Para o ano de 1978, chega novidades de alto peso, sendo o lançamento da esportiva Caravan SS-4 e Caravan SS-6 e também a nova versão do Comodoro e De Luxo, a versão Château que trazia um interior todo na cor vinho.
Outro lançamento de peso foi a novidade do motor 250-S, que agora estava disponível para toda a linha Opala. Em1979, a linha Opala continuou a mesma, porem, mais uma vez a versão Comodoro teve um empobrecimento, perdeu alguns detalhes, como os apliques internos em Jacarandá, painel em Jacarandá, frisos do painel traseiro, borrachões de pára-choques, detalhes de nos bancos, e a tampa de combustível foi mudada, agora não trazia mais a escrita Chevrolet Comodoro.
Ainda nesse ano, a GM fez seu novo projeto, o Chevrolet Diplomata, um cupê dourado com meio teto em vinil preto, porem, o carro foi somente um protótipo, a versão definitiva viria em 1980.

Em 1980, mais um pesado face-lift (uma "reforma" de estilo). A frente recebe faróis retangulares com lanternas nas extremidades dos pára-lamas, uma tendência na época, e as lanternas traseiras se tornaram retangulares e maiores. O Diplomata, que havia sido apresentado informalmente em 79, agora chega em 80 com a versão definitiva. Neste mesmo ano a versão SS ganha nova pintura e dá seus últimos suspiros. Assim acaba a saga da versão esportiva SS, mas em grande estilo.
Em 1981, a linha Opala ganhava pequenas modificações, como frisos em volta das lanternas dianteiras e traseiras nas versões mais luxuosas, e um painel de instrumentos redesenhado, muito mais moderno. Nem poderia ser diferente, pois o painel encontrado até 80 era praticamente o mesmo desde o lançamento do carro, em 68. Ainda nesse ano inicia-se a venda do motor quatro cilindros movido a álcool, porem o mais esperado era o motor de seis cilindros a álcool, que deveria – pela taxa de compressão mais alta – "andar" melhor. Este porem, só chegaria quatro anos depois. Nesse ano a Concessionária Dipave de Curitiba-Pr, começou a fabricar o Opala Summer, ele era um Opala Comodoro cupê conversível, com rodas especiais e pára-choques de plástico alongados.

Em 82, a linha ganha mais um modelo, o Opala e Caravan Silver Star. O Opala e Caravan com motores de quatro cilindros passaram a ter disponível o câmbio de cinco marchas. Até 1984 a linha Opala não sofreu mudanças, a não ser a adoção de um novo padrão interno na cor tabaco. Apesar desse ano não ter tido muitas novidades teve coisas bem interessantes que aconteceram. Uma delas foi a fabricação de uma Caravan de cinco portas, associando as quatro portas do sedan na carroceria da perua foi fabricada, essa façanha foi da Concessionária Guaporé de São Paulo-Sp.

Em 1985 aconteceram novas mudanças, como lanternas traseiras redesenhadas, adoção de faróis auxiliares entre a grade e os faróis, nova grade, rodas, calotas, capa de volante, caixa de instrumentos do painel ("cluster") etc. Além disso, a Caravan ganhou a versão Diplomata, e o motor seis cilindros começou a ser produzido também a álcool. Neste mesmo ano chega a linha Opala a pintura em dois tons, mais conhecida como saia-e-blusa.
Em 1886 a linha Opala perde a opção do motor de 250-S, sendo assim ficou disponível somente o 4100 “normal” movido a gasolina e a álcool. Para 1987 a linha permaneceu a mesma.
Em 88, novo pacote de mudanças de estilo, com faróis, lanternas, volante e rodas remodelados, além da introdução da regulagem da coluna da direção em sete posições e o lançamento da transmissão “Automatic-4”, que agora contava com quatro marchas, essa transmissão era opcional para o Diplomata e Comodoro com motores de seis cilindros. Nesse ano volta a sensação do interior vinho para a versão Diplomata. Em meados desse ano, o Opala cupê (duas portas) se despede do público e acontecem pequenas mudanças mecânicas: O eixo cardam passa a ser bi-partido e a suspensão dianteira recebe novas buchas e bandejas. Neste ano as empresas Envemo, Sulam e Avallone, produziam os Opalas Limusine, este, feito para atender as pessoas saudosas do Ford Landau.O tamanho entre os eixos da Limusine variava, tinha as de 30cm feitas pela Envemo, as de 50cm feitas pela Sulam e as de 100cm feitas pela Avallone.

Em 1989 a linha Opala ganha novos retrovisores, com pé mais largo e moldura de acabamento, novas lanternas de cor fumê para o Opala e Caravan da versão. Diplomata.
Em 1990 a linha Opala continuava a mesma, sofrendo somente a retirada de um pequeno detalhes, o jogo de frisos que contornavam as lanternas traseiras, e chegada do completo sistema elétrico para a versão Comodoro, que antes era só disponível para o Diplomata.
Em 1991 a linha Opala sofre derradeiros retoques. Nesse ano, numa tentativa de estender um pouco a vida do carro, os velhos pára-choques de chapa de aço deram lugar a outros, desta vez eles eram envolventes e de material plástico. No Opala, os quebra-ventos deixaram de existir, muito embora continuassem na Caravan até o fim de sua produção. A direção hidráulica passou a ser a ZF Servotronic, comandada por processadores eletrônicos, equipamento que não estaria disponível nem no sucessor do Opala, O Omega. Os freios traseiros passaram a ser a disco no Diplomata, e as rodas mudaram, foram adotadas rodas de aro 15”.
Em 92, a longa estrada percorrida pelo Opala estava chegando ao fim. Com a introdução da caixa de câmbio de cinco marchas Clark (CL2215) e apoios de cabeça vazados, o Opala vivia seus últimos momentos.
Nesse ano de 1992, surge uma séries especial somente para o Opala Diplomata, a série foi chamada de Collectors, com produção limitada em 100 veículos, todos com disponíveis com câmbio automático. Esta série era destinada principalmente para os diretores da GM.
Às 14 horas do dia 16 de abril de 1992, o último Opala, um Diplomata "Collectors", cor vinho perolizado e com interior em couro preto, junto com uma Caravan ambulância de cor branca, deixou a linha de montagem da GM em São Caetano. Era o adeus do Opala, depois de 23 anos de grandes sucessos e grandes marcas de vendas.
Esse último carro ainda se encontra na GM, esperando seu lugar no museu que a empresa pretende construir no Rio Grande do Sul, mas boatos dizem que esse carro foi doado para o Museu da Ulbra no Rio Grande do Sul.
Foram produzidos exatos um milhão de Opala, que fizeram história como um dos maiores sucessos da General Motors do Brasil e um dos maiores ícones da industria automobilística do Brasil, que foi totalmente revolucionada com o lançamento do Chevrolet Opala.

Fonte: www.opaleiroscuritiba.com.br

O Opala foi lançado há quarenta anos e deixou de ser produzido há dezesseis. Mas ainda é lembrado por seu papel importante na história da indústria automobilística brasileira.
Tudo começou no início dos anos 60 quando a General Motors do Brasil, então com quarenta anos de atividade e desde 1957 produzindo caminhões e picapes, decidiu fabricar um automóvel de passeio.
Três carros foram cogitados. Da Opel, subsidiária alemã da GM, foram testados o compacto Kadett (ainda na primeira geração) e o luxuoso Rekord. Da Chevrolet norte-americana, o Impala. O resultado do laboratório acabou criando um carro híbrido: estilo do Rekord e conjunto mecânico do Impala. Até a matriz dos EUA reclamou, mas a filial brasileira não quis saber e apostou no resultado final que seria um grande sucesso.
Em novembro de 1968, no Salão do Automóvel de São Paulo, era apresentado o fruto de dois anos de projeto e 500 mil quilômetros de testes: o Opala, nome de uma pedra preciosa constituída de sílica hidratada de cor leitosa e azulada e que exposta à luz, apresenta cores vivas e reflexos irisados. O nome também não deixa de ser uma fusão dos nomes Opel e Impala.
O primeiro Opala, destacado nesta matéria, chegou ao mercado como modelo 1969. Tinha quatro portas, media 4,58 m de comprimento, 1,76m de largura e 2,67m de distância entre-eixos. A frente do modelo tinha desenho simples. Os faróis redondos estavam cravados dentro da grade inteiramente de filetes cromados horizontais que invadiam um pouco a lateral. Havia um vinco no meio da grade que se estendia até o capô que era aberto no sentido inverso. O pára-choque, também cromado e envolvente, ficava bem colado à grade. Havia quebra-vento nas janelas tanto na frente como atrás e a coluna C era larga. As pequenas lanternas ficavam na extremidade da traseira recuada e chegavam até a lateral. Uma faixa abrigava a inscrição “CHEVROLET”.