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Cazaquistão

     
     
KAZAJISTÃO, ESTEPES, DESERTOS Y MONTANHAS

Kazajistão é um dos maiores países do mundo, potencialmente, uns dos mais ricos. A extensão de suas estepes e seus desertos não o fariam mais atrativo para o turista se não fosse pela recompensa das cordilheiras do sul, com suas cumes geladas, seus vales com bosques, seus rios rápidos e seus lagos cristalinos.

Situação e Geografia do Cazaquistão

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Kazajistão tem uma extensão de 2,5 milhões de quilômetros quadrados (a extensão aproximada de toda a Europa Ocidental), que o convertem no nono maior país do mundo. Limita com Rússia ao norte e ao oeste numa fronteira de quase 5.000 quilômetros. Limita ao sul com Turkmenistão, Uzbekistão e Kirguizistão, ao oeste com China. Tem uma extensa margem (quase 1.000 quilômetros) no mar Cáspio, outra menor com o Mar de Aral.

FLORA E FAUNA

As montanhas de Kazajistão albergam pastos de uma riqueza que recordam as de Europa Central, e que no verão se cobrem de flores silvestres num explosão de cores. Nos rios abundam as marmotas, trutas, e os lúcios servem de alimento para as águias. Abunda a fauna selvagem, não é difícil encontrar um lobo cinza, lince e javali. Nas montanhas do sul pode-se contemplar alguns dos escassos exemplares de leopardo das neves.

História do Cazaquistão

Os primeiros habitantes do que hoje é Kazajistão foi o povo Saka, uma tribo nômade chegada das montanhas de Ucrânia no século V a.C., os turco procedentes de Mongólia dominaram a zona desde o século V d.C., especialmente na zona sul, até que as tropas de Gengis Khan tomaram seu lugar no século X. A sua morte em 1227, Gengis Khan dividiu o império entre seus filhos, ficando Kazajistão dividido.

Os Uzbeks, um grupo de mongóis muçulmanos, derrubaram os herdeiros de Gengis Khan no século XIV e ocuparam todo o território de Kazajistão até que se dividiram. Os que foram ao sul fundaram o que hoje é Uzbekistão, enquanto que os do norte seguiram sendo nômades e deram origem aos Kazajos. Em 1742, em sua luta contra o povo de Oyrat, os Kazajos buscaram a proteção de Rússia, que apartir desse momento desempenharia um papel primordial na história de Kazajistão.

Presencia Russa

Os russos foram paulatinamente expandindo seu império e estreitando seu controle sobre Kazajistão, até que em 1854 fundaram um forte no que hoje é Almaty. Os czares oprimiram com dureza ao kazajos em seus desejos de independência. Os lideres independentistas apoiaram ao bolcheviques na revolução russa, o que não redundou no comprimento de suas aspirações: o país passou a formar parte da URSS, e a final dos anos 20 se procedeu a "desnômadizar" aos Kazajos e a converte-los em camponeses nas novas granjas coletivas.

Kazajistão começou a ser povoada com russos de outras províncias e a servir de campo de concentração e de exílio para os inconformados, aparte de converter-se no território para as provas e armazenamento de armamento nuclear.

A independência

Em 1989 Kazajistão organizou por primeira vez um grande protesto contra a URSS devido aos teste nucleares, que tiveram que ser suspensas. Nursultan Nabazaev, um Kazajo próximo aos russo tomou o poder em 1990 e governa desde então como Presidente da República. Não esteve de acordo com a divisão da URSS em 1991, e Kazajistão foi a última república em declarar sua independência. A democracia foi muito limitada, com os grupos nacionalistas submetidos e o parlamento dissolvido pelo próprio Nazarbaev em 1995, já que obstruía suas políticas econômicas e étnicas.

O país é dirigido basicamente por antigos comunistas, más depois da independência, as políticas liberais de Nazarbaev ganharam popularidade e ajuda dos governos ocidentais.

Arte e Cultura do Cazaquistão

A figura mais sobressalente da história cultural de Kazajistão é Abay Qunanbaev, um humanista e poeta do século XIX que promoveu o Kzak como língua literária. Antes de Abay, a literatura consistia basicamente em longos poemas orais. Os recitais a cargo de bardo (aquins) e os concursos entre eles são ainda hoje muito populares e importantes.

Locais Turísticos do Cazaquistão

ALMATY

A cidade em si não tem grandes atrativos, e serve sobretudo como estação de parada a outros lugares. Se dispõe de tempo vale a pena visitar a Catedral Zenkov, o Memorial à Guerra, Museu Estatal da arte, Catedral de São Nicolás e a Mesquita.

Os arredores de Almaty propõem outros lugares interessantes para serem visitados, como o Lago Bolshoe Amatinkoe, um lago azul turquesa de mais de um quilômetro de comprimento situado a 2.500 metros de altitude. É o ponto de partida ideal para os amantes do trekking nas montanhas.

MEDEU

Medeu é outra bela paisagem que convida ao montanhismo, na qual se destaca a pista de patinagem que treinavam os patinadores soviéticos, situada a 1.700 metros de altitude. Muito próxima, está Shymbulaq é um excelente lugar para praticar esqui na zona dura desde novembro até abril, é possível alugar equipamentos na estação.

O SUDESTE DE KAZAJISTÃO

As montanhas de Zailysky Altau e Küngery Altau são facilmente acessíveis desde Almaty, e o lugar ideal para o trekking em alta montanha, já que existem numerosas rotas marcadas com diferentes graus de dificuldade. Muitos dos picos, perenemente nevados, ultrapassam os 4.000 metros, e a zona abunda em rios rápidos e belíssimos glaciares.

Os Lagos köl-Say estendem-se aos pés das Küngery Altau, a 110 quilômetros de Almaty. São três belíssimos lagos de águas verdes a que pode-se chegar em excursões em helicóptero ou a cavalo. A pesca é excelente.

O Canyon Charyn, ou o "Colorado de Kazajistão", como o denominam alguns folhetos turísticos, não tem muito que invejar o original. O rio Charyn escavou uma profunda garganta e formou composições rochosas de inumeráveis formas, cores e de um espetacular beleza. Uma excursão em helicóptero é provavelmente a melhor maneira de conhecê-lo.

O Lago Qapshaghay é uma reserva de 140 quilômetros de extensão formada por uma represa no rio Ili, 60 quilômetros ao norte de Almaty. O lago, transparente e com abundante pesca, é lugar preferido de retiro de muitos habitantes da capital.

O SUL DE KAZAJISTÃO

A Reserva Natural de Aqsu-Zhabaghly é um parque de 750 quilômetros quadrados repletos de bosques e alta montanha na cordilheira Talssky Altau, e é a reserva mais acessível do país. Impressionante flora e fauna (ursos, leopardos, aves de rapina) podem ser vistos neste parque na fronteira de Kazajistão. A melhor época para visitá-lo é de maio a outubro.

Turkisão, a 165quilômetros de Shymkent, a cidade mais importante do sul, assenta-se junto ao deserto de kyzylum. Nela está o monumento mais importante de Kazajistão: o mausoléu do primeiro grande homem santo dos muçulmanos turcos, Qozha Akhmes Yasaui. Construído no século XIV, este mausoléu faz de Turquestão um importante centro de peregrinação do Islam.

Ainda que difícil e fica por conta da decisão das autoridade com que se fale, uma vez em Kazajistão deve-se tentar visitar o Cosmódromo Baykonur, o "Cabo Canaveral Kazajistanês", desde onde a união Soviética lançou todos os seus vôos tripulados, incluindo o do primeiro astronauta, Yuri Gagarin. O mais habitual é conseguir um tour em helicóptero pelo qual costumam cobrar o equivalente a uns 500 dólares. Encontra-se situado numa região semidesértica, 250 quilômetros ao noroeste de Qyzylorda.

OESTE DE KAZAJISTÃO

É provavelmente a zona menos atrativa do país, pois sua paisagem consiste nos extensos desertos com algum lago salgado em meio. É aqui onde se concentram as reservas de gás natural que atraíram as companhias estrangeiras.

As margens do Cáspio, Atyrau é um exemplo de cidade que vem sendo colonizada pelos trabalhadores estrangeiros, pois aqui se encontra um dos mais importante projetos de extração de petróleo, a cargo da americana Chevron. A cidade conta com um Museu Regional de Arte e um Museu de História.

O melhor lugar para nadar no Cáspio é Aqau, antigo lugar de veraneio das elites soviéticas. O verão aqui é mais longo que no resto de Kazajistão, é possível banhar-se até o mês de dezembro. Uma vez aqui pode-se visitar o Museu de História Regional e Estudos Locais e o Forte Shevchenko, este a 90 quilômetros de Aqtau.

O NORTE DE KAZAJISTÃO

Esta região tem o dubitativo privilégio de haver sido eleita para estabelecer os coletivizados nômades kazastanos, a instauração dos campo de trabalho para deportados e exilados e, por último, para campo de provas nuclear da extinta União Soviética. A paisagem, salvo pelo monte Altay no leste, é uma imensa estepe. O inverno aqui é duríssimo com temperaturas abaixo dos 35 graus negativo.

A cidade mais interessante é Semey, apesar da sua proximidade com o Polygon (150 quilômetros), onde se detonavam os artefatos nucleares. Lugar de exílio para os intelectuais no passado. - Dostoyevky esteve aqui -, a cidade continuou sua tradição intelectual graças a chegada dos técnicos e professores encarregados das provas nucleares. É uma das cidades com maior acervo cultural, e nela pode-se visitar o Museu Abay, Museu de História e Estudos Locais, Museu de Belas Artes e o Museu Dostoievki.

Os Montes Altay estendem-se através de quatro países: China, Rússia, Mongólia, e Kazajistão. A porção no território Kazajistanês é uma reserva natural de singular beleza. As paisagens são alpinas, com picos gelados, aldeias de madeira, vales cobertos de árvores e prados frondosos. Na fronteira de Kazajistão com Rússia se destaca a máxima elevação de Altay, o Monte Belukha, com 4.506 metros.

A 40 quilômetros, o Lago Markakol, a 1.400 metros de altitude, oferece águas cristalinas e uns arredores paradisíacos, sobretudo em direção leste. A base da reserva natural encontra-se na cidade de Urunkhayka, ao extremo leste do lago.

Gastronomia do Cazaquistão

A cozinha da Ásia Central lembra a do Mediterrâneo ou a do Oriente médio, especialmente pelo uso do arroz, as especiarias, verdura e os legumes.

Em Kazajistão prepara-se um delicioso qazy, salsicha de carne de cavalo defumada que as vezes é substituída por terneira. Servida em rodelas com macarrão cabelo de anjo frios é chama naryn. Kurdak é um saboroso guisado de terneira e batatas, o Zhuta consiste em massa modelada em forma de rolo recheada com cenoura e abóbora. As maçãs do Kazajistão são famosas na Ásia Central; de fato, o nome da capital na sua forma original significa "Pai das maçãs".

Compras no Cazaquistão

Os lugares mais interessantes para comprar são, sem dúvida, os mercados. Uns são cobertos e organizados e outros são mercados de rua nos que, ademais de comprar, o visitante adquira uma importância real do que é o Kazajistão. Os mercados não estão preparados para turistas, portanto o que mais abunda são os alimentos e artigos do lar importados da China. Com um pouco de paciência, não obstante, é possível encontrar prendas de pele, tapetes, selos e moedas, tecidos, estátuas de madeira e muitos e surpreendentes souvenirs.

População e Costumes do Cazaquistão

A população de Kazajistão é de aproximadamente 17 milhões de habitantes, com uma das densidades mais baixas do mundo; uns 6,3 habitantes por quilômetro quadrado. A composição étnica é uma complicadíssima, variante e problemática mescla. Segundo o senso de 1989, 49% da população é Kazak, 38% russa, 6% germana, 5% ucraniana e 2% uzbeka. Existem aproximadamente outros 100 grupos étnicos, entre os quais figuram bielorussos, coreanos, gregos, chechenos, poloneses e judeus.

A maior parte da população concentra-se no sul e no norte, que são ambas as zonas mais férteis e industrialmente desenvolvidas. As principais cidades são Almaty (1,5 milhões de habitantes), Qaraghandy (600.000), Shymkent (400.000), Pavlodar (335.000), Öskemen (330.000) e Zhambyl (310.00).

Entretenimento no Cazaquistão

ENTRETENIMENTO

O Festival Popular da Voz da Ásia tem lugar em Almaty a princípios de agosto. Dura quatro dias e atraí grupos populares da China, Ásia Central e Rússia. Também na capital, a prestigiada orquestra folclórica Oytrar Sazy Kazak e outros grupos oferecem numerosos concertos de grande qualidade a preços irrisórios nas salas de concerto da cidade e no conservatório de música. Igual cartazes oferece o Teatro de Balé e Ópera, que apresenta funções de diferentes espetáculos no mesmo programa pelo equivalente a um dólar.

Almaty conta com poucos centros noturnos de diversão. A discoteca favorita entre os estrangeiros residentes é Dr. Bang, situado no Instituto de Administração, Economia e Pesquisa Estratégica de Kazajistão.

Por outro lado, o país oferece variadas alternativas para diversas atividades. Para quem gosta do montanhismo, nada melhor que aproximar-se ao Medeu, no qual destaca a pista de patinagem que treinavam os patinadores soviéticos, situado a 1.700 metros de altitude. Bem próximo, em Shymbulaq pode-se praticar o esqui que enche de esportistas nos fins de semana. A temporada de esqui na zona dura desde novembro até abril, é possível alugar equipamentos na estação. As montanhas de Zailysky Altau e Küngery Altau são facilmente acessíveis desde Almaty, o lugar ideal para o trekking em alta montanha, já que há numerosas rotas marcadas com diferentes graus de dificuldade. Muitos picos, perenemente cobertos de neve, ultrapassam os 4.000 metros de altitude, na zona abundam rios rápidos e belíssimos glaciares.

Os Lagos köl-Say estendem-se aos pés das Küngery Altau, a 110 quilômetros de Almaty. São três belíssimos lagos de águas verdes que pode-se chegar em excursões em helicóptero ou a cavalo. A pesca é excelente. O Lago Qapshaghay é uma reserva de 140 quilômetros de extensão formada por uma represa no rio Ili, 60 quilômetros ao norte de Almaty. O lago, transparente e com abundante pesca, é lugar preferido de retiro de muitos habitantes da capital.

O Canyon Charyn, ou o "Colorado de Kazajistão", como o denominam alguns folhetos turísticos, não tem muito que invejar o original. O rio Charyn escavou uma profunda garganta e formou composições rochosas de inumeráveis forma, cores e de um espetacular beleza. Uma excursão em helicóptero é provavelmente a melhor maneira de conhecê-lo.

FESTIVIDADES

As festas oficiais Kazajistão são: Ano Novo, dia da Constituição (28 de janeiro), dia Internacional da Mulher (8 de março), Festa da Primavera (21 de março aproximadamente), Dia do Trabalho ( 1 de maio), Dia da Vitória (9 de maio), da República (25 de outubro), Dia da Independência (16 de dezembro).

Sem dúvida a maior celebração em Kazajistão e nos demais países centro asiáticos é o Navrus ou Festival da Primavera, uma adaptação muçulmana à celebração do equinócio de primavera. Em tempos soviéticos era uma festa privada, na que se comiam pratos especiais preparados em casa. Em 1989, numa tentativa de aplacar o nacionalismo muçulmano, Navrus foi adotado pelas repúblicas soviéticas como festival oficial de dois dias, com jogos tradicionais, músicas, festivais de teatro, bailes nas ruas, festas e visitas.

Transportes no Cazaquistão

Avião

O aeroporto de Almaty é um dos maiores pontos de conexão de vôos da Ásia Central, cada vez são mais as companhias européias e asiáticas que fazem escala nele. As linhas aéreas de Kazajistão também têm vôos diários à várias cidades européias, sobretudo, Moscou.

Barco

Kazajistão não tem saída para mar aberto.

Trem

Os trens são a maneira mais segura e econômica de viajar, ainda que as enormes distâncias fazem que as viagens sejam freqüentemente tediosas. Os trens são velhos e não muito rápidos. Se deve ter cuidado, pois já foram relatados roubos de turistas estrangeiros. Desde a capital há trens para principais cidades: Úrümqui, Shymkent, Aqmola, Petropavl, Dostyq. Há também serviços freqüentes a São Petersburgo, Omsk e Irkutsk.

Por terra

Os ônibus são a melhor opção para os viajantes entre cidades próximas, pois para os longos trajetos são mais lentos que o trem. São moderamente cômodos e não oferecem maiores problemas.

Fonte: www.rumbo.com.br

Cazaquistão
     
     

Nome oficial: República do Cazaquistão

Capital: Astana

Sistema de Governo: República Presidencialista

Chefe de Estado: Presidente Nursultán Nazarbáyev

Chefe de Governo: Primeiro-Ministro Karim Masimov

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Marat Tazhin

Constituição: adotada em janeiro de 1993, emendada em abril e agosto de 1995.

Poder Judiciário: Suprema Corte (44 membros) e Conselho Constitucional (7 membros).

Poder Legislativo: Bicameral.

O Senado é composto de 47 membros, dos quais sete são nomeados pelo Presidente da República. Os 40 restantes são eleitos pelos legisladores das diversas regiões.
Os senadores têm mandato de seis anos, sendo que, metade da casa é eleita a cada três anos.
Já na Câmara as eleições são diretas, 107 deputados.

População: 15.284.929 de habitantes (julho 2007)

População Rural: 44% (2005)

População Urbana: 56% (2005)

Densidade Demográfica: 5,8 hab/km²

Diversidade étnica

Cazaques 51.8%
Russos 31.4%
Ucranianos 4.4%
Tártaros 1.7%
Alemães 1.6%.
O país possui mais de cem nacionalidades.

Religiões

Muçulmanos 47%
Ortodoxos Russos 44%
Protestantes2%
Outros7%


Taxa de Crescimento da População: 0.2% (média 1999-2005- Banco Mundial)

Densidade Demográfica: 5,6 por Km² (stat.kz 2006)

Taxa de desemprego: 7,8 % (stat.kz 2006)

Expectativa de vida: 66,19 anos (stat.kz 2006)

Acesso à água tratada (% da população total): 86% (Banco Mundial-2005)

Taxa de mortalidade infantil:

(A) de menores de um ano: 63/1000
(B) de crianças menores de cinco anos: 73/1000
(dados mencionados no Relatório “Situação Mundial da Infância 2005, do UNICEF, com base em cifras do ano 2003).

Independência: 16 de dezembro de 1991

Idiomas

cazaque (oficial)
russo

PIB: US$ 53,6 bilhões (2006)

PIB per capita: US$ 9,4 mil (2006)

Taxa de crescimento do PIB: 10,6 % (stat.kz 2006)

Participação np PIB mundial: 0,218% (FMI 2007 – estimativa)

Composição do PIB

Agricultura: 6,3% (2006)
Indústria: 41,1% (2006)
Serviços: 52,7% (2006)

Câmbio: US$ 1 / KZT$ 125,02 (Banco Central do Cazaquistão 21/08/2007)

Taxa de crescimento da produção industrial: 10.3% (Banco Mundial - 2005).

Principais indústrias: petróleo, carvão, minério de ferro, manganês, cimento, zinco, cobre, bauxita, ouro, prata, fosfatos, aço, tratores e equipamentos agrícolas, motores elétricos, materiais de construção.

Exportações: US$ 13,441 bilhões (fob MDIC - 2006)

Principais produtos exportados: petróleo e deivados, metais ferrosos, maquinário, grãos, lã e carne.

Principais países de destino das exportações:

Rússia (11,6%)
Alemanha (13,1%)
China (10,8%)
Itália (10,4%)
França (7,1%)
Romênia (4,7%) - (MDIC – 2006)

Importações: US$ 11,49 bilhões (cif MDIC).

Principais produtos importados: máquinas, produtos químicos, produtos minerais, metais e produtos alimentícios.

Principais países de origem das importações: Rússia (35%), China (20,3%), Alemanha (6,7%), França (4,4%) e Ucrânia (3,7%). (MDIC – 2006)

Valor do Comércio Exterior

Exportação (FOB): US$ 35,55 bilhões (fob 2006)

Importação (FOB): US$ 22 bilhões (fob 2006)

Principais Produtos de Importação: máquinas; produtos químicos; produtos minerais; metais; alimentos

Principais Produtos de Exportação: petróleo; produtos minerais; produtos químicos; alimentos; máquinas

Principais Produtos da Pauta Comercial com o Brasil:

Importação (2006): couros; trigo; ferrocromo e ligas de alumínio

Exportação (2006): fumo; tubos de ferro e aço; produtos químicos; carnes

Fonte: www2.mre.gov.br

Cazaquistão
     
     

Nome oficial: República do Cazaquistão (Qazaqstan Respublikasy).
Nacionalidade: cazaque.
Data nacional: 25 de outubro (Proclamação da República).
Capital: Astana.
Cidades principais: Almaty (ex-Alma-Atá) (1.064.300), Qaraghandy (452.700), Shimkent (393.400), Pavlodar (326.500) (1997)
Idioma: cazaque (oficial), russo.
Religião: islamismo (maioria sunita), cristianismo (minoria).

GEOGRAFIA

Localização: centro-oeste da Ásia.
Hora local: +9h.
Área: 2.717.300 km2.
Clima: árido frio.
Área de floresta: 105 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 16,2 milhões (2000), sendo cazaques 42%, russos 37%, ucranianos 5%, alemães 5%, outros 11% (1996).
Densidade: 5,96 hab./km2.
População urbana: 56% (1998).
População rural: 44% (1998).
Crescimento demográfico: -0,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,3 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 63/72,5 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 35 por mil nascimentos (1995-2000).
IDH (0-1): 0,754 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 14 regiões e a capital.
Principais partidos: da União Popular (Snek), Socialista do Cazaquistão (SPK), Democrático do Cazaquistão.
Legislativo: bicameral - Senado, com 47 membros (7 indicados pelo presidente e 40 eleitos por assembléias regionais); Assembléia, com 67 membros eleitos por voto direto para mandatos de 5 anos.
Constituição em vigor: 1995.

ECONOMIA

Moeda: tenge.
PIB: US$ 22 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 9% (1998).
PIB indústria: 31% (1998).
PIB serviços: 60% (1998).
Crescimento do PIB: -6,9% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 1.340 (1998).
Força de trabalho: 7 milhões (1998).
Agricultura: frutas, beterraba, algodão em pluma, trigo, cevada, batata, outros legumes e verduras.
Pecuária: eqüinos, bovinos, ovinos, aves.
Pesca: 41,4 mil t (1997).
Mineração: minério de ferro, cobre, minério de zinco, cromita, carvão, chumbo.
Indústria: metalúrgica, petroquímica, alimentícia, máquinas, produção de energia (carvão).
Exportações: US$ 5,3 bilhões (1998).
Importações: US$ 4,2 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Federação Russa, Alemanha, Reino Unido, China, Itália, Suíça.

DEFESA

Efetivo total: 55,1 mil (1998).
Gastos: US$ 488 milhões (1998).

Fonte: portalbrasil.net

Cazaquistão
     
     

Nome Oficial: Qazaqstan Respublïkasi / Respublika Kazakhstan / (República do Cazaquistão)
Capital do Cazaquistão: Astana
Área: 2.724.900 km² (9º maior)
População: 15,217 milhões (2006)
Idiomas Oficiais: Cazaque e Russo
Moeda: Tenge
Nacionalidade: Cazaque
Principal Cidade: Almaty, Qaraghandy, Shimkent

Fonte: www.webbusca.com.br

Cazaquistão
     
     

Ex-república soviética da Ásia Central, formada por regiões de estepes, desertos e montanhas, o Cazaquistão está entre os dez maiores países em extensão territorial. No entanto, apresenta uma das menores densidades demográficas do mundo. A população concentra-se no norte e no sul, onde ficam as terras mais férteis e as cidades industrializadas. Após a desintegração da União Soviética (URSS), grande número de russos e outros eslavos abandonam o Cazaquistão, que recebe cerca de 100 mil cazaques residentes em outras ex-repúblicas. Em troca de ajuda financeira norte-americana, o governo desmonta seu enorme arsenal nuclear, herdado da ex-URSS, o quarto do mundo. Os foguetes do programa espacial russo, entretanto, continuam sendo lançados da base de Baikonur. A economia entra em crise nos anos 90, com o PIB caindo, em média, 10% entre 1990 e 1995, mas nos últimos anos recupera-se graças aos investimentos externos na exploração de petróleo no mar Cáspio.

História do Cazaquistão

Os cazaques, ou cavaleiros das estepes, descendem de tribos nômades de origem turca e religião islâmica que, no século XVII, pedem proteção ao czar russo diante da ameaça de invasão mongol. O Império Russo retira o poder dos chefes tribais e domina gradualmente o Cazaquistão.
Com a abolição da servidão pelo império, em 1861, milhões de camponeses russos e ucranianos se instalam em terras cazaques doadas pelo governo central, provocando ressentimento entre os nativos. O exército czarista reprime uma rebelião contra o poder russo em 1916, matando 150 mil pessoas.

República soviética

Após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, em 1917, nacionalistas cazaques participam de uma coligação contra-revolucionária, ao lado de czaristas e de tropas estrangeiras. A aliança é derrotada e o Cazaquistão torna-se, em 1920, uma república soviética chamada Turquestão. Em 1936 se transforma em república autônoma dentro da URSS. A imigração russa volta a ser encorajada pelo ditador soviético Josef Stálin. No fim dos anos 30, os russos tornam-se maioria no Cazaquistão. A etnia cazaque só volta a ultrapassar numericamente a população de origem russa em 1989. Nessa época, mais de 1 milhão de cazaques (um terço da população) morrem de fome em conseqüência da coletivização forçada da terra e do assentamento compulsório dos povos nômades.

Nacionalismo

Com a abertura política soviética, a partir de 1985, acontece no Cazaquistão a primeira manifestação de nacionalismo contra o poder central da URSS. Em 1986, o chefe comunista local, o cazaque Dinmukhamed Kunáev, é substituído por um burocrata russo, Guenadi Kolbin, fato que desencadeia uma onda de protestos, violentamente reprimidos. A tensão é agravada por uma crescente crise econômica, até que, em 1989, Kolbin é substituído pelo primeiro-ministro Nursultán Nazarbáev, defensor das reformas.

Nas primeiras eleições multipartidárias, em 1990, Nazarbáev é confirmado presidente do Cazaquistão. O Partido Comunista cazaque rompe com o Partido Comunista (PC) soviético em 1991 e muda seu nome para Partido Socialista do Cazaquistão (SPK). O país é a última das ex-repúblicas soviéticas a proclamar a independência, em dezembro de 1991. No mesmo mês, Nazarbáev é reeleito e adota a abertura ao capital estrangeiro para dinamizar a economia.

Em abril de 1995, após dissolver o Parlamento, Narzabáev vence referendo que estende seu mandato até 1999, quando é reeleito com 81,7% dos votos. Um novo Parlamento é empossado em janeiro de 1996. A capital do país é mudada no final de 1997 para Aqmola (atual Astana), na estepe árida do norte do país.

FATOS RECENTES

Em 2000, Narzabáev intensifica a presença militar no sul do país, por temer a infiltração de militantes islâmicos apoiados pelo Afeganistão e partidários da criação de Estados islâmicos na Ásia Central. Em setembro de 2001, Narzabáev manifesta apoio à coalizão antiterrorismo - formada após os atentados suicidas nos Estados Unidos (EUA) - mas não cede as bases cazaques para ataques contra o Afeganistão, cujo governo acolhe Osama bin Laden, o principal suspeito de planejar o ataque.

País tem as maiores jazidas de petróleo no mar Cáspio - O Cazaquistão comemora a descoberta em julho de 2000 da jazida gigante de Kashagan, no mar Cáspio. Com potencial estimado em mais de 10 bilhões de barris de petróleo (podendo chegar a 40 bilhões, segundo avaliações otimistas), Kashagan é considerado um dos maiores poços do mundo. A notícia traz euforia ao país, já empenhado nos trabalhos de prospecção das jazidas de Tengiz, até então o principal campo petrolífero, cujas reservas oscilam de 6 a 9 bilhões de barris. A extração, entregue à multinacional Chevron, ganha impulso com a inauguração, em março de 2001, do oleoduto de 1.580 quilômetros ligando Tengiz ao porto russo de Novorossiisk, no mar Negro. Ao mesmo tempo, planos de abertura de novas jazidas estão em curso e o governo espera triplicar a produção na próxima década.

O plena exploração dos recursos do Cáspio, no entanto, esbarra em obstáculos. O primeiro deles é a definição dos direitos sobre as reservas da região. O Cazaquistão assina acordos com a Federação Russa em 1998, e os cinco países da bacia do Cáspio comprometem-se a buscar um entendimento, mas em 2001 as reuniões não avançam. O escoamento do produto é outro entrave. A aliada Turquia, que conta com apoio norte-americano, disputa a influência regional com a Federação Russa e o Irã. Cada parte propõe diferentes traçados de oleodutos, procurando também colher dividendos com a passagem do ouro negro por seus territórios. Além disso, conflitos separatistas nos países da região prejudicam os projetos de construção dos oleodutos.

DADOS GERAIS

NOME OFICIAL - República do Cazaquistão (Qazaqstan Respublikasy).

CAPITAL - Astana (ex - Akmola)

LOCALIZAÇÃO - centro-oeste da Ásia

GEOGRAFIA - Área: 2.717.300 km². Hora local: +9h. Clima: árido frio. Cidades: Almaty (ex-Alma-Atá) (1.129.400), Qaraghandy (436.900), Shimkent (360.100), Taraz (330.100), Astana (ex-Akmola) (313.000) (1999).

POPULAÇÃO - 16,1 milhões (2001); nacionalidade: cazaque; composição: cazaques 42%, russos 37%, ucranianos 5%, alemães 5%, outros 11% (1996). Idioma: cazaque (oficial), russo. Religião: islamismo 42,7%, sem religião 29,3%, cristianismo 16,7% (ortodoxos 8,6%, outros 8%), ateísmo 10,9%, outras 0,4% (2000). Densidade: 5,92 hab./km² (2001). Pop. urb.: 56% (2000). Cresc. dem.: -0,37% ao ano; fecundidade: 1,95 filho por mulher; exp. de vida M/F: 59,6/70,7 anos; mort. infantil: 42,1- (2000-2005).

ECONOMIA - Moeda: tenge; cotação para US$ 1: 146 (jul./2001). PIB: US$ 15,8 bilhões (1999). PIB agropec.: 11%. PIB ind.: 32%. PIB serv.: 57% (1999). Cresc. PIB: -5,9% ao ano (1990-1999). Renda per capita: US$ 1.250 (1999). Força de trabalho: 7 milhões (1999). Export.: US$ 5,6 bilhões (1999). Import.: US$ 3,7 bilhões (1999). Parceiros comerciais: Federação Russa, Alemanha, Reino Unido, China, Itália, Suíça.

DEFESA - Exército: 45 mil; Aeronáutica: 19 mil (2000). Gastos: US$ 504 milhões (1999).

GOVERNO - República com forma mista de governo. Div. administrativa: 14 regiões e a capital. Presidente: Nursultán A. Nazarbáev (Snek) (desde 1990, reeleito em 1991 e 1999). Primeiro-ministro: Kasymzhomart Tokayev (desde 1999). Partidos: da União Popular (Snek), Socialista do Cazaquistão (SPK), Democrático do Cazaquistão. Legislativo: bicameral - Senado, com 47 membros; Assembléia, com 67 membros. Constituição: 1995.

Fonte: www.ministeriobethel.com.br

Cazaquistão
     
     

País do centro-oeste da Ásia, o Cazaquistão é hoje um dos mais influentes da CEI. Ocupa grande extensão de regiões desérticas e estepes. Rico em minérios, estima-se que possua no mar Cáspio uma das maiores reservas de petróleo ainda inexploradas do planeta.

Após a desintegração da URSS, o país abre mão de seu enorme arsenal nuclear - o quarto do mundo na época - em troca de ajuda financeira norte-americana.

A abertura de sua economia, que já atraía crescente investimento dos EUA, da Europa e da Ásia, ganha novo impulso em 1997: as empresas estrangeiras ficam isentas de impostos, total ou parcialmente, durante os cinco primeiros anos no país.

História

Os cazaques, ou cavaleiros das estepes, descendem de tribos nômades de origem turca e religião muçulmana, que, no século XVII, pedem proteção ao czar russo diante da ameaça de invasão mongol.

O Império Russo retira o poder dos chefes tribais (cãs) e absorve gradualmente o Cazaquistão.

Com a abolição da servidão pelo Império, em 1861, milhões de camponeses russos e ucranianos são estimulados a se instalar em terras cazaques doadas pelo governo central, provocando ressentimento entre a população nativa.

Uma grande rebelião contra o domínio russo, em 1916, é reprimida pelo Exército do czar, que mata 150 mil pessoas.

República Soviética

Após a tomada do poder pelos bolcheviques (comunistas) na URSS, em 1917, nacionalistas cazaques participam de uma coligação contra-revolucionária, ao lado de czaristas e de tropas estrangeiras.

A coligação é derrotada pelos comunistas, e o Cazaquistão torna-se, em 1920, uma república soviética denominada Turquestão, junto com cinco outras nações da periferia do extinto Império Russo.

Em 1936, aparece como república autônoma dentro da URSS. A imigração russa volta a ser estimulada pelo ditador soviético Josef Stálin de tal modo que, no fim dos anos 30, os russos são maioria.

A etnia cazaque só volta a ultrapassar numericamente a população de origem russa em 1989.

No final dos anos 30, mais de 1 milhão de cazaques (um terço da população) morrem de fome como conseqüência da política de coletivização forçada da terra e de assentamento compulsório das populações nômades.

Na II Guerra Mundial o Cazaquistão torna-se local de destino dos diversos povos deportados de sua terra original, por ordem de Stálin.

Nacionalismo

Com o processo de abertura política (glasnost) impulsionado pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov a partir de 1985, ocorre no Cazaquistão a primeira manifestação de nacionalismo contra o poder central soviético.

Em dezembro de 1986, o chefe comunista local, Dinmukhamed Kunáev - um cazaque -, é substituído por um burocrata russo, Gennadii Kolbin, desencadeando uma onda de protestos, violentamente reprimidos.

A tensão é agravada por uma crescente crise econômica, até que, em junho de 1989, Kolbin é substituído pelo primeiro-ministro da República, Nursultán Nazarbáev, um defensor das reformas de Gorbatchov.

Nas primeiras eleições multipartidárias, em abril de 1990, Nazarbáev é confirmado presidente. Após o fracasso do golpe de Estado desferido contra Gorbatchov em agosto de 1991, o Partido Comunista (PC) do Cazaquistão rompe com o PC da União Soviética e muda seu nome para Partido Socialista do Cazaquistão.

O país é a última das ex-repúblicas soviéticas a proclamar a independência, em dezembro de 1991. Nazarbáev é reeleito presidente e aposta na abertura do país ao capital estrangeiro para dinamizar a economia.

O governo desmonta o arsenal nuclear que herdara da extinta URSS e adere ao Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start).

Nova Constituição

Em março de 1995, o Tribunal Constitucional declara inválidas as eleições de 1994, denunciando fraudes. Nazarbáev dissolve o Parlamento e passa a governar por decreto. Em abril de 1995, ele vence o referendo que estende seu mandato até o ano 2000.

Em agosto, outro referendo aprova nova Constituição, considerada ditatorial pelos governos ocidentais. O novo Parlamento passa a ter suas decisões sujeitas ao veto do presidente, que amplia seu poder. Em março de 1997 ele reestrutura o governo e elimina sete dos 21 ministérios e agências...

Fonte: www.sergiosakall.com.br

Cazaquistão
     

Os chefes cazaques estavam preocupados. Os chatos dos mongóis não davam arrego e estavam sempre de olho nos territórios dos outros. "Esses amigos do alheio de meia tigela deviam ir procurar sua turma", pensavam. Mas os cazaques se esqueciam que a vida de nômade é assim mesmo; custa descolar território para ficar saracoteando pelas estepes.

A folhinha marcava o início do século 17 (sim, naquela época a folhinha marcava os séculos também, não reclame) e os chefes tribais decidiram fazer uma reunião para definir as diretrizes a seguir mediante o ataque iminente dos mongóis.

O panfleto, amplamente distribuído entre o pessoal, dizia:

ATENÇÃO TODOS!

Os mongóis querem tomar nossas terras e dominar nosso povo.

Os mongóis são chatos, feios e bobos. Vamos fazer algo a respeito.

Reunião hoje à noite, perto daquela árvore grande (que não tem nome ainda, porque acabamos de chegar por estas paragens daqui).

Be there or be square.

Na reunião, o primeiro a falar foi o grande chefe da maior das tribos – um ancião de ar sábio e profundo, que baforou um cachimbo longo, apertou o olhar, ergueu a mão solenemente e anunciou:

- Tamo ferrado, gente.

E sentou de volta em seu lugar, esperando sugestões.

- Ah! Qual é! Vocês acham que não podemos resistir a um ataque mongol?!(Toda tribo sempre tem um empolgado que ainda fica contando vantagem...).

- Pelamordedeus, eu dou jeito em uns vinte daqueles caras de mamão sozinho!

(... até passar para o campo da mentira sem o menor pudor...)

- Vocês não se lembram da última batalha, quando derrubei sete deles de seus cavalos com um golpe só?

(...e aí alguém corta as asinhas dele, para alívio geral).

- Arrã. Lembro é de você correndo na direção contrária, quando eles apareceram no horizonte gritando.

- Pô, mas vamos combinar. Os mongóis convencem quando fazem cara de batalha. Os gritos, as caretas... brrr. Dá um medo danado.

- Ok, então vamos parar com essa papagaiada e resolver algo de fato. Eu sugiro... er... eu sugiro... hum...

- Desembucha, homem!

- Eu sugiro que a gente peça ajuda ao czar russo. Pronto, falei.

Um burburinho invadiu o local e foi se transformando gradualmente num barraco generalizado. "Onde já se viu, pedir ajuda aos russos?", "Eu não vou com a cara dos russos", "Acho um disparate não podermos nos defender sozinhos" e "Menina, acredita que o roxo vai ser a cor do verão?" foram alguns dos comentários ouvidos.

Neste momento, o velho chefe levantou-se de novo. Observou cada um dos presentes agudamente, respirou fundo, tragou mais uma baforada do cachimbo, ergueu a mão e disse, com a solenidade e a sabedoria que só ele poderia transmitir:

- Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Mas ninguém deu muita atenção, porque achavam que ele estava ficando meio tantã, sempre se comunicando com frases feitas e tal.

Depois de muita discussão, os cazaques tiveram de engolir o orgulho e admitir que não tinha jeito. Seria preciso falar com o manda-chuva russo. E assim fizeram.

- Olha, sêo czar, nós tamos aí na correria. Mas a vida tá difícil com os mongóis sempre atentando a gente.

- Hum.

- Então, a gente queria pedir ao senhor que desse uma limpada na nossa barra lá.

- Feito. Toca aqui! High five!...

E, quando o líder cazaque foi selar o pacto com o czar, este retirou rapidamente a mão e completou, rindo:

- ... deixa que eu toco sozinho! Ha ha ha ha ha!

Nesta hora, o líder cazaque percebeu que fora um mau negócio o acordo com os russos. Não se pode confiar em um chefe de nação que faz essa piada tão infame.

Mais tarde, os russos dominaram o Cazaquistão à medida que apoiavam a população contra os mongóis. O velho chefe passou o resto dos seus dias balbuciando "eu te disse", os outros líderes ficaram deprimidos e o único bobo alegre era o empolgado da primeira reunião:

- Gente, eu sei o que podemos fazer para animar o clima. Que tal um pouco de... disco dancing?!

Fonte: historia.abril.com.br

Cazaquistão
     
     

O Cazaquistão é um país fundamentalmente asiático, embora também inclua uma região relativamente pequena que, geograficamente, pertence à Europa: a área entre o rio Ural e a fronteira russa, que é o ponto mais oriental de todo o continente europeu. Esta característica torna o Cazaquistão uma nação transcontinental; limita a norte e oeste com a Rússia, a leste com a China, a sul com o Quirguistão, o Uzbequistão e Turcomenistão e a oeste com o Mar Cáspio. O Cazaquistão foi um dos países que se tornaram independentes com a dissolução da URSS, tendo se declarado independente em 16 de dezembro de 1991.

História do Cazaquistão

Os cazaques (literalmente significa aventureiros, livres) descendem de tribos nômades de origem turca e religião islâmica que, no século XVII, pedem proteção ao tsar russo diante da ameaça de invasão mongol. O Império Russo retira o poder dos chefes tribais e domina gradualmente o Cazaquistão.

Com a abolição da servidão pelo império, em 1861, milhões de camponeses russos e ucranianos se instalam em terras cazaques doadas pelo governo central, provocando ressentimentos entre os nativos. O exército czarista reprime uma rebelião contra o poder russo em 1916, matando 150 mil pessoas.

Geografia do Cazaquistão

O Cazaquistão é o maior país da Ásia Central e inclui também uma porção de território pertencente à Europa, delimitado pelo rio Ural a oriente, pela fronteira russa a ocidente e a norte e pelo Mar Cáspio a sul. O terreno é praticamente plano, excepto ao longo das fronteiras leste e sueste (com a Rússia, a China e o Quirguistão) e na cordilheira Karatau, a sul, incluindo vastas áreas situadas abaixo do nível do mar. O ponto mais baixo é a depressão de Kaundy, que chega aos 132 m abaixo do nível do mar, e as montanhas orientais podem atingir altitudes bastante elevadas, como se comprova com os 6 995 m do pico Khan-Tengri, o ponto mais elevado do país.

A maior parte do território está coberta por deserto, semi-deserto e estepe, embora a norte o país atinja a zona da Taiga marcado por estratificações cruzadas. O clima é continental, com verões quentes e invernos frios.

Economia do Cazaquistão

Outrora um dos grandes celeiros da ex-União Soviética (30 milhões de Toneladas de grãos em 1991, 15% da produção total da URSS naquele ano). A ex-República Socialista Soviética do Cazaquistãos é rica em recursos minerais: petróleo e gás natural no mar Cáspio e carvão na bacia carbonifera de Karaganda.

Até revolução de 1917, a região do atual Cazaquistão era um daqueles rincões perdidos do moribundo Imperio Russo. Foi apartir da política de deportação em massa de pessoas da Europa para a Ásia soviética (período Stalinista) que a economia da região teve uma radical mudança. O novo regime construiu extenso sistema de ferrovias que facilitou o acesso de milhões de agricultores russos, ucranianos e alemães (principalmente) para as pradarias do norte da República, permitindo em pouco tempo tornar as vastas estepes virgens em grandes fazendas coletivas de produção maciça de grãos.

A Segunda Guerra acelerou o processo de desenvolvimento econômico com a transferência de inúmeras indústrias para a Ásia central soviética. No pós-guerra, visando aproveitar o enorme potencial da região, o regime comunista estimulou novas ondas de imigração; no final dos anos 50 a maioria da população cazaque era composta por eslavos e germanicos e só final dos anos 80 os cazaques voltaram a constituir a etnia mais numerosa do país.

A descoberta de carvão em Karaganda acelerou o processo de industrialização, criando na república um grande setor siderúrgico e de máquinas. Outro fator que contribuiu para tornar o Cazaquistão a república mais desenvolvida da Ásia central soviética foi a instalação do complexo aeroespacial de Baikonur, principal centro de lançamentos de foguetes da extinta URSS. Com o fim da União Soviética, em 1991, o Cazaquistão proclama independência e como outras repúblicas soviéticas sofre com o desmonte do sistema econômico socialista.

O desmantelamento do sistema de coletivas e a emigração em massa da população não cazaque provocou quebra na produção de grãos que reduz para um terço (10 milhões de toneladas) em meados dos anos 90, milhões de hectares são abandonados, ao mesmo tempo que a industria diminui sua produção em 40%.

O único setor que não foi atingido pela crise foi a indústria do petróleo, que tornou-se a principal promessa da economia cazaque diante da quebradeira geral de outros setores da economia. Os motivos que levaram a estagnação econômica da outrora próspera República Socialista do Cazaquistão foi a perda da mão-de-obra não cazaque formada por eslavos e germânicos, altamente qualificada; o desmantelamento do sistema de distribuição e dos mercados da outrora União Soviética, pois o sistema econômico era muito centralizado e interdependente, e o Cazaquistão fornecia para outras repúblicas alimentos e matéria prima em troca de gêneros manufaturados de consumo; as instabilidades políticas, já que o país tornou-se uma ditadura que desestimula investimentos externos diante da precariedades das regras econômicas vigentes.

Nos últimos anos o Cazaquistão vêm fechando acordos para construção de novos oleodutos e gasodutos que permitirão diminuir a dependência do mercado russo, abrindo novas possibilidades para essa importante nação da Ásia central.

Transportes

A Kazakhstan Temir Zholy é a companhia ferroviária nacional do Cazaquistão.

O país possui dois aeroportos internacionais: Aeroporto Internacional de Astana e Aeroporto Internacional de Almaty.

Fonte: pt.wikipedia.org

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