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Língua Chinesa

Os caracteres chineses evoluíram dos desenhos e sinais formando a arte da caligrafia, independente do processo da escrita. O que os calígrafos usam é papel, pincel e tinta e o que escrevem são linhas, entretanto, essas linhas se dividem em várias formas caligráficas e estilos artísticos.

Em quase todas as dinastias da China surgiram calígrafos famosos. A arte e o estilo da caligrafia de cada um constituía a representação típica de uma dinastia. O famoso calígrafo Wang Xizhi, da dinastia Jin do Leste, foi chamado de "santo dos calígrafos". Sua escrita cursiva, bela e majestosa, vivaz e vigorosa, era estimada por todos. Seu filho Wang Xianzhi fazia a caligrafia dos caracteres chineses mais distinta. A dinastia Tang marcou um período de esplendor da caligrafia da China com Ouyang Xun, Zhu Suiliang, Yan Zhenqing e Liu Gongquan como representantes, suas obras são até hoje modelos de caligrafia.

As obras do grande calígrafo moderno Wu Changshuo se destacam pelo estilo conciso e fluido e as estruturas variadas. O calígrafo incrustou caracteres nas pinturas formando sua própria forma de caligrafia e pintura.

Atualmente, não se usa muito o pincel, entretanto, a caligrafia, como arte, é praticada por muita gente. Procura-se escrever caracteres regulares e belos e mostrar as modalidades imponentes da caligrafia dos caracteres chineses.

A Associação de Calígrafos da China e os grupos locais de diferentes níveis desenvolvem sempre atividades. Inclusive em algumas universidades, instituições e empresas existem grupos de calígrafos. Através de discussões, exibições e reuniões, os calígrafos e conhecedores realizam trocas mútuas.

A caligrafia chinesa é como uma rara e exótica flor na história de civilização e é uma preciosidade sem igual na cultura Oriental. Graficamente, é comparada a pintura em sua habilidade para evocar emoção através de uma rica variedade de forma e desenho. Como arte abstrata, exibe o rítmico e harmonioso fluxo da música. E de um ponto de vista prático, é um idioma escrito.

Fonte: www.chinaonline.com.br

Língua Chinesa

A língua chinesa é um idioma (ou família de línguas) que pertence ao ramo sino-tibetano. Aproximadamente a quinta parte dos habitantes da Terra fala alguma forma de chinês como língua materna, tornando a língua chinesa a mais falada no planeta, embora não seja a mais difundida.

É uma língua tonal, isolante e, basicamente, monossilábica, tendendo ao monossilabismo principalmente na variante escrita, enquanto as variantes faladas (notoriamente o Mandarim) costumam fazer amplo uso de palavras dissilábicas e polissilábicas. As raízes lexicais são, no entanto, todas monossilábicas.

Escrita

A língua chinesa, em todas suas variantes, é escrita com logogramas. Com a complexidade e variedade de objetos a serem nomeados, muitos acabam sendo designados por mais de um logograma, de modo que os caracteres postos um ao lado do outro geram um novo significado. Os chineses usam este sistema com espírito e criatividade, como por exemplo representando o conceito de " inquietude" ou "inquieto" colocando juntos os ideogramas "cavalo" e "pulga".

A transliteração dos caracteres chineses para as línguas que usam o alfabeto latino pode ser feita pelo sistema Wade-Giles, criado por dois missionários estadunidenses. Após a Revolução Cultural em 1949, uma comissão de filólogos criou um novo sistema conhecido como Pinyin. Como um exemplo, no sistema Wade-Giles escreve-se "Mao Tsé Tung", enquanto que em Pinyin grafa-se "Mao Zedong". Para indicar os tons podem-se utilizar acentos sobre as vogais, ou ainda números ao final de cada sílaba.

Dialetos

A língua chinesa apresenta grande variedade de dialetos, sendo tamanha a diferença entre eles a ponto de muitos serem incompreensíveis entre si. O idioma mantém a unidade por causa da origem genética comum, e pelo fato de a escrita ser comum a todos eles, transcrevendo idéias (ou melhor, palavras), e não sons. Os principais dialetos do chinês são o mandarim, considerado oficial Beijing é teoricamente falado em toda China, incluindo Taiwan ou ilha da Formosa, o cantonês é falado em Hong Kong, Macau e Cantão; o sichuanês, falado no centro da China (região de Sichuan e Chongqing); e o hakka, falado na porção mais ocidental da China, próxima à fronteira com o Afeganistão.

Gramática

O idioma chinês é um idioma basicamente monossilábico: cada raiz é formada de apenas uma sílaba. As palavras, que podem ser formadas por uma, duas ou mais raízes, sendo, portando, mono-, di-, trissilábicas etc., não são flexionadas; as definições de singular, plural, superlativo, posse etc. são definidas, quando o são, por vários meios (partículas, advérbios, construções sintáticas especiais etc.). Não existe flexão de gênero, número, caso, tempo etc. Também não existem artigos.

Sistema de escrita

A escrita chinesa é caracterizada pela ausência de um alfabeto. No idioma chinês, os grafemas (símbolos ou ideogramas) não transcrevem fonemas, mas significados, e cada grafema pode ser pronunciado de uma forma completamente diferente de acordo com o dialeto. Cada grafema isolado é lido como uma sílaba diferente e, para formá-los, muitas vezes se utilizam elementos diferentes. Por exemplo: para se representar a idéia de "brilho", o grafema combina os das idéias "sol" e "lua". Para representar uma floresta, faz-se o desenho de duas árvores e assim por diante. Quando a palavra tem duas sílabas, cada idéia que a compõe é representada num grafema diferente. Por exemplo, a palavra "computador" é representada com as palavras "eletricidade" e "cérebro".

Existe também um sistema oficial de transcrição dos caracteres chineses para o alfabeto latino, chamado pinyin, mas a escrita tradicional ainda é predominante. Um outro sistema de transliteração é o Wade-Giles, amplamente usado na maior parte do século XX.

Estrutura fonológica

A estrutura fonológica chinesa, como das demais línguas sino-tibetanas, é caracterizada pela diferença na entonação de cada palavra. Assim, uma mesma sílaba pode ter significados completamente diversos, dependendo da entonação utilizada - conferindo certa musicalidade no discurso da fala. Devido a essa característica, não existe acento tônico. O número de tons possíveis varia de um dialeto para outro. No mandarim existem quatro tons e mais um quinto tom neutro. No hakka existem seis tons, no taiwanês, sete tons, e no cantonês, nove tons.

Fonte: pt.wikipedia.org

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