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Caule

Colmo

Caule geralmente ramificado e com uma nítida divisão entre nós e entrenós e com folhas desde a base.

Os colmos podem ser:

Cheios

Apresenta os entrenós com medula (fig. 6). Exemplo: cana-de-açúcar (Saccharum officinarum - Poaceae) e milho (Zea mays - Poaceae).

Caule
Figura 6 – Colmo cheio

Fistulosos (ocos)

Quase toda a medula desaparece na região dos entrenós, permanecendo apenas na região dos nós (fig. 7). Exemplo: bambu (Bambusa vulgaris - Poaceae).

Caule
Figura 7 – Colmo fistuloso

Há ainda alguns caules aéreos que não conseguem sustentar o peso da copa da planta, sendo então denominados:

Caules rastejantes

São aqueles que crescem paralelamente ao solo.

Podem ser classificados em:

Estolonífero ou estolão

Caule que cresce paralelamente à superfície do solo formando raízes adventícias e ramos aéreos em nós consecutivos, em nós intercalados ou, às vezes, vemos vários nós e entrenós sem que as raízes e ramos se formem (fig. 8).

Este tipo de caule pode servir à reprodução vegetativa da planta, e de cada nó pode desenvolver uma nova planta, que finalmente se torna independente. Exemplo: morangueiro (Fragaria vesca - Rosaceae).

Caule
Figura 8 – Rastejante do tipo estolão

Sarmentoso ou prostrado

Caule que se prende ao solo por um único ponto de fixação e cresce rastejando, sem formar outros pontos de enraizamento (fig. 9). Exemplo: abóbora (Cucurbita pepo - Cucurbitaceae).

Caule
Figura 9 – Rastejante do tipo sarmentoso

Eventualmente, um caule rastejante ao encontrar um suporte pode tornar-se trepador, subindo por meio de elementos de fixação, tais como raízes grampiformes ou gavinhas, como em hera (Hedera helix - Araliaceae) e chuchu (Sechium vulgare - Cucurbitaceae).

Caule volúvel

Caule aéreo que se enrola em um suporte (fig. 10). Os caules volúveis são dotados de irritabilidade e enrolam-se ao tocar em um suporte, podendo fazê-lo pela direita ou pela esquerda.

Se o caule volúvel, ao passar por trás do suporte, dirige-se para a direita, é chamado dextrorso. Se, no entanto, dirige-se para a esquerda, ele é chamado sinistrorso. È importante salientar que o enrolamento é constante para cada espécie. Exemplo: campainha (Ipomoea carnea, Convolvulaceae) e cipó-uva (Serjania grandifolia - Sapindaceae).

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Figura 10 – Caule volúvel

Caules subterrâneos

Podem ser considerados formas incomuns de caule, principalmente, porque uma das funções primárias do caule é a de expor as folhas à luz.

Os caules subterrâneos, geralmente, são estruturas que associam as funções de armazenamento de reservas e formas de propagação vegetativa.

Os caules servem também para garantir a vida da planta quando as partes aéreas não sobrevivem, quer pelo frio, seca ou queimada.

Os caules subterrâneos podem ser classificados em:

Rizoma

Caule mais ou menos cilíndrico, com folhas modificadas em catáfilos. O caule apresenta crescimento horizontal na superfície do solo ou levemente enterrado, mas próximo à superfície do solo, podendo ser delgado ou suculento, mas em ambos os casos, geralmente, é armazenador de substâncias (fig. 11). O rizoma apresenta todas as características de um sistema caulinar comum: nós, entrenós e gemas além de habitualmente formar raízes adventícias. Exemplo: bananeira (Musa paradisiaca, Musaceae), lírio-do-brejo (Hedychium coronarium - Zingiberaceae) e espada-de-São-Jorge (Sanseviera trifasciata - Liliaceae).

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Figura 11 – Rizoma

Tubérculo

Caule subterrâneo que apresenta a porção terminal de seus ramos longos e delgados, dilatada e cheia de reservas (fig. 12). Como o rizoma, o tubérculo apresenta-se envolvido por catáfilos membranosos (ou apenas as suas cicatrizes) e gemas. O tubérculo difere do rizoma pelo fato do seu espessamento (acúmulo de substâncias) limitar-se às porções terminais e por não formar raízes adventícias a partir dos nós. Exemplo: batata inglesa (Solanum tuberosum - Solanaceae).

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Figura 12 – Tubérculo

Observação

Algumas plantas formam tubérculos aéreos como o caso do cará-do-ar (Dioscorea bulbifer -, Dioscoreaceae).

Cormo

Sistema caulinar espessado e comprimido verticalmente, geralmente envolvido por catáfilos secos. É uma estrutura sólida que serve para armazenar reservas. Um cormo difere de um tubérculo por ter o caule com a base espessada e não seu ápice. Exemplo: palma-de-Santa-Rita (Gladiolus hortulanus - Iridaceae).

Bulbo

Sistema caulinar comprimido verticalmente, onde o caule propriamente dito é reduzido a um "disco basal" do qual partem muitos catáfilos densamente dispostos, os mais externos secos e os mais internos suculentos.

Podemos reconhecer dois tipos de bulbos:

Tunicado

Bulbo que apresenta catáfilos suculentos, concêntricos, derivados de bainhas de folhas que já morreram (fig. 13). Exemplo: cebola (Allium cepa - Liliaceae). No alho (Allium sativus - Liliaceae) o bulbo é composto de vários bulbilhos, cada um deles com a mesma estrutura básica.

Escamoso

Bulbo que apresenta catáfilos derivados de folhas internas, que não se dispõem concentricamente. Exemplo: lírio-japonês (Lilium longiflorum - Liliaceae).

Xilopódio

Sistema subterrâneo muito espessado, geralmente lignificado e duro, comum em diversas espécies de cerrados e campos brasileiros, cuja estrutura anatômica não é ainda bem conhecida, podendo ser formado parcialmente por caule e raiz. Após a seca ou queimada, rebrotam dos xilopódios ramos com folhas e flores. Exemplo: camará (Camarea hirsuta - Malpighiaceae).

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Figura 13 – Bulbo tunicado

Nota

Escapo é um pedúnculo originado a partir de um caule subterrâneo como, por exemplo, (bulbo, rizoma). Geralmente são áfilos (sem folhas) ou providos de pequenas folhas escamiformes ou brácteas. No ápice produzem uma flor ou inflorescência. O escapo ocorre nas plantas ditas "acaules". Exemplo: lírio (Hemerocallis flava - Liliaceae).

 
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