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Cateterismo Cardíaco

O que é um cateterismo cardíaco?

O cateterismo cardíaco é um método diagnóstico invasivo pelo qual avaliamos a presença ou não de entupimentos nas artérias (veias) coronárias secundário às "placas de gordura" além do funcionamento das válvulas e do músculo cardíaco. Para realizá-lo é necessária a introdução de um cateter em um vaso sanguíneo para se chegar ao coração.

O cateter pode ser introduzido por uma artéria ou veia a partir da perna (virilha; técnica femoral) ou do braço, ao nível do cotovelo (técnica braquial) ou do punho (técnica radial). A escolha de uma ou outra técnica ficará a critério do operador, tendo sempre em mente o maior conforto e segurança do paciente e irá depender das condições clínicas, do peso, risco de sangramento e números de exames já realizados.

Preparo hospitalar para o exame

Assim que chegar ao hospital e ao setor de hemodinâmica, o paciente será acolhido pelo corpo de enfermagem que irá orientá-lo em todos os seus passos, antes, durante e após o exame. Deverá identificar-se e apresentar todos os exames já realizados e medicamentos em uso no momento. Após colocação de vestimenta apropriada será necessário puncionar uma veia do braço para a admnistração das medicações de rotina. Em seguida, é só aguardar, sentado ou deitado no leito específico, o momento da realização do exame.

Equipe envolvida

Em momento algum o paciente estará desamparado. Há toda uma equipe multi-disciplinar (cardiologistas clínicos e intervencionistas, anestesiologistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem especializados) envolvida com a realização do exame e, sobretudo, com o bem estar físico e psicológico do paciente.

Ambiente em que é realizado

O cateterismo cardíaco é realizado sempre em ambiente hospitalar. Em uma sala específica (sala de cateterismo cardíaco) que contém uma cama onde o paciente se deita coberto por campos cirurgicos (lençóis) após ser monitorizado para acompanhamento contínuo dos seus batimentos cardíacos enquanto o exame é realizado. Há ainda na sala de cateterismo cardíaco a máquina de hemodinâmica propriamente dita, monitores (televisões) onde visualizaremos, em tempo real, as imagens do coração e suas artérias, e toda aparelhagem necessária frente a qualquer tipo de urgência.

Tipo de anestesia

O exame normalmente não é doloroso. O que se sente é a picada da agulha na pele para anestesia local e um calor fugaz pelo corpo (que desaparece rapidamente) no fim do procedimento. Inicialmente, o anestesista aplica uma pequena dose de medicação sedadiva que será importante para manter o paciente calmo, mas não tão forte ao ponto de mantê-lo inconsciente. A cooperação muitas vezes é fundamental para a realização bem sucedida do exame. após esta sedação inicial, estando o paciente bastante relaxado, é realizada anestesia local (na prega interna do cotovelo, na região do punho ou na região inguinal) onde será feita a introdução do cateter.

Cuidados antes do cateterismo cardíaco

É fundamental que o paciente compareça ao hospital para a realização do exame após um período de pelo menos 6h de jejum e com um acompanhante. Atenção especial deve ser dada à suspensão, pelo menos 05 dias antes, de medicamentos anticoagulantes, pelo risco de sangramentos, e 02 dias antes de alguns anti-diabéticos orais.

São eles:

Antidiabético: Metformina (Dimefor®, Glucoformim®, Glifage®,Glucovance®).
Anticoagulantes:
(Marevan®, Marcoumar®, Coumadin®, Warfarina®).

O que acontece após o exame?

Imediatamente após o exame o paciente é encaminhado à sala de repouso onde será acompanhado pelos auxiliares de enfermagem e pela enfermeira. O médico que realizou o exame deverá comunicar o seu resultado. O tratamento, seja ele clínico (remédios, modificações nos hábitos de vida e exercício físico), percutâneo (angioplastia com ou sem stent, ou seja o desentupimento do vaso com ou sem o implante de uma "molinha" dentro dele) ou cirúrgico (mamária e/ou ponte de veia safena ou troca da valva cardíaca), dependerá fundamentalmente do cardiologista clínico responsável pelo paciente e da equipe de hemodinâmica.

Cuidados após o cateterismo

Não flexionar o braço cateterizado por 3 horas, porém fazer exercício de abrir e fechar as mãos, periodicamente
Não carregar peso com o braço até a retirada dos pontos
Durante o banho lave-o normalmente com água e sabonete
Fazer curativo diariamente ou todas as vezes que perceber que está úmido
Após o terceiro dia deixá-lo descoberto
Após 08 (oito) dias, procurar posto de saúde, farmácia ou seu médico para a retirada dos pontos
Para os procedimentos na região inguinal (perna) o repouso será absoluto por 5–6h. Após deambulação dentro do hospital o paciente receberá alta com orientação para retirada do curativo na manhã seguinte durante o banho. Evitar esforços com a perna durante 7 dias. Não necessita de curativos
Qualquer anormalidade entrar em contato ou procurar imediatamente um médico de nossa equipe

Riscos do procedimento

O risco do cateterismo é mínimo, porém podem ocorrer algumas complicações durante o exame como dores no peito quando o paciente já apresenta "problemas" cardiológicos avançados, mas que podem ser prontamente corrigidos pelo médico ou outras intercorrências como as descritas abaixo:

Sangramento no local de acesso (0,19%)
Diminuição ou perda do pulso (0,5 a 0,8%), geralmente sem conseqüências importantes, porém se necessário, solicitaremos uma avaliação vascular que definirá a conduta a ser tomada, inclusive com uma possível correção cirúrgica
Formação de pseudoaneurisma arterial (1,6%) ou fistula artério-venosa. Estas deverão ser corrigidas em caráter de urgência
Alergia ao contraste (0,45%): poderá ser uma reação simples como uma urticária, entretanto, poderá complicar-se até com parada cardíaca. Por isso é importante que nos avise se já apresentou alergia em algum exame que utilizou contraste, como tomografia computadorizada, arteriografias, urografia excretora, etc. neste caso, iniciaremos algumas medicações previamente ao exame para prevenirmos a alergia
Derrame cerebral (avc) (0,07 a 0,19%). Sua incidência é muito baixa, porém, se você apresentar placas de gorduras ou trombos (coágulos) nas artérias em que passaremos o cateter, eles poderão se desprender e ir para o cérebro provocando o avc, que pode, dependendo de sua extensão, deixar ou não seqüelas
Insuficiência renal crônica agudizada (4 a 11%): ocorre nos pacientes que já apresentam previamente uma alteração na função renal, principalmente nos diabéticos, que é caracterizada por uma elevação de uréia e principalmente de creatinina (exames de sangue). Por isso é importante que seu médico assistente saiba qual o valor de sua creatinina antes que você faça o cateterismo, para que possamos prepará-lo com medicações ou soros de proteção renal, e até utilizarmos um contraste diferente, não nefrotóxico
Edema agudo de pulmão e/ou arritmias (0,47%): podem ocorrer em pacientes que apresentam “coração dilatado”, problemas valvulares graves ou apresentaram infarto agudo do miocárdio extenso com grave comprometimento da função do coração
Infarto agudo do miocárdio (0,06%): nos casos em que as coronárias apresentem obstruções gravíssimas e se "instabilizem" durante o exame
Óbito (0,06 a 0,10%): raríssimo, porém pode ser desencadeado pelas complicações mais graves descritas acima

Fonte: www.ameseucoracao.com.br

Cateterismo Cardíaco

Destinado a detectar anomalias cardíacas, o cateter é introduzido na prega do cotovelo ou na virilha e chega até o coração.

Um das técnicas mais elaboradas de diagnósticos de alterações cardíacas é a das veias ou artérias do indivíduo. Essa sonda pode chegar até o coração e, por meio de dispositivos especiais, retirar amostras de sangue, medir a pressão ou injetar substâncias opacas aos raios X.

Preparação para o cateterismo - a técnica praticamente não apresenta perigos para o paciente, podendo ser utilizada até em crianças. Geralmente o doente é internado na véspera ou alguns dias antes do exame e recebe antibióticos, para evitar uma eventual infecção. Antes da introdução da sonda, realiza-se a anestesia na porção por onde será introduzido o cateter, ou faz-se a anestesia geral.

Examinando o lado venoso - para que a sonda chegue ao lado direito do coração, disseca-se uma veia geralmente na prega do cotovelo, em adultos ou na região inguinocrural (virilha), em crianças e através dela, o cateter é introduzido e levado em direção ao coração. A extremidade do cateter é opaca aos raios X, possibilitando que seu trajeto pelas veias acompanhado por meio da radioscopia.

Esse tipo é chamado de cateterismo direito porque, através das veias, o cateter chega ao átrio e ao ventrículo direitos, passando pela válvula tricúspide que os separa, e pode alcançar a artéria pulmonar e suas ramificações.

Quando a sonda atinge a porção direita do coração, pode-se retirar, desse local, amostra de sangue, que serão analisadas posteriormente para a verificação de seu teor de oxigênio; esse dado pode fornecer informações importantes sobre a alteração cardíaca existente.

Existe também a possibilidade de se utilizarem substâncias indicadoras, introduzidas nas cavidades cardíacas através dm cateter.

Um exemplo importante é o da diluição da vitamina C: quando se introduz uma quantidade de vitamina C num coração normal, no interior do ventrículo direito, a vitamina passa pelos pulmões volta para coração, já para o átrio e o ventrículo esquerdos em determinado tempo e com um grau de diluição previamente conhecidos. Se, por exemplo, existir uma comunicação anormal entre os ventrículos, a vitamina C será detectada no ventrículo esquerdo numa concentração maior num tempo menor; nesse caso, o acontecimento constituirá excelente pista para o diagnóstico da alteração existente.

Por sua vez, a introdução de substâncias radiopacas permite a visualização contrastada do coração, técnica que recebe a denominação de angiocardiografia.

As várias medições - durante seu trajeto, cateter é conduzido através do átrio e do ventrículo direitos e ao longo das paredes da artéria pulmonar. Assim, a medição de pressão provocadas por anomalocais pode revelar alterações na tensão de oxigênio e gás carbônico no sangue. Esses dados poderão revelar, por exemplo, uma estenose (estreitamento) da artéria pulmonar. Já colocação do cateter e medição de pressão nas pequenas ramificações da artéria pulmonar (artéria que, saindo do ventrículo direito, leva o sangue venoso aos pulmões, para ser oxigenado) possibilitam uma avaliação exata das condições da circulação pulmonar e, paralelamente, permitem inferir a pressão do átrio esquerdo.

A utilização do cateter permite, ainda a identificação de uma comunicação anormal entre átrios ou ventrículos; passagem do cateter de um átrio (ou de um ventrículo) para outro confirma o diagnóstico de comunicação interatrial (ou interventricular).

No coração arterial - a colocação do cateter na câmaras cardíacas esquerdas tomou grande impulso graças ao avanço da cirurgia do coração no terreno das válvulas cardíacas. Inicialmente, essa técnica era empregada para a medição de pressões no interior do átrio e ventrículo esquerdos; se as pressões registradas não fossem normais, poder-se-ia suspeitar, por exemplo, de uma estenose da válvula mitral, que separa o átrio e o ventrículo esquerdos. Mas, atualmente, o cateterismo esquerdo do coração vem sendo empregado freqüentemente com a finalidade de introduzir substâncias indicadoras, que possibilitam estudos de sua diluição no sangue, e de substâncias radiopacas; que permitem a realização da angiocardiologia. A técnica utilizada com maior frequência no cateterismo do lado esquerdo retrógrado. A designação retrógrado. A designação advém do fato de o cateter ser introduzido nas artérias, contra a corrente sangüínea.

Complicações do exame - enquanto se está realizando o cateterismo, aparelhos fornecem continuamente os registros do eletrocardiograma do paciente; esse dado mostra, com precisão, a atividade elétrica exercida pelo coração. O controle por meio do eletrocardiograma é de grande importância, pois, comumente, no decorrer do exame, verifica-se o aparecimento de extrasístoles (impulsos elétricos anômalos). Os impulsos podem surgir isoladamente ou agrupados; além disso, podem perpetuar-se, desencadeando crises de taquicardia. Essas arritmias (alterações do ritmo cardíaco) derivam do estímulo mecânico provocado pela ponta do cateter, quando esta se choca com a câmara cardíaca. Quando a sonda chega ao coração, provoca estímulos anormais, que se traduzem por movimentos cardíacos também anormais .

Além de alterações do ritmo cardíaco, podem ocorrer tromboses (coagulações do sangue no interior de vasos sangüíneos ou do coração) e infecções. No entanto, as vantagens dessa técnica superam significativamente os riscos, pois o cateterismo é um método de alterações do coração.

De maneira geral, até recentemente, cateterismo cardíaco tinha apenas interesse teórico, diante das limitações da cirurgia cardíaca. Hoje, o grande avanço desse setor, aliado a conquistas tecnológicas como a invenção do coração-pulmão artificial e a fabricação de válvulas cardíacas artificiais, passou a exigir um perfeito diagnóstico da anomalia existente.

Fonte: www.consulteme.com.br

Cateterismo Cardíaco

O que é o cateterismo cardáco?

O cateterismo cardíaco, significa a introdução de um pequeno tubo especial chamado introdutor numa veia e/ou numa artéria do braço ou perna. Os cateteres são depois dirigidos sob controlo radiológico pelos vasos sanguíneos até ao coração.

Qual é a finalidade do cateterismo?

A finalidade do cateterismo é descobrir qualquer anomalia nos vasos sanguíneos principais (aorta e artéria pulmonar), nas cavidades ou válvulas cardíacas e nas artérias coronárias. O conhecimento e importância relativa da anomalia encontrada, permitirá ao médco e ao cirurgião estabelecerem os planos para o tratamento médico ou cirúrgico.

Como posso preparar-me para a realização deste exame?

A preparação inicial para o exame consiste nos seguintes procedimentos:

Realização da tricotomia (rapar os pêlos) da região inguinal direita e esquerda, em forma de calção de banho. Esta tricotomia embora possa ser realizada pelo doente, depois deverá ser supervisionado pela enfermeira.
Deve ficar em jejum 6 horas antes do exame, e ser-lhe-á dito para deixar de comer e beber. O jejum reduzirá a possibilidade de vómitos e náuseas durante o exame. Após o cateterismo poderá voltar a comer e beber.
Deve urinar antes de deixar o quarto para ir com a bexiga vazia.
Um comprimido ser-lhe-á dado antes de ser transportado para a sala onde realizará o exame (sala hemodinâmica).
Uma enfermeira dir-lhe-á se deve deixar no quarto roupa interior, dentaduras, óculos, relógio, colares, anéis, etç.

O que é uma sala de hemodinâmica?

A sala de hemodinâmica asselha-se a uma sala de cirurgia, mas com aprelhagem complexa e sofisticada. Que o pode deixar apreensivo. Parte do equipamento da sala destina-se à sua própria segurança e parte constitui o que é necessário para o exame – Rx, monitor, injetor de contraste, etç. Para amenizar o ambiente da sala, há habitualmente uma música de fundo que tornará a sua permanência alí, mais agradável.

O que posso esperar durante o exame?

Uma enfermeira dar-lhe-á as boas vindas e explicar-lhe-á tudo o que se irá passar. Sempre que possível permanecerá ao seu lado e prestar-lhe-á a assistente necessária. Uma vez deitado, um técnico de cardiologia colocar-lhe-á eléctrodos nos braços e pernas, que permitem ver o eletrocardiograma durante o período que permanecer na sala.

Depois, um dos elementos da equipa começa por desinfectar o local a ser utilizado, para de seguida cobrir todo o paciente com panos esterilizados, excepto na área a ser utilizada. Não pode nunca tocar nestes panos para não os infectar. Depois o médico injetará através de uma pequena agulha um anestésico local, na área que vai ser utilizada. Sentirá uma sensação de ardor seguida de adormecimento ao fim de alguns segundos.

Seguidamente será puncionada a artéria e aventualmente a veia com uma agulha especial onde são colocados um ou mais introdutores (“tubos com válvulas”), podendo sentir uma sensação ligeiramente dolorosa. A partir deste momento não sentirá mais dor. A progressão é feita através dos vasos sanguíneos na direção ao coração, sob o controlo radioscopico, como poderá observar no écran suspenso no teto. A passagem dos cateteres através das cavidaes cardíacas pode provocar palpitações (batimentos rápidos do coração). É normal senti-las.

Durante o exame ser-lhe-á pedido que posicione os seus braços fletidos com as mãos sob a cabeça. Numa dada altura ser-lhe-á ainda pedido para encher o epito de ar e não respirar (como lhe pedem quando vai fazer um Rx aos pulmões), e depois ouvirá dizer “à vontade”, significa que já pode respirar normalmente.

Esta sua colaboração é fundamental. Se sentir náuseas, palpitações, dor no peito, deve dizer de imediato ao médico. O cateterismo demora habitualmente menos de uma hora.

O que acontecerá após o cateterismo?

Quando terminar o exame regressa à enfermaria onde serão retirados os introdutores, e o médico ou a enfermeira farão uma compressão local durante 20 a 30 min, para evitar sangrar no local de introdução dos cateteres. Quando se verificar que não há qualquer hemorragia, será aplicado um penso compressivo. São necessárias seis horas para que a hemostase seja considerada completa.

O doente deve permanecer deitado, embora com a cabeceira da cama ligeiramente levantada (30º), e podendo mexer livremente os braços e a outra perna. No entanto, não se deve sentar ou voltar de lado, durante o período que foi mencionado. Se tiver de tossir ou espirrar faça compressão com os dedos no local do penso. Se sentir dor súbita ou sensação quente na perna utilizada no exame, deve chamar de imediato a enfermeira. Se necessário, iniciar-se-á nova compressão, até que a hemorragia pare completamente.

Os seus sinais vitais (pressão arterial e pulso) serão avaliados com frequência pela enfermeira, incluindo o estado do pulso arterial da sua perna. Se sentir qualquer dor no peito, pescoço, maxilares ou costas, se sentir falta de ar, cansaço ou sensação de tontura ou desmaio, diga sempre à enfermeira.

O cateterismo é um exame seguro?

O cateterismo cardíaco é considerado um exame seguro e quase sem riscos.

No entanto, pode acarretar um pequeno risco de complicações, nomeadamente: as reções vagais (sensação e desmaio quando são retirados os introdutores) e a hemorragia no local utilizado. O risco do exame é habitualmente dado pelo risco e gravidade da doença cardíaca que está a ser diagnosticada.

O que posso esperar no regresso a casa?

Geralmente tem alta no dia seguinte ao exame, consoante o seu estado geral. Antes de sair, o penso ser-lhe-á mudado para um simples adesivo ou penso rápido. É frequente sentir-se um pouco fatigado durante um ou dois dias, podendo sentir uma impressão dolorosa no local utilizado, e por vezes um inchaço ou nódoa negra nessa área.

Poderá recomeçar as suas atividades normais no 2º dia após o cateterismo, a menos que o médico lhe diaga para evitar algumas delas. No entanto, nas 72 horas que procedem o cateterismo deve evitar fazer esforços com o membro intervencionado, e andar muito sobre o mesmo. Poderá tomar banho sem necessidade de cobrir o local de inserção do cateter.

Se tiver doença cardíaca, poder-lhe-á ser proposto um destes tipos de tratamento:

Médico
Cirúrgico

Angioplastia coronária

Procedimento em tudo semelhante ao cateterismo diagnóstico, com a excepção de que o cateter introduzido tem um balão que vai ser insuflado para dilatar a artéria que está estenosada (apertada).

Ana Cristina Magalhães

Fonte: www.medicoassistente.com

Cateterismo Cardíaco

Quando procuramos o cardiologista, para fazer um “check-up” ou em busca de tratamento para uma doença já conhecida, ficamos pensando se teremos que fazer o tão conhecido cateterismo cardíaco.

O cateterismo cardíaco surgiu no final da década de 60 e, desde então, é o melhor exame para avaliar as artérias do coração. O cateterismo cardíaco é um exame onde através de um cateter introduzido em uma artéria da perna chegamos às artérias do coração e as visualizamos em um monitor. Ele é realizado, na maioria das vezes, em pacientes nos quais se investiga a doença arterial coronariana, ou seja, a existência de obstrução ao sangue nas principais artérias do coração e a gravidade de obstrução destas artérias. A causa da obstrução é a chamada placa aterosclerótica, uma placa de gordura, que impede a passagem adequada do sangue através da artéria, causando dor no peito, devido o estreitamento da artéria.

A dor no peito, ou angina, vai depender do grau de obstrução e de quantas artérias estão obstruídas, além de outros fatores como grau de esforço necessário para reproduzir a angina, idade, sexo e diabetes mellitus. Por exemplo, um paciente pode exercitar-se um pouco e já apresentar muita dor no peito, enquanto outro necessita de um esforço muito maior para queixar-se de dor. Os pacientes diabéticos, em sua maioria, não apresentam dor no peito quando possuem obstruções das artérias do coração. Quando um paciente que nunca apresentou angina, inicia com dor e procura seu médico, este pode optar por realizar exames menos invasivos antes de indicar um cateterismo cardíaco.

Se o paciente apresentar ao exame não invasivo, por exemplo, uma cintilografia cardíaca ou teste ergométrico, evidência de pequeno comprometimento do coração devido à obstrução das artérias do coração e ficar sem dor no peito com o tratamento clínico através de remédios, provavelmente não haverá necessidade de cateterismo cardíaco naquele momento. Sempre lembramos que cada caso é um caso e, o que pode servir para um paciente pode não servir para outro.

O cateterismo cardíaco deve ser realizado, de um modo geral em pacientes que, apesar do tratamento clínico referem angina, em pacientes com grandes áreas de comprometimento do coração indicados pelos exames não invasivos, em pacientes que sobreviveram a uma parada cardio-respiratória e em pacientes que estão sofrendo um infarto agudo do miocárdio. Nestes pacientes o cateterismo será ao mesmo tempo um método diagnóstico e terapêutico, pois os pacientes com infarto devem ter a obstrução arterial desfeita rapidamente através da angioplastia realizada logo após identificação da artéria que está fechada. Lembramos que todo e qualquer exame, sempre é deverá ser indicado por um médico, conforme a avaliação realizada.

O cateterismo procura identificar as lesões das artérias para planejar, conforme necessário, uma angioplastia que é a colocação de uma “molinha” (stent) para desobstruir a artéria afetada.

Assim, o cateterismo cardíaco nada mais é que um exame diagnóstico que visualiza as artérias do coração de maneira direta, sendo até hoje o melhor exame para identificar a obstrução das artérias coronarianas (assim chamadas as artérias do coração).

O cateterismo cardíaco tem sua maior indicação em casos de investigação de doença arterial coronariana, mas ele também pode ser utilizado para avaliar doenças da artéria aorta, artérias renais e doenças das válvulas cardíacas.

Fonte: www.seucoracao.com.br

Cateterismo Cardíaco

Cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia

O cateterismo cardíaco consiste em introduzir um cateter até o coração, através de uma artéria periférica localizada nos membros superiores ou na região da virilha.Este cateter é posicionado nas artérias coronárias e no ventrículo esquerdo, para a realização de injeções de contraste (cineangiocoronariografia e ventriculografia), que permitirão observar a presença de placas de gordura (ateromas) nas artérias ou outras anormalidades que estas possam apresentar.

O cateterismo é realizado em um local apropriado , chamado de laboratório de hemodinâmica , sendo que as imagens do exame são obtidas através de um equipamento de raio X. O cateterismo cardíaco poderá ser eletivo (previamente agendado) ou emergencial, como nos casos de infarto do miocárdio.

Orientações antes do exame

Jejum de pelo menos 6 horas. É necessário a presença de um acompanhante, preferencialmente um familiar, durante o exame.
Medicações de uso habitual não deverão ser suspensas, exceto os anticoagulantes orais por 5 a 7 dias pelo risco de sangramento (a relação normalizada internacional ou RNI, deverá estar abaixo de 1,5) e a metformina (medicação usada para o tratamento do diabete melito) por 48 horas, pelo risco de interação adversa com o contraste e lesão renal.
Exames de interesse deverão ser trazidos no dia do cateterismo (teste de esforço , cintilografia de perfusão miocárdica , ecocardiograma de estresse , laudos de cateterismo ou angioplastia coronariana prévios).É importante trazer um laudo cirúrgico em pacientes submetidos a cirurgia de ponte de safena previamente , pois será útil para que o hemodinamicista possa saber quantas e quais foram as pontes realizadas .
Pacientes alérgicos ao contraste, deverão fazer um preparo prévio ao exame com medicações anti-alérgicas .
Pacientes com disfunção renal ou com risco de desenvolvê-la (diabéticos por exemplo) , poderão necessitar de alguma medicação ou internação prévia para hidratação com soro fisiológico , visando minimizar riscos de disfunção renal ocasionada pelo contraste do exame (este deverá ser de um tipo especial , com menos potencial de lesar o rim).
Pacientes renais crônicos deverão fazer diálise no dia que antecede o exame.

Como é feito ?

O cateterismo pode ser realizado apenas com anestesia (no local aonde é introduzido o cateter) associada a uma sedação , no entanto, poderá ser realizado sob anestesia geral de curta duração.O exame é realizado em um local apropriado, chamado de laboratório de hemodinâmica, o qual é aparelhado com todos os equipamentos e as medicações necessárias para a realização do exame com segurança.

Geralmente a equipe é composta por um médico, uma enfermeira e um técnico especializado .

Com o paciente deitado em uma maca , um cateter é introduzido por uma artéria periférica (radial ou braquial no antebraço ou femural na virilha) e é conduzido até o tronco das artérias coronárias esquerda e direita. Após a injeção de contraste nestas artérias, são obtidas imagens de raio X em diversas posições .

Na última etapa do exame é realizada a ventriculografia (visualização sob contraste do ventrículo esquerdo). Neste momento é comum o paciente sentir um sensação de calor na região anterior do tórax .

Durante todo o exame, o ritmo cardíaco é observado através de um monitor.

Terminado o exame, é feito um curativo compressivo no local da punção arterial. Quando o cateterismo é realizado através da artéria da virilha (via femural), é necessário que o paciente fique internado para observação de possíveis complicações no local da punção , como por exemplo , sangramentos.

Quando o exame é realizado pelas artérias do antebraço (radial ou braquial), o paciente costuma ser liberado para casa logo após o término do exame.

Durante o cateterismo, é possível observar a presença de placas de ateromas nas artérias. Caso seja necessário, o ultrassom intracoronariano (USIC) poderá ser realizado .

Em geral, os ateromas são considerados críticos quando causam um estreitamento da artéria maior que 70%. Outras anormalidades, como a tortuosidade coronariana (artérias tortas), ponte intramiocárdica ( situação em que uma parte da artéria passa por dentro do músculo cardíaco , sofrendo um estreitamento durante a contração do coração) e anormalidades congênitas, também poderão ser observadas durante o cateterismo .

A ventriculografia permite avaliar a força de contração das paredes do coração, podendo ainda visualizar imagens de trombos (coágulos de sangue) dentro do ventrículo. O funcionamento das válvulas cardíacas e as pressões das diversas câmaras do coração , também poderão ser avaliados .

Indicações

O cateterismo pode ser realizado de forma eletiva (programada), para melhor elucidação do quadro clínico do paciente ou de forma emergencial , como por exemplo na vigência de um quadro de infarto do miocárdio ou angina instável de alto risco.

As principais indicações do cateterismo são: infarto do miocárdio, angina do peito estável ou dor torácica com indicadores de risco (exemplo: teste ergométrico ou cintilografia miocárdica com isquemia coronariana), angina do peito instável de médio e alto risco , angina do peito variante (angina de Prinzmetal), pacientes selecionados que previamente foram submetidos a angioplastia coronariana ou cirurgia de "ponte de safena" , pacientes selecionados sob avaliação de risco para cirurgia não-cardíaca , pacientes selecionados com doenças das válvulas do coração , além de cardiopatias congênitas , insuficiência cardíaca , entre outras.

Riscos

Em um estudo americano, com cerca de 60.000 pacientes submetidos ao cateterismo, observou-se uma incidência de complicações graves em cerca de 1,7% dos pacientes (morte : 0,11%, infarto do miocárdio : 0,05%, acidente vascular cerebral: 0,07% , arritmias cardíacas graves: 0,38% , perfuração do coração : 0,03%, reação severa ao contraste: 0,37% e complicações vasculares graves: 0,45% ).

Pacientes gravemente hipertensos, estreitamento grave da válvula aórtica (estenose aórtica) , insuficiencia cardíaca descompensada , choque cardiogênico, insuficiência renal e infarto do miocárdio recente ( menos de 24 horas ), indicam os pacientes sob maior risco.

As complicações vasculares (sangramento e formação de hematomas , espasmo da artéria , oclusão arterial e formação de um pseudo-aneurisma ) são as complicações mais comuns , no entanto , sua incidência diminuiu a partir da utilização da técnica de cateterização pela artéria radial (localizada no punho) , ao invés de femural.

Fonte: www.portaldocoracao.com.br

Cateterismo Cardíaco

1. CATETERISMO CARDÍACO

1..1 Definições

1.1 O Cateterismo cardíaco diagnóstico ou estudo hemodinâmico pode ser definido como o ato de acessar o coração através da inserção intravascular de cateteres no intuito de estudar a sua anatomia e fisiologia, buscando diagnosticar patologias através da mensuração de pressões intracavitárias e de oximetrias e da injeção de contraste para a visualização das câmaras cardíacas, grandes vasos (angiocardiografia) e das artérias coronárias (cinecoronariografia).

A investigação da doença coronária, devido à sua alta prevalência e importância como causa de mortalidade é o objetivo da maioria dos cateterismos realizados nos laboratórios de hemodinâmica e cardiologia intervencionista em todo o mundo.

1.1.2 Cateterismo direito é o estudo do lado venoso do coração, ou seja, átrio direito, ventrículo direito, artéria pulmonar e circulação pulmonar, através de um acesso venoso.
1.1.3
Cateterismo esquerdo é o estudo do lado arterial compreendendo o ventrículo esquerdo aorta e artérias coronárias, através de um acesso arterial, sendo a técnica mais utilizada para o diagnóstico da doença arterial coronária.
1.1.4
Cateterismo direito e esquerdo é o estudo completo utilizando-se dois acessos, venoso e arterial, sendo utilizado no estudo das cardiopatias congênitas, valvopatias e miocardiopatias.
1.2 Cateterismo intervencionista ou terapêutico é uma definição que engloba diferentes métodos de tratamento percutâneo de diferentes patologias cardiovasculares:

1.2.1 Intervenção coronária percutânea (ICP): inicialmente denominada angioplastia transluminal coronária percutânea quando apenas se utilizava dos cateteres-balões para o tratamento das estenoses coronárias, o termo ICP contempla o implante de stents (endopróteses) coronários, auxiliado ou não com o uso de cateteres-balões, “cutting-balloon”, aterectomia direcional ou rotacional e ultrasson intravascular.
1.2.2 Intervenções em cardiopatias congênitas:
oclusão de fístulas A-V, sistêmico-pulmonares, coronarianas; oclusão de comunicação inter-atrial (CIA e forâamen oval) ou interventricular (CIV); valvoplastias pulmonar, aórtica, tricúspide e mitral; oclusão de persistência de canal arterial (PCA); dilatação de coarctação de aorta.

1.2.3 Intervenções em valvopatias: valvoplastia mitral com balão na estenose mitral; valvoplastia aórtica com balão na estenose aórtica e implante de prótese valvar aórtica.
1.2.4 Intervenção extracardíaca:
angioplastia de artérias renais e carótidas; implante de endopróteses vasculares para correção de aneurismas, úlceras e dissecções da aorta descendente.

1.2 . Histórico

O médico alemão Werner Forssman foi o primeiro a acessar o coração por meio de cateter após tê-lo inserido por dissecção em uma veia de seu próprio braço, registrando através do raios X a presença do cateter no átrio direito em 1929. Em 1950, Zimmerman realizou o primeiro cateterismo ismo esesquerdo e em 1958, as artérias coronárias foram pela primeira vez cateterizadas seletivamenteron por Mason Sones.

Seldinger, em 1953, descreveu a técnica de punção com o uso de introdutor e fio-guia, dispensando a necessidade de dissecção arterial ou venosa facilitando a difusão do cateterismo como método diagnóstico. Em 1964, Judkins introduzia o uso de cateteres pré-moldados, introduzidos por punção femoral, dando início à técnica mais utilizada atualmente em todo o mundo.

A primeira angioplastia coronária com cateter-balão foi realizada por Andreas Gruentzig, em Zurich em 1977, havendo uma ampla difusão desta técnica a partir dos anos 80.partir de 1977, quando da realização da primeira angioplastia coronária por 3Andreas Gruentzig, colocando esta terapêutica como alternativa real à cirurgia de revascularização miocárdica, a sala de hemodinâmica transformou-se rapidamente em um local adequado não apenas para o diagnóstico mas também para o tratamento da doença arterial coronária.

No ano de 1987, o primeiro implante de stent no mundo ocorreu no Brasil pelo Dr. José Eduardo de SousaDesde o final dos anos 80 ,e a partir da publicação de Colombo em 1995, com a com a introdução da técnica de liberação dos stents com alta pressão no balão (liberação ótima) edos stents coronários, da o uso de farmacologia adjunta com antitrombínicos e antiagregaçãontes plaquetária duplaos ocorreu a potentes e seguros e com a sedimentação da ICPintervenção coronária percutânea (angioplastia com stent) como técnica segura, eficaz e preferencial, quando possível, para o tratamento da doença arterial coronária.

Com o início da utilização dos stents com eluição de medicamentos, em 1999, pelo Dr. José Eduardo de Sousa e sua comprovada eficácia na redução das taxas de reestenose, a ICP tem sido indicada ems síndromes miocárdicas isquêmicas procedimentos de maior instáveis (SIMI), as salas de hemodinâmica têm recebido um número crescente de pacientes com maior complexidade (lesões multiarteriais, bifurcações, oclusões totais e pacientes diabéticos).clínica ( choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio (IAM), idade avançada, portadores de patologias como insuficiência renal crônica e doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes mellitus, etc).

3. Vias de acesso

O cateterismo poderá ser realizado através de punção arterial (técnica de Seldinger) via artéria radial, braquial, femoral ou axilar direita ou esquerda, utilizando-se cateteres pré-moldados (técnica de Judkins). A via mais utilizada é a femoral, por sua praticidade na utilização dos diferentes cateteres e dispositivos, rapidez e baixo índice de complicações. A via axilar é pouco utilizada e deve ser considerada como de exceção devido ao seu alto índice de complicações vascular e neurológica.

A técnica de Sones ou a dissecção da artéria braquial, foi a primeira a ser utilizada em nosso país, sendo ainda utilizada de rotina em alguns serviços devido ao seu baixo custo. Porém devido ao desconforto ao paciente, necessidade de sutura arterial e maior incidência de complicações em relação a técnica de punção, não consideramos esta técnica como a de primeira escolha.

Com a evolução dos introdutores vasculares, com calibres mais finos (5 e 4 french (FR) para procedimentos diagnósticos e 6 fFR para terapêuticos) pontas com menor perfil eliminando a necessidade de incisões na pele e reduzindo complicações, a técnica de punção é a mais utilizada em todo o mundo.

A ocorrência de infecção no sítio da punção é uma complicação muito rara e facilmente controlável, desta forma o uso de antibioticoterapia profilática não se faz necessária.

4. Indicações

4.1 Indicações do cateterismo cardíaco

4.1.1 Doença arterial coronária

I) Pacientes com suspeita de doença coronária: assintomáticos ou com dor torácica inespecífica com testes não invasivos sugestivos de isquemia coronária.
II) Angina estável
III) Angina Instável
IV) Pacientes com isquemia pós revascularização percutânea ou cirúrgica
V) Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST
VI) Infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra de ST: Cineangiocoronariografia de urgência com intenção de ICP primária ou de resgate ou em pacientes com choque cardiogênico eou instabilidade hemodinâmica. Cinecoronariografia eletiva, durante a fase hospitalar ou pós alta hospitalar do IAM em boa evolução visando estratificação de risco.
VII)
Avaliação pré-operatória para cirurgia não cardíaca 6,9

4.1.2 Valvopatias

O cateterismo é indicado nas lesões valvares importantes visando o tratamento cirúrgico ou percutâneo (valvoplastias), no diagnóstico da presença de doença coronária concomitante e na endocardite infecciosa com evidência de embolização coronária.

4.1.3 Miocardiopatias e Insuficiência cardíaca

O cateterismo é indicado para auxílio do diagnóstico etiológico (miocardiopatia isquêmica, valvar) , avaliação hemodinâmica para indicação de transplante, realização de biópsia endomiocárdica e na insuficiência cardíaca pós-infarto (complicações mecânicas).

4.1.4 Cardiopatia Congênita

No auxílio diagnóstico das cardiopatias complexas, na avaliação de doença ou anomalia coronária coexistente e visando procedimentos terapêuticos.

4.2 Indicações da Intervenção Coronária Percutânea

4.2.1 De acordo com a forma de apresentação clínica

I) Angina Estável ou paciente assintomático com prova isquêmica sugestiva de doença coronária com: obstruções coronárias acima de 50% pela angiografia coronária quantitativa, com evidência funcional de isquemia (testes não invasivos ou reserva de fluxo coronário (FFR < 0,75), ou área do vaso menor que 4 mm2 peloa análise de ultrassonm intracoronário, uni, bi ou multiarteriais com anatomia favorável à intervenção percutânea.
II) Angina Instável
III) Infarto Agudo do Miocárdio sem supra de ST
IV) Infarto Agudo do Miocárdio com supra de ST:

ICP primária: deve ser preferencialmente realizada dentro das primeiras 12 horas do IAM, como alternativa ao tratamento trombolítico.
ICP de resgate ou salvamento:
realizada imediatamente após a falha do tratamento trombolítico (evidência de não reperfusão)
ICP de urgência:
realizada a qualquer tempo da evolução do IAM na ocorrência de angina pós-infarto, reinfarto, piora hemodinâmica e , choque cardiogênico ou arritmias graves.
ICP eletiva:
realizada a qualquer tempo em pacientes estáveis submetidos ou não à trombòólise prévia.

4.2.2 De acordo com as características da estenose e do vaso alvo

Inicialmente indicada para lesões mais simples (lesões focais, em vasos com diâmetro maior que 3 mm, em trajetos não tortuosos, não calcificadas, sem trombos, não comprometendo ramos), com o progressivo desenvolvimento dos stents (com hastes mais finas, mais flexíveis, com menor perfil de cruzamento, maior força radial, células que permitem acessar ramos laterais) e da terapêutica antitrombótica, a ICP passou a ser indicada também em lesões mais complexas onde as taxas de insucesso, de reestenose e de complicações (dissecção e oclusão coronária) eram elevadas com o uso do balão.

Lesões coronárias complexas

Oclusões crônicas
Lesões longas
Lesões em bifurcação
Doença multiarterial
Lesões em enxertos venosos
Lesões em Tronco de coronária esquerda
Lesões reestenóticas

Com o uso dos stents com eluição de medicamentos como sirolimus e paclitaxel (os mais estudados), tornou-se possível o tratamento destas lesões com menores taxas de reestenose.

5. Contra-indicações do cateterismo cardíaco

A única contra-indicação absoluta do exame é a recusa do paciente (ou de seus familiares, caso o paciente esteja incapacitado de decidir) em submeter-se ao mesmo. Todas as outras contra-indicações listadas podem ser relativas caso o benefício do exame compense o risco de sua realização.

Contra-indicações do Cateterismo Cardíaco

1. Acidente vascular cerebral há menos de um mês.
2. Insuficiência renal progressiva.
3. Sangramento gastrointestinal ativo.
4. Febre.
5. Anemia intensa
6. Desequilíbrios eletrolíticos graves.
7. Vigência de infecção
8. Intoxicação digitálica ou hipopotassemia não corrigida
9. Hipertensão arterial sistêmica grave não controlada.
10. Insuficiência cardíaca descompensada, edema agudo pulmonar.
11. Pequena expectativa de vida por doenças terminais como câncer, pulmonares, hepáticas ou renais.
12. Idade fisiológica avançada.
13. Doenças sistêmicas ou psicológicas com prognóstico duvidoso ou comportamento imprevisível.
14. Instabilidade hemodinâmica ou elétrica (arritmias ventriculares)
15. Reação alérgica grave a contraste iodado.
16. Uso de anticoagulante oral (warfarin)
17. Recusa do paciente de tratamento definitivo (angioplastia ou cirurgia).

Quanto ao uso de anticoagulantes orais, estes devem ser suspensos de 3 a 5 dias antes do procedimento objetivando-se INR menor que 1,8, no caso dos procedimentos eletivos.

Marcelo José de Carvalho Cantarelli

Maria Aparecida de Carvalho Campos

Ivanise Maria Gomes Amorim

10.Referências Bibliográficas

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Fonte: themedicalden.com

Cateterismo Cardíaco

Exame cardiológico invasivo feito para diagnosticar ou corrigir problemas cardiovasculares, como por exemplo, a visualização de um estreitamento, geralmente formado por uma placa de gordura, na artéria coronária.

Lateral de uma artéria coronária com diferentes graus de obstrução, desde um estreitamento localizado (espasmo) até à oclusão total e por conseqüência o desenvolvimento do infarto do miocárdio

Como é

O médico faz um corte de 2 a 3 centímetros de largura próximo à prega do cotovelo, no braço direito ou esquerdo, e seleciona um vaso sangüíneo (veia ou artéria). Também pode ser feito pela virilha. Por esse corte é introduzido o catéter (sonda de 2,7 milímetros de diâmetro e um metro de comprimento), que percorre o vaso até chegar ao coração. Pelo catéter é injetado um líquido de contraste radiológico, a base de iodo, que permite visualizar, por meio de um aparelho de raio-X, os vasos e cavidades do coração. As imagens internas do coração e/ou vasos são registradas com tecnologia digital (vídeo digital e/ou câmara multiformatos lazer que auxiliam na análise posterior do exame.

O cateter é introduzido pela artéria do braço ou pela virilha até chegar ao coração.

O cateterismo é realizado por uma equipe composta por técnico de raios X, enfermeira(o) especialmente treinada(o) e dois cardiologistas com experiência em procedimentos de cardiologia intervencionista. Dura entre 30 e 60 minutos, em média, conforme o procedimento realizado.

Feito na sala de cateterismo, com o paciente acordado (anestesia local), deitado sob um aparelho de raio-X. Só em criança é usado anestesia geral para evitar agitação.

Como se preparar

Fazer jejum de quatro horas antes do exame. Em geral, não é necessário suspender os medicamentos em uso. Procurar repousar antes do exame.

Recuperação

Alta hospitalar que varia de 30 minutos a 24 horas, dependendo do procedimento

Não dobrar o braço (ou a perna) durante seis horas. Ingerir líquidos em maior quantidade. Retirar o primeiro curativo depois de 12 a 24 horas. Limpar o local duas vezes ao dia e cobrir com curativo leve. Retirar os pontos depois de sete dias.

É indicado para: mostrar obstruções das artérias que irrigam a musculatura do coração (coronárias); quantificar alterações do funcionamento das válvulas e do músculo cardíacos; esclarecer alterações anatômicas não confirmadas por outros exames; mostrar em detalhes uma malformação congênita; desobstruir artérias e válvulas.

Variações terapêuticas

Angioplastia Desobstrução de artéria coronária ou ponte de safena que esteja comprometida por uma placa de gordura ou um coágulo. É feita usando-se um balão que, posicionado e inflado no ponto de estrangulamento, restitui a circulação no vaso.

Stent coronário Fixação de uma tela de aço inoxidável na parede interna do vaso desobstruído durante a angioplastia, para impedir novo estrangulamento.

Valvoplastia

Desobstrução de válvulas cardíacas (pulmonar e mitral) por meio de um ou mais balões infláveis, normalizando a livre circulação do sangue.

Fonte: www.santalucia.com.br

Cateterismo Cardíaco

O que é um Cateterismo Cardíaco?

O cateterismo cardíaco é um procedimento de rotina, relativamente sem dor, não cirúrgico, que pode ajudar seu médico a diagnosticar alguns problemas de coração.

Em alguns casos, também pode ser usado para tratamento de certas doenças cardíacas. Para a realização do procedimento, seu médico introduz um cateter, que vem a ser um pequeno "tubo" comprido e flexível, em um artéria, e o guia suavemente até o coração.

Uma vez posicionado adequadamente o cateter, são realizados raios X, que serão armazenados em uma espécie de filme.

Este exame deve ser feito em ambiente hospitalar, sob anestesia local e através de uma artéria do braço ou, preferencialmente, através de um pequeno orifício feito na artéria femural da região inguinal direita ("virilha"), sendo então introduzido o cateter, conforme descrição prévia.

Com o cateter na artéria aorta, são então localizadas, na origem, as duas principais coronárias, e ali são injetadas pequenas quantidades de contraste.

O percurso que o contraste faz no interior da coronária e nos seus ramos é registrado por uma câmara filmadora, podendo então ser observada a presença ou não de obstáculos à sua passagem, que nada mais são do que placas de ateroma (depósito de gordura na parede dos vasos ).

O exame permite avaliar se o vaso obstruído é importante ou não, se a obstrução é severa ou não, qual a característica da placa, quantos vasos estão comprometidos e, finalmente, como está a contração do coração.

É fundamentalmente a cinecoronariografia que irá estabelecer a anatomia, orientando o cardiologista na escolha do tratamento mais adequado.

Quais são os riscos e possíveis complicações?

O cateterismo cardíaco tem riscos relativamente baixos. Geralmente, os benefícios de se conhecer a exata extensão anatômica de sua doença, e a possibilidade de escolher-se o tratamento mais adequado, superam os riscos potenciais.

Alguns possíveis riscos são: hemorragia ou formação de coágulos de sangue, perfuração do músculo cardíaco ou de algum vaso sangüíneo, arritmias ( batida anormal do coração ), reações alérgicas ao contraste utilizado durante o exame, infarto agudo do miocárdio e embolia cerebral. Porém a incidência de complicações é inferior a 1:1000 casos.

Como proceder após o cateterismo?

Depois de realizado o cateterismo, o paciente deverá permanecer em repouso por 4 a 6 horas. Se o exame foi realizado pela região inguinal, a perna correspondente deverá ficar imóvel por 6 horas, para evitar hemorragias.

Avise a enfermeira ou o seu médico se: sentir dor no peito ou no local da inserção do cateter, se sentir que o braço ou a perna onde foi colocado o cateter estiver frio ou adormecido, ou ainda se sentir calor ou umidade ao redor do local de inserção do cateter. A maioria das pessoas submetidas a um cateterismo cardíaco pode retornar a suas atividades normais em um ou dois dias, mas convém evitar levantar objetos pesados ou submeter-se a grandes esforços físicos por um período médio de uma semana.

Fonte: www.geocities.com

Cateterismo Cardíaco

É um exame "invasivo", realizado com introdução de cateteres através dos vasos do doente. Permite diagnosticar vários tipos de doenças cardiovasculares.

Descrição

Os cateteres são "fios" milimétricos, cuja passagem pelos vasos é indolor e que, através da sua extremidade, permitem conhecer o que se está a passar dentro do organismo.

Através de punção de um vaso periférico, geralmente ao nível da virilha, e sob anestesia local, faz-se a introdução de cateteres que, por via retrógrada, são levados até ao coração.

Através dos cateteres podem-se registar as pressões com que o sangue circula nos vários locais, incluindo o coração e, injetando um produto de contraste, visualizar o coração e os vasos.

Para que serve

O cateterismo cardíaco saber qual a pressão da circulação do oxigénio no sangue e visualizar as estruturas cardíacas e dos vasos, o que permite diagnosticar vários tipos de doenças cardiovasculares.

Como se realiza

Este exame é realizado num ambiente hospitalar dado que tem que ser feito numa sala especial, com condições de esterilização (assepsia), idênticas às de uma intervenção cirúrgica.

O doente está sempre acordado e a falar com o médico que realiza o exame.

O cateterismo cardíaco é um exame que dura cerca de meia hora e envolve um curto período internamento (12 a 24 horas).

Quem realiza

O cateterismo cardíaco é realizado um cardiologista com treino especial em exames invasivos.

Preparação especial

O cateterismo cardíaco é realizado um cardiologista com treino especial em exames invasivos.

Complicações

As complicações importantes são raras e estão geralmente relacionadas com cateterismos realizados em doentes numa situação clínica crítica, com instabilidade cardíaca.

Nos exames programados (eletivos), realizados numa situação clínica estável, o risco de complicações graves pode ser considerado mínimo.

Vantagem deste exame face a outro tipo de exame Para algumas situações, nomeadamente na preparação de certas cirurgias cardíacas, o cateterismo cardíaco é o único exame que permite, ao cirurgião, obter a informação necessária.

É o caso das lesões das artérias coronárias e de algumas doenças das válvulas cardíacas que, para serem abordadas cirurgicamente, têm que ser conhecidas em detalhe previamente. O mesmo acontece com alguns problemas do coração (cardiopatias) congénitos em que só o cateterismo cardíaco permite obter toda a informação necessária ao cirurgião para corrigir o que a natureza fez nascer de forma errada.

Como interpretar os resultados

Para algumas situações, nomeadamente na preparação de certas cirurgias cardíacas, o cateterismo cardíaco é o único exame que permite, ao cirurgião, obter a informação necessária.

É o caso das lesões das artérias coronárias e de algumas doenças das válvulas cardíacas que, para serem abordadas cirurgicamente, têm que ser conhecidas em detalhe previamente. O mesmo acontece com alguns problemas do coração (cardiopatias) congénitos em que só o cateterismo cardíaco permite obter toda a informação necessária ao cirurgião para corrigir o que a natureza fez nascer de forma errada.

Fonte: www.millenniumbcp.pt

Cateterismo Cardíaco

Você sabe o que é CATETERISMO CARDÍACO?

A desinformação gera ansiedade e falsas idéias a respeito do que não se conhece. O objetivo deste manual é trazer ao paciente esclarecimentos a respeito do cateterismo cardíaco, exame solicitado pelo médico, com a finalidade de esclarecer e estabelecer de forma segura, o melhor tratamento para os sintomas ou para as alterações nos exames. Isso significa, que o cateterismo cardíaco pode revelar-se normal ou com pequenas alterações, que não necessitam intervenção cirúrgica. Mais uma razão de otimismo.

O que é cateterismo cardíaco?

O cateterismo cardíaco é um exame realizado através de um tubo bem fino e alongado, introduzido nun vaso sangüíneo pelo braço ou pela perna e que chega até o coração. Através deste tubo ou cateter, é injetado um contraste à base de Iodo, que permite registrar nun filme uma imagem das artérias e das cavidades do coração. É importante saber que, na maioria dos casos, o cateterismo cardíaco é um exame para identificar alterações ou possíveis doenças e não uma forma de tratamento. É um exame que necessita, para sua execução, da realização de um pequeno corte no braço ou uma punção na região da virilha, com anestesia local.

Não é um exame dolorido nem muito demorado. As crianças são submetidas à anestesia geral, com a presença, durante todo o exame, de médicos anestesistas.

O cateterismo cardíaco, feito dentro das normas técnicas e em local de credibilidade, é um exame altamente seguro por ser realizado por médicos especialista, experientes e atualizados a respeito dos avanços tecnológicos e científicos.

Quando o cateterismo cardíaco é suspenso ou remarcado?

Se, no dia do exame, a pessoa apresentar-se com gripe ou resfriado, com febre ou infecção de qualquer natureza, o exame é suspenso e remarcado. Se houver problemas dermatológicos no braço ou na virilha, o cateterismo permanece suspenso até o tratamento dessas lesões. Na gravidez, a indicação do exame é submetida a uma junta médica que analisará os risco e benefícios e as medidas de proteção ao feto. A pessoa que usa anticoagulantes como Marcoumar, Marevan, Dindevan ou outros, precisa realizar exames de controle de sangramento antes do cateterismo e, dependendo dos resultados analisados pelo médico, o exame será liberado. É necessário comunicar a enfermagem ou ao médico, se a pessoa é alérgica a qualquer medicamento como Penicilina, Antibióticos, Mertiolate, Iodo ou a esparadrapos e outros materiais.

Informações sobre a realização do cateterismo cardíaco

O exame é feito numa sala especial equipada com aparelhos de raio-X, monitores de eletrocardiograma e pressão instrumental cirúrgico e uma pequena farmácia contendo medicação e material necessário para o atendimento, durante o cateterismo. A sala de exames é mantida sob recomendada higiene e dentro dos padrões técnicos convencionais. A duração do exame é de aproximadamente uma hora, entretanto, em algumas circunstâncias, poderá ser um pouco mais longa.

A duração do exame não está relacionada à gravidade de uma possível doença mas, sim, à necessidade de conseguir uma ampla documentação do procedimento. Ao final de alguns exames, ima maior quantidade de contraste será injetada e isto dará uma sensação rápida de calor pelo corpo, o que é perfeitamente suportável. Por fim, após a retirada do cateter, é feita a sutura ou a compressão no local.

Como proceder após o exame?

O braço cateterizado não deve ser dobrado por cerca de duas horas, após o procedimento, devendo, entretanto, a mão ser aberta e fechada, várias vezes, durante esse período. Caso o exame tenha sido realizado pela virilha, não dobrar a perna pelas quatro horas seguintes. Não hesite em comunicar qualquer anormalidade À enfermagem. O paciente deve ingerir líquidos à vontade, tendo uma primeira refeição leve. Não suspender a medicação usada anteriormente ao exame, salvo por orientação médica. Manter o local da incisão limpo, lavando-o com água e sabão comum, no mínimo uma vez ao dia. O uso de curativo fechado é recomendado por apenas dois dias, depois o paciente pode deixar a incisão descoberta e com anti-séptico. Quando feito no braço, os pontos serão retirados, em média, sete dias após. Ao obter o resultado do exame, o paciente deve solicitar o parecer de seu médico. Deve-se evitar interpretações leigas.

Cateterismo cardíaco em crianças

Assim como os adultos, as crianças sofrem de doenças cardíacas. A maioria delas são denominadas cardiopatias congênitas. Os cuidados, durante o exame, são mais rigorosos do que nos adultos. Em geral, a criança é internada na véspera, para exames complementares e ser minuciosamente examinada por um pediatra. A criança é mantida em jejum por cinco horas, recebendo, então anestesia geral. Durante a anestesia, a sonda ou o cateter que vai explorar o coração é introduzido na virilha, região onde os vasos são mais calibrosos, sem necessidade de corte com bisturi. A introdução da sonda é feita por punção e não por corte. Após o exame a criança permanece na UTI por algumas horas, até que esteja acordada, retornando depois aos cuidados de seus pais. Os médicos especialistas e experientes, realizam esse exame em crianças de qualquer idade mesmo nos primeiros dias de vida, se necessário.

Fonte: www.emcor.com.br

Cateterismo Cardíaco

O que é cateterismo cardíaco?

O cateterismo cardíaco é um método diagnóstico pelo qual se introduz um cateter em um vaso sanguíneo para se chegar ao coração. O cateter pode ser introduzido por uma artéria ou veia, de acordo com a informação que se necessita, apartir da perna(virilha) ou do braço. Para determinar se existem bloqueios ou estreitamentos nas artérias coronárias(as artérias do coração) e também para verificar com precisão como estão funcionando as válvulas cardíacas e o músculo cardíaco, injeta-se contraste através do cateter. O médico acompanha todo o procedimento através de televisores que são colocados em sua frente.

Como é realizado o cateterismo cardíaco?

O cateterismo cardíaco é realizado em uma sala que contém uma “cama” onde o paciente se deita, é coberto por lençóis, e coloca seu braço direito para o lado onde estará o médico que realizará o exame.

Que tipo de anestesia é utilizada ?

É realizada então anestesia local na prega interna do cotovelo, onde é feito um pequeno corte para a introdução do cateter (sonda) que será colocado nas artérias para suas visualizações.

É muito doloroso?

O exame normalmente não é doloroso. O que se sente é a picada da agulha na pele para anestesia local e ao final do mesmo sente-se um calor fugaz pelo corpo (que desaparece rapidamente).

O risco é muito elevado?

O risco do cateterismo é mínimo. O que pode ocorrer são algumas arritmias durante o exame ou dores no peito quando o paciente já apresenta “problemas“ cardiológicos avançados, mas que podem ser prontamente corrigidos pelo médico.

Ocorre algum tipo de reação durante ou após a realização do exame?

Alguns pacientes podem apresentar reação alérgica ao contraste utilizado durante o exame, por isso é importante que você nos avise se é alérgico à Iodo, ou se já apresentou alguma reação quando realizou algum exame do tipo: urografia excretora, tomografia computadorizada com contraste,etc.,para tomarmos as devidas precauções.

É necessário ficar internado após o mesmo?

Após o exame você ficará em repouso, e não deverá flexionar o braço cateterizado durante 3 horas. Posteriormente um médico virá orientá-lo quanto a sua alta hospitalar.

Devo suspender minha medicação para a sua realização?

Quando o exame é realizado pela perna, a anestesia também é local, agora na região da “virilha” e executado da mesma maneira que o anterior.

Apenas o repouso é um pouco mais prolongado: você deverá permanecer deitado por 4 a 6 horas após o término do mesmo. Apesar do jejum, mantenha sua medicação de rotina, exceto aquelas que podem provocar sangramentos, ou alterações importantes da Diabetes.

Fonte: www.bpmangione.com.br

Cateterismo Cardíaco

O Cateterismo Cardíaco é um procedimento realizado com o objetivo de diagnosticar e/ou tratar inúmeras patologias cardíacas. Através deste é possível avaliar a função do coração, a anatomia das artérias coronárias, presença de placas de gordura (estenose) nas artérias, alterações no funcionamento das válvulas cardíacas, presença de patologias congênitas e avaliar as pressões e oximetrias que permitem o cálculo de diversos parâmetros hemodinâmicos.

O procedimento é realizado no laboratório de Hemodinâmica pelo médico Cardiologista Hemodinamicista o qual conta com equipe de enfermagem especializada para auxiliá-lo. O cateterismo cardíaco consiste na punção ou dissecção de uma veia e/ou artéria periférica onde se introduz um tubo fino e flexível chamado de cateter sendo que este é guiado até o coração para que se possa analisar e/ou tratar os problemas detectados. É considerado um procedimento de baixo risco.

O QUE É ANGIOPLASTIA CORONÁRIA?

As artérias coronárias são os vasos responsáveis pelo fornecimento de sangue, oxigênio e nutrientes para o músculo cardíaco. Quando as artérias coronárias apresentam obstrução por placas de gordura há uma dificuldade na passagem do sangue o que pode provocar dor no peito (angina pectoris) e/ou infarto agudo do miocárdio. A angioplastia é uma técnica realizada com o objetivo de desobstruir uma ou mais artérias do coração. Para isto utiliza-se um cateter balão ( cateter com um minúsculo balão na extremidade ) que atinge o ponto de estenose da artéria coronária e através da insuflação deste é capaz de desobstruir o vaso facilitando ou normalizando o fluxo de sangue naquele local.

Outra técnica que pode ser utilizada adicionalmente à angioplastia com cateter balão é o implante de uma endoprótese vascular chamada de Stent. Este assemelha-se a uma "mola metálica" que é liberada no local da obstrução coronária e contribui para melhorar os resultados obtidos com o cateter balão. Cabe lembrar que a angioplastia pode ser realizada com ou sem o implante do Stent, cabendo ao médico esta decisão.

Veja abaixo o passo a passo esquemático da utilização do stent:

Cateterismo Cardíaco
Artéria coronária com um depósito de gordura.

Cateterismo Cardíaco
Stent sendo liberado no local da obstrução

Cateterismo Cardíaco
Artéria coronária com um depósito de gordura. Stent sendo liberado no local da obstrução. Resultado final do procedimento.

O QUE É ULTRA-SOM INTRACORONÁRIO?

O cateterismo cardíaco permite avaliar entre outras doenças uma das mais prevalentes que é a doença arterial coronária ( DAC ). Esta doença leva à obstrução das artérias que levam sangue, oxigênio e nutrientes à musculatura cardíaca. Além disso a DAC pode levar o paciente a apresentar infarto agudo do miocárdio que é causado pela completa obstrução de uma das artérias do coração. A despeito de todas as consideráveis informações obtidas através da angiografia coronária esclarecendo aspectos da placa de ateroma ( placa de gordura ) que leva ao estreitamento ( estenose ) das artérias coronárias estas informações frequentemente são incompletas.

A utilização do ultra-som intracoronário na avaliação da doença coronária proporciona a visualização de cortes tomográficos da artéria fornecendo informações adicionais como detalhes da morfologia da placa de ateroma , presença de cálcio, percentual (em área) de estenose e informações sobre a parede do vaso e principalmente permite otimizar o tratamento realizado através da angioplastia coronária quando se utiliza um cateter balão para desobstruir as artérias do coração. Nos últimos anos o tratamento da DAC foi otimizado através da utilização dos "stents" que são estruturas tubulares de aço inoxidável (em sua maioria) implantadas através de cateter para desobstruir as artérias e melhorar os resultados a médio e longo prazo. A utilização do ultra-som intracoronário durante a angioplastia contribui para otimização dos resultados da angioplastia coronária com ou sem "stents".

O setor de Hemodinâmica do Hospital Santa Isabel está equipado com um aparelho de ultra-som intracoronário ENDOSONICS que está sendo utilizado em casos selecionados de pacientes submetidos à angioplastia coronária.

O QUE É VALVOPLASTIA COM CATETER BALÃO?

As válvulas cardíacas regulam a passagem de sague através das várias câmaras do coração e podem ser acometidas por algumas doenças como estenose (obstrução) ou insuficiência. A Valvoplastia com Cateter Balão é um tipo de cateterismo terapêutico que tem como objetivo promover uma diminuição do grau de estenose (obstrução) de uma válvula cardíaca . Isto é conseguido posicionando-se e insuflando-se o cateter-balão ao nível da válvula obstruída melhorando, assim, a passagem de sangue naquele local.

Fonte: www.digicardio.com.br

Cateterismo Cardíaco

O cateterismo cardíaco ou cineangiografia coronária, é um procedimento diagnóstico invasivo, isto é, será necessário que um tubo (cateter) seja introduzido até o seu coração. Este procedimento visa conhecer qual é a condição de irrigação das artérias coronarianas, se existem obstruções e qual o grau destas obstruções.

Para fazer este exame, um médico especialista, tendo a suspeita de doença coronariana, solicitará a realização do exame. Não são todos os hospitais que têm a estrutura adequada para realizar este exame. É preciso ter um serviço chamado de Hemodinâmica.

Neste setor existem salas com equipamentos especiais que permitem a monitorização de seus batimentos cardíacos e a verificação de sua pressão arterial durante o procedimento, além dos equipamentos necessários para a realização do exame, que são: um sistema de filmagem, um sistema de radioscopia (visibilização através de raios x). O médico que irá realizar o procedimento é um especialista, usará máscara, luvas e avental esterelizado, quer dizer, livre de contaminação. Neste caso você não deverá tocar no material que for esterelizado,isto é, os campos (panos) por onde serão colocados os materiais utilizados durante o procedimento.

Como é Feito o Exame?

O paciente ficará deitado numa mesa cirúrgica. A seguir é feita uma anestesia local na face interna da articulação do braço direito (Rota 1) ou pode ser na região inguinal (Rota 2). Depois de feita a anestesia, o médico faz um pequeno corte no local anestesiado até visualizar a artéria braquial. Nesta artéria será colocado e empurrado um tubinho até o coração. Por dentro deste tubo será injetado um líquido chamado de contraste. Quando este líquido é injetado, o especialista aciona o sistema de radioscopia, o que permite que ele visualize a posição do tubo dentro do coração do paciente. A seguir o tubo é manipulado até que ele entre na abertura da artéria coronária esquerda ou direita. Chegando o tubo a esta posição, mais uma vez o contraste é injetado, sendo possível a visualização da circulação coronariana. É desta forma que o médico vê as condições de irrigação das artérias coronarianas. Neste momento, o médico também acionará um sistema de filmagem, selecionando as melhores tomadas. Este filme será entregue ao cardiologista que solicitou o exame, a fim de que o diagnóstico seja feito com precisão.

Cuidados Após o Exame

O paciente deverá ficar algumas horas em repouso no próprio hospital onde realizou o exame. É importante manter repouso por aproximadamente 4 horas. O braço do paciente não deve ser dobrado, mas poderá mexer com a mão. O paciente deve comunicar se tiver dor no local, aliás, isto será normal assim que o efeito da anestesia passar. Depois que o jejum for suspenso, o paciente deverá beber bastante água a fim de eliminar o contraste que foi injetado em seu sangue.

O paciente ou familiar devem observar se a quantidade de urina é correspondente com água que tomou.

O curativo no braço do paciente deverá ficar fechado porque normalmente ocorre algum sangramento. Isto se deve ao fato de que uma pequena quantidade de antigoagulante foi injetada na corrente sanguínea. O sangramento excessivo deve ser comunicado por quem estiver ao lado do paciente. Nos dias seguintes, pode ser que o braço fique inchado ou com hematoma. No caso, o serviço de hemodinâmica fornecerá a orientação necessária. Os pontos cirúrgicos são retirados depois de 7 dias no consultório médico ou no hospital.

Fonte: www.unifesp.br

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