
Originária do centro da Ásia, a cebola é o principal condimento utilizado pelos brasileiros e, de modo geral, pela maioria dos povos.
A cebola chegou ao continente europeu, de onde foi trazida para as Américas pelos primeiros colonizadores. No Brasil, era cultivada, inicialmente, apenas nos estados da Região Sul, mas, aos poucos, foi se expandindo e atualmente é cultivada desde o Nordeste até o extremo sul do país.
Trata-se de uma planta anual, para produção de bulbos, e bienal, para produção de sementes. O bulbo é formado pela bainha das folhas, que se tornam carnosas e suculentas, sobrepondo-se umas às outras e recobertas, exteriormente, por escamas secas, de coloração amarela, roxa ou branca, dependendo da variedade.
A cebola contém 87,5% de água e é composta de proteína, cálcio, flavonóides e vitaminas. Esta cultura se desenvolve melhor em solos bem profundos, bem drenados e ricos em matéria orgânica e se adapta melhor em regiões de clima temperado ou subtropical e não suporta solo encharcado.
O plantio é feito por mudas ou pequenos bulbos, cultivados em semeadeira por cerca de 40 dias. A adubação deve ser feita antes do plantio e repetida após 30 dias. A colheita é feita quando as folhas começam a amarelar e a ficar secas. O tempo que a cebola leva para completar esse processo varia para cada espécie.
Em condições normais, um hectare de terra produz de dez a 20 toneladas de cebola para venda e o período de safra ocorre de setembro a março. Dependendo do método e época de plantio, da variedade utilizada e condições climáticas, a colheita, pode ser manual ou mecanizada, e realizada em duas ou três vezes. As plantas colhidas são colocadas lado a lado, para secar, ficando os bulbos resguardados, pelas folhas, dos raios diretos do sol. Neste processo, as plantas, arrancadas inteiras, são posteriormente submetidas ao processo de “cura”, antes do armazenamento e comercialização. Se o tempo estiver firme, não se deve apressar o recolhimento das plantas arrancadas, mas deixá-las no campo até à tarde do dia seguinte, porém, a permanência exagerada das plantas no campo, depois de colhidas, pode resultar em queima ou no murchamento dos bulbos, comprometendo, assim, tanto o valor comercial do produto como o seu armazenamento.
Os tratos culturais resumem-se, basicamente, a duas ou três capinas quando o terreno apresenta alta incidência de pragas e pulverizações quando necessário. É aconselhável que a rotação seja feita com arroz, batata, cenoura e milho.

As pragas mais importantes que atacam a cultura da cebola são a tripse e a lagarta-rosca. A primeira é um inseto muito pequeno de corpo fino e longo, de cor amarelopardo, muito ágil. As plantas atacadas apresentam, nas folhas, manchas acinzentadas que tomam, mais tarde, uma tonalidade prateada. Um exame dessas manchas revela a destruição dos tecidos externos. É comum, também, o aparecimento, na superfície das folhas, de pontos negros, produzidos pelo excremento dos insetos. Quando a população de insetos é muito elevada, o que ocorre, comumente, nos períodos quentes e secos, os bulbos não se desenvolvem normalmente, as folhas se tornam amareladas e com pontas secas e retorcidas. A lagarta-rosca é a larva de uma mariposa e corta as plantas rente ao solo; sua presença é detectada pelo aparecimento de pés caídos, podados junto ao chão.
As principais doenças que atacam a lavoura de cebola são a mela, bastante comum nos canteiros de semeação. Seu sintoma principal é o apodrecimento da base da planta e das raízes, tendo como conseqüência o tombamento da planta, desprendendo-se do solo a parte aérea. Essa doença é causada por um grupo de fungos, que se aproveita do estado de fraqueza das plantas nascidas em canteiros mal localizados, ou com semeação muito densa. Para controlar o aparecimento da doença, deve se evitar local úmido e mal ensolarado, assim como aglomeração de mudas nos canteiros.
Quando a doença aparece deve-se suspender as regas diárias, pois a falta de umidade interrompe sua proliferação. É aconselhável efetuar uma rega com fungicidas indicados por técnico; podridão branca: manifesta-se em qualquer fase da vida da planta e os bulbos, depois de colhidos, ficam sujeitos ao seu ataque. As plantas atacadas apresentam folhas amareladas e murchas, as raízes apodrecem e se destacam do bulbo, ficando cobertas por um bolor branco. É uma doença de difícil controle, por isso é importante fazer a prevenção com rotação de cultura, destruição das planta atacadas e eliminação dos restos culturais; queima das folhas: muito comum nos cebolais de São Paulo, é causada por um fungo.As folhas atacadas apresentam manchas pequenas de centro arroxeado. As partes atacadas absorvem umidade, apodrecendo aos poucos. As folhas murcham, tombam e se tornam secas nas pontas. O controle dessa doença é efetuado por meio de pulverizações preventivas com fungicidas.
Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cultura da cebola ocupou, em 2006, uma área de 68 mil hectares e a produtividade foi de aproximadamente 1,16 milhões de toneladas. A região de Monte Alto, interior de São Paulo, é um dos principais pólos produtores de cebola do país.
Fonte: www.jornalentreposto.com.br

Allium cepa L.
Alliaceae
Centro da Ásia
Planta herbácea, anual para a produção de bulbos e bienal para a produção de sementes. Apresenta flores tubulares ocas, cilíndricas e sua parte aérea pode alcançar até 60 cm de altura. O bulbo tunicado, produto comercial, é um caule subterrâneo, formado pelas bainhas carnosas das folhas, que se sobrepõem umas as outras e são recobertas, exteriormente, por escamas secas de coloração amarelada, roxa ou branca, segundo a variedade. O caule verdadeiro reduz-se a um disco comprimido, na base do bulbo, de onde partem folhas e raízes.
As flores são hermafroditas, de coloração branca ou esverdeada, reunidas numa inflorescência do tipo umbela. Após um período sob baixas temperaturas, há emissão de um pendão floral, que pode alcançar de 1,30 a 1,50 m de altura. No ápice desse pendão encontra-se a umbela formada por um número variável de 50 a 2000 flores.
Baia-piriforme, baia-bojuda, rio-grande , baia-piriforme, precoce- piracicaba, monte-alegre-IAC, excel, texas-early-grano-502 e roxa-do-traviú-IAC.
Sementeira: março;
Transplante: 40 a 60 dias após.
40 x 10cm.
1kg/ha.
Plantio em nível.
Por hectare
Em cobertura
Por infiltração, quando for necessária.
Tombamento
Semear em canteiros bem drenados ensolarados
Alternária:
Pulverizar com Dithane M-22 a 0,20%
Antracnose
Pulverizar com carbamatos
Míldio
Pulverizar com cúpricos
Tripses
Pulverizar com Rhodiatox (emulsão a 5%) a 0,20% , ou Malatol 50 a 0,20 ou Phosdrin.
Agosto - outubro.
10 a 14t/ha de bulbos.
Plantar preferivelmente e terras leves e férteis.
Fonte: www.agrov.com