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Cirrose Hepática

Cirrose Hepática

Cirrose hepática: quais os sinais e sintomas?

A maioria dos doentes com cirrose hepática não apresenta sintomas.
O aparecimento desta doença é silencioso. Pode desenvolver-se durante muitos anos sem que estes se apercebam.

Em muitos casos o médico suspeita da existência da cirrose através de análises sanguíneas ou dos resultados da ecografia abdominal. Este período sem sintomas é a chamada fase da cirrose hepática compensada.

À medida que a doença progride as alterações da estrutura do fígado tornam-se mais intensas, podendo aparecer os seguintes sintomas: emagrecimento, cansaço, olhos amarelos (icterícia), acumulação de líquido no abdómen (ascite), vómitos com sangue (chamadas hematemeses, muitas vezes provocadas pela rotura de veias do esófago dilatadas, as chamadas varizes esofágicas), alterações mentais (encefalopatia hepática), diminuição da resistência às bactérias com infecções muito graves (septicemias, peritonites).

Uma das complicações mais temíveis da cirrose é o cancro do fígado chamado carcinoma hepatocelular: qualquer pessoa com cirrose tem um risco muito aumentado de lhe surgir este tipo de cancro.

A fase - de maior gravidade - em que surgem estas complicações chama-se cirrose descompensada.

O Fígado

O fígado é o maior órgão do corpo humano e pesa cerca de 1,5 kg. Localiza-se na porção superior do abdómen, à direita, debaixo das costelas.

O fígado é o maior órgão do corpo humano e pesa cerca de 1,5 Kg. Localiza-se na porção superior do abdómen, à direita, debaixo das costelas. O fígado normal é liso e mole. Funciona como uma fábrica que produz e armazena produtos químicos.

Tem múltiplas funções:

Produção de proteínas, bílis e factores fundamentais na coagulação do sangue.

Armazenamento de energia importante para os músculos.

Regulação de muitas hormonas e vitaminas.

Eliminação de medicamentos e toxinas incluindo o álcool.

Mantém a concentração de açúcar no sangue dentro dos valores normais.

Filtra o sangue proveniente do estômago e intestinos.

Tem um papel fulcral na defesa do organismo contra as infecções

O que é Cirrose Hepática

Cirrose hepática é o termo utilizado quando as células do fígado morrem e são substituídas por tecido fibroso.

Cirrose hepática é o termo utilizado quando as células do fígado morrem e são substituídas por tecido fibroso, semelhante a cicatrizes.

A estrutura fica alterada, formando-se os chamados nódulos de regeneração que perturbam a circulação do sangue através do fígado.

A substituição do fígado por este tipo de tecido leva à perturbação do desempenho das suas funções: a sua consistência fica muito dura e a superfície irregular e nodular

O que a causa?

A causa mais frequente em Portugal é a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

A cirrose é causada por múltiplas situações:

Ingestão excessiva de bebidas alcoólicas (causa mais frequente em Portugal).

Hepatites provocadas por vírus, as hepatites C e B.

Excesso de gordura no fígado (a chamada esteato hepatite não-alcoólica, associada principalmente à obesidade e diabetes).

Doenças mais raras (cirrose biliar primária, hepatite auto-imune, hemocromatose, etc)

Como identificar as causas da cirrose?

De vários modos: pode existir um passado de ingestão de álcool em excesso...

De vários modos: pode existir um passado de ingestão de álcool em excesso, ou seja, mais de duas ou três bebidas no homem e mais de uma a duas na mulher por dia, consoante o peso, por um período superior a 5 anos.

Para este efeito considera-se que, um copo de vinho, uma cerveja, um uísque, um copo de vinho de Porto ou um shot contêm idêntica quantidade de álcool.

Apesar da diferente graduação, contêm também quantidades diversas de líquido por bebida o que as torna em termos de conteúdo de álcool praticamente idênticas.

Nas hepatites B e C o diagnóstico de certeza é efectuado através de análises sanguíneas: têm que ser pedidos os “marcadores” das hepatites.

Por vezes é necessário recorrer à biopsia hepática, isto é, colher um fragmento do fígado através de uma agulha apropriada e analisá-lo ao microscópio.

As bebidas alcoólicas em excesso causam sempre cirrose?

Só uma percentagem de bebedores excessivos vem a desenvolver cirrose hepática: aproximadamente 10-15%.

Não, só uma percentagem de bebedores excessivos vem a desenvolver cirrose hepática: aproximadamente 10-15%.

Isto depende de vários factores: genéticos, quantidade ingerida (quanto mais elevada a quantidade maior é o risco), sexo (as mulheres, para a mesma quantidade, têm um risco aumentado).

No caso de estar infectado com o vírus da hepatite C, B ou da SIDA o risco é superior.

As hepatites causam sempre cirrose?

Só uma determinada percentagem dos infectados com as hepatites víricas vem a ter cirrose.

Só uma determinada percentagem dos infectados com as hepatites víricas vem a ter cirrose.

A hepatite A nunca provoca cirrose. Dos que contraem hepatite B, 5% ficam com o vírus para sempre, dos quais 20% evoluem para cirrose a médio/longo prazo.

Naqueles com hepatite aguda C cerca de 80% permanecem para sempre com o vírus; destes 20% vêm a desenvolver cirrose.

Quais os sinais e sintomas?

A maioria dos doentes com cirrose hepática não apresenta sintomas.

A maioria dos doentes com cirrose hepática não apresenta sintomas. O aparecimento desta doença é silencioso. Pode desenvolver-se durante muitos anos sem que estes se apercebam.

Em muitos casos o médico suspeita da existência da cirrose através de análises sanguíneas ou dos resultados da ecografia abdominal. Este período sem sintomas é a chamada fase da cirrose hepática compensada.

À medida que a doença progride as alterações da estrutura do fígado tornam-se mais intensas, podendo aparecer os seguintes sintomas: emagrecimento, cansaço, olhos amarelos (icterícia), acumulação de líquido no abdómen (ascite), vómitos com sangue (chamadas hematemeses, muitas vezes provocadas pela rotura de veias do esófago dilatadas, as chamadas varizes esofágicas), alterações mentais (encefalopatia hepática), diminuição da resistência às bactérias com infecções muito graves (septicemias, peritonites).

Uma das complicações mais temíveis da cirrose é o cancro do fígado chamado carcinoma hepatocelular: qualquer pessoa com cirrose tem um risco muito aumentado de lhe surgir este tipo de cancro.

A fase - de maior gravidade - em que surgem estas complicações chama-se cirrose descompensada.

Qual é o tratamento?

Depende da causa e da fase da doença.

Depende da causa e da fase da doença. Considerando as três causas mais frequentes (álcool, hepatite C e B), na fase compensada, deve ser abandonado o consumo de álcool; para as hepatites existem medicamentos que em muitos casos conseguem eliminar ou controlar os vírus.

Na cirrose descompensada, o tratamento é variável podendo constar de antibióticos, diuréticos (para eliminar líquidos em excesso), endoscopia com terapêutica para as varizes do esófago e tratamentos para impedir o crescimento do carcinoma hepatocelular.

Nalguns casos, poderá ter que se recorrer ao transplante hepático, cuja taxa de sobrevivência é próxima dos 80%.

Como evitar a cirrose e as suas complicações

Evitar o excessivo consumo de bebidas alcoólicas, vacinar-se contra a hepatite B.
Evitar o excessivo consumo de bebidas alcoólicas, vacinar-se contra a hepatite B.

Quanto à hepatite C, actualmente, os grupos de maior risco são os toxicodependentes e aqueles com relações sexuais de risco (múltiplos parceiros, relações desprotegidas).

Deve promover-se a não partilha de seringas ou outro material utilizado no consumo de drogas, bem como o uso do preservativo.

Fonte: saude.sapo.pt

Cirrose Hepática

LOCALIZAÇÃO E FUNÇÕES DO FÍGADO

O fígado é o órgão mais grande do corpo com um peso apróximado de 2 kilos. Tem forma de gomo e está localizado debaixo da caixa torácica, ao lado direito do corpo. O fígado é um órgão importante que recebe sangue de duas fontes diferentes. Muitas das substâncias transportadas através do sangue são modificadas durante o seu passo pelo fígado. Este órgão leva a cabo uma variedade complexa de funções como: limpar e purificar o subministro de sangue, degradar certas substâncias químicas no sangue e fabricar outras.

QUE É A CIRROSE HEPÁTICA?

A cirrose hepática é uma condição ocasionada por certas doenças crônicas do fígado que provocam a formação de tecido cicatrizal e dano permanente ao fígado. O tecido cicatrizal que se forma na cirrose hepática dana a estrutura do fígado, bloqueando o fluxo de sangue através do órgão. A perda do tecido hepático normal diminuie a capacidade que tem o fígado de processar nutrientes, hormônios, fármacos e toxinas. Também diminuie a capacidade do fígado para produzir proteínas e outras substâncias.

QUAIS SÃO AS CAUSAS PRINCIPAIS DA CIRROSE?

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA CIRROSE?

Primeiros sintomas. As pessoas que têm cirrose com frequência têm poucos sintomas ao princípio da doença. Os dois problemas principais que eventualmente ocasionam sintomas são; perda do funcionamento das células hepáticas e distorção do fígado causado pela cicatrização.

A pessoa pode experimentar:

Sintomas avançados

Edema e ascites

Conforme diminuie a função hepática, menos proteína é produzida pelo órgão. Por exemplo; se produz menos albúmia, o que resulta em acumulação de água nas pernas (edema) ou no abdômen (ascites).

Sangrado e/ou formação de hematomas

Uma diminuição nas proteínas necessárias para a coagulação sanguínea ocasiona facilidade de sangrado e/ou fácil formação de hematomas.

Icterícia

A icterícia caracteriza-se pela colaboração da pele amarelada, devido á acumulação do pigmento da bílis que passa do fígado aos indestinos.

Coceira intensa

Algumas pessoas com cirrose experimentam coceira intensa devido a produtos da bílis que são depositados na pele.

Pedras na vesícula

Frequentemente formam-se pedras na vesícula devido a que não chega sufeciente bílis á vesícula.

Encefalopatia

O fígado das pessoas com cirrose apresentam dificuldade para remover as toxinas, as quais se acumulam no sangue. Estas toxinas podem ocasionar confusão mental, e degenerar em mudanças de personalidade e até côma. Os primeiros signos de acumulação de toxinas no cérebro podem incluír descuido na aparência pessoal, dificuldade para concentrar-se, mudanças nos hábitos de sono, perda de memória e isensibilidade.

Lentidão para metabolizar medicamentos/fármacos. Usualmente os medicamentos /fármacos são metabolizados /filtrados pelo fígado. Na cirrose este processo torna-se mais lento. Os medicamentos /fármacos acumulam-se no corpo por causa da inabilidade do fígado de metabolizar os mesmos com a devida rapidez. Com frequência, as pessoas com cirrose são muito sensitivas aos medicamentos e seus efeitos segundários.

Hipertensão portal e/ou varizes. Um dos problemas mais sérios que apresentam as pessoas com cirrose, é pressão nos vasos sanguíneos que fluíem através do fígado. Normalmente, o sangue dos indestinos e baço é bombeado para o fígado através da veia portal. No entanto, na cirrose o fluxo normal do sangue se diminuie, causando pressão na veia portal. Isto produz um bloqueio no fluxo normal do sangue, o que ocasiona que o baço se aumente. O sangue que sai dos indestinos trata de buscar saída através da formação de novos vasos sanguíneos. Alguns destes vasos sanguíneos aumentam (varizes). As varizes podem-se formar no estômago e no esôfago (tubo que coneta a boca com o estômago). As varizes têm paredes muito frágeis e têm ema pressão muito alta. Existe grande risco de que se rebentem e que ocasionem um problema sério de sangrado na parte superior do estômago ou esôfago. Se isto ocorre, a vida da pessoa corre perigo e tem que se tomar ação rápida para deter o sangrado.

COMO SE DIAGNOSTICA A CIRROSE?

Com frequência o médico pode diagnosticar cirrose pelos síntomas que apresenta a pessoa e por provas de laboratório.

Exame físico

Mediante un exame físico o médico pode notar uma mudança no tato e tamanho do fígado. Seu médico golpeará levemente o seu abdômen na área que se encontra sobre o fígado (percussão). O resultado do som pode indicar uma mudança de tamanho e posição do fígado. Também revisará o estado de saúde do seu fígado exercendo pressão na área circundante. Um fígado normal não se encontra encolhido nem aumentado, e também não se encontra o tato sensível.

Encolhimento do fígado

A hepatite crônica pode degenerar em cirrose ou, possivelmente, câncer de fígado. Nos pacientes com cirrose, o fígado começa a encolher-se e endurece-se. Também ocorre cicatrização do fígado. Esta mudança na estrutura do fígado pode resultar na deterioração permanente das funções do fígado.

Perda total das funções hepáticas

Conforme vai piorando a cirrose, a maioria das funções hepáticas perdem-se também. O fígado endurece-se e reduz-se em tamanho. Pode ocorrer acumulação de líquido no abdômen e nas pernas. É comum o sangrado gastro-indestinal agudo segundário em varizes do esôfago e também pode apresentar-se lentidão mental.

Fígado Normal
Fígado Normal

Cirrose Precoce
Cirrose Precoce

Cirrose Avançada
Cirrose Avançada

Provas de sangue

Se o médico tem suspeita de cirrose, recomendar-lhe-á que se realize certas provas de sangue. Estas provas ajudar-lhe-ão a determinar se existe uma doença hepática.

Provas de imagens

Em alguns casos, o médico pode recomendar outras provas diagnósticas como o TAC (tomografia axial computadorizada), o ultra-som e o escâner do fígado/ baço por radio-isótopos.

Biópsia do fígado

O médico pode recomendar uma biópsia ao fígado para confirmar o diagnóstico de cirrose. A biópsia hepática realiza-se por meio da inserção de uma agulha através da pele até ao fígado para tomar amostras do tecido hepático.

Ciruría

Em ocasiões, o diagnóstico realiza-se durante uma cirurgía que lhe permite ao médico examinar completamente o fígado. Tambémo fígado pode ser examinado por meio de laparoscopía (procedimento no que se inserta um tubo flexível através duma pequena incisão no abdômen que lhe permite ver o fígado).

QUAIS SÃO AS OPÇÕES DE TRATAMENTO PARA A CIRROSE?

O tratamento para a cirrose está dirigido a deter ou retrasar o seu processo, minimizar o dano ás células hepáticas e reduzir as complicações. Na cirrose alcoólica, a pessoa deve deixar de consumir álcool. No caso de pessoas que têm hepatite viral, o médico poderia administrar-lhe esteróides ou medicamentos anti-virais para reduzir o dano á célula hepática.

Certos medicamentos podem ser recomendados para controlar alguns síntomas da cirrose como ardência e a acumulação de líquido no corpo (edema). Os diuréticos são medicamentos que ajudam a eliminar o excesso de líquido e prevenir a edema.

Através da alimentação e terapia com medicamentos /fármacos pode-se melhorar a função mental que se encontra alterada por causa da cirrose. A diminuição da ingestão de proteínas ajuda a que se formem menos tóxinas no trato digestivo. Alguns laxantes como a lactulose podem ser administrados para ajudar na absorção de tóxinas e acelerar a sua eliminação através dos indestinos.

Os dois problemas principais da cirrose são o falho hepático quando as células hepáticas deixam de funcionar, e o sangrado ocasionado pela hipertensão portal. Como tratamento para a hipertensão portal, o médico pode receitar medicamentos beta bloqueadores.

Se ocorre sangrado das varizes do estômago ou do esôfago, o médico pode injetar estas veias com um agente esclerotizante através dum tubo flexível (endoscopio) que se inserta através da boca até ao esôfago.

Em casos críticos, poderia ser necessário realizar um transplante de fígado. Outra opção de crurgía é a derivação portacaval (procedimento que se utiliza para diminuir a pressão na veia portal e nas varizes).

As pessoas com cirrose frequentemente vivem vidas saudáveis por muitos anos. Ainda quando surjam complicações, usualmente estas podem ser tratadas. Algumas pessoas com cirrose foram submetidas exitosamente a um transplante de fígado.

Não obstante, é importante recordar que todas as provas, procedimentos e medicamentos implicam riscos. Para tomar decisões informadas sobre a saúde assegure-se de perguntar-lhe ao seu médico sobre os benefícios, riscos custos de todas(os) as provas, procedimentos e medicamentos.

Fonte: www.alfa1.org

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