Caxumba ou Parotidite é uma doença viral (Paramixovirus)
altamente contagiosa e transmitida por via aérea ou secreções orais.
Geralmente acomete as parótidas (glândulas salivares), podendo envolver os
rgãos reprodutores e ainda, em menor incidência, qualquer outro órgão, como
meninges, cérebro, coração, pâncreas, próstata, rins, etc.
Uma parte dos testículos funciona como órgão linfóide, que é a barreira contra
as viroses. Com isto, aumenta a temperatura de um (20% dos casos) ou dos dois
testículos, com destruição definitiva das células germinativas que produzem
os espermatozóides e que são altamente sensíveis à temperaturas maiores que
36 - 37 Graus Celsius.
Popularmente diz-se que a "caxumba desceu" quando afeta os testículos.
Para não haver prejuízo da função reprodutiva, o menino ou o homem deve guardar
repouso até a melhora do quadro.
Dor em um ou ambos testículos, além dos demais que lembram uma virose, como febre moderada a alta persistente e o inchaço (edema) das glândulas salivares, dor ao engolir ou mastigar.
Nada além da vacinação e prevenção de contato com os infectados.
No caso de afetar um ou ambos testículos, o ideal é o repouso absoluto (pois em pé os testículos inchados pesam e aumentam o desconforto), gelo ou compressas geladas sobre a bolsa escrotal e analgésicos.
Se por acaso sobrevir a esterilidade (ausência de espermatozóides) ou a infertilidade (contagem baixa de espermatozóides), não há tratamento para reverter o quadro e reativar a produção de espermatozóides. Será definitivamente estéril ou infértil. Um espermograma é o exame de escolha para se avaliar a fertilidade masculina.
Não há relação entre a parte produtora de espermatozóides, que é sensível temperatura, e a parte hormonal que independe da temperatura. Geralmente os testículos acometidos pela caxumba ficam menores pois a parte germinativa, destruída pela virose, é absorvida pelo organismo. A porção hormonal, que produz a testosterona é preservada e não há prejuízo na esfera sexual.
Geralmente detecta-se nos exames pré-nupciais, que devem ser SEMPRE realizados junto ao Urologista. O que pouca gente sabe é que as mulheres também podem ficar estéreis devido a uma "ooforite" por caxumba ou seja, o envolvimento dos ovários na caxumba. É uma das causas de infertilidade feminina.
A dificuldade em previnir as complicações reprodutivas em ambos os sexos é que geralmente os sintomas que poderiam levar o indivíduo a tomar os cuidados necessários para evitar a infertilidade / esterilidade, são discretos e duram pouco tempo.
Não existem estatísticas a respeito.
A caxumba produz uma reação inflamatória no testículo, que pode comprometer alguma porção das células que produzem os espermatozóides ou de todas elas.
Além do risco inflamatório, existe um aumento da temperatura nos testículos, que também pode levar a sequelas como a infertilidade ou esterilidade.
O ideal é que ele faça repouso durante a doença e use roupas folgadas e ventiladas, para baixar a temperatura da bolsa escrotal. Alterações no espermograma serão diagnosticáveis em no mínimo alguns meses, pois o dano que ocorre é lento para se manifestar. Mas se ele se cuidar, nada vai acontecer.
Fonte: uro.com.br
A caxumba (paroditite) é uma doença viral caracterizada por febre, edema e dor em uma ou mais glândulas salivares, geralmente a glândula parótida e algumas vezes as glândulas sublinguais ou submandibulares.1
Antes dos anos 60, a caxumba era uma doença infecciosa comum em todas as partes do mundo com incidências anuais variando de aproximadamente 0,1% a 1% até 6% em certas populações.
Em climas quentes a doença é endêmica durante todo o ano e nas regiões de clima temperado o pico de incidência ocorre nos meses de inverno e de primavera.
Houve uma queda dramática na incidência da doença nos países onde a vacina
contra caxumba foi introduzida no final dos anos 60. Na maior parte do mundo,
a incidência anual de caxumba varia de cem a mil casos por 100.000 habitantes.2
O risco de exposição ao viajar para o exterior pode ser alto.1 A OMS informa que 109 (57%) de seus Estados membros incluem a vacina contra a caxumba em seus programas rotineiros de vacinação2; contudo, a inclusão da vacina contra a caxumba no programa rotineiro de vacinação de um país não deve ser interpretada como um risco mais baixo para o viajante.
Apesar de não haver dados sobre a incidência geralmente à disposição, a caxumba continua a ser comum em muitas partes do mundo, incluindo a Europa Ocidental.
"Consulte seu médico ou seu especialista em Medicina do Viajante para informações, precauções e contra-indicações detalhadas e específicas".
A vacina contra caxumba contém vírus vivos atenuados. Elas estão disponíveis em formulação isolada ou geralmente combinadas com outras vacinas. A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) está disponível em um frasco único de 0,5 ml que deve ser administrado por injeção subcutânea ou intramuscular.3 Apesar de a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola não ser uma exigência de entrada em um país, as pessoas que irão viajar ou viver no exterior devem assegurar-se de que são imunes às três doenças.1
Recomenda-se aos viajantes que verifiquem se suas vacinas estão atualizadas de acordo com as recomendações do país.
1.CDC. Yellow Book 2008. Disponível em: http://wwwn.cdc.gov/travel/contentYellowBook.aspx.
Acessado em 25 de agosto de 2008
2. Relatório Oficial da OMS sobre a vacina contra o vírus da Caxumba. Weekly
epidemiological record 2001;76:345-356
3. Johnson BA. American college health perspective: routine and travel immunizations
in college-aged and older adults. In :Jong EC., Zuckerman JN. Eds. Travelers'
Vaccines. BC Decker; 2004:353-386
Fonte: www.travel-vaccines.com