
O chuchu é uma hortaliça fruto, originário da América Central e ilhas vizinhas. Já era conhecido na antiguidade pelos astecas e tinha grande destaque entre as demais hortaliças cultivadas na época. Atualmente, está entre as dez hortaliças mais consumidas no Brasil.
É uma hortaliça de sabor suave, fácil digestibilidade, rica em fibras e pobre em calorias. Destaca-se como fonte de potássio e fornece vitaminas A e C. O chuchu é uma Cucurbitácea, assim como o pepino, as abóboras, o melão e a melancia.
Há uma grande diversidade de frutos quanto à forma, tamanho e cor. Os frutos podem ser arredondados ou terem a forma de pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos, com a cor variando de branco a verde bem escuro.
No mercado há preferência pelos frutos de casca verde-clara, sem espinhos, com tamanho de 12 a 18 cm de comprimento (fruto graúdo) e 7 a 10 cm (fruto miúdo). Frutos passados apresentam a casca sem brilho e amarelada e com a ponta mais larga começando a se abrir.
O chuchu é um fruto muito sensível, que se machuca com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada. Portanto, escolha os frutos com cuidado, evitando causar ferimentos.
O chuchu também pode ser encontrado na forma minimamente processada, ou seja, já descascado, cortado em cubos e embalado com filmes de plástico. Certifique-se de que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada conservação, pois quando mantido em condição ambiente, estraga-se rapidamente. Os melhores preços de chuchu ocorrem entre os meses de junho a outubro. COMO CONSERVAR
Os frutos podem ser mantidos em condição ambiente, por 3 a 5 dias depois de colhidos, a partir de quando começam a murchar. Podem ser conservados por maior tempo, 6 a 8 dias, na parte de baixo da geladeira, embalados em saco de plástico. O produto já descascado e picado conserva-se por até 3 dias após seu preparo, desde que mantido embalado em vasilha tampada ou em saco de plástico, na gaveta inferior da geladeira.

Os frutos não são consumidos crus. Devem ser cozidos e podem ser servidos na forma de refogados, cremes, sopas, suflês, bolo, ou salada fria.
Para consumo como refogado ou salada, prefira os frutos mais novos, menores e com casca brilhante. Quando os frutos estão maduros, com a parte de baixo se abrindo, são excelentes para a elaboração de suflês, pois são mais consistentes e têm mais fibra. A casca pode ser removida antes ou após o cozimento. Quando os frutos estão bem novos podem ser consumidos com casca e miolo. DICAS
Também podem ser consumidas as folhas, brotos e raízes da planta. Os brotos refogados são ricos em vitaminas B, C e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro.
Corte e descasque os frutos crus sob água corrente pois estes têm uma liga que gruda nas mãos.
Fonte: www.cnph.embrapa.br

O chuchuzeiro - Sechium edule, Schawrtz, Dicotyledonae,Cucurbitaceae também conhecido como caxixe, é originário, provavelmente, da América Central (México) e cultivado em países de clima quente em regiões tropicais e sub-tropicais.
Entre os maiores estados produtores nacionais destacam-se Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná; na Bahia destacam-se os municípios de Jaguaquara, Itiruçú, Poções, Maracás, Jequié, Iguaí, Lafaiete Coutinho.
Estima-se que sejam cultivados 5.000 hectares com chuchuzeiros no Brasil.

O chuchuzeiro é planta trepadeira que pode produzir por vários anos; possue ramas longas com até 15m. de comprimento onde apresentam gavinhas para sustentação no lugar onde trepa; das ramas saem folhas numerosas com formato de coração. As flores são amareladas e separadas em femininas e masculinas, distintas na mesma planta; a fecundação da flor é totalmente dependente da polinização de abelhas silvestes.
O fruto- chuchu - é suculento com forma alongada, cor branco-creme, verde-claro ou verde-escuro, liso ou enrugado, com ou sem espinhos.
Existem 3 grupos básicos (tipos) de chuchuzeiros segundo a coloração do fruto branca ou creme, verde-claro e verde-escuro. Dentro dos grupos há variações no tamanho, formato, rugosidade e espinhos do fruto; o fruto verde-claro, pouco rugoso e sem espinhos, forma de pera e alongado é o preferido comercialmente.
Calorias (31)
Proteínas (0,9g.)
Cálcio (12mg.)
Fósforo (30mg.)
Ferro (0,6mg.)
Vit. A (2ug.)
Vit. B2 (0,03mg.)
Vit. C (20mg.)
Houve tempos em que o chuchu era, simplesmente, alimento para animais domésticos; hoje é conhecido e apreciado no país; por sua consistência e sabor suave combina-se com muitos alimentos.
Na medicina caseira, cozido sem sal, é indicado principalmente para hipertensos, para problemas renais ou de bexiga.
Os brotos, ricos em vitaminas A, B e C e cálcio, fósforo e ferro, devem ser usados refogados ou compondo pratos de legumes também refogados. Com chuchu prepara-se suflês, pudins salgados ou simplesmente cozidos e temperados a gosto.
É também usado para dar ponto a alguns pratos salgados e doces de goiaba e marmelo (por sua pectina).
A propagação do chuchuzeiro é feita via frutos maduros brotados; os agricultores produzem seus próprios frutos - sementes. O fruto deve estar maduro, íntegro, com características de forma e textura desejadas. A semente, está apta para o plantio quando a brotação tiver 10 a 15cm. de altura.
Frutos selecionados são colocados sobre leito de terra, bem sombreado e arejado e ligeiramente úmido, deitados lado a lado; após duas semanas a brotação aparece.

Consiste em limpeza do terreno, aração e gradagem; antes e depois da aração aplica-se o calcário se for o caso. O preparo do solo deve ser iniciado 90 dias antes do plantio. Em áreas declivosas não se faz movimentação do solo.
É feito com espaldeiramento. Usa-se estacas com 2,5 m de comprimento, arame farpado e arame liso nº 16. As estacas são fincadas para ficarem a 1,8m. de altura no espaçamento de 2m. x 2m. (áreas declivosas), 3m. x 3m. em áreas mais planas.
Após fincar estacas distribue-se arame farpado no seu topo, a uma distância de 30cm. entre si; no sentido cruzado ao arame farpado, estende-se o arame liso. Nas últimas estacas de cada fila coloca-se escoras pela parte interna do chuchuzal.
Também com 1,8m. de altura; para cobrir 1 hectare com carramanchão usa-se 150 mourões esticadores, 1.000 postes de suporte, 1.200m. de arame liso (fio 14 ou 16). O espaçamento entre mourões é de 9m. x 9m. e entre estacas 3m. x 3m. Com fio 14 faz-se malha de 50cm. x 50cm.
O suporte deverá estar pronto 60 dias antes do plantio.
Os espaçamentos são 3m. x 3m. ou 4m. x 4m. (Bahia) e 5m. x 5m. a 7m. x 7m. em outros locais. As covas devem ter 50cm. x 50cm. x 30cm. (Bahia) e 50 a 60cm (boca) x 30-40cm. de profundidade (outros locais). Na abertura da cova separar a terra dos primeiros 15cm. de profundidade.
A adubação básica é constituida de: 10kg. de esterco de curral bem curtido + 300 a 500g. da fórmula 4-14-8; ela é misturada à terra de superfície e lançada na cova uma semana antes do plantio (Bahia).
Efetuado no início da estação chuvosa maio/junho - ou o ano todo (sob irrigação). São colocadas 2 sementes por cova - em pé ou deitados - a 5cm.-8cm. de profundidade.
Os brotos devem ficar acima do nível do solo. Uma cobertura morta pode ser colocada sobre o solo em volta da cova.
Pode ser feito com a enxada ou com herbicida (Paraquat) aplicado com bico leque a 50cm. de altura.
Periodicamente retira-se com faca os ramos e folhas secas, principalmente nos meses frios, quando grande parte delas morre para o rebrotar da primavera. Leve até os arames as novas ramas que brotarem. Não puxe as ramas.
Chuchu é sensível à falta de chuvas, pois suas raízes se concentram nos primeiros 20cm. de profundidade. Usa-se métodos de aspersão ou infiltração em turnos de rega diárias ou dias alternados; nas épocas quentes 2 irrigações diárias. Na frutificação a necessidade de água é maior.
De dois em dois meses aplica-se mistura de 200kg. de uréia e 100kg. de cloreto de potássio por hectare.
De quatro em quatro meses aplica-se 500kg./ha da fórmula 4-14-8.
De seis em seis meses aplicar 5t/ha de esterco de curral bem curtido na faixa de plantio.
Grilo: destroe folhas e caules novos.
Broca: penetra no caule destruindo a planta; indica-se cortar
ramas atacadas e queimá-las.
Lagartas: alimentam-se das folhas.
Pulgões: sugam a parte inferior das folhas.
Vaquinhas verde: besourinhos que perfuram as folhas destruindo-as.
Nematoides e ácaros também atacam o chuchuzeiro.
Grilos, lagartas, vaquinhas podem ser controlados com carbaryl 85 M ou triclorfom 50 S. Pulgões podem ser controlados com paratiom ou malatiom.
Causa manchas escurecidas nos bordos das folhas, com secagem posterior. Alta umidade é favorável a doença.
Manchas pulverulentas de cor esbranquiçada notadamente na face inferior das folhas (tempo seco favorece a doença).
Se necessário pode-se fazer aplicações de mancozeb para antracnose e enxofre molhável para oídio.
Deve-se estimular a ação polinizadora das abelhas
A colheita inicia-se aos 85 a 120 dias após o plantio e prolonga-se por 3 anos (comercialmente). O ponto de colheita é fruto tenro, tamanho 10-15cm., o que ocorre 10-15 dias pós aberturas das flores. Destaca-se o fruto com a mão efetuando-se leve torção. O fruto colhido e levado para galpão. É conveniente colher a cada 3 dias. O rendimento varia de 50t a 145 toneladas por hectare. A colheita continua por 6 a 7 meses.
A classificação do chuchu é a seguinte:

Classe Comprimento Maior diâmetro
| Grande | 12 ou mais | maior que 10 |
| Médio | 10 a menos | 12 5 a menos de 10 |
| Miudo | 7 a menos | 10 menos de 5 |
Classificados os frutos são acondicionados em caixas ou sacos que protejam o produto; a caixa deve conter frutos com o mesmo tamanho.
Embalagem
Caixa tipo K, capacidade 30Kg. ou saco com capacidade para 50Kg. e ainda caixas plásticas abertas para 25Kg.
Fonte: www.seagri.ba.gov.br