A Assíria foi um reino situado na Mesopotâmia, entre os séculos XIII e VII a.C.. Foi fundado por um povo de origem semítica nativo do noroeste da Mesopotâmia.
O vácuo de poder na região criado após o declínio sumério permitiu aos assírios a criação de um estado independente, mas este foi logo suprimido pelo rei Hamurabi da Babilônia. Os assírios assim permaneceram sob poder babilônico até o declínio deste, em meados do século XIII a.C., quando seu rei, Tukulti-Ninurta, conquistou territórios ao sul, abraçando a própria cidade da Babilônia. Em sua extensão máxima, a Assíria extendia-se a leste até as fronteiras do Elão, a oeste até o Egito, ao norte até a Armênia e ao sul até os desertos da Península Arábica.
A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importante do panteão assírio dependia do grau de influência de suas cidades na política interna. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.
A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a entregarem-se sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento dispendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e dstribuidos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos, no período subseqüente.
A Assíria é mencionada no Bíblia através do livro de Jonas, quando este profeta recebe de Deus a incumbência de pregar Sua palavra aos habitantes de Nínive, a capital do Império. Posteriormente o relato bíblico cita a Assíria como responsável pela queda do reino de Israel, e pela tomada do baluarte judeu de Laquis, pelas mãos do rei Tiglate-Pileser. No entanto estas conquistas ocorreram já no final do período assírio, desgastado pelas guerras contra o Egito e pela ascenção recente dos medos a leste e dos reformistas babilônicos, ao sul. Em poucos anos, o outrora poderoso império dissolveu-se, sendo rapidamente absorvido por egípcios, babilônicos e medos.
Depois de um longo período de obscurantismo, o rei Tiglath-pileser I deu início as expansionismo assírio. No reinado de Tiglath-pileser III( 745-728 a.C.), o Império Assírio se estendeu do Golfo Pérsico às fronteiras do Egito. O apogeu, porém, ocorreu no reinado de Assurbanipal, cujo império se estendia do Nilo ao Cáusaco. Fizeram da guerra sua atividade principal e submetiam os vencidos a horríveis tormentos. Fundaram a cidade de Nínive, que se tornou a sede de seu poderoso império. Minado pela crise interna e pelos levantes dos povos conquistados, o Império Assírio desmoronou. O rei da média, Ciaxares, e o príncipe Caldeu Nabopolassar uniram-se contra os Assírios. A orgulhosa cidade de Nínive caiu no ano de 612 a.C. O expansionismo assírio: Autor:Fagner Nunes Carvalho Aoth Fezim Astera
Fonte: pt.wikipedia.org