A- Tronco
Lenhoso, com desenvolvimento maior na base. É o caule da maioria das árvores. Algumas apresentam tronco suculento, como as paineiras (Chorisia spp) o baobá (Adansonia sp) e a barriguda (Cavanillesia arborea).
B - Estipe
Geralmente cilíndrico, pode se desenvolver muito, mas não se ramifica; termina com um tufo de folhas. Ex.: palmeiras e Pandanus (Pandanaceae).
C- Haste
Caule ereto, delicado.
Ex.: maioria das ervas.
D- Colmo
Com nós e internós bem evidentes, geralmente com folhas desde a base.
Ex.: cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) e milho (Zea mays), colmos cheios e bambu (Bambusa spp), colmos ocos.
E- Caule volúvel
Se enrola a um suporte.
Ex.: cipós e trepadeiras; pode ser dextroso (quando, ao passar por trás de um suporte, se dirige para a direita) ou sinistroso (idem, para a esquerda).
F- Estolho
Rastejante, apresentando gemas e raízes em cada nó; pode se reproduzir vegetativamente.
Ex.: morango (Fragaria vesca). Alguns podem subir em substratos, através de raízes grampiformes ou gavinhas, como a hera (Hedera helix).
G- Sarmento ou caule prostrado
Apresentam raízes num único ponto e são rastejantes. Alguns podem subir em suportes, enrolando-se neles, ou formando gavinhas que se enrolam.
Ex.: chuchu (Sechium vulgare), (Aristolochia).
H- Cladódio
Caules que assumem o aspecto de folhas quando elas faltam, realizando fotossíntese e agindo como órgão de reserva de água.
Ex.: cactos (Cactaceae), fita-de-moça (Muehlenbeckia platyclada), carqueja (Baccharis sp).
I - Filocládio
Idem ao cladódio, mas com crescimento determinado.
Ex: Ruscus (Liliaceae).
J- Rizóforo
Produzido por algumas plantas, além de seu eixo caulinar normal. Durante muito tempo, essas estruturas foram citadas como raízes de suporte; sua estrutura anatômica caulinar foi comprovada por Menezes (1993).
Apenas nas extremidades, esses órgãos produzem raízes adventícias; constituem um eficiente sistema de sustentação, em ambientes alagadiços.
Ex.: Rhizophora mangle.
A- Rizoma
Com crescimento horizontal, produz ramos aéreos ou folhas. Possui crescimento simpodial, como a espada-de-São-Jorge (Sanseviera) ou monopodial, como em Hidrocotyle (Umbelliferae).
B- cormo
Espessado e comprimido verticalmente, geralmente envolvido por catáfilos secos; é a base enlarguecida de um caule.
Ex.: Palma-de-Santa-Rita (Gradiolus sp). Aqui, as reservas estão no próprio eixo caulinar.
C- Tubérculo
É a porção terminal enlarguecida de ramos caulinares longos e finos.
Ex.: batata-inglesa (Solanum tuberosum).
D- Bulbo
Sistema caulinar comprimido verticalmente, onde o caule propriamente dito é reduzido a um "disco" basal do qual saem muitos catáfilos, os mais internos suculentos.
Ex.: cebola, alho (Allium cepa, A. sativus). As reservas estão nos catáfilos.
E- Xilopódio
Geralmente lignificados, resistentes e ricos em substâncias de reserva.
Com estrutura anatômica duvidosa, talvez formado parcialmente por caule e raiz.
Comum em espécies de cerrado e campos; após a seca ou queimada, deles rebrotam as folhas e flores.
A- Espinhos
São transformações com função de defesa.
Ex.: limoeiro (Citrus sp). Os acúleos (roseira, paineira), não são espinhos, mas sim projeções epidérmicas, sem vascularização.
B- Gavinhas
Servem como suporte e fixação para trepadeiras; são sensíveis ao contato e por isso, se enrolam.
Ex.: maracujá (Passiflora spp).
C- Domácias
Quaisquer modificações estruturais do caule (ou da folha), que permitam o alojamento regular de animais.
Ex.: O caule fistuloso (oco) da embaúba (Cecropia) é habitado por formigas.
Surgimento da medula, a partir dos macrófilos (folhas com sistema comdutor desenvolvido):
A medula é um composta por um tecido com células de paredes delgadas, o parênquima que, durante a evolução, preencheu a lacuna deixada pelas células que emergiram para formar os macrófilos.

