Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Caule - Página 30  Voltar

Caule

Distribuição dos feixes vasculares

A) Em monocotiledôneas

Atactostélica - de um modo geral, mantêm a estrutura primária por toda a vida

B) Em dicotiledôneas e gimnospermas

Feixes organizados em cilindro.

O caule em estrutura primária apresenta epiderme, sistema fundamental (parênquimas cortical e medular) e sistema vascular. Em caules jovens, a epiderme caulinar apresenta estômatos.

O periciclo é a camada mais externa do sistema vascular e nem sempre é facilmente detectado no caule.

Quando a planta cresce em espessura surge, além do câmbio fascicular (que forma tecidos vasculares secundários), uma parte do câmbio originada pelo periciclo: é o câmbio interfascicular, o qual forma os raios parenquimáticos, que fazem parte do chamado sistema horizontal do xilema secundário.

Com o desenvolvimento do cilindro central, a epiderme tende a ser substituída pela periderme.

Variações

Em muitas famílias de dicotiledôneas, como Cucurbitaceae e Solanaceae, por exemplo, parte do floema ocorre internamente ao xilema constituindo o floema incluso.

Caule

O caule da aboboreira apresenta feixes individuais, com floema em ambos os lados, e o feixe é chamado bicolateral anficrival; quando o xilema ocupa os dois lados do feixe, esse é chamado anfivasal.

Em plantas efêmeras, como as Cucurbitaceae (abóbora, por exemplo), não há necessidade de muitos tecidos de sustentação, e o crescimento secundário é restrito ao feixe vascular.

Obs.: para toda regra, há exceções, a Bouganvillea (primavera), por exemplo, apresenta feixes com a mesma distribuição das monocotiledôneas. Quanto ao xilema, em algumas madeiras pode-se distingüir o cerne, um xilema interno, muitas vezes inativo e morto, colorido por gomas, taninos, resinas, etc. do alburno, um xilema secundário externo ativo, com células parenquimáticas vivas

Caule.

Periderme

No caule, o tecido que origina a periderme, o felogênio, surge superficialmente, abaixo ou na própria epiderme e suas células se dividem periclinalmente.

Em algumas plantas, podem surgir vários felogênios, e blocos de tecido, geralmente floema secundário, ficam isolados entre as peridermes. Esse conjunto costuma ser chamado de ritidoma. A casca compreende os vários tecidos externos ao cilindro vascular; podem surgir lenticelas, para auxiliar nas trocas gasosas.

FOLHAS

Principais órgãos responsáveis pela elaboração de elementos orgânicos, em presença de luz (fotossíntese).

As moléculas de clorofila fixam a energia luminosa, utilizada para a elaboração de compostos orgânicos, a partir de compostos inorgânicos simples, como H2O e CO2. Seu formato pode ser extremamente variável e está associado a uma boa captação de luz. Originam-se a partir dos primórdios foliares na região meristemática caulinar.

A- Morfologia externa

1. Constituição básica

A- Limbo ou lâmina foliar

Superfície geralmente achatada, adaptada à captação de luz e CO2; liso ou recoberto de pêlos, cera, espinhos, etc; inteiro ou partido em folíolos, como nas folhas de Bauhinia, a pata de vaca, ou pode ser pinado (imparipinado ou paripinado); as bordas podem ser lisas, denteadas, incisas, crenadas, etc;

B- pecíolo

Geralmente cilíndrico, une o limbo ao caule através da base; pode estar preso à base ou ao meio do limbo (folha peltada). Folhas que não possuem pecíolo são chamadas sésseis.

C- base

Parte terminal do pecíolo; pode ser simples ou constituir uma bainha (folhas de milho). A bainha é freqüente nas monocotiledôneas e rara nas dicotiledôneas.

D- estípulas

Emitidas, às vezes, pela base foliar.

Ex.: no café - Coffea arabica, encontram-se estípulas interpeciolares; um bom caráter taxonômico para a identificação da família Rubiaceae.

Na ervilha, as estípulas são muito desenvolvidas e chegam a ser confundidas com folhas. Na falsa-seringueira (Ficus elástica), protegem a gema terminal; caracterizando a família Moraceae.

A união de duas estípulas pode formar a ócrea, uma estrutura que ocorre principalmente na família Poligonaceae, envolvendo o caule.

2- Nervação do limbo

Nervuras

Formam o esqueleto de sustentação do limbo.

A classificação abaixo é de Hickey (1973):

1- Pinada (ou peninérvea)

Uma única nervura principal origina as outras. 3 tipos: a- craspedródoma - na qual as nervuras secundárias terminam na margem; b- camptódroma - na qual as nervuras secundárias não terminam na margem; c- hifódroma (uninérvea) - na qual só existe a nervura primária.

2- Actinódroma (ou palmatinérvea)

Três ou mais nervuras principais divergem do mesmo ponto.

3- Acródoma (ou curvinérvea)

Duas ou mais nervuras principais ou secundárias formam arcos recurvados na base e convergentes no ápice da folha.

4- Campilódroma

Onde muitas nervuras principais ou secundárias se originam num mesmo ponto e formam arcos muito recurvados, que convergem no ápice.

5- Paralelódroma (ou paralelinérvea)

Duas ou mais nervuras principais se originam paralelamente na base e convergem no ápice.

3. Ocorrências foliares

Caule

A - Heterofilia

Presença de mais de um tipo de folha na mesma planta.

Ex.: feijão - Phaseolus vulgaris, (Leguminosae), onde o primeiro par de folhas é simples e o restante é trifoliolado.

B- Anisofilia

Diferentes tipos de folhas numa mesma altura do caule.

Ex.: Selaginella.

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal