
Chicória pertence à família das Asteraceae, e é nessa temporada de outono-inverno, o que foi encontrado no seu melhor ponto.
Existem diferentes variedades de chicória, que inclui folhas de chicória, cicorino pão e açúcar.
Sua composição é nada mais que água, e também fornece uma grande quantidade de carboidratos, provitamina A, vitamina B, B1, B2, ácido fólico e potássio.
Tal como para os minerais: magnésio, cálcio e menor quantidade de fibras. Aproveita-se a presença do popular intibina e lactulopicrina, substâncias que dão digestivo qualidades também apresenta taninos e ácido clorogênico; propondo capacidades antioxidantes.
Fonte: www.nutricion.pro

NOME EM LATIM: Chicorium intybus L.
FAMÍLIA: Compostas
OUTROS NOMES: Almeirão, chicória-brava, chicória-do-café.
Muito comum nas bermas dos caminhos, ribanceiras e terrenos secos. Própria das zonas temperadas da Europa e da América.
Planta herbácea e vivaz, de caules rectos, que costumam atingir de 50 a 60 cm de altura. As flores são de uma bela cor azul, e as pétalas terminam em cinco finas pontas; fecham-se à noite, ou quando faz mau tempo. Todas as partes da planta, incluindo o seu látex, têm sabor amargo.
A chicória é um regalo para os olhos do caminhante. As bermas dos caminhos conservam, ainda durante uma boa parte do Verão, a refrescante cor azul-celeste das suas flores, contrastando com o tom palhete da paisagem. Não se trata, pois, de uma planta que possa passar despercebida, nem sequer a quem não a conheça. Parece sugerir ao caminhante: «Utiliza-me! Desfruta as minhas virtudes!».
A chicória é uma das plantas mais benéficas, já que as suas extraordinárias propriedades medicinais se adicionam à de proporcionar um agradável substituto do café. Nos tempos de escassez, na falta do dispendioso café, utilizava-se esta humilde planta, tida em pouca estima, talvez por ser tão abundante e barata.
A chicória – dizem alguns com nostalgia –
tomava-se durante a guerra, quando não havia café.
É curioso que, neste caso, o substituto – a chicória –
acabe por ser melhor do que o produto original – o café.
Conhecida desde o tempo dos Egípcios, e utilizada pelos seus faraós, esta planta foi qualificada pelo insigne Galeno como «amiga do fígado». Tanto as raízes como as folhas contêm inulina e levulose, glícidos que favorecem as funções do fígado. Mas a maior parte das suas propriedades medicinais devem-se aos princípios amargos que contém, os quais actuam estimulando todos os processos digestivos.
No estômago actua como eupéptica, aumentando a secreção dos sucos gástricos. Por isso, para as digestões pesadas, dá mais resultado uma chávena de chicória depois da refeição, do que uma colherzinha de bicarbonato. Além disso, tomada antes das refeições, é um poderoso aperitivo, que abre o apetite das crianças e dos adultos.
No fígado, favorece a secreção da bílis (acção colerética), necessária para a digestão das gorduras. Além disso, activa a circulação portal e descongestiona o fígado.
No intestino, activa os seus movimentos (acção laxante). Uma chávena de chicória pela manhã, em jejum, ajuda a vencer a preguiça intestinal e a prisão de ventre. Também tem uma certa acção vermífuga que ajuda a expulsar os vermes intestinais.
Por tudo isto, as indicações da chicória são: inapetência, atonia gástrica, digestões pesadas, dispepsia biliar devida a deficiente funcionamento da vesícula biliar, congestão hepática, hipertensão portal, prisão de ventre, parasitas intestinais (1,2,3).
A chicória possui ainda um suave efeito diurético e depurativo, pelo que se torna indicada nos casos de gota e artritismo (1,2,3).
As folhas tenras e a raiz.
Fonte: www.saudelar.com