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Caule

4. Modificações foliares

A - Cotilédones

Primeiras folhas embrionárias; podem acumular reservas (feijão) ou servir como órgão de transferência de reservas do albúmen para o embrião (mamona - Ricinus communis).

B- Catáfilos (ou escamas)

Modificações da porção basal da folha, sem a parte superior; protegem as gemas (palma-de-Santa-Rita - Gladiolus) ou acumulam substâncias nutritivas (cebola - Allium cepa).

C- espinhos

Possuem sistema vascular (figo-da-Índia - Opuntia - Cactaceae).

Caule

Caule

C- Espinhos

Com função de defesa e economia hídrica.

D- gavinhas

Possuem tigmotropismo (enrolam-se a suportes). Ex.: folíolos da ervilha.

E- brácteas ou hipsófilos

Transformações vistosas, com finalidade de atrair polinizadores. Ex.: primavera - Bouganvillea spectabilis - Nyctaginaceae.

F- filódio

Folha muito reduzida. Ex: Acacia podaliriifolia, uma leguminosa.

G- pulvino

Na base de algumas folhas; responsáveis por movimentos násticos. Ex.: dormideira - (Mimosa pudica).

H - folhas de plantas insetívoras

Formas especializadas para a captura de insetos Ex.: Drosera .

5. Filotaxia

É a maneira como as folhas se distribuem ao redor de um caule. Está relacionada com a melhor disposição para a captação de luz.

Existem três tipos básicos:

A- filotaxia oposta

Duas folhas se inserem no caule, no mesmo nível, mas em oposição (pecíolo contra pecíolo). Quando o par de folhas superior se encontra em situação cruzada com o inferior, tem-se a filotaxia oposta-cruzada ou decussada.

B- filotaxia verticilada

Três ou mais folhas se inserem no mesmo nível (obs.: em Pinus as folhas saem do mesmo ponto e a filotaxia é chamada fasciculada).

C- filotaxia alterna

As folhas se colocam em níveis diferentes no caule; nela, uma linha partindo do ponto de inserção da folha e girando ao redor do caule, depois de tocar sucessivamente os pontos de inserção, formará uma hélice.

Unindo-se as folhas alternas, teremos uma linha ortóstica:

A- Características foliares

As folhas são consideradas simples, quando o limbo é indiviso. Quando o limbo apresenta uma reentrância pronunciada, chegando quase a formar duas partes é chamado geminado. Ex.: pata-de-vaca (Bauhinia spp). As folhas são compostas quando o limbo é formado por várias partes denominadas folíolos, cada um com uma gema na base.

B: Anatomia

Sistema dérmico, sistema vascular (proveniente em sua maior parte do procâmbio) e sistema fundamental. A epiderme é revestida pela cutícula e suas células são compactadas, com estômatos em ambas as faces (folha anfiestomática), apenas na face superior ou adaxial (folha epiestomática) ou apenas na face inferior ou abaxial (folha hipoestomática). Podem ocorrer vários tipos de tricomas (pêlos).

Nas folhas, a epiderme é geralmente unisseriada, mas em seringueira (Ficus elástica) a epiderme é múltipla. O mesofilo compreende o tecido interno à epiderme e contém parênquima clorofiliano; em muitas plantas, principalmente dicotiledôneas, distingui-se dois tipos de parênquima clorofiliano: o paliçádico e o lacunoso. As células do parênquima paliçádico são alongadas e formam uma espécie de cerca, quando observadas em corte transversal.

Esse parênquima é localizado, geralmente, próximo à superfície superior da folha, mas pode ocorrer em ambos os lados, principalmente em ambientes xerofíticos, para evitar excesso de transpiração.

As células do parênquima lacunoso têm formas variadas e espaços intercelulares acentuados. Certas monocotiledôneas possuem o mesofilo homogêneo (sem distinção entre parênquima paliçádico e lacunoso).

Adaptações foliares:

A) caracteres mesomorfos

Humidade relativa alta: parênquima diferenciado em paliçádico e lacunoso (folha dorsiventral)

B) caracteres hidromorfos

Grande suprimento hídrico: redução dos tecidos de sustentação e dos vasculares, além parênquima lacunoso

C) caracteres xeromorfos

Redução da superfície externa; parênquima aqüífero. Relação forma-função: Com relação à fotossíntese, são conhecidos dois ciclos de fixação do gás carbônico: o ciclo c3, que apresenta como primeiro produto um ácido com 3 átomos de carbono (ácido fosfoglicérico) e o C4, onde o primeiro produto é o ácido málico ou o aspártico, com 4 carbonos.

As folhas das plantas c3 são geralmente dorsiventrais ou isobilaterais e a bainha dos feixes vasculares (endoderme) não é conspícua e suas células possuem poucas organelas. A grande maioria das plantas C4 apresenta anatomia "Krans" (coroa, em alemão), com uma evidente bainha dos feixes vasculares, contendo muitas organelas.

As plantas C4 ocorrem em ambientes xerofíticos e seu metabolismo é considerado mais recente que o c3.

Fonte: professores.unisanta.br

Caule

O que é?

O caule é um órgão vegetativo, geralmente aéreo, clorofilado quando jovem e aclorofilado quando adulto. As gemas são locais que dão origem ao desenvolvimento de partes vegetativas da planta, dependendo da espécie.

Suas Funções

Sustentação (= suporte) - folha, flores e frutos.

Condução de seivas bruta (xilema) e elaborada (floema).

Fotossíntese: os caules jovens e caules adultos de plantas herbáceas (que são verdes, como as folhas) são capazes de produzir seu próprio alimento, e para isso são dotados de pigmentos (clorofilas - pigmento verde) capazes de captar a energia solar e a partir de substâncias inorgânicas simples (água e gás carbônico), transformá-la em alimento orgânico.

Reserva nutritiva em alguns casos como das batatas, das cebolas, dos alhos, etc.

Suas Partes

Nó: local onde se inserem as folhas.
Entre-nó: porção entre os nós.
Gema ou broto apical (= terminal): folhas apicais em formação.
Gema ou broto lateral (= axilar): folhas laterais em formação.

Classificação do Caule

São classificados quanto ao porte em:

Herbáceos

Caules não lignificados, verdes, flexíveis e caracterizam as plantas herbáceas.

Lenhosos

Caules lignificados, rígidos, porte geralmente avantajado, caracterizam arbustos e árvores.

São classificados quanto ao meio em:

Subterrâneos ou hipógeos

Os caules subterrâneos, assim como as raízes, contêm normalmente uma grande reserva nutritiva e podem ser utilizados na alimentação humana. Desenvolvem-se, assim como as raízes, imersos na terra, sem luz solar, a exemplo das batatas (tubérculos) e das cebolas (bulbos).

Aéreos ou epígeos

Os caules aéreos são todos aqueles que crescem em sentido radial, indo em direção à luz, como os troncos das árvores.

Aquáticos ou hidróbios

Caules de plantas aquáticas.

Subterrâneos ou hipógeos

Rizomas

Caules levemente cilíndricos, que se desenvolvem paralelo ao solo, podendo emitir ramos aéreos a partir da gema apical ou das gemas laterais.

Ex.: samambaias, bananeiras e íris.

Tubérculos

Caules arredondados, hipertrofiados, que acumulam substâncias de reserva (amido). Apresentam saliências denominadas olhos ou brotos (gemas).

Ex.: batatas, cará, inhame.

Bulbos

São estruturas complexas subterrâneas, onde uma porção denominada prato, representa o caule.

O prato é envolvido por folhas modificadas, os catáfilos, suculentos, que armazenam substâncias de reserva.

Ex.: cebola, alho, lírio.

Cormos

Semelhantes aos bulbos, alguns autores os consideram bulbos maciços. São comparados aos rizomas que sofreram encurtamento. Possui catáfilos secos e bem menores que os bulbos.

Ex.: palma-de-santa-rita, açafrão.

Xilopódio

Caule típico do cerrado e nordeste, são caules hipertrofiados que armazenam água. Quando ocorre queimadas a planta tem condições de se refazer.

Ex.: maniçoba.

Aéreos ou epígeos

Eretos Normais

Tronco

Caule lenhoso e resistente

Ex.: ipês, paineiras, pinheiros, etc.

Haste

Caule geralmente verde, pouco resistente.

Ex.: margarida, copo-de-leite, etc.

Colmo

Caule lenhoso, com nós cheios (como a cana-de-açúcar) ou ocos (como o bambú), é característico das monocotiledôneas.

Estipe

Caule lenhoso, longo, não ramificado, com folhas no ápice, característicos das palmeiras (Família Arecaceae).

Eretos Modificados

Cladódios

Caules verdes e suculentos, com folhas reduzidas a espinhos ou sem folhas, que acumulam água.

Ex.:cactus.

Filocladódios ou filocládios

São cladódios achatados, são projeções do caule verde que parecem folhas.

Ex.: aspargo ornamental.

Alados

É uma haste verde com expansão alada, sem reserva.

Ex.: carqueja.

Espinhos

Formações pontiagudas originadas dos tecidos endógenos do caule, com função de proteção.

Ex.: limoeiro, laranjeira.

Gavinhas

Ramos filamentosos, herbáceos, sem folhas, que servem como elementos de fixação.

Ex.: uva.

Trepadores

Volúvel

Caule desprovido de órgãos de fixação, apenas enrolando-se em espiral quando encontra suporte. Pode ser dextrógiro , quando enrola-se para a direita, ou levógiro, quando o faz para a esquerda.

Ex.: feijão.

Sarmentoso

Caules que apresentam elementos de fixação ao longo de seu crescimento, como gavinhas (chuchu) e raízes grampiformes (hera).

Rastejantes

Prostrados ou caídos

Crescem horizontalmente ao solo por serem pouco resistentes para manterem-se eretos. Não possuem elementos de fixação ao longo do caule.

Ex.: melancias, abóboras (Cucurbitaceae).

Estoloníferos

Apresentam nós, onde se formam raízes e funciona como elemento de reprodução vegetativa.

Ex.: morangueiro, hortelã, trevinho.

Aquáticos ou hidróbios

Geralmente pouco desenvolvidos, tenros, quase sempre clorofilados, com aerênquimas, facilitando a flutuação do vegetal.

Ex.: nenúfar e plantas aquáticas em geral, exceto a vitória-régia (que não possui caule).

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

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