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Caxumba

A caxumba, ou parotidite epidêmica foi descrita pela primeira vez no Século V a.c. por Hipócrates, que observou o surto de uma doença caracterizada por inchaço e dores no pescoço, abaixo das orelhas, unilateral ou bilateral - alguns pacientes também apresentavam dor e edema dos testículos.

Em 1790, Robert Hamilton descreveu casos de caxumba com a presença de inflamação dos testículos e manifestações neurológicas. O vírus da caxumba foi identificado em 1945 e em 1951 foi testada a primeira vacina no homem.

Atualmente, é utilizada uma vacina com vírus vivo atenuado, que pode ser administrada de forma individual ou em combinação com o vírus do sarampo e da rubéola - vacina tríplice viral.

É uma doença infecciosa aguda, transmissível, causada por um vírus que provoca febre e inflamação da glândula parótida.

Qual o agente envolvido?

O causador da infecção é o vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus.

Quais os sintomas?

Febre, aumento do volume das glândulas salivares localizadas na região da boca, principalmente, a parótida. Podem estar presentes outros sintomas como dor no corpo, dor de cabeça.Em homens adultos, pode ocorrer inflamação nos testículos (orquite) e, em mulheres acima de 15 anos, inflamação nos ovários (ooforite). É relativamente comum também o comprometimento do sistema nervoso central, conhecido por meningite asséptica, e pancreatite.

Como se transmite?

Pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus.

Como tratar?

Não existe tratamento específico. São indicados repouso, uso de medicamentos analgésicos e observação de possíveis complicações. No caso de orquite (inflamação nos testículos), o repouso e o uso de suspensório escrotal são fundamentais para o alívio da dor.

Como se prevenir?

A prevenção é feita por meio da aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), de acordo com o esquema vacinal preconizado pela SVS/MS.

Características Clínicas e Epidemiológicas

Doença viral aguda que se manifesta pelo aumento do volume das glândulas parótidas e, às vezes, das glândulas sublinguais e submandibulares, com presença de febre. Em 30% dos casos não há hipertrofia glandular aparente.

A orquite é a complicação mais comum na fase pré-puberal dos adolescentes, chegando a 50% dos casos, podendo também acometer cerca de 20% dos homens adultos infectados; a ooforite ocorre em 5% dos casos ocorridos na pós-puberdade feminina. Outras complicações frequentes são encefalite, pancreatite e meningite asséptica, que na maioria das vezes não deixam seqüelas.

As complicações menos freqüentes são a miocardite, a artrite, mastite e a nefrite. A surdez, que liderava a causa de alteração auditiva na era pré-vacinal, hoje é rara. A caxumba na gestação não acarreta prematuridade ou malformações fetais, porém um número significativo de abortos espontâneos está associado infecção durante o primeiro trimestre gestacional.

Sinonímia

Papeira.

Agente Etiológico

Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus.

Reservatório

O homem doente é o único reservatório. As pessoas oligossintomáticas ou com forma não clássica da infecção podem transmitir o vírus.

Modo de Transmissão

A transmissão se dá através do ar ou diretamente por gotículas contendo o vírus ou pela saliva e urina.

Período de Incubação

De 12 a 25 dias, em média 16 a 18 dias.

Período de Transmissibilidade

De 6 a 7 dias antes da manifestação dos sintomas até 9 dias após o surgimento das manifestações clínicas. O vírus também pode ser encontrado na urina do indivíduo infectado até 14 dias após o início da doença.

Diagnóstico Diferencial

Outras sialoadenites agudas tanto virais (citomegalovírus, HIV, Epstein-Barr) como bacterianas (estafilocócica, estreptocócicas, actinomicótica), linfadenites pré-auriculares, tumores, leucemias, infecções dentárias, meningites por outras causas.

Diagnóstico Laboratorial

O diagnóstico é predominantemente clínico, observando-se os sinais e sintomas apresentados. A amilase, que durante a fase aguda da doença apresenta-se em altos níveis e normaliza-se com a regressão clínica do quadro, pode ser utilizada como marcador de comprometimento de parótidas. Provas específicas - sorologia e isolamento viral - podem ser utilizadas esporadicamente quando se requer a confirmação etiológica.

Tratamento

Como não há medicamentos específicos para a doença, são indicados alguns cuidados, como repouso, uso de analgésicos e observação de possíveis complicações. Se houver encefalite, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais. No caso de ocorrência de orquite, deve ser feito um tratamento de apoio com aplicação de bolsas de gelo, suspensório escrotal e analgésicos ou antiinflamatórios. Para a pancreatite, apenas tratamento sintomático e hidratação parenteral, caso necessária.

Vigilância Epidemiológica

A Parotidite infecciosa não é doença de notificação obrigatória. O objetivo da vigilância é investigar surtos para a adoção de medidas de controle.

Notificação

Não é obrigatória a notificação, mas os surtos devem ser notificados para que se possam adotar medidas de controle epidemiológico.

Fonte: portal.saude.gov.br

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