
Pesquisas feitas em vários países garantem que cebola ajuda a prevenir vários tipos de câncer, rotege contra doenças cardiovasculares e, como fosse pouco, inibe a ação de fungos e bactérias
Muita gente não suporta o cheiro penetrante e o sabor inconfundível da cebola, principalmente quando ela se apresenta crua sobre o prato. Se esse é o seu caso, tomara que, depois de ler esta reportagem, você deixe de lado a mania de separar pedacinho por pedacinho do vegetal do restante da comida e experimente sem cara feia a mais acebolada das receitas. Afinal, em um mundo científico cada vez mais voltado para descobrir a relação dos alimentos com a prevenção de doenças, o vegetal ganha pontos.
Das cerca de 50 variedades disponíveis no Brasil, só cinco têm essa tonalidade. Em alguns países as cebolas roxas são as preferidas. Mas quer saber? Do ponto de vista funcional, parecem conter menos substâncias benéficas do que as amarelas.
As de tonalidades claras e as mais escuras são menos ardidas e, por isso, comuns na cozinha doméstica. Já as brancas costumam ser industrializadas na forma de cebola desidratada ou em conserva.
"Entre quem come o equivalente a uma cebola durante a semana, a probabilidade de desenvolver um câncer qualquer chega a ser 14% menor", revela em entrevista à SAÚDE! a pesquisadora Carlotta Galeone, que, com seus colegas do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, avaliou fi cha médica por fi cha médica de centenas de voluntários, divididos, é claro, em duas turmas — a dos avessos à cebola e a dos que encaravam comê-la crua. Não foi por acaso que fizeram a comparação. Eles queriam avaliar os benefícios da hortaliça para a saúde, uma vez que a cozinha de seu país usa e abusa do ingrediente.
Já existiam, é bem verdade, estudos ligando seu consumo à diminuição do risco de tumores de estômago, intestino e próstata. Os cientistas de Milão, porém, expandiram essa visão. Na sua amostragem, não só esses, mas todo tipo de tumor era mais comum no primeiro grupo — o dos sem-cebola.
Outra descoberta dos italianos: a proteção parece ser proporcional às porções ingeridas.
Assim, duas cebolas semanais são sufi cientes para derrubar em 56% o perigo do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. E aqueles que comem com gosto muitos anéis distribuídos pela salada do almoço e do jantar, em quantidade correspondente a uma cebola inteirinha por dia, estão ainda mais resguardados. "Aí, as chances de câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88%", assegura Carlotta. E não foi só isso o que a ciência confi rmou nos últimos tempos.
Sabe-se que a cebola dificulta a ação das bactérias, inclusive as causadoras da cárie e dos distúrbios gástricos, além de atuar contra fungos que provocam micoses, amenizar os sintomas da asma, combater inflamações e diminuir os riscos de trombose e aterosclerose. Um dos últimos trabalhos reafirmando essas qualidades é assinado pelo Ministério da Agricultura do governo da Austrália. Porcos com dieta rica em gorduras tiveram seus índices de triglicérides reduzidos em 15% quando a cebola foi incluída no cardápio.
O próximo passo, agora, é descobrir qual seria a melhor cebola para uma vida mais longa e saudável. Ora, são mais de 600 espécies! À primeira vista todas são parecidas do ponto de vista nutricional, reunindo numa só rodela cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B — principalmente B1 e B2 — e vitamina C. Na prevenção de doenças, o poder de fogo dos membros da vasta família Alliaceae pode variar — ou nem tanto.
Apesar de consumirmos menos cebolas do que os italianos, nós, brasileiros, estamos acostumados ao seu paladar. A cebolinha verde, por exemplo, muito usada como tempero, é tida como um broto de cebola, quando é mais uma variedade dela. Cebola ou cebolinha, o bulbo pode ir para a panela ou para a saladeira — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília. — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília.
O médico Edson Credídio, que é diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, recomenda consumir o vegetal cru, já que o calor do cozimento ou da fritura destrói seus compostos benéficos. A Embrapa está desenvolvendo uma variedade de cebola isenta de substâncias que provocam choro e mau hálito, mas é provável que a novidade não produza tantos bons efeitos. Então, encare o bafo, o ardor e as lágrimas com alegria. Tudo pode ser uma questão de treinar o paladar para sabores picantes.
Fonte: parolima.com
Planta herbácea, monocotiledónea, bienal, com sistema radicular fasciculado, ramificado e superficial. O caule da cebola é um disco, muito curto e situa-se na base do bolbo. O bolbo é composto pelo caule e pelas bainhas carnudas das folhas. As folhas de Cebola são compostas por bainha e limbo e são de forma cilíndrica.
Em geral, as sementes de Cebolas semeiam-se de preferência em alfobre desde o final do Verão ao início da Primavera. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março. Podem também ser semeadas por sementeira directa. A transplantação pode ser em raíz nua ou raíz protegida, podendo ainda ser plantadas através de bolbos de pequeno calibre.
Em geral, nas entrelinhas variam entre 20-40 cm e entre plantas na linha entre 10-15 cm.
Médio
Boa luminosidade.
As temperaturas óptimas na fase inicial de desenvolvimento variam entre os 13Cº e os 24Cº, enquanto na fase de formação do bolbo, variam entre os 16Cº eos 21Cº.
A Cebola prefere solos ligeiros e pH entre os 6-7, podendo ser inferior se a quantidade de matéria orgânica no solo for elevada.
Cultura de estação fresca, resistente ao frio, embora existam hoje em dia cultivares de cebola adaptadas a diversas condições.
Muito regular. Abundante na fase de crescimento das folhas e na fase inicial de crescimento do bolbo de cebola.
Cultura exigente quanto á fertilização. Aplicar adubo rico em azoto, fósforo e potássio durante a fase inicial de desenvolvimento. Aplicar adubo rico em fósforo e potássio repartindo durante o desenvolvimento da planta.
ácaros, afídeos, alfinete, larvas mineiras, melolonta, mosca da cebola, traça da cebola, tripes, nemátodos, alternariose, bolor preto, podridão cinzenta, podridão do bolbo, queimadura das folhas, cladosporiose, antracnose, fusariose, míldio, ferrugem da cebola, podridão branca, viroses.
Semente
A colheita das cebolas é efectuada no final da senescência completa das folhas ou quando 50 a 80% das plantas acamaram. O arranque pode ser manual ou mecânico
Fonte: www.cm-guimaraes.pt