
Sua arquitetura era, talvez, sua arte mais brilhante, com pirâmides encimadas por templos como sendo a principal característica. Ou seja, as pirâmides propriamente ditas não representavam em si nada, constituíam apenas uma forma de elevar-se os templos mais importantes até uma área alta, onde ficassem mais perto do céu. De todas as pirâmides, a mais gloriosa era, com certeza, a de Tenochtitlán, que estava encimada pelos templos do deus Tlaloc e do deus Uitzilopochtli .
A técnica de construção asteca era diferente da de Teotihuacán, uma vez que naquela cidade, os templos eram construídos de uma só vez, enquanto que em Tenochtitlán, os astecas iam ampliando os templos à medida que sua tecnologia permitia, como por exemplo a grande pirâmide de Tenochtitlán, a qual sofreu cinco ampliações - cada ampliação ocorria de acordo com uma crença religiosa de que o mundo acabaria a cada 52 anos.
Os palácios astecas, segundo os relatos de Cortez a Carlos V, eram semelhantes aos palácios de outras culturas Mesoamericanas, ou seja, eram grandes estruturas de pedra, divididas em vários cômodos muito grandes dentre os quais se contavam além de quartos e salas, zoológicos (com animais raros) e inúmeros jardins, com fontes e até lagos.

Como a arquitetura, a escultura asteca é maciça e imponente. Muitas obras mostram a influência artística dos Toltecas, Mixtecas e dos povos da costa do golfo, porém a estatuária religiosa possui traços típicos que expressam o caráter primitivo e violento dos astecas. Algumas vezes os artistas revelam uma concepção mais naturalista, criando figuras serenas, desprovidas de elementos grotescos. É o que se verifica em certas estátuas de Quetzalcoatl, divindade protetora das artes e das ciências, e nas de Xochipili, o senhor das flores, divindade da alegria, da música e da dança.

A pintura dos astecas é uma arte intermediária entre a escrita e a iluminura, manifestada através da execução minuciosa de caracteres pictográficos e da figuração de cenas históricas ou mitológicas. Os objetos são representados de frente ou de perfil e, às vezes, as duas posições são sobrepostas, resultando numa imagem irreal, mas sempre compreensível. Não conhecem a perspectiva e o colorido não tem nuances, porém há sempre contornos negros delimitando cada forma e realçando a vivacidade das cores. Em certos aspectos, essas obras lembram um dos estágios mais antigos da pintura egípcia.

A arte plumária, trabalho com penas, era uma produção familiar. Enquanto as crianças preparavam cola de excremento de morcego, a mulher escilhia e tingia as penas. Para fazer um escudo, o artesão primeiro fazia o desenho e um molde. Com ele, transferia o desenho para um pedaço de pano colado a fibras de cacto. Cortava as penas tingidas de acordo com o desenho e enfiava-as no tecido. Depois colava o pano num pedaço de madeira. Quando a cola secava, ele aplicava a camada final de penas, delineando o desenho com finas faixas de ouro. As penas, mais caras eram as do sagrado pássaro verde quetzal e as do colibri de cor turquesa.
Os astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos Toltecas, cuja civilização desaparecera muito antes de os astecas chegarem ao Vale do México. Os artesãos moravam em bairros separados na cidade, adorando seus próprios deuses e ensinando sua arte apenas aos seus filhos. Grande parte de seus trabalhos era para o rei. Com os tributos enviados pelas cidades conquistadas, faziam tiaras, mantas e jóias. O rei então recompensava os grandes guerriros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo pata esculpir uma peça em jade, cristal ou obsidiana, devido à precaridade dos seus instrumentos. Dava a primeira forma à matéria bruta esfregando na pedra uma tira de couro cru com areia e água. Trabalhava apenas com uma faca de cobre macio e pó de sílex. Para finalizar e dar os últimos retoques, polia a peça com areia, depois usava o junco para dar brillho.
O ourives usava o método da cera derretida para fazer objetos. Fazia um molde em argila, enchia-o com cera e recobria com mais argila. Depois, aquecia o molde para que a cera derretesse e escorresse por uma abertura. Derramava o ouro derretido dentro do molde, deixava esfriar, quebrava a proteção de argila e estava moldada a peça.
A literatura asteca era marcada por poemas nos quais a mistura de situações eram marcantes, pois neles não havia apenas um clima de alegria, ou de emoção, ou de amor, ou de tristeza, mas na verdade, todos os climas misturados, com situações cômicas se alternando com tragédias e posteriores romances.
A vida de governantes famosos era um dos objetos mais apreciados dos poetas para escreverem suas poesias, dentre estes soberanos, o preferido era Nezaualcoyotl, soberano de Texcoco, que reinou entre 1428 e 1472. Ele é considerado o maior poeta e pensador da civilização Asteca, além de ter se destacado como general, ao ajudar Itzcoatl, governante Asteca, a vencer a cidade inimiga de Azcapotzalco e, assim, formar a Tríplice Aliança.
A poesia estava intimamente ligada com o teatro, uma vez que muitos dos poemas eram escritos para serem representados por atores a membros das classes privilegiadas.

Não se pode deixar de ressaltar que a própria escrita asteca constitui um espécie de arte, uma vez que era hieroglífica (semelhante à egípcia, onde não havia letra, mas sim símbolos que indicavam determinadas coisas, o que dificultava a formação das palavras). Na realidade, a escrita asteca estava em evolução quando os espanhóis chegaram, pois começava a se tornar uma escrita sonora, mas ainda baseada nos hieróglifos, ou seja, algumas palavras que não tinha símbolos próprios eram formadas pela mistura de dois ou mais símbolos cuja pronúncia unificada se assemelhasse à pronúncia da referida palavra, por exemplo, para dizerem o nome da cidade de Quauhtitlán, para a qual não havia um símbolo específico eles misturavam dois glifos em um, ou seja, desenhavam uma árvore (cuja pronúncia é quauitl) com dentes (cuja pronúncia é tlanti), sendo assim, com a junção dos sons se chegava a algo parecido com Quauhtitlán.
Fonte: www.adrianavacanti.eti.br