Na natureza o ciclo de vida do parasita se mantém entre cães e ruminantes. O ruminante come os ovos, desenvolvendo sua forma larvária (cistos hidáticos teciduais).
Uma vez que o ruminante é abatido, suas vísceras são ingeridas pelos cães, dentro dos quais se desenvolve grande quantidade de vermes, eliminando ovos.
A infecção no homem ocorre através da ingestão de ovos a partir de alimentos e mãos contaminados, desenvolvendo cistos hidáticos em seus tecidos.
Cosmopolita. O sul do Brasil é hiperendêmico, especialmente no Rio Grande
do Sul, acometendo gado ovino e bovino.
Os cistos podem passar desapercebidos e serem descobertos fortuitamente em exame radiológico. Acometem principalmente fígado (52-77%) e pulmões (8,5-44%).
As principais manifestações hepáticas são a forma biliar com dispepsia pós-prandial, dor abdominal e icterícia colestática, e a forma tumoral, com a descoberta de massa hepática regular e pouco sensível à palpação.
A forma pulmonar, geralmente assintomática, pode se manifestar por tosse, dor torácica, dispnéia e ocasionalmente com hemoptise. A abertura de cisto para a árvore brônquica pode causar vômica.
Cistos em outras localizações podem causar manifestações alérgicas pulmonares (broncoespasmo). A localização óssea, menos freqüente, costuma ser mais invasiva e manifestar-se por fraturas patológicas ou por compressão medular.
Raro acometimento do SNC ou miocárdio. A ruptura de cisto de qualquer localização pode causar reações anafiláticas graves.
Exames de imagem: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética evidenciam os cistos hidáticos em abdome e tórax. Os cistos têm aspecto circular, homogêneo e bem delimitado, fazendo diagnóstico diferencial com outras tumorações císticas.
Exames laboratoriais: sorologia (ELISA, imunoblot, hemaglutinação, imunodifusão), reação em cadeia por polimerase (PCR). Em caso de rompimento e na aspiração do cisto (durante o tratamento): identificação da parede do cisto (membrana anista) ou dos protoescóceles do verme.
Aspiração-reinjeção-reaspiração percutânea de cisto (PAIR) + albendazol:
1. Antes da drenagem: albendazol 15 mg/kg/dia (máx. 800 mg) VO 12/12 horas com comida, por 1 semana.
2. Punção com agulha e aspiração do conteúdo do cisto. Instilação de escolicida (salina hipertônica 15-30% ou álcool absoluto) por 20-30 minutos. Reaspiração com irrigação final. Taxa de cura de 96%.
3. Depois da drenagem: albendazol 15 mg/kg/dia (máx. 800 mg) VO 12/12 horas com comida, por 28 dias.
Ressecção cirúrgica do cisto intacto + escolicida (salina hipertônica, povidine, peróxido de hidrogênio, nitrato de prata ou albendazol). Taxa de cura de 90%.
Fonte: www.consultormedico.com
O cisto hidático ou hidatidose é causado pela fase larval do verme platelminte Echinococcus granulosus que parasita o intestino do cão e outros animais.
A contaminação ocorre pela ingestão dos ovos do verme através da água, alimentos ou pelo contato direto com os animais portadores.
No intestino, os ovos liberam as larvas que, pela circulação, atingem diversos órgãos (pele, músculos, fígado, cérebro, ect.).
As larvas se desenvolvem em grandes esferas cheias de líquido chamada cistos hidáticos. Alguns podem atingir o tamanho de uma bola de bilhar e, após alguns anos, chegar ao tamanho de uma bola de futebol.
Um cisto pode formar outros que se espalham pelo organismo, com graves conseqüências.
A profilaxia consiste em hábitos de higiene pessoal e em cuidados relacionados à alimentação e aos cães.
Fonte: www.francine.bio.b