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Cebola

Nome Científico: Allium cepa L.
Nome Comum: Cebola.
Nomes Populares: Cebola.
Família: Alliaceae.
Origem: Centro da Ásia ( Paquistão, Irão, Turquia, China, Mongólia).

Cebola

História

A cebola, Allium cepa L., é uma das espécies hortícolas mais antigas, sendo cultivada á pelo menos 5000 anos. Teve origem no centro da Ásia, tendo sido dispersa para Ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e para todo o continente europeu, sendo depois trazida para as Américas, pelos seus primeiros colonizadores. A Cebola era consumida pelos hindus, egípcios, gregos e romanos da antiguidade e, segundo a lenda, era muito utilizada na alimentação dos construtores das pirâmides do Egipto.

Descrição

Planta herbácea, monocotiledónea, bienal, com sistema radicular fasciculado, ramificado e superficial. O caule da cebola é um disco, muito curto e situa-se na base do bolbo. O bolbo é tunicado e composto pelo caule e pelas bainhas carnudas das folhas. As folhas de Cebola são compostas por bainha e limbo e são de forma cilíndrica. As flores estão dispostas numa inflorescência em forma de umbela esférica. O fruto da Cebola é uma cápsula com 1 a 2 sementes de cor preta e de textura rugosa.

Existem vários cultivares que podem ser classificados em relação ao fotoperíodo, época de cultivo, aptidão para conservação, aptidão para indústria, forma do bolbo, sabor e cor do bolbo.

Sementeira/Transplantação

Em geral, as sementes de Cebolas semeiam-se de preferência em alfobre (de onde se transplantam mais tarde para local definitivo) desde o final do Verão ao início da Primavera. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março. Podem também ser semeadas por sementeira directa. A transplantação pode ser em raíz nua ou raíz protegida, podendo ainda ser plantadas através de bolbos de pequeno calibre (sets). Os alfobres devem ter lugar em locais abrigados com exposição Nascente, Sul e em terrenos leves bem trabalhados. Esta cultura prefere climas temperados, com exposições soalheiras abrigadas dos ventos e temperaturas baixas, certa humidade nas primeiras fases de desenvolvimento, mas temperaturas elevadas e pouca humidade durante a maturação do bolbo.

Compasso

Em geral, nas entrelinhas variam entre 20-40 cm e entre plantas na linha entre 10-15 cm.

Crescimento

Médio

Luz

Boa luminosidade.

Temperatura

As temperaturas óptimas na fase inicial de desenvolvimento variam entre os 13Cº e os 24Cº, enquanto na fase de formação do bolbo, variam entre os 16Cº eos 21Cº.

Solos

A Cebola prefere solos ligeiros e pH entre os 6-7, podendo ser inferior se a quantidade de matéria orgânica no solo for elevada.

Resistência

Cultura de estação fresca, resistente ao frio, embora existam hoje em dia cultivares de cebola adaptadas a diversas condições.

Rega

Muito regular. Abundante na fase de crescimento das folhas e na fase inicial de crescimento do bolbo de cebola.

Adubação

Cultura exigente quanto á fertilização. Aplicar adubo rico em azoto, fósforo e potássio durante a fase inicial de desenvolvimento. Aplicar adubo rico em fósforo e potássio repartindo durante o desenvolvimento da planta. Não aplicar azoto em grande quantidade na fase de formação do bolbo.

Pragas e Doenças

Ácaros, afídeos, alfinete, larvas mineiras, melolonta, mosca da cebola, traça da cebola, tripes, nemátodos, alternariose, bolor preto, podridão cinzenta, podridão do bolbo, queimadura das folhas, cladosporiose, antracnose, fusariose, míldio, ferrugemda cebola, podridão branca, viroses.

Multiplicação

Semente

Colheita

A colheita das cebolas é efectuada no final da senescência completa das folhas ou quando 50 a 80% das plantas acamaram. O arranque pode ser manual ou mecânico. Dependendo da altura da colheita, pode ser feita uma secagem dos bolbos.

Pós-Colheita

As cebolas podem ser comercializadas com a rama cortada ou em réstias, com os bolbos inteiros, sãos, limpos, secos, sem odores e sabores estranhos e livres de pragas e doenças.

Utilização

Muito utilizada na dieta mediterrânica, em quase todo o tipo de pratos, em saladas, sopas, em fresco, transformadas, desidratadas e congeladas, em pickles, em salmoura, em molhos e temperos.

Valor Nutricional

Cada 100 gramas de Cebola (Allium cepa) contém:

Calorias - 33kcal
Proteínas - 1,5g
Gorduras - 0,3g
Vitamina A - 125 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) - 60 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) - 45 mcg
Vitamina B5 (Niacina) - 0,15 mg
Vitamina C (Ácido ascórbico) - 10 mg
Potássio - 180 mg
Fósforo - 45 mg
Cálcio - 35 mg
Sódio - 16 mg
Silício - 8 mg
Magnésio - 4 mg
Ferro - 0,5 mg

André M. P. Vasconcelos
Engenheiro Agrónomo

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

Cebola

Cebola

A cebola pertence à família das “liliáceas” e subfamília das “alioídeas”, seu nome científico é “allium cepa”, procedente da Ásia Ocidental é também muito comum na Europa e na América, seu período de safra é de setembro a março. Oferece sabor especial a quase todos os tipos de pratos é considerada a base de todos os temperos, há três tipos principais de cebola: a cebola amarela, a branca e a vermelha, quando for comprar observe sua uniformidade e o brilho da casca.

A exemplo do alho, a cebola contém óleo essencial de enxofre que participa em diversas combinações orgânicas, em especial nas sulfamidas que com a penicilina constituem um meio mais eficaz de combater ás enfermidades infecciosas. Participa ainda em outros compostos como fósforo, flúor, potássio, ácido salicilico, secretina, glicoquina e vitaminas B e C. Apresenta na sua composição a presença de um óleo essencial, com sulfeto de alilo, que provocam o sabor e o cheiro característicos da cebola.

Segundo a “Enciclopédia Saúde, as cebolas contém 87,6% de água, 0,3% de gorduras, 1,6% de proteínas, 9,9% de hidratos de carbono, 0,8% de celulose, 0,6% de cinzas, e cerca de 45 calorias a cada 100 gramas é escassa em hidratos de carbono e auxilia na dieta alimentar de obesos e diabéticos.

PROPRIEDADES TERAPEÚTICAS

A cebola possui alto poder desinfetante antiinflamatório e bactericida, pode ser utilizado como antídoto em picadas de aranhas, cobras, elimina parasitas causadores de putrefações e focos purulentos, expulsa os agentes nocivos da região afetada, pode ser utilizada também em furúnculos juntamente com o mel.

Nas infecções de garganta, coriza, para eliminar catarros, rouquidão, afonia e reumatismo. Em enfermidades infecciosas e inflamatórias como: varíola, tifo, sarampo, escarlatina, febres, gripes, pneumonias, pleurisias, amidalites, rouquidão, eczemas, contra caspa e queda do cabelo.

Exerce ação benéfica ao organismo como um todo: esôfago, garganta, estômago, intestinos, fígado, rins, sangue, pele, cérebro. Macerada adicionada de mel cura asma e bronquite. Age também no combate a angina, arteriosclerose, alergias, câncer, colesterol, diabetes, doenças cardiovasculares, da pele, hipertrofia, infarto, intestino, próstata, rins, trombose, vesícula, pâncreas e tumores em geral.

Fonte: www.vigorevida.com.br

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