A China tem muitas paisagens, muito diferentes umas das outras, mas é composta principalmente por planaltos e montanhas no oeste e terras mais baixas a leste. Consequentemente, os rios principais fluem de oeste para leste (o Chang Jiang (Yangtze), o Huang He (centro-leste), o Amur (nordeste), etc.), e por vezes para sul (Rio das Pérolas, Mekong, Brahmaputra, etc.). Todos os rios desaguam no Pacífico.
A maior parte das terras aráveis da China situam-se ao longo dos dois maiores rios, o Chang Jiang (Yangtze) e o Huang He, e ambos são centros em redor dos quais se fundaram as principais civilizações antigas da China.
A leste, ao longo das costas do mar Amarelo e do mar da China Oriental, encontram-se largas planícies aluviais, densamente povoadas. A costa do mar da China Meridional é mais montanhoda e o sul da China é dominado por colinas e por cadeias montanhosas mais pequenas.
Para oeste, o norte possui uma grande planície aluvial, e o sul contém uma vasta meseta calcária, atravessada por cadeias montanhosas de elevação moderada relativamente à meseta, culminando nos Himalaias e no ponto mais elevado do país, o monte Evereste. A parte noroeste também inclui planaltos elevados, entre paisagens de deserto mais árido, como o Takla-Makan e o deserto de Gobi, que se têm vindo a expandir. Devido a uma seca prolongada e talvez a más práticas agrícolas, tempestades de poeira têm-se tornado habituais na primavera na China.
Durante muitas dinastias, as fronteiras sueste da China têm sido marcadas pelas montanhas elevadas e vales profundos do Yunnan, que separam a China moderna da Birmânia, Laos e Vietname.
O clima da China varia bastante. A zona norte (na qual se situa Pequim) tem um clima com invernos de severidade árctica. A zona central (que inclui Xangai) tem em geral um clima temperado. A sona sul (onde se situa Guangzhou) tem geralmente um clima subtropical.
As formações paleozóicas da China, exceptuando apenas a parte superior do sistema carbonífero, são marinhas, enquanto que os depósitos mesozóicos e terciários são estuarinos, de água doce ou de outra origem terrestre. Grupos de cones vulcão|vulcânicos ocorrem na Grande Planície do norte da China. Nas penínsulas de Liaodong e Shandong, existem planaltos basálticos.
Fonte: pt.wikipedia.org
A topografia chinesa caracteriza-se pela imponência de suas cadeias montanhosas, quer pela altitude, que aumenta em direção a oeste, quer pela extensão, pois as montanhas ocupam um terço do total do território. Em função do clima, da geologia e do desenvolvimento geomorfológico, a China divide-se em quatro regiões distintas: a oriental, a sul-ocidental, a norte-ocidental e a litorânea.
Região oriental. No leste do país predominam planícies com altitude inferior a 200m. A região, banhada por rios abundantes e caudalosos, é a que oferece melhores condições de vida na China, pois os solos férteis e o clima úmido favorecem a agricultura e permitem altos índices de concentração populacional. A planície do nordeste estende-se pela região histórica da Manchúria. É uma área muito fértil, circundada por montanhas antigas: o grande Khingan no oeste, o pequeno Khingan no norte e os maciços de Changbai no sudeste.
O território, repleto de falhas geológicas, é muito
instável. Em 1976, um abalo sísmico acarretou a morte de centenas
de milhares de pessoas.
No sul encontra-se a grande planície, larga faixa de terra que se prolonga
de Pequim a Xangai. Essa fértil planície aluvial, cuja horizontalidade
dificulta o escoamento dos rios, é interrompida por alguns acidentes
como o maciço de Shandong (Shantung), que alcança altitude máxima
no Tai Shan (1.532m).
A oeste dessa vasta planície estendem-se regiões acidentadas,
entre as quais se destacam os planaltos de Shanxi (Shansi) e Shaanxi (Shensi),
de 1.200 a 1.600m, situados nos dois lados do rio Huanghe (Huang Ho ou Amarelo).
Essa zona, modelada pela erosão fluvial, acha-se coberta por loess,
os solos mais férteis da China.
No sudeste, o relevo apresenta-se também bastante irregular.
É uma região de elevações de altitude inferior a dois mil metros, cuja complexidade as transforma num obstáculo difícil de transpor. A altitude máxima ocorre nos montes de Nanling (1.922m). A oeste de Nanling abre-se uma faixa mais elevada, composta de materiais calcários. Trata-se dos planaltos de Yunnan e Guizhou (Kweichow), onde abundam os fenômenos cársticos. Embora, em média, a altitude seja inferior a dois mil metros, os montes Dieqiang (Tiechiang), no oeste, ultrapassam 3.680m.
Os planaltos predominam no relevo do noroeste. O planalto de Xinjiang (Sinkiang) divide-se em dois grandes conjuntos por uma cordilheira no sentido leste-oeste: os Tianshan ou montes Celestes, cuja altitude máxima ocorre no pico Pobedy (7.439m). A parte norte do planalto é formada pela depressão de Dzungária, com altitude inferior a 500m. A parte sul de Xinjiang é uma grande bacia com altitudes que oscilam entre 700 e 1.400m e cujo setor central é constituído pelo deserto de Taklimaken, um dos mais inóspitos do mundo.
Rodeiam essa bacia altas montanhas: os montes Kunlun no sudoeste, os Tianshan
no norte e no leste os montes Altun.
O planalto da Mongólia Interior, a leste de Xinjiang, é um território
que atinge mil metros de altitude média e cerca a República
Popular da Mongólia. Apresenta topografia plana e clima árido,
o que explica a formação de desertos pedregosos e de dunas,
como os de Gobi e Mu Us.
Região do sudoeste. Os planaltos tibetanos do sudoeste constituem um
relevo complexo e muito acidentado, conhecido como o teto do mundo.
O planalto ocidental alcança uma altitude superior a quatro mil metros,
cercado de altíssimas montanhas: ao norte os montes Kunlun, onde se
destaca o pico Muztag (7.723m), e ao sul o Transimalaia (ou Trans-Himalaia),
com o monte Gula (7.553m) e o Everest, ponto culminante do planeta (8.848m),
que faz fronteira com o Nepal. No extremo oeste dos Kunlun estende-se a bacia
de Qaidam vasta região semidesértica com altitude média
de cerca de 2.700m.
O litoral chinês. De norte a sul, até a baía de Hangzhou,
o litoral é baixo e arenoso, formado pelo transporte de matéria
aluvial do rio Amarelo e do Yangzi ou Yangtze.
Ao sul de Xangai, a costa torna-se muito rochosa, escarpada e recortada,
e as reentrâncias montanhosas chegam até o próprio mar.
Os acidentes litorâneos mais importantes são as penínsulas
de Liaodong e Shandong, que formam o golfo de Bo ou Zhili; a baía de
Hangzhou, ao sul de Xangai; a baía próxima de Cantão
(Guangzhou na transliteração pinyin), flanqueada por Hong Kong
e Macau; e a península meridional de Leizhou, em frente à ilha
de Hainan.
Fonte: www.brasilescola.com
Há três níveis de regiões administrativas na China: províncias, comarcas, e aldeias e cidades. No nível de província, a China é dividida em 23 províncias, cinco regiões autônomas, quatro municípios diretamente sob o governo central, e 2 regiões administrativas especiais, cada uma com um Governo Popular local eleito com poder de decisão sobre determinados assuntos.
As cinco regiões autônomas são regiões étnicas,
onde a maioria dos habitantes pertencem a uma determinada minoria étnica.
São elas:
- a Região Autônoma da Mongólia Interna;
- a Região Autônoma da Etnia Zhuang em Guangxi;
- a Região Autônoma Tibetana;
- a Região Autônoma da Etnia Hui em Ningxia;
- a Região Autônoma do Uighur em Xinjiang.
Nas outras províncias, há mais prefeituras e comarcas autônomas étnicas, as quais são menores em área e estão administrativamente ligadas às suas próprias províncias de origem.
Os quatro municípios diretamente sob o governo central são administrativamente do mesmo nível das províncias e possuem os mesmos direitos. São elas: Beijing, Shanghai, Tianjin e Chongqing.
As duas regiões administrativas especiais são Hongkong e Macau. Hongkong tinha sido colônia britânica e voltou a ser da China no ano 1997. Macau tinha sido colônia portuguesa até o ano 1999. Em questão de respeitar a história e a realidade, as duas cidades voltaram a ser da China mantendo seus sistemas económicos e políticos.
Até o final do ano 2001, a China possuía 664 cidades.
Fonte: minhachina.com
Área: 9.536.499 km².
Hora local: +11h.
Cidades: Xangai (aglomerado: 13.659.000 em 1996;
Pequim (Beijing) (aglomerado: 11.414.000 em 1996;
A China tem aproximadamente 9.572.900 km2 de área e é o terceiro maior país do mundo.
Em muitos aspectos, o desenvolvimento do país foi determinado pela sua geografia.
A China tem desertos, montanhas e bacias hidrográficas férteis, assim como possui alguns dos pontos mais altos e mais baixos da Terra.
A maior parte dos recentes avanços econômicos ocorreram nas províncias da costa leste do país, enquanto muitas áreas rurais do interior ainda vivem na pobreza.
Com 1,3 bilhão de habitantes, a China possui 20% da população
mundial. Mas regras rígidas e mudanças no estilo de vida têm
feito a taxa de crescimento populacional cair.
A maioria dos casais das grandes cidades está sujeita à conhecida
"política do filho único". Na zona rural, as famílias
podem ter uma segunda criança se a mais velha for uma menina.
A China também está vivendo uma enorme corrente migratória interna, de pessoas que deixam o interior rumo às cidades da costa leste.
Em 1950, a população urbana representava menos de 13% do total. Agora, está em 40%, e deve chegar a 60% em 2030.
Os chineses han representam até 92% da população da China, que também abriga outros 55 grupos étnicos.
Essas minorias em geral vivem nas áreas de fronteira.
O governo chinês enfrenta dois conflitos separatistas no oeste do país, com os tibetanos e os uighur.
Além disso, uma onda de violência na província de Henan, em 2004, criou temores de que as relações entre os grupos minoritários e a maioria han se deteriorem.
O crescimento econômico rápido e desordenado tem provocado sérias
desigualdades sociais agravando as disparidades regionais.
Em 1997, a China começou um dos maiores processos de privatizações
de suas 300 mil estatais (JIANG ZEMIN).
Província de GUANDONG vem apresentando notável crescimento industrial devido aos investimento feitos por empresas de Hong Kong e Taiwan;
Criação da bolsa de valores de Pequim e Xangai, a ampliação da produção de bens de consumo, a entrada de capital estrangeiro e outras medidas econômicas.
Uma das principais mudanças no setor agrícola é o estímulo formação das COMUNAS POPULARES que apresenta uma administração integrada ao Estado.
Desde que o regime comunista decidiu abrir a China para investimentos estrangeiros, em 1978, o país se tornou uma das economias que mais cresce no mundo, além de estar entre as dez maiores.
Mas com as taxas de crescimento em cerca de 9%, alguns analistas alertam para um superaquecimento e para o fato de que o resto do mundo pode sofrer o impacto de possível recessão no país.
Nos últimos anos, a China também se tornou um gigante do comércio, conquistando o quinto lugar em exportações.
O crescimento econômico, no entanto, trouxe ao país problemas sociais e na área de meio ambiente.
A China afirma que o número de pessoas pobres na zona rural caiu de 85 milhões, em 1990, para 29 milhões.
Apesar disso, a maneira como o país calcula a pobreza é polêmica, e o Banco Mundial diz que esse número é muito maior.
O país está assistindo ao surgimento de uma nova classe de despossuídos - os pobres das grandes cidades. Isso se deve às demissões em massa nas estatais e à migração interna.
A nova economia também levou ao aumento da desigualdade de riquezas.
O crescimento econômico da China - e o aumento da demanda por energia - gerou um forte impacto no meio ambiente. Um relatório do Banco Mundial, de 1998, mostrou que 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo ficam na China, que também é culpada por parte da poluição atmosférica no Japão e nas Coréias.
A China é o segundo maior emissor de gás carbônico (CO2) do planeta e, como é considerada uma nação em desenvolvimento, ainda não tem que respeitar as exigências de redução.
A água também é outro motivo de preocupação no país. Os rios do norte estão secando, uma situação atribuída ao uso abusivo de suas águas e à profusão de represas. Por outro lado, a urbanização é tida como culpada pelas recentes enchentes que assolam o país.
A sociedade chinesa tem passado por profundas transformações nos últimos anos. Cada vez mais pessoas estão se mudando para os centros urbanos, deixando para trás seus costumes e seu estilo de vida.
Em muitas cidades, arranha-céus dominam a paisagem e marcas ocidentais conhecidas povoam shopping centers recém-inaugurados.
A venda de celulares e computadores disparou, e estima-se que a China tenha 90 milhões de pessoas conectadas à internet - quatro vezes mais que em 2000.
Mas a modernização da China também torna visível um país cheio de contrastes, com milhões de pessoas à margem da prosperidade.
Há 18 anos, a Praça da Paz Celestial, no centro de Pequim, serviu como cenário de grandes manifestações pró-democracia que culmiram com uma forte repressão e a morte de centenas de pessoas.
Os protestos não tinham precedentes na China.
Eles começaram em 15 de abril de 1989 quando o líder reformista Hu Yaobang morreu repentinamente de um ataque do coração em Pequim.
A sua morte comoveu os chineses, que ocuparam as ruas de todo o país para protestar contra a corrupção dentro do Partido Comunista chinês e atacar os conservadores.
Apesar de o governo chinês negar até hoje a existência do massacre, as mortes e as imagens dos tanques nas ruas ainda são lembradas em todo o mundo.
Fonte: professorpereira.blogspot.com