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Ciclone

 

Ciclone

Os ciclones são movimentos circulares de ar fortes e rápidos. Recebem o nome de furacões ou tufões dependendo do lugar em que se formam, respectivamente nos oceanos Atlântico ou Pacífico. Já os fenômenos denominados de tornados, como o da foto acima, são movimentos de ar localizados, mas muito destruidores.

O gráfico abaixo mostra a frequência de ocorrência de tornados no mundo nos últimos anos

Observa-se que apesar de haver uma oscilação cíclica ao longo dos anos e de um ligeiro decréscimo na ocorrência dos tornados considerados fortes, a tendência é de um crescimento contínuo da somatória de todos os tipos de tornados (Obs.: Nos dias 3 e 4 de abril de 1974 os Estados Unidos foram assolados por 148 tornados):

Ciclone

Aliás, em relação aos tornados fortes e violentos, qualquer temporada "atípica" já pode fazer crescer sua incidência. Em fins de fevereiro de 1998, por exemplo, uma série de 12 tornados atingiu a Flórida com ventos de 400 quilômetros por hora, matando pelo menos 38 pessoas, ferindo 250 e reduzindo bairros inteiros a montanhas de madeira, metal retorcido e vidro quebrado. Esta série de tornados matou mais pessoas que o furacão Andrew, um dos mais destruidores do século, que deixou um saldo de 32 mortes nos EUA em 1992.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o número de vítimas foi o maior desde que as informações começaram a ser coletadas, há 50 anos... Em abril de 1998, uma nova série de tornados devastou os Estados do Alabama, Geórgia e Mississipi, causando 42 mortes e deixando pelo menos 104 feridos. Num único condado do Alabama, 500 casas foram destruídas e outras 400 sofreram danos graves; o governador do Estado disse ter sido a pior tormenta que ele já havia visto.

Os ciclones são classificados em 5 categorias, de acordo com a força dos ventos.

Na categoria 1: Intensidade mínima, os ventos estão entre 118 km/h e 152 km/h (na prática, até 130 km/h o fenômeno é chamado de tempestade tropical, e a partir daí de furacão).
Na categoria 2
: Intensidade moderada, os ventos variam de 153 km/h a 176 km/h.
Na categoria 3:
Intensidade forte, os ventos ficam entre 177 km/h e 208 km/h.
Na categoria 4:
Intensidade extrema, os ventos situam-se entre 209 km/h e 248 km/h.
Na categoria 5:
Intensidade catastrófica, os ventos passam de 249 km/h.

De acordo com o cientista e ambientalista Dr. Joe Strykowski, os furacões são as formações atmosféricas mais poderosas da natureza. Segundo ele, um furacão de média intensidade produz energia equivalente ao consumo de eletricidade dos Estados Unidos durante seis meses. As chuvas provocadas pelo fenômeno também são descomunais. Já se registrou uma precipitação de 2.400 mm num período de quatro dias durante a passagem de um furacão pela Jamaica. Para se ter uma idéia do que esta marca significa, basta imaginar que uma piscina vazia, de qualquer tamanho, e com 2,4 m de profundidade teria sido enchida até a boca em quatro dias de chuva...

A figura abaixo mostra a foto de um furacão obtida por satélite:

Ciclone

O tipo mais fraco de furacão, a chamada tempestade tropical, já é porém suficientemente forte para causar graves danos, às vezes até maiores do que os provocados pelos furacões mais intensos. A tempestade que atingiu as Filipinas em agosto de 1995 matou 100 pessoas e deixou cerca de 60 mil desabrigados.

Em outubro daquele ano uma nova tempestade tropical atingiu o país, matando 63 pessoas e deixando outras dezenas de milhares desabrigadas. No Texas, uma tempestade tropical com ventos de 110 km/h trouxe junto pedras de granizo do tamanho de bolas de tênis...

Assim como acontece com outros fenômenos da natureza, a frequência e intensidade dos ciclones também estão aumentando em todo o mundo.

O Word Almanac faz menção a apenas um grande furacão no século passado, que matou cerca de 400 pessoas nos EUA entre os dias 11 e 14 de março de 1888.

A mesma fonte informa que no século XX houve, até setembro de 1996, 89 grandes furacões e tufões, alguns deles com consequências catastróficas: os furacões David e Frederick que devastaram a República Dominicana em 1979 mataram 2 mil pessoas e deixaram 100 mil famílias desabrigadas. O tufão que atingiu as Filipinas em setembro de 1984 matou 1.363 pessoas, feriu 300 e desabrigou 1,12 milhões. O tufão que assolou Bangladesh em 12 de novembro de 1970, com ventos de 240 km/h, matou entre 300 e 500 mil pessoas e gerou uma onda de 15 m de altura que atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do Ganges e seis ilhas da região; e o que castigou o país em 26 de abril de 1989 deixou cerca de 1.300 mortos e 50 mil desabrigados.

O aumento do número de ciclones pode ser acompanhado também em várias regiões dos Estados Unidos, país bastante suscetível ao fenômeno. Os dados a seguir foram extraídos do relatório "Atlantic Hurricanes" de Gordon Dunn, publicado em 1960.

Mesmo já defasados de várias décadas, os dados indicam muito claramente a tendência de um crescimento contínuo do número de ciclones:

1. Região de Nova Inglaterra: Em todo o século passado foram registrados 15 ciclones na região; com apenas um deles considerado como de extrema intensidade. Nas primeiras décadas do nosso século registrou-se 14 ciclones, dos quais cinco foram de extrema intensidade.
2. Estados da costa Leste: Em todo o século passado:
16 ciclones. No século XX, até 1955: 17 ciclones.
3. Flórida: Em todo o século passado:
73 ciclones, nenhum extremo registrado e 14 ciclones sem registro de intensidade. No século XX, até 1958: 81 ciclones, com 7 de extrema intensidade.
4. Louisiana, Mississipi e Alabama: Em todo o século passado:
34 ciclones. No século XX, até 1957: 51 ciclones.
5. Texas: Em todo o século passado:
45 ciclones. No século XX, até 1958: 48 ciclones.

No próprio século XX, a intensificação crescente do fenômeno é patente.

A tabela a seguir mostra o número de grandes furacões e tufões ocorridos na primeira e segunda metades do nosso século (até 1996):

GRANDES FURACÕES E TUFÕES NO MUNDO

Período N.º de furacões e tufões N.º de mortes
1900 a 1949 12 61.874
1950 a 1996 77 1.069.797

Observação: Um único ciclone que atingiu Bangladesh em 30 de abril de 1990 causou a morte de 139 mil pessoas.

O pesquisador Christopher W. Landsea fez uma lista com os dez furacões mais destruidores do século. Segundo ele, apenas um ocorreu na primeira metade do século, em 1938, causando prejuízos da ordem de US$ 3,6 bilhões. Os outros nove ocorreram a partir de 1954, acarretando um custo global de US$ 66,4 bilhões. O último deles (até agora) foi o Andrew, que sozinho foi responsável por danos estimados em US$ 25 bilhões.

Transcrevo a seguir as palavras do Dr. Strykowski sobre o aumento da frequência dos furacões: "Eis o que sabemos com certeza: os furacões estão ocorrendo em intensidade e frequência maiores. Os dados das companhias de seguro indicam que ocorreram 29 tempestades catastróficas na década de 90 [até 1997]. É mais que o dobro do registrado na década de 70, que foi de 14. E o ano de 1995 produziu mais furacões que toda a década de 60."

O ano de 1995, de fato, assombrou o mundo pela quantidade de furacões, tufões e tempestades tropicais. Foi o maior acúmulo de ciclones desde 1933. No período de maio a dezembro de 1995, os jornais noticiaram a ocorrência de 8 tufões, 11 furacões, 19 tempestades tropicais e 4 tornados de forte intensidade, que mataram cerca de 1.200 pessoas, deixando um saldo de centenas de desaparecidos e mais de um milhão de desabrigados.

Uma imagem de satélite de agosto de 1995 mostrava uma imagem inédita: uma fila de 3 tempestades tropicais e 2 furacões atravessando o Atlântico da África para o Caribe. É notório o contraste com o número de ciclones ocorridos na primeira metade do século, que registrava uma média de 2 a 3 por década.

Os trechos transcritos abaixo foram extraídos de vários jornais apenas no período de maio a dezembro de 1995.

Observe-se a quantidade de informações sobre a inusitada e inesperada violência dos fenômenos:

"atingiram todo o sudeste do país [Estados Unidos]."Foram registrados ontem mais de 70 tornados que
"Um poderoso tufão atingiu ontem a Coréia do Sul (?) Um ônibus foi arrastado ao mar por ondas de até seis metros."
"O tufão Helen deixou destruídas 40 mil casas e 70 mil hectares de terras cultivadas [na China]."
"Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o furacão Félix surpreendeu pela força e tamanho, já que os efeitos foram sentidos por toda a costa leste [dos Estados Unidos]."
"(...) Danos à agricultura e prejuízos incalculáveis com a destruição de pontes, portos, avenidas e moradias é o saldo do temporal que atinge o Chile há cinco dias. (...) A situação da agricultura tem sido classificada de ?catastrófica? devido à morte de 170 mil cabeças de gado."
"O tufão Kent foi considerado o pior tufão do ano [na China]."
"O furacão Luís é considerado o pior a atingir as Antilhas em 40 anos. Metade das casas de Antígua foram destruídas."
"(...) ?A ilha está devastada?, afirmou um morador de Porto Rico [em consequência da passagem do furacão Marilyn]."
"[Oscar] foi o mais violento tufão que já atingiu a região de Tóquio desde a Segunda Guerra Mundial. (?) [Além de várias outras vítimas], um homem e seu filho morreram depois que ondas de dez metros de altura os arrastaram para o mar."
"Não me lembro de ter visto um tufão parecer tão ameaçador quanto este [tufão Ryan] desde a passagem do Wayne, em 1986, disse um oficial do serviço de meteorologia [de Taiwan]."
"O Opal foi o segundo furacão a causar mais prejuízo na história dos EUA (?) Foi o furacão mais forte a atingir a região norte do Golfo do México desde agosto de 1969 (?) [No Estado de Tabasco], choveu em três dias mais do que em todo o ano de 1994."
"O Roxanne é o segundo furacão a atingir a região [México] em menos de dez dias [depois do Opal]."
"O total de mortos do pior tufão [Ângelo] que já atingiu as Filipinas nos últimos dez anos pode chegar a 700 (?) ?Nunca havíamos visto um tufão como este?, disse Raul Lee, governador da Província de Sorsagon."
"A tormenta causou danos em 189.600 residências, destruiu 107 mil acres de terrenos com hortaliças, derrubou 44 mil árvores e mais de 40 km de cabos elétricos [na China]."
"O tornado rompeu presilhas de aço de uma polegada de espessura. Ele levantou e retorceu a estrutura do telhado [do ginásio], também de aço, de 200 metros de extensão e 200 toneladas [no Brasil - Universidade de Campinas]."

Em razão do aumento inusitado na frequência e intensidade dos furacões, têm sido feitas tentativas de se prever o fenômeno, sem muito êxito porém.

A tabela abaixo mostra as previsões efetuadas pela Universidade do Colorado em 1995 e 1996 com base no estudo da variação do clima mundial, e as ocorrências efetivamente registradas:

ANO TEMPESTADES TROPICAIS FURACÕES FURACÕES EXTREMOS
Previsão Registrado Previsão Registrado Previsão Registrado
1995 12 19 8 11 3 5
1996 10 13 6 9 2 6

Em 1996, os ciclones provocaram milhares de mortes nos seguintes países (alguns deles atingidos mais de uma vez): México, Índia, Bangladesh, Taiwan, Cuba, Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Porto Rico, Antígua, Madagascar. O que atingiu Bangladesh no mês de maio (um tornado) acarretou pelo menos 700 mortes; sobreviventes disseram que o pior momento da passagem do ciclone durou apenas cinco minutos, que a temperatura subiu muito e que "o céu ficou vermelho?"

Apesar de não ter sido igual a 1995, o ano de 1996 ultrapassou em muito qualquer previsão dos especialistas.

A tabela abaixo mostra a razão entre vários parâmetros do ano de 1996 em relação à média dos dez anos mais ativos desde quando teve início os registros (excetuando-se o ano de 1995):

   Tempestade Dias com Tempestade Furacão Dias com Furacão Furacões Extremos Dias com Furacões Extremos Potencial Destrutivo (HDP)
Média dos dez anos mais ativos
7,3 38 4,2 17 1,2 2,2 49
Ano de 1996
13 78 9 45 6 13 139
Razão entre 1996 e os dez anos mais críticos
1,8 2,0 2,1 2,6 5 5,9 2,8

A intensidade dos ciclones em 1997 pode ser avaliada pelas seguintes notas de jornais:

"Um ciclone matou ontem mais de 350 pessoas em Bangladesh e afetou a vida de quase 2,5 milhões, segundo o governo. (...) A ilha de Saint Martin está sob dois metros de água."
"Segundo o ministro do Interior [do Paraguai], Atilio Fernández, o furacão foi o pior dos últimos 20 anos."
"A passagem de seis tornados consecutivos provocou a morte de 33 pessoas no Texas. (...) Foram os mais devastadores desde os que atingiram Waco em 1953 e Goliand em 1902. (...). 'O fenômeno parecia um aspirador gigante, que sugou tudo por onde passou', comparou Max Johnson, voluntário que está ajudando a recuperar os corpos."
" 'Foi a coisa mais incrível que já vi. No acostamento da BR-277, todas as árvores tinham sido arrancadas' [no Estado do Paraná - Brasil], conta o capitão Loemir Mattos, comandante da Defesa Civil da Região. (...) 'A cidade de Nova Laranjeiras desapareceu do mapa, acabou, é o cenário do filme Twister', disse o repórter Alduir Couto. 'Há postes jogados sobre o que restou de algumas casas'. "
"Cerca de 400 pessoas morreram e outras 20 mil ficaram desabrigadas devido à passagem do furacão Pauline [no México]. (...) O Pauline está sendo considerado o furacão mais destrutivo a atingir o México desde o Gilbert, que devastou o norte do país em 1998. (...) Nas ruas de Acapulco a água chegou a 1,5 m de altura. (...) Muitas pessoas passaram a noite dormindo nas ruas, molhadas e cheias de lama, depois de terem perdido suas casas para o furacão." [Obs.: O Gilbert matou cerca de 350 pessoas e deixou 750 mil desabrigados no Caribe, México e Estados Unidos.]
"O tufão Linda, descrito como o pior do século, matou 580 pessoas [no Vietnan]; pelo menos 2, 5 mil pessoas continuam desaparecidas. (...) Cerca de 1,1 mil barcos afundaram e mais de 2 mil casas foram destruídas em Kien Giang. (...) Três quartos das áreas de produção de arroz do país foram inundadas."
"A Força Aérea da Nova Zelândia retirou um terço da população da região norte das ilhas Cook, no Pacífico, devastada pelo ciclone Martin no fim de semana passado."
"O tufão Winnie já matou pelo menos 72 pessoas em Taiwan, na China e nas Filipinas, forçando dezenas de milhares de pessoas a abandonar suas casas."
"Na ilha de Amami Oshima [Japão], mais de 24 mil casas ficaram sem eletricidade depois que os ventos [do tufão Oliva] cortaram as linhas de transmissão elétricas e destruíram edifícios."
"Vítimas do ciclone em Bangladesh chegam a 51. (...) A tormenta provocou a formação de enormes ondass e fez a maré subir mais de 1,5 m, destruindo 80% das casas da região."

Além desses casos mais graves, registrou-se também a passagem da tempestade tropical Bining pelas Filipinas, com um saldo de 22 mortos, e ainda duas mortes provocadas pelo furacão Danny nos Estados Unidos.

No início de 1998, uma série de tornados provocou mortes e destruição num único dia em cinco Estados americanos: Arkansas, Kentucky, Ohio, Mississipi e Tennessee.

Em fevereiro, como já mencionado, uma série de 12 tornados devastou completamente uma região da Flórida e em março foi a vez de três outros Estados americanos; saldo dessas duas levas de tornados: 80 mortos e 354 feridos. Também em março um único ciclone que atingiu a Índia deixou pelo menos 200 mortos, 500 desaparecidos, mil feridos e 10 mil desabrigados.

Fonte: amora.cap.ufrgs.br

Ciclone

Tempestades

Tempestades tropicais

Vento mais violento ocorre durante as tempestades tropicais. Desenvolvem-se sobre o mar, mas podem ser levados para a terra pelo vento.

São mais frequentes em três regiões do mundo: No mar das Caraíbas, na parte sul do oceano Índico e no Atlântico Norte clima dos furacões.

Na zona do oceano Indico são conhecidos como os ciclones. Na parte norte do oceano Pacifico, os Japoneses chamam-lhes tufões.

O que são ciclones?

Os ciclones, ou depressões, são áreas de pressão baixa em torno das quais o vento sopra no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio no hemisfério Norte e no sentido do movimento dos ponteiros no hemisfério Sul. O sentido da rotação é consequência direta do efeito de Coriolis, que reflete a rotação da Terra.

Este tipo de depressões pode atingir alguns milhares de quilómetros de diâmetro e serem tão profundas quanto a troposfera (camada mais baixa da atmosfera, com cerca de 10 km de espessura). Com um mínimo de pressão no centro, este fenómeno apresenta uma circulação ciclónica, daí a origem do nome.

O ciclone pode ser de dois tipos: tropical ou extra tropical.

Os ciclones tropicais, como por exemplo os furacões, formam-se na cintura tropical, onde se deslocam geralmente, ocorrendo com maior frequência na parte ocidental das regiões tropicais dos oceanos Atlântico e Pacífico, no hemisfério Norte.

Os ciclones extra tropicais, embora muito menos violentos do que os ciclones tropicais, são maiores, duram mais tempo, ocorrem mais frequentemente, principalmente nas latitudes médias elevadas, e afetam o estado do tempo em áreas muito mais vastas.

Os ciclones tropicais, potencialmente mais devastadores, provocam, muitas vezes, velocidades sensacionais do vento e precipitações muito intensas.

A sua designação pode variar, ao longo do seu ciclo de vida, de acordo com a velocidade do vento:

Perturbação Tropical: Uma ténue circulação de vento. É uma ocorrência muito comum nos Trópicos, e que pode evoluir para uma tempestade maior.
Depressão Tropical:
Circulação de vento com velocidades que podem atingir os 62 km/h. Neste estádio de desenvolvimento, o ciclone já é reconhecido como uma possível ameaça.
Tempestade Tropical:
Circulação do vento notória, com velocidades que podem variar entre os 62 km/h e os 118 km/h. Neste estádio de desenvolvimento atribui-se um nome distintivo ao ciclone O “olho” da tempestade pode tornar-se visível.

Circulação do vento violenta com velocidades acima dos 118 km/h. O “olho” da tempestade é bem pronunciado. Esta designação varia conforme se esteja na zona do oceano Atlântico e na região Leste do oceano Pacífico (furacão), ou a Oeste do Pacífico (tufão), podendo assumir ainda outras terminologias noutros locais do mundo.

A palavra ciclone, como se constata, não pressupõe necessariamente a ocorrência de uma grande tempestade. Consiste, isso sim, em um fenómeno comum (depressão) que, na sua manifestação mais intensa se pode tornar devastador (furacão).

Furacão

O furacão, ciclone tropical de maior intensidade, é uma das tempestades mais brutais que existem na Terra. Este fenómeno gera ventos de grande velocidade à volta do seu núcleo, originando violentas tempestades no mar. Quando se dirige para a costa, o furacão varre autenticamente o oceano para o interior, promovendo a formação de tornados e produzindo chuvas torrenciais e cheias à sua passagem. Nove em cada dez mortes resultantes da passagem de um furacão são devidas a afogamento pelas ondas de cheia.

No Oceano Atlântico desenvolvem-se em média, por ano, dez tempestades tropicais, das quais seis geram furacões.

A classificação globalmente utilizada para identificar o grau de intensidade-efeito dos furacões é a escala de Saffir-Simpson.

Não há muito que se possa fazer em relação aos próprios furacões, no entanto, embora a destruição de bens tenha sido contínua, os sistemas de alerta têm impedido um grande número de fatalidades em todo o mundo.

Fonte: www.minerva.uevora.pt

Ciclone

O que são ciclones e tempestades tropicais?

Sabe aquele dia com céu escuro, ventos fortes e muita chuva? Independente da força do vento ou da quantidade de chuva, para nós este dia não passa de mais um dia com tempo ruim. Só que os metereologistas percebem variações na gravidade do tempo e dão nomes diferentes para cada um dos estágios, ou seja, cada uma das fases do tempo ruim.

Ciclones tropicais, ciclones extratropicais e ciclones subtropicais são alguns desses nomes.

Os metereologistas chamam de ciclones tropicais os sistemas de ar de baixa pressão que se formam sobre os mares dos trópicos. Como é que é?

É o seguinte: um sistema de ar é apenas uma grande quantidade de ar que se move de forma organizada. Já baixa pressão se refere à força que esta quantidade de ar faz sobre a superfície da Terra, ou seja, ao seu peso. Quando dizemos que uma área é de baixa pressão atmosférica, queremos dizer que ali o ar faz menos força sobre a Terra (e sobre a gente) do que na região vizinha. Áreas de baixa pressão atraem ventos, que sopram para dentro dela tentando equilibrar a força que o ar faz sobre aquele trecho da superfície.

Quando os ventos de um ciclone tropical não superam os 60 km/h, ele é chamado de depressão tropical. Quando os ventos giram entre 61 km/h e 116 km/h, tem-se uma tempestade tropical.

Os ciclones tropicais passam a ser chamados de furacões ou tufões, quando seus ventos ultrapassam os 120 km/h.

Os ciclones tropicais retiram sua energia do ar úmido e quente localizado acima dos mares tropicais e têm seus ventos mais fortes próximos à superfície.

Os ciclones extratropicais também são sistemas de ar de baixa pressão, só que, ao contrário dos ciclones tropicais, retiram sua energia das diferenças de temperatura entre as várias camadas da atmosfera.

Além disso, os ciclones extratropicais têm seus ventos mais fortes próximos à tropopausa, camada da atmosfera a mais ou menos 12 km da superfície.

Os ciclones subtropicais têm características tanto dos ciclones tropicais como dos extratropicais: retiram energia do ar quente e úmido sobre os mares e são comuns perto da latitude 50º N, área de variação moderada de temperatura.

Os ciclones subtropicais podem ainda se transformar em furacões. Um exemplo disto aconteceu em novembro de 1994, com o Furacão Florence.

Os ciclones subtropicais também são chamados de depressões subtropicais – quando seus ventos são menores que 60 km/h – e de tempestades subtropicais – quando seus ventos são iguais ou maiores que 60 km/h.

Mas chega de falar em tempo ruim! Existe um outro fenômeno do clima que é geralmente associado a céu limpo e temperaturas amenas. Os metereologistas o chamam de anticiclone.

Os anticiclones são áreas de alta pressão atmosférica, ou seja, áreas onde o ar faz muita força sobre a superfície da Terra. Estas áreas expulsam ventos, dificultando o processo necessário para a formação de nuvens e chuvas.

Juliana Rocha

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Ciclone

Ciclone Extratropical Catarina

O ciclone extratropical que atingiu a costa de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul foi monitorado por diversos centros meteorológicos, utilizando-se imagens de satélites e de radar, desde a sua fase inicial (24.03.04), quando foi detectada uma pequena área de instabilidade atmosférica no Atlântico Sul, a cerca de 1000 km da costa Catarinense, configurando-se numa circulação ciclônica.

As imagens de satélites geoestacionário, recebidas a cada 30 minutos, mostravam, antes do dia 24.03, uma massa de ar polar (fria) deslocando-se sobre uma superfície mais aquecida. O encontro de duas massas de ar forma uma zona de transição, denominada de superfície frontal ou simplesmente frente, com vários quilômetros de espessura, onde há variações bruscas de temperatura, pressão e vento.

A depender das características térmicas da massa que as seguem, elas são ditas: frias ou quentes.

A densidade do ar frio, procedente do pólo, sendo maior que a do ar quente (oriundo da zona tropical), o obriga a se manter justaposto à superfície. Assim, o deslocamento da frente fria, em direção a região tropical, deverá fazer-se sob o ar quente (pré-frontal) atuando a superfície frontal fria como se fosse uma cunha.

A superfície mais aquecida (na pré-frontal) contribui no sentido de diminuir a pressão, portanto, num ciclone (centro de baixa pressão) que tem circulação horária no hemisfério sul.

O movimento ascendente de o ar quente decorrer da ação do próprio centro de convergência. Não havendo condições atmosféricas propicias ao deslocamento da frente fria, ela estacionou e em seguida desviou para o Atlântico. Por ter maior velocidade de deslocamento, a frente fria acaba por alcançar a frente quente e, consequentemente, passar por sob o ar quente. Assim, a frente fria caba por provocar o desaparecimento do setor quente à superfície e esse fenômeno é conhecido como oclusão.

As imagens de satélites mostravam uma superfície frontal fria, oclusão do tipo frio, no interior do oceano, com nuvens no formato de vírgula invertida, chuvas intensas e ventos girando no sentido dos ponteiros do relógio, circulação esta típica de um ciclone.

Porque Ciclone Extratropical Catarina?

Utilizando-se critérios acadêmicos costuma-se dividir o globo terrestre, associando-se a predominância de centros de alta e de baixa pressão, em três células de circulação meridional, sequencialmente separadas a cada 30o de latitude, que constituem as faixas tropical (0-30o), extratropical (30-60o) e polar (60-90o).

Assim, qualquer fenômeno agrega a denominação da sua respectiva faixa e, por isso, o referido ciclone foi denominado de extratropical, por ocorrer na latitude acima de 30o, e de Catarina por ter a sua maior abrangência no Estado de Santa Catarina.

A força de Coríolis que atua nos movimentos atmosféricos rotatórios (ciclones, furacões, anticiclones), deflete a trajetória para a esquerda de seu sentido original no hemisfério sul e para direita no hemisfério norte. Por outro lado, os centros ciclônicos podem ser migratórios ou semipermanentes, cuja localização geográfica é variável com o tempo, devido o movimento aparente do sol.

Os ventos do ciclone ao atingirem as Serras induziram intensificação das nuvens que por sua vez favoreceram a ocorrência de ventos fortes em várias localidades de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Antes de atingir a parte mais continental, desses estados, os ventos medidos nas proximidades dos navios chegavam à cerca de 70-90 km/h e a velocidade de deslocamento, no sentido mar-continente, da ordem de 20 km/h.

Durante a permanência do fenômeno, as chuvas foram intensas e pelos danos provocados, infere-se que os ventos chegaram a atingir 150 km/h. No decorrer do domingo (28.03), as chuvas persistiram sobre as serras gaúchas e catarinenses e a intensidade do ciclone foi diminuindo gradativamente.

A tempestade causou algumas vitimas e a força dos ventos, destruiu parcial ou totalmente milhares de residências, sistemas de abastecimento de água e de luz e outros, atingindo uma expressiva área de cerca de 200 km da costa, cuja soma estiam-se ser superior a um bilhão de reais.3

Ciclone Extratropical Catarina ou furacão?

Os ciclones tropicais, também denominados de furacões ou tufões são vórtices ciclônicos que se desenvolvem na Região Tropical, normalmente entre 10 e 20o de latitude e sobre o oceano onde a água é relativamente quente (temperatura maior que 27oC). Destaca-se, entretanto, que ciclones são vórtices, embora nem todos eles evoluem para furacão e alguns deles persistem como simples centros ciclônicos migratórios, ditos de tempestade tropical, que terminam desaparecendo.

O processo de formação do furacão é diferente do processo de formação do ciclone. A partir do momento em que apareceu o olho do ciclone Catarina e as bandas de nuvens surgiu a especulação que poderia ser um furacão.

No entanto, há dois tipos diferentes de ciclones tropicais: ditos de núcleos quente e frio.

No caso do ciclone Catarina e na sua fase final de decaimento observou-se que o sistema perdeu seu núcleo frio e passou a apresentar rotação anti-horária em altos níveis. Por isso, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiram uma nota técnica em conjunto, cuja conclusão foi: “que se trata de um sistema com características híbridas, que deverá ser estudado e analisado com maior profundidade no futuro pelas equipes dos centros meteorológicos”.

Hermes Alves de Almeida

Fonte: br.geocities.com

Ciclone

Como os ciclones tropicais se formam

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.
2.
Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
3.
Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
4.
Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.
5.
Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
6.
Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem previnir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Fonte: meteorologia.tripod.com

Ciclone

Ciclone

Área de pressão de circulação fechada, com ventos convergentes e circulares, no centro da qual há um mínimo de pressão relativa. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico, mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo, tornados e sistemas tropical e extratropical.

Eles podem ser chamados de:

CICLONE EXTRATROPICAL

Fenômeno que apresenta temperaturas baixas no seu interior (núcleo frio por volta de 24ºC) e ventos girando no mesmo sentido desde a superfície até os altos níveis. Sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro ou ciclone de origem não tropical. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical.

CICLONE TROPICAL

Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica, que se desenvolve sobre as águas tropicais e, às vezes, subtropicais, devido às altas temperaturas e umidade e que se movimenta de forma circular organizada. No caso dos ciclones tropicais, dependendo dos ventos de sustentação da superfície, o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, furacão ou tufão.

Fonte: www.rio.rj.gov.br

Ciclone

Classificação dos Ciclones Tropicais

Velocidade do vento em Km/h Km/h Nós
Depressão Tropical menor que 62 menor que 33
Tormenta Tropical 63-117 35-63
Furacão - Categoria 1 118-152 64-83
Furacão - Categoria 2 153-178 84-96
Furacão - Categoria 3 179-250 97-113
Furacão - Categoria 4 211-250 114-135
Furacão - Categoria 5 maior que 250 maior que 135

Fonte: www.infotempo.com

Ciclone

O que é um Ciclone Tropical?

A uma latitude de 10º, ou superior, é possível a existência de movimentos de rotação que, no Hemisfério Norte, têm sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Se estes movimentos forem organizados e persistentes, tendem a originar a formação de regiões de baixas pressões (depressões), caracterizadas pela presença de nuvens de grande desenvolvimento vertical (como os cumulonimbos). Em alguns casos evoluem para ciclones tropicais - sistemas de baixas pressões, que se formam na região tropical, em geral entre os 10º e 30º de latitude – os quais podem originar trovoadas e precipitação forte.

Os ciclones tropicais são designados, consoante a área geográfica de ocorrência, por:

Furacões (hurricanes) no Oceano Atlântico Norte - Golfo do México, Caraíbas e na região Leste dos Estados Unidos
Tufão no Oceano Pacífico Norte, na região Oeste dos Estados Unidos, Japão e China. Nas Filipinas são apelidados por baguios
Ciclone tropical severo na região sudoeste do Oceano Pacífico, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, etc.
Tempestade ciclónica severa na região norte do Oceano Índico, Índia, Bangladesh, Paquistão, etc.
jCiclone tropical na região sudoeste do Oceano Índico, Madagáscar, Moçambique, Quénia, etc.

As condições atmosféricas e oceânicas favoráveis à formação dos ciclones tropicais e seu desenvolvimento são:

A existência de uma perturbação tropical inserida numa onda de leste (ou seja, uma formação nebulosa já com alguma convecção organizada)

A permanência da perturbação durante um intervalo de tempo suficientemente extenso sobre superfícies oceânicas quentes (onde a temperatura da superfície da água do mar for igual ou superior a 26,5ºC numa camada de, pelo menos, 50 metros de profundidade)

Um elevado conteúdo de humidade em níveis baixos da troposfera

A existência de vento com intensidade fraca e baixo ”wind-shear” (variação do vento em intensidade e/ou direção com a altitude) nos níveis médios e altos da troposfera – Figura A.

Ciclone
Figura A – Esquema das condições atmosféricas e oceânicas para a formação inicial de um ciclone tropical. (Retirado de “Hurricane Basics”- NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration, www.nhc.noaa.gov)

As águas quentes da superfície do oceano constituem a principal fonte de energia dos ciclones tropicais.

O vento associado ao sistema de baixas pressões à superfície favorece a sua evaporação, libertando-se energia, sob a forma de calor latente. A subida de ar quente e húmido, e consequente condensação, reforça a libertação de calor e contribui para o aumento de energia associado à massa nebulosa. Como consequência, esta vai-se desenvolvendo e organizando em células convectivas de grande dimensão, cujos topos se vão elevando na atmosfera. A existência de ventos fracos nos níveis médios e altos da troposfera (”wind-shear” baixo ou nulo) favorece o desenvolvimento e intensificação da tempestade.

Os ciclones tropicais têm um ciclo de vida, ou seja, nascem, evoluem e morrem, durante um período de tempo de, em geral, duas a três semanas.

Na sua evolução passam por vários estágios de desenvolvimento com denominações e características específicas, designadamente:

Depressão Tropical

Neste estágio o sistema de nuvens apresenta alguma organização e a circulação à superfície começa a ser bem definida. A pressão do ar diminui no seu centro e, consequentemente, a intensidade do vento aumenta. Enquanto a intensidade do vento médio (vento observado durante 1 minuto, a 10 metros da superfície) for inferior a 62 km/h (33 kt ou 17 m/s), a perturbação designa-se por depressão tropical. Ainda não apresenta olho nem a forma típica que caracteriza estas tempestades. Uma animação de imagens de satélite evidencia, desde já, o efeito de rotação.

Tempestade Tropical

Se a depressão tropical continuar o seu processo de desenvolvimento, os sistemas nebulosos mostram-se progressivamente mais bem organizados, sendo o padrão típico de tempestade tropical cada vez mais perceptível. A circulação à superfície é bem definida e atingem-se intensidades de vento médio com valores compreendidos entre os 62–118 km/h (33-63 kt ou 17-32 m/s). Quando tal se verificar, a depressão é designada por tempestade tropical, sendo-lhe atribuído um nome.

Os nomes das tempestades tropicais foram estabelecidos por um comité internacional, que concebeu seis listas de nomes sendo cada uma utilizada de novo após seis anos. Nomes masculinos e femininos alternam em cada lista, sendo que os nomes de furacões que tenham provocado significativos danos materiais e perdas de vidas, são retirados da lista, pelo que nunca voltarão a ser utilizados.

Furacão

Se a pressão à superfície continuar a diminuir, a tempestade tropical intensifica-se, tornando-se num furacão quando a intensidade do vento médio atingir valores de, pelo menos, 119 km/h (64 kt ou 33 m/s). Nesta fase, a circulação é bastante bem definida e o sistema nebuloso é composto por células convectivas muito desenvolvidas. Nesta fase, as nuvens médias e altas formam um “escudo” que pode atingir um diâmetro com cerca de 600 km e um pronunciado efeito de rotação, podendo formar um olho no seu centro.

Estas classificações podem ser resumidas no quadro seguinte:

Classificação Resto do mundo
Metro por segundo
m/s
Quilômetro por hora
Km/h
Nós
kt.
Milha por hora
mph.
Depressão Tropical < 17 < 62 < 33 < 38
Tempestade Tropical 17 a 32 62 a 118 33 a 63 38 a 73
Furacão = 33 = 119 = 64 = 74

A estrutura de um furacão inclui os seguintes elementos:

Olho do furacão (Eye)

Que se encontra na zona central, é uma região de vento fraco, cujo diâmetro varia entre 30 a 70 km (20 a 40 milhas náuticas) e onde se encontra o mais baixo valor da pressão à superfície.

Parede do olho (Eyewall)

É a região em torno do olho, constituída por uma parede de nuvens convectivas, formando um anel de cumulonimbos, que dão origem a chuva forte e trovoadas.

Nesta zona, que pode ter uma extensãode 16 a 80 km, são observados os ventos mais intensos.

Bandas de precipitação (Spiral rainbands)

São aglomerados de nuvens convectivas que se formam em espiral, posicionando-se em torno da parede do olho, originando forte precipitação e trovoadas e estendendo-se ao longo de centenas de quilómetros a partir do centro.

As estruturas descritas podem ser observadas na figura B:

Ciclone

Ciclone
Figura B – (a) Imagem de satélite onde se pode observar em pormenor o olho e a parede de um furacão. (b) Esquema de um furacão. (Retirado de “Hurricane Basics”- NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration, www.nhc.noaa.gov).

Um aspecto a ter em consideração, visto constituir uma das maiores causas de danos originados pela passagem de um furacão é a chamada sobre-elevação do nível médio do mar (storm surge), ou seja, a elevação do nível da superfície da água do mar devido aos efeitos da baixa pressãoatmosférica e do vento muito forte.

A sobre-elevação do nível médio do mar, numa determinada zona costeira, depende da inclinação da plataforma continental nessa região e da intensidade com que o furacão atinge o local. A área afetada poderá ter uma largura entre 90 a 180 km, podendo o valor da sobre-elevação ultrapassar 5 m de altura.

Quando o centro do furacão intersecta a linha de costa (landfall), as ondas geradas pela forte intensidade do vento, associadas a esta elevação anormal do nível médio do mar, podem provocar inundações muito consideráveis nas zonas costeiras. Para além deste fator destruidor, a forte precipitação pode, também, produzir inundações, frequentemente causadoras de perdas de vidas humanas e avultados danos materiais.

A intensidade dos furacões foi classificada, no início da década de 70, por Herbert Saffir e Robert Simpson, sendo o seu potencial destruidor baseado nos valores da pressão atmosférica, velocidade do vento e sobre-elevação do nível médio do mar. Esta escala, designada como Escala Saffir-Simpson, permite determinar a intensidade de um furacão com valores entre 1 e 5.

Escala Saffir-Simpson
Categoria dos furacões Velocidade do vento Mínimo de pressão à  superfície Sobre-elevação do nível médio do mar
Metro por segundo
m/s
Nós
kt

Quilômetro por hora
Km/h

Milha por hora
mph
Milibar
mb
Metro
m
Pés
ft
1 33 - 42 64 - 82 119 - 153 74 - 95 = 980 1,0 - 1,7 3 - 5
2 43 - 49 83 - 95 154 - 177 96 - 110 979 - 965 1,8 - 2,6 6 - 8
3 50 - 58 96 - 113 178 - 209 111 - 130 964 - 945 2,7 - 3,8 9 - 12
4 59 - 69 114 - 135 210 - 249 131 - 155 944 - 920 3,9 - 5,6 13 - 18
5 = 70 = 136 = 250 = 156 < 920 = 5,7 = 19

O enfraquecimento dos furacões pode dever-se a vários fatores, entre os quais o deslocamento para uma região com a temperatura da superfície da água do mar mais baixa, o deslocamento sobre terra ou a existência de elevadas intensidades de vento nos níveis altos da troposfera.

À medida que a pressão atmosférica no centro aumenta (e a intensidade do vento à superfície diminui), verifica-se um enfraquecimento da perturbação, segundo um processo inverso ao descrito para o desenvolvimento: o furacão poderá tornar-se numa tempestade tropical, posteriormente numa depressão tropical e, finalmente, num ciclone extratropical. Este termo é utilizado quando o ciclone perde características tropicais e se desloca para latitudes mais elevadas.

Fonte: www.meteo.pt

Ciclone

Inicialmente, fazia-se uso da denominação de Furacão para as tormentas com equivalente de destruição, sendo o nome Ciclone mais utilizado para este fenômeno no Oceano Índico.

Tanto quanto os Tornados, Furacões, Tempestades Tropicais e Tufões, os Ciclones possuem a mesma forma de origem, quando associam-se duas massas de ar que giram no mesmo sentido e se encontram em um determinado ponto. Porém, o Ciclone não se forma inicialmente nesta apresentação, em geral, ele é resultado do desenvolvimento de outro fenômeno menor, seja por meio de uma Tempestade Tropical, seja por um Furacão.

A diferença entre cada um está na velocidade de sua apresentação e suas denominações têm caráter psicológico, uma vez que os efeitos destrutivos de uma Tempestade Tropical sempre é muito inferior ao que um Furacão pode trazer, e um Furacão é menos destrutivo do que um Ciclone.

O Ciclone é portanto a pior forma de apresentação deste fenômeno que se caracteriza por uma massa de ar que gira em torno de um epicentro. No núcleo de um fenômeno como este, não se percebe sequer que ele esteja ocorrendo, uma vez que a velocidade dos ventos é praticamente nula, porém, para as áreas do perímetro de ação desta tempestade, os ventos giram acima de 350 km/h, carregando consigo animais, árvores inteiras arrancadas pela raiz, veículos de grande porte como ônibus e caminhões, etc.

São muito comuns para o Oceano Atlântico no hemisfério Norte particularmente no centro do Atlântico Norte, ou nas proximidades da costa da América Central ou sudeste dos EUA. Em geral eles acabam sugando um volume expressivo das águas deste oceano o que ocasionou a interpretação equivocada de que sua origem estivesse associada à evaporação de suas águas.

Normalmente eles ocorrem quando são favorecidos pelo aquecimento das águas do Atlântico Norte que saem de uma média de +7ºC, para algo em torno de +34ºC. O grande volume de vapor produzido como resultado deste processo promove uma massa de ar quente que se desloca contra a massa de ar frio do Oceano Pacífico proveniente da Corrente Primária do Pacífico Norte (CPPN).

Esta gira em sentido horário assim como a Corrente Primária do Atlântico Norte (CPAN) e irão se encontrar nas proximidades do Caribe, Bermudas ou Península da Flórida. Quando a massa de ar que se desenvolver com disparidade térmica equivalente aos valores mencionados, vier da Corrente Primária do Golfo do México (CPGM), temos a possibilidade de sua penetração no continente, invadindo o Sul dos EUA, causando o encontro das duas massas de ar com mesmo sentido de giro na região do já denominado "Corredor dos Tornados".

Mas em geral, os Ciclones não se formam na superfície terrestre, existindo maior desenvolvimento de sua ação nas águas do Atlântico Norte que na verdade alimentam a sua forma inicial desenvolvendo sua constituição até atingir um diâmetro com área tão gigantesca que pode ser comparado à todo o território europeu ou brasileiro. Já houveram registros de Ciclones no meio do Oceano Atlântico, no hemisfério Norte, cuja área cobria o equivalente ao tamanho do Brasil.

Os Ciclones são chamados assim no ocidente, já no Ocidente eles são tratados como Tufões.

A maioria dos Ciclones não se desenvolvem no hemisfério Sul, existindo uma apresentação comum para Tornados, Tempestades Tropicais e Furacões na costa brasileira, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas já houveram registros de pequenas Tempestades Tropicais (com ventos até 120 km/h), nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

A grande maioria dos Ciclones que atingiram as regiões da América Central, Sul e Sudeste dos EUA, tiveram desenvolvimento originado de Tempestades Tropicais que se iniciaram na costa noroeste da África e Norte da Venezuela. Ao se aproximar da América Central, esta tormenta acresce seu volume chegando à categoria de um Furacão. Ao atingir a costa da Jamaica, Panamá, Honduras, Caribe, México ou sudeste dos EUA dirigindo-se às Carolinas, potencializa sua força sendo alimentada pela massa de ar do Atlântico Norte e acrescenta maior volume de sua massa evoluindo para a condição de um Ciclone.

A relação entre partículas de água provenientes da evaporação, ou partículas de água formadas pelo degelo de uma massa de ar frio, tem fatores intrínsecos no desenvolvimento deste tipo de fenômeno.

Deste modo, o Ciclone se desenvolve especialmente com a evaporação das águas do Atlântico Norte, razão pela qual este tipo de fenômeno não evolui na mesma proporção no mesmo oceano, no hemisfério oposto. Isso porque a evaporação das águas do Atlântico Sul não evolui na mesma razão percebida no hemisfério Norte, visto que a ausência de uma bacia retendo as águas neste Oceano, da qual se constitui a América Central, não possui equivalente condicional no hemisfério Sul.

Ao contrário, a Bacia presente no hemisfério Sul confere outra característica térmica, a de águas resfriadas na Bacia da Argentina, que lança massa de ar frio para o continente Sul Americano que irão se encontrar contra a massa de ar quente proveniente do mesmo oceano, mas que gira em sentido contrário, horário para a que provém da Bacia da Argentina, nas águas que desenvolvem sentido de giro com a sua forma em uma Corrente Secundária do Atlântico Sul (CSAS). A Corrente Primária do Atlântico Sul (CPAS) gira em sentido anti-horário.

Ao se encontrarem, normalmente causam chuvas torrenciais que se precipitam no Sul e Sudeste do Brasil. Quando a massa de ar proveniente da Corrente Primária do Pacífico Sul (CPPS), que gira em sentido anti-horário tiver maior força, penetra no continente chocando-se contra a CPAS que gira no mesmo sentido e promove a origem de um Tornado, Tempestade Tropical ou Furacão neste hemisfério.

São ainda mais raros os efeitos produzidos por tormentas que consigam se desenvolver e atingir o território europeu, pois a sua origem precisa estar associada à uma formação nas proximidades da costa Americana, percorrer toda a proximidade com o Círculo Polar Ártico e chegar à costa européia. Isso porque o encontro entre massas de ar com disparidades nas apresentações térmicas não é comum para a costa oeste da Europa. Algumas formações podem se desenvolver à partir do encontro entre massas favoráveis à este desenvolvimento no Sul da Europa, próximo à Península Ibérica, porque a evaporação das águas do Mar Mediterrâneo também é significativo para esta região quando do aquecimento substancial de suas águas.

Mesmo assim, a formação de uma tormenta com características de um Ciclone, são comuns para a costa da América Central, sul e sudeste dos EUA, mas não é comum para as demais regiões deste oceano.

Os mesmos efeitos, ou uma equiparação no comportamento das massas de ar pode ser observada no Oceano Índico e no Oceano Pacífico, mas são tratados como Tufões.

Fonte: ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br

Ciclone

Os ciclones são movimentos circulares de ar fortes e rápidos. Recebem o nome de furacões ou tufões dependendo do lugar em que se formam e se forem tropicais, respectivamente nos oceanos Atlântico ou Pacífico.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões - no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E.
Tufões -
no Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data.
Ciclone tropical severo -
no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E.
Tempestade ciclônica severa -
no Oceano Índico Norte; e
Ciclone tropical -
no Oceano Índico Sudoeste.

Classificação

Os ciclones são classificados em dois grandes grupos:

Ciclones Tropicais: São os ciclones que atuam na área tropical do planeta, prevalecendo características convectivas para a manutenção de vida do sistema que é composto por dezenas a centenas de nuvens Cumulonimbus (Cb) em uma convecção organizada Em imagens pode-se observar diversas bandas nebulosas, compostas por nuvens convectivas organizadas do tipo Cb, com mais de um braço ciclônico.
Ciclones Extratropicais:
São os ciclones que atuam foram da área tropical do planeta, principalmente nas médias latitudes, prevalecendo características termodinâmicas para a manutenção de vida do sistema; fator fundamental para toda a energética do ciclone Em imagens observa-se um único braço nebuloso, em forma de espiral ao redor do centro de baixa pressão, onde o ar quente e úmido alterna-se com o ar frio e seco. Há também os ciclones extratropicais polares que atuam próximos à linha de convergência e proximidades, prevalecendo características termodinâmicas para a manutenção de vida do sistema.

Fatores para o Desenvolvimento de um Ciclone Tropical

Águas oceânicas quentes (pelo menos 26,5 graus Celsius) em uma camada suficientemente profunda (da ordem de 50m). Essas águas quentes “alimentarão” o funcionamento da ciclogênese tropical em termos térmicos.
Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo esta atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5 Km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
Uma distância mínima de 500 Km da linha do Equador, para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido
Um distúrbio pré-existente próximo à superfície com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
Valores baixos de Cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem prevenir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquece-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Fatores para o Desenvolvimento de um Ciclone Extratopical

Forte gradiente de temperatura conforme varia a latitude

A distribuição da temperatura do ar em superfície não é homogênea conforme se caminha do Equador para os pólos, principalmente no Hemisfério Sul; são 0,83 graus Celsius por grau de latitude, sugerindo que qualquer movimento de ar em que seus fluxos interceptem seus vizinhos, poderá ocorrer desequilíbrio e movimento de massa, provocando transportes quentes ou frios nestas latitudes.

Perturbação da Onda Longa Planetária por Ondas Curtas

Perturbações rápidas geradas na troposfera poderão interferir na oscilação de ondas longas planetárias, normais da atmosfera (que são ondas de baixa frequência).

Para entender este fator estudamos alguns efeitos recursivos:

a. a atmosfera é extremamente rasa de modo que, em relação ao planeta, ela é considerada apenas uma película e além disso cerca de 85% dela está concentrada na troposfera, ou seja, sua maior densidade está dentro de uma altitude média de 10 Km.
b.
se a atmosfera é composta de ar e este é um fluido, podemos considera-la e aplicar à ela as propriedades de fluidos, como se fosse um grande oceano, com ondas (chamadas longas) que rodeiam o planeta.
c.
a tropopausa é considerada superfície limitante para a troposfera, que por sua vez, representa aqui toda a atmosfera.

Presença de Montanhas

Quando o ar atmosférico se desloca sobre a rugosidade do terreno montanhoso ele deve sofrer uma compressão durante seu escoamento quando sobe a montanha (barlavento) e uma descompressão quando desce a montanha (sotavento). Este efeito mecânico é suficiente para desencadear diversos processos físicos uma vez que essas ondas são muito rápidas, com alta frequência, se propagando pelo ar e perturbando as ondas longas presentes na atmosfera, o que pode desencadear o surgimento de frentes e ciclones.

Forte Convecção Local

O aquecimento da superfície da Terra durante o dia desencadeia o processo de surgimento de bolhas térmicas, ou seja, conforme o ar próximo à superfície se aquece, ele se eleva. A velocidade de ascensão das parcelas é muito grande (por volta de 36 Km/h) e com o passar do tempo, essas bolhas térmicas fazem surgir nuvens ao atingirem a altitude de condensação do vapor contido em seu interior, chamado Nível de Condensação por Levantamento (NCL). Dependendo da velocidade de ascensão e quantidade de vapor, as velocidades podem se elevar, principalmente em se tratando de nuvens Cb de grandes tempestades (nestas a velocidade de ascensão atinge impressionantes 200 Km/h). Tanto o surgimento de bolhas térmicas quanto o desenvolvimeto de nuvens de grande profundidade provocam ondas curtas, muito velozes, que perturbam as ondas longas presentes na atmosfera.

Escoamentos Retilíneos e Velozes do Tipo Bernoulli

Em certos momentos e em altas latitudes grandes centros de baixa pressão podem necessitar de rápido equilíbrio para garantir a Propriedade de Continuidade da atmosfera (posto que não haja espaços sem massa suficientes na atmosfera). Para compensar tais desequilíbrios provenientes de baixas pressões acentuadas, podem ocorrer escoamentos muito fortes originados das regiões de alta pressão. Estes escoamentos atingem altas velocidades e duram horas, devido a necessidade de transportar massa suficiente para garantir o retorno do equilíbrio. Durante este processo, diversas ondas curtas são emanadas pela troposfera que novamente perturbarão a onda longa.

Outras Perturbações

Efeitos como a erupção de um vulcão, a explosão de uma bomba H ou A, um amplo incêndio florestal também iniciam a liberação de ondas curtas na atmosfera pois causam perturbações na troposfera.

Categorias de classificação

Os ciclones são classificados em 5 categorias, de acordo com a força dos ventos.

Categoria 1 — intensidade mínima, os ventos estão entre 118 km/h e 152 km/h.

Consequências:

Raízes de árvores abaladas, ramos partidos e derrube das mais expostas. Alguns danos em sinalizações públicas e em casas móveis (ou pré-fabricadas).

Pequenas inundações das estradas costeiras e danos menores nos cais e paredões costeiros

Categoria 2 — intensidade moderada, os ventos variam de 153 km/h a 176 km/h.

Consequências:

Árvores tombadas ou partidas. Alguns vidros de janelas partidos; veículos deslocados para fora de rota; desprendimento ou descasque da superfície de coberturas e anexos, mas sem danos maiores nas construções principais. Corte de estradas por risco de inundação ainda antes da chegada do centro do furacão.

Evacuação dos residentes em zonas costeiras.

Categoria 3 — intensidade forte/significativa, os ventos ficam entre 177 km/h e 208 km/h.

Consequências: Cheias severas nas zonas costeiras. Árvores arrancadas pela raiz. Alguns danos estruturais em edifícios pequenos, principalmente nas zonas costeiras pelo arrastamento de detritos e pelo impacto das ondas. Estradas costeiras inundadas cerca de 5 horas antes da chegada do centro do furacão.

Evacuação de residentes até vários quarteirões para o interior.

Categoria 4 — intensidade extrema, os ventos situam-se entre 209 km/h e 248km/h.

Consequências:

Destruição e arrasto de árvores, sinalizações públicas, postes e outro tipo de objetos. Destruição de casas móveis (ou pré-fabricadas) e danos consideráveis nos telhados, vidros e portas dos edifícios mais sólidos. Erosão extensiva das praias. Evacuação dos residentes até cerca de 3 km da costa.

Categoria 5 — intensidade catastrófica, os ventos passam de 249 km/h.

Consequências:

Os residentes até cerca de 16 km da costa podem ser evacuados. Destruição de janelas e portas e colapso completo de alguns edifícios.

Fonte: 2.sorocaba.unesp.br

Ciclone

CICLONES TROPICAIS

DEFINIÇÃO

Este é nome genérico dado ao vento que se movimenta girando com grande velocidade, cuja pressão diminui no seu interior e adquire uma circulação rotacional organizada e no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul.

Tratam-se de tempestades que se originam em latitudes tropicais; incluem depressões, tempestades tropicais, furacões, tufões, e ciclones. Estes vários tipos de tempestades são similares; sua principal diferença é onde se formam. FURACÕES (em inglês hurricane) são ciclones tropicais que ocorrem no Oceano Atlântico e a leste do oceano Pacífico Central. CICLONES é o termo mais específico que é frequentemente utilizado para descrever ciclones tropicais que se formam no Oceano Índico e próximo da Austrália. Embora vamos falar mais especificamente de furacões (ciclones tropicais com ventos sustentados de pelo menos 120km/h) os conceitos podem ser igualmente aplicados para tufões ou ciclones.

Um centro de baixa pressão tropical passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - depressões tropicais;
Máximo entre 18 e 32 m/s - tempestade tropical;
Máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

ORIGEM DE UM CICLONE TROPICAL

Como as temperaturas do mar devem estar a mais de 26,5 ºC, os ciclones tropicais se formam em diferentes lugares, em varias épocas do ano, principalmente na época mais quente.Ocorrem em todas as áreas oceânicas tropicais exceto no Atlântico Sul e no Pacifico Sul.

Lembrando que o furacão necessita muito do oceano para conseguir força e para nutrir-se, e se move com a rotação da Terra para oeste. Isso implica que vai se formar onde possa correr sem ser interrompido e debilitado por terra firme.

Existem ondas tropicais se formando todo o tempo, mas nem todas têm as condições e o espaço para conseguir força.

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.
Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de existir a força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.
Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais e podem prevenir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

EVOLUÇÃO DE UM CICLONE TROPICAL

Pode ser dividida nas quatro etapas seguintes:

Nascimento (depressão tropical): primeiro se forma uma depressão atmosférica que se caracteriza porque o vento começa a aumentar na superfície com uma velocidade máxima (media em um minuto) de 62 Km/h ou menos; as nuvens começam a se organizar e a pressão descende ate cerca de 1000hPa.

Desenvolvimento (tempestade tropical): a depressão tropical cresce ou se desenvolve e adquire a característica de tormenta tropical, o que significa que o vento continua aumentando a uma velocidade máxima que fica entre 63 e 117 Km/h , as nuvens se distribuem em forma de espiral e começa a se formar um olho pequeno, quase sempre em forma circular, e a pressão se reduz a menos de 1000hPa.

Nesta fase é que recebe o nome correspondente a uma lista formulada pela OMM (comitê de furacões). Antigamente cada ciclone era denominado com o nome do santo dia em que havia se formado ou havia sido observado. Durante a segunda Guerra Mundial se usou um só código em ordem alfabética para facilitar a rapidez da transmissão com abreviaturas, (Abbler, Baker, Charlie, etc.); posteriormente, em 1953 o Serviço Meteorológico dos EUA adotou o uso de nomes de mulher dessas abreviaturas em ordem alfabética e em 1978, a solicitude de um movimento feminista dos EUA, foram também incluídos nomes  de homens nos idiomas espanhol, francês e inglês. Cabe esclarecer que se um ciclone ocasiona um impacto social e econômico importante a um país, o nome desse ciclone não voltará a aparecer nesta lista.

Maturação (furacão): se intensifica a tormenta tropical e adquire a característica de furacão, quer dizer, o vento alcança o máximo da velocidade, podendo chegar a 370 Km/h, e a área nublada se expande obtendo sua máxima extensão entre os 500 e 900 km de diâmetro, produzindo intensas precipitações. O olho do furacão cujo diâmetro varia entre 24 a 40 km, é uma área de calmaria livre de nuvens. A intensidade de ciclone nesta etapa de maturação se gradua por meio da escala Saffir-Simpson (anexo 1).

Ar ascende e condensa formando enormes trovoadas produzindo chuvas fortes (até 25 centímetros por hora) na parede do olho. Perto dos topos das trovoadas, o ar seco flutua para fora do centro. Este ar divergente no alto produz um afluxo anti-ciclônico vários cem quilômetros do olho. Assim que o afluxo atinge o periferal da tempestade, ele começa a descer e se aquecer, induzindo céu claro. Dentro das trovoadas da parede do olho e dos bandos de chuvas, o ar se aquece por causa das grandes quantidades de calor latente liberado. Este produz pressões leves altas no alto e inicia a descendência do ar no olho e entre cada bando. O ar descendente esquenta por compressão e explica a ausência de trovoadas no centro da tempestade.

Dissipação (fase final): Furacões diminuem rapidamente quando eles trajetam sobre águas frias e perdem a sua fonte de calor. Eles dissipam-se rapidamente sobre a terra porque a sua fonte de ar úmido e quente é removida. Sem um adequado fornecimento de vapor d'agua, a condensação e a liberação do calor latente diminuem. Normalmente, a terra é também mais fria do que oceano, e o ar nos níveis baixos é resfriado ao invés de aquecido. Ventos diminuem em força (por causa da fricção adicionada pela superfície da terra) e movem mais diretamente para o centro, causando a elevação da pressão central.

Em sumário, furacões diminuem em intensidade quando:

Eles movem sobre águas oceânicas que não podem suprir ar tropical úmido e quente
Eles movem sobre terra
A convergência na superfície excede a divergência no alto

O OLHO DO FURACÃO

O olho é uma área quase circular de ventos relativamente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região (figura 3 e figura 5).

O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 kmde altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.

Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.

O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos (figura 6). O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.

A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CICLONES TORNADOS?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer. Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado(embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclones tropicais está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Fonte: meteoro.cefet-rj.br

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