Cinema e Vídeo

Cinema e Vídeo



Embora o cinema brasileiro já tenha estrelado, mais de uma vez, no palco do Oscar – o maior prêmio do cinema norte-americano – , ainda há muito a fazer por essa arte em nosso país. Basta observar: quantos filmes brasileiros estão em cartaz hoje? Cinema, no Brasil, é coisa para abnegados, costumam dizer todos os que se dedicam profissionalmente à chamada sétima arte. Os motivos continuam os mesmos há décadas: são raros os diretores que têm condições financeiras de produzir os próprios filmes e o governo não cria incentivos para investimentos no setor. Sem falar na fortíssima concorrência do cinema internacional. Ainda assim, quando o cineasta consegue patrocínio para a produção, tem dificuldades com a distribuição dos filmes.

“Mercado de trabalho? Não há. Na verdade, nem se pode falar em carreira de cineasta ou em indústria cinematográfica no Brasil”, lamenta Luiz Nazário, chefe do Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema da Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Ele conta que conseguir financiamento para rodar uma produção não é nada fácil. O cineasta tem de correr atrás de empresários. “Trinta dizem não, um diz sim. É pura perda de tempo. Seria bom se a TV brasileira fizesse parcerias com os cineastas, como aconteceu na Alemanha, na década dos 70, quando surgiram Rainer Werner Fassbinder e Werner Herzog, expoentes do novo cinema alemão”, diz Nazário.

Escrever um roteiro, organizar uma produção, cuidar da iluminação, da fotografia e do cenário, escolher o elenco, acompanhar a filmagem, fazer a montagem e a sonorização da fita são as atividades da rotina cinematográfica. O roteirista é aquele que transforma a idéia ou argumento nos textos de base das imagens. O produtor se encarrega de obter o dinheiro para viabilizar a realização do filme. As tomadas de cena envolvem grande número de profissionais – diretor, atores, maquiadores, figurinistas, iluminadores, continuístas, sonorizadores e câmeras. E, depois de muitas horas de filmagem, o montador seleciona e prepara as imagens para a versão final.

A trajetória do cineasta Andrucha Waddington ilustra bem as etapas que o profissional percorre até chegar à direção. Antes de estrear seu primeiro longa-metragem Gêmeas, baseado em texto de Nelson Rodrigues, e de participar do 53º Festival Internacional de Cinema de Cannes, Waddington trabalhou como estagiário em Dias Melhores Virão, de Cacá Diegues. Depois, foi assistente de produção em A Grande Arte, de Walter Salles, e em Brincando nos Campos do Senhor, produção multinacional dirigida por Hector Babenco. Também atuou como assistente de direção em Capitalismo Selvagem, de André Klotzel. Paralelamente, dirigiu cerca de 40 videoclipes e mais de 500 comerciais. Hoje, figura entre os nomes de destaque do cinema brasileiro.

Os cursos de graduação em Cinema formam também profissionais de vídeo – um campo que oferece maiores possibilidades de atuação. Os principais mercados são as agências de publicidade, que contratam cineastas para dirigir filmes. O mercado de cinema de animação, que lida com a criação de imagens por meio de desenho, fotografia e computação gráfica, está em crescimento. Os salários iniciais variam de acordo com a área e a função: longa, média e curta-metragens pagam R$ 1,2 mil por semana (para 6 horas em estúdio ou 8 horas em externa) para diretor. Em vídeo, um cinegrafista iniciante ganha R$ 360 por dia. Filmes publicitários pagam, para diretor, R$ 5,4 mil (por filme); para assistente de direção, R$ 540 (por dia); e para diretor de fotografia, R$ 1,1 mil (por dia).

A profissão

O cineasta produz filmes e vídeos de curta ou longa-metragem, sejam eles autorais, documentários, jornalísticos, publicitários, institucionais ou de treinamento. Cria ou adapta histórias, escreve o roteiro, envolve-se com a escolha do elenco e dos cenários, define a iluminação, a fotografia, a sonorização e a edição das imagens filmadas. Trabalhando em geral com orçamentos e prazos limitados, ele precisa ter paciência e disposição para o ritmo irregular de trabalho. É fundamental ter facilidade para relacionamentos, já que este é um trabalho feito em equipe.

Características que ajudam na profissão

Senso artístico, imaginação, criatividade, espírito de liderança, sociabilidade, flexibilidade, curiosidade, persistência, iniciativa

Fonte: www1.uol.com.br

Cinema e Vídeo


O curso de Cinema e Vídeo tem por finalidade elaborar a produção de áudio visuais de caráter jornalístico ou artístico gravados em filme ou fita magnética, esse profissional precisa além de arte no sangue, nervos de aço para enfrentar com determinação e bom humor o ritmo irregular da profissão para cumprir prazos e orçamentos. Também para formar profissionais para trabalhar tanto no cinema de longas e curtas-metragens como também em comerciais de diversos produtos. As aulas práticas ocupam 70% da carga horária, com atividades em laboratórios, sets de gravação, estúdios e ilhas de edição.

Currículo mínimo

História do Cinema, Expressão em Cinema e Vídeo, Fotografia em Cinema e Vídeo, Sonorização, Cinema Brasileiro, Fotografia, Montagem, Argumento e Roteiro, Linguagem do Cinema e do Vídeo , Sonorização em Cinema e Vídeo.

Áreas de atuação

Marketing, produção e direção de arte, animações, sonorização, edição de efeitos, lógica de narrativa, coordenar figurinistas, maquiadores e atores, informática.

Perfil do profissional

Senso de organização, liderança e criatividade, nervos de aço, meticulosidade, planejador, inovador, língua estrangeira.

Fonte: www.vestibular1.com.br

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