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Chá

 

Chá: a bebida predileta dos chineses

O Chá possui uma longa e mitológica trajetória na China. Os especialistas acreditam que o produto surgiu a partir das plantas das florestas regiões montanhosas das províncias de Sichuan e Yunnan.

Versa a tradição que a bebida foi descoberta por volta de 2.737 aC., pelo imperador Shen Nong, um governante que se notabilizou por suas proeminentes pesquisas científicas, iniciativas sanitárias e pelo mecenato artístico.

A ele se atribui, por exemplo, o salutar hábito dos chineses consumirem água somente depois de fervida.

O imperador, contudo, teria se intoxicado ao realizar algumas experiências empíricas para descobrir o poder medicinal embutida em diversas espécies de plantas.

Após mascar diferentes caules e folhas, passou a exibir sintomas de envenenamento, como boca ressecada e adormecida e seguidas ondas de tontura. Logo depois, teria caído em estado semiconsciente debaixo uma árvore.

A natureza, no entanto, se encarregou de salvá-lo. O vento derrubou algumas folhas ao seu lado. O imperador as mascou, apesar do sabor amargo e de sua forte fragrância. Horas depois, os sintomas da intoxicação desapareceram.

Recuperado, Sheng Nong coletou algumas folhas para ampliar seus estudos em seu palácio e descobriu suas propriedades medicinais. Mais tarde, plantou algumas de suas mudas nas Montanhas Kun Lu Shan, legando aos seus herdeiros um amplo cultivo de Chá .

Segundo os dados disponíveis, antes do Período de Primavera e Outono e do Período dos Reinos Combatentes (770-221 aC), as propriedades medicinais do Chá já eram amplamente reconhecidas pelos chineses, já habituados a mascarem as folhas de Chá .

Durante as Dinastias Qin (221 - 206 aC) e Han (206 aC a 220), surgiram as primeiras casas especializadas no processamento de Chá . De uma forma geral, os trabalhadores trituravam as folhas para formar bolos ou bolinhas e as colocavam para secar. Com o passar do tempo, a bebida ganhou funções sociais, tornando-se indispensável durante as recepções e eventos sociais.

A cultura do Chá conheceu forte expansão durante as Dinastias Sui (581 ? 618) e Tang (618 ? 907), dando origem aos plantatios e ao cultivo de diversas qualidades. As técnicas de cultivo foram aperfeiçoadas durante as dinastias Ming (1368 ? 1644) e Qing (1616 ? 1911). O número de variedades também cresceu, bem como o consumo.

Desde então, o preparo e o consumo de Chá começaram a gerar outros toques de requinte social.

A cerâmica rosa e as técnicas de saboreio, por exemplo, ganharam força entre os chineses: os utensílios eram cuidadosamente lavados com água quente; depois de secos, os chaleiros recebiam as folhas, acrescidas de água quente. Minutos depois, a bebida era servida em tom ritualístico.

As mesmas dinastias assistiram ao surgimento de outros tipos de Chá . As populações de Guangdong e Guangxi, por exemplo, inclinaram-se para o consumo do Chá preto; o Chá verde fez sucesso em Zheijiang, enquanto os nortistas optaram pelos Chás misturados com flor de jasmim.

Mas, os sabores da bebida nunca foram tão diversificados quanto nos dias de hoje. Muitos de seus admiradores optam por um sabor original; outros preferem a bebida com levemente temperada ou acompanhados de alguns petiscos. De qualquer forma, o Chá ainda é presença obrigatória nas mesas de trabalho, encontros familiares e nos restaurantes chineses.

O Chá é a mais popular bebida no mundo, depois da água.Todo ano, um numero astronômico de xícaras de Chá são consumidas ao redor do mundo, por volta de 7.68,500.000.000. A Grã Bretanha, famosa pelo seu costume do Chá da tarde e pela introdução deste hábito ao mundo, reserva o record mundial como o maior importador de Chá . Ela também ostenta a mais alta consumação de Chá per capita no mundo=cada homem britânico, mulher e criança bebe aproximadamente 4 xicaras de Chá por dia!

Hoje, a produção de Chá é calculado por volta de 2,34 bilhões de kg por ano. Índia contem o numero 1 na posição como a maior nação produtora de Chá do mundo, com uma produção anual de aproximadamente 850 milhões kg. China, onde o Chá originou-se, hoje sustenta a segunda posição e contribui com 22% de produção de Chá mundial. Outros paises são notaveis nesta produção de Chá como a Argentina, Sri Lanka, Turquia, Geórgia, Kenya, Indonésia e Japão.

No século quarto A.C. o Chá ja era popular na China.

O Chá foi desenvolvido em tres principais estágios: o Chá fervido, amassado ou batido e o Chá infundido. Estas três "Escolas de Chá " são indicações do espírito de suas respectivas idades o quais correpondem as dinastias Tang.Song e Ming.

No século oito, o Chá tornou-se um bebida real adotada pela nobreza com um elegante passa tempo. O Poeta LU YU, no cume da dinastia Tan, escreveu o primeiro libro do Chá " Chá King" ou "O código do Chá ".

O Chá tem sido quase sempre ligado com a historia e sido disperso e trazido aos povos em contato com diferentes religiões e filosofias.

No Japão o Chá foi somente introduzido no século nove por um monge budista chamado Saicho. Para os japoneses, Chá é mais do que somente uma bebida. A cerimônia do Chá , do qual o objetivo é ajudar o espirito e encontrar a paz, tem efetivamente atravessado séculos e fronteiras.

O Chá penetrou todas as terras da Mongólia, Iran e os países mulçumanos e Russia antes de atingir a Europa.

Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amsterdam e de lá para outros paises na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na época), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidadãos.

Eles tomavam Chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o Chá em breve foi comprovado o mais lucrativo frete.

Não é de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste. Por causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do café.

Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amsterdam e de lá para outros paises na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na época), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidadãos.

Eles tomavam Chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o Chá em breve foi comprovado o mais lucrativo frete. Não é de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste.

Por causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do café.

Em 1636 o Chá também foi rapidamente adquirindo popularidade na França. O Chanceler Seguier, Racine, Countess de Genlis e o Cardinal Mazarin Forall todos foram fieis devotos. As cartas de Madame de Sévignes nos diz que a Marquesa de la Sabliere começou o costume de tomar Chá com leite.

No século 19 na Inglaterra, o Chá tornou-se a bebida nacional. A Rainha Victoria iniciou o Chá da tarde as 5 horas da tarde. O Chá volta na história novamente com o famoso Boston Tea Party( Chá da Tarde de Boston) em dezembro de 1773; o primeiro ato da Guerra da Independência Americana.

No século XIX a China foi virtualmente o único fornecedor de Chá do mundo.Em 1834 as plantações de Chá foram introduzidas na India e um pouco mais tarde, em 1857, no Ceilão e daí para Ásia, África e seguiu para a América do Sul. A competitão entre os navio para os transportes rapidos de Chá conduziam corridas na rotas marítimas do distante Oriente .

Chá e Saúde

Chá
Chá

Atualmente, estudos de nutrição e especialistas em dietas, lideres de personalidades esportivas e seus treinadores, todos concordam que o Chá é uma escolha natural.

O Chá é uma bebida natural. Não passa por nenhum processo tecnológico de fabricação. É deixado em conserva naturalmente após as folhas terem sido colhidas. Depois de clarificadas suas folhas são quebradas para liberar os sucos naturais e deixar para fermentar ou oxidar naturalmente.

Depois são enroladas, secas, sorteadas e empacotadas em caixas. Nenhum aditivo, nenhum aroma artificial, nenhuma coloração , nenhum conservante.

Isto é verdade para a larga maioria de Chás aromaticos,como o Chá de jasmim, o qual tem as flores do jasmim adicionadas no seu estagio de secagem; ou o EarL Grey, o qual tem o oleo citrico da bergamota adicionado ao seu estagio de mistura. O mesmo é o caso com a maioria dos chas de frutas e ervas.

Hoje as pesquisas cientificas estão encontrando evidencias para confirmar outras doutrinas centenárias sobre o poder da bebida para previnir doenças e prolongar a vida. "Isto comprova que os componentes que há no Chá ajuda a reduzir o risco de um grande numero de doenças crônicas, tais como derrame, enfarte e alguns tipos de cancer." Diz o Dr. John Weisburger, um membro graduado da Fundação Americana da Saude, um centro de pesquisas em Valballa, Nova York.

Tomando Chá talvez mesmo evite a cair os dentes.

Tudo isso são boas noticias para o planeta: Chá é o maior e mais largamente bebida tomada no mundo, junto com a água, com uma estimativa de 1 bilhão de xícaras de Chá tomadas diariamente.

Benefícios do Chá

Realmente, junto com a agua, o Chá é uma das mais naturais bebidas disponiveis no Mercado.

Aqui alguns pontos sobre os efeitos à saude:

O Chá atua como diurético e portanto ajuda na ação dos rins , bem como no intestino grosso.
A entrada de agua tomada com o Chá ajuda a previnir pedras nos rins e constipação.
O Chá ajuda na digestão, e é, geralmente falando, uma boa bebida para tomar com e depois da comida.
Ajuda ao sucos do corpo trabalharem melhor, porque não contem alcool ou açucar, a não ser que voce adicione .
Tambem ajuda aos musculos do estomago atuando na digestão e tirando aquele peso após a refeição.
Depois do exercício o Chá é excelente. Bebidas quentes são absorvidas pelo corpo muito mais rapidamente do que as bebidas geladas e então uma xícara de Chá repõe a perda do liquido do corpo assim como reaviva e refresca.

Para crianças de 10 anos acima, o Chá é particularmente bom comparado as bebidas saturadas de acido carbonico pois nao contem açucar. Se sua criança gosta de açúcar, é melhor consumi-lo controladamente com o Chá .

Fonte: www.chinaonline.com.br

Chá

O Chá é a bebida mais consumida no mundo e faz parte dos hábitos diários de vários povos. No Japão, o Chá integrou-se de tal forma aos costumes e à vida diária que tornou-se sinônimo daquilo que no aroma e paladar sintetiza a essência local. Cristiane A. Sato, colaboradora do CULTURA JAPONESA e inveterada apreciadora de Chás, explica neste artigo o que é o Chá japonês, e como ele faz parte não apenas de hábitos cotidianos, mas também o grau de simbologia e significado que ele tem no comportamento social japonês.

O que é e de onde vem o Chá?

Existem Chás e " Chás".

Um problema de nomenclatura dificulta distinguir uns dos outros (algo que será esclarecido mais adiante).

No momento, o importante é reter a seguinte informação: o Chá "comum" - o Chá preto, que se compra nos supermercados em saquinhos individuais dentro de caixinhas de papel, ou em folhinhas secas soltas dentro de latinhas, são folhas de um arbusto originário da China, que produz flores parecidas com camélias. Por isso este arbusto tem o nome científico de Camellia sinensis, que em latim significa "camélia da China". É basicamente dessa planta que vem a maioria dos tipos de Chá propriamente ditos. A Camellia sinensis é o Chá .

Há uma lenda chinesa diz que no ano de 2737 a.C. o imperador Shen Nung teria descoberto o Chá de modo acidental. O imperador - um filósofo que por razões de higiene só bebia água fervida - estava descansando perto de uma árvore de Chá quando algumas folhas caíram no recipiente em que ele havia posto água para ferver. Ao invés de tirar as folhas, ele as observou, viu que elas produziram uma infusão, decidiu prová-la, e achou a bebida saborosa e revitalizante.

Assim, conta-se na China, é que foi "descoberto" o Chá . Não há registros históricos ou provas de que tenha sido efetivamente desta forma ou de que foi o imperador Shen Nung o "descobridor" do Chá , mas é fato que os chineses já produziam e bebiam Chá desde a Antigüidade.

Uma das primeiras referências escritas sobre o Chá data do século III a.C., quando um famoso médico chinês da época recomendou a um general que se sentia velho e deprimido que tomasse Chá - o que indica que já na época conhecia-se as propriedades de aumento de concentração e vivacidade que o Chá proporciona - e este general escreveu a um sobrinho pedindo que lhe arranjasse Chá de boa qualidade. Registros indicam que na China antiga o Chá não era propriamente cultivado em grandes plantações nem era uma bebida popular - era quase sempre preparado como tônico ou medicamento com folhas tiradas de arbustos selvagens. Nos séculos subseqüentes as propriedades do Chá tornaram-se famosas e a procura pelo produto cresceu.

Nos séculos IV e V d.C. já haviam grandes plantações no vale do Rio Yangtze (também chamado de Rio Amarelo) e haviam vários tipos de Chá: dos refinados, que eram ofertados ao imperador como presente, aos populares. Há registros de que folhas de Chá prensadas foram usadas em em 476 d.C. como moeda de troca com os turcos na fronteira ocidental da China.

O Chá chega ao Japão

O registro mais antigo sobre o Chá no Japão data do ano de 729. Monges budistas tinham ido à China estudar por vários anos (neste período o contato oficial entre China e Japão era freqüente e monges budistas atuavam como emissários da corte). No retorno, trouxeram Chá e o presentearam ao imperador Shõmu.

Atribui-se ao monge Saichõ, fundador da escola Tendai, a introdução do cultivo do Chá no Japão no ano de 805.

Diferentemente do que hoje se pode imaginar, o Chá demorou a ser popularizado no Japão. Por volta do ano de 890, a corte imperial japonesa suspendeu as missões oficiais que enviava há dois séculos à China, e as relações entre ambos os países se deterioraram. Sendo um produto chinês, o Chá parou de ser bebido na corte. Assim, durante muito tempo, o Chá foi considerado um medicamento e reservado a poucos privilegiados. Apenas no século XII, por iniciativa do monge zen-budista Eisai, o Chá começou a se tornar mais popular nos mosteiros entre os monges, que o tomavam porque isso os fazia permanecer acordados durante as longas sessões de zazen (meditação sentada). Outro monge budista da época, Myõe, iniciou o cultivo de arbustos de Chá em Uji, região de Kyoto, para suprir os mosteiros (até hoje Uji é famosa região produtora de Chá no Japão).

O advento dos shõguns da Família Ashikaga a partir de 1336 mudou o modo pelo qual os japoneses viam o Chá . Em especial o oitavo shõgun Ashikaga, Yoshimasa (1435-1490), um apreciador das coisas chinesas e do zen-budismo, gostava de Chá e transformou o ato de tomá-lo num tipo de cerimônia, incentivando as classes guerreiras a adotar o hábito de beber Chá . O exemplo do shõgun ajudou a espalhar o hábito do Chá também na corte imperial e em outras ordens monásticas budistas, criando um grande público de apreciadores de Chá no Japão. Mas foi o poderoso daimyõ Hideyoshi Toyotomi (1536-1598) quem transformou o antes informal rito de beber Chá numa verdadeira cerimônia - o chanoyu.

Na China antiga houve rituais relacionados ao processo de se beber Chá , mas que cairam em desuso com o correr do tempo. No Japão, entretanto, o costume de Chá desenvolveu-se junto com as escolas e crenças budistas locais, o que levou o ato de beber Chá a evoluir para uma cerimônia complicada e única. No século XVI destacou-se o poeta Jõõ Takeno (1502-1555), mestre de cerimônia do Chá que inventou vários utensílios - alguns ainda hoje usados no chanoyu - e que foi professor de outro importante mestre, Sen no Rikyû (1522-1591) a quem se atribui a criação do chashitsu - a "casinha" onde se executa a performance da Cerimônia do Chá . Em função do chanoyu, uma forma específica de arte se desenvolveu no Japão, que influenciou as artes decorativas e utilitárias como a cerâmica, a laca, a arquitetura e o paisagismo de jardins.

No período Edo (1603-1867) o hábito do Chá espalhou-se entre os ricos comerciantes e não demorou muito para também cair no gosto das pessoas mais simples, tornando-se desde então um hábito efetivamente popular. Nessa época o Japão passou por um longo período de isolamento, com os portos fechados a navios estrangeiros, levando o país a desenvolver uma cultura muito própria. Isso também fez com que o Chá no Japão fosse cultivado, colhido e processado de um modo diferente do resto do mundo, o que deu à bebida um sabor peculiar e característico.

Chás e "Chás "

Se Chá é a bebida que vem da planta Camellia sinensis, você deve estar se perguntando: "e os outros Chás, como o Chá de camomila e o Chá de erva doce"?

Aqui precisamos fazer uma pausa para explicar uma questão de nomenclatura.

Em chinês escrito - e em japonês também - o CHÁ, o da Camellia sinensis, é representado pelo seguinte ideograma:

Esse ideograma é lido em mandarim e em japonês como "t Chá ", e no dialeto amoy, falado na região de Fujian na China - uma das principais regiões produtoras de Chá do mundo - como "tê".

O Chá chegou à Europa ocidental através de carregamentos vindos da Ásia, e dependendo do dialeto falado nos portos chineses que exportavam o Chá , a palavra incorporou-se aos idiomas ocidentais com um som similar ao de sua origem. Assim, o "tê" da região de Fujian virou o thé francês, o te italiano, o tea inglês e o Tee alemão. Os portugueses adquiriam o Chá em Macau, colônia portuguesa na China onde se falava o dialeto cantonês, que se parece com o mandarim, e assim o "t Chá " falado por eles virou o nosso CHÁ.

Na Europa ocidental não havia o Chá propriamente dito - por isso importava-se e até hoje importa-se o produto. Mas haviam outras ervas e frutas locais das quais se podiam produzir infusões, como a hortelã, a camomila, a erva doce, a maçã, a pera e frutinhas vermelhas como amoras e morangos, que obviamente têm sabor e propriedades diferentes da Camellia sinensis.

Mas como o processo de se obter a bebida é o mesmo - ferver uma planta em água - tudo quanto é tipo de infusão em água quente passou a ser popularmente chamado de " Chá ". Assim, as infusões herbais e as infusões de frutas, embora não fossem de Chá propriamente ditas, também passaram a ser chamadas de " Chá ".

Não se trata de uma questão meramente lingüística. O Chá , o da Camellia sinensis, possui cafeína - um estimulante da atividade cardiovascular e da circulação sangüínea - mas diferentemente da cafeína do café, que é rapidamente absorvida pelo corpo, a cafeína do Chá é absorvida de forma mais lenta. A cafeína em si não é prejudicial à saúde - muito ao contrário, é bastante recomendada desde que não tomada em excesso.

E é curioso observar que tamanha é a complexidade da composição química da Camellia sinensis, que é impressionante constatar a variedade de sabores e aromas que um só tipo de planta pode gerar. As infusões herbais em geral não têm cafeína, não possuem um leque de sabor e aroma tão variado quanto o Chá , e via de regra são adocicadas e suaves (mas há, decerto, infusões amargas bastante populares como a de boldo e do mate).

Existe uma "dica" lingüística que nos permite diferenciar um Chá de uma infusão herbal. Nas infusões herbais, a palavra " Chá " é sempre seguida da expressão "de alguma coisa". Por isso nas embalagens lê-se " Chá de camomila", " Chá de boldo", " Chá de maçã", etc. O mate é um caso à parte (embora muitos achem que o mate é Chá , ele é uma erva diferente, e o correto é não usar nas embalagens de mate a palavra " Chá ": mate é só "mate").

Os Chás, os derivados da Camellia sinensis, são descritos por tipo ou apelidados de acordo com sua origem, e nas embalagens não se usa a expressão "de".

Assim, o Chá pode ser descrito pelo tipo como " Chá verde", " Chá oolong" (fala-se "úlon") ou " Chá preto". Tipos de Chá que foram apelidados em função da origem são, por exemplo, " Chá assam", " Chá darjeeling", " Chá nilgiri" (nomes de regiões da Índia). Existem também algumas misturas ( Chás de tipos diferentes misturados entre si e/ou com elementos aromatizantes) como "English Breakfast" e "Earl Grey".

Apenas para se ter uma idéia da variedade de Chás e de infusões herbais e de frutas existentes, a Mariage Frères, renomada casa francesa especializada em Chás desde 1854, trabalha com 300 tipos de Chás e infusões do mundo inteiro.

Chá correndo nas veias

Lafcadio Hearn, jornalista e escritor americano, foi para o Japão em 1889 para escrever sobre o país. Acabou naturalizando-se japonês, casou-se com uma japonesa, adotou um nome japonês - Yakumo Koizumi - e lá viveu até morrer em 1904. Em seus primeiros escritos, Hearn descrevia os japoneses como "um povo de bebedores de Chá ".

Ele demonstrava espanto com a freqüência com que as pessoas em geral tomavam Chá no país - dependendo da pessoa, de quatro a uma dúzia de vezes ao dia (os ingleses, também famosos pelo hábito de beber Chá , quando muito o faziam três vezes ao dia). E demonstrava curiosidade e alguma dificuldade em entender a relação que os japoneses têm com a bebida. Hearn descreveu um encontro que teve com um amigo japonês, que o convidou para ir a sua casa para tomar um Chá .

Ao chegar à casa do amigo, sentaram-se a uma mesa baixa no quarto de tatamis, próximos à janela, e ficaram sem dizer nada um ao outro por quase uma hora, apenas bebendo Chá e vendo a vida passar. Coisa estranha.

Ao se despedir do amigo, Hearn temeu ter sido desagradável ou pouco educado por ter permanecido quieto durante o encontro, dado sua condição de recém-chegado ao país e limitações com o idioma, e achou curioso quando o amigo lhe disse que aquele tinha sido um bom encontro, e que gostaria que ele voltasse na semana seguinte.

Posteriormente, quando seu vocabulário melhorou, Hearn comentou com o amigo: "Mas não pudemos conversar". "Ao contrário, foi uma ótima conversa", respondeu o amigo.

De modo resumido, foi assim que ele descreveu um curioso hábito japonês: as conversas silenciosas através do Chá .

Japoneses, de fato, bebem muito Chá . Diferentemente dos brasileiros em geral, que vêem o Chá mais como um tipo de medicamento homeopático, os japoneses vêem o Chá como os brasileiros vêem o cafezinho. Bebem Chá porque gostam de seu sabor, e não porque o Chá faz bem à saúde - isso é secundário. Foi pelo hábito que o Chá foi incorporado ao cotidiano nipônico.

O Chá é simbolo de cortesia e hospitalidade entre os japoneses. Servir aos visitantes uma tacinha de Chá quente, ou um copo de Chá gelado nos dias quentes, é uma regra de etiqueta universal entre os japoneses em casa, nos escritórios e nos restaurantes tipicos. O bom visitante não recusa o Chá , nem vai embora sem sequer prová-lo.

Em algumas celebrações familiares servem-se os Chás de melhor qualidade, como na primeira refeição do Ano Novo e aos visitantes no shogatsumikan (tangerina japonesa) com as pernas sob um kotatsu (mesa baixa com saia acolchoada e aquecimento) - um costume aconchegante e saboroso que ajuda a prevenir a gripe.

Chá é sempre servido a todos ao final de missas fúnebres no rito budista.

Mesmo em costumes importados, o Chá está presente - nesses casos, o Chá preto, "sinônimo" de ocidente. É comum os japoneses comemorarem festas de aniversário e Natal com Chá , bolo e sanduíches de pepino. Mas o Chá para os japoneses é também, como o próprio Lafcadio Hearn deve ter aprendido, um meio de comunicação e um objeto de veneração. Permitam-me citar um caso particular que ilustra como ocorre uma "conversa silenciosa através do Chá ". (período de comemorações do Ano Novo). Um hábito típico de inverno é tomar Chá comendo

Em 1998 meu avô, em fase terminal de câncer, teve de ser internado e passei seus últimos dias com ele. Embora fosse uma situação gravíssima, ele estava lúcido e permanecia boa parte do dia acordado. Levei tudo que pude para que ele se sentisse confortável no hospital: roupas, produtos de higiene pessoal, travesseiros, um edredom, Chá verdede boa qualidade e toda a parafernália (conjunto de bule e copos de porcelana, bandeja de laca e uma garrafa elétrica japonesa que ferve e mantém a água aquecida).

Numa tarde um senhor de idade, cunhado de meu avô, veio visitá-lo. Eles se cumprimentaram e enquanto se acomodavam fiz um chazinho e servi como de costume. Meu avô sentou-se na cama, o senhor sentou-se numa cadeira de frente para ele, e eu me sentei num sofá encostado à parede. Mas assim que começaram a tomar Chá , pararam de se falar. Achei estranho, pois como havia tempos que ambos não se encontravam, pensei que iriam querer bater papo... mas nada.

Às vezes se olhavam, para em seguida olhar para o copo nas mãos, na altura do colo, e beber um golinho - e fazer isso de novo, e de novo. Interrompi esse silêncio ritmado só uma vez, para perguntar se queriam mais Chá . Murmuraram que não, indicando que estavam bem. E voltaram a ficar quietos, bebericando o Chá que restava nos copos, enquanto olhavam para a janela e ouviam o vento frio passar lá fora.

Comecei a perceber que havia um princípio, um "código" por trás daquele comportamento, e que ambos o compreendiam. Havia uma conversa em andamento, mas sem o uso de palavras: as expressões de seus rostos e gestos sutis, como a postura semi-formal de como se sentaram, o modo se segurar os copinhos nas mãos, o ritmo ao beber e olhares que não se encontram. Percebi que eles estavam se despedindo, e que o Chá era parte daquele "código".

É estranho, mas se tivessem dito algo, não teria sido tão comovente. Me senti uma "grossa" por tê-los interrompido. Relatar isso não parece grande coisa, mas imagine-se ficar naquela situação por 5 minutos. É difícil. No total, aquela visita silenciosa durou mais de 20 minutos.

De repente, o senhor curvou a cabeça, dando a entender que ele tinha que ir. Ele trocou algumas palavras com meu avô, e se foi. Eu nunca havia me dado conta de como o simples silêncio e a contemplação num dos momentos mais duros porém inevitável da existência incomodava meu ocidentalizado e ruidoso modo de agir e pensar. Aquela visita me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia de outra maneira. Meu avô faleceu 3 dias após esse encontro.

Ele, que durante a vida muito me ensinou sobre herança cultural sendo apenas ele mesmo, em seus últimos dias ainda foi capaz de me ensinar mais, encarnando a postura corajosa, digna e serena diante da morte tida como ideal pelos japoneses. E passei a compreender a dificuldade que Lafcadio Hearn sentia ao tentar explicar a profunda relação cotidiana que os japoneses têm com o Chá .

Os Chás japoneses

A Camellia sinensis é uma plantinha sensível. No Japão planta-se Chá em várias regiões - em especial da região central da ilha de Honshu para o sul, pois nessas regiões o clima tende a ser mais quente e úmido.

No Japão o Chá é plantado em longas e organizadas fileiras, e quando os arbustos ficam carregados de folhas a paisagem se cobre de "gomos" cor verde-bandeira. A colheita começa na primavera, e as folhas são colhidas à mão, com a ajuda de uma tesoura manual ou elétrica. Logo que é tirada do arbusto, a folha de Chá entra em pro cesso de fermentação - em poucos dias a folha muda do verde vivo para castanho - e de acordo com o grau de fermentação, o sabor do Chá muda.

Quando se fala em Chá verdenão se quer dizer que a cor do Chá é necessariamente verde, mas sim que esse tipo de Chá não é fermentado (os Chás do tipo oolong são semi-fermentados, e os Chás pretos são os bem fermentados).

Todos os Chás típicos do Japão são verdes, o que quer dizer que o processamento das folhas é feito rapidamente, para evitar o processo de fermentação natural.

O que dá aos Chás japoneses seu sabor característico é o fato de que as folhas são passadas no vapor, o que evita a oxidação, preserva a cor natural da folha e um sabor suave de fundo amargo.

Em seguida, as folhas são enroladas, desidratadas e posteriormente picadas ou moídas, transformando-se no Chá que compramos nas lojas. Nenhum dos Chás japoneses são tomados com leite ou creamer (líquido ou pó para neutralizar o fundo amargo de cafés e Chás pretos).

Os Chás tipicamente japoneses:

Gyokuro

Conhecido como "orvalho precioso" ou "jóia do Chá verde", é o Chá da mais alta qualidade e produz um néctar amarelo vivo, muito aromático, pouco amargo e com traços adocicados.

As folhas, mesmo desidratadas, são de um verde vivo devido a cuidados especiais antes mesmo da colheita (os arbustos para a produção do gyokurocha são cobertos com telas para evitar o sol direto, e o Chá é produzido com os brotos das folhas, que são mais tenras que as folhas mais desenvolvidas). Esses cuidados fazem com que o gyokurocha seja muito caro, e ele é servido apenas em ocasiões especiais, tanto quanto os saquês de alta qualidade.

Matcha

É o Chá usado nasCerimônias do Chá , que também é tomado em ocasiões informais e servido em casas de Chá estilo tradicional. É um Chá bem diferente dos produzidos no resto do mundo porque ele é em pó (a própria folha do Chá é transformada num pó bem fino e bem verde). Assim, enquanto nos demais Chás o néctar é resultado de uma infusão de folhas desidratadas e picadas de Chá , no matcha a folha inteira transformada em pó é dissolvida em água quente.

Para se preparar o matcha é necessário bater o pó com um pincel de bambu misturando-se a água aos poucos numa tigela, formando um líquido verde, de aparência densa, e espumante.

É um Chá extremamente amargo (o que o torna um pouco difícil de bebê-lo puro) e por isso, quando se quer tomá-lo em uma ocasião qualquer que não numa Cerimônia do Chá , come-se um doce junto (são recomendados os doces tradicionais de mochi com recheio de feijão azuki). Adoçar o matcha com um pouco de açúcar ou adoçante é algo que é mal visto pelos apreciadores tradicionalistas, mas há muita gente que o toma adoçado.

O sabor único do matcha adoçado é tão popular entre os japoneses que ele vem sendo bastante usado em balas, doces, mousses, bolos e sorvetes.

Sencha

Chá de qualidade média, é feito com as folhas do auge da safra (80% da produção de Chá do Japão destina-se ao sencha, que é uma preferência nacional). Ele produz um néctar amarelo, de sabor levemente amargo e aromático. Trata-se de um Chá equilibrado, de sabor agradável, tomado várias vezes ao dia em casa e comumente servido nos escritórios e restaurantes. Há uma grande variedade de marcas e preços de sencha, mas como a qualidade média do Chá é boa, dificilmente se erra na compra.

Bancha

Também conhecido como " Chá de colheita tardia", ele é feito com as folhas do final da safra, maiores e um pouco duras. Era antigamente considerado o Chá mais popular e barato, por produzir um néctar amarelo claro de sabor mais fraco que o sencha. O sabor mais discreto do bancha o tornou o preferido de idosos e crianças, e isso fez com que este tipo de Chá fosse revalorizado nos últimos anos no Japão.

Kukicha

É o bancha picado com galhinhos das folhas. Possui as mesmas características do bancha.

Houjicha

É Chá verde japonês torrado. O houjicha foi inventado em 1920 por um comerciante de Chá de Kyoto, e existem duas versões sobre como esse Chá surgiu. A primeira é a de que o dito comerciante tinha um estoque de folhas de Chá velhas, decidiu torrá-las para aproveitá-las e criou um novo sabor de Chá .

Na segunda, o houjicha surgiu de forma menos intencional, quando o armazém do comerciante sofreu um incêndio. Por ser torrado, o néctar do houjicha é castanho claro, de sabor fraco, do qual se sente um pouco do aroma de torradinho.

Kukicha

É o bancha picado com galhinhos das folhas. Possui as mesmas características do bancha.

Houjicha

É Chá verdejaponês torrado. O houjicha foi inventado em 1920 por um comerciante de Chá de Kyoto, e existem duas versões sobre como esse Chá surgiu. A primeira é a de que o dito comerciante tinha um estoque de folhas de Chá velhas, decidiu torrá-las para aproveitá-las e criou um novo sabor de Chá .

Na segunda, o houjicha surgiu de forma menos intencional, quando o armazém do comerciante sofreu um incêndio. Por ser torrado, o néctar do houjicha é castanho claro, de sabor fraco, do qual se sente um pouco do aroma de torradinho.

Genmaicha

Genmai significa "arroz integral". É uma mistura curiosa: bancha com grãos de arroz torrados e pipoquinhas de arroz.

O resultado é um Chá verdecom um leve aroma torrado e ligeiro sabor salgado, que dá a impressão de se "beber pipoca". É um Chá interessante, apreciado mesmo por aqueles que não gostam muito de Chá . Aliás, o genmaicha combina bem com pipoca numa tarde chuvosa em frente à tevê.

Mugicha

Embora tenha o ideograma de " Chá " no nome, trata-se de uma infusão de cevada. Muito popular no Japão, o mugicha é bastante consumido gelado no verão. Seu sabor é refrescante, leve, com discreto fundo amargo. Não contém cafeína e ajuda o corpo a se manter equilibradamente hidratado quando o clima está muito quente.

Chazuke

Tem nome de Chá , mas é um prato salgado muito popular no Japão - e um modo peculiar de se tomar Chá . Trata-se de uma porção de gohan (arroz branco japonês cozido) servida em um chawan (tigela grande para beber Chá ), à qual se acrescenta uma mistura pronta de temperos e Chá verde quente. O resultado é um ensopado de arroz com Chá saboroso, comido diretamente da própria tigela com a ajuda de hashis (palitinhos para se servir). De acordo com a etiqueta japonesa - aplicada inclusive na Cerimônia do Chá - toma-se o chazuke fazendo-se barulho.

Observação

O sencha, o bancha, o kukicha e o houjicha são tomados sem ser adoçados, a qualquer hora, durante ou após as refeições. São bons para acompanhar sushis (há restaurantes no Japão que só servem Chá e saquê para acompanhar sushis, e há gourmets tradicionalistas que acham que sushi com cerveja ou refrigerante é um crime gastronômico), mas também são tomados com salgadinhos, biscoitos e doces.

São recomendados biscoitos típicos, como os norimaki senbei (biscoito de arroz com um toque de molho de soja envolto em folha de alga marinha) e os yuki no yane ("telhado de neve", biscoito de arroz levemente salgado com uma cobertura de açúcar), e doces como manju (bolinhos de massa assada com recheio de feijão azuki) e dorayaki (panquequinhas com recheio de feijão azuki).

Cristiane A. Sato

Fonte: www.culturajaponesa.com.br

Chá

CHA-PRETO Thea sinensis L

Partes usadas: Folhas

Família: Teáceas ou Cameliaceae

Características

Herbácea de flores brancas ou cor-de-rosa, frutos redondos, medindo de 3 a 5 cm de diâmetro. É utilizando como condimento.

Outros Nomes: Port.: Chá , Chá -da-china, Chá -da-Índia; Esp.: té [de la China]; Fr.: thé; Ing.: tea.

Princípio ativo: Taninos, dentre outros.

Propriedades: Antidiarréico, tônico.

Indicações

É usado com estimulante em caso de fadiga ou de esgotamento, é um remédio de emergência, que não deveria tornar-se habitual.

Usa-se também em diarréias e colites, como tônico digestivo em caso de digestão muito difícil ou indigestão. O infuso é feito com 30 a 50g de folhas por litro de água. Não se deve tomar mais que 5 xícaras diárias.

O uso externo é indicado em lavagens oculares em caso de conjuntivite (decocto com 30-50 g da planta por litro de água, fervidas por 5 minutos), aplicar sobre os olhos.

Chá

Toxicologia

Provoca excitação do sistema nervoso, do coração e do sistema circulatório. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômago.

Fonte: www.cantoverde.org

Chá

Chá

O Chá surgiu na China, no ano 2.737 a.C, sendo a teoria mais aceita, que foi o Imperador chinês Shen Nung que descobriu a bebida ao ferver água debaixo de uma árvore, em que uma folha caiu dentro do recipiente.

Nessa época os Chá seram feitos através de folhas colocadas em bolos e fervidas juntamente com arroz e algumas especiarias. A forma de fazer Chá fervendo as folhas apenas, só foi chegar no século XIV, na dinastia Ming.

Como a Inglaterra tinha forte domínio no mundo inteiro na época das descobertas do século XVII, suspeitando da decadência do café, ela que levou o Chá para o mundo ocidental e obteve o monopólio das plantas utilizadas durante muito tempo.

Até o século XVIII o Chá era uma bebida da elite européia, porém com a redução de seu preço passou a ser consumido por todas as camadas sociais.

Fonte: www.historiadetudo.com

Chá

De origem chinesa, o Chá possui tantos atributos que pode ser considerado uma bebida completa.

A história conta que o Chá surgiu por volta de 2.800 A.C, criado na China pelo Imperador Shen Nung. A criação do Chá se deu casualmente, quando o imperador, ao ferver água para beber, não percebeu que algumas folhas caíram na vasilha ocasionando um perfume delicioso assim como o sabor.

O Chá envolve todo um ritual e origina-se nas folhas verdes da Camellia sinensis sinensis, árvore nativa da China.

Existe todo um processo de torrefação e prensagem das folhas, até a distinção entre Chá verde e Chá preto, muito apreciados pelos orientais.

Muito embora tenha surgido na China, foi o Japão o responsável pela divulgação do Chá , tornando-se parte importante na educação japonesa à cerimônia do Chá .

No século XVI o Chá começou a ser importado para a Europa, através dos holandeses e dos portugueses. Os ingleses só introduziram o Chá em suas vidas a partir do século XIX.

Para preparar um bom Chá alguns cuidados são necessários. Primeiro utilize o melhor produto que você possa comprar. Encha uma chaleira com água fria e coloque para ferver. Aqueça o bule com água quente.

Adicione 1 colher de Chá ou 1 saquinho, para cada pessoa.

A quantidade correta de água é de 185 ml para cada colher de Chá . Despeje a água fervente no bule, tampe e deixe em infusão de 3 a 5 minutos. Sirva assim que estiver pronto.

Os especialistas ensinam que, assim como os vinhos, existem regras para combinar o Chá com as refeições. Mas essas são bem flexíveis.

Por exemplo, Chás verdes, mais digestivos, são ideais para quem consumir carnes vermelhas ou pratos mais gordurosos.

Chás a base de ervas, flores e frutos são ideais para quem consumiu aves. Já depois dos peixes o tipo de Chá ideal é à base de limão.

Fonte: www.orm.com.br

Chá

Origem do Chá

Conta a lenda que a árvore do Chá foi descoberta, no ano 2737 a.C., por acaso, quando o imperador chinês Shên Nung, mais conhecido como o “Curandeiro divino”, dava um passeio pelas suas propriedades.

O imperador pediu a determinada altura que os seus servidores lhe fervessem um pouco de água enquanto descansava à sombra de uma árvore. Foi precisamente dessa árvore que uma folha se soltou e caiu dentro da taça de água fervida.

Sem reparar, o Imperador bebeu, sendo dessa forma que nasceu a primeira Chá vena de Chá . Terá sido este imperador que criou a medicina natural ou ervanária, testando ele próprio uma enorme variedades de bebidas medicinais à base do Chá .

É bem provável que essa história nem seja verdadeira, mas dá um ar romântico à origem de uma bebida conhecida mundialmente. Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de Chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia.

Na verdade, o primeiro registro escrito sobre o uso do Chá data do século III a.C. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Chá com caráter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do Chá no mundo.

Com tradições milenares, além das especulações, a China é considerada como a origem desta infusão, cujo consumo se espalhou a outros países dessa região pelas mãos de mercadores e monges, dando início a uma verdadeira conquista do planeta.

No início do séc. IX, a cultura do Chá foi introduzida no Japão por monges budistas que levaram da China algumas sementes. A cultura teve êxito e desenvolveu-se rapidamente.

O Chá experimentou nestes dois países – China e Japão – uma evolução extraordinária, abrangendo não só meio técnico e econômico, mas também os meios artísticos, poéticos, filosóficos e até religiosos. No Japão, por exemplo, o Chá é protagonista de um cerimonial complexo e de grande significado.

A chegada do Chá à Europa não foi rápida.

No relato da sua viagem, e ao português Gaspar da Cruz, que teria citado o Chá numa carta dirigida ao seu soberano. Já a sua introdução no continente europeu ocorreu no início do séc. XVII, em função do comércio que então se estabelecia entre a Europa e o Oriente. Ao que parece, foram os holandeses que levaram pela primeira vez o Chá à Europa, intensificando o seu comércio, mais tarde desenvolvido pelos ingleses.

Na Inglaterra, o seu consumo difundiu-se rapidamente, tornando-se uma bebida muito popular. Essa popularidade estendeu-se aos países com forte influência inglesa, primeiramente nos Estados Unidos, depois na Austrália e Canadá.

Hoje, o Chá é a bebida mais consumida em todo o mundo.

Existem atualmente cerca de três mil variedades de preparações para a infusão, embora os verdadeiros Chás tenham sempre um ponto de partida: as folhas de Camellia sinensis, que é o seu nome científico. Produzidas em mais de 25 países, sobretudo na China, Índia, Indonésia, Quênia, Malawi e Sri Lanka.

Tipos de Chá

A partir das folhas da Camellia sinensis é possível obter diferentes tipos de Chás e, dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:

VERDE: As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após colheita, evitando, assim, a fermentação. O Chá Gyokuro(gotas de orvalho), do Japão, é considerado um dos melhores – suas folhas são cobertas com tela antes da colheita e, assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.
PRETO:
As folhas sofrem um processo de fermentação que confere ao líquido um tom avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados até fermentarem. Depois elas são aquecidas e desidratadas.
OOLONG:
Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque, para fermentar, mas o processo é interrompido no início. O sabor é suave. Este Chá é o menos comum no mundo ocidental.
AROMATIZADOS:
Qualquer Chá , independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura ao seu.

Fonte: www.aroma.ind.br

Chá

História do Chá

Existem várias lendas em torno das origens do Chá. A mais popular é uma lenda chinesa que conta que no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma árvore quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água que seus servos ferviam para beber. Atraído pelo aroma, Shen Nung provou o líquido e adorou. Nascia aí, o Chá .

Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de Chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Chá com caráter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do Chá no mundo.

No inicio do século IX monges japoneses levaram algumas sementes e introduziram a cultura do Chá que se desenvolveu rapidamente. O Chá experimentou nestes dois países - China e Japão - uma evolução extraordinária, abrangendo não só meio técnico e econômico, mas também os meios artísticos, poéticos, filosóficos e até religiosos. No Japão, por exemplo, o Chá é protagonista de um cerimonial complexo e de grande significado.

Inicialmente, foi o Japão responsável pela divulgação da utilização do Chá , fora da China, porém sua chegada a Europa não foi rápida. Referências antigas na literatura européia a respeito do Chá , mostram o relato de Marco Pólo em sua viagem e que o português Gaspar da Cruz teria citado o Chá numa carta dirigida ao seu soberano. Já a sua importação para o continente europeu ocorreu no início do séc. XVII pelos holandeses, em função do comércio que então se estabelecia entre a Europa e o Oriente.

A partir do século XIX na Inglaterra, o consumo de Chá difundiu-se rapidamente, tornando-se uma bebida muito popular. Essa popularidade estendeu-se aos países com forte influência inglesa, como os Estados Unidos, Austrália e Canadá. Hoje, o Chá é a
bebida mais consumida em todo o mundo.

Cerimônia do Chá

Em nenhuma outra parte do mundo, o Chá teve uma contribuição ao meio cultural foi tão notável quanto no Japão, onde seu preparo e sua apreciação adquiriram uma forma distinta de arte.

No Japão, as pessoas, ao serem convidadas para uma reunião de Chá, costumam comparecer com antecedência: aguardam sentadas em uma pequena sala, desfrutando da companhia uma das outras e desligando-se das atribulações do cotidiano. Esse encontro representa a manifestação clara de uma sensibilidade interior que se adquire através do estudo e da disciplina do Chado (TCHADÔ), o Caminho do Chá . Chado é um termo relativamente recente, com o qual se designa o ritual de preparar e tomar o Chá , originado no século XV. Nessa época, o Chá era utilizado como um suave estimulante, que favorecia ao estudo e à meditação, tendo sido valorizado também como uma erva medicinal.

A partir disto, mestres de Chá devotos do Chado, desenvolveram uma estética, que se inseriu na cultura japonesa. Houve, entretanto, um mestre de Chá que, durante toda a sua existência, concebeu essa filosofia como um estilo de vida e instituiu o Chado como um meio de transformar a própria vida em uma obra de arte - Mestre Sen Rikyu.

Sen Rikyu resumiu os princípios básicos do Chado nestas quatro palavras: Wa, Kei, SeieJaku.

Wa significa harmonia. A harmonia entre as pessoas, a pessoa com a natureza e a harmonia entre os utensílios do Chá e a maneira como são utilizados.
Kei
significa respeito. Respeitam-se todas as coisas com um sincero sentimento de gratidão pela sua existência.
Sei
significa pureza, tanto universal, quanto espiritual.
Finalmente, Jaku significa tranqüilidade ou paz de espírito e isto resulta da percepção dos três primeiros princípios.

Os monges Zen, que introduziram o Chá no Japão, estabeleceram os fundamentos espirituais para o Chado e desenvolveram a estética do Chá , incluindo, não apenas as regras para preparar e servir o Chá , mas também a manufatura dos utensílios, o "conhecimento" das belas artes e das artes aplicadas, o "desenho" e a construção das salas de Chá , a arquitetura dos jardins e a literatura.

Uma xícara de Chá , preparada segundo os princípios do Chado, é o resultado de uma ritual de simplicidade desenvolvido para atender as necessidades de busca da tranqüilidade interior do homem.

Daisy Hogara Yamauchi

Fonte: www.nutrociencia.com.br

Chá

Existem muitas lendas e mitos no que respeita à origem do Chá .

A mais conhecida conta que a sua origem remonta desde há 5000 anos, na China, aquando do reinado do Imperador Sheng Nong, um governante justo e competente, amante das artes e da ciência e conhecido como o Curandeiro Divino. O Imperador, preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, decretou um edital que exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem.

Certo dia, quando o governador chinês passeava pelos seus jardins, pediu aos seus servidores que lhe fervessem água, enquanto descansava debaixo da sombra de uma árvore. Enquanto esperava que a água arrefece-se, algumas folhas vindas de uns arbustos caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada.

O Imperador decidiu provar, surpreendendo-se com o sabor agradável. A partir deste momento ficou adepto do Chá , induzindo o seu gosto ao seu povo.

Como cada lenda ou mito costuma ter sempre alguma parte de verdade, esta não é excepção. É sabido que a origem do Chá remonta ao período imediatamente antes da ascensão da Dinastia T'ang ao poder, entre os anos 618 e 906.

Esta Dinastia assistiu à difusão de uma bebida feita pelos monges budistas. Esta bebida, vinda dos Himalaias, era proveniente do arbusto do Chá , de nome científico Camellia Sinensis, que crescia em estado selvagem nesta cordilheira asiática.

Segundo os relatos do monge budista japonês Ennin, durante uma viagem ao Império do Meio, por volta do século IX, o Chá já fazia parte dos hábitos dos chineses. Na mesma época, um monge budista chinês, de nome Lu Yu, escreveu o primeiro grande livro sobre Chá , chamado Ch'a Ching, onde são descritos os métodos de cultivo e preparação usados no Império.

Foi então que o Chá começou a avançar para o Ocidente, através da Ásia Central e da Rússia. No entanto, só quando os portugueses chegaram ao Oriente, nos finais do século XV, é que se começou a conhecer verdadeiramente o Chá .

Nesta época, as naus portuguesas traziam carregamentos de Chá até ao porto de Lisboa, ponto de onde, a maioria da carga, era depois reexportada para a Holanda e a França. Portugal rapidamente perdeu o monopólio deste comércio, apesar de ter sido um sacerdote jesuíta português o primeiro europeu a escrever sobre o Chá . No século XVII, a frota dos holandeses estava muito poderosa, dando-lhes vantagem.

Variedades de Chá

Tradicionalmente, o Chá está dividido em três categorias principais: Preto, Verde e Oolong, diferenciando-se pelo processamento das folhas.

Esta classificação está relacionada ao Chá preparado com folhas da Camelia sinensis, a verdadeira planta do Chá . Dentro de cada uma das categorias, há diversas misturas mais ou menos conhecidas, como o Pekoe, Darjeeling ou Ceilão.

O Chá branco foi introduzido recentemente no mercado português dos Chás, sendo feito igualmente a partir da Camellia sinensis, mas cujas folhas são tratadas de forma diferente dos Chás tradicionais.

No entanto, existem inúmeras outras plantas que se dedicam à preparação do " Chá " ou, mais precisamente, infusões ou tisanas. Também elas são muito agradáveis ao paladar e podem ter propriedades medicinais

Benefícios do Chá

O Chá é tradicionalmente usado, nos seus países de origem, como uma bebida benéfica à saúde em vários aspectos.

Recentemente, cientistas têm-se dedicado aos estudos dos efeitos do Chá sobre o organismo, bem como conhecer melhor as substâncias que promovem esses efeitos.

Alguns estudos já demonstraram que o Chá pretoé eficaz como antioxidante e neuroestimulante, tendo sido aplicado em estudos contra o cancro e a epilepsia. E o que Chá verde demonstra propriedades músculo-relaxantes, com efeitos sobre a hipertensão e ulcerações no aparelho digestivo.

Segundo alguns textos ligados à medicina natural e ao mundo da ervanária, existem alguns Chá se infusões que podem aliviar certos tipos de mal-estar.

No entanto, há que ter em conta que todos os tipos de Chá são ricos em cafeína e saponinas que, quando ingeridas em excesso podem causar danos no organismo.

Preparação do Chá

Para que o Chá mantenha todas as suas propriedades e sabor, existem alguns cuidados a ter em conta:

1.Encha uma chaleira com água fresca e agite para oxigenar. Se a água da zona for muito rica em minerais (calcário, por exemplo) deverá usar-se água engarrafada.
2.
Enquanto a água aquece, escalde o Bule onde irá servir o Chá . Sempre que possível, opte por recipientes de porcelana ou vidro, pois não alteram o sabor do Chá .
3.
Quando a água começar a ferver introduza o Chá . Coloque uma saqueta por Chá vena ou três por bule.
4.
Assim que a água ferver, desligue o lume. Tenha em conta que, quanto mais água ferve, mais oxigénio perde o que diminuirá a qualidade do Chá .
5.
Verta o Chá para o Bule e deixe repousar durante 5 minutos.
6.
Se pretende preparar um Chá mais forte aumente a quantidade de Chá e deixe repousar por menos tempo. Deve ter sempre o cuidado de não deixar o Chá repousar por mais de 6 minutos pois tornará o sabor muito amargo.
7.
Agite ligeiramente o Chá antes de o passar para as Chá venas.

Fonte: cha.web.simplesnet.pt

Chá

Cerimônia do Chá

Acerimônia do Chá , conhecida como "chanoyu" em japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o "matcha", um Chá verde pulverizado.

De acordo com a história registrada, o Chá foi introduzido no Japão, cerca do século 8, originário da China onde o Chá era conhecido desde o Período da Dinastia Han Oriental (25-220DC). O "matcha", conforme é usado na cerimônia do Chá de hoje, ainda não era conhecido naquela época. Não foi sento no fim do século 12 que o "matcha" foi trazido ao Japão vindo da China da Dinastia Sung. Todavia, o Chá era muito precioso e embora usado principalmente como bebida, era considerado, também, remédio.

O costume de beber "matcha", gradativamente, difundiu-se não só entre os sacerdotes de Zen, mas também no seio da classe superior. A partir de cerca do século 14, o "matcha" também era usado num jogo chamado "tocha".

Tratava-se de um divertimento de salto no qual os convidados, depois de provarem de várias xícaras de Chá produzido em diversas regiões, eram chamados a escolher a taça contendo o Chá da melhor região produtora da bebida.

Os que acertavam na escolha recebiam prêmios. Como esse jogo se tivesse tornado moda, as plantações de Chá começaram a florescer, especialmente no distrito de Uji, nas proximidades de Kyoto, onde o Chá de melhor qualidade ainda é produzido.

O "tocha", gradativamente, converteu-se numa mais tranqüila reunião social no seio da classe superior e os prêmios não mais foram conferidos.

O objetivo tornou-se então o gozo de uma atmosfera profunda na qual os participantes provavam o Chá enquanto admiravam pinturas, artes e artesanato da China, mostrados num "shoin" (estúdio) Simultaneamente, sob a influência de formalidades e maneiras que regulavam a vida cotidiana dos "samurais" ou guerreiros que constituíam, então, a classe dominante no país, surgiram certas regras e procedimentos que os participantes de uma reunião de Chá deveriam obedecer. Assim desenvolveram-se os fundamentos da "chanoyu".

Ao final do século 15, um plebeu chamado MurataJuko, que dominou esta arte da "chanoyu" que se popularizara no seio da classe superior, propôs outro tipo de Chá cerimonial, mais tarde denominado "wabicha", que ele baseou mais nas sensibilidades japonesas alimentadas pelo espírito do budismo de Zen. Foi durante o período Momoyama, na segunda metade do século 16, que Sen-no-rikyu, finalmente, estabeleceu a "wabicha" com a forma com a qual a "chanoyu" é realizada hoje.

A "chanoyu", assim desenvolvida, é algo mais que uma forma refinada de refresco. Seu objetivo e essência dificilmente podem ser expressos por palavras.

Ajudaria lembrar que a cerimônia foi desenvolvida sob a influência do budismo de Zen cujo objetivo é, em palavras simples, purificar a alma do homem, confundindo-a com a natureza.

Além disso, a "chanoyu" é a materialização do empenho intuitivo do povo japonês pelo reconhecimento da 'verdadeira beleza na modéstia e simplicidade. Termos como calma, rusticidade, graça, ou frase "estética da simplicidade austera e pobreza refinada", podem ajudar a definir o verdadeiro espírito da "chanoyu".

Por exemplo, as regras rigorosas da etiqueta da "chanoyu", que podem parecer penosas e meticulosas á primeira vista, são, de fato, calculadas, minuto por minuto, a fim de obter a mais alta possível economia de movimento e, na verdade, agrada aos iniciados assistir a sua execução, especialmente quando realizada por mestres experimentados.

A "chanoyu" tem desempenhado um importante papel na vida artística do povo japonês, de vez que, como atividade estética, envolve a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim a ele contíguo, os utensílios utilizados no servir o Chá , a decoração do ambiente como um rolo suspenso ou um "chabana" (arranjo floral para a cerimônia do Chá ). O desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes florais deve muito â cerimônia do Chá . O espírito da "chanoyu", representando a beleza da simplicidade estudada e da harmonia com a natureza, moldou a base dessas formas tradicionais da cultura japonesa.

Mais ainda, o desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem sido influenciado basicamente por formalidades como as que são observadas na cerimônia "chanoyu". Como resultado disso, é costume bastante difundido entre as moças antes do casamento receber aulas nessa arte a fim de cultivar a postura e o refinamento oriundos da etiqueta da "chanoyu".

Após a morte de Sen-no-rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. Na época de seus tataranetos, três diferentes escolas (a escola Omotesenke, a escola Urasenke e a escola Mushakojisenke) foram fundadas e continuam em atividade até hoje.

Entre elas, todavia, a mais ativa e de maior número de seguidores, é a Urasenke. Ela é chefiada, presentemente, pelo Senhor Soshitsu Sen, o l5º descendente do fundador. Algumas das escolas iniciadas pelos discípulos de Rikyu incluem a escola Enshu, fundada por Kobori Enshu, a escola Sekishu, criada por Katagiri Sekishu, e a escola Sohen, estabelecida por Yamada Sohen.

Estas escolas diferem entre si nos detalhes das regras mas conservam a essência da cerimônia que o grande mestre instituiu. Esta essência tem sido transmitida até os dias de hoje sem oposição e o respeito pelo fundador é um elemento que todas têm em comum

Uma "chanoyu" típica

Há muitas maneiras de realizar uma cerimônia de Chá de acordo com a escola a que o anfitrião pertence. Elas também variam de conformidade com a ocasião e a estação. Nos elementos essenciais, todavia, há uma semelhança básica.

Material e utensílios exigidos

1) A "sukiya" ou a casa de Chá: É costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada 'sukiya", especialmente construída para a "chanoyu". Ela consiste de uma sala de Chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsoki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva á entrada da casa de Chá . A casa, geralmente, é localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.
2) Utensílios:
Os principais utensílios são a "cha-wan" (tigela de Chá ), o "cha-ire" (recipiente do Chá ), a "cha-sen" (vassourinha de Chá feita de bambu) e a "cha-shaku" (concha de Chá feita de bambu). Via de regra, esses utensílios são valiosos objetos de arte.
3) Trajes e acessórios:
Roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem Kimono de seda, de cor firme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e "tabi" brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador kimono brasonado e também "tabi", nessas ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de "kaishi" (pequenos guardanapos de papel).

A cerimônia propriamente dita

A cerimônia do Chá regular consiste:

1.da primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada "kaiseki", é servida;
2.
da "nakadachi" ou breve pausa;
3.
da gozairi , a parte principal da cerimônia, onde o "koicha" ou Chá de textura espessa, é Servido e
4.
da ingestão do "usucha" ou Chá de textura fina.

Toda a cerimônia leva cerca de quatro horas. Frequentemente, apenas o "usucha" é servido, o que requer cerca de uma hora.

A primeira sessão

Os convidados, cinco ao todo, reúnem-se na sala de espera. O anfitrião comparece e os conduz pelo caminho ajardinado até a sala de Chá . Num determinado lugar do caminho há uma bacia de pedra cheia de água fresca.

Ali eles lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena o que obriga os convidados a rastejar para atravessá4a numa demonstração de humildade. Ao entrar nasala, que é provida de fogareiro fixo ou portátil para a chaleira, cada convidado ajoelha-se à frente do "tokonoma" ou nicho e faz uma reverência respeitosa.

Em seguida, com o leque dobrável diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do "tokonoma". A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro.

Quando todos os convidados concluírem a contemplação desses objetos, eles tomam seus assentos, com o principal convidado no lugar mais próximo do anfitrião.

Depois que o anfitrião e os convidados trocarem cumprimentos, a "kaiseki" é servida, com os doces terminando a leve refeição.

Nakadachi

Por sugestão do anfitrião, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no jardim interno próximo à sala.

Goza-iri

Um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da cerimônia principal E costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purificação na bacia, eles entram novamente na sala.

Os biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas são retirados por um assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no "tokonoma", há um vaso com flores.

O receptáculo para água fresca e o recipiente de cerâmica para o Chá estão em posição antes que o anfitrião entre trazendo a tigela de Chá com a vassourinha e a concha de Chá dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no início da primeira sessão.

O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para água servida, a concha e o descanso para a tampa da chaleira ou concha Em seguida, o anfitrião limpa o recipiente de Chá e a concha com um pano especial denominado "fukusa", fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de Chá contendo água quente tirada da chaleira. O anfitrião esvazia a tigela, despejando a água no receptáculo de água servida e limpa a tigela com um "chakin" ou pedaço de tecido de linho.

O anfitrião ergue a concha de Chá e o recipiente e põe "matcha" (três conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de um terço dela na tigela e devolvendo o que 50brou á chaleira. A seguir, ele bate a mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor. O Chá feito é denominado "koicha".

O "matcha" usado aqui é feito de folhas tenras de plantas de Chá com idade de 20 a 70 anos ou mais. O anfitrião coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o convidado principal desloca-se, de joelhos, para pegar a tigela.

O convidado faz uma reverência com a cabeça, para os outros convidados e põe a tigela na palma de sua mio esquerda, sustentando um dos lados dela com a mão direita.

Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles limpa a beirada da tigela onde bebeu com o "kaishi" de papel e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A tigela é então passada para o terceiro convidado, e, em seguida, para o quarto, até que todos os cinco tenham partilhado do Chá . Quando o último convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.

Cerimônia com "usucha"

O "usucha" difere do "koicha" na circunstância de que o primeiro é feito de plantas tenras com a idade de apenas 3 a 15 anos. Ele proporciona uma mistura espumosa.

As regras seguidas nessa cerimônia são semelhantes as da "koicha", sendo, as seguintes, as principais diferenças:

a)O Chá é feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia conchas de "matcha". Espera-se que cada convidado beba toda a sua porção.
b)
o convidado limpa a parte da tigela que seus lábios tocaram com os dedos da mão direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o "kaishi" de papel.

Depois que o anfitrião retira os utensílios da sala, ele faz uma reverência silenciosa com a cabeça para os convidados, dando a entender que a cerimônia terminou.

Os convidados deixam a "sukiya", despedindo-se do anfitrião.

Fonte: bukaru.zevallos.com.br

Chá

Os benefícios do Chá verde: (Camellia sinensis)

O Chá é proveniente das folhas da Camellia sinensis.

Atualmente, cerca de 3 mil produtos levam o nome de Chá mas, na verdade, podem ser considerados Chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis.

Conta uma lenda chinesa que no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma árvore quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água que seus servos ferviam para beber. Atraído pelo aroma, Shen Nung provou o líquido e adorou. Nascia aí, o Chá .

É bem provável que essa história nem seja verdadeira, mas dá um ar romântico à origem de uma bebida conhecida mundialmente. Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de Chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia.

Na verdade, o primeiro registro escrito sobre o uso do Chá data do século III a.C. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Chá com caráter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do Chá no mundo.

No inicio do séc. IX, a cultura do Chá foi introduzida no Japão por monges budistas que levaram da China algumas sementes. A cultura teve êxito e desenvolveu-se rapidamente.

O Chá experimentou nestes dois países - China e Japão - uma evolução extraordinária, abrangendo não só meio técnico e econômico, mas também os meios artísticos, poéticos, filosóficos e até religiosos. No Japão, por exemplo, o Chá é protagonista de um cerimonial complexo e de grande significado.

A chegada do Chá à Europa não foi rápida. As referências mais antigas que se encontram na literatura européia a respeito do Chá são atribuídas a Marco Pólo, no relato da sua viagem, e ao português Gaspar da Cruz, que teria citado o Chá numa carta dirigida ao seu soberano.

Já a sua introdução no continente europeu ocorreu no início do séc. XVII, em função do comércio que então se estabelecia entre a Europa e o Oriente. Ao que parece, foram os holandeses que levaram pela primeira vez o Chá à Europa, intensificando o seu comércio, mais tarde desenvolvido pelos ingleses.

Na Inglaterra, o seu consumo difundiu-se rapidamente, tornando-se uma bebida muito popular. Essa popularidade estendeu-se aos países com forte influência inglesa, primeiramente nos Estados Unidos, depois na Austrália e Canadá. Hoje, o Chá é a bebida mais consumida em todo o mundo.

O que é o Chá

Como foi dito acima, o Chá é proveniente das folhas da Camellia sinensis. Atualmente, cerca de 3 mil produtos levam o nome de Chá mas, na verdade, podem ser considerados Chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis. Ou seja, aqueles que nós chamamos de Chá de hortelã, erva-cidreira e outros são, para sermos mais corretos, tisanas ou infusões.

A partir das folhas da Camellia sinensis é possível obter diferentes tipos de Chá e, dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:

Verde: As folhas vão para a secagem após a colheita. Seu sabor é um tanto amargo. As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após colheita, evitando, assim, a fermentação. O Chá Gyokuro (gotas de orvalho), do Japão, é considerado um dos melhores - suas folhas são cobertas com tela antes da colheita e, assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.
Preto:
As folhas sofrem um processo de fermentação que confere ao líquido um tom avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados até fermentarem. Depois elas são aquecidas e desidratadas.
Oolong:
Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque, para fermentar, mas o processo é interrompido no início. O sabor é suave. Este Chá é o menos comum no mundo ocidental.
Aromatizados:
Qualquer Chá , independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura com o seu.

As mil e uma virtudes do Chá verde

As virtudes medicinais do Chá são de conhecimento milenar, especialmente seu efeito estimulante. Mas hoje, a ciência está comprovando suas propriedades terapêuticas e cosméticas.

E isso está acontecendo com o Chá verde(também conhecido como ban Chá ), considerado atualmente um aliado da saúde por ser rico em flavonóides - substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Também está comprovado que o Chá verde ajuda a diminuir as taxas de colesterol e ativa o sistema imunológico.

A Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos vai mais além e defende que consumir Chá verderegularmente ajuda a prevenir alguns tipos de câncer, artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas. As virtudes do Chá verde na prevenção do câncer vêm do fato de que ele é rico em bioflavonóides e catequinas, substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.

Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias por conter boa dose de tanino: o consumo diário desse Chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.

Mas as boas notícias não acabam aí: está comprovado que o Chá verdeacelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal. Um dos estudos foi realizado na Suíça com três grupos de pessoas que seguiram a mesma dieta.

O resultado:o grupo que recebeu Chá verde teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias no organismo e de 5% na queima de calorias em relação aos outros dois grupos pesquisados. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que extrato de Chá verde- que possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura.

Pesquisadores acreditam, ainda,que o hábito de beber Chá em vez de café é um dos fatores responsáveis pelo menor índice de infarto em países do Oriente. E como se não bastasse, comprovou-se também que as substâncias presentes no Chá verdeajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele. Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis enriquecem os cosméticos que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Tanto que as indústrias de cosméticos incluem os extratos das folhas em fórmulas de produtos como cremes e loções. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.

E para e pele mais um benefício: por ser rica em tanino, substância com propriedades anti-séptica e adstringente, a planta é indicada também para limpar e equilibrar peles oleosas. Na edição de 3 de março de 2004, a Revista Veja publicou uma matéria anunciando a mais recente novidade que aumenta a lista de benefícios do Chá verde.

Ainda na área da dermatologia, a novidade é que o Chá verde pode proteger contra os efeitos nocivos do sol. Segundo a revista, "o assunto foi um dos mais comentados do último congresso da Academia Americana de Dermatologia, por causa de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova Jersey".

Eles descobriram que o Chá , transformado em creme, melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B, aqueles responsáveis pelo vermelho-pimentão. Ao reduzir a inflamação causada por essa radiação, o Chá verde aumentaria a proteção contra o câncer de pele. A descoberta pode ser o ponto de partida para a produção de uma nova família de loções.

A planta, como ela é...

Planta perene, do tipo arbustiva, a Camellia sinensis pertecente a família das Teáceas (Theacea). Originária do sudeste asiático, a planta produz economicamente por mais de 50 anos. No Brasil o arbusto é cultivado principalmente na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, onde é utilizado para fazer Chá preto.

A propagação da planta se dá preferencialmente pela via vegetativa, ou seja, por meio de estacas. A estaca para reprodução deve possuir uma folha desenvolvida e sua respectiva gema auxiliar com 3 a 4 cm. A extremidade do ramo deve ser cortada em bisel, isto é, na diagonal.

As folhas mais jovens e os gomos da Camellia sinensis - parte da planta utilizada na produção do Chá comercial- são cobertos por uma fina cobertura branca e sedosa, semelhante a uma penugem que, mais tarde, desaparece.

Ao que se sabe, é esta cobertura que dá origem ao nome pelo qual é conhecido o gomo terminal: "pekoe", da palavra chinesa pak-ho, que significa cabelo ou penugem.

As flores da planta são pequenas, brancas, geralmente com 4 ou 5 pétalas, aromáticas e aparecem nas axilas das folhas em grupos de 2, 3 ou 4. O fruto é uma cápsula com 2 ou 3 cm de diâmetro. Dada a grande dispersão que a planta sofreu desde o início do seu cultivo até aos nossos dias e a livre hibridação entre os vários tipos geográficos, não tem sido fácil para os botânicos a descrição das variedades existentes.

E para quem pretende saborear esta bebida que já esta sendo considerada medicinal, vale lembrar: até a simplicidade do Chá não dispensa alguns pequenos cuidados especiais. Recomenda-se guardá-lo bem acondicionado em local fresco e seco e, na hora do preparo, passar água fervente no bule e nas xícaras.

Para o Chá verde, especialistas aconselham que a água esteja um pouco abaixo da fervura e, de preferência, nada de acrescentar açúcar.

Preparar a bebida é simples: faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água "quase" fervente.

Rose Aielo Blanco

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

Chá

História e Origem do Chá Antigo

Ahistória do Chá é realmente completamente fascinante. Há muitos mitos que cercam a criação do Chá . Um tal mito popular é de uma legenda chinesa que indica que o Chá estêve descoberto em 2737 BC quando o emperor chinês Chen Nung deixou cair acidentalmente as folhas da planta do sinensis do camellia.

Não querendo jogar para fora a água, fêz exame de um sip e o Chá foi carregado.

Se pensaria de que o Chá cresceria em videiras na terra. Entretanto, o Chá é crescido realmente das árvores encontradas nos climas mais quentes do mundo.

De China, o Chá foi trazido a Japão que o incorporou em suas ocasiões especiais e em suas refeições do feriado. Quando alcançou Inglaterra no sixty-two dezesseis, o Chá foi introduzido inteiramente ao mundo. Inglaterra adaptou o Chá enquanto suas bebida e nacionais remanesceram assim para centenas dos anos.

Embora China seja de o lugar aonde o Chá começou suas origens, os países tais como India e Sri Lanka têm também suas próprias árvores do Chá onde cultivam milhões das libras das folhas do Chá todos os anos a ser vendidas pelo mundo inteiro.

O Chá é a segunda bebida a maior a ser consumida hoje no mundo. Vem em muitos sabores diferentes e pode ser servido a quente ou congelado. O Chá pode mantê-lo acordado durante o dia ou ajudar-lhe desenrolar no fim de uma semana chaotic. Há muitos outros usos para o Chá à excepção de bebê-lo.

Muitos povos chineses usam o Chá , especial Chá verde, curar ailments tais como o indigestion, constipation, estômagos virados e muitos outros ailments. Usam também o Chá remover os círculos escuros de seus olhos e curar seu acne. É friccionado na pele para fazê-la lisa e silky.

Os povos chineses acreditam que o Chá tem muitas propriedades medicinal diferentes e usam-no como um remédio herbal curar o bout justo tudo. Eles ter que faz este por dois mil anos.

O Chá tem a cafeína natural nele, porém pode ser decaffeinated com o processo de secagem. quando você vai a um restaurante chinês, a primeira coisa que você está servido é Chá . Isto é porque os chineses acreditam que dae (dispositivo automático de entrada) do Chá na digestão do alimento, e que você não começará o indigestion se você beber o Chá antes que você coma.

Há uns vários tipos de Chá e são distinguidos na maior parte pelo tipo de processar esse eles submetem-se. Os estágios processando incluem a adição em outros herbs, flores e as frutas e a oxidação, a secagem e o heating do Chá saem.

Há quatro tipos clássicos de Chá que são Chá branco, Chá preto, Chá verde e Chá do oolong. Você muito provável ouvido também de Chás que herbal este é do infusion das frutas e dos herbs e não contem as folhas do outro Camellia Sinensis dos Chás.

Os estudos mostraram que o Chá é tão bom quanto a abundância bebendo da água mas também adicionaram benefícios de saúde tais como a proteção de encontro à doença de coração e aos alguns cancers.

Os tipos diferentes de Chá têm níveis diferentes dos benefícios dependendo de processar envolvido as well as a região onde foi crescido.

Fonte: www.discoveryarticles.com

Chá

O Chá é um produto absolutamente sensacional.

Possuidor de muitos atributos pode-se dizer que o Chá é uma bebida completa. A cada dia mais atributos vão sendo descobertos com os inúmeros tipos de Chá que vão surgindo, para deleite de pessoas, sabedoras dos efeitos benéficos dessa maravilhosa infusão de origem chinesa.

A história do Chá está assentada nos costumes da velha China onde conta-se ter sido criado por volta de 2.800 anos a. C. por um Imperador chamado Shen Nung, considerado o Pai do Chá , uma vez que, conforme a lenda, o tal Imperador ferveu água para beber ( o que é equivalente a destilá-la apara evitar doenças) e não observou algumas folhas caídas dentro do recipiente de água e, sentindo um aroma delicioso, arriscou a beber o conteúdo, que achou bastante saboroso e assim, passou a fazer experiências com várias folhas e desta forma o Chá foi descoberto, passando a ser uma bebida que está presente em quase todas as sociedades do mundo.

Mesmo sendo pouco provável esta história/lenda é ela que nos costumes chineses consta para explicar a existência do Chá . No entanto, é de se presumir que até chegar ao uso de apenas algumas ervas com propriedades inúmeras, inclusive medicinais, para a infusão, muita gente deve ter morrido tomando veneno puro no afã de descobrir novas ervas e novos sabores.

Assim uma coisa fica bastante clara: o Chá é um produto que envolve todo um processo de sabedoria para se chegar até certas infusões que, nos dias atuais, estão a disposição das pessoas.

Basicamente o Chá origina-se nas folhas verdes de árvores denominadas Camellia sinensis sinensis nativas da China e, hoje, presentes em quase todos os Continentes em suas classificações sisnensis sinensis e assamica.

Para se chegar a infusão estabelecida nos dias atuais, houve modificações desde a confecção do produto, quanto à torrefação e prensagem, até a distinção entre os Chás verdes e pretos que conhecemos bem.

Inicialmente o Japão foi o responsável pela divulgação da utilização do Chá , fora da China, sendo que, no país dos Samurais, o produto passou a fazer parte de rituais religiosos Zen Budista e tornou-se parte primordial da educação japonesa, exercendo papel importante como Chanoyu, ou cerimônia do Chá .

A importação do Chá para a Europa foi estabelecida pelos holandeses e portugueses no Século XVI . Posteriormente o Chá entrou na Rússia, Alemanha, França e em toda a Europa.

A partir do Século XIX o Chá passou a fazer parte integrante da vida inglesa e até os dias atuais é um elemento de forte presença na Europa como um todo.

Na América do Norte o Chá chegou através da emigração de europeus que transpuseram o hábito de bebe-lo para o novo Continente. Com os problemas surgidos com a Grã Bretanha e sua colônias americanas o Chá ficou relegado ao um lugar de injusto ressentimento por causa do Boston Tea Party , quando foram jogados ao mar 340 caixas de Chá britânico em 1773.

Nos dias atuais existe um aumento considerável do consumo norte americano de Chá , onde a população está habituada o toma-lo, principalmente nos meses de verão em forma de Chá gelado.

O filósofo chinês Lin Yu Tang disse certa feita: "Apreciar o Chá só é possível numa atmosfera de amizade, prazer e sociabilidade. A sociabilidade é o principal elemento para permitir a apreciação do Chá ".

O Chá simboliza a comunicação educada, a harmonia civilizada e a amizade sincera.

A simpatia possui diversos conceitos sendo que tomamos principalmente dois: ter estima por alguém e conseguir o bem com o emprego de novos preceitos mágicos.

Havia uma frase dita por Deborah Kerr no filme clássico "Tea and Simpathy" que marcou profundamente uma época mais humanizada.

Dizia a atriz naquele filme: ofereça sempre para as pessoas Chá e simpatia Este é o resumo da felicidade.

Saiba mais sobre os Chás

Foi-se o tempo em que, no Brasil, os Chás eram consumidos apenas para ajudar a curar desconfortos intestinais, gripes e outros probleminhas médicos. A despeito da cultura de remédio natural, os Chás começam a ganhar status semelhante ao do vinho no País.

Quando foi levado da China para a Europa, a partir de 1610 - a princípio pelos holandeses e depois pelos ingleses, que difundiram a sua tradição no Ocidente -, o Chá era uma bebida nobre, que custava caríssimo. Com o passar do tempo, o ritual de beber Chá popularizou-se entre os europeus, sobretudo entre os ingleses.

No Brasil, a tradição "nobre" difunde-se a passos largos.

O Chá é uma bebida estimulante e, quando bebido puro, tem quase zero de caloria.

Seus principais efeitos são:

Combater o envelhecimento das células

Protege os dentes, uma Chá venade Chá por dia diminui o risco de cárie, sendo a proteção maior quando se fazem bochechos com a bebida.

Defende o organismo

O Chá aumenta as defesas do organismo, ao ajudar os glóbulos brancos a defenderem-se de infecções e das invasões de bactérias ou vírus.

O tanino do Chá verdeprotege a parede do intestino e ataca bactérias nocivas.

Chá
Chá Verde

Melhora a digestão

O Chá ajuda a melhorar a digestão, porque os óleos essenciais aumentam o fluxo de sucos gástricos. Este é um dos principais motivos porque os chineses e japoneses têm o hábito de tomar Chá depois das refeições.

Reduzir o risco de câncer (principalmente de esôfago e estômago), doenças do coração, gastrite e derrame cerebral

Ajudar a fortalecer os ossos e a controlar a pressão arterial.

Mas, cuidado: se consumido junto com as refeições, o Chá pode diminuir a absorção de ferro. Ele tem também efeito diurético e pode provocar insônia em pessoas sensíveis à cafeína.

Veja a diferença entre Chá e infusão

Chás só podem ser chamados por esse nome se forem feitos a partir das folhas da Camellia Sinensis, planta que dá origens aos Chá s preto, verde e oolongs.

Ou seja, aquele chazinho de camomila que você sempre tomou não era, na verdade, um Chá , mas uma infusão.

"Sempre houve essa confusão. As pessoas tendem a considerar que tudo o que vem em saquinho e é mergulhado em água quente é Chá . Mas na verdade nem ' Chá ' mate é Chá ", conta Carla Saueressig, especialista e proprietária de A Loja do Chá , em São Paulo.

Infusões são todos os outros tipos de bebidas feitas a partir da imersão de folhas, flores e frutas em água quente.

Conheça os tipos e misturas de Chá

Os Chás podem ser classificados em três tipos básicos: preto, verde e oolong. Todos são provenientes da mesma planta, a Camellia Sinensis. O que os diferencia é o processo de beneficiação da planta.

Enquanto os Chás pretos têm suas folhas fermentadas, os verdes são escaldados e fervidos, para garantir a preservação de sua cor. Os oolong se encaixam numa categoria intermediária. Passam pelo processo de fermentação mais brando e, por isso, têm aroma menos acentuado do que os pretos.

Cada tipo de Chá , porém, tem o que podemos chamar de subcategorias. Essa classificação pode variar de acordo com a região produtora e aromatização por qual a planta passa.

Chás preto

Assam: As melhores categorias têm pontas douradas. Folhas pretas produzem Chá avermelhadocom sabor vivo e forte. É ideal para servir com leite.
Ceilão:
É considerado um dos melhores do mundo. Tem sabor encorpado e a fragrância delicada. Ideal para servir gelado, com leite ou limão.
China Caravan:
É um mistura de Chás keemum(ver abaixo), com sabor suave. Normalmente é servido com limão.
Darjeeling:
Tem aroma rico e um bouquet que lembra uvas moscatel. Pode ser servido com limão ou leite.
Earl Grey:
Uma mistura de Chá Darjeeling e China, é aromatizado com óleo de bergamota. Deve ser servido sem leite ou limão.
English Breakfast:
É uma mistura de Chás Assam e Ceilão. Tem sabor forte e encorpado e é ideal para beber com leite.
Formosa Oolong:
Um dos Chás mais caros do mundo, produz aroma semelhante ao do pêssego. Normalmente é servido sem leite.
Irish Breakfast:
É uma mistura de Assam fortes. Como o próprio nome indica, é normalmente servido pela manhã, por seu sabor acentuado.
Keemum:
Menos adstringente do que a maioria dos Chás, tem aroma delicado e rico. É originário da China e é servido sem leite.
Lapsang Souchong:
Tem aroma defumado, de alcatrão. Normalmente é bebido sem leite.

Chá Verde

Gunpowder: Talvez o mais popular Chá verdeno Ocidente, tem sabor frutado.
Jasmim:
Mistura de Chá chinês verde e preto, é perfumado com flores de jasmim.

Chás aromatizados estão mais populares

Chás aromatizados estão se tornando cada vez mais populares. Já existe hoje uma grande variedade em lojas especializadas. Para fabricá-los, as folhas de Camellia Sinensis são aromatizadas com óleos naturais, especiarias, flores e frutas secas.

"Os Chás aromatizados estão cada vez mais 'na moda'. O Chá preto comum pode ganhar um sabor especial se acrescentado de favas de baunilha e cravo, por exemplo", diz Carla Saueressig, especialista e proprietária de A Loja do Chá , em São Paulo.

Chá com leite pode?

Servir Chá com ou sem leite é uma dos assuntos mais controversos. Enquanto nas maiorias dos países o costume de servir Chá com leite é pouco difundido, na Inglaterra a prática é quase obrigatória. Os ingleses acrescentam leite em todo tipo de Chá preto.

"Não existe uma regra para isso, mas normalmente o leite não é indicado somente para Chás verdes", conta a especialista Carla Saueressig, justificando que há uma explicação "química" para o acréscimo de leite aos Chás.

"Quando o leite é adicionado, os taninos imediatamente se ligam às proteínas do leite, tornando o sabor menos adstringente", explica.

A hora de acrescentar o leite também é um assunto polêmico. Se ele é derramado na xícara primeiro, mistura-se mais facilmente ao Chá . Mas adicioná-lo depois permite à pessoa controlar a quantidade ao gosto.

O hábito de despejar o leite na xícara antes de servir o Chá data do século XVII, quando xícaras de porcelana fina foram introduzidas na Inglaterra. Até então, as pessoas costumavam beber em canecas de estanho ou de cerâmica, pois acreditavam que a porcelana não agüentaria o calor da bebida.

Chás aromatizados servidos sem leite são refrescantes. A adição de limão, que ajuda a tornar a bebida mais adstringente, era um hábito russo, introduzido na Inglaterra durante o reinado da rainha Vitória.

Chá combina com o quê?

Assim como os vinhos, as regras para combinar Chás com refeições são bastante flexíveis.

"Na verdade não existem regras, cada um deve tomar como gosta", avisa Carla Saueressig, especialista e proprietária de A Loja do Chá , em São Paulo.

A especialista, porém, indica Chá verdes, que são mais digestivos, para quem consumiu carne vermelha ou pratos gordurosos. Misturas com ervas, flores e frutos são os recomendados para quem fez refeições à base de aves. Depois do peixe, o melhor é um blend com limão, que suaviza o paladar.

Para Chá da tarde, Chás combinam com biscoitinhos, petit-fours e bolos com especiarias.

Os benefícios do Chá: bebida milenar

As virtudes medicinais dos Chás são de conhecimento milenar. Já na civilização egípcia, 1.500 anos a.C., o uso do sene, tão popular até hoje, era descrito.

Devido à evolução da indústria farmacêutica nos anos 50, diminuiu-se o uso das plantas medicinais, que foram substituídas pelos medicamentos sintéticos.

Na década de 80, o interesse pelos recursos fitoterápicos voltou a crescer, desta vez com investimentos para a pesquisa nessa área. Afinal é inegável que "as ervas podem curar" e essas soluções podem ser mais baratas e muitos eficazes.

Contudo, não podemos esquecer de que é necessário fazer "bom uso" deste recurso. Por exemplo, o Chá de pata de vaca é recomendado para melhorar o controle da glicemia em diabéticos, mas não é incomum que pacientes que necessitam de insulina apresentem complicações quando decidem seguir a sabedoria popular e suspender a insulina, adotando apenas o Chá como tratamento.

Outro ponto a ser ressaltado é que o Chá -mate e o Chá preto podem impedir a adequada absorção de ferro e cálcio (por causa da presença do tanino).

Estes Chás também contêm cafeína na sua composição. Sabemos que é fundamental hidratar nosso corpo. Uma adequada hidratação auxilia no funcionamento intestinal, na produção de enzimas digestivas, no equilíbrio hídrico de todas as células, inclusive diminuindo inchaços.

Tomando Chás,além de conseguirmos os efeitos de hidratação, podemos potencializar os benefícios com as propriedades específicas de cada planta e, ainda, ajudar o metabolismo no processo de desintoxicação por meio das catequinas, substâncias presente nos Chás de ervas.

Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br

Chá

É de uma planta apenas que vem uma variedade imensa deles. Assim como as uvas produzem vários tipos de vinhos, por exemplo, a planta de nome Camellia sinensis é quem produz os inúmeros tipos de Chás. Tudo depende de fatores como localização geográfica, tipo de solo, colheita realizada nesta ou naquela estação do ano. O resultado do cultivo milenar dessa planta é uma enorme variedade de Chás consumidos pelo mundo afora, todos com características e sabores muito particulares. É experimentar para crer.

História

Pensando em Chá , logo vem à cabeça o Oriente. De fato, a bebida tem forte tradição histórica principalmente na Ásia – e é lá onde, ainda hoje, em diversos países, se faz rituais como a cerimônia do Chá japonesa –, mas também no Ocidente ele é muito desfrutado. O famoso Chá da tarde inglês, por exemplo, é também uma tradição muito antiga, por volta do século 16. As pesquisas sobre a origem do Chá ainda são poucas, mas se sabe que ele é a segunda bebida mais consumida no planeta, logo depois da água.

Características

No mundo são produzidos quase três mil tipos de Chás. Entre as principais nações produtoras estão Índia, Sri Lanka, China, Japão, Indonésia, Inglaterra, Irlanda e África do Sul. Os pretos e verdes vêm da mesma planta, e o que diferencia um do outro é apenas o processo de produção. Preto, verde, branco, aromatizado, de flores e frutas, erva-mate e outros estão expostos em caixas com a erva a granel, em latas e sachês. No Brasil, chamamos tudo de Chá , mas é bom deixar claro que a denominação da palavra Chá é específica para as bebidas que contenham a folha Camellia sinensis (e esse pode ser branco, verde, preto, oolong ou aromatizado). Os demais são bebidas de outros vegetais, como infusões de hortelã ou erva-doce.

Nutrição

Muitos cientistas de todo o mundo têm se dedicado a estudar os efeitos do Chá sobre o corpo humano, em conhecer melhor seus nutrientes e o que eles provocariam. Todos os tipos de Chá possuem praticamente as mesmas substâncias, como cafeína e oxalatos, porém em concentrações diversas dependendo do processo de preparação. As propriedades benéficas já demonstradas são os poderes de muitos deles em acelerar o metabolismo, auxiliar os sistemas imunológico e nervoso e diminuir o estresse.

Como comprar

Não existe nenhum selo de qualidade para os Chás especificamente. O importante é que ele seja comprado em lojas confiáveis e seja o mais fresco possível – daí ser muito importante checar, na embalagem, sua data de validade.

Armazenamento

O Chá em forma de erva deve estar acondicionado em uma embalagem que não deixe passar luz e precisa ter cheiro bom – não cheiro forte de “guardado”, indicando fungos. O Chá deve ser armazenado em recipientes limpos, atóxicos e que o protejam da umidade.

Dicas de mestre

Adoçar ou não o Chá é uma questão de gosto, mas é essencial prestar atenção ao que vai ser adicionado para que o doce não se sobreponha ao aroma e ao sabor delicados da bebida.

As melhores chaleiras são as de aço inoxidável, vidro, porcelana e cerâmica. Elas evitam que a bebida fique amarga, entre outras coisas.

De preferência, use água mineral ou filtrada para o preparo de qualquer tipo de Chá ou infusão. A qualidade da água sempre vai ser importante para se fazer um bom Chá .

Chás em forma de erva costumam ser muito mais saborosos do que aqueles em saquinhos. Afinal, os sachês passam pela industrialização, e depois de imersos em água eles viram um Chá que mistura erva, papel e até barbantinho...

Fonte: gourmet.ig.com.br

Chá

Conheça todos os benefícios do Chá

Sem açúcar, preto ou verde, Chá não tem sódio, não tem açúcar, sem gordura e verdadeiramente sem calorias – e ainda consegue ser satisfatoriamente uma bebida aromática. Somente isso faz do Chá uma escolha ideal para o controle de peso como parte de uma vida saudável, especialmente quando substitui outras bebidas adocicadas. Mas há ainda mais para ser dito sobre a excelência do Chá .

A pesquisa realizada pelos cientistas da Unilever pôde nos ajudar a entender por que tirar um tempo para uma xícara de Chá pode ser benéfico e fazer toda a diferença. Eles atestaram que uma xícara de Chá pode liberar 22mg de aminoácido tanino. O Chá é verdadeiramente a única fonte alimentar de tanino, fora o cogumelo comestível bay boletus, o que explica o que às vezes só o Chá pode fazer.

Estimula mais que só o seu paladar

Já se sabe que os efeitos de 50mg de tanino, a quantidade presente em 2-3 xícaras de Chá , que estimula as ondas alfa do cérebro que estão relacionadas com estar relaxado, mesmo alerta. A atividade alfa é considerada importante para a capacidade de concentração.

O estudo indica que as folhas encontradas em nossa xícara de Chá diária, podem aumentar a capacidade de concentração. Também foi descoberto que pessoas que bebem duas xícaras de Chá por dia, eram não somente mais rápidas, mas mais precisas nos testes de desempenho que medem a capacidade de concentração. As probabilidades de uma resposta correta em um teste de concentração aumentam em até 40%.

Considerando que o café oferece um estimulante proveniente da cafeína, Chá é a única bebida que contém naturalmente ambos, e possuem os efeitos menos comuns do tanino. O nível de cafeína no Chá é além de tudo menor que no café pronto (aproximadamente metade em uma xícara média).

Algumas razões a mais para o Chá

Normal ou descafeinado o Chá pronto contém antioxidantes naturais chamados flavonóides – uma xícara de Chá verde ou preto pronta contém 150-200 mg de flavonóides. Pesquisas sugerem que os antioxidantes podem ser benéficos á saúde, ajudando o corpo a se proteger contra os efeitos nocivos dos “radicais livres” que podem causar danos às células.

Fonte: www.unilever.com.br

Chá

CERIMÔNIA DO CHÁ SADÔ / CHADÔ

A cerimônia do Chá - chamada em japonês de sadô, chadô ou chanoyu - é muito mais do que um ritual estilizado de servir Chá verde em pó numa atmosfera serena. É uma filosofia de vida que há séculos vem influenciando muitos aspectos da vida dos japoneses.

O Chá verde em pó (matcha) foi introduzido no Japão no final do século XII por monges zen-budistas que chegavam da China. A partir do século XIV, espalhou-se entre a classe alta o hábito de fazer reuniões sociais para tomar Chá , notadamente para a apreciação de pinturas.

Sob a influência dos samurais, na época a classe dominante na sociedade japonesa, desenvolveram-se certas regras a serem seguidas pelos participantes das reuniões de Chá . Foi essa a origem do chadô (literalmente, "O Caminho do Chá ").

No início, as reuniões de Chá eram caracterizadas pela ostentação. Foi somente no final do século XV que o monge zen-budista Murata Juko (1422-1502) passou a incentivar a prática da cerimônia do Chá em salas pequenas e com poucos utensílios.

Outro monge, Sen no Rikyu (1522-1591), deu a estrutura definitiva para a cerimônia do Chá , no final do século XVI. Ligado à filosofia zen, Rikyu pregava o espírito wabi (desprendimento, simplicidade, eliminação do supérfluo) para a cerimônia do Chá , o que também se tornaria a essência da arte japonesa.

Rikyu, considerado o maior de todos os mestres de Chá, identificou os quatro princípios que guiam as regras do Caminho do Chá: harmonia (wa), respeito (kei), pureza (sei) e tranqüilidade (jaku) [veja abaixo os quatro ideogramas].

Uma frase sintetiza bem o significado do chadô: ichigo, ichie ("um momento, um encontro"). O chadô ensina que se deve viver todo momento intensamente, pois ele é único, não se repete.

Outro conceito importante da cerimônia do Chá é kokoro ire ("colocar a alma"). O anfitrião procura pôr toda sua alma na reunião de Chá e executa seu papel com o propósito de criar uma atmosfera na qual o convidado possa encontrar tranqüilidade.

Após a morte de Rikyu, seus ensinamentos foram passados de geração a geração, por seus descendentes e discípulos. Formaram-se diversas escolas, das quais a que tem maior número de seguidores é a Escola de Chá Urasenke, dirigida desde 1964 por Soshitsu Sen, 15ª geração de grão-mestre de Urasenke.

Fonte: www.tees.ne.jp

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