Com o lançamento do motor 1,0 de 16 válvulas da Volkswagen para Gol e Parati, ainda em 1998, a GM não podia esperar muito para responder.
Em abril de 1999, seis meses após ser exibido no Salão de Automóvel, apresentava o seu, com injeção seqüencial, sensor de detonação, 68 cv de potência e 9,2 m.kgf de torque.
A novidade era aplicada aos Corsas Super com carroceria hatch, Sedan e também Wagon, permanecendo para os dois primeiros a oferta do motor oito-válvulas em acabamento Wind, mais simples.
Amortecedores pressurizados e tanque de combustível em plástico eram adotados em simultâneo, e o Corsa GL hatch dava lugar ao GLS, sempre com cinco portas.

O GLS cinco-portas, lançado meses antes, exibe o pára-choque de estilo mais robusto adotado na linha 2000, a última alteração de estilo que o hatch sofreria até sair de produção
A esse tempo a Opel havia efetuado sutis mudanças estéticas no Corsa europeu, que se esperava ser adotadas aqui. Só que a Chevrolet optou por desenvolver alterações próprias -- algo discutíveis, mas logo incorporadas à paisagem de nossas ruas. A linha Corsa 2000 trazia novo pára-choque dianteiro, com saliências nos extremos e locais previstos para faróis de neblina em todas as versões, e lanternas traseiras com "bolhas" e parte fumê. O Wind trazia pára-choques pintados e instrumentos de fundo branco.
O picape era oferecido também no acabamento mais simples ST. Em julho de 2000 ganhava versão furgão, vendida apenas a frotistas, com capacidade volumétrica de 2.800 litros. Era uma solução grosseira, com um baú de plástico reforçado com fibra-de-vidro produzido e montado por terceiro. Nem comunicação entre compartimento de carga e cabine havia. Dois meses antes fora lançado para o Wind (hatch e Sedan) um motor 1,0-litro a álcool, com 4 cv adicionais (64 cv).
Outra mudança seria introduzida apenas em setembro a toda a linha: faróis com refletor de superfície complexa e lente de policarbonato. À mesma época nascia na nova fábrica de Gravataí, RS o Celta, nada mais que um Corsa de roupa nova e extremamente despojado -- mais que o próprio Wind de 1994 --, com o mesmo motor 1,0 de 60 cv. Seu preço também decepcionava diante da expectativa de que fosse o nacional mais barato.

Milenium: a série especial, lançada em 1999, foi reeditada em 2000 e acabou se tornando versão de linha para os Corsas Sedan e hatch, só que com motor 1,0 de oito válvulas e variedade de cores
E veio o imenso recall: mais de 1,3 milhão de Corsas, de qualquer versão, motorização, carroceria ou procedência (São José dos Campos, São Caetano do Sul, SP, e Rosário, Argentina), fabricados até dezembro de 1999, e também o esportivo Tigra eram convocados pela GM, devido ao risco de se soltarem os cintos de segurança em uma colisão. Um reforço era adicionado à ancoragem.
No final do ano, a versão Super de todos os Corsas ganhava opção do motor 1,6 de oito válvulas, substituindo a GL, que permanecia apenas no picape. A Wagon perdia a opção GLS 16V, agora restrita ao Sedan. Na linha 2002 eram eliminados os motores de 16 válvulas (1,0 e 1,6-litro), aparecia o pacote Sport do Pickup e a série Milenium tornava-se versão de linha, representando acabamento superior em relação ao hatch e ao Sedan Wind.

O Sedan GLS de 2001, último ano para esta versão de topo, com seus faróis de superfície complexa. Continuariam em produção, após julho do ano seguinte, apenas o Sedan Classic...
Seriam as últimas alterações do Corsa até que surgisse por aqui sua terceira geração, em abril de 2002. Com base no modelo europeu lançado dois anos antes -- um atraso inexplicável diante da rapidez com que outros concorrentes chegavam, os novos Polo e Fiesta, e da agilidade da marca nesses casos até então --, a GM desenvolvera no Brasil uma frente mais agressiva, inspirada no Astra, e uma versão três-volumes bastante harmoniosa.
O novo Corsa trazia apenas motores de oito válvulas: o 1,0 de 71 cv, com altíssima taxa de compressão (12,6:1), e o 1,8 de 102 cv, obtido a partir da majoração do conhecido 1,6. Uma novidade foi a embreagem automática para a versão 1,0-litro, pela primeira vez na marca no Brasil. A Corsa Wagon saía de linha, para abrir espaço à minivan Meriva, e os hatches de três e cinco portas durariam apenas mais três meses.

...e o Pickup foi substuído pelo Montana.
Da antiga família, apenas o Sedan (renomeado Classic) permaneceu em produção, até que o mercado o aposente -- ou, quem sabe, ceda espaço às mesmas variações do Celta. Até julho último, a linha Corsa (incluindo os novos e as unidades para exportação) somavam 1,563 milhão de unidades produzidas no Brasil.
O Pickup foi substuído pelo Montana.
O simpático Chevrolet, nascido Opel, marcou mesmo uma revolução no mercado de carros pequenos.
Fonte: www2.uol.com.br