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Cevada

 

A Cevada é um cereal de inverno da família Gramineae, utilizado na indústria cervejeira para a preparação do malte, na fabricação de rações, na indústria de farinha para alimentação infantil, na de doces e confeitos, na panificação e ainda para fins terapêuticos.

A espécie de maior importância é Hordeum vulgare L com cultivares de 2 fileiras de espiguetas.

Nome científico: Hordeum vulgare L.

Nome vulgar: Cevada

Cevada
Cevada

Características botânicas

A Cevada é uma planta anual, com colmo de até 1m de altura.

Possui folhas invaginadas em cada nó do colmo, compridas, eretas e glabras.

O fruto é uma cariopse, amarelada, sulcada longitudinalmente.

As flores estão dispostas em espigas densas e compactas na extremidade do colmo. A disposição das espiguetas no eixo dá a inflorescência um aspecto quadrangular.

Época de semeadura: Dependendo da região, a recomendação para o RS é a semeadura a partir de meados de Maio até o final de Julho.
Densidade de semeadura:
100 – 150 Kg / há. A densidade recomendada visa estabelecer um stand de 250 plantas por metro quadrado, sendo 50-60 plantas por metro linear
Espaçamento:
O espaçamento recomendado é de 17 – 20 cm entre linhas.
Adubação:
A adubação deve ser feita conforme análise de solo, porém um aspecto de extrema importância no cultivo da cevada quando esta se destina a produção de malte, é a adubação nitrogenada que deve ser adequada para não provocar excessos de proteína no grão, pois a indústria cervejeira não tem interesse no produto que contenha níveis superiores a 12 % de proteína.
Observações:
A Cevada adapta-se melhor a solos profundos bem drenados, de textura média (argilosa) e bem estruturados. Evitar solos arenosos, ácidos ou mal drenados.

Época de Safra

A época de safra varia em função da região e do ciclo cultivado estando compreendida entre Setembro e Novembro.

Colheita

A Cevada para ser malteável, deve apresentar poder germinativo de, no mínimo 95%. Além do alto poder germinativo, os grãos devem apresentar cor e cheiro característicos de palha. Aconselha-se efetuar colheita em dias secos, e quando o teor de umidade de grão estiver próximo de 13%, de maneira a evitar o processo de secagem artificial e de aparecimento de grãos verdes.

Produção/Produtividade

A produção no RS está em torno de 90.000 toneladas de grãos / ano, ocupando uma área de aproximadamente 60.000 há. A produtividade média gira em torno de 1.500 Kg / há.

Principais Estados Produtores: Basicamente a Cevada é produzida nos estados da região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul.

Épocas e regiões indicadas para semeadura no RS:

Basicamente, as regiões são definidas pelas suas características agroclimáticas considerando as épocas mais prováveis de ocorrência de fenômenos climáticos considerados adversos em momentos críticos da cultura.
A região destacada no mapa como "não recomendada", tem como principal problema a possível ocorrência de estiagem durante todo o ciclo da cultura afetando seu desenvolvimento principalmente no período de afilhamento e florescimento da Cevada, períodos críticos e decisivos para o rendimento da cultura.
Nas demais regiões do RS, as épocas preferenciais para semeadura buscam evitar que o período de florescimento da cultura não coincida com grande possibilidade de ocorrência de geadas na região. Por exemplo, a região serrana é a que recebe a recomendação de semeadura mais tardia do estado, pelo fato de ocorrerem geadas tardias com muita freqüência, o que se ocorrer quando do florescimento da cultura, pode representar redução importante no rendimento ou até perda total na produção das lavouras.

Regiões de plantio no RS:

No RS, mesmo que exista uma grande região considerada como não recomendada para o cultivo da Cevada, verifica-se que as regiões próximas a Itaqui, São Borja, Uruguaiana e Alegrete apresentam grandes áreas de cultivo, pois apresentam solos férteis e grandes áreas para cultivos.
Outras áreas de forte expressão no cultivo da Cevada são as regiões do Planalto como Passo Fundo, Soledade, Julho de Castilhos e Cruz Alta. Na região da Campanha, nas regiões dos municípios de Don Pedrito, Bagé e Pinheiro Machado e na Depressão Central em municípios como Cachoeira do Sul e Rio Pardo a cultura tem grande expressão também.

Variedades para Industrialização

As cultivares utilizadas atualmente para a industrialização são cultivares cervejeiras, sejam elas: Cevada BR-2, Embrapa 127, BRS 195 são cultivares desenvolvidas pela Embrapa e CBB 01, MN 684 e MN 698, materiais desenvolvidos pela AnBev.. Para panificação ou alimentação em grãos do gado (ração) são utilizados de maneira geral os grãos que são mal remunerados ou desprezados pela industria cervejeira, ou seja, os grãos que apresentem menos de 1,8mm de diâmetro.

Estão sendo estudadas variedades específicas para alimentação animal no IAPAR, porém sua data para lançamento no mercado ainda é incerta.

Principais Produtos Alimentícios Derivados da Matéria-Prima:

O principal produto derivado da Cevada é o malte. Em segundo plano vêm o grão utilizado na panificação, na alimentação infantil e na ração para animais.
Atualmente o bagaço de Cevada tem aparecido como alternativa importante na alimentação animal. Este produto é resultante da fase inicial do processo de fabricação de cerveja, retirando do mosto por meio de filtro de prensa. Apresenta-se na forma de casca ou de farelos com umidade em torno de 80%, PB 25% e FB 20%.

Samanta Ullmann

Antonio José Queirolo Aguinaga

Bibliografia

COMISSÃO DE PESQUISA DE CEVADA. Indicações técnicas para produção de Cevada Cervejeira:safras 2001 e 2002. Passo Fundo: Embrapa Trigo, 2001.80p
KENT, N.L. Technology of Cereals: with special reference to wheat. 2 ed. Oxford:ed.Pergamom Press, 1975. p44-53.
GUIRRA RURAL.Cevada.Disponível em: www.guirra.com.br/culturas/cevada. Acesso em 22/02/2002.

Fonte: www.ufrgs.br

Cevada

Nome científico: Hordeum distichum L.

Família: Gramineae

Origem: Europa

Características da planta

Planta anual, com colmo de até um metro de altura. Possui folhas invaginantes em cada nó do colmo, compridas, eretas e glabras.

O fruto é uma cariopse ovóide, amarelada, truncada no ápice e sulcada longitudinalmente.

Características da flor

As flores estão dispostas em espigas densas e compactas, na extremidade do colmo.

A disposição das espiguetas no eixo dá à inflorescência um aspecto quadrangular.

As glumas são múticas ou curto-arestadas.

Melhor variedade: Breuns - volla.

Época de plantio: Março - abril.

Espaçamento: 20cm entre linhas aplicar 2g de sementes/metro linear.

Sementes necessárias: 100 a 140kg/ha.

Combate à erosão: Áreas terraceadas.

Adubação: Conforme a análise da terra.

Tratos culturais: Herbicidas e capinas.

Combate à moléstias e pragas: Ferrugem do colmo e da folha, helmitosporiose e septoriose

Variedades resistentes

Lagartas: inseticidas clorados ou cabamatos, ou mistura de clorados e fosforados
Pulgões:
inseticidas fosforados, sistêmicos ou não
Carunchos:
expurgo.
Época de colheita:
agosto - setembro.
Produção normal:
500 a 1.500kg/ha.
Melhor rotação:
adubos verdes de ciclo curto. Alqueive.

Observações: preparar bem o solo; fazer calagem nas terras ácidas;

Fonte: www.agrov.com

Cevada

Existem evidências de que os primeiros homens, a cultivar a cevada com o objetivo de produzir a cerveja viveram a mais de 8000 anos atrás.

Em documentos sumerianos encontrados na região mesopotâmica de Sikau comprovam as primeiras referências explícitas à cerveja em 3000 a.C.

Cevada
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Posteriormente a cerveja chega ao Egipto, e alguns hieróplifos mostram-nos que o povo dominava a tecnologia de fabricação da cerveja.

Eles levavam ao forno um pão de cevada a fim de germinar e secar o cereal.

Depois mergulhavam-no em água para produzir o malte.

Cevada
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Os egípcios chegaram a produzir diferentes variedades de cerveja como a Cerveja dos Notáveis e a Cerveja Tebas.

Na Mesopotâmia, a aristocrática senhora Pu-Adi bebia a sua cerveja de todos os dias por um canudo de ouro puro.

Na Babilônia em 1793 - 1759 a.C., o sexto rei chamado Hammurabi prescreveu punições severas a taberneiros desonestos ao servir cerveja.

Em 605 - 562 a. C., Nabucodonosor II, que ficou conhecido pelo tino administrativo, desfazia-se de concubinas caídas em desgraça, mandando afogá-la em tonéis de cerveja.

Os egípcios foram os grandes responsáveis por tornar conhecida a cerveja pelos outros povos orientais.

Desse início de trajeto, ela aportou na bacia do Mediterrâneo e daí para o norte da Europa e em fim para o resto do Mundo.

Na Idade Média alguns mosteiros fabricavam e desenvolviam a arte da fabricação da cerveja, acrescentando plantas aromáticas como a mírica, o rosmarinho, o louro, o gengibre e por fim lúpulo.

Este que é utilizado até hoje foi introduzido ao processo entre os anos 700 e 800 por monges do mosteiro de San Gallo na Suíça.

Fonte: www.bmrs.com.br

Cevada

Conheça os benefícios desse cereal que é um poderoso aliado no combate ao câncer de cólon, além de importante fonte de energia. Que o digam os gladiadores romanos, cuja dieta era toda à base de cevada.

CURIOSIDADES

A cerveja não é a única bebida feita a partir de grãos de cevada.

Em alguns lugares do mundo, como no Norte de Portugal e em toda a Itália, o café de cevada é um substituto muito popular do tradicional “espresso”.

No Brasil, encontra-se pó de café de cevada em lojas de produtos naturais.

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O café de cevada é considerado mais saudável do que o tradicional por não conter cafeína e ainda oferecer todas as propriedades nutricionais e medicinais que o cereal contém.

Os gladiadores romanos eram prova incontestável de que a cevada é um alimento poderoso e muito saudável. Eles tinham a dieta toda baseada em cevada – em forma de grãos, pão e cerveja – e por isso eram conhecidos como os hordearii ou “homens cevada”.

ORIGEM

Se hoje a cevada é conhecida pela maioria apenas como ingrediente principal da fabricação de cerveja, para os povos antigos ela tinha grande importância.

Sua história está intimamente relacionada com a origem da agricultura. Registros de arqueólogos que estudam a Idade da Pedra afirmam que os homens das cavernas comiam grãos de cevada selvagem que ficavam caídos pelo chão.

A cevada selvagem ocorria principalmente na região que hoje engloba a Síria, Palestina e Ásia Menor. Monumentos e inscrições encontrados em sítios arqueológicos no Egito, e que datam de 5.000 A.C., retratam a cevada como um alimento de grande importância. Os Sumérios, que viveram em 3.500 A.C., usavam grãos de cevada como unidade de medida e moeda de troca.

Na Babilônia, de 1.750 A.C., o cereal também funcionava como dinheiro. Foram os gregos e romanos que aprenderam a transformar cevada em pão e cerveja.

Ela foi levada à Europa e Estados Unidos por peregrinos e comerciantes dos séculos 16 e 17. Não se sabe quando chegou à China e Japão, mas o fato é que nesses países passou a ser ingrediente fundamental da dieta dos monges budistas, que têm o tsampa (espécie de mingau de cevada) como principal fonte de energia. Atualmente, a cevada é o quinto cereal mais produzido no mundo, usada na fabricação de cerveja e ração animal. No Brasil, ela é cultivada principalmente em Estados da região Sul e Sudeste.

PROPRIEDADES MEDICINAIS

Artigos publicados por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina reforçam a tese de que os cereais e fibras integrais ajudam a combater o câncer de cólon.

A nutricionista Heloísa Guarita, colaboradora do site RG Nutri, confirma a informação:

“A ingestão de cereais como cevada é importante para o bom funcionamento do intestino, aumenta o bolo fecal e facilita o trânsito intestinal. Isso tudo ajuda a prevenir o câncer de cólon.” Camila Latorre, nutricionista e consultora do Restaurante Natural e do Prema Yoga, explica mais detalhadamente o processo: “Nos intestinos residem bactérias que se alimentam de celulose (fibras não digeríveis pelas enzimas humanas) e como reação produzem substâncias protetoras contra o câncer da parede intestinal.” A presença dos minerais magnésio e selênio torna a cevada um alimento indispensável para quem quer manter o sistema imunológico saudável. Heloísa explica: “O magnésio é um mineral utilizado na formação dos ossos e na liberação de energia dos músculos, e o selênio é um antioxidante que ajuda a proteger as células e o organismo todo.” Camila ainda acredita que a ingestão de cevada pode ser aliada no combate a outras doenças:” A cevada é útil não só no combate ao câncer, bem como é indicada para o tratamento de doenças pulmonares, desmineralizações, diarréias, infecções dos intestinos e em estados febris. É também ótima fonte de energia para pessoas em convalescença e idosos.”

PROPRIEDADES NUTRICIONAIS

A cevada é um cereal rico em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B e nos minerais selênio e magnésio. Em 100g de grãos de cevada, encontra-se cerca de 73g de carboidratos. 12 g de proteínas, 37,7 mg de selênio e 1,94 mg de magnésio. Por causa da grande quantidade de fibras, a cevada é considerada um alimento funcional.

A nutricionista Heloísa Guarita explica: ”Pelo teor de fibras, os integrais são incluídos na categoria dos alimentos funcionais, pois sua utilização dentro de uma dieta equilibrada pode ajudar no funcionamento do intestino, redução do colesterol e do risco de algumas patologias.” A ingestão de fibras também é recomendada para quem quer perder peso. “O alto teor de ingestão de fibras promove melhor aproveitamento dos nutrientes ingeridos e dá sensação de saciedade, o que reduz a fome”, esclarece Heloísa.

A nutricionista ainda explica que a cevada tem grande importância para quem segue uma dieta vegetariana ou vegana, pois ela é grande fonte de energia ao lado de outros alimentos ricos em carboidratos, como arroz e maçarão integral, batata, mandioca, trigo e aveia. Heloísa. afirma que as Diretrizes Dietéticas dos EUA recomendam a ingestão de três porções diárias de cereais ricos em fibras, e que metade delas seja de cereais integrais.

A nutricionista ensina qual é a melhor maneira de consumir cevada: ”Seu modo de preparo é similar ao do arroz. Pode ainda ser misturada à ele. Muito apreciada em saladas com legumes e verduras, risotos e também em sopas.”na forma de grãos, leite, sucos e queijo (o tofu).

Fonte: www.revistavegetarianos.com.br

Cevada

Um grão antigo maravilhosamente nutritivo com um profundo sabor a noz, a cevada é uma prima do trigo que recebeu recentemente reconhecimento mundial.

Produtos de cevada podem ser encontrados na sua loja local de produtos naturais durante todo o ano.

Cevada
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Cevada
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È um primo distante do trigo e, embora possa ser usado em muitas das mesmas maneiras do trigo, como pão e massas, não causa sensibilidade em muitas pessoas que são intolerantes ao trigo.

Para além da farinha de cevada, a cevada também se apresenta na sua forma de grão integral (muitas vezes referida como grão de cevada) que podem ser preparadas e saboreadas como o arroz.

A cevada é conhecida cientificamente como Triticum espelta.

A Cevada

Assim como o arroz, a cevada (Hordeum distichum) é uma gramínea.

Seus grãos são empregados na panificação há mais tempo do que o trigo, embora na forma pura eles não resultem em um pão de boa qualidade por não conterem glúten.

Para fazer pão de cevada, deve-se misturar uma parte de farinha de cevada para cada quatro partes de farinha de trigo.

Os grãos de cevada contêm fibras e proteínas de ótima qualidade.

200 grs / 270.00 Calorias:

NUTRIENTES QUANT. DDR (%)

DENSIDADE DO NUTRIENTE

CLASS.
fibras 13.60 g 54.4 3.6 muito bom
selênio 36.40 mcg 52.0 3.5 muito bom
triptofanos 0.12 g 37.5 2.5 bom
cobre 0.64 mg 32.0 2.1 bom
manganÉsio 0.62 mg 31.0 2.1 bom
fósforo 230.00 mg 23.0 1.5 bom

Fonte: www.inforsegjf.com/www.atribunanews.com.br

Cevada

Cevada
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A cevada (Hordeum vulgare sp. vulgare) é um cereal de inverno que ocupa a quinta posição, em ordem de importância econômica, no mundo.

O grão é utilizado na industrialização de bebidas (cerveja e destilados), na composição de farinhas ou flocos para panificação, na produção de medicamentos e na formulação de produtos dietéticos e de sucedâneos de café.

A cevada é ainda empregada em alimentação animal como forragem verde e na fabricação de ração. No Brasil, a malteação é o principal uso econômico da cevada, já que o país produz apenas 30% da demanda da indústria cervejeira.

A produção brasileira de cevada está concentrada na Região Sul, com registros de cultivo também nos estados de Goiás, de Minas Gerais e de São Paulo.

Atualmente, a cevada é mais cultivada em mais de 140 mil hectares, e a produção é de aproximadamente 380 mil toneladas. Há três maltarias em atividade, instaladas no RS, no PR e em SP.

Cerrado produz cevada de boa qualidade

Cevada
Cevada

A produção de cevada, que antes era restrita às regiões de clima frio, está-se consolidando no Cerrado.

A variedade BRS 180, desenvolvida em parceria com a iniciativa privada, mostrou elevados índices de produtividade em lavouras experimentais (entre cinco mil e seis mil quilos por hectare) e teores de proteína inferiores a 12%, o que atende à demanda dos produtores e aos padrões de qualidade exigidos pela indústria do malte.

Com a produção de cevada na região do Cerrado, o Brasil reduzirá em torno de 10% a necessidade de importação de malte para fabricação de cerveja.

Fonte: www.cnpt.embrapa.br

Cevada

Benefícios e propriedades da cevada

A cevada trata-se de um cereal que pode converter-se em um magnífico e bom substituto para aquelas pessoas que sofrem intolerância à farinha comum (intolerância ao glúten).

Não em vão, trata-se de um cereal cultivado desde muito antigo. Existem evidências de que faz mais de 4.000 anos já se consumia em regiões como Abissínia e Nepal.

É preciso conhecer que existem diversas variedades de cevada.

Mas as questões mais importantes são os benefícios e propriedades da cevada, já que se caracteriza por ser um cereal delicioso e certamente nutritivo

Cevada
Cevada

Benefícios e propriedades da cevada

Possui uma alta riqueza em fibra, de modo que o grão de cevada atua como complemento dietético ajudando para diminuir os níveis de colesterol alto, ao mesmo tempo que ajuda a evitar problemas de prisão de ventre.

Como te comentávamos ao começo do artigo, a farinha de cevada malteada resulta beneficente para aquelas pessoas que sofrem de intolerância a alimentos com farinha.

Aquelas pessoas que têm hipersensibilidade à farinha de cevada ou que são alérgicas, ou à cerveja, deveriam evitar o consumo deste tipo de produtos.

Propriedades: Antiescorbútica, emoliente, diurética, depurativa, digestiva, carminativa, expectorante, nutriente, estomáquica, energética, tônica, hipoglecimiante e alcalinizante.

Indicações: Combate intoxicações crônicas, afecções das vias urinárias, o escorbuto, dispepsia, bronquite crônica e a desnutrição.

Composição de cevada

A planta de cevada tem na sua composição mais aminoácidos essenciais, em proporção destacando a lisina, leucina e valina. Além da planta de cevada é rica em vitaminas B1 (tiamina) e B6, a vitamina deve ser incorporada na dieta, uma vez que é eliminada na urina diariamente, e está estreitamente relacionado com o estado de espírito do pessoas, a atividade cerebral crescente.

Tem também a vitamina C, que não podem ser sintetizados pelo organismo e, por conseguinte, deve ser ingerida, esta vitamina é um excelente antioxidante.

Cevada tem Maltina substância que age promovendo a digestão e alcalóides como hordeína e Gravina. Também é rica em minerais como fósforo, cálcio, ferro e potássio. Ele também tem um elevado teor de hidratos de carbono, proteína e fibra, o que resulta em um excelente alimento para as suas propriedades nutritivas.

Devido ao alto teor de fibra, na sua composição, a cevada é um bom alimento para estimular as funções digestivas.

Além disso, no âmbito da composição da cevada está riboflavina, ácido fólico, piridoxina e. A planta de cevada também tem uma elevada quantidade de caroteno, que pode ajudar a reduzir o risco de ter um ataque de coração, além de funcionar como antioxidantes.

Fonte: www.vivendosaudavel.com

Cevada

A cevada, Hordeum vulgare L., originária do Oriente Médio, foi uma das primeiras plantas domesticadas para consumo humano, sendo atualmente uma das espécies de maior distribuição geográfica.

Cerca de 170 milhões de toneladas médias produzidas anualmente colocam a cevada na quarta posição na produção mundial de grãos. A produção está concentrada nas regiões temperadas da Europa, Ásia e América do Norte, sendo insignificante na América do Sul, menos de 1% do total mundial.

Cevada
Cevada

Atualmente, é mais usada na alimentação animal: o grão é utilizado inteiro, quebrado, moído ou esmagado, e a planta como pastagem feno ou silagem. O segundo maior uso é a produção do malte, que consome cerca de 20 milhões de toneladas anualmente. Na alimentação humana é consumida in natura, malteada ou na forma de farinhas, principalmente em regiões onde outros cereais não se desenvolvem bem. Cerca de 5% da produção mundial são aproveitados como semente.

No Brasil, é exclusiva a produção comercial de malte cervejeiro. A produção para outros fins nunca se consolidou devido a falta de competitividade em relação a outros grãos, principalmente o milho.

Desde sua domesticação, a cevada vem sendo alterada geneticamente, visando à adaptação a diferentes condições ambientais, sistemas de produção e usos do grão. A variabilidade genética (natural e induzida) acumulada ao longo da história tem permitido ao melhoramento o avanço necessário à manutenção da cultura na posição que ocupa no cenário mundial de produção de alimentos.

Na atualidade, o desenvolvimento de novos cultivares está baseado na seleção de produções híbridas segregantes criadas por meio de hibridação artificial (cruzamentos).

Classificação Botânica

A cevada é uma planta da tribo Triticeae, família das gramíneas, gênero Hordeum, composto por 32 espécies.

Hordeum vulgare L., a única espécie cultivada do gênero, é diplóide, com 2n = 14 cromossomos, monóica de reprodução sexual por autofecundação e propagação por sementes. É constituída pelas subespécies vulgare e spontaneum. Todas as formas cultivadas estão classificadas em Hordeum vulgare ssp.vulgare L.

Há dois tipos principais de cevada cultivada: as de duas e as de seis fileiras de grãos por espigas. Esses tipos são representados pelas covariedades vulgare e distichum, respectivamente.

Hordeum vulgare ssp. spontaneum L., forma selvagem de duas fileiras, interfértil com ssp. vulgare, é reconhecida como a ancestral das espécies domesticadas.

Do ponto de vista do melhoramento, as espécies do gênero Hordeum formam três conjuntos gênicos afins, sendo H.vulgare e H. spontaneum o primário, H. bulbosum o secundário e as demais o terciário. Pertencendo ao pool primário, ssp. spontaneum vem sendo repetidamente utilizada em programas de melhoramento de longo prazo, em andamento na Síria (ICARDA), Suécia e Inglaterra, como fonte de variabilidade para resistência a doenças (oídio, ferrugem, escaldadura), pragas (pulgões), tolerância a estresses ambientais (frio, seca, salinidade) e qualidade.

Depois de H. spontaneum, H. bulbosum é a espécie mais próxima da cultivada. Os híbridos de H. vulgare e H. bulbosum são estéreis na grande maioria, mostrando, entretanto, alto índice de pareamento de cromossomos na meiose. A espécie apresenta mecanismo de híbridação nos híbridos com a cultivada, utilizada rotineiramente como método de produção de háploides. Recentemente genes de resistência ao oídio foram transferidos com sucesso, abrindo oportunidades para utilização mais efetiva dessa espécie no melhoramento da cultivada.

Quase todas as espécies do conjunto gênico terciário podem ser cruzadas com a cultivada. Entretanto, o baixo grau de homologia dos genomas tem inviabilizado a utilização prática dessas espécies para melhoramento.

Métodos de Hibridação

Cultivo das plantas

A produção de sementes por meio da hibridação artificial é mais eficiente quando obtidas de plantas vigorosas e sadias. As plantas para cruzamentos podem ser cultivadas no campo, em casa de vegetação ou câmaras de crescimento. Independente do local de plantio, o vigor das plantas está associado ao adequado manejo da umidade do solo, adubação, temperatura e luminosidade.

Sementes híbridas podem também ser obtidas por meio do cultivo de espigas destacadas da planta em água ou solução nutritiva. O cultivo de espigas permite maior controle das condições ambientais, sendo por isso utilizado em vários controles de melhoramento.

No Brasil a hibridação tem sido feita somente em plantas. O bloco de cruzamentos é plantado no outono, normalmente no campo e em telados e, eventualmente em casa de vegetação ou câmara de crescimento. O bloco de cruzamentos é composto, anualmente, por linhagens, cultivares e híbridos F1, em número variável, nos programas de melhoramento em atividade no País (Antarctica, Brahma e Embrapa-Trigo).

Emasculação

De acordo com o modo natural de reprodução, a hibridação artificial da cevada exige a retirada das anteras (emasculação) das plantas do genitor feminino antes da antese.

A espiga está pronta para a emasculação dois dias antes da antese das flores do centro. Nesse estádio, as aristas são visíveis e as anteras apresentam coloração entre verde-claro e amarelo. A emasculação pode ser realizada em qualquer hora do dia.

Antes da emasculação, a espiga é exposta por meio da remoção total ou parcial da bainha da folha-bandeira acima do primeiro nó de ráquis. Na remoção parcial, a bainha é cortada imediatamente acima da ponta da espiga. A bainha recolocada após a emasculação, protege o pedúnculo e a espiga contra dessecação. Na remoção total, a bainha é aberta e cortada na altura do primeiro nó de ráquis. Em seguida, as espiguetas laterais e as mal desenvolvidas da base e da ponta da espiga, bem como as aristas são removidas. As espiguetas laterais e as mal desenvolvidas são removidas mesmo nas cevadas de duas fileiras, para evitar eventual formação de pólen viável.

As anteras são expostas por meio de incisão longitudinal no dorso da lema, com pinça, ou de corte transversal das espiguetas com tesoura. Por ser mais rápido, o corte transversal é mais usado. As anteras então são retiradas com a pinça, com cuidado para não danificar o estigma.

Após a emasculação, as espigas devem ser isoladas com sacos de 15´4cm, feitos de papel manteiga. O procedimento é finalizado pelo registro do número de parcela e da data da emasculação em etiqueta de papel pendurada ao colmo.

A emasculação pode ser dispensada pelo uso de genes que conferem a macho-esterelidade.

Polinização

Em geral, as plantas estão prontas para a polinização no segundo dia após a emasculação. As espigas estarão prontas para a polinização quando a lema e a pálea estiverem separadas e as ramificações do estigma expostas. O estigma maduro é receptivo a qualquer hora do dia.

A deiscência das anteras e a polinização ocorrem naturalmente das primeiras horas até a metade da manhã, sendo este o período recomendado para a coleta e aplicação do pólen. O pólen fica escasso após o meio da tarde, principalmente durante períodos de altas temperaturas. Para a polinização, selecionam-se as espigas com grande número de anteras maduras (amarelas). As espigas são colhidas, cortando o colmo na altura do último nó. Pouco antes da polinização, as espiguetas são cortadas transversalmente logo acima das anteras. Minutos mais tarde, as anteras deiscentes são naturalmente empurradas para fora, pelo crescimento do filamento.

Vários métodos podem ser usados na aplicação do pólen. Uma das técnicas consiste na colheita do pólen e sua transferência para os estigmas com pinça. Outro procedimento envolve a coleta de uma antera e sua transferência para a flor emasculada. O método mais rápido consiste girar a espiga polinizada, em posição invertida, sobre a emasculada.

Imediatamente após a polinização, as espigas são novamente ensacadas e identificadas com o nome dos genitores e a data.

Desenvolvimento

A ocorrência da fertilização pode ser verificada entre dois a quatro dias após a polinização. Os grãos produzidos atingem o comprimento máximo em uma semana e a maturação em cerca de 26 dias.

Colheita

As espigas poderão ser colhidas quando o pedúnculo apresentar coloração amarela ou as sementes da ponta estiverem maduras. As espigas de cada cruzamento são amarradas juntas pelo pedúnculo ou colocadas em envelope de papel para secar em local seco e com temperaturas abaixo de 38°C.

Conservação da Semente

Dependendo do tempo entre a colheita e o plantio, as sementes podem ser guardadas em temperatura ambiente ou em câmaras refrigeradas.

Fatores que Afetam Hibridação

O sucesso da hibridação varia conforme a experiência pessoal, o vigor das plantas e as condições ambientais prevalecentes.

Fonte: www.ufv.br

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