A vacina contra caxumba é produzida a partir de vírus vivos e atenuados. As cepas mais utilizadas são Jeryl Lynn, L-3 Zagreb e Urabe AM9 preparadas em ovos embrionados de galinha contendo no mínimo 5.000 TCID50 por dose.
É apresentada na forma liofilizada apenas, ou associada às vacinas da rubéola e do sarampo, recebendo neste caso a denominação de vacina MMR II ou Trimovax. Antes da reconstituição, deve ser conservada ao abrigo da luz. Contém neomicina como conservante e os estabilizantes são o sorbitol e a gelatina hidrolizada.
Pode ser conservada na forma liofilizada a 20ºC por até três anos. Após a reconstituição permanece estável por 8 horas à temperatura de +2 a +8ºC.

A aplicação se faz pela via subcutânea, a partir dos 12 meses de idade, em dose única, ocorrendo a soroconversão em 97% dos casos vacinados. Está indicada também para viajantes e profissionais das áreas da saúde e da educação.
Existe contra-indicação quando o indivíduo apresenta história de sensibilidade a ovos, carne de galinha ou neomicina. Também está contra-indicada para gestantes, doentes imunocomprometidos ou sob efeito de corticosteróides, em presença de processo infeccioso agudo e uso prévio de gamaglobulina.
A imunidade se desenvolve por meio da formação de anticorpos específicos a partir do 10º dia de aplicação, tornando-a contra-indicada em casos de contatos da doença. Não há indicação de revacinação.
Os efeitos colaterais são raros, porém podem ocorrer, após cinco a 10 dias da aplicação, aumento discreto das parótidas, tumefação e febre, que cedem espontaneamente.
Fonte: www.vacinas.org.br
Uma das doenças típicas da infância é a caxumba.
Provocada por um vírus, ela é altamente contagiosa e tem maior incidência no fim do inverno e no começo da primavera. Febre, mal estar, dores na garganta e dificuldade para engolir são alguns dos sintomas da caxumba. Mas o principal sinal de que a doença atacou é o inchaço observado na região abaixo da ouvido - a grande característica da caxumba.
Em primeiro lugar, é preciso ficar claro que a caxumba não é uma doença grave. No entanto, não é por isso que não são necessários cuidados especiais quando se é atacado pela doença - que contamina, principalmente, crianças a partir de dois anos de idade.
A caxumba é uma infecção viral aguda provocada por um vírus da família Paramyxoviridae e se caracteriza por um inchaço nas glândulas que produzem a saliva (especialmente as parótidas, que são localizadas nas concavidades abaixo dos lóbulos das orelhas).
Assim que o vírus entrar em contato com o organismo da pessoa, demorará de duas a três semanas para que se manifeste o inchaço na parótida (em 70% dos casos, ambas as glândulas ficam inchadas). E esse inchaço permanecerá durante dez dias aproximadamente.
Contudo, essa não é a única conseqüência que a caxumba provoca no organismo. Febre repentinas, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite e dificuldade para engolir também são efeitos observados nas pessoas que estão sofrendo com a infecção. Nos casos mais severos, pode haver ainda dores musculares e vômitos.
A caxumba é considerada altamente contagiosa, já que sua forma de transmissão é bastante simples: o vírus se espalha pelo ar, através das gotículas de saliva expelidas por quem está com a doença.
Ele pode ser transmitido antes mesmo de a pessoa contaminada descobrir que está com caxumba (num período que vai de três a quatro dias antes de aparecerem os primeiros sintomas).
E mesmo tendo se passado uma semana do desaparecimento do inchaço nas parótidas, a caxumba poderá ser transmitida para outras pessoas.
A única maneira de prevenir-se contra a doença é tomar a vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba). Geralmente a primeira dose é administrada aos 15 meses de idade. Para saber mais, converse com o pediatra.
Quando acomete adolescentes ou adultos, a caxumba pode trazer mais riscos saúde. Isso porque, a partir da puberdade, existe uma maior possibilidade de a infecção afetar outros órgãos, como os testículos ou os ovários.
No entanto, são raros os casos em que essas infecções causam esterilidade. Para se precaver contra isso, é preciso repousar (assim você cria melhores condições para que a infecção seja curada e não deixe seqüelas graves). Além disso, um especialista precisa acompanhar a evolução da doença.
Não existe um medicamento capaz de curar a caxumba: o próprio organismo se encarrega de eliminar o vírus e curar a doença. Porém, para contribuir com esse processo, durante o período de convalescença, deve-se permanecer em repouso, alimentar-se bem e ingerir bastante líquidos.
Em casa, podem ser feitas compressas com água fria para tentar aplacar as possíveis dores na região da garganta e do pescoço.
Mas não esqueça que um médico deve sempre acompanhar a evolução da doença. Então, ao perceber os primeiros sintomas, procure um especialista. Se necessário, ele prescreverá analgésicos ou anti-térmicos para controlar as dores e a febre.
E assim que o organismo tiver se recuperado da doença, seu filho estará pronto para voltar a se dedicar às suas atividades diárias. Totalmente saudável!
Fonte: www.jnjbrasil.com.br