estudos de geometria espacial, disciplina para a qual demonstrava grande aptidão. Aos 18 anos Pierre formou-se em ciências e ocupou o cargo de pesquisador de laboratório na Sorbonne. Ali conheceu Marie, com quem se casou em 1895, mesmo ano em que obteve o grau de doutor defendendo uma tese sobre eletromagnetismo.

Maria Sklodowska nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, Polônia. Filha de um professor de matemática, custeou os estudos de medicina da irmã Bronia antes de transferir-se para Paris, em 1891. Dois anos mais tarde formou-se em física e, em 1894, em matemática. Durante esse período, trabalhou no laboratório de pesquisas de Gabriel Lippmann.

O casal Curie formou uma notável parceria e fez grandes descobertas, como o polônio, elemento químico assim denominado em homenagem à terra natal de Marie, e o rádio, ambos de importância fundamental no grande avanço que seus estudos imprimiram ao conhecimento da estrutura da matéria. O rádio foi assim chamado depois que o casal Curie constatou nesse elemento o fenômeno físico descrito por Henri Becquerel em 1896 e que ele chamou radioatividade.

Nas pesquisas dos Curie, Pierre dedicava-se ao estudo da radioatividade e Marie se ocupava dos tratamentos químicos, particularmente no da pechblenda ou uraninita, mineral no qual havia sido detectada uma radioatividade superior à do urânio puro.

Suas grandes descobertas proporcionaram a Pierre e Marie o Prêmio Nobel de física em 1903. Os trabalhos sobre elementos radioativos continuaram sendo desenvolvidos em conjunto, até o falecimento de Pierre Curie num acidente de trânsito, em 19 de abril de 1906. Marie Curie substituiu então o marido na cátedra de física da Sorbonne e foi a primeira mulher a ocupar tal cargo na França.

Em 1911 Marie ganhou um segundo Prêmio Nobel, desta vez de química, por conseguir isolar o rádio metálico puro. Em honra ao casal Curie, o elemento químico de número atômico 96 foi batizado com o nome de cúrio e a unidade de medida da radioatividade chamou-se curie. Durante a primeira guerra mundial, com a ajuda da filha Irène, Marie devotou-se ao desenvolvimento das técnicas da radiografia. Foi também ela quem primeiro percebeu a necessidade de acumular fontes de radioatividade intensa para o tratamento de doenças e para realizar pesquisas de física nuclear. A formação de reservas por ela incentivada foi decisiva até o aparecimento dos aceleradores de partículas, depois de 1930.

A partir de 1918, Irène, que mais tarde se casaria com o físico Frédéric Joliot, começou a colaborar na cátedra da mãe e, posteriormente, junto com o marido, descobriu a radioatividade artificial. Isso valeu ao casal Joliot-Curie o Prêmio Nobel de química em 1935. Marie Curie morreu em 4 de julho de 1934, perto de Sallanches, França, de leucemia provocada por anos de exposição à radioatividade sem nenhuma proteção.

Fonte: www.biomania.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal