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Catapora

A catapora ou varicela é uma doença causada por vírus que, embora seja geralmente benigna em crianças e adolescentes, pode causar problemas graves e até mesmo a morte de determinados pacientes.

Como a catapora é transmitida?

A catapora é altamente contagiosa e parece disseminar-se por gotículas infectadas do nariz e da garganta. A doença pode ser adquirida das seguintes formas:

- pelas secreções do trato respiratório, por meio da tosse ou do espirro;

elo contato direto com as lesões da pelo de uma pessoa doente.

A época mais propícia para o contágio inicia-se 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões da pele e termina quando todas as lesões já secaram (quando adquirem a aparência de crostas), geralmente entre 4 e 5 dias após seu aparecimento.

Quais os sinais e sintomas da Catapora?

Lesões da pele (elas geralmente aparecem primeiro no couro cabeludo e são mais freqüentes no tronco; nos casos mais graves podem acometer rosto, braços e pernas e também estar presentes na boca, na garganta e olhos.

Quais as complicações da catapora?

A complicação mais comum em crianças com catapora é a infecção bacteriana das lesões da pelo que pode causar desde cicatrizes permanentes até complicações mais graves, por exemplo, a síndrome de Reye (um acometimento do sistema nervoso e do fígado), uma complicação muito rara que ocorre quase exclusivamente em crianças que tomam aspirina durante a fase aguda da catapora.

Outras complicações graves, observadas com mais freqüência em pacientes idosos ou pacientes com resistência imunológica muito baixa incluem:

Herpes zoster (erupção dolorosa na pele, que pode ocorrer anos mais tarde);

Pneumonia

Meningite

Encefalite

Como prevenir a catapora?

A catapora pode ser prevenida evitando-se o contato com pessoas infectadas, mas a maneira mais eficaz de prevenir a doença é a vacinação.

A vacinação é segura?

A vacina para prevenir a catapora é utilizada há mais de 10 anos e é indicada para adultos, adolescentes e crianças saudáveis acima de 12 meses de idade. A vacina contra a catapora é geralmente bem tolerada, mas pode causar alguns efeitos leves como dor e vermelhidão local.

Se você ou seu filho não tiveram catapora, protejam-se. Procure um médico

Fonte: www.sinprafarmas.org.br

Catapora

Atenção às bolinhas vermelhas

A Catapora, também conhecida como Varicela, é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicela-zóster. Está classificada entre as afecções do tipo exantemáticas, aquelas que trazem como conseqüência erupções na pele.

A doença é mais comum em crianças entre 1 e 10 anos, porém pode ocorrer em pessoas suscetíveis - não imunes - de qualquer idade. Na maioria das vezes evolui sem consequências mais sérias, mas em pessoas com imunodeficiência ou em adultos, o quadro pode resultar numa manifestação hemorrágica grave, pneumonia e infecção bacteriana secundária, devido à contaminação das feridas da pele.

Em todo inverno observa-se um aumento do número de casos da doença, explicado pela permanência maior das crianças em ambientes fechados, como creches e salas de aula, além de salas de espera de consultórios. Por isso, a catapora é considerada uma doença endêmica e não epidêmica, como esclarece o dr. Jacyr Pasternak, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE): "A varicela não nos pega de surpresa. Todo ano há um aumento do número de casos, sazonalmente". É previsto e esperado. Por isso mesmo ele recomenda: "Para evitá-la a melhor forma é a vacinação".

Sintomas

O principal sintoma da catapora, a erupção na pele, tem início após um período de incubação que varia entre 10 e 21 dias. Num primeiro momento as lesões são do tipo macular, que se caracterizam por bolinhas vermelhas. Rapidamente evoluem para formar pequenas vesículas, bolhas, com conteúdo líquido que se rompem e dão origem às feridas. Essas feridas ganham uma crosta na fase de cicatrização. Caso cocem, só há riscos de cicatriz externa quando e se a ferida infeccionar. A geografia da doença começa no tronco e só depois se dissemina para braços e pernas. Acompanham as erupções: febre, prurido (coceira) e desconforto generalizado.

Transmissão

Ocorre, principalmente, pelas gotículas de saliva, pelo espirro e pela tosse ou pelo contato direto com o líquido das bolhas. Mais raramente, pode acontecer de forma indireta, pelo contato com objetos recém-contaminados com secreção das vesículas.

É possível ainda a transmissão da varicela durante a gestação, através da placenta. Pessoas acometidas pelo vírus transmitem a doença durante todo o período de formação das lesões da pele, que dura, em média, de cinco a sete dias.

Tratamento

Por ser uma doença viral, o ideal é a prevenção através da vacina. Uma vez contaminado, o paciente deve ficar em casa, longe do convívio social, e esperar que as lesões da pele cicatrizem, para só aí retomar sua rotina normal.

Via de regra são administrados antitérmicos para controlar a febre e a prostração. Mas há também medicamentos antivirais efetivos para tratar os casos mais graves, especialmente em imunodeprimidos (indivíduos com deficiência imunológica, seja por doenças como HIV, ou por tratamentos de quimioterapia) e adultos.

Além disso, os médicos alertam que não se administre aspirina ou outros medicamentos contendo ácido acetilsalicílico (AAS) para baixar a febre em crianças com a doença porque há registro, na literatura médica, de uma síndrome que acomete o fígado e pode causar coma, atribuída ao uso desse medicamento durante o quadro. É a chamada Síndrome de Reye, que atinge o sistema neurológico. Em substituição aos derivados de AAS, recomendam o paracetamol.

Esquema de Vacinação

Uma única dose da vacina, aplicada por via subcutânea, protege 97 % das crianças com até 13 anos. Resultados semelhantes são obtidos em pessoas maiores de 13 anos com a aplicação de duas doses da vacina. Sua indicação inclui todas as pessoas maiores de 1 ano de idade.

Assim como todas as vacinas obtidas a partir de vírus atenuado, esta também é contraindicada durante a gravidez, em pessoas imunodeficientes e em prematuros.

Fonte: www.einstein.br

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