Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  China Antiga - Página 3  Voltar

China Antiga

Lenda da Seda

China Antiga

Todos sabem que a seda é invenção única da China. Durante um longo período, o país produzia e usava o tecido com exclusividade.

Nos mitos e lendas da história chinesa, Lei Zu, a concubina do Imperador Xuanyuan da China Antiga, é reconhecida como a criadora da sericicultura.

Conta a lenda que Lei Zu estava bebendo água em uma floresta de amoreira quando alguns bichos-da-seda selvagens caíram dentro de sua tigela. Quando tentou remover os animais, ela descobriu que eles cuspiam uma longa linha. Foi a partir dali que Lei Zu começou a criar bichos-da-seda e usar a linha para fazer produtos têxteis. Assim, ela ganhou o apelido de "Deusa do Bicho-da-Seda" do povo chinês.

Até hoje, a cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, mantém como tradição local um festival é realizado no início de abril para celebrar Lei Zu pela sua contribuição.

De acordo com registros arqueológicos, a seda já era artigo de uso diário há 4.600 anos, antes mesmo da existência de Lei Zu. Em 1958, escavações feitas em Yuhang, na Província de Zhejiang, revelaram artigos como linha da seda, fitas e cordas de seda, todos com mais de 4.700 anos de história. Estes objetos foram carbonizados, mas a identificação clara da disposição das fibras da seda é uma prova importante da qualidade do artesanato naquele período.

China Antiga

Durante a Dinastia Han (206 a.C-220 a.C.), a sericicultura avançou muito, chegando à utilização de 15 fibras de seda para cada fio. A técnica foi descoberta graças às escavações realizadas na Tumba de Mawangdui, da Dinastia Han do Oeste (206 a.C-24 CA), na província de Hunan, centro da China.

A seda se consagrou na lista dos patrimônios culturais do país pelo estilo único da estética oriental. E é por causa dela que os trajes tradicionais chineses se revelam dotados de beleza delicada e elegante.

Da China para o mundo, a seda viajou milhares de quilômetros pela famosa "Rota da Seda". O tecido passou a ter significado político e comercial na história do país, pois foi a Rota da Seda que passou a ligar a China aos países do centro e oeste da Ásia, o que promoveu a abertura aos intercâmbios culturais e à divulgação dos produtos e artesanatos de seda da China.

China Antiga

A partir o século 5 a.C, a China começou a exportar o tecido aos países ocidentais. Por causa dos artesanatos delicados e do design especial dos produtos, a seda chinesa ganhou o nome de "criação do paraíso". Na época, gregos e romanos chamavam a China "Serica" e o povo chinês "Seris", ambas as palavras originárias de "serge", que significa seda.

Conforme os registros históricos ocidentais, a seda chinesa caiu até mesmo no gosto do imperador romano Júlio César, que foi ao teatro vestindo uma toga feita do tecido. Ele atraiu a atenção de todos os espectadores do show com seu traje luxuoso.

China Antiga

No século 4 a.C, a seda chinesa foi levada à Índia. Lá , o tecido ganhou tanto apreço e valor que, durante o século 2 a.C, aquele que era pego roubando seda era posto em reclusão e só podia beber leite, e nada mais, durante três dias.

China Antiga

Entre 138 a.C. e 119 a.C., o imperador da Dinastia Han mandou por duas vezes o embaixador Zhang Qian aos países do oeste da Ásia. O enviado levou artigos feitos em seda aos países cortados pela Rota para promover os negócios bilaterais, além de impulsionar intercâmbios culturais entre os países. Foi assim que começou o modelo de negócio que se estabeleceria na Dinastia Han e seria amplamente desenvolvido até a Dinastia Tang.

Fonte: portuguese.cri.cn

China Antiga

China Antiga
Trecho das Muralhas da China, em Badling

A história da China tem mais de quatro mil anos. Durante a Idade Média, a ciência e as artes chinesas eram mais avançadas do que as européias. Os chineses inventaram o papel, a impressão, a pólvora, e tinham grande talento para a poesia, pintura, teatro e cerâmica. Depois, sua grandeza caiu, e por muitos anos sofreu com pobreza, revoluções e guerras.

Na Europa, os estudos sobre a China foram bastante imprecisos até o início da Era moderna. Antes disso, versões históricas como a de Marco Pólo, atualmente bastante discutíveis, eram utilizadas e aceitas como adequadas.

A virada nessas concepções veio com o impacto das navegações mundiais realizadas no século XVI. Ao se depararem com uma realidade bem diferente daquela concebida pelos seus antecessores medievos, portugueses e espanhóis tiveram que por mãos à obra e iniciaram uma pesquisa maior sobre as civilizações do Oriente, ainda que sobre o seu prisma colonialista e essencialmente cristão.

A iniciativa lusa, em especial, rendeu frutos, já que os missionários por eles levados para as colônias orientais foram, por muito tempo, a fonte principal de informações que toda Europa recebia. Com grande sucesso, os mesmos conseguiram se instalar nas cortes chinesas, possuindo uma significativa influência na assessoria aos assuntos estrangeiros até o século XVIII.

Vejamos a Cronologia tradicional que coloca a cultura chinesa como uma das mais antigas do mundo, junto com as da Índia e do Médio Oriente.

Períodos Tradicional Moderna Arqueologia
3 patriarcas e 5 soberanos: 2852 - 2205 a.C. Período Proto-Histórico
Imperador Yao: 2356 - 2255 a.C. Cerâmica Preta e Pintada
Imperador Shun: 2852 - 2205 a.C. Cultura Yang Shao e Long Shan
Dinastia Xia: 2205 - 1766 a.C. Fase de Transição
Dinastia Shang: 1766 - 1122 a.C. 1500 -1028 a.C. Bronze 1
Zhou anterior:1122 - 650 a.C. 1027 - 650 a.C. Bronze 2
Zhou posterior: 650 - 221 a.C. 700 - 221 a.C. Bronze Tardio e Ferro
Período Qin: 221 - 206 a.C. 221 - 206 a.C. Teoria dos 5 Elementos
Han anterior: 206 a.C. - 9 d.C. 206 a.C. - 9 d.C.
Han posterior: 22 - 220 d.C. 22 - 220 d.C.

Período dos Três Patriarcas e Cinco Imperadores

Os Três Patriarcas e os Cinco Imperadores foram líderes mitológicos da China durante o período aproximado de 2850 a.C. a 2205 a.C., que é o tempo que precede a Dinastia Xia.

Os Três Patriarcas, conhecidos também como os Três Soberanos, são considerados reis-deuses ou semi-deuses que usaram seus poderes mágicos para melhorar a vida das pessoas. Devido a sua grande virtude, eles teriam vivido até idade extremamente avançada, e governaram durante um período de grande paz e prosperidade.

Eles são colocados sob diferentes identidades dependendo do documento.

O famoso livro Registros do Historiador, por Sima Qian apresenta os seguintes nomes:

O Deus Celestial, que governou por 18.000 anos

O Deus Terreno, que governou por 11.000 anos

O Deus Humano, que governou por 45.600 anos

O Yundou shu e Yuanming bao os identifca como: Fuxi, Nüwa e Shennong.

O deus Fuxi e a deusa Nüwa são considerados marido e mulher e ancestrais da humanidade após uma devastadora enchente, e Shennong é o deus que teria inventado a agricultura e foi o primeiro a ter utilizado uma planta para uso medicinal.

O Shangshu dazhuan e Baihu tongyi substitui Nüwa por Suiren, o criador do fogo. O Diwang shiji substitui Nüwa pelo Imperador Amarelo, o lendário ancestral de todo o povo chinês.

China Antiga

Os Cinco Imperadores são lendários reis-sábios de moral perfeita.

De acordo com Registros do Historiador, eles eram:

O Imperador Amarelo

Zhuanxu

Ku

Yao

Shun

Yao e Shun são também conhecidos como os Dois Imperadores, e, junto com Yu, fundador da Dinastia Xia, são considerados posteriormente por confucionistas como modelos de líderes e exemplos de moral na história chinesa. O Shangshu xu e Diwang shiji incluem Shaohao entre os Cinco Imperadores em vez do Imperador Amarelo.

A Canção de Chu identifica os Cinco Imperadores como deuses ligados aos pontos cardeais:

Shaohao (Leste)

Zhuanxu (Norte)

Imperador Amarelo (Centro)

Shennong (Oeste)

Fuxi (Sul)

O Livro das Sagrações combina os Cinco Imperadores com as Cinco Linhagens, o que compreende:

Youchao-shi

Suiren-shi

Fuxi

Nüwa

Shennong

O primeiro imperador chinês historicamente registrado e oficialmente considerado pela historiografia ocidental é Qin Shi Huang.

Período Xia

China Antiga
Bronze da Dinastia Xia

A história chinesa documentada possui um certo espaço na passagem entre o seu período proto-histórico e aquela que seria considerada a sua primeira dinastia organizada, a Dinastia Xia, cujas datas tradicionais a colocam entre 2205 - 1766 a.C.

As culturas primitivas, como de Yangsho e Longshan dão-nos alguns testemunhos do processo formativo da civilização chinesa, mas as conexões com uma possível organização política de caráter real ainda são incertas. No entanto, as verosimilaridades permitem-nos inferir que haja uma relação cultural entre as mesmas, ou até um movimento de continuidade.

Igualmente incertos são os antecedentes da cultura Yangshao, que hoje é generalizadamente reconhecida como a génese da cultura chinesa por causa da influência permanente que a sua agricultura auto-suficiente exerceu sobre as tribos que a partir daí se consideraram o povo chinês. Fisicamente, os habitantes das aldeias Yangshao são parecidos com os atuais chineses das províncias do Sul, mas isso não deixa de fazer sentido se nos lembrarmos como, durante a era imperial, a invasão dos Nômades transformou a China do Norte em um cadinho de mistura de raças.

Mas, mesmo a partir da era dos Zhou, em que se passou a dispor mais facilmente de fontes literárias, é óbvio que o critério para definir quem pertencia ao mundo chinês passava mais pela consciência duma herança cultural comum do que pela afinidade étnica. Antes de se ter esgotado o período de cultura Yangshao surgiu outra cultura, chamada Longshan por ter sido descoberta em 1929 perto de Longshan ou "Montanha do Dragão", na localidade de Chengziyai, província de Shangdong. Com efeito, os baluartes retangulares de terra amassada antecipam a longa tradição de cidades fortificadas que em breve seriam inauguradas pelos Shang; além disso, a área de implantação que eles abrangiam era mais de cinco vezes maior do que a que se acolhia dentro do fosso defensivo de Banpo.

Outras semelhanças com os tempos posteriores eram, por exemplo, as técnicas de adivinhação, as formas das peças de olaria e, o que não deixa de ser interessante, uma série de tabuletas de oleiros que são idênticas a caracteres descobertos em inscrições de oráculos de Shang. Seja uma evolução da cultura Yangshao, seja uma tradição oriental distinta com pontos de contato que se estendem para nordeste até à Sibéria oriental, a de Longshan caracteriza-se essencialmente pela sua olaria avançada, uma louça fina, muito polida, cinzenta ou preta, que mostra sinais de ter sido feita com roda. Esta cultura floresceu até ao princípio da idade do bronze, pouco depois de 1800 a. C., e os seus vestígios aparecem por baixo dos dos Shang, na província de Henan, sede desta dinastia.

A considerações feitas pelos autores da década de 80, porém, não permitiam ainda confirmas a existência dos Xia. A ausência de vestígios arqueológicos só se deu recentemente, e poucos manuais tiveram oportunidade de reproduzir esta atualização das descobertas históricas chinesas.

Pouco ainda se sabe sobre eles, e muito provavelmente sua história está intimamente ligada as dos Shang, cuja sobrevivência política e documental permite-nos definir melhor seu quadro de existência.

As descobertas arqueológicas apontam, no entanto, para a imensa riqueza técnica e artística dos mesmos:

Na Idade do Bronze, que durou cerca de 2 mil anos na China, a dinastia Xia é o período inicial no desenvolvimento da tecnologia do bronze e que lançou sólidas bases para a sua prosperidade. Os objetos de bronze da última fase da dinastia desenterrados na relíquia de Erlitou podem ser classificados em categorias de serviços de vinho, serviço de cozinha, armas, instrumentos musicais, ferramentas e adornos.

Dinastia Shang

A civilização Shang é conhecida, também, como Idade do Bronze Chinês ou Época da Realeza Palaciana. No entanto, ambos os termos são um tanto quanto imprecisos. Na época Shang, a metalurgia do Bronze desenvolveu-se tecnicamente de forma rápida e avançada, ultrapassando em muito as conquistas do Ocidente.

No entanto, houve também um relativo domínio do ferro, que, no entanto, conviveu muito tempo com o bronze sem substituí-lo. E, quando o ferro passou a ser utilizado mais amplamente, na época dos Qin-Han, uma das etapas de transição (a do ferro martelado para a do ferro fundido) parece não ter existido, conquanto as técnicas do bronze possam ter sido utilizadas como substitutas para tal fim.

Os Shang também dominavam a construção de carros de combate, com os quais guerreavam e eram enterrados: e até a época Han estes foram utilizados de forma ampla.

Os Shang pareciam ser um grupo étnico fortemente vinculado a cultura Longshan, evidenciado por algumas semelhanças em suas culturas materiais: uso de muros de terra batida em torno das cidades, utilização de ossos e tartarugas em artes divinatórias, e um estilo artístico próprio que aparecia nas cerâmicas antigas (preta e pintada). Há um hiato, no entanto, entre o surgimento dos Shang e a civilização Longshan; a primeira surge, nos depósitos arqueológicos, longe dos tempos ceramistas, dominando uma avançada técnica de emprego do bronze; como os homens da cultura Longshan e os da cerâmica cinzenta, os Shang fizeram grande uso da madeira para as suas construções e a sua baixela. Toda uma série de vasos de bronze – aqueles cujas formas são angulares – seriam cópias de vasos de madeira.

Por outro lado, a arte dos Shang é uma arte animalista, não apenas na decoração como nas formas, dando provas, num tal domínio, de uma fantasia e um gênio inventivo surpreendentes (vasos em forma de carneiros, de corujas, de rinocerontes, de elefantes). Só pela sua arte, a civilização chinesa da época dos Shang apresenta-se já, praticamente, tanto como uma civilização de caçadores e criadores como de agricultores'.

O Bronze, aliás, é a grande marca dos Shang: inúmeras coleções de recipientes dos mais variados tipos e funções são normalmente encontradas nas tumbas deste período.

O estilo artístico empregado em sua confecção (já nesta época realizada em pré-moldados) manifesta os elementos identificadores da cultura Shang. Sua composição étnica é comprovada pelo estilo inconfundível dos vasos rituais trípodas e pela máscara Tao Tieh, motivo decorativo vulgar (e aparentemente estatal) que identificava o grupo. Soma-se a isso a escrita, que aparece nos cascos de tartaruga e ossos animais para realização de presságios e oráculos. Este sistema de inscrições está parcialmente decifrado, e possui conexões com os ideogramas que comporiam a escrita chinesa tal como conhecemos hoje.

China Antiga
Mapa na Dinastia Shang

O aspecto ritual e religioso desta sociedade é de suma importância, tendo em vista a quantidade de achados do gênero: sacrifícios constantes de carne e vinho de arroz eram feitos aos deuses (que tinham características transitórias entre o Zoomorfismo e o Antropozoomorfismo) e depositadas em urnas especiais, das quais muitas sobreviveram graça a sua qualidade. Por vezes, os mesmos ritos buscavam atrair reis mortos e grandes antepassados.

As tumbas Shang demonstram que havia a prática da servidão e do escravismo, já que eram feitos holocaustos maciços de condenados, presos e pessoas dedicadas em vida (e também, na morte) ao nobre falecido. Este era enterrado com seus pertences materiais, armas, animais e os mesmos servidores degolados, cuja cabeça era depositada em separado do corpo.

Os primeiros indícios da escrita também surgem através da prática religiosa: ideogramas primitvos aparecem, gradualmente, em ossos e carapaças de tartaruga utilizados com fins oraculares. Estas inscrições são a chave para compreender as origens do sistema logográfico chinês, situando como a mais antiga escrita viva em todo mundo.

Os Shang não eram também um grupo disperso: apesar da vida organizada em cidades semi-autônomas, parece ter havido a ascensão de reis responsáveis pela administração dos interesses coletivos das comunidades.

Três são os motivos que nos levam a crer nisso: primeiro, a construção de cidades centrais (capitais), dentre as quais se destaca Anyang, responsável pela articulação e reprodução do poder Shang; parecem ter-se organizado como uma forma de cidade-Estado sob uma monarquia que, no início, foi muito forte.

Havia aldeias-satélites não muito longe da capital central e o Estado tinha meios de controlar as comunidades a uma grande distância. Mais de 50 sítios com restos dos Shang, nove deles de grande, importância, foram identificados na região do rio Amarelo e da planície da China setentrional.

A localização da capital murada sofria mudanças, e dois dos mais importantes sítios foram Zhengzhou (provavelmente a antiga capital de Ao), fundada durante o reinado do décimo monarca e ocupada desde c. 1500 a 1300, e Anyang, também conhecida como Grande Shang, que data do tempo do 19º rei, em 1300, até a queda da dinastia em 1027 a.C.; em segundo lugar, a necessidade existente de resistir às invasões daqueles que eles julgavam ser “bárbaros”, na verdade povos nômades ou mesmo outros reinos que conviveram com esta dinastia no espaço físico da China Antiga; por fim, o fato de existirem listas com as gerações reais que coincidem, com precisão razoável, com as apresentadas por Sima Qian no Shi Ji.

O domínio dos mesmos se restringiu bastante à região norte, e suas fronteiras viviam em constante tensão e conflito. Seu modo de vida, essencialmente agrícola, apresenta uma certa inclinação pecuária que se refletia nos hábitos alimentares e nos sacrifícios.

Existem indícios de que a agonia dos Shang, em torno do século XI, se deu pela fragmentação de seu poder interno, aliado ao contexto de invasão externa que teria sido promovido pelos grupos constituidores da dinastia posterior, os Zhou. Os elementos que denotam a diferenciação entre estes estrangeiros e os Shang estão presentes, por exemplo, nas questões religiosas.

Uma das primeiras medidas Zhou foi acabar com a prática dos sacrifícios humanos quando da morte de nobres: estes foram substituídos por estátuas de pedra ou madeira. Os Zhou aparecem como mais guerreiros, dinâmicos, mas com uma mentalidade aberta o suficiente para absorver os elementos culturais e técnicos que mais lhes interessavam dos Shang. É o caso dos estilos artísticos e da manutenção do Bronze. No entanto, ocorreu uma transformação no sistema político e social, já que os Zhou instauraram um novo tipo de regime monárquico feudatário.

Assim sendo, parece-nos que os Shang foram o primeiro grupo organizado, na civilização chinesa, a partir de uma série de reminiscências proto-históricas que lhes garantem seu caráter.

No entanto, vemos que outros grupos conviveram com os Shang em seu período de existência, o que nos faz concluir que a construção confucionista de uma história dinástica e étnica linear não era precisa: os Zhou seriam, em essência, uma fusão da cultura Shang modificada com os elementos trazidos por outros grupos étnicos habitantes de um espaço entre noroeste e o alto sudoeste chinês. E com os Zhou se iniciaria, no imaginário chinês, o “grande período de Ouro”.

André Bueno

Fonte: www.passeiweb.com

voltar 12345678avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal