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Chá

História do chá

Chá

A segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, o chá tem uma história deliciosa que começou na China há mais de cinco mil anos e que proliferou para os quatro cantos do mundo, onde continua a ser, ainda hoje, muito apreciado. Sabia que os britânicos, talvez os maiores fãs desta infusão, têm de agradecer a uma portuguesa a introdução do chá no seu país?!

Um acaso que deu chá

Reza a história que no ano 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nung e a sua corte estariam a fazer uma pausa durante uma viagem e, enquanto esperavam que os criados fervessem água para beber (o imperador era muito higiénico!), algumas folhas de um arbusto terão caído dentro da mesma, produzindo um líquido acastanhado.

O imperador, que também era cientista, ficou com a curiosidade aguçada e resolveu experimentar a bebida, que classificou como muito refrescante.

Assim nasceu o chá, que rapidamente conquistou os habitantes desse país, deixando muitas provas históricas: escavações arqueológicas encontraram recepientes de chá nos túmulos da dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.), no entanto, foi durante a dinastia Tang (618-906 d.C.) que o chá tornou-se na bebida oficial da China. Atingiu uma popularidade tal, que durante o século VIII foi escrito o primeiro livro inteiramente dedicado a esta bebida – o “Ch'a Ching”, da autoria de Lu Yu.

O Japão também aderiu

À medida que o chá se tornava cada vez mais parte integrante da cultura religiosa, passou a ser difundido para além das fronteiras chinesas.

Foi o que aconteceu no Japão, que foi apresentado a esta bebida fumegante graças a alguns monges budistas japoneses que, depois de terem estado na China a estudar, tiveram a oportunidade de observar a importância que o chá tinha na meditação religiosa, para não falar do seu agradável sabor! Mas foi graças aos seus contornos religiosos que a bebida foi rapidamente aceite no Japão, não só nas cortes reais, mas em todos os quadrantes da sociedade japonesa.

Neste país, porém, o chá passou a ser muito mais do que uma simples bebida aconchegante, atingindo mesmo o estatuto de uma forma de arte, com direito a cerimónia própria (o "Cha-no-yu")! Foram construídos edifícios específicos para albergar esta cerimónia (onde o objetivo era preparar e servir o chá da forma mais perfeita, mais graciosa e mais charmosa possível), um ritual que demorava anos a aprender e a aperfeiçoar.

Esta arte – praticada inclusive pelas célebres gueishas – tornou-se tão popular que chegaram-se a realizar torneios com prémios aliciantes (desde jóias e seda a armaduras e espadas)! No século XIV, e depois de tanta euforia, os princípios religiosos e as raízes zen do chá foram resgatadas.

Tea time no resto do mundo

Foi a partir do ano 1560 que o chá começa a viajar pelo mundo, conquistando uma multiplicidade de culturas e povos. Apesar de Portugal ter sido o primeiro país europeu a consumir chá (trazido do Oriente pelos seus navegadores!), curiosamente foram os holandeses quem importou o primeiro carregamento de chá da China, algo que aconteceu no início do século XVII, depois de terem estabelecido um posto de trocas comerciais na ilha de Java.

Muito em voga na Holanda, o chá depressa circulou para outros países da Europa Ocidental, mantendo-se, no entanto, uma bebida exclusiva dos mais abastados, devido ao seu elevado preço. E foi em 1650 que os holandeses levaram o chá para o continente americano, mais precisamente para a sua colónia “New Amsterdam” (atual Nova Iorque).

Uma portuguesa em Inglaterra

Por incrível que pareça, o chá apenas chega a Inglaterra em 1652 e pela mão da portuguesa Catarina de Bragança. Filha do Rei D. João IV e da Rainha D. Luísa de Gusmão, a princesa portuguesa casa com o Rei Carlos II e apresenta aos ingleses a sua bebida predileta – o chá – que se torna a bebida mais popular na corte e, mais tarde, no resto da classe alta. A Inglaterra fez a sua primeira encomenda de chá (cerca de 50 kg!) à Companhia da Indía Oriental em 1664.

Consumo elitista

O entusiasmo dos britânicos pelo chá é algo que ainda hoje se mantém, no entanto, nos primeiros anos de consumo, esta bebida não estava ao alcance de todos porque tinho um imposto tão alto que, em 1689, as vendas de chá quase que pararam por completo! O resultado?

Contrabando de chá em larga escala com uma verdadeira rede de “crime” organizado que, infelizmente, adulterava muitas vezes as folhas de chá, adicionando-lhes folhas de outras plantas para fazer “render o peixe”. Este negócio de mercado negro chegou a proporções tal que, em 1784, o primeiro-ministro William Pitt colocou um ponto final na situação ao reduzir o imposto de 119% para 12.5%! De um dia para o outro, o chá tornou-se acessível e o contrabando deixou de ser um negócio lucrativo.

Os reis das infusões

Depois de em 1834 ter terminado o monopólio da Companhia da Indía Oriental nas trocas comerciais com a China, o chá começou a ser produzido noutros países como a Índia e o Sri Lanka e o sucesso deste investimento revelou-se depressa.

Em 1888, a Inglaterra já importava mais chá da Índia do que da China e os números falam por si: em 1851, quando todo o chá era proveniente da China, o consumo anual em Inglaterra era de cerca de 900 gramas por pessoa.

Em 1901, e com o chá a ser importado (mais barato!) da Índia e do Sri Lanka, o consumo anual cresceu para 2,800 kg por pessoa! Não havia volta a dar: o início do século XX trouxe, para os britânicos, uma nova forma de estar na vida – com uma chavena de chá sempre nas mãos!

A guerra do chá

A Inglaterra teve, ao longo da história, uma influência direta sobre o papel e a importância do chá no mundo… a tal ponto que esta bebida tranquila esteve na base de vários protestos e até uma guerra! O famoso “Boston Tea Party” foi uma resposta direta dos colonizadores americanos à subida do imposto no chá por parte do governo britânico.

A manifestação aconteceu no dia 16 de Dezembro de 1773 na doca de Boston, onde os manifestantes destruíram várias caixas de chá pertencentes à Companhia Britânica das Índias Orientais. Mas as coisas não ficaram por aí e os ânimos voltaram-se a exaltar por causa do chá… aliás, há quem diga que foi o “Boston Tea Party” que instigou a própria Revolução Americana.

No entanto, importa esclarecer que a Revolução Americana não começou por causa do chá, mas sim porque os colonizadores americanos não tinham a liberdade de adquirir o seu chá onde pretendiam. O resultado desta guerra foi a independência do Império Britânico e a formação dos Estados Unidos da América.

O chá no século XXI

Atualmente, o chá continua a deliciar gerações de povos espalhados por todo o mundo, sendo ainda mais popular do que o café! No início do século XX, e com a invençaõ das saquetas de chá nos Estados Unidos, houve uma “revolução pacífica” na forma como esta infusão era consumida.

Porém, alguns adeptos do chá continuaram a preferir a sua preparação com rescurso a folhas e ervas… caso dos britânicos que apenas adoptaram as saquetas na década de 70! Com sabores para todos os gostos e benefícios ao nível da saúde e do bem-estar geral de quem bebe, o chá das cinco vai, certamente, continuar a fazer história!

Tipos de Chá

Chá

Conta a lenda que há perto de 5 mil anos o Imperador Chinês Shennong bebia uma taça de água quente quando nela caíram umas folhas de uma árvore das imediações. Curioso, provou a água e logo nesse momento descobriu as propriedades revigorantes daquela mistura, e assim nascia o chá.

Mito ou realidade, certo é que o chá provém de fato da Ásia, e já é utilizado pelos diferentes povos há vários milénios. As propriedades medicinais da bebida são igualmente ancestrais, e nas últimas décadas têm sido investigadas cientificamente, com descobertas fascinantes.

Hoje em dia uma bebida muito apreciada pelos mais variados povos, convém ainda assim distinguir o chá de outras infusões igualmente populares.

Chá é o nome dado à infusão realizada a partir da planta com o mesmo nome, a camellia sinensis. Muitas outras bebidas feitas a partir de infusões de folhas de plantas, frutos ou árvores acabaram por ser conhecidas igualmente por “chá” (como é o caso dos populares chá de cidreira ou de limão), mas em termos precisos trata-se de algo diferente.

No que diz respeito ao chá propriamente dito, existe uma grande variedade de tipos e sabores, o que leva também ao crescimento de um grupo de apreciadores, verdadeiros connaisseurs, à semelhança do que acontece com o mundo da enologia. Ainda assim, é possível agrupar os diferentes tipos de chá em quatro grupos, de acordo com a sua oxidação: chá preto, oolong, verde e branco.

Chá preto

É de longe o tipo de chá mais popular no mundo ocidental: mais de 90% do chá consumido é preto. Curiosamente, esta tendência é relativamente recente, uma vez que só a partir de finais do século XIX é que o chá preto começou a preferido em relação ao chá verde.

Marcado pelo seu sabor intenso e cor escura, é também conhecido como chá vermelho. Este chá é produzido através da oxidação intensa das suas folhas, o que leva também a que tenha o teor mais elevado de cafeína de todos os tipos de chá. É também dos que mais frequentemente é misturado com folhas de outras plantas, criando aromatizações diferentes e apelativas.

Os principais produtores de chá preto são a Índia e a China, ainda que existam outras plantações de elevada qualidade em África e em países como a Tailândia e a Indonésia. Os mais populares são os chás pretos de Assam e Darjeeling, na Índia, e de Keemun, na China.

À semelhança dos outros tipos de chá, também o preto tem vários benefícios para a saúde, destacando-se a minimização do risco de doenças coronárias. Contudo, o elevado nível de cafeína que tem leva a que o seu consumo excessivo não seja recomendado.

Chá Oolong

Este chá tipicamente chinês é internacionalmente conhecido pelo seu nome original, “oolong”, que significa “dragão negro”. A origem do nome é incerta: algumas versões apontam para o local onde era originalmente plantado, outras para o nome da pessoa que o descobriu. é que tem sido, desde sempre, um produto característico da China, onde ainda hoje é produzido.

O chá oolong é caracterizado por uma oxidação variável, mas sempre inferior ao chá preto e superior ao verde. O sabor aproxima-se mais deste último, mas sem deixar de realçar o sabor a “ervas” característico do chá verde e que desagrada a muitas pessoas. Dois dos chás oolong mais apreciados são o Da Hong Pao e o Tieguanyin.

Dado o seu estado intermédio, há quem considere este chá como um subtipo e não como um tipo por si só, incluindo-o na categoria dos chás verdes. Contudo, a especificidade do seu sabor justifica que seja considerado à parte.

Chá Verde

Igualmente proveniente da China, é o tipo de chá mais popular no oriente (ao contrário do ocidente, onde prevalece o chá preto). Na verdade, no Japão nem é referido como “verde”, mas apenas como chá.

Este chá caracteriza-se por ser submetido a uma oxidação mínima. Contém um teor muito reduzido de cafeína, e as suas propriedades medicinais são conhecidas há vários milénios. É também a esse fator que se deve o recente aumento de procura deste chá, consequência ainda do aumento de investigação científica que se tem verificado nas últimas décadas.

Apesar de terem sido destruídos vários mitos, que apontavam o chá verde como agente retardador do progresso de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson, ou de tratamento de esclerose múltipla (entre vários outros), certo é que se tem verificado um papel significativo do chá verde na redução de doenças cardiovasculares, artrite, combate à obesidade. Vários outros estudos procuram encontrar fundamento científico para a relação com o stress, diabetes, sistema imunitário, cancro e mesmo o VIH.

Se procura um chá verde de qualidade superior, a escolha mais indicada serão os chás Longjing, Bi Luo Chun ou Da Fang, da China, e Gyokuro, Matcha ou Sencha, do Japão.

Chá branco

Trata-se de um chá feito a partir de folhas ainda jovens, sem oxidação. Por esse motivo, é também o que tem menor teor de cafeína, mas as semelhanças da produção levam a que seja considerado, com alguma frequência, um subtipo de chá verde.

Grande parte dos efeitos medicinais do chá verde podem ser adoptados para o chá branco, mas existem alguns estudos que afirmam que este chá tenha vantagens ao nível dos efeitos anti-bacterianos e anti-virais.

Os chás brancos mais apreciados são os da região chinesa de Fujian, como por exemplo o Bai Hao Yinzhen ou o Shou Mei.

Tisanas

Como foi afirmado no início, se a infusão não provém da planta camellia sinensis, não se pode dizer que se trate verdadeiramente de um chá. Contudo, o uso popular leva a que existam vários outros tipos de tisanas que obrigatoriamente não poderiam deixar de ser referidas.

Tisanas como o “chá” de limão, cidreira, camomila, tília ou menta são bastante apreciadas – tão populares como o verdadeiro chá – e são tão ilimitadas quanto a variedade de plantas, frutos e árvores aromáticas que existem.

Muitas destas infusões alegam também efeitos medicinais, habitualmente associados aos efeitos primários das plantas em que se baseiam. Contudo, convém não os confundir com os efeitos terapêuticos do chá, bem mais consolidados e comprovados que os das tisanas.

Benefícios do chá

Chá

Entre os séculos XVIII e XIX, o chá esteve em volta de uma enorme polémica: havia uma crescente preocupação de que o consumo excessivo de chá pelas classes trabalhadoras acabaria por tornar essas pessoas melancólicas e sem força para trabalhar! Escusado será dizer que essa preocupação não atingia as classes altas que, nessa época, não precisavam de laborar! A partir de meados do século XIX, e com a ajuda do Movimento de Temperança, que pretendia diminuir o consumo de álcool, o chá passou a ser um substituto do mesmo. Hoje, é a bebida mais consumida no mundo, logo depois da água, e os seus benefícios para a saúde são mais que muitos!

Saboroso e com poucas calorias, disponível em dezenas de sabores e recheado de antioxidantes, já estas quatro características são mais que suficientes para se entregar à “chá-mania”! Mas há mais… ao longo dos últimos anos, os estudos em torno desta bebida secular têm-se multiplicado e os benefícios para a saúde também!

Principais benefícios

Graças aos seus poderosos antioxidantes – os polifenois – o chá traz inúmeras vantagens para a saúde física e mental:

Melhora os níveis de concentração

Aumenta os níveis de energia

É um estimulante do bem-estar geral

Pode ser utilizado como prevenção e tratamento de aterosclerose (a formação de placas nocivas nas paredes das artérias e que pode levar à sua obstrução completa)

É óptimo na prevenção da diabetes

Diminui o risco de doenças cardiovasculares

Previne contra o cancro (inibe o desenvolvimento de células cancerígenas, impede o fornecimento de sangue ao tumor e incentiva a autodestruição das próprias células cancerígenas)

Contribui para a diminuindo dos níveis de “colesterol mau” (LDL – lipoproteína de baixa densidade)

Melhora o metabolismo lípido

Tem um efeito anti-bacteriano significativo

Purifica o organismo, eliminando toxinas

Combate a retenção de líquidos

Verde, branco ou preto?

Todos os chás derivam da mesma planta – a Camellia sinensis – mas diferem consoante o processo de oxidação a que são sujeitos e que modifica a cor das suas folhas, o seu aroma, sabor e quantidade de polifenois presentes.

O chá preto é o mais processado e, embora mantenha muitas qualidades benéficas para a saúde, tem menos poderes antioxidantes do que o chá verde – composto pelas folhas não oxidadas da planta do chá.

O chá branco, por sua vez, é o menos processado e contém mais antioxidantes do que o chá verde, no entanto, tem um sabor quase inexistente e é bastante mais caro do que os outros. O melhor é mesmo experimentá-los todos!

Sabores saudáveis

Com mil e um sabores para provar, são vários os chás que apresentam soluções deliciosamente saudáveis para problemas específicos. É o caso destes chás:

Camomila

Os seus efeitos tranquilizantes no sistema nervoso são muito conhecidos, bem como o poder calmante que tem sobre problemas de estômago.

Cidreira

Indicado para combater cólicas e gases, é ainda um calmante natural para estados de nervosismo e de insónia.

Dente-de-leão

Desintoxica o fígado, estimulando o seu funcionamento saudável.

Gengibre

Para além de acalmar o sistema digestivo, é um excelente energizante natural.

Hortelã / Menta

Relaxa os intestinos, incentivando o seu funcionamento pleno e regular, sendo ainda aconselhado para perturbações de estômago.

Maça

Antidiarreico e o auxiliar perfeito para uma boa digestão, tem ainda propriedades sedativas.

Valeriana

Auxilia nas perturbações do sono, sendo um substituto natural dos vulgares comprimidos para dormir.

Pronto a servir

Esqueça o chá engarrafado, preferindo sempre o chá fresco, fervido na hora com recurso às práticas saquetas ou então com ervas e folhas soltas, deixando-as “marinar” durante 3 a 5 minutos, para poder retirar e aproveitar ao máximo os seus compostos mais benéficos.

Se está a tentar emagrecer, troque o açúcar por mel, algumas rodelas de limão, um pau de canela ou beba-o simples! Evite ainda adicionar leite – para além de cortar nas calorias, continua a assegurar os benefícios cardiovasculares do chá, eliminados quando se junta leite ao chá.

Se, por outro lado, está a tentar reduzir o consumo de cafeína, também pode contar com o chá: uma chávena de chá preto tem um terço da cafeína presente num café e o chá verde contém apenas um sexto desse valor. Para reduzir ainda mais a quantidade de cafeína presente no chá, diminua o tempo de infusão dos habituais 3 a 5 minutos para 45 segundos.

Depois, desfaça-se dessa água, mantendo apenas a saqueta ou as ervas/folhas, verta uma nova quantidade de água fervida sobre as mesmas, respeitando agora o tempo de infusão habitual.

Quer melhores motivos para planear o seu próximo chá das 5?

Chá verde, chá saudável

Chá

A história do chá diz-nos que o consumo deste líquido quente e reconfortante começou na China há mais de cinco mil anos, país onde o chá verde é mais apreciado do que o chá preto, sendo consumido socialmente, mas também como uma forma de medicina tradicional e parte integrante do regime alimentar diário. No resto do mundo, a popularidade do chá verde é bem mais recente e o seu sucesso deve-se não só ao seu paladar fresco e subtil, mas também às suas propriedades antioxidantes, que beneficiam a saúde.

Uma história pintada de verde

Há milhares de anos que na China, Japão, Índia e Tailândia se consome chá verde, sendo ainda utilizado para o tratamento das mais variadas situações: desde o controle de hemorragias e a cicatrização de feridas, à regulação da temperatura corporal e do processo digestivo.

Escrito em 1191 pelo sacerdote zen Eisai, o “Livro do Chá” (“Kissa Yojoki”) explica, de forma pormenorizada, os efeitos positivos que o consumo regular de chá verde tem sobre cinco dos nossos mais importantes órgãos (principalmente o coração), atuando de forma especialmente eficaz na redução dos efeitos do álcool, para matar a sede, evitar a indigestão, combater a fadiga, melhorar o funcionamento da bexiga e do cérebro.

Atualmente, os amantes do tradicional chá preto já incluem nos seus bules o chá verde, não só pela delicadeza do seu sabor, mas também, e principalmente, devido às suas propriedades saudáveis. Uma sabedoria milenar que, embora tenha já conquistado o mundo, mantém as suas raízes históricas e sábias – ainda hoje, 90% do chá verde é produzido na China.

A primeira impressão

Tal como o chá preto e o chá oolong, também o chá verde é retirado da planta Camellia sinensis. O que o distingue dos restantes é o seu processo de oxidação e no caso do chá verde, este não é oxidado, o que faz dele o mais claro de todos os chás – varia entre o verde e o amarelo claro – e aquele que mantém um dos maiores e mais potentes níveis de antioxidantes (apenas superado pelo chá branco), o EGCG, que consegue ser ainda mais poderoso do que as vitaminas C ou E.

Colhido manualmente, são apanhadas sempre duas folhos e um rebento da planta Camellia sinensis para confeccionar o chá verde. Em vez de serem oxidadas, as folhas são imediatamente cozidas ao vapor, enroladas e deixadas para secar – só assim é que se consegue preservar a sua cor verde. Existem centenas de variedades de chá verde, sendo as mais populares o Hyson, Imperial Green, Longjing, Bi Luo Chun e Da Fang, provenientes da China; o Gyokuro, Matcha e Sencha, provenientes do Japão.

A sua preparação

Preparar uma bela chávena de chá verde é fundamental para potenciar o prazer de o saborear e, neste processo, a temperatura da água é um fator crucial, uma vez que é ela a responsável por fazer sobressair as melhores qualidades do chá verde. Se estiver demasiada quente, grande parte do seu aroma delicado será perdido e o chá apresentará um sabor muito amargo; se a água estiver muito fria, não irá conseguir extrair, por completo, os sabores que as folhas do chá verde guardam. O ideal será uma água aquecida entre os 60°C e os 85°C.

O segundo passo mais importante é o tempo de infusão, sendo que o chá verde requer apenas entre 1 a 3 minutos, no máximo, para não azedar. Enquanto o chá verde japonês está no seu melhor com 1 ou 2 minutos de infusão, o chá verde chinês necessita de mais, em geral, 2 ou 3 minutos. A regra de ouro para uma chávena de chá verde deliciosa é: quanto mais fria a água, mais tempo de infusão é necessário.

Mil e um benefícios

Embora os povos asiáticos o sabem há centenas de anos, só agora é que o mundo científico está a comprovar os aclamados benefícios do chá verde, que incluem:

Benéfico no aumento do metabolismo e, consequentemente, no queimar de calorias, sendo ideal em planos de emagrecimento ou de manutenção de peso

Protege o coração, ao diminuir os níveis de colesterol e a pressão arterial

Eficaz no combate à artrite

Purifica o organismo, eliminando toxinas nocivas

Contém apenas um terço da cafeína presente num café normal

Muito eficiente contra o mau hálito

Embora ainda esteja a ser alvo de estudos intensivos, acredita-se que o chá verde possa ter um papel importante na prevenção do cancro do pulmão, esófago, estômago, bexiga, cólon, reto, pâncreas, fígado e próstata

O chá verde é ainda visto como um possível agente retardador de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson; ou como peça chave no tratamento de esclerose múltipla e diabetes; na diminuição dos níveis de stress e no fortalecimento do sistema imunitário; embora todas estas suposições estejam ainda em fase de investigação.

Fonte: casadocha.com

Chá

De origem chinesa, o chá possui tantos atributos que pode ser considerado uma bebida completa.

Chá

A história conta que o chá surgiu por volta de 2.800 A.C, criado na China pelo Imperador Shen Nung. A criação do chá se deu casualmente, quando o imperador, ao ferver água para beber, não percebeu que algumas folhas caíram na vasilha ocasionando um perfume delicioso assim como o sabor.

Chá

O chá envolve todo um ritual e origina-se nas folhas verdes da Camellia sinensis sinensis, árvore nativa da China.

Existe todo um processo de torrefação e prensagem das folhas, até a distinção entre chá verde e chá preto, muito apreciados pelos orientais.

Muito embora tenha surgido na China, foi o Japão o responsável pela divulgação do chá, tornando-se parte importante na educação japonesa à cerimônia do chá.

Chá

No século XVI o chá começou a ser importado para a Europa, através dos holandeses e dos portugueses. Os ingleses só introduziram o chá em suas vidas a partir do século XIX.

Para preparar um bom chá alguns cuidados são necessários. Primeiro utilize o melhor produto que você possa comprar. Encha uma chaleira com água fria e coloque para ferver. Aqueça o bule com água quente.

Adicione 1 colher de chá ou 1 saquinho, para cada pessoa.

A quantidade correta de água é de 185 ml para cada colher de chá. Despeje a água fervente no bule, tampe e deixe em infusão de 3 a 5 minutos. Sirva assim que estiver pronto.

Chá

Os especialistas ensinam que, assim como os vinhos, existem regras para combinar o chá com as refeições. Mas essas são bem flexíveis.

Por exemplo, chás verdes, mais digestivos, são ideais para quem consumir carnes vermelhas ou pratos mais gordurosos.

Chás a base de ervas, flores e frutos são ideais para quem consumiu aves. Já depois dos peixes o tipo de chá ideal é à base de limão.

Fonte: www.orm.com.br

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