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Charles Darwin

Nascido de uma família abastada, Darwin recebeu educação nas melhores instituições de seu tempo, posteriormente cursando medicina na Universidade de Edimburgo. Abandonou o curso de medicina dois anos após sua entrada na universidade. Mais tarde entrou para a Universidade de Cambridge, de 1828 a 1831.

Lá entrou em contato com duas personalidades que influenciaram sobremaneira suas posteriores pesquisas: conheceu o geólogo Adam Sedwick e o estudioso de Botânica John Henslow. Este o convenceu a partir em uma viagem ao redor do mundo, que durou cinco anos.

Nesta viagem, Darwin passou a coletar inúmeros espécimes da vida terrestre e marítima, já tendo sido instruído por Henslow e Sedwick na observação científica dos fenômenos do mundo natural e na observação dos resíduos da história terrestre.

Darwin tinha 22 anos quando zarpou em 1831 com o Beagle com a missão primária de desenhar reentrâncias mal conhecidas do litoral da costa Sul Americana.

Enquanto a maioria da tripulação estava descobrindo a costa, Darwin ficava em terra coletando material da exótica flora e fauna até então pouco conhecidas pelos europeus.

Darwin teve a oportunidade de perceber as adaptações que aconteciam de acordo com cada ambiente, sejam as selvas brasileiras, sejam os pampas argentinos e ainda os Andes. Darwin estava estarrecido com as peculiaridades da distribuição geográfica das espécies. O caso que ficou mais famoso foi o das ilhas Galápagos, que ficam cerca de 900 km da costa e hoje pertencem ao Equador. As espécies nestas ilhas são endêmicas porém lembram espécies que vivem no continente sul americano.

Charles Darwin
Charles Darwin

Darwin quando fez a sua coleta de pássaros não se preocupou em fazê-lo ilha por ilha, principalmente porque ele não tinha ainda idéia do significado que a fauna e a flora teriam para ele depois disso. Neste ponto da sua vida Darwin já estava questionando o conceito estático da Terra. Para ele a Terra evoluía e estava em constante transformação...

Quando Darwin coletou os tentilhões ele não sabia se eram todos de uma só espécie, ou se eram espécies diferentes. Quando ele voltou a Inglaterra em 1836 ele consultou ornitologistas que o disseram que eram espécies separadas. Quando isto aconteceu ele reviu as notas que escreveu durante a viagem e, em 1837, começou a escrever o primeiro de uma série de anotações sobre a origem das espécies...

Darwin então começava a perceber que a origem das espécies e a adaptação ao meio ambiente eram processos muito relacionados.

Nos primeiros anos de 1840 Darwin trabalhou nas bases de sua teoria de seleção natural e mecanismos de evolução, porém ele ainda não havia publicado nenhuma de suas idéias. Mas ele não estava distante da comunidade cientifica da época, pois já era considerado um grande naturalista pelas espécies que enviou de sua viagem com o Beagle e recebia cartas e visitas de cientistas renomados.

Darwin tinha problemas de saúde e ficava muito dentro de casa e reunia cada vez mais material para dar suporte à sua teoria. Porém o pensamento evolucionista estava emergindo em diversas áreas e Darwin estava relutante em expor suas idéias para o público da comunidade cientifica...

Até que em junho de 1858 Darwin recebeu uma carta de um jovem chamado Alfred Wallace, que estava trabalhando nas Índias Orientais. Na carta Wallace pedia para Darwin avaliar um paper e se considerasse relevante, que passasse para Lyell. No paper Wallace desenvolveu uma teoria de seleção natural essencialmente idêntica a de Darwin...

Isto fez com que Darwin apressasse a publicação de "A Origem das Espécies", mas ele primeiro apresentou o trabalho de Wallace juntamente com um artigo que ele próprio (Darwin) havia escrito em 1844 (e deixado com a mulher para que ela publicasse caso ele morresse antes de escrever algo mais completo sobre o assunto) para a Sociedade Linnaen de Londres.

Darwin tinha tanto material para suportar suas idéias, e trabalhou tanto em cima desta teoria que até mesmo Wallace reconheceu que Darwin deveria ser reconhecido como autor principal da teoria. (afinal ele tinha manuscritos de 15 anos de idade...)

De volta da viagem, logo passou a registrar o resultado e as conclusões de suas vastas anotações que fez durante a longa viagem. Em sua observações durante a viagem, notou que as variações de espécies sucediam-se à medida em que avançava para outros territórios em sua viagem. Também registrou as observações sobre a variação de espécies das ilhas de Galápagos, em que cada ilha apresentava uma espécie dominante, ao passo em que reconheceu tais ilhas como formações geológicas recentes.

Dois anos após sua volta à Inglaterra, toma contato com a obra que o influenciaria definitivamente: Ensaio sobre o Princípio da População, de Thomas Malthus.

Nesta obra, o economista Thomas Malthus observa que as populações de quaisquer espécie não mantêm o mesmo número de indivíduos ao longo das gerações, pois cada par de indivíduos são gerados normalmente mais do que apenas dois indivíduos, enquanto a quantidade de fontes de alimentação permanece constante.

Desta forma, haveria competição por alimento cada vez maior entre os indivíduos de uma população. Darwin notou que, se levasse em conta a variação entre os indivíduos, chegaria à conclusão que haveria indivíduos mais aptos do que outros, e estes indivíduos mais aptos sobreviveriam à custa da morte dos demais.

Em sua linguagem, Darwin utilizou o termo “adaptação” (os indivíduos melhor adaptados ao seu meio seriam aqueles que portam variações vantajosas em relação aos demais indivíduos e às condições de sobrevivência de seu meio natural). Tal processo é a base do que Darwin denominou seleção natural.

Deste conceito fundamental originou-se, no ano de 1859, a publicação da grande obra de Darwin, A Origem das Espécies. Tal foi o grande impacto de suas teorias em sua época que a primeira edição da Origem, com tiragem de mil duzentos e cinquenta exemplares, esgotou-se no primeiro dia.

As idéias de Darwin logo encontraram fortes oponentes, desde muitos cientistas, que viam na teoria a incapacidade para explicar a origem das variações entre espécies e indivíduos de uma espécie, até líderes religiosos, pois as idéias de Darwin iam contra quaisquer concepções da origem da vida segundo os preceitos teológicos vigentes.

O problema da não aceitação da teoria darwiniana por parte de cientistas obrigou Darwin a utilizar-se das idéias de Lamarck quanto à adaptação ao meio. Sua teoria, no entanto, passaria a ser aceita pelo meio científico apenas no século XX, depois das descobertas de Mendel acerca da transmissão hereditária de caracteres. Somente em 1997 a teoria recebeu anuência do representante máximo da Igreja Católica, o Papa João Paulo II.

A teoria de Darwin revolucionou definitivamente o modo como o mundo científico e o homem de maneira geral compreendem a existência da vida no planeta.

Fonte: www.geocities.com

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Charles Darwin
Charles Darwin

A teoria sobre a evolução das espécies animais de Darwin (1809- 1882) é ela própria resultado de uma longa evolução. A sua história mais recente remonta a meados do século XVIII, quando se inicia uma profunda reflexão sobre a origem do universo. E. Kant sustenta então que o sistema solar tinha origem numa nebulosa. Mais tarde Laplace e outros desenvolvem esta hipótese, a qual depois de inúmeras modificações dá origem ao modelo explicativo atual.

Esta perspectiva evolutiva do cosmos, rapidamente se estendeu aos animais e ao próprio Homem. O zoólogo francês Lamarck (1744-1829) apresentou de uma forma consistente uma teoria para a evolução dos animal, afirmando que o meio modificava os organismos.

A diversidade animal resultara de inúmeros processos de adaptação. O homem era produto de uma transformação.

Em 1831, Darwin, parte para uma viagem de estudo a bordo do HMS Beagle, às costas da Patagônia, Terra do Fogo, Chile, Perú, e algumas ilhas do pacífico (Ilhas de Galápagos), acabando por dar uma volta do mundo ao longo de 5 anos.

Os estudos que realizou confirmavam-lhe a ideia que a diversidade dos animais só podia ser explicada através de um processo evolutivo. A questão estava em saber como a mesma ocorria. Em 1858, recebeu um estudo de Alfred Russel Wallace (1823-1913), onde afirmava a tendência das variedades de uma espécie se afastarem continuamente do tipo original.

No ano seguinte resolve publicar a sua conhecida obra: "A Origem das Espécies por Via da Selecção Natural", na qual sustenta que o meio seleccionava os organismos mais aptos (melhor adaptados) eliminando os menos aptos, operando desta forma uma "selecção natural".

Mais tarde publica outra obra polémica: " Origem do Homem" (1871), na qual sugere que o homem e os símios (macacos) partilham um antepassado comum.

As suas ideias foram largamente discutidas, registando uma enorme repercussão em todos os domínios. Apesar das enormes modificações que foram introduzidas nesta concepção evolutiva, a verdade é que a mesma continua a ser uma referência obrigatória quando se pretende explicar a origem das espécies... e do Homem.

Fonte: afilosofia.no.sapo.pt

Charles Darwin

Charles Darwin
Charles Darwin

Nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, na cidade de Shrewsburry, Inglaterra. Quando criança, cultivava o hábito de colecionar besouros e acabou ficando obcecado por isso. Seu pai temia que não seria capaz de fazer nada além de caçar ratos e besouros e que acabasse por desgraçar o nome da família. Por ser um hábil caçador, aprendeu a observar o hábito dos animais. Concluiu que o prazer de observar era maior do que o prazer de caçar.

Ingressou no curso de medicina seguindo os passos do pai e do avô. No entanto, desde que teve de operar um doente sem anestesia, descobriu que não daria para isso e abandonou o curso. Seu pai deixou propriedades a ponto de não precisar trabalhar para seu sustento. Aconselhou-o para que se dedicasse à Igreja Anglicana e ele o fez em 1827. Mas não ficou feliz com o que aprendeu lá.

Por exemplo: segundo o que o próprio Darwin contou, ensinavam que a terra foi criada às 9 hs do dia 23 de outubro de 4004 a.C. e que todas as espécies foram criadas ao longo de 6 dias e que jamais teriam sofrido mudanças desde então.

Charles desenvolveu sua paixão pela natureza. Seu professor J.S. Henslow o recomendou para a tripulação do Beagle, onde a tarefa do capitão era mapear mares e costas desconhecidas pela Marinha Britânica. A viagem durou 5 anos. Foi incorporado como naturalista apesar de não ter qualificação acadêmica para isso. Mas seu dever acabou sendo fazer companhia ao capitão altamente autoritário.

Ele cumpriu fielmente sua função e aproveitou durante as paradas para coletar tudo o que pudesse: rochas, fósseis, aves , insetos e animais grandes que ele mesmo empalhava. Em cada porto enviava seu material para Henslow na Inglaterra. E durante essa viagem escreveu um diário.

Na volta, que se deu no dia 02 de outubro de 1836, estava convencido de que as espécies animais sofrem mudanças. Porém, não sabia como isso ocorria. Junto de richard Owen, classificou o material coletado e publicou "Zoologia da Viagem do Beagle".

Casou-se com Ema e teve 10 filhos, no que pareceu , foi um casamento feliz. Um livro despertou seu interesse, de Thomas Malthus, afirmava que as populações tendem a crescer geometricamente a menos que sejam impedidas. Aí estava sua resposta. Eram as alterações que permitiam que um indivíduo prosperasse, enquanto os outros que não sofriam essas alterações, pereciam. Fez uma alteração fundamental na teoria de Lamarck utilizando os exemplos das girafas. Nela, Lamarck afirmava que as girafas iam ficando com o pescoço comprido pela necessidade de se alcançar os galhos mais altos das árvores.

Porém a mudança fundamental introduzida por Darwin é que: as girafas não iam esticando o pescoço e sim, apenas as de pescoço comprido sobreviveriam.

Ele chegou a publicar um ano antes a obra "A Transmutação das Espécies" onde falava dessas mudanças, mas não arriscou explicá-las. A sua principal obra "Sobre a Origem das Espécies por meio da Seleção Natural" só foi publicada 20 depois de sua viagem, quando recebeu uma carta de outro naturalista inglês, Alfred Russel Wallace que fez observações e chegou as mesmas conclusões. Foram 1250 exemplares de 502 páginas que esgotaram num único dia, 24 de novembro de 1859. Todo o cuidado que teve para não usar a palavra "evolução" não adiantou pois suas teorias fizeram desabar as teorias da igreja sobre a criação do mundo.

Foram anos de debates ferozes, onde uns dos principais adversários foram: Richard Owen, o bispo de Oxford, Samuel Wilberforce e o escritor Edmung Gosse.

Seus defensores foram o geólogo Charles Lyell, o botânico Joseph Hooker e o zoólogo Thomas Henry Ruxley. Nestes debates, Charles pouco apareceu.

Charles Darwin deixou uma obra extensa. Guardava em seu escritório frascos com amostras de várias espécies animais e vegetais. e apesar da igreja fazer campanhas severas contra as suas idéias, permitiu que, após sua morte em 19 de abril de 1872, fosse enterrado na abadia de Westminster, ao lado de Isaac Newton.

Esse fato fez com que, um tempo depois do enterro, seu filho fizesse um comentário: "Você pode imaginar que conversas deliciosas o pai e Sir Isaac terão à noite, depois que a abadia fechar e tudo ficar quieto?

Fonte: members.tripod.com

Charles Darwin

Charles Darwin
Charles Darwin

As idéias gerais da teoria da evolução das espécies sofreram, aos poucos,alterações e aperfeiçoamentos. Todavia, as bases do evolucionismo subsistem até hoje e o nome de Darwin ficou ligado a uma das mais notáveis concepções do espírito humano.

Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury, Shropshire, no Reino Unido, em 12 de fevereiro de 1809, em uma família próspera e culta. Seu pai, Robert Waring Darwin, foi médico respeitado. O avô paterno, Erasmus Darwin, poeta, médico e filósofo, era um evolucionista em potencial, cuja obra mais famosa, a Zoonomia (1794-1796), antecipava em muitos aspectos as teorias de Lamarck.

Em 1825 Darwin foi para Edimburgo estudar medicina, carreira que abandonou por não suportar as dissecções. Todavia, interessou-se pelas ciências naturais.

Matriculou-se a seguir no Christ's College, em Cambridge, decidido a ordenar-se, embora não tivesse vocação religiosa. Ali se tornou amigo do botânico John Stevens Henslow, que o aconselhou a aperfeiçoar seus conhecimentos em história natural.

A viagem do Beagle

Usando sua influência, Henslow conseguiu que Darwin fosse convidado para participar, como naturalista, da viagem de circunavegação do navio Beagle, promovida pelo Almirantado britânico. A 27 de dezembro de 1831, o Beagle deixou Davenport, rumando para o arquipélago de Cabo Verde.

Quando chegou às costas do Brasil, aportando na Bahia e depois no Rio de Janeiro, Darwin fez algumas incursões pelo interior. O navio seguiu depois para a Patagônia, as ilhas Malvinas e a Terra do Fogo. Darwin conheceu também as ilhas Galápagos, a Nova Zelândia, a Austrália, a Tasmânia, as Maldivas, toda a costa ocidental da América do Sul, do Chile ao Peru, bem como as ilhas Keeling, Maurício e Santa Helena. Desembarcou em Falmouth a 2 de outubro de 1836, depois de quatro anos e nove meses.

Essa longa viagem deu a orientação que Darwin imprimiria à pesquisa sobre o tema fundamental de sua obra: a teoria da origem das espécies. Darwin colecionou fósseis e observou inúmeras espécies vegetais e animais, além de assistir a fenômenos geológicos como erupções vulcânicas e terremotos. Seu primeiro livro, Journal of Researches into the Geology and Natural History of the Various Countries Visited by H.M.S. Beagle, 1832-1836 (1839; Pesquisas sobre a geologia e a história natural nos vários países visitados pelo H.M.S. Beagle, 1832-1836), resumiu as descobertas que fez na viagem.

Em 29 de janeiro de 1839, Darwin casou-se com uma prima, Emma Wedgwood. Após um curto período em Londres, o casal passou a viver em Down, no condado de Kent, devido aos problemas de saúde que Darwin carregaria até a morte. Seu mal, tido por mera hipocondria, foi mais tarde atribuído à picada de um inseto que, durante sua viagem pelos mares do sul, lhe transmitiu a então desconhecida doença de Chagas.

A partir das idéias do geólogo escocês Charles Lyell, que explicava as mudanças na conformação da crosta terrestre por meio dos fenômenos observáveis (chuva, rios, vulcões, terremotos etc.), Darwin publicou várias obras de geologia, nas quais tratava de diversos temas: formação e desenvolvimento dos recifes de coral; fenômenos vulcânicos e sísmicos associados a elevações de terras; estratificação de sedimentos; formação de rochas metamórficas devido à pressão das camadas que as cobrem etc.

Especialmente importante foi sua explicação sobre a origem de um bosque petrificado dos Andes (que atribuiu a movimentos sucessivos de afundamento e elevação do terreno que o sustentava).

Darwinismo

Charles Darwin
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Durante a viagem do Beagle, Darwin observou que, à medida que passava de uma região para outra, o mesmo animal apresentava características distintas. Notou ainda que, entre as espécies extintas e as atuais existiam traços comuns, embora bastante diferenciados. Tais fatos levaram-no a supor que os seres vivos não são imutáveis, mas que se transformam uns nos outros.

Na base de sua teoria evolucionista, Darwin colocou a luta pela vida, segundo a qual em cada espécie animal existe uma permanente concorrência entre os indivíduos. Somente os mais fortes e os mais aptos conseguem sobreviver e a própria natureza se incumbe de proceder a essa seleção natural.

Darwin observou que os espécimes botânicos cultivados são bem mais aprimorados do que os que nascem nas matas; observou ainda que os fazendeiros criam reprodutores que apresentam características consideradas mais vantajosas, e que se transmitem por hereditariedade. Essa seleção artificial visa, pois, transmitir a cada nova geração da espécie uma soma de características que permitam, além da melhor adequação ao ambiente, seu aprimoramento progressivo.

A princípio, Darwin revelou suas conclusões apenas a um restrito número de amigos, até que, animado por uma carta na qual o zoólogo britânico Alfred Russell Wallace lhe anunciava um trabalho com conclusões semelhantes, preparou um resumo de seu estudo, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (1859; Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida).

O livro colocou Darwin no centro de acirradas polêmicas e discussões fervorosas. Um dos grandes defensores e divulgadores da teoria foi o biólogo e naturalista Thomas Henry Huxley. A publicação de mais três livros aprofundou as explicações sobre a teoria da seleção natural.

De caráter simples, extremamente apegado à mulher e aos filhos, Darwin dedicou a vida à ciência, apesar da pouca saúde. Sua obra revela modéstia e escrúpulo, que despertaram a simpatia e a amizade de todos. Até os adversários admiravam seu caráter e respeitavam-no como cientista. Darwin morreu de um ataque cardíaco em Down, a 19 de abril de 1882. Foi enterrado na abadia de Westminster, por solicitação expressa do Parlamento britânico.

Fonte: darwinhp.vilabol.uol.com.br

Charles Darwin

Naturalista britânico.

Inicia estudos de Medicina e de Teologia, mas em 1831, aprende bastante de Botânica, Entomologia e Geologia, é recomendado para uma expedição científica a bordo do Beagle. A volta ao mundo do Beagle dura cinco anos, durante os quais Darwin forma a sua colecção de naturalista, acumula observações práticas e modifica os postulados teóricos básicos da ciência biológica da época. Aos 27 anos, de regresso a Inglaterra, decide dedicar a sua vida à ciência.

Em 1842, com a herança paterna, retira-se para uma casa no campo, onde vive consagrado ao estudo até à morte.

No estudo A Origem das Espécies formula a teoria da evolução dos seres vivos mediante uma selecção natural que favorece nos indivíduos variações úteis na luta pela existência; estas variações transmitem-se, reforçadas, aos descendentes.

Charles Darwin formula a doutrina evolucionista, segundo a qual as espécies procedem umas das outras por evolução. Em virtude da selecção natural sobrevivem os indivíduos e as espécies melhor adaptados. Estas ideias revolucionam as concepções biológicas da sua época.

A esta obra segue-se A Origem do Homem, em que aprofunda a sua teoria sobre a descendência do homem e do macaco de um antepassado comum. Por formular estas ideias vê-se violentamente combatido pelas mais diversas correntes religiosas, que vêm no homem a imagem de Deus. Consequentemente, em redor do pensamento de Darwin cristalizam as polémicas vitorianas sobre a natureza social, metafísica e fisiológica do homem.

O impacto desta obra é imediato e sensacional. O público culto já está introduzido na concepção da evolução, mas o fato de um cientista respeitado contribuir com tal quantidade de evidências para provar esta ideia revolucionária convence um grande número de cientistas importantes, de modo que, por muitos oponentes que tenha, a opinião geral torna-se favorável.

Darwin tem uma influência decisiva sobre a literatura da segunda metade do século xix e contribui involuntariamente para o advento do naturalismo literário.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

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