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Chevrolet S10

 

Chevrolet S10
Chevrolet S10 1995

A picape Chevrolet de porte médio S10 - campeoníssima de vendas no mercado brasileiro há 12 anos consecutivos, e o utilitário esportivo Blazer, também de porte médio, recebem como grande novidade, a partir do mês de janeiro de 2007, o novíssimo motor 2,4 Flexpower, de oito válvulas (duas por cilindro), com injeção MPFI seqüencial. O grande destaque do motor 2,4 Flexpower é a potência, que teve um avanço expressivo em relação ao motor convencional a gasolina, que vinha sendo utilizado até entço e tinha 128 cavalos. Agora, o novo motor, quando propulsionado a álcool, gera uma potência de impressionantes 147 cavalos e, quando utiliza a gasolina, alcança 141 cavalos de potência.

Lançada em 1995, a S10 escreve uma história de sucesso como um dos maiores "cases" na indústria automobilística brasileira. O modelo Chevrolet inaugurou o segmento das picapes médias no país, que teve uma expansço expressiva, e o liderou de forma absoluta nos últimos 12 anos, consecutivamente, incluindo o ano de 2006. Neste período de 1995 a 2006, a S10 já acumulou no país uma venda de quase 300 mil unidades, enquanto a Blazer, por sua vez, aproxima-se das 100 mil unidades. Hoje, quase metade da frota circulante de picapes médias no país é constituída do modelo S10, e cerca de 40% dos utilitários esportivos é do modelo Blazer.

"A S10, sem dúvida alguma, é um caso de grande sucesso no mercado brasileiro, pois oferece robustez e muito conforto aos seus usuários, atendendo em cheio o gosto do consumidor brasileiro", destaca Ray Young, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, assegura que a chegada do motor "Flexpower" à picape S10 e ao utilitário esportivo Blazer é realmente um marco para a empresa, pois, agora, toda a linha de modelos produzidos no país conta com a tecnologia "flex fuel", a exemplo do Celta, Classic, Prisma, Corsa, Astra, Vectra, Meriva, Zafira e picape Montana. "A GM, agora, tem orgulho de oferecer esta tecnologia em 100% de seus veículos produzidos aqui no Brasil", acrescenta ele.

Marcos Munhoz, diretor geral de Vendas e Marketing, tem convicção de que o lançamento da S10 e Blazer com motor Flexpower permitirá a manutenção da liderança da picape média e um crescimento nas vendas do utilitário esportivo.

A linha S10/Blazer terá as versões Colina e Advantage, esta considerada um dos modelos que oferece aos consumidores a melhor relação custo-benefício do mercado brasileiro em seus segmentos. Já a versço Colina será vendida exclusivamente para frotistas em geral, incluindo empresas, entidades e governos municipais, estaduais e federais. A Colina estará disponível na cabine simples enquanto a Advantage na cabine dupla.

A Blazer, igualmente, terá a Colina para frotista e a Advantage para o mercado em geral. As versões a diesel, tanto da Blazer quanto da S10, nço tiveram mudanças nas suas configurações.

Mercado expressivo

Desde a criação efetiva do segmento das picapes médias no Brasil, em 1995 com o lançamento da S10, a primeira picape média produzida no país, tem ocorrido nos últimos anos uma oscilação no mercado nacional, que varia de pouco mais de 40 mil unidades a 60 mil unidades anuais.

A participação deste segmento na indústria total também tem oscilado na mesma proporção, variando de pouco mais de 2% das vendas totais a até 4%.

Graças às reestilizações de design feitas no modelo e as permanentes atualizações tecnológicas, a exemplo do motor diesel eletrônico e nova suspensço, e agora o motor "Flexpower", a S10 continua agradando bastante o consumidor graças à sua aparência robusta, segurança e também a melhor relação custo-benefício do mercado, além da maior rede de assistência técnica do Brasil. Trata-se, a rigor, de um modelo confiável, que tem tradição, qualidade e excelente valor de revenda.

Com o lançamento do motor "Flexpower" na S10, a GM objetiva também obter um equilíbrio maior nas vendas da S10 no "mix" de modelos com motores a diesel e a gasolina. Para se ter uma idéia, em 2004, de todas as picapes S10 vendidas no país, 90% eram com motores a diesel. Em 2005, a participação dos modelos a gasolina já evoluíram de 10% para 25%. Em 2006, o mix já é de 60% (diesel) e 40% a gasolina.

Com a chegada do motor com a tecnologia "flex fuel", a expectativa da área de marketing da GM é de que o mix de vendas em 2007 fique em torno de 55% para os modelos com motor a diesel e, 45% com os motores flex.

No que diz respeito às cabines, atualmente, de todas as S10 vendidas, 89% sço de cabine dupla e 11% de cabine simples. Esse mix, mesmo com a chegada do motor flex fuel nço deve sofrer alteração.

A picape S10 e a Blazer com motores com a tecnologia "flex fuel" terço a disponibilidade apenas da tração 4x2, enquanto a tração 4x4 é exclusiva dos modelos equipados com motores a diesel.

O perfil atual do comprador da S10 é constituído em 80% de público masculino, com idade predominante na faixa de 35 a 40 anos. A utilização da picape tem uma aplicação de 80% na cidade e 20% no campo.

Novo motor Flexpower, mais potência, desempenho e economia

O novo motor "Flexpower" de 2,4 litros de capacidade volumétrica, para aplicação nas picapes S10 e utilitário esportivo Blazer, foi totalmente desenvolvido pela GM Powertrain.

Segundo Adhemar Nicolini, o diretor geral da empresa no Brasil e na Divisço LAAM (que engloba as regiões da América Latina, África e Oriente Médio), "este desenvolvimento demonstra a capacitação de nossos engenheiros e o inquestionável domínio que hoje temos no que diz respeito à tecnologia "flex fuel" em um âmbito mundial".

Nicolini acrescenta que o sistema Flexpower é utilizado pela primeira vez no país em uma picape de porte médio. Neste segmento a S10, portanto, é a pioneira a usar o "flex fuel". Dentre os ganhos significativos oferecidos pelo novo motor, segundo Nicolini, destacam-se o maior desempenho e também o menor consumo.

O novo motor "Flexpower" da S10 conta com um novo coletor de admissço feito em plástico, com o objetivo de otimizar o fluxo de ar para a mistura na câmara de combustço. Ele também teve o desenvolvimento de uma galeria específica de injeção de combustível para a partida a frio "Cold Start Rail".

Este coletor tem menor peso e propicia melhor desempenho do motor como um todo. Também, graças à melhor distribuição de gasolina, propicia partidas mais rápidas quando em temperaturas abaixo de 18 graus centígrados.

Como grande diferencial do novo motor, a taxa de compressço foi aumentada de 9,6:1 para 11,5:1, com um ganho de 20%. Para se ter uma idéia do ganho em potência, o motor anterior, exclusivo a gasolina, gerava uma potência de 128 cavalos. No novo motor, quando o cliente utilizar a gasolina como combustível, a potência chega a 141 cavalos, ou seja, um ganho de 10%. Já o mesmo motor quando utiliza o álcool, tem um ganho de 15% na potência, que chega a 147 cavalos.

Tanto com gasolina quanto com álcool, a potência máxima se dá a 5.200 rotações por minuto. O torque máximo kgfm (quilograma força metro) é de 21,9 para gasolina e álcool. Na versço a gasolina este torque se dá na faixa de 2.400 a 3.200 rpm; na versço álcool, este torque se dá na faixa de 2.400 a 4.400 rpm. Esta característica de torque máximo constante numa faixa ampla de rotação confere ao veículo excelente dirigibilidade, reduz a necesidade da troca constante de marchas, propiciando ao usuário maior conforto ao dirigir.

No que diz respeito ao desempenho, a exemplo da picape com motor a gasolina, a S10 com a tecnologia do motor "flex fuel" tem uma velocidade máxima limitada eletronicamente a 150 quilômetros horários para o uso do álcool e da gasolina. Na caso da picape cabine dupla a aceleração evoluiu e, quando se utiliza o álcool, ela vai de 0 a 100 km/h em 11s5, enquanto com a gasolina, em 12s8. Já no caso da cabine simples a aceleração de 0 a 100 km/h chega a 11s1 com o álcool, enquanto com a gasolina, em 12s2.

Quanto ao consumo, a S10 cabine dupla, conforme medições feitas em condições otimizadas e de acordo com a norma NBR 7024, é de 9,2 km/litro, na cidade, no uso da gasolina, de 11,8 km/l, na estrada, e de 10,4, na média combinada cidade/estrada.

Já com o álcool os números sço os seguintes: 6,3 km/l (cidade), 8,2 km/l (estrada) e 7,2 (média combinada).

A Blazer Advantage Flex também tem potências de 147 cavalos quando o motor utiliza o álcool e 141 cavalos (gasolina). Seu consumo é de 8,7 km/l na cidade, 11,2 na estrada e 9,8 de média combinada, quando se utiliza a gasolina. Com o álcool, os consumos sço de 6,0 km/l (cidade), 7,8 (estrada) e 6,8 média combinada. A velocidade máxima é igual à da S10, ou seja, de 150 km/h, limitada eletronicamente, tanto com o uso do álcool quanto da gasolina. A aceleração de 0 a 100 km/h é de 12s8 (gasolina) e 11s9 (álcool).

Evolução do motor

O novo motor conta com uma nova ECM - Bosch Motronic ME 7.9.9, de última geração, baseado em torque e com controle de injeção de combustível seqüencial, proporcionando melhor dirigibilidade e desempenho. Além disso, uma nova calibração foi desenvolvida, otimizada para melhor consumo e níveis de emissões. O conversor catalítico está situado agora próximo do coletor de escapamento, diminuindo o tempo de aquecimento do catalisador.

O novo motor conta também com o sistema "Drive by Wire", um conjunto formado pela válvula de aceleração com motor de passo eletrônico e o pedal de acelerador eletrônico, que propicia redução do consumo de combustível, melhor conforto na condução do veículo, acelerações mais homogêneas e respostas mais precisas.

Para o desenvolvimento e validação do novo motor, a GM Powertrain o submeteu a mais de 7.700 horas de testes em dinamômetros, buscando com isso garantir a qualidade e durabilidade mesmo sob rigorosas condições de utilização. Já os veículos correspondentes foram submetidos a testes de 630 mil quilômetros de rodagem, tanto nas pistas do Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA) da GM, em Indaiatuba (SP) e também em ruas e estradas brasileiras.

Nos dois modelos o tanque de combustível recebeu um novo filtro com maior área de captação e melhor filtragem, além de material resistente ao álcool.

Anteriormente apenas nas versões equipadas com motores movidos a diesel, o sistema "Trac-Lock", de controle anti-deslizante das rodas traseiras, agora está disponível também na S10 Flexpower Advantage Cabine Dupla (grupo II de opções). Esse sistema de tração positiva, possibilita ao veículo melhor aderência, em especial nos terrenos irregulares, pelo fato de otimizar a capacidade de tração nas rodas traseiras do veículo, com conseqüente melhoria na dirigibilidade em curvas, pavimentos irregulares e condições de solo com baixo atrito.

A rigor, o sistema é composto por um diferencial que possibilita a transferência de força motora entre as rodas traseiras do veículo. Basicamente, este diferencial identifica a condição de perda de tração de uma das rodas e, automaticamente, transfere o torque para a roda com maior aderência.

Histórico de sucesso

Lançada no Brasil em 1995, inicialmente na versço de cabine simples com motor a gasolina de 2.2 litros, a S10 fez enorme sucesso junto ao público, rapidamente tornando-se uma das mais vendidas no país e ganhando inúmeros títulos de picape do ano, conferidos pela imprensa especializada. O mais recente foi o título de "Eleito do Ano", da Revista Quatro Rodas, título atribuído pelos leitores daquela publicação.

Já no seu ano de estréia e de consolidação do segmento das picapes médias no país, a S10 contabilizou vendas de 24.229 unidades, de um total de 41.572 unidades de todo o segmento, incluindo as picapes importadas. Já nesse primeiro ano de mercado a S10 teve participação de 58,3% entre as picapes compactas.

Ainda como modelo integrante da família S10, a GM também lançou a Blazer, montada sobre a plataforma da picape, igualmente um sucesso de vendas no país. Depois do lançamento em março de 1995, da S10 cabine simples Standard e DeLuxe, com motor a gasolina 2.2, a família ganhou, em novembro do mesmo ano, a versço a diesel.

Foi produzida também, a partir de março de 1996, a cabine estendida com motor 2.2 a gasolina, na versço única DeLuxe. A cabine estendida também ganhou o motor a gasolina 4.3 litros V6, com 180 cavalos de potência. A cabine dupla da S10 foi lançada em maio de 1999, na versço Executive com tração 4x2.

Além de ser a picape mais vendida do mercado brasileiro, a S10 também já contabiliza cinco vitórias na tradicional prova do Rally dos Sertões, três das quais como campeã geral.

GM Powertrain, tecnologia e marcas expressivas

A GM Powertrain, cujas operações com a primeira fábrica de motores em Sço José dos Campos começaram em 1958, alcançou em setembro de 2006 um recorde histórico com a produção de 16 milhões de unidades "powertrain", ou seja, os motores e as transmissões. Destes números, cerca de 12 milhões foram de motores e 4 milhões de transmissões, todos produzidos na unidade de Sço José dos Campos.

"Este resultado foi excepcional", destaca Adhemar Nicolini, ao lembrar que o motor histórico número 16 milhões foi um integrante da "Família I", que engloba os motores 1.0, 1.4, 1.6 e 1.8 litro, atualmente utilizados nos modelos Chevrolet Celta, Classic, Corsa, picape Montana e monovolume Meriva, além do Prisma.

Além dos motores da "Família I", a GM Powertrain também produz os propulsores da "Família II", ou seja, com 2.0 e 2.4 litros de capacidade volumétrica e que equipam os modelos Astra, Vectra, picape S10, utilitário esportivo Blazer e monovolume Zafira.

A GM Powertrain produz, ainda, motores completos destinados à exportação para países de várias regiões do mundo e componentes de motores para Coréia, Austrália, China e Argentina. Os motores lá produzidos também sço fornecidos para outras montadoras.

O ritmo de produção da GM Powertrain é forte, com cerca de 145 transmissões e 170 motores, em média, por hora. No total sço cerca de 5.000 unidades powertrain por dia ou 110 mil por mês. Por ano, a produção supera os 1,2 milhço de unidades powertrain.

Sço dois turnos de trabalho, mas algumas áreas atuam em três turnos, como os motores "Família I" e "transmissões".

Trajetória de sucesso

A evolução da GM Powertrain em Sço José dos Campos, na Regiço do Vale do Paraíba, inclui após a sua inauguração em 1958, o surgimento, um ano depois, das fundições de ferro e da fábrica de motores Chevrolet 261 polegadas cúbicas (4.3 litros de capacidade volumétrica).

Dez anos depois começaria a produção dos motores para o primeiro modelo nacional de automóvel produzido pela GM no Brasil, o Opala. Em 1973, seria a vez de início de produção do motor 1.4 litro do Chevette, o segundo modelo nacional Chevrolet produzido pela GM no Brasil.

Em 1981, a GM Powertrain iniciou a produção dos motores que equipariam principalmente o modelo Monza. Também naquele ano foi iniciado o programa de motores a álcool. Em 1994 começou a produção dos novos motores da "Família I", que substituiriam o motor do Chevette. No campo das transmissões, foi inaugurada em 1996 a fábrica dos sistemas F15 e posteriormente F17. Um ano depois inaugurou-se a fábrica de motores de Rosario, Argentina.

Sempre impulsionada por muitos desenvolvimentos tecnológicos, a GM Powertrain iniciou em 2003, a produção dos motores Flexpower e o primeiro foi o 1.8, que equipou o Corsa naquele ano. De lá para cá surgiram também os motores Flexpower 1.0, 2.0 e 2.4 litros.

Atualmente, a maior parte dos motores é constituída dos Flexpower, e agora do 1.4 Econo.Flex, que equipam os veículos produzidos para o mercado brasileiro. Para exportação os motores sço basicamente movidos a gasolina.

S10 lidera segmento pelo 12º ano consecutivo

Há 12 anos, desde seu lançamento em 1995, a S10 é líder do segmento das picapes médias no mercado brasileiro.

A General Motors do Brasil registrou mais uma marca histórica em 2006. A picape Chevrolet S10 manteve sua liderança absoluta no segmento das picapes médias e registrou sua 12ª vitória consecutiva.

Foram emplacadas 18.899 unidades da picape Chevrolet S10, com 30,6% de participação, contra 17.482 unidades da segunda colocada, que ficou com 28,3% de participação.

A picape S10, preferida no país em seu segmento desde o seu lançamento em 1995, registrou outro fato importante em 2006. Obteve um crescimento de 26% nos emplacamentos comparado com o mesmo período de 2005, quando foram emplacadas 15.009 unidades.

Fonte: www.rodao.com.br

Chevrolet S10

Lançada em 1995, a picape média S10 sofreu sua maior reestilização em 2001.

Ao invés de adotar o visual da S10 norte-americana (com quatro faróis retangulares e grade cromada, similar a Silverado), a GM do Brasil optou por uma criação de seu centro de estilo, com conjunto óptico quadrado, grade incorporada ao capô e linhas vincadas formando os pára-lamas.

Disponível nas configurações cabine simples e dupla, com motores 2,4 4 cilindros a gasolina e turbodiesel, tração traseira ou integral, e acabamentos básico, DLX e Executive, este último caracterizado pelas faixas, grade e rodas com detalhes dourados, acabamento interno com plástico imitando madeira e mais itens de conforto.

Evolução

1995

Ousada: o adjetivo cabe bem para descrever a mais recente incursão da General Motors no mercado automobilístico nacional. Afinal, a S10 chega para disputar um segmento - o das picapes médias - no qual a concorrência se compunha somente de veículos importados. A partir de agora, porém, 3.000 unidades mensais da S10 (tanto da versão básica quanto da top, a De Luxe) vão engordar a oferta.

Derivada do modelo norte-americano, a irmã brasileira passou por modificações estéticas e mecânicas, em um trabalho que consumiu dois anos e US$ 200 milhões. O resultado é um veículo bem-resolvido visualmente, com espaço adequado para ocupantes e carga, mas que deixa um pouco a desejar em desempenho. Isso porque seu motor 2.2 (uma adaptação do propulsor do Omega) não produz torque suficiente para empurrar os 1.560 kg do carro com desenvoltura. Mesmo assim, a versão

A poucas semanas do lançamento da picape S10, a General Motors não sabia informar quanto ela custaria.

Um executivo revelou, porém, a estratégia da montadora em relação ao seu novo produto: "Ainda não tenho o preço exato. Mas será 20% menor que o da concorrente". Entenda-se, no caso, Ford Ranger.

Juntando-se a esse dado o fato de que, desde o ínicio do projeto, em março de 1993, a empresa já investiu US$ 200 milhões na S10, só se pode concluir que ela não está aí para brincadeiras.

Na verdade, sua chegada vem despertar um nicho de mercado adormecido: o das picapes médias. Maiores e mais robustas que as derivadas de carros (Fiat Fiorino Pick-Up LX, Volkswagen Saveiro, Ford Pampa e Chevrolet Chevy DL) e menores que as parrudas Chrysler Ram e Chevrolet D20, elas se adeqúam tanto à vida na cidade quanto no campo.

O novo modelo Chevrolet vem se juntar a um grupo que inclui, além da Ranger, Mitsubishi L200, Peugeot GRD e Nissan King Cab. É, no entanto, a primeira incursão nacional no segmento.

E tem atributos para enfrentar a concorrência de igual para igual, pois consegue, de fato, aliar o melhor de dois mundos: versatilidade e conforto. Principalmente a versão De Luxe - a top da nova linha -, avaliada por QUATRO RODAS nas pistas de teste, na cidade e na lama.

PASSAPORTE BRASILEIRO

A S10 pouco lembra a homônima picape norte-americana que lhe deu origem. Foi retrabalhada tanto mecânica quanto visualmente para corresponder ao gosto brasileiro e racionalizar sua produção. Seu motor 2.2 a gasolina derivado do novo propulsor Powertech do Omega, tem 2198 cm3, 4 cilindros com 2 válvulas simples no cabeçote (OHC).

Recebeu um recurso inédito entre as picapes nacionais: injeção eletrônica single-point. Com esse conjunto, produz 106 cv de potência e torque máximo de 19,2 kgfm a 2.800 rpm.

O câmbio mecânico Clark 1905-A, de cinco marchas, tem relações de marchas curtas e quinta overdrive, para melhorar a economia de combustível. Já a relação de diferencial, reduzida (4,78:1), reforça o desempenho em condições de carga. O conjunto mecânico, portanto, privilegia o torque em detrimento da velocidade final. Nada mais natural em se tratando de um veículo que pode transportar até 750 kg em uma caçamba que acomoda 1.127 litros de carga.

Por esses motivos, a S10, vazia, não passou de 157,4 km/h de velocidade máxima - e em quarta marcha, uma vez que, em quinta, estacionou em modestos 150,7 km/h. Na aceleração de 0 a 100 km/h, marcou bons 15s48. A título de comparação, o sport-utility Mitsubishi Pajero GLZ V6, avaliado por QUATRO RODAS na edição de janeiro de 1994, cravou 15s46 na mesma prova e ficou com 156,6 km/h de máxima. E isso com seu motor de 3 litros, a gasolina, que produz 151 cv de potência.

Na retomada de 40 a 100 km/h, a S10 não se saiu bem: demorou 36s00. Tal número se explica pelo fato de que se realiza o teste em quinta marcha, muito longa para o peso do carro (1.560 kg), a potência de seu motor e o diâmetro dos pneus (225/75 R 15 SR) que, maiores que os de automóveis de passeio, alongam ainda mais a marcha.

Esses mesmos pneus, em contrapartida, auxiliaram a frenagem da picape vazia. Com ABS nas rodas de trás - equipamento comum em veículos comerciais de tração traseira, caso deste Chevrolet -, vindo a 80 km/h, percorreu 30,0 m até parar por completo. Um bom número, apesar de a S10 embicar, levantando a parte posterior. Mesmo assim, em nenhum momento o sistema de freios transmitiu insegurança ou provocou desvios na trajetória do veículo.

IMPONDO RESPEITO

Deixando as pitas de testes para trás e rodando normalmente com o carro, entretanto, o que sobressai é a excelente dirigibilidade no asfalto e na terra. A suspensão, concebida para evitar sacolejos exagerados, possui eixo rígido com molas semi-elípticas de dois estágios na traseira. O primeiro estágio atua quando a picape acomoda até 240 kg; o segundo passa a funcionar automaticamente quando o peso carregado supera essa marca. O sistema não proporciona o conforto de um automóvel de passeio, mas se mostra adequado para uma picape.

Em pista seca, a S10 fez curvas com firmeza, a despeito de uma tendência (de fácil correção) de sair de traseira. Não é para menos que, na prova de aderência lateral, obteve 0,87 g, um ótimo número para um veículo de seu perfil, no qual a caçamba vazia deixa a traseira muito leve, interferindo na condução. Em pisos molhados, porém, controlar o carro nas curvas ficou bem mais difícil.

A Chevrolet revelou surpreendente agilidade no trânsito urbano. A direção hidráulica, macia na medida certa, favorece as manobras, embora a pouca capacidade de esterço dificulte malabarismos em pequenos espaços. Sem contar que, pelo tamanho, a S10 impõe respeito - e isso faz a diferença na hora de "driblar" motoristas mal-educados.

Apesar de estranhar, no início, a comprida alavanca de câmbio instalada no assoalho, não há a menor dificuldade em engatar as marchas ou mesmo efetuar trocas mais rápidas. Basta pousar, por um instante, na posição neutra antes de cambiar. A transmissão conta, ademais, com um dispositivo que impede o engate inadvertido da ré quando se reduz da quinta para a quarta marcha. Outro detalhe que facilita o manuseio do câmbio é a embreagem de acionamento hidráulico, que diminui o esforço empregado para utilizá-la. Reduz tanto, aliás, que mais se parece com um carro de passeio.

VELOCIDADE EM RÉ

Em outros aspectos, o condutor também chega a se esquecer de que está ao volante de uma picape. O design do painel é moderno e traz velocímetro (que marca, inclusive, a velocidade em ré), hodômetro parcial e total, conta-giros, voltímetro, manômetro de óleo do motor, termômetro do líquido de arrefecimento e marcador de combustível - que trava na posição na qual se encontra quando o motor é desligado -, todos de fácil leitura.

Os comandos elétricos dos retrovisores externos, vidros e das travas localizam-se na porta.

A criticar, somente a colocação dos botões do ar-condicionado, opcional na versão top: o motorista precisa se inclinar para acioná-los.

Embora acomode, com conforto, três pessoas (algo previsto no projeto, já que o carro traz três cintos de segurança), o banco inteiriço pode acabar interferindo no conforto dos ocupantes. Afinal, o ajuste de distância dos pedais prejudica passageiros de estaturas muito diferenciadas da do motorista. Para ele, a única compensação está nas cinco regulagens de altura do volante.

Os enormes retrovisores permitem enxergar até a extremidade da caçamba.

A única falha está no espelho interno: como embute luzes de leitura, foi fixado ao teto por uma haste rígida em vez de ficar colado ao pára-brisas. Se, no caso de uma colisão, um ocupante for jogado para a frente, pode se chocar com o espelho e machucar a cabeça.

Mas isso não deve ocorrer: um alarme sonoro avisa quando o motorista dá a partida sem afivelar o cinto de segurança.

Trata-se de um começo seguro. Afinal, mal lançou o primogênito, a GM já trata de ampliar a família S10. Ainda em 1995, terá opção de motor 2.5 a diesel - desenvolvimento conjunto com a Maxion, usando tecnologia da inglesa Rover. E, até julho de 1996, a S10 cabine dupla deve chegar. Sinal de que a empresa aposta no novo segmento.

FICHA TÉCNICA:

Câmbio (mecânico)
Relação das marchas 1ª 4,68:1 - 2ª 2,44:1 - 3ª 1,50:1 - 4ª 1,00:1 - 5ª 0,80:1 - Ré 3,81:1
Diferencial 4,78:1
Rotação a 100 km/h em 5ª 2.800 rpm
Motor
Gasolina, dianteiro longitudinal, 4 cilindros em linha, alimentado por injeção eletrônica single-point AC Rochester. Tração traseira.
Diâmetro x curso 86,0 x 94,6 mm
Cilindrada 2.198 cm3
Taxa de compressão 9,2:1
Potência 106 cv a 4.800 rpm
Potência específica 48,2 cv/litro
Torque 19,2 kgfm a 3.400 rpm
Carroceria
Picape, chassi de longarinas, cabine e caçamba de aço estampado, 2 portas, 3 ocupantes.
Tanque 76 litros
Caçamba 1.127 litros
Peso (carro testado) 1.560 kg
Eixo dianteiro 890 kg
Eixo traseiro 670 kg
Peso/potência 14,7 kg/cv
Suspensão
Dianteira Independente, braços inferiores e superiores articulados, barra de torção longitudinal, barra estabilizadora e amortecedores hidráulicos.
Traseira Eixo rígido, feixe de molas semi-elípticas de dois estágios e amortecedores hidráulicos de dupla ação.
Freios
Assistidos, duplo circuito em paralelo, disco na dianteira e tambor na traseira, ABS na traseira de série.
Direção
Hidráulica, tipo setor e sem-fim, com esferas recirculantes.
Diâmetro de giro de parede a parede 11,9 m
Rodas e Pneus (no carro testado)
Rodas Liga leve, 7 J x 15 polegadas
Pneus Firestone Radial 225/75 R15 SR
Equipamentos
Série Alarme antifurto, aquecedor, retrovisores externos, vidros e travas com comandos elétricos, conta-giros, direção hidráulica, volante ajustável em altura, espelhos, grade do radiador e pára-choque na cor do veículo, luzes de leitura, pára-choque traseiro com degrau, porta-copos integrado ao banco, sistema ABS nos freios traseiros, brake-light integrado, vidros verdes, pára-brisas degradê, vidro traseiro corrediço, preparação para som e voltímetro.
Opcionais Ar-condicionado frio/quente, bancos individuais com descansa-braço entre eles, diferencial autoblocante, ganchos externos na caçamba, rádio toca-fitas, rodas de liga leve.
Fabricante
General Motor do Brasil Ltda - São Caetano do Sul - SP

1996

S10 Cabine Estendida 4.3 V6

Chevrolet S10
Chevrolet S10 1995 Cabine Estendida

Pouco motor. Essa era a grande deficiência da picape S10 2.2. Mas agora, com a chegada do motor Vortec 4.3 V6, importado dos Estados Unidos - o mesmo oferecido pela General Motors na Blazer -, isso acabou.

E mais: a versão Cabine Estendida permite que duas pessoas viajem atrás. Que seja, porém uma viagem curta, pois o espaço ali é apertado.

Essa extensão, na verdade, se presta mais ao transporte de pequenos volumes que precisam ser protegidos da chuva e dos ladrões, por exemplo. Só faltou uma cobertura retrátil para preservá-los também de olhares indiscretos. Mesmo assim, esses 37,2 cm a mais na cabine (conseguidos à custa de um aumento na distância entre-eixos) ajudam. E muito.

No mais, a S10 Cabine Estendida é igual à irmã menor. A mesma caçamba (para 750 kg de carga) e interior idêntico, dos bancos dianteiros para a frente. Painel, comandos, tudo - até os defeitos, como a distância excessiva do pedal do acelerador, que exige que se estique demasiadamente a perna para pisar fundo.

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Cabine Estendida

Em pisos lisos, o conforto é garantido.

Inclusive no nível de ruído: nesse quesito, a S10 conquistou o segundo lugar no "Ranking" de QUATRO RODAS. Surpreendente para uma picape.

Em trechos irregulares, o panorama muda: ela chacoalha muito. Mesmo assim, transmite segurança, não inclinando demais a carroceria nas curvas.

Mas demorou para frear: 34,4 metros, vindo a 80 km/h, apesar do ABS na traseira.

A S10 acelerou de 0 a 100 km/h em 12s53 e atingiu a velocidade máxima de 176,8 km/h (ela não passaria de 180 km/h, pois o limitador cortaria a alimentação de combustível). E fez a retomada de 40 a 100 km/h em 22s89.

1997

S10 V6 CARGA RÁPIDA

Chevrolet S10
Chevrolet S10 V6

Há quem diga que os norte-americanos são um pouco loucos.

Mas um pouco da loucura (ou será sabedoria?) emplacou no Brasil: a cada dia que passa, mais e mais pickups - pequenas, médias ou grandes - preenchem a paisagem urbana do País. Este tipo de automóvel, que domina as irretocáveis freeways dos Estados Unidos, até pouco tempo transformava o seu dono tupiniquim em, no mínimo, um tipo excêntrico. De olho neste público, a GM lançou, há dois anos, a S10.

Visual diferenciado, conforto de carro de luxo, caçamba bem dimensionada, o modelo tinha tudo para brigar com a Ford Ranger. Mas faltou o desempenho.

Quem andou com as duas comentava que o ideal "seria o visual da S10 com o motor da Ranger". O primeiro sinal de que alguma coisa mudaria foi o lançamento da cabine estendida com o interessante V6 Vortec. Agora chegou a vez da cabine simples, e o resultado ficou muito interessante.

Interior Luxuoso

Absolutamente o mesmo da quatro cilindros, a V6 é disponível só na versão Luxo. Isto pressupõe uma série de itens já definidos, como condicionador de ar, direção servo-assistida e vidros verdes com acionamento elétrico. Os opcionais se limitam a rádio toca-fitas, bancos individuais e console. De resto, o mesmo bom espaço interno, além da inegável vantagem de apenas dois lugares (não é necessário dar desculpas para não levar seu cunhado ou sua sogra - embora algumas ainda dêem uma olhadinha na caçamba). O silêncio interno também merece destaque, seja em direção normal ou mesmo nas rotações mais altas.

Exterior sem Mudança

Por fora tudo igual em relação ao quatro cilindros, exceto pelo letreiro "4.3 V6", aplicado na tampa da caçamba. Estas letrinhas depertaram a atenção de muitos proprietários de S10 que encontramos durante o teste, achando que fosse enfeite e sempre provocando uma "esticadinha" para tirar a dúvida se "era-mesmo-uma-S10-V6-cabine-simples!". Rodas de liga, faróis auxiliares, frisos laterais, paráchoques e espelhos na cor do carro completam o pacote externo.

Bom Desempenho

A história muda de rumo na hora em que você vira a chave e o motor pega, e vem aquele ronco delicioso (no nosso modesto gosto) de V6, afinal é quase um V8.

Se você é do tipo que gosta de desempenho, continue lendo. O motor Vortec L35, de exatos 4.299 cm3, é o mesmo usado nos Estados Unidos, e das versões "estendida" e Blazer. Com 180 cv de potência máxima e 34,7 kgm de torque, a nova S10 V6 é um "foguete", em condições de brigar com a Ranger V6.

Somente o "drive" entre uma e outra é diferente: a Ranger está mais para uso esportivo, e a S10 para carro de luxo. Esta variação se dá pelos diferentes acertos de suspensão e pneus. Se a sua opção for usar a S10 esportivamente, longe das estradas de terra, uma sugestão seria modificar os pneus, que são muito altos e de uso misto cidade-campo.

Com esta potência, as arrancadas podem ser sempre "nervosas", com pneus emborrachando. Já o torque máximo, disponível a 2.600 rpm, e o câmbio de relações longas, permitem tranqüilos passeios à baixas velocidades.

Para aqueles que ainda estiverem insatisfeitos, uma receitinha "made-in-usa": alguns preparadores de lá, consultados por A&T garantem que adotando um escapamento de dupla saída, o som fica igual a um V8 e o desempenho aumenta em cerca de 15 cv. Atenção somente para a legislação nacional de ruídos e emissões.

Mais um Round

A lendária "briga" GM x Ford se mantém. De um lado, os "Chevymaníacos", que defendem a unhas e dentes as virtudes do desenho da S10; do outro, os "Fordistas" inveterados, que pregam as vantagens do desempenho e "drive" da Ranger. Escolha o seu time, engate a primeira e pise no acelerador. Você não vai se arrepender!

Mas a S10 V6 tem um inconveniente: seu preço. A versão mais barata sai com o rádio/toca-fitas, bancos individuais e console.

1998

S10 ENFIM, 4x4

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Cabine Dupla 4X4

"Contar com tração nas quatro rodas é importantíssimo, principalmente naquelas situações em que você está praticamente isolado do mundo", diz o comerciante Marcelo Gama, que há dois anos é dono de uma S10 com tração nas rodas traseiras (4x2) e que, de vez em quando, lota seu carro de equipamentos e viaja para os lugares mais distantes do país. Convidado a experimentar a S10 4x4, aprovou a novidade de cara, ao se meter num atoleiro bravo. "O carro balançou pra lá e pra cá mas saiu fácil da lama. Senti que dá para enfrentar com firmeza os trechos ruins de qualquer estrada", conta ele, curioso em saber quanto o sistema vai pesar no preço final da picape.

Resposta: cerca de R$ 500. O que não chega a assustar, considerando-se a importância da tração integral (4x4) para os motoristas obrigados a enfrentar quilômetros e quilômetros de estradas de chão batido e que, de repente, numa emergência, podem precisar de mais força no carro. Força, aliás, foi o que não faltou à 4x4 da GM. No teste de QUATRO RODAS, na região de Santana de Parnaíba (SP), ela se portou como um verdadeiro "tratorzinho" num percurso cheio de irregularidades.

Num dos trechos mais encardidos, uma ladeira de dar medo, tentamos subir utilizando apenas a tração nas duas rodas.

Depois de uma, duas, três tentativas, resolvemos acionar o sistema 4x4: pé na embreagem, um toque no botão 4Lo (que coloca em funcionamento, além da tração integral, o redutor de marchas), e pronto. Após o tranco causado pela primeira marcha, que apenas movimenta as rodas do veículo, engatamos a segunda.

A S10 subiu sem tomar conhecimento do aclive e das erosões do solo, dando a impressão de ser outra. O sistema possibilitou manter a picape sempre sob controle nos declives mais acentuados, não deixando que o veículo deslanchasse. Dessa maneira, o uso do freio foi evitado, pois poderia travar as rodas, causando a perda da direção.

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Cabine Dupla 4x4

Equipada com motor 2.5 a diesel, a S10 só ficou devendo no perímetro urbano. Mesmo turbinada, se ressentiu da falta de potência. Ao sair de um semáforo vermelho, por exemplo, custava a embalar, dificultando ultrapassagens. Vencer as ladeiras também só era possível com marchas baixas (primeira e segunda).

Como usar o 4x4 da S10

O sistema da GM é semelhante ao da Ford F-1000: com acionamento elétrico por meio de botões no painel. O 4Hi coloca em ação simplesmente a tração integral. Isto é, distribui a força do motor para as quatro rodas. Ele é indicado para pisos com pouca aderência, cobertos por lama ou areia, por exemplo. Já o 4Lo acopla uma caixa de redução extra ao câmbio normal. As engrenagens dessa caixa extra duplicam a força das marchas. Essa opção é indicada para situações de extrema dificuldade, como atoleiros e fortes aclives.

2000

Cherolet S10 2.8 4x4

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Cabine Dupla 4X4

Agora, sim! Com 37 cavalos a mais de potência e um pulo no torque de 22,4 kgfm para 34 kgfm, o que a torna exatamente 54,7% mais parruda, a nova Chevrolet S-10 2.8 virou a picape média brasileira com o melhor motor diesel de sua categoria. E, se por enquanto a grande novidade se resume ao motor 2.8 turbo diesel intercooler - que substitui o antigo 2.5 -, é bom saber que a família S10 será reestilizada ainda neste ano.

Ou seja: vai ganhar nova roupagem.

Compradores em potencial, portanto, devem ficar espertos: em pouco tempo o carro sofrerá uma desvalorização natural. Por outro lado, dá para tentar um desconto. Se for o caso, aproveite.

O salto em relação à versão com motor 2.5 é violento. O motor 2.8, fabricado pela MWM e não mais pela Maxion, conta com três válvulas por cilindro. Isso, embora diminua a força da picape em baixas rotações, faz você praticamente grudar no banco quando o turbo entra em funcionamento - a partir de 2.000 rpm. A melhora resulta menos do aumento de cilindrada, na verdade, e mais da colocação do intercooler (um radiador que resfria o ar que sai da turbina e entra no cilindro, num processo que aumenta a compressão). A versão testada por QUATRO RODAS, uma cabine dupla com tração nas quatro rodas, é perfeita para uso misto. Anda bem na cidade e serve bem para quem tem fazenda, casa de campo ou de praia em locais de acesso difícil. Você roda tranqüilamente no asfalto, com segurança e desempenho idênticos aos de um carro a gasolina, incluindo boas retomadas. E se precisar enfrentar um lamaçal, pode apertar o botão do painel que aciona a tração dianteira. Atolou mesmo assim? Use a reduzida. É 10. Nove, na verdade, já que o conforto derruba a média.

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Cabine Dupla 4X4

O Teste de QUATRO RODAS

Tanto a aceleração quanto as retomadas da S10 2.8 são excepcionais. O maior problema fica com o freio, que trava as rodas dianteiras em freadas de emergência.

2001

S-10 DLX 2.8 Diesel

Quando foi lançada, em 1995, a S10, da General Motors, fez sucesso imediato e abriu o mercado de picapes médias no Brasil. Foi uma legião de consumidores, muitos deles jovens, que conseguiu mais espaço e potência do que podiam oferecer Saveiro, Pampa e Chevy 500, todos derivados de carros menores.

O tempo passou, outros concorrentes vieram e a S10 se mantém firme na liderança. Em 2000, até novembro, foram vendidas 19.200 unidades, contra 11.700 da Ford Ranger, sua principal rival. A passagem dos anos também serviu para desgastar a beleza das linhas externas da picape. Até que, para a versão 2001, a GM decidiu empreender a maior reestilização da história do modelo.

Olhe bem as fotos desta reportagem e veja se você concorda com David Rand, diretor geral de design da GM do Brasil e principal responsável pelas mudanças na picape. “As alterações conferem à S10 um aspecto mais robusto e agressivo. O ‘caráter’ do veículo está mais pronunciado do que antigamente”, diz Rand.

Quem viu o carro aqui na redação da revista não gostou das mudanças. Menos pelo conjunto ótico, que lembra o novo Vectra apresentado na Europa, e mais pelas linhas vincadas do capô (agora com a grade incorporada) e dos pára-lamas. Fica-se com a impressão de robustez e agressividade, sim – realçada pelos 5,26 m de comprimento da picape 9 cm mais que o anterior. Mas parece uma “robustez” em excesso. “Desenhos que exigem mais tempo de ajuste por parte do público são os que tendem a durar mais tempo”, afirma David Rand.

A GM mexeu ainda por dentro da S10. Não no espaço interno, que continua bom para quem vai à frente e um tanto apertado para adultos no banco traseiro. As alterações da modelo 2001 são mais sutis. A primeira acabou com aquele calombo que a caixa de transferência produzia no assoalho dianteiro do lado do passageiro. Um incômodo que perdurava desde seu lançamento. Há um novo painel também, com linhas mais arredondadas e melhor acabamento. O quadro de instrumentos continua completo, contando, além dos triviais velocímetro, conta-giros, temperatura de água e marcador de combustível, com um voltímetro, para verificar a carga da bateria, e um mostrador que indica a pressão do óleo. Este último pode salvar o motor se, por exemplo, uma pedra furar o cárter de óleo. O motorista irá ver o ponteiro abaixar e terá tempo de parar antes de vazer todo o óleo. A boa ergonomia permite fácil acesso aos instrumentos. Só poderiam melhorar os comandos dos vidros elétricos. São duros e é comum a pessoa se confundir, apertando teclas erradas. O motorista agradeceria também se a S10 contasse com uma melhor regulagem do ar-condicionado, com os comandos mais explícitos. O manual também é confuso nesse capítulo. Um exemplo está no comando “recircular”, que é chamado de “ar frio máximo”. Até é, mas seria mais simples dizer que uma posição força o ar a circular dentro da picape e a outra deixa o ar externo entrar.

A natureza utilitária da S10 responde pela sua suspensão bem rígida. Isso ajuda a suportar uma carga máxima de 815 kg, mas faz a cabine trepidar mais com irregularidades do terreno. A rival Ranger é melhor nesse quesito. Leva mais carga – 1.100 kg – e é mais macia nos buracos.

Mas tem uma coisa que não há como pôr defeito na S10: o motor diesel está léguas adiante da concorrência. Com 132 cavalos, três válvulas por cilindro, turbo e intercooler, o 2.8 dá à picape um desempenho espetacular. Parece até um V6 a gasolina. Só como exemplo, a S10 vai de 0 a 100 km/h em 14.3 segundos. Um número impressionante para quem pesa quase 2 toneladas. O motor explica boa parte do sucesso do modelo a diesel que, ao quebrar a tradição do mercado, já responde pela maioria das vendas da picape.

Quem não se sente muito confortável com o maior nível de ruído e a tradicional vibração do motor diesel tem duas opções a gasolina para escolher: quatro cilindros 2.4, que acabou de ser lançado, e o bom e velho conhecido V6 de 4.3 litros.

Como todo modelo a diesel, a S10 2.8 é mais cara que a picape a gasolina. A versão simples de cabine dupla sai por 43.000 reais, cerca de 10.000 reais acima da S10 mais básica a gasolina. Mas a economia de combustível provocada pelo baixo custo do diesel pode compensar o valor inicial mais alto.

A S10 a diesel fez 10,3 km/l no consumo urbano e chegou a 13,4 km/l em estradas. Calculadora à mão, um mínimo de habilidade com as regras da matemática e chega-se à conclusão de que são necessários 40.000 km para que o comprador resgate na economia de combustível o que pagou a mais ao escolher o diesel no lugar, por exemplo, da S10 V6 a gasolina. Em compensação, passou esse tempo todo com um motor com mais torque em baixa rotação (no caso 34 kpmf a 1.800 rpm). Bom para enfrentar ladeiras, estradas de terra cheias de ondulações, carregar cargas. Coisas de picape, você sabe.

A linha 2007 da série especial Advantage da picape S10 está chegando a todas as concessionárias Chevrolet com o melhor custo/benefício do mercado nacional.

A Chevrolet S10 Advantage conta com grafismo e moldura do painel de instrumentos, padronagens dos tecidos dos bancos e painéis das portas diferenciados, grade do radiador com gravata prateada, molduras das caixas de rodas na cor preta e adesivo Chevrolet na tampa traseira e com a melhor relação custo/benefício do segmento.

Motor a gasolina potente e confiável -conta com uma motorização a gasolina ,com 2,4 litros. A potência máxima é de 128 cv a 4.800 rpm. O torque é de 21,9 kgfm a 2.600 rpm. A taxa de compressão é de 9,6:1.

Desempenho e economia - A linha 2007 da Chevrolet S10 Advantage apresenta excelentes números, tanto de desempenho quanto de economia. O modelo atinge a velocidade máxima de 155 km/h, com a aceleração de 0 a 100 km/h em 12s2. Quanto ao consumo a S10 Advantage percorre 8,0 km/l na cidade, 10,2 km/l na estrada com uma média de 9,1 km/l.

2000 S-10 EXECUTIVE TURBODIESEL 4x4 CABINE DUPLA

Chevrolet S10
Chevrolet S10 Executive Cabine Dupla

MOTORIZAÇÃO
Motor: MWM SPRINT, 2.8, 4 cilindros em linha, 12 válvulas (3 por cilindro), turbocompressor e intercooler, injeção direta, diesel
Cilindrada: 2.796 cm³ Potência: 132 cv a 3.600 rpm
Potência Específica: 47,1 cv/litro Torque: 34 kgfm a 1.800 rpm
CARROCERIA
Comprimento: 5.257 mm Peso: 1.900 kg
Largura: 1.734 mm Caçamba: 1.100 kg
Altura: 1.661 mm Tração: Integral
Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira Câmbio: Manual de 5 marchas
DESEMPENHO
Velocidade Máxima: 170 km/h Aceleração: 13,4 segundos

Fonte: djjaragua.vilabol.uol.com.br/www.pedeborracha.com

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