
Uma das doenças típicas da infância é a caxumba.
Provocada por um vírus, ela é altamente contagiosa e tem maior incidência
no fim do inverno e no começo da primavera.
A caxumba não é uma doença grave, no entanto não é por isso que não são necessários
cuidados especiais quando se é acometido pela doença que contamina
principalmente crianças a partir de dois anos de idade.
Os sintomas podem surgir num período de 12 a 25 dias após o
contato com a pessoa infectada.
O período de transmissibilidade varia de seis a sete dias antes das primeiras manifestações, até nove dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.
A pessoa doente não deve comparecer à escola ou ao trabalho,
durante nove dias após o início da doença.
Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos têm
caxumba e que um terço dos infectados não apresentam sintomas. A doença é
mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno
e a primavera. A caxumba ocorre usualmente sob a forma de surtos, que acometem
mais as crianças.
1) Atinge principalmente
crianças a partir dos dois anos de idade.
2) Pode ocorrer mais de uma vez no lado
do pescoço atingido, mas não é usual.
A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina
utilizada é a tríplice viral MMR (a sigla vem de Measles sarampo; Mumps
caxumba; Rubella rubéola) aos 15 meses de idade. Embora a vacinação
após o contato com pessoa infectada não previna a doença, recomenda-se vacinação
de quem teve contato com alguém infectado.
Pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus.
Os primeiros sintomas surgem após três semanas de incubação. Os sintomas são iguais a qualquer outra doença infecciosa: mal estar, dor de cabeça, falta de apetite, ligeira febre e dores musculares e articulares difusas.
Depois de dois dias aproximadamente, a criança sente como que uma distensão sob o lóbulo da orelha. É o começo do inchaço da(s) parótida(s), decorrido um ou dois dias a inflamação fica bem evidente. Atrás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borracha e contornos mal definidos.
A pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparecendo o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.
A parótida fica dolorida, o doente apresenta dificuldade para
abrir a boca, virar a cabeça e se alimentar ou mesmo conversar. Quando a caxumba
se apresenta externamente é um sinal que já está chegando ao fim, com o decorrer
de uma ou duas semanas o inchaço diminui gradualmente até desaparecer por
completo.

O tratamento para a caxumba não existe por ser esta infestação benigna que evolui e se cura por si só. Ao se observar a contaminação o infectado deve ser mantido em uma forma de isolamento para evitar que outros se contaminem.
O que mais se indica é o repouso total, com uma boa higienização bucal, para que as bactérias oportunistas, não aproveitem das circunstâncias e se instalem nas regiões afetadas podendo agravar o quadro.
Para um melhor alívio o adoentado, se surgirem febres altas, o indivíduo deve tomar antitérmicos e para combater a dor fazer compressas quentes. Tomar antibióticos nem pensar, este tipo de medicamento não resulta efeito, isso porque antibióticos combatem infecções causadas por bactérias enquanto que a caxumba é uma doença viral, portanto nem sente a presença de antibióticos.
Os antibióticos neste caso só são recomendados quando ocorre infecção secundária
produzida por bactérias.
Quando crianças debilitadas, gestantes ou mesmo adultos com complicação da
caxumba, pode se adotar medidas especiais, como a ingestão de gamaglobulina,
com elevada concentração de anticorpos. Nessas circunstâncias especiais a
medida permite atenuar a doença e a evitar complicações, porém, não oferecem
imunidade definitiva, que só pode resultar dos anticorpos produzidos naturalmente
pelo organismo ou pela aplicação de vacina específica.
Os efeitos colaterais são raros, podem ocorrer após 5 a 10 dias da aplicação,
aumento discreto das parótidas, tumefação e febre, que cedem espontaneamente.
Dieta alimentar:
Evite alimentos ácidos ou frutas cítricas que aumentem a produção de saliva
e o inchaço das parótidas.
Evite alimentos que requeiram muita mastigação.
Considere uma dieta líquida se for muito doloroso mastigar.
Das complicações a mais temida entre os homens é a Orquite (inflamação dos testículos). Em geral, a inflamação dos testículos começa quando o inchaço da parótida já está regredindo. Eventualmente, pode ocorrer mesmo sem a evidência de parotidite. O testículo fica inchado, dolorido, quente e aumenta de volume.
A febre se eleva e o doente sente-se piorar. Ao fim de aproximadamente uma semana, os sintomas desaparecem. Em metade dos pacientes, a cura é integral. Mas a reação inflamatória se processa em focos e em geral poupa ao menos uma parte dos testículos e não determina atrofia completa, mantendo-se a fertilidade do doente.
Entre as mulheres a infecção temida é a Oferite, que pode aparecer na mulher adulta, é mais rara ainda que a orquite, e não parece ser causa de esterilidade. O pâncreas também pode ser afetado, sofrendo uma pancreatite que, em geral, se cura espontaneamente em poucos dias. Outros órgãos, como o coração, os rins e a glândula tireóide também podem ser atingidos, o que origina miocardite, nefrite ou tireoidite.
O sistema nervoso freqüentemente é atingido pelo vírus da caxumba, mas sem
complicação, dores de cabeça são o maior indicativo desta infestação, raras
vezes chega ao estado de uma meningite ou encefalite, quando isso acontece,
são curadas sem deixar qualquer tipo de marcas.
A vacina contra caxumba é produzida a partir de vírus vivo e atenuado. A
aplicação se faz pela via subcutânea, a partir dos 12 meses de idade, em dose
única, ocorrendo a soro conversão em 97% dos casos vacinados. Está indicada
também para viajantes e profissionais das áreas da saúde e da educação.
A imunidade se desenvolve por meio da formação de anticorpos específicos a
partir do 10º dia de aplicação, tornando-a contra-indicada em casos de contatos
da doença. Não há indicação de revacinação.

A caxumba, ou parotidite epidêmica foi descrita pela primeira vez no Século V a.C. por Hipócrates, que observou o surto de uma doença caracterizada por inchaço e dores no pescoço, abaixo das orelhas, unilateral ou bilateral alguns pacientes também apresentavam dor e edema dos testículos.
Em 1790, Robert Hamilton descreveu casos de caxumba com a presença de inflamação
dos testículos e manifestações neurológicas. O vírus da caxumba foi identificado
em 1945 e em 1951 foi testada a primeira vacina no homem.
Atualmente é utilizada uma vacina com vírus atenuado que pode ser administrada
de forma individual ou em combinação com o vírus do sarampo e da rubéola.
Procure ajuda médica imediatamente se:
Seu filho ficar com o pescoço rígido ou com muita dor de cabeça;
Seu filho vomitar repetidamente;
Seu filho parecer muito doente;
O inchaço durar mais de 7 dias;
A febre durar mais de 4 dias;
A pele sobre a glândula parótica estiver avermelhada;
Seu filho homem for adolescente e o testículo doer;
Tiver outras perguntas e preocupações.
A MMR, assim como todas as vacinas de vírus atenuado, está contra-indicada durante a gestação e esta deve ser evitada nos três meses que sucedem a aplicação da vacina.
Como regra geral, a vacina não deve ser utilizada em imunodeficientes, exceto em situações especiais em que o risco da doença é consideravelmente superior ao imposto pela vacina (indivíduos infectados pelo HIV em áreas de elevada prevalência de sarampo).
No caso de antecedentes de reações alérgicas à vacina ou a qualquer um dos
seus componentes (incluindo ovo, neomicina e gelatina) caberá ao médico responsável
a avaliação quanto à realização do procedimento. Há contra-indicação em indivíduos
com história de reação alérgica grave (anafilaxia) devida a dose anterior
da vacina.
É prudente adiar a vacinação em indivíduos com febre, até que esta desapareça.
Deve-se também adiar a vacinação em pessoas que fizeram uso de sangue ou derivados
nos meses anteriores (possível inativação da vacina). Nos indivíduos com história
de convulsão deve-se utilizar antitérmicos entre o 5º e o 12º dia após vacinação.
Como as infecções induzidas pelo vírus atenuado presente na vacina MMR não
são potencialmente transmissíveis não há riscos no contato do indivíduo vacinado
com imonudeficientes e gestantes.
Fonte: www.colegioiesp.com.br
Muito comum em crianças, a caxumba é uma doença infecto contagiosa transmitida por via aérea (tosse e espirro) e pelo contato próximo.
Ela é comum durante o frio e a primavera e tem distribuição geográfica mundial, diz o infectologista Ricardo Leite Hayden.
O vírus é atraído pelas glândulas do organismo e atinge o sistema central. As glândulas parótidas, que atuam na face, são as mais atingidas, por isso há o inchaço que pode acontecer nos dois lados do rosto. Como a pele dessa região é mole, ela incha com mais facilidade, diz Hayden.
Quando atinge o sistema nervoso central, a caxumba pode desencandear uma meningite viral. Nesse caso, os principais sintomas são dores de cabeça, enjôo e vômito. É muito comum casos de crianças com caxumba que desenvolvem meningite, alerta o infectologista.
Como a transmissão é por via oral, ou seja, por tosse e espirro, é bom evitar o contato próximo com pessoas que estejam com a doença. A pessoa com caxumba começa a transmitir a doença 4 ou 5 dias antes de aparecer os sintomas e 4 ou 5 dias após o inchaço no rosto, alerta.
Nos casos mais graves em adultos, a caxumba pode atingir o pâncreas, testículos e ovários.
Caso atinja o pâncreas, os principais sintomas são dores abdominais e vômito. Nos homens, o vírus pode causar necrose nas estruturas dos testículos comprometendo sua função, que é produzir espermatozóides.
"A infertilidade só acontece se o comprometimento for bilateral, ou seja, nos dois testículos, explica o infectologista.
Nesse caso, os principais sintomas são inflamação, dores e inchaço.Nas mulheres, o vírus pode atingir os ovários e causar necrose, comprometendo o órgão e causando esterilidade". Caso atinja os ovários, o principal sintoma é a forte dor abdominal.
A grande maioria dos casos de caxumba em adultos são benignos. Menos de 20% tornam-se graves, tranquiliza Hayden.O médico explica que não há como evitar que a caxumba tome proporções mais graves. O vírus evolui de acordo com a capacidade de reação do organismo. Existem pessoas que reagem melhor, outras não.
Não há um tratamento específico para a caxumba. O repouso absoluto e medicamentos base de analgésico e antitérmicos são indicados apenas para amenizar os sintomas.
A única forma de prevenção é a vacina, que faz parte do calendário nacional. Ela protege de 93 a 98% das pessoas que tomam a dose. A vacina só é eficiente se produz anticorpos suficientes, explica. "É possível fazer um exame de sangue para constatar se o organismo tem ou não anticorpos contra a caxumba. Caso não haja, pode-se tomar a vacina novamente".
Anna Carolina Sampaio
Fonte: www.boqnews.com