A varicela, conhecida como catapora, é uma doença altamente contagiosa, típica da infância e de fácil diagnóstico.
Até hoje, o vírus só foi estudado quando hospedado em humanos.
É causada por um vírus microscópico que não sobrevive em ambiente livre, por isso não consegue se propagar por meio de roupas e objetos. A transmissão é feita pelas gotículas da saliva quando o doente tosse, espirra, respira ou fala.
Ao entrar em contato com a pessoa doente, as chances de contaminação são grandes.
Os primeiras sintomas surgem em média 15 dias após o contato com o vírus (período de incubação).
O doente passa a ter febre, dor de cabeça, cansaço, falta de apetite, vômitos e manchas vermelhas pelo corpo.
A parte mais incômoda da doença são as erupções na pele e nas mucosas que coçam muito e podem formar cerca de 250 a 500 bolhas (vesículas).
Os pontos vermelhos, depois de três dias, se enchem de um líquido transparente formando pequenas bolhas.
Se o doente não coçar, as feridas murcham e se transformam em pequenas crostas que desaparecem sem deixar marcas.
A boa notícia é que a catapora só é transmitida uma vez. Quem já teve a doença fica imune. Só não ficam imunes da doença herpes zoster (cobreiro), desencadeada pelo mesmo vírus da varicela em quem tem baixo sistema imunológico.
A forma mais eficiente de prevenir a doença é se vacinando contra varicela.A vacina — em dose única — não é fornecida pelo governo. Nas clínicas particulares custa em média R$ 70. É indicada para crianças sadias (a partir de 12 meses) e adultos que não tiveram a doença.
Repouso nos primeiros dias depois que surgirem os sintomas.
As feridas nunca devem ser coçadas. Em bebês, recomenda-se usar luvas.
Banhos de permanganato de potássio para aliviar a coceira.
Em caso de infecção ou dores de cabeça fortes, procurar um médico.
A mais comum é a infecção bacteriana secundária causada pela inflamação das bolhas quando as crianças coçam as feridas.Além de febre, as bolhas inflamadas podem deixar cicatrizes permanentes na pele.
Apesar de ser uma doença benigna (sem maiores riscos), a varicela pode se agravar, principalmente quando atinge crianças com baixa imunidade. Ela pode causar encefalite (inflamação cerebral), pneumonia e infecção de ouvido.
Fonte: www.estudeocorpo.hpg.ig.com.br
Definição
É uma doença infecciosa, altamente contagiosa, exantemática e endêmica, causada por um vírus que aparece geralmente na infância, podendo apresentar complicações mais sérias quando acomete os adolescentes e adultos. É caracterizada principalmente pela presença de lesões cutâneas, a pele e as mucosas são os tecidos mais atingidos pela doença.
Sinonímia
É também conhecida por:
Varicela
Agente etiológico
Vírus varicela-zoster; grupo dos herpesvírus.
Fisiopatologia
O vírus penetra no organismo não causando nenhum sintoma na pessoa inicialmente, depois de mais ou menos quinze dias os vírus invadem e danificam as células dos pequenos vasos da pele e das mucosas. Um líquido transparente sai das células e acumula-se sob a camada superficial formando uma pequena bolha (vesícula), num período curto o líquido é absorvido e a vesícula vai diminuindo também, no seu lugar surge uma pequena crosta, que depois de uns dias se desprende não restando nenhuma cicatriz, só uma pequena mancha que desaparece depois de algumas semanas. Caso o doente se coce e rompa as vesículas, essas podem se infectar, e se transformar em pequenos abscessos causando cicatrizes.
Incidência
Ocorre mais em crianças na fase pré-escolar e escolar.
Os surtos epidêmicos ocorrem mais durante o inverno.
Ocorre bastante infecção secundária de pele, resultando
em uma má cicatrização.
Fonte de infecção
O homem.
Via de entrada
A principal via de entrada é através das vias respiratórias superiores.
Período de incubação
Em média de 4 a 8 dias, excepcionalmente 14 dias.
Período de duração
Em média duas a três semanas.
Período de transmissibilidade
Em média 8 dias, desde o primeiro dia antes do aparecimento do exantema até quando todas as vesículas se transformarem em crostas.
Transmissão
Direta: através de gotículas das secreções respiratórias ou por contato com o conteúdo das lesões vesiculares.
Sinais e sintomas
Período Prodrômico (em média tem a duração de 10 a 15 dias antes de aparecerem as máculas)
cefaléia;
febre baixa;
anorexia;
vômitos.
Período Exantemático
manchas vermelhas (máculas) arredondadas, que mudam para pápulas, e logo em vesículas sendo estas pruriginosas, depois estas vesículas se transformam em crostas até secarem e cairem naturalmente; as máculas podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo o couro cabeludo, a boca, o céu da boca, as pálpebras ou a área genital; essas manchas vão aparecendo aos poucos, durante os 3 ou 4 primeiros dias da doença, mas na maioria dos casos podem aparecer em grande quantidade em determinado local do corpo e em outros lugares em pequenas quantidades.
prurido.
Diagnóstico
exame físico;
exame clínico;
exames laboratoriais.
Diagnóstico diferencial (para não ser confundida com as seguintes
patologias com sintomas semelhantes)
Varíola.
Eczema vaccinatum.
Tratamento
Específico: não existe tratamento medicamentoso específico para essa patologia.
Sintomático: conforme os sintomas apresentados e suas intercorrências.
Antitérmicos: deve ser administrado para controlar a febre conforme indicação médica.
Corticóides devem ser evitados.
Deve ser evitado o uso de aspirina no tratamento, pois pode desencadear a Síndrome de Reye, que pode levar ao coma e deixar sequelas neurológicas.
Aplicação local nas vesículas de medicamentos que contenham anti-séptico.
Aplicação de medicamentos para aliviar o prurido.
O alcóol canforado ajuda a aliviar o prurido.
Recomendado repouso moderado no leito até a normalização da temperatura e o início da queda das crostas.
Banhos pelo menos 2 a 3 vezes ao dia são indicados com o objetivo de evitar a instalação de infecções bacterianas secundárias; não utilize esponja.
Isolamento domiciliar, porque é considerada uma doença altamente contagiosa, em média 12 a 15 dias.
Evitar ingerir alimentos com temperatura muito quente ou muito fria na presença de estomatite.
Quando houver infecção secundária das lesões, é recomendado sob prescrição médica, o uso de pomadas e cremes que contenham antibióticos.
Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez não devem se expor ou entrar em contato com pacientes com catapora ou qualquer outra doença contagiosa.
Obs: Quando a gestante adquire a catapora no período de uma a quatro semanas antes do nascimento, pode ocorrer infecção fetal, com um risco bem grande do recém-nascido desenvolver a catapora clínica, infelizmente com evolução grave ou fatal.
Complicações
Encefalite (complicação mais grave da doença).
Síndrome de Reye (comprometimento hepático, encefalopatia ehipoglicemia).
Dermatite por infecção bacteriana secundária (nesse caso as vesículas evoluem para pústulas). Pneumonia intersticial.
Orquite.
Otite média.
Broncopneumonia.
Impetigo.
Laringite (crupe varicelosa).
Erisipela.
Catapora hemorrágica (casos raros).
Catapora gangrenosa (casos raros).
Miocardite.
Hepatite.
Obs: Todas essas complicações são raras.
Sequelas
Cicatrizes permanentes;
Manchas escuras permanentes na pele.
Catapora congênita
O vírus da catapora não é considerado teratogênico, mas pode ocorrer raramente nos primeiros 4 meses de gravidez. Quando a gestante contrai a catapora nesse período pode ocorrer em alguns casos aborto espontâneo. Há na gravidez níveis altos de cortisol placentário que alteram e inibem a imunidade do RN, os anticorpos que surgem na vigência da catapora da gestante, não neutralizam o vírus, podendo apenas reduzir sua multiplicação. 20% das gestantes com catapora podem apresentar RN com catapora congênita, apresentando os seguintes sintomas.
peso baixo do RN;
RN nasce con lesões cutâneas cicatrizadas;
aumento do tamanho de uma ou mais extremidades;
mal formação ocular;
lesões cerebrais;
maior receptividade do RN para infecções;
RN natimorto.
Obs: Esses sintomas podem ocorrer caso a gestante adquira o vírus da catapora, nos primeiros 4 meses de gravidez.
Profilaxia
Isolamento domiciliar.
Cuidados gerais
As unhas da criança devem estar bem cortadas e lixadas, vale também para os adultos.
Para crianças de colo é interessante que se use uma luvinha para evitar que o bêbe mexa nas bolhas.
Jamais mexa nas lesões, pois podem resultar em cicatrizes ou manchas na pele permanentes.
Pode ser utilizada loção medicinal refrescante que contenha canfora ou uma pomada de bicarbonato de sódio e água, para aliviar o prurido.
Não é prudente que a criança com catapora tome banho de piscina, além de ser problemático para a criança pois a catapora deixa manchas visíveis no período da doença, a água do cloro pode irritar a pele causando prurido ou mesmo podendo levar à uma infecção devido ao efeito do cloro sobre as vesículas ou crostas que ainda não secaram definitivamente.
É prudente que a mulher grávida não visite uma pessoa com catapora.
A criança só deverá voltar à escola quando as crostas secarem completamente.
Fonte: www.marciolois2.hpg.com.br