O que é catapora?
Catapora ou varicela é uma doença viral que ocorre principalmente na infância e que se manifesta com lesões características na pele acompanhadas ou não de febre ou outras manifestações.
Quais as causas?
A causa da catapora é um vírus chamado varicela-zoster, pertencente ao grupo do herpes vírus, que tende a produzir infecções persistentes após a primeira infecção.
Este é facilmente transmitido do doente para a pessoa sem defesa a este vírus, isto é, pessoas suscetíveis.
A transmissão ocorre principalmente durante a fase aguda, através do contato com as lesões de pele e também por via respiratória (inalação de partículas virais) um a dois dias antes do aparecimento das lesões de pele.
Quais os sintomas?
Após 14 a 21 dias do contato com o doente, a primeira manifestação da catapora pode ser o aparecimento de lesões na pele, que, em geral, se iniciam na face e progridem para tronco, abdome e um pouco para membros e são caracterizadas por pontos róseos circundados por um halo mais avermelhado (maculopápulas), pequenas bolhas com conteúdo líquido claro ou turvo (vesículas) e crostas. Essas lesões evoluem de forma rápida de maculopápulas a vesículas que se dessecam e viram crostas.
Geralmente coçam e podem ser em tamanho e número variáveis, acometem a boca e genitais e podem se manifestar como quadros leves ou graves.
O aparecimento de novas vesículas ocorre em surtos de três a cinco dias e, enquanto estiver apresentando as vesículas, a catapora é contagiosa.
Febre baixa, mal-estar com duração de um a dois dias podem estar presentes em algumas crianças, entretanto dores musculares, dores articulares e quadros febris mais intensos são vistos mais freqüentemente em adolescentes ou adultos.
A febre, quando presente, pode persistir enquanto estiverem surgindo novas vesículas, porém se persistir após isso sugere complicação da doença.
A catapora é uma doença sistêmica, isto é, afeta vários órgãos, além da pele, e tem evolução variável conforme a defesa imunológica da pessoa que a contraiu.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, isto é, como as lesões são bastante características não há necessidade de exames laboratoriais para confirmação da doença.
É importante frisar que a criança deve ser avaliada por um médico para confirmação diagnóstica.
Há prevenção?
Sim, através do emprego da vacina contra varicela em crianças sadias a partir de um ano de idade.
Essa vacina não faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunização, portanto não é fornecida nos postos de saúde para a população, porém pode ser liberada nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIES) para algumas situações específicas.
As vacinas estão disponíveis nas clínicas privadas, são constituídas de vírus vivos atenuados e por isso são contra-indicadas em algumas situações, como gravidez, e em pessoas com deficiência do sistema imunológico.
A vacina também pode ser utilizada até o terceiro dia do contato com caso de varicela, visando evitar ou atenuar a doença.
Pessoas com deficiência imunológica em contato com catapora podem receber a imunoglobulina específica contra varicela-zoster (anticorpo específico) até o quarto dia do contato.
Por que é uma doença considerada infantil?
A criança nasce com defesa contra doenças que a mãe
já teve. No útero recebe anticorpos através da placenta
e, após o nascimento, através do aleitamento materno.
Em geral, até o final do primeiro ano a criança perde os anticorpos
maternos e se torna suscetível às infecções.
A primeira infecção é resultante do encontro do indivíduo suscetível com o vírus e essa se dá mais na infância. A faixa etária mais acometida é a pré-escolar e a escolar.
Se a pessoa não contrai catapora quando criança, há complicações maiores se contrair quando adulta?
Sim, existem grupos de risco para complicações da catapora e os adolescentes e adultos fazem parte desse grupo.
Nessa faixa etária a catapora é mais intensa, com maior número de lesões, maior freqüência de sinais sistêmicos e maior taxa de complicações respiratórias e neurológicas.
A pneumonia é cinco a 10 vezes mais freqüente, a taxa de internação é 25 vezes maior do que na criança e a letalidade (óbitos pela catapora) também é maior nos adultos.
Outros grupos de risco para complicações são as pessoas com deficiência imunológica, com doenças ou tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou corticóides em altas doses, gestantes, recém-nascidos de mães que tiveram catapora cinco dias antes ou dois dias após o parto, infecção no primeiro ano de vida, casos secundários em domicílio ou creches.
Qual o tratamento?
A catapora em crianças normais é uma doença autolimitada
e não necessita tratamento específico.
A criança deve permanecer afastada da escola até todas as lesões
de pele se tornarem crostas, e esse período em geral é de sete
dias.
Para combate da febre ou da dor utilizam-se antitérmicos e analgésicos comuns, exceto a aspirina devido ao risco de complicação no fígado e no sistema nervoso.
A coceira pode ser aliviada com talcos refrescantes ou anti-histamínicos via oral.
Os cuidados de higiene pessoal devem ser estimulados, as unhas devem ser aparadas para evitar o risco de infecção secundária da pele.
A catapora numa criança com deficiência imunológica deve ser considerada doença potencialmente grave e necessita introdução do tratamento com droga antiviral (aciclovir) durante cinco a dez dias.
O uso de antibióticos fica restrito às infecções de pele ou pneumonias, que são as complicações bacterianas mais freqüentes.
Fonte: www.escolabatistaiban.com.br
O que é a varicela?
A varicela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Vírus da Varicela Zoster (porque é também o agente causador do herpes zoster ou zona).
Qual é a idade mais habitual de aparecimento da varicela?
A varicela faz parte de um grupo de doenças chamadas «doenças da infância» pois atinge preferencialmente as crianças, com maior incidência entre os dois e os oito anos. Até ao terceiro ou quarto mês de vida as crianças estão protegidas pelos anticorpos maternos (transmitidos pela mãe durante a gravidez) se a mãe teve a doença anteriormente.
Embora seja mais raro, a varicela pode atingir os adultos que não tiveram a doença enquanto crianças.
A varicela é uma doença contagiosa?
Sim. A varicela é uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece. A transmissão pelo ar (através das gotículas de saliva), é teoricamente possível mas muito rara.
Qual é o período de contágio da varicela?
O período de contágio da varicela é de cerca de dez dias (desde o dia anterior ao aparecimento da erupção até todas as vesículas estarem secas, formando crostas que já não contêm vírus vivos). Em alguns casos, em que a erupção é ligeira, este período pode ser menor, mas a legislação obriga a um período de afastamento escolar de dez dias, nas crianças em idade escolar que contraíram varicela.
Ao fim de quanto tempo após o contacto com um doente com varicela
aparece a doença, no caso de haver contágio?
O tempo que decorre desde o contágio até ao aparecimento da
varicela (período de incubação) é de cerca de
quinze dias, podendo variar desde dez e vinte dias.
Qual é a altura do ano em que a varicela é mais frequente?
Os surtos de varicela surgem habitualmente no final do Outono, no Inverno e na Primavera.
Quantas vezes pode uma criança ter varicela?
Em geral só se tem varicela uma vez na vida pois a doença confere imunidade permanente (protecção contra uma nova infecção pelo mesmo vírus). Embora raros, estão descritos e comprovados alguns casos de segunda infecção pelo vírus da varicela, mas na maioria dos casos a ocorrência de segunda infecção deriva de erro de diagnóstico num dos casos.
Como se manifesta a varicela?
Na sua forma mais frequente a varicela começa com o aparecimento da erupção ou exantema em simultâneo com sintomas gerais e inespecíficos, como febre, dores de cabeça, mal estar e falta de apetite.
Nos adolescentes e nos adultos com varicela, os sintomas gerais podem surgir dois dias antes de aparecer a erupção na pele.
A erupção da varicela caracteriza-se pelo seu aparecimento por «surtos», inicialmente no tronco onde é mais abundante, e expande-se depois para as regiões da cabeça e membros, tornando-se mais escassa nas zonas mais afastadas do centro do corpo.
Outra característica da erupção da varicela é a sua rápida evolução, passando as lesões da pele por várias fases num período de poucas horas. As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta.
Devido à sua rápida evolução a característica mais evidente da erupção cutânea (exantema) da varicela é a coexistência dos quatro tipos de lesões (máculas, pápulas, vesículas e crostas) ao fim do primeiro ou segundo dia de doença. As lesões da varicela poupam a palma das mãos e a planta dos pés e atingem o couro cabeludo e as mucosas (garganta, órgãos genitais e conjuntiva), onde podem causar pequenas feridas dolorosas. Outra característica da varicela é causar habitualmente prurido (comichão), que pode ser intenso.
Em relação à febre, é um sintoma variável na varicela, podendo ir de quase inexistente a febre elevada (39º - 40º), sendo a sua intensidade geralmente proporcional à extensão da erupção.
Há diferenças entre a varicela nas crianças e no adulto?
Há. A varicela é , em geral, mais grave no adulto que na criança.
Já vimos que na varicela do adulto há um período inicial de sintomas gerais, tais como: febre, dores de cabeça e de garganta, mal estar, dores musculares e falta de apetite, que precede o aparecimento da erupção, o que é menos habitual na criança.
Além destes sintomas gerais mais precoces e intensos, a febre alta dura mais dias e a erupção é mais extensa. Também as complicações, raras na criança, são mais frequentes no adulto e potencialmente graves.
A varicela é uma doença benigna?
Na infância, a varicela é uma doença benigna, por vezes com uma erupção ligeira e quase sem febre ou outros sintomas gerais. Pode, no entanto, evoluir de forma mais grave, por vezes com complicações, o que é mais frequente nas crianças muito pequenas (no primeiro ano de vida), nos adultos e nos doentes imunodeficientes (com as defesas diminuídas por outras doenças).
A varicela pode também ser grave na grávida, não só pela sua evolução, mas pelo risco de causar malformações quando contraída nos primeiros meses da gravidez, ou varicela grave no recém nascido se afectar a mãe nos dias que antecedem o parto.
Quais são as complicações da varicela?
A complicação mais frequente da varicela é a infecção das lesões da pele por bactérias transportadas para o local quando o doente se coça. As lesões infectadas podem, por sua vez, servir de porta de entrada a outras infecções mais graves, nos pulmões, rins, ossos, etc.
A pneumonia causada pelo vírus da varicela, embora rara, é uma complicação que pode ser grave, e que atinge principalmente os adultos, e com maior frequência as grávidas. Outras complicações mais raras são as complicações neurológicas, como a encefalite (infecção do cérebro) e a Síndrome de Reye ( inflamação do cérebro e do fígado).
O que é a Síndrome de Reye?
A Síndrome de Reye é uma afecção grave de causa desconhecida, que provoca uma inflamação progressiva do cérebro e do fígado, podendo causar a morte.
A Síndrome de Reye afecta normalmente crianças ou adolescentes, e embora se desconheça a sua causa, sabe-se que existe uma relação entre a administração de ácido acetilsalicílico ou derivados (aspirina, aspegic, etc.) a crianças com varicela ou gripe e o aparecimento desta complicação grave.
Como se faz o diagnóstico de varicela?
Sendo a varicela uma doença com sintomas e sinais fáceis de identificar pelo médico, o diagnóstico é habitualmente clínico, não havendo necessidade de o médico pedir análises.
Como se trata a varicela?
O tratamento da varicela tem como finalidade o alívio dos sintomas. Para isso deve dar-se paracetamol para controlar febre (nunca utilizar aspirina, aspegic ou outros salicilatos devido ao risco de Síndrome de Reye) e antihistamínicos ou loções de uso local para aliviar a comichão, se esta for intensa.
Os cuidados de higiene são fundamentais para diminuir o risco de infecção secundária das lesões. Além do banho diário com água morna e sabão deve haver o cuidado de manter as unhas bem cortadas e limpas.
Actualmente é possível diminuir a duração e a gravidade da varicela através da administração de um medicamento específico, o Aciclovir, em cinco doses diárias de xarope ou comprimidos . Para que este tratamento seja eficaz deve ser aplicado desde o início da doença.
O uso de Aciclovir deve ser ponderado pelo médico e pelos pais, quando se trata de crianças, em que a evolução da doença é habitualmente benigna. A sua utilização é mandatória nas situações em que é maior o risco de varicela grave, como são os jovens acima de catorze anos e os adultos, os doentes a tomarem altas doses de corticoides ou os que sofrem de doenças de pele ou doenças respiratórias crónicas.
Pode prevenir-se a varicela?
Já existe uma vacina contra a varicela, mas não é utilizada de forma generalizada, nem faz parte do calendário de vacinação. Existe também, para atenuar os sintomas da doença nos indivíduos que tiveram contacto com doentes e têm risco de desenvolver uma forma grave de varicela (adultos, grávidas, imunodeficientes, doentes tratados com doses altas de corticoides e recém nascidos), a possibilidade de administrar a gamaglobulina hiperimune (um soro especial, que possui uma taxa elevada de anticorpos contra a varicela que vão combater o vírus).
Fonte: www.medicoassistente.com