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Caule



 

Sarmentoso

Que se agarra por gavinhas; prostrado, preso ao solo com raízes apenas em um ponto. Ex.: abóbora, maracujá.

Caule

Caule rastejante estolonífero: com eixos caulinares rastejantes que emitem raízes nos nós, fixando-se ao solo em mais de um ponto.É o caso do morangueiro. O rizoma rasteiro do morangueiro, que está dentro do solo, vai emitindo para fora do solo as folhas e as pequenas hastes em cuja ponta estão as flores.

O rizoma emite pequenos conjuntos de folhas que rastejam sobre o solo e, em seus nós, ele emite raízes adventícias que se multiplicam e assim a planta também se reproduz por via vegetativa. O segmento entre dois nós com suas raízes adventícias denomina-se estolão.

Caule

Cladódio

Caule típico das xerófitas, plantas de solos secos, que assume a função fotossintetizante das folhas que estão transformadas em espinhos, com redução da transpiração; capaz de acumular amido em leucoplastos e água em grandes vacúolos.

Ex.: cactus, carqueja, fita-de-moça (filocládio).

Caule

Rizóforo

Eixo caulinar com crescimento geotrópico positivo, portador de raízes adventícias que podem auxiliar na sustentação ou estabilização da planta.

Ex.: Rhizophora.

Caule

Caules subterrâneos

Rizoma

Caule subterrâneo dotado de nós e entrenós com folhas reduzidas a escamas. Pode dispor-se no subsolo na direção vertical ou oblíqua mas geralmente é paralelo à superfície .

Ex: copo-de-leite, bananeiras e samambaias;

Tubérculo

Caule subterrâneo com crescimento limitado, falta de raízes ,com duração limitada a um ou dois períodos vegetativos subseqüentes e nítidas gemas na sua superfície.

Ex: rabanete, batata-inglesa;

Caule

Bulbo

Caule subterrâneo que geralmente contêm substâncias de reserva, revestido por folhas modificadas denominadas catáfilas que revestem ao prato onde encontramos a gema que originará às raízes e as folhas aéreas.

Ex: cebola, alho, tulipa e narcisos.

Caule

Fonte: www.marcobueno.net

Caule


CARACTERÍSTICAS GERAIS

Duração

O caule tem duração do sistema radicular da planta a que pertence; podendo ser anual (um ano), bienal (dois anos), perene ou vivaz (muitos anos).

Dimensões

As dimensões variam desde milímetros, em Wolffia arrhiza (família Lemnaceae), até várias dezenas de metros de altura nos Eucalyptus da Austrália, figurando entre os mais altos do mundo o exemplar existente em Marysville, com 92 meros, o das proximidades de Melbourne com 99,45 m de altura e 7,80 m de circunferência. Entretanto, as mais altas árvores da flora mundial são as famosas Sequóias da Sierra Nevada, Califórnia, onde um exemplar de Sequóia gigante alcançou 100m de altura de 12m de diâmetro.

Fácil é imaginar variação de dimensões entre os limites mencionados. Todavia, podemos, de um modo geral, considerar os caules quanto à altura em: gigantescos, grandes, médios, pequenos e bem reduzidos. Atingem também, dezenas de metros, porém, em comprimento, porém menor que os numerosos sarmentos, lianas ou cipós, trepadeiras lenhosas, das nossas matas (brasileiras). Nas selvas tropicais, algumas lianas medem mais de 300 metro de comprimento.

Consistência

A consistência dos caules depende da natureza dos tecidos que os compõem, podendo ser:

1- Herbácea

Quando prevalecem tecidos tenros, portanto moles, mais ou menos suculentos, frágeis, e comunente verdes, como no tomateiro (Lycopersicon esculentum), Aboboreira (Cucurbita pepo e Cucurbita moschata), couve (Brassica oleracea var. acephala).

2 - Lenhosa

Com predominância de tecidos lenhosos que tornam o caule rijo e resistentes, como no caule das árvores em geral. Entre os caules lenhosos e os herbáceos existem termos de transição, conforme se aproxima de um ou de outro tipo, serão respectivamente sublenhosos e subherbáceos.

3 - Carnosa ou Suculenta

Quando o caule é volumoso, porém tenro e constituído de tecidos ricos em água.

Podemos considerar ainda os caules e ocos ou fistulosos, que possuem um canal medular de diâmetro grande, quando comparado com a respectiva secção transversal e os caules medulosos, quando conservam seu tecido medular. Por outro lado, os caules chamados maciços ou compactos possuem medula reduzida.

Forma e seção

Dentre os numerosos exemplos, destacaremos os principais tipos de caules do ponto de vista da forma e da sua secção transversal:

1- Cilíndrico

Quando possui a forma de um cilindro reto, como nos bambus (Bambusa sp.), cana-de-açúcar (Saccharum officinarum), tamareira (Phoenix dactylifera), perobeira (Aspidossperma polyneuron). A seção transversal destes caules é circular.

2 - Prismático

Quando possui a forma de um prisma regular podendo ser: triangular como no maracujá-açú (Plassiflora alata); quadrangular, como no cóleo (Coleus sp.) e outras Labiadas. As secções transversais são respectivamente triangular e quadrangular.

3 - Cladódios

São os caules formados por ramos longos, achatados à maneira de folhas, que se estreitam nos pontos de ligação, como na figueira-da-índia ou palmatória (Opuntia ficus-indica), e a fita-de-moça ou solitária (Muehlenbechia platyclada). Os filocládios diferem dos cladódios, porque são ramos curtos, de crescimento limitado e também semelhantes a folhas, como no espargo (Asparagus officinalis), no melindre (Asparagus plumosus) as secções transversais são elípticas.

4 - Cônicos

Quando tem a forma de um cone, sendo comum na maioria das árvores, e possuem secção transversal circular.

5 - Globoso

Quando arredondado como no Echinocactus e na couve-rabano (Brassica oleracea var. gongylodes),cuja secção transversal é circular.

6 - Fusiforme

Quando engrossado na região mediana e por isso também chamado barrigudo, como o caule da paineira (Chorisia speciosa). A secção transversal é circular.

7 - Alado

Quando por supressão das folhas, o caule produz expansões aliformes, como na carqueja (Baccharis genis telloides).

8 - Anômalo

Quando a forma do caule não se acha compreendida entre os tipos já mencionados, ocorrendo entre os seguintes cipós: cipó-escada (Bauhinia sarmentosa) e cipó-mil-homens (Aristochia brasiliensis). A forma da secção transversal depende da forma do cipó.

Superfície

De acordo com o aspecto da sua superfície, os caules podem ser :

1 - Liso ou glabro

Quando a superfície do caule não apresenta rugosidade, como na goiabeira (Psidium goajava), no Eucalyptus citriodora e na beldroega (Portulaca oleracea).

2 - Rugoso

Quando apresenta saliências e sulcos irregularmente dispostas, como na mangueira (Mangifera indica), jaqueira (Artocarpus integrifolia).

3 - Sulcado

Quando possui sulcos profundos ao longo da superfície, como no cipó-de-rêgo (Bignonia sarmentosa).

4 - Gretado

Quando apresenta fendas irregulares na superfície como na cajazeira (Spondias sp.).

5 - Pulverulento ou Farinoso

Quando coberto de pó semelhante a farinha, como na jurubeba (Solanum paniculatum) e em outras Solanáceas.

6 - Glauco ou Cerífero

Quando coberto por uma tênue camada de cêra, como na couve, repolho (Brassica oloracea var. capitata)e outras crucíferas cultivadas.

7 - Suberoso

Quando revestido de súber ou cortiça, como no sobreiro ou árvore - da - cortiça (Quercus suber), na árvore - do - óleo - de - cajeput (Melaleuca Leucadrendron) e no cipó-mil-homnes.

8 - Tuberculoso

Quando coberto de tubérculos, como na Testudinaria elephantipes, planta da África.

Indumento

O indumento que reveste a epiderme caulinar pode apresentar-se com vários aspectos e sua distribuição na planta pode ser geral ou localizar-se nas partes jovens do vegetal, como na base dos entre-nós, dos nós, no interior das estrias, sulcos ou caneluras.

De um modo geral, o indumento ocorre tanto na epiderme caulinar como na foliar, portanto, no corpo primário da planta. Com a estrutura secundária, a epiderme caulinar é substituída pela periderme, o mesmo não acontece com as folhas, que por essa razão elas conservam o seu indumento.

Em face do exposto, o indumento será apreciado no estudo das folhas.

Armadura

Os caules providos de defesas são denominados armados, podendo ser:

1 - Espinhoso ou espinífero, quando armado de espinhos.

Os espinhos são formações afiladas, que terminam em ponta, ricos de tecidos de sustentação, daí a rigidez que possuem; podem ser ramificados ou simples e se produzem ou por transformação de folhas ou de suas partes, como no Berberis vulgaris, nas cactáceas ou podem ser transformações de brotos dando origem aos espinhos caulinares, como nos citros,., no joazeiro (Zisyphus jaozeiro),no pilriteiro (Crataegus sp.). Mais raramente temos os espinhos radicais, oriundos de raízes transformadas, intensamente lignificados, como os que nascem do caule da palmeira Acanthorrhiza e na rubiáceas epífita Myremecodia echinata.

2- Aculeados quando possuem acúleos, isto é, excrescências epidétmocas, funda no vegetal, como na roseira, na beringela ( Solanum melongena) na jurubeba e na paineira ou barriguda.

Cor

A coloração do caule depende da idade, da espécie ou da variedade da planta a que ele pertence. A coloração verde é mais comum, principalmente quando a planta é jovem e, nas plantas herbáceas, como aboboreiras, tomateiro, couves e em alguns arbustos e árvores, como o guapuruvú (Schizolobium excelsum). Fora o verde, ocorrem as colorações acinzentadas - palmeira-real e imperial; arroxeada ou avermelhada - trapoeraba ( Zebrina pendula ) , certos " culvivars " de quiabeiro (Hibiscus esculentus), vinagreira (Hibiscus sabdariffa); verde passando a pardo-pau-mulato (Calicophyllum spruceanum). Nas árvores em geral o caule pode ser marrom claro, cinzento, pardacento, etc..

Cumpre acrescentar que a coloração normal do caule pode ser afetada pela presença de vegetação epífita, composta de certas espécies da algas, liquens e musgos.

Sistema de Ramificação

Em muitas plantas, como nas Monocotiledôneas, o caule normalmente não se ramifica, como exemplificam as palmeiras em suas grande maioria. Entretanto, na generalidade dos vegetais Dicotiledôneas, a ramificação caulinar obedece as leis da simetria. Em muitas Monocotiledôneas, segundo alguns autores, não há formação de ramos porque a gema terminal possui grande atividade e utiliza as substâncias nutritivas disponíveis, ao benefício do crescimento longitudinal da planta. Todavia, as dracenas, os coqueiro-de-vênus (Cordyline sp.) e pinhão-de-madagascar (Pandanus utilis),e outras fazem exceção e habitualmente se ramificam. A ramificação no pinhão-de-mandagáscar é por dicotomia.

Entre as Dicotiledôneas encontramos o mamoeiro, cujo caule é geralmente simples, entretanto, podemos provocar a sua ramificação suprimindo a gema terminal ou então seciona-la longitudinalmente. Os ramos provêm do desenvolvimento dos gomos ou gemas; estas podem se achar localizada nas axilas das folhas ou fora delas, recebendo as denominações de axilares ou extra-axilares, respectivamente.

Distinguimos para os caules dois tipos de ramificação:

Dicotômica - na ramificação dicotômica (dicótomo, dividido em dois), a gema terminal ou apical bifurca-se constituindo dois vértices de crescimento equivalente e que produzirão dois ramos os quais, por seu turno quando desenvolvidos apresentarão também a gema terminal bifurcada, resultando mais dois ramos e assim sucessivamente. A dicotomia é então chamada bípara, encontra-se na licopódio (Lycopodium clavatum ) e no Jasmim-manga (Plumeria lutea).pode ocorrer que uma das gemas se desenvolva e a outra não, resultando apenas um ramo. Quanto as algas não produzirem caules, mas sim talos estes podem também dividir por dicotomia, como na Dictyota dichotoma.

Lateral - a ramificação lateral provém do desenvolvimento das gemas axilares e comporta, por sua vez, dois sistemas fundamentais:

Monopodial ou indefinido.

Simpodial ou definido.

Fonte: orbita.starmedia.com

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