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Chipre

CHIPRE, CRUZAMENTO DE CULTURAS

Herdeira de uma história lendária e exótica, a ilha de Chipre condensa no seu território a influência de três continentes: o europeu, o asiático e o africano. A sua população, o seu território, os seus costumes, a sua comida, tudo está disposto para ser apreciado com assombro.

Donos de um caráter introspectivo e amável, os chipriotas parecem desfrutar da visita dos estrangeiros. Terra de contrastes nas suas paisagens e donos de uma riqueza cultural histórica, a herança grega e turca deixa-se sentir nas suas tradições com particular estilo. Chipre Setentrional, é uma república reconhecida por Turquia. Ocupa, no ocidente um terço da ilha.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Chipre está situado no extremo oriente do Mar Mediterrâneo e distante da Europa e Ásia, tendo a costa africana do Egito à 380 quilômetros. Atravessando o mar, encontra próximas as costas da Grécia ao oeste; Turquia ao norte; Síria e Líbano ao leste; e Israel e Egito ao sul. É a terceira maior ilha do Mediterrâneo, depois da Sicília e Sardenha, e extende-se 240 quilômetros. do leste para o oeste e 96 quilômetros. de norte para o sul. O país divide-se na zona da capital, Nicosia, e as principais cidades de extensa população como Limasol, Larnaka, Pafor, Kyrénia e Famagusta.

FLORA E FAUNA

O clima, a paisagem e a flora são tipicamente Mediterrâneos; por isso não é estranho o território ser tão fecundo e ótimo para a existência de 120 tipos diferentes de flores silvestres. Duas importantes cadeias de montanhas atravessam o país desde o oeste, as chamadas Pentadáktilos, ao norte, e Troodos, ao sudoeste. A paisagem está cheia de contrastes entre a planície central coberta de vinhedos, folhagens de algarrobas e abundantes zonas de sedutoras oliveiras e bananeiras, os altos cumes de vida silvestre e as extensas praias dos arredores; tudo isto convive com inumeráveis vilas e aldeias, que valem a pena serem visitados. Possuem abundantes plantações de frutas e legumes para satisfazer o gosto mais exigente, como maçãs, peras, melões, sandías, ciruelas, figos, morangos, tomates, abacates e cenouras, por citar só algumas.

História

A situação geográfica de Chipre tem permitido ser objeto de sucessivas invasões estrangeiras no decurso da sua história. Igual que Malta e outras ilhas do Mediterrâneo, o seu isolamento no meio do mar e a escassez de proteções naturais têm permitido a intromissão de outros povos. As origens da sua população situam-se no Neolítico, pois existem restos arqueológicos que datam de uns 7,000 a.C. A história conta que os gregos estabeleceram-se na ilha entre o 2500 e o 1050 a.C. começando a influência helênica da zona. Os fenícios também ocuparam a ilha pela zona de Kitiom (atual Larnaka); posteriormente passaram por esta terra fenícios, egípcios e persas. Estes últimos dominaram a ilha até a invasão de Alexandre Magno que reclamou-a, como parte do seu império. Logo após cruéis lutas, o país passou às mãos dos Ptolomeus de Egito.

Chipre foi parte da província da Síria durante o Império Romano e depois foi uma província independente regida por um pró consul. Para o século primeiro da época cristã chegaram São Paulo e São Bernabé em missão evangelizadora, convertendo a Sergius Paulus a quem se reconhece como o primeiro governador cristão da região. Este feito trouxe novos enfrentamentos até dá-se liberdade aos cultos cristãos pelo Edito de Milão do 313. As guerras por motivos religiosos, atreladas às pragas e os tremores que percorriam a zona, destruiram grande parte das construções dessa época. Uma vez dividido o Império Romano, Chipre ficou sob a influência bizantina. Os novos tremores, do século quarto, quase acabaram com as principais cidades, e assim foi como a reconstrução do país determinou a nova capital em Constância. No ano 488 o Arcebispo de Chipre gozou de plena autonomia para governar a ilha.

Os árabes invadiram no século VII tendo que defender a zona dos ataques dos piratas e corsários da época. Em 1191, o governador de Chipre rejeitou ajudar os sobreviventes do naufrágio de vários barcos da frota de Ricardo I da Inglaterra, que se dirigiam para a Terra Santa, durante a Terceira Cruzada. Ricardo invadiu a ilha e posteriormente, casou-se com Berenguela de Navarra, coroada rainha da Inglaterra em Limasol. Ao mesmo tempo, o Rei vendeu a ilha aos Templários por 100.000 dinares e estes fizeram o mesmo a um cavalheiro cruzado francês.

Durante o domínio da França, Chipre viveu a instauração da igreja católica no país. Ainda conservam-se construções desta época, como as Catedrais de Nicosia, Famagusta e Balapis. A última rainha francesa, Caterina Cornaro, deu Chipre ao reino de Veneza em 1489. A chegada dos venezianos significou a construção de diversos fortes para defender-se dos ataques turcos e a destruição da maior parte dos edifícios antigos. Isto não impediu sucumbir perante a força turca no século XVI e assim, o império otomano governou até o século XIX, quando caiu perante a rebelião grega que também teve lugar em Chipre.

A expansão colonialista britânica chegou à ilha com a Convenção de Chipre de 1878. Porém, a parcial ocupação otomana continuou até 1923, data em que Turquia desistiu de qualquer possível direito sobre Chipre. Em 1925 declara-se definitivamente colônia britânica.

Os enfrentamentos que começaram em 1955, e duraram quase um lustro, deram passo à obtenção da total independência, em 1960. Assim o país entra nas Nações Unidas, no Conselho da Europa, na Comonwealth e no movimento de países não-aliados. Chipre converteu-se em um estado independente, logo de 3,500 anos de história e a direção da nova república foi assumida pelo presidente Archevêveque Makarios. A comunidade turca respondeu algumas cláusulas da constituição de 1960 e foi assim, em 1974 aconteceu o golpe de Estado que permitiu aos turcos a ocupação da zona norte, 37% do território, uns 200.000 chipriotas de origem grega (40% da poblação), têm-se convertido em refugiados do seu próprio país.

Arte e Cultura

A cultura chipriota é muito rica em tradições históricas. As inumeráveis construções de herança grega e turca constituem verdadeiros tesouros nacionais. Também pode-se encontrar mostras da mitologia grega em construções e obras escultóricas. Encontram também, numerosas igrejas e mosteiros de estilo colonial. Os artesãos costumam fabricar verdadeiras belezas elaboradas em vime, ouro e prata.

Locais Turísticos

NICOSIA, A CAPITAL

Tem sido a capital de Chipre desde o século X e está limitada ao norte pelas montanhas de Kirenia, e a cima de Pentadaktilos (a cima dos cinco dedos), chamada assim pela sua forma particular. É uma pequena cidade onde tudo encontra-se tão perto que pode-se percorrer completamente a pé. Nicosia está situada quase na metade da ilha, dividida entre a zona turca e chipriota por uma barreira chamada "linha verde" pelas tonalidades dos campos que rodeam-a. É a sede do governo e os seus moradores chegam a 177.000 habitantes.

A zona antiga da cidade está rodeada de muralhas e bastiones que construiram os venezianos como fortes de defesa dos constantes ataques estrangeiros. O bairro popular chama-se Laiki Yitonia, que significa algo assim como, a quarta parte folclórica, cujas quadras peatonais têm sido reconstruidas com esmero, mantendo a atmosfera dos tempos passados. Está rodeada de casas tradicionais e zonas, onde trabalham os artesãos, como fizeram os seus antepassados anos atrás. As ruas são estreitas e nelas acham-se algumas igrejas e edifícios antigos. Podemos citar o antigo arcebispado que aloja o Museu de Arte Popular e o edifício do Museu de Arte Bizantina, que possui uma interessante coleção de íconos.

O Novo Arcebispado é o centro da igreja ortodoxa chipriota. Muito perto também encontra-se o Museu da Luta Nacional, a Catedral de São João e o Centro Cultural da Municipalidade que está na antiga Porta de Famagusta, antiga entrada à cidade murada.

Existem duas ruas muito comerciais, Lidra e Onasaguru, em cujo fundo encontra-se a famosa "linha verde" que divide o país. Ali está a Praça da Liberdade que liga a zona velha com a parte moderna e que tem-se convertido no centro neufrálgico de Nicosia.

Na zona moderna situam-se os principais hotéis, escritórios, e outros estabelecimentos oficiais e privados. Ressalta o Palácio Presidencial, situado em uma formosa colina rodeada de jardins. Foi a antiga residência do governador britânico e ainda guarda na sua construção o estilo colonial da época.

Por esta zona acha-se o Museu Arqueológico de Chipre que vale a pena visitar, pois nele conservam-se coleções representativas da vida chipriota, desde o neolítico até a época romana. A figura mais venerada deste recinto é a Vênus de Soli, a representação feminina por excelência. É uma bela musa com um turbante na cabeça, de mirada altiva e cujos braços têm sido cortados. A 8 quilômetros da cidade está Jirokiti, um assentamento neolítico de mais de 6,000 anos de antigüidade. Aí foram encontrados os restos que guarda o museu.

LIMASOL E A SUA VIDA NOTURNA

A cidade de Limasol, situada na costa sul do país é uma estação balneária e é considera a segunda cidade em importância. Tem 135.000 habitantes e extende-se 12 quilômetros entre o velho porto e o porto esportivo. Os tradicionais cruzeiros que percorrem o Mediterrâneo atracam nas suas costas. O principal atrativo de Limasol é a sua vida noturna, assim como, o Festival do Vinho que celebra-se cada ano, os carnavais, o festival do antigo drama grego e o festival internacional de arte. Está bordeada pelas montanhas de Troodos e os vinhedos dos arredores. Na zona ocidental é onde tem-se estabelecido os hotéis de turistas. Conta com uma ampla gama de tabernas, cervejarias, clubes, restaurantes, discotecas e todos os centros noturnos imagináveis. A Passagem de Santo Andrés é o mais concorrido pelos visitantes para percorrer a pé a vista das costas e visitar a zona comercial. As mais famosas lojas e armazéns encontram-se muito perto na Avenida Makarios.

Também pode-se visitar as bodegas dos arredores, para degustar o vinho chipriota e conhecer o processo da sua elaboração. Outro atrativo turístico constitui o antigo Castelo de Limasol, onde casaram-se Ricardo Coração de Leão e a rainha Berengaria de Navarra, em 1191. Hoje é um precioso Museu de Cerâmica Medieval.

LARNAKA

Continuando o percurso da costa para o leste, está Larnaka, outra cidade costeira dedicada ao turismo nacional e internacional. O Porto de lazer de Larnaka costuma ser o lugar ideal para os milionários gregos e chipriotas, que atracam neste local, as suas embarcações de passeio e esportivas. Tem capacidade para mais de 200 iates. O passeio marítimo ou Passeio das Palmeiras que bordea a costa está dominado por um Castelo-Forte, convertido no centro cultural da localidade. Aqui encontram-se os principais hotéis de luxo e muito perto o aeroporto internacional.

Conta a lenda que Kition, como era chamada antigamente, foi fundada por um Khittim, um neto de Noé. O nome atual de Larnaka corresponde ao grego "larnax", que significa sarcófago. Diz-se que na zona encontraram numerosos enterramentos da época na qual a civilização Micênica, proveniente de Grécia, estabeleceu um porto que utilizava-se para o comércio do cobre. Os restos de muralhas ciclópeas e templos meciânicos dão mostra disso.

No centro da cidade encontra-se a Igreja de São Lázaro, patrono da cidade, que foi enterrado em um santuário. Em homenagem ao homem que foi ressuscitado por Cristo, de quem contam que chegou até Chipre e evangelizou estas terras, convertendo-se no seu primeiro bispo.

PAFOS

Outro lugar de interesse é Pafos, situado na zona oeste da ilha. Ai encontram-se os famosos Jardins de Afrodite, um lugar de impressionante beleza que convida ao relaxamento. Aquí acha-se o famoso Forte de Pafos e mostras históricas da mitologia grega de excepcional beleza que têm sido consideradas pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade.

AGIA NAPA

Na Ponta Sudeste da ilha encontra-se o Porto de Agia Napa, singular pela sua beleza e situação. Esta é também uma zona de praias visitadas por numerosos turistas. Destacam a Baia de Agia Napa e a Baia de Protaras, assim como, as igrejas e mosteiros da zona.

Gastronomia

Geralmente quando falar da comida típica de um país costuma-se citar um dos ou três pratos tradicionais. Mas em Chipre o prato mais popular chega a estar composto até por 30 comidas diferentes. Como o lee, trata-se do Mézé que, como su nome o indica, é uma mistura. Consiste em uma mostra de todas as especialidades que têm sido cozidas em um restaurante ou taberna ao longo desse dia.

A tradição indica que pode-se servir de tudo: entradas de diferente tipo, saladas, moussaka, kebabs, peixe fresco, frango e até sobremesas como o baklava e os lokoumades (doces orientais embebidos no mel).

A maturidade chipriota é herdeira dos costumes gregos e turcos, devido à aproximidade geográfica que tem influido em diversas expressões da cultura do país.

Assim, encontramos pratos típicos gregos como o moussaka que não falta em nenhum restaurante. São muito habituais os estofados de carne com abundante cebola e o cordeiro elaborado de diferentes maneiras, como o tava (cordeiro cozido a base de cebola) o kleftiko (cordeiro cozido ao fogo lento no forno).

Também é típico o pão de sésamo, chamado kuluri, o qual come-se com azeitonas verdes. O queijo local tem um sabor forte e chama-se jalumi. Normalmente serve-se cru ou na brasa.

A influência turca deixa-se sentir em pratos como o suvlaki stim pita, que é uma espécie de kebab (brocheta) para levar que se toma dentro do pão de pita.

Como bom país mediterrâneo, Chipre tem uma boa tradição vitivinícola pois não falta em nenhuma mesa uma boa garrafa de vinho. O mais apreciado é o kumandaria que é um vinho doce muito agradável.

Finalmente, para terminar a comida, pode-se pedir um café do país, que serve-se sem açúcar e chama-se skettos.

Compras

Em Chipre pode-se comprar de tudo, especialmente as reproduções em miniatura das riquezas artísticas do país. Pode-se adquirir também os artesanatos da região, têxteis, joalheria, vinhos e souvenirs das zonas costeiras.

População e Costumes

Os chipriotas são pessoas de costumes formais; por isso é uma descortesia fazer soar desnecessariamente a buzina de um carro, ao percorrer as ruas. Estão muito acostumados à hora da sesta, que realizam entre às 13 e 16 horas. A amabilidade é um marco característico do morador da zona; físicamente parecem-se muito aos gregos, dos que têm herdado também o carácter jovial unido à maioria dos nomes.

Diz-se que os povoadores padecem de "philoxenia": amor ao estrangeiro, pela cordialidade com que tratam-nos. Convivem também na ilha comunidades turco-chipriotas musulmanas e minorias maronitas, armênias, católicas e protestantes. São muito respeitosos com seus costumes religiosos, assim que deverá ter atenção na maneira de vestir, quando visitar uma igreja ou mosteiro.

Embora seja um país muito moderno nas zonas urbanas, no interior a população ainda segue vivendo em aldeias tradicionais, onde muitas famílias estão acostumadas inclusive a fabricar o seu próprio vinho.

A maioria dos habitantes fala grego ou turco, embora não há problemas para comunicar-se em inglês, pois é um idioma bastante extendido na região. A população é de pouco mais de 662.000 habitantes, dos quais, 130.000 acham-se na parte norte, ocupada militarmente pelos turcos desde 1974 constituindo uma zona inacessível para os turistas.

ENTRETENIMENTO

As atividades que podem ser realizadas em Chipre são numerosas. Nas zonas costeiras os estabelecimentos estão preparados para facilitar os instrumentos necessários para qualquer tipo de esportes aquáticos, tais como, o surfing, o windsurfing, o mergulho, o piragüismoou simplesmente os passeios turísticos em cruzeiros.

Na zona da cordilheira de Troodos existem pistas de esqui e a paisagem é parecida a qualquer zona de alta montanha, ideal para realizar esportes como o trekking e montanhismo.

FESTIVIDADES

As festividades chipriotas estão relacionadas com os cultos religiosos católicos e as estações do ano. É muito popular a festa dos Carnavais nas zonas costeiras e o singular Festival Anual do vinho, o qual as bodegas oferecem grátis durante dez dias os seus vinhos aos visitantes. Celebra-se em setembro em Limasol.

Também pode encontrar numerosos restaurantes chineses, italianos, árabes ou hindus e clubes noturnos que reproduzem as festas populares.

Os dias festivos oficiais são o 1 de Janeiro Ano Novo, 6 de Janeiro, 17 de Setembro, 1 de Outubro (Dia da Independência) e as diferentes festas ortodoxas.

Transportes

Avião

Pode-se chegar à ilha através dos vôos internacionais que chegam aos aeroportos de Larnaka e de Pafos.

Barco

O Porto de Limassol recebe muitos cruzeiros internacionais. Tanto neste como nas outras zonas costeiras, poderá utilizar as pequenas embarcações que visitam os pontos mais importantes da ilha.

Transporte Público

Nas cidades mais importantes quase não é necessário utilizar transportes públicos, pois a maioria dos lugares ficam a uma distância para chegar a pé. Podem-se utilizar os serviços de taxis e ônibus para percorrer distâncias mais longas.

Fonte: www.rumbo.com.br

Chipre

O Chipre apresenta uma situação política muito especial: uma parte do seu território encontra-se ocupada por um país terceiro, a Turquia.

A economia Cipriota é dominada por esta divisão do território, a área a sul (Grega) controlada pelo governo cipriota e a zona norte administrada pela Turquia.

A economia cipriota-grega é próspera mas muito susceptível a choques externos. A economia cipriota-turca tem cerca de 1/5 da população e 1/3 do rendimento per capita da zona sul.

Ficha do País

Área: 9,251 Km2
População: 758, 363 mil habitantes (2000);comunidade cipriota-grega 78% e comunidade cipriota -turca 18% e outras.
Designação Oficial: República do Chipre
Data da atual Constituição: 1960
Capital: Nicosia (195.300 habitantes)
Outras cidades importantes: Limassol, Larnaca, Paphos, kyrenia, Famagusta e Morphou
Religião: Grega Ortodoxa
Língua: Grego e Turco são ambas línguas oficiais.
Unidade Monetária: Libra Cipriota 100 cents = 1,74 euro

O Chipre é uma economia de mercado, que tem como principais motores de desenvolvimento o turismo e o setor dos serviços, onde se concentra cerca de 65% da mão -de-obra. Se bem que a economia cipriota registe um rápido crescimento e a taxa de inflação esteja controlada, persistem dificuldades nos desequilíbrios macro-econômicos e orçamentais.

O Chipre tem uma situação econômica considerada de sucesso e foi classificado pelo Banco Mundial como um país de elevado rendimento.

No mercado de trabalho, o nível de desemprego é baixo mesmo entre grupos considerados vulneráveis. A economia beneficia de uma cooperação estreita entre o setor público e os parceiros sociais, durante a última década o Chipre intensificou as relações econômicas com a Europa, sendo hoje a União Europeia o maior parceiro comercial do Chipre, com cerca de 57% da importações e 51% das exportações.

Comércio

Mais de metade das importações do Chipre são provenientes da União Europeia. As importações são essencialmente de produtos industriais, maquinaria e equipamentos de transporte e produtos alimentares. Os principais items exportados são vestuário, produtos farmacêuticos, papel e mobiliário.

Investimento

No âmbito da sua política de harmonização da legislação com o acervo comunitário, foram introduzidas em 2000 algumas medidas de liberalização do investimento estrangeiro (por parte de pessoas legais da União Europeia). Assim, não há restrições relativas às percentagens de participação de investimentos estrangeiro em empresas cipriotas. Relativamente ao setor bancário a participação máxima é de 50%.

Fonte: www.iapmei.pt

Chipre

Nome oficial: República do Chipre (Kypriakí Dimokratía/Kibris Cumhuriyeti).

Nacionalidade: cipriota.

Data nacional: 1º de outubro (Independência).

Capital: Nicósia.

Cidades principais: Nicósia (195.000), Limassol (154.400), Larnaca (68.500) (1998).

Idioma: grego e turco (oficiais).

Religião: cristianismo 93,3% (ortodoxos gregos 92%, maronitas 1,3%), outras 6,7% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da Europa, mar Mediterrâneo.
Hora local: +5h.
Área: 9.251 km2.
Clima: mediterrâneo.
Área de floresta: 1 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 790 mil (2000), sendo setor grego: gregos cipriotas 96%, outros 4%; setor turco: turcos cipriotas 99%, gregos cipriotas e outros 1% (1996).
Densidade: 84,96 hab./km2.
População urbana: 56% (1998).
População rural: 44% (1998).
Crescimento demográfico: 1% ao ano (1998).
Fecundidade: 2,03 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 75,5/80 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 9 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 3,1% (2000).
IDH (0-1): 0,886 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 6 distritos.
Principais partidos: setor grego: União Democrática (Disy), Progressista dos Trabalhadores (Akel), Democrático (Diko); setor turco: da Unidade Nacional (UBP), Democrata (DP), da Liberação Comunal (TKP).
Legislativo: setor grego: unicameral - Casa dos Representantes, com 80 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos (56 da comunidade grega, 24 da turca); setor turco: unicameral - Assembléia Legislativa, com 50 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: setor grego: 1960; setor turco: 1985.

ECONOMIA

Moeda: libra cipriota (setor grego) e lira turca (setor turco).
PIB: US$ 9 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 5% (1998).
PIB indústria: 23% (1998).
PIB serviços: 72% (1994).
Crescimento do PIB: 5% ao ano (1998).
Renda per capita: US$ 11.920 (1998).
Força de trabalho: 360 mil (1998).
Agricultura: cevada, batata, uva, frutas cítricas.
Pecuária: suínos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 3,3 mil t (1997).
Mineração: areia e cascalho, mármore, gipsita, argila.
Indústria:
vestuário.
Exportações: US$ 1,1 bilhão (1998).
Importações: US$ 3,7 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: setor grego: Grécia, Reino Unido, EUA, Alemanha, Japão, Itália, Federação Russa e Turquia.

DEFESA

Efetivo total: 10 mil (1998).
Gastos: US$ 489 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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