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Astecas

 

Astecas
Astecas

São precedidos pelos olmecas e toltecas.

Os olmecas são assimilados pelos toltecas, que estendem seu domínio pelo México, onde se encontram os maias.

Há indícios de que os astecas vivem como servos dos toltecas desde o século IX. Mantêm, porém, sua organização tribal e no século XIV fundam cidades-Estado próprias.

Praticam a agricultura, intensificam o comércio e constroem templos e pirâmides. Fundam e expandem seu primeiro reino durante o século XVI, submetendo outras tribos e cidades-Estado.

Quando os espanhóis invadem o México, em 1519, conseguem a adesão dos povos dominados para destruir o reino asteca.

Conquista da América

Fernando e Isabel financiam as viagens de Cristóvão Colombo, que descobre a América em 1492 e dá início a um vasto império colonial espanhol no Novo Mundo. Hernán Cortés conquista o México dos astecas em 1521 e Francisco Pizarro derrota os incas no Peru e em 1532.

O rei Carlos I (1516-1556), da família dos Habsburgos, herda o reino e se torna, decorrência de casamentos dinásticos, o governante mais poderoso da Europa: senhor da Holanda (Países Baixos), Áustria, Sardenha, Sicília e Nápoles e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, com o título de Carlos V.

Cultura

O artista pré-hispânico é regido principalmente por conceitos religiosos, mesmo que anônimos e, reproduzindo o imaginário coletivo, muito mais que o individual.

Na sociedade asteca possuía lugar de destaque e importância.

É necessário que nos desvencilhemos dos "pré-conceitos" ocidentais e em termos artísticos ainda impregnados dos conceitos renascentistas, para podermos compreender a dimensão que as artes visuais, a música, o teatro e a poesia (oral e escrita), representavam para a cultura asteca.

As artes constituíam seu principal meio de comunicação e de relato histórico, através das formas é que os astecas expressavam sua mentalidade, sua visão de mundo. A arte é uma referência da própria vida, seja terrena ou cósmica. Todas as formas possuem seus signos próprios, a arte asteca assume o principal significado de evocar o sagrado, expressando-o em termos visuais.

A arte assume o papel preponderante de representação do mundo simbólico-religioso, toda essa visão cósmica que permeia a sociedade asteca como um todo, se reflete no modo como o espaço é representado no simbolismo poético, em seus monumentos arquitetônicos, em suas esculturas, em seu fazer artístico de modo geral.

A estética pré-hispânica esta vinculada ao sagrado, existe um imaginário coletivo, porém nem por isso deixamos de reconhecer o artista em seus traços individuais, como aquele que transforma todo esse simbolismo sagrado em imagem. A arte asteca foi de grande importância dentro do contexto histórico desse povo, tendo sido admirada pelo próprio conquistador e a Europa, em matéria de estética e técnica.

Para a compreensão de qualquer imagem é necessário considerar-se o plano individual e o coletivo. O individual é o próprio artista, o sujeito que cria o objeto que será apreciado por uma coletividade.

Essa compreensão está sujeita ainda a alguns fatores como: o suporte utilizado pelo artista, o material, o objeto ou a "idéia" a ser reproduzida, e para quem (qual o público) aquela imagem foi produzida. O artista pré-hispânico encontra em seu meio ambiente o barro (argila) para a cerâmica e a escultura; as pedras para a escultura, alguns artefatos e para a arquitetura; e os metais. Porém está limitado pelo tema.

Na arquitetura, destaca-se a grandiosidade de seus templos e outras construções que provocam admiração pelo tamanho e falta de tecnologia. Os monumentos arquitetônicos e as esculturas astecas tem como principal regra o princípio horizontal. As esculturas são trabalhadas de todos os lados. A pintura mural era utilizada em seus templos e palácios, sendo que as figuras normalmente não eram personalizadas, sendo identificadas através de pictogramas. A pintura foi utilizada principalmente nos códices (pequenos livros, semelhantes aos manuscritos europeus), responsáveis pela transmissão do conhecimento.

A pintura destaca-se pelas formas figurativas , como também formas abstratas e geométricas . A cerâmica constituiu-se de artefatos como jarras, potes e louças em geral. Muitos desses utensílios domésticos constituíam-se de verdadeiros objetos de arte, com pinturas policromadas.

A imagem asteca assume pois, a função de representação visual e plástica do sagrado. Imagem que lhe é atribuída pelo artista, à partir de suas vivências, das vivências de sua sociedade, das técnicas que distingue sua arte e , fundamentalmente de sua "mente" criadora, de sua fantasia. O artista pode ser o artesão sim, pois ele utiliza a técnica tanto quanto aquele, porém, esta técnica está a serviço de sua fantasia, do imaginário de sua coletividade.

O historiador Gombrich destaca em uma de suas obras: " o teste da imagem não é a semelhança com o natural, mas a sua eficácia dentro de um contexto de ação" (Gombrich, E.H. Arte e Ilusão).

O artista asteca criou dentro dessa eficácia, as obras que hoje nos ajudam a compreender a sua cultura, a sua concepção do sagrado, e o seu povo.

Fonte: www.geocities.com

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O Segredo dos Astecas

Assim como os seus antecessores incas, Os Astecas fascinam a arqueologia e despertam suposições em torno do seu desaparecimento. Comunidade marcada pelo trabalho e pelas crenças religiosas, Os Astecas habitavam a região de Astlán, a noroeste do México. Sucessores diretos da linhagem dos toltecas,

Os Astecas inicialmente formavam uma pequena tribo de caçadores e coletores que, em 1325, se deslocou em direção à zona central mexicana e desenvolveu uma agricultura moderna e de subsistência. Entre as invenções dOs Astecas, constam a irrigação da terra e a construção dos "jardins flutuantes" - cultivo de vegetais em terrenos retirados do fundo dos lagos. A construção das chinampas (nome dado a esses jardins) era feita nos lugares mais rasos dos lagos.

Os Astecas demarcavam o local das futuras chinampas com estacas e juncos, enchiam-nos com lodo extraído do fundo do lago e misturavam com um tipo de vegetação aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma massa espessa sobre a qual se podia caminhar. Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e sobrevivência de Tenochtitlán.

Tenochtitlán, capital do império asteca, era bela e bem maior que qualquer cidade da Europa na época. Esta metrópole teve seu apogeu de 400-700 d.C. Com suas enormes pirâmides do Sol e da Lua (63 e 43m de altura, respectivamente), sua Avenida dos Mortos (1.700m de comprimento, seus templos de deuses agrários e da Serpente Plumada, suas máscaras de pedra dura, sua magnífica cerâmica, ela parece ter sido uma metrópole teocrática e pacífica, cuja influência se irradiou até a Guatemala.

Sua aristocracia sacerdotal era sem dúvida originária da zona dos Olmecas e de El Tajín, enquanto a população camponesa devia ser composta por indígenas Otomis e outras tribos rústicas. A religião compreendia o culto do deus da água e da chuva (Tlaloc), da serpente plumada (Quetzalcoatl) símbolo da fecundidade agrária e da deusa da água (Chalchiuhtlicue). Acreditavam na vida após a morte, em um paraíso onde os bem-aventurados cantariam sua felicidade resguadardos por Tlaloc.

Ascensão e derrocada

Astecas
Hernan Cortes

O império inca foi construído em apenas um século (XIV). A derrocada veio tão rapidamente quanto a sua ascensão. Em nome da Igreja Católica e da Monarquia do Velho Mundo, os conquistadores espanhóis Hernández de Córdoba, Grijalva e Hernán Cortés, chegaram em 1517 no México, conquistaram e destruíram a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo de seu deus mais importante, uma catedral cristã. A prisão do Príncipe Montezuma e sua submissão direta a Hernán Cortés e Fernán Pizarro. Humilhado e submetido aos favores dos espanhóis, Montezuma foi decepado.

Por incrível que possa parecer, a civilização asteca simplesmente desapareceu. Várias são as hipóteses para sua "fuga". Uma delas alega que o massacre dos Astecas teria impelido os membros da civilização a debandarem para a Floresta da América Central.

Outra hipótese, coadunada por ufólogos e fanáticos em discos voadores, afirma que Os Astecas eram seres extraterrestres ou produtos híbridos, que teriam retornado aos seus planetas de origem, assim que a missão tivesse sido concretizada. Poucos indícios revelam o paradeiro desse povo misterioso.

Entretanto, por volta de 1988 uma equipe de reportagem de uma TV de El Salvador encontrou um achado um tanto desconcertante.

Incrustadas na parede de um templo estavam escritas, em náuatle (língua tradiocional dos Astecas), as palavras: "Nós voltaremos no dia 24 de dezembro de 2.010".

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Templo Asteca

A ARTE ASTECA

As ruínas astecas indicam muito mais grandeza do que qualidade. Sua arquitetura era menos refinada que a dos maias. Milhares de artesãos trabalhavam continuamente para construir e manter os templos e palácios. Pequenos templos se elevavam no topo de altas pirâmides de terra e pedra, com escadaria levando aos seus portais. Imagens de pedra dos deuses, em geral de forma monstruosa, e relevos com desenhos simbólicos, eram colocados nos templos e nas praças.

A mais famosa escultura asteca é a Pedra do Sol, erradamente conhecida como Calendário de Pedra Asteca. Está no Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México.

Com 3,7 m de diâmetro, a pedra tem no centro a imagem do deus sol, mostrando os dias da semana asteca e versões astecas da história mundial, além de mitos e profecias.

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Pedra do Sol: o monólito mais célebre da civilização

Os Astecas eram artesãos hábeis. Tingiam algodão, faziam cerâmica e ornamentos de ouro e prata e esculpiam muitas jóias finas em jade.

Cultura e Religião de um povo místico

Dezoito deuses. O politeísmo dOs Astecas estava configurado na crença em divindades representativas para cada uma das funções. Acreditavam em um deus que monitorava o vento, outro que monitorava o sol, outro que cuidava das plantações e assim por diante. A religião e o Estado estavam tão unidos na sociedade asteca que as leis civis tinham por trás de si a força da crença religiosa. Quando entravam em guerra, Os Astecas lutavam não só por vantagens políticas e econômicas, como também pela captura de prisioneiros. Estes eram sacrificados aos muitos deuses. A mais importante forma de sacrifício consistia em arrancar o coração da vítima com uma faca feita de obsidiana, ou vidro vulcânico. Às vezes, os sacerdotes e guerreiros comiam a carne da vítima.

Huitzilopochtli, a divindade asteca favorita, era o deus da guerra e do sol. Exigia o sacrifício de sangue e de corações humanos para que o sol nascesse a cada manhã. Outros deuses importantes eram Tlatoc, da chuva; Tezcatlipoca, "o espelho fumegante", do vento; e Quetzalcoatl, "a serpente de plumas", deus do conhecimento e do sacerdócio. Segundo as lendas astecas, Quetzalcoatl havia atravessado o mar velejando, mas um dia voltaria. Os deuses exigiam cerimônias especiais, orações e sacrifícios a intervalos determinados ao longo do ano e em ocasiões especiais.

Após as guerras, o mais bravo dos prisioneiros era sacrificado. Para isso, caminhava até o altar do templo tocando uma flauta e acompanhado de belas mulheres.

História e cultura do povo do Sol

Os Astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, esta lenda diz respeito apenas aos tenochca, um dos grupOs Astecas. Esta tribo dominou o Vale do México e fundou Tenoochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do ano 1325 d.C. Conta a lenda que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Segundo uma profeciam, este seria o sinal divino para o local da construção de sua cidade.

Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo tornaram-se os líderes da grande nação asteca. A primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livrOs Astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519.

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O Homem de Jade, uma das misteriosas relíquias dos Astecas

Montezuma de início acolheu os espanhóis, mas depois conspirou contra eles. Cortés então aprisionou o imperador.

Os Astecas rebelaram-se contra os invasores e Montezuma foi morto no levante. Cortés, com quase mil soldados espanhóis e a ajuda de milhares de aliados indígenas (tribos inimigas dOs Astecas), finalmente conquistou Os Astecas em 1521. Sua vitória foi fácil.

Enqüanto os espanhóis possuíam armas de fogo, cavalos e armas de ferro, Os Astecas praticamente lutavam com as mãos. Outro fator que propiciou o domínio por parte dos espanhóis foi crença, evidentemente equivocada, de que os espanhóis seriam na verdade o deus Quetzalcoatl e seus seguidores, regressando, como rezava a lenda.

O império asteca caiu imediatamente após a conquista. As doenças européias terminaram por assolar a população e dizimar milhares de pessoas.

Os espanhóis arrasaram completamente o centro cerimonial de Tenochtitlán e usaram a área para seus prédios públicos. Derrubaram templOs Astecas e erigiram igrejas católicas.

COTIDIANO

A maioria dOs Astecas vivia como os índios de hoje, nas mais remotas aldeias do México. A família morava numa casa simples, feita de adobe ou pau-a-pique e coberta de sapê. O pai trabalhava nos campos com os filhos mais velhos.

A mãe cuidava da casa e treinava as filhas nos afazeres domésticos. As mulheres passavam a maior parte do tempo moendo milho numa pedra chata, a metate, e fazendo bolos sem fermento, as tortillas. Também fiavam e teciam. Os alimentos preferidos eram a pimenta, o milho e o feijão - que produziam em larga escala para consumo. As roupas eram feitas de algodão ou de fibras das folhas de sisal.

Os homens usavam tanga, capa e sandálias. As mulheres trajavam saias e blusas sem mangas. Desenhos coloridos nas roupas revelavam a posição social de cada asteca. Os chefes de aldeia usavam uma manta branca e os embaixadores carregavam um leque. Em geral, os sacerdotes se vestiam de negro.

EDUCAÇÃO

Os sacerdotes tinham controle total sobre a educação. O império asteca era provido de escolas especiais, as calmecas, que treinavam os meninos e meninas para as tarefas religiosas oficiais. As escolas para as crianças menos disciplinadas eram chamadas de telpuchcalli, ou "casas da juventude", onde elas aprendiam história, tradições astecas, artesanatos e normas religiosas.

Os Astecas registravam os acontecimentos mais importantes em livros feitos de papel preparados com folhas de sisal. Estes livros eram enrolados como pergaminhos ou dobrados como mapas. Os Astecas não possuíam um alfabeto. Criaram uma espécie de escrita em logogrifo, usando imagens e caracteres simbólicos.

Fonte: www2.opopular.com.br

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Teotihuacán

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Crânio incrustado de turquesas e conchas representando Tezcatlípoca, Deus da Noite. Arte asteca

Teotihuacán situa-se a 48 km da Cidade do México, no centro do país

Os 20 km² da cidade de Teotihuacán são a obra-prima dos Astecas, um povo hábil em obras monumentais.

No legado dessa civilização singular, destacam-se as Pirâmides do Sol e da Lua. Comno duas respeitáveis anciãs, elas guardam os mistérios de um local onde deuses e seres humanos se encontraram.

Astecas
Caledário solar (ao centro o rosto do Deus solar Tonatiuh, mostrando a língua para beber o sangue humano).

Pedra proveniente da catedral da Cidade do México. Arte astec, 1325 - 1521

Desde a sua construção, no século II a.C., Teotihuacán esteve envolta em uma aura divina. Situada em um vale cercado de montanhas e sobre uma rede de cavernas subterrâneas, Teotihuacán, ou "lugar dos Deuses", era considerada o berço do Sol, da Lua e do próprio tempo. Exemplo máximo da interação entre ambiente natural e criação humana, a Pirâmide do Sol foi erguida sobre uma caverna em forma de trevo de quatro folhas, o que lhe imprimiu caráter sagrado, com seus 222x225 metros de largura por 63 de altura.Seus construtores ainda projetaram a obra parar que a luz do sol incidisse verticalmente em seu centro em determinados dias .

Segundo maior edifício do vale, a Pirâmide da Lua possui estilo típico de Teotihuacán: a combinação de planos inclinados e horizontais, talud-tablero, ela mede 120x150 metros de largura e 43 metros de altura.

Destruíção, Mistério e Glória

O século VIII marcou o apogeu de Teotihuacán, que abrigou mais de mil pessoas. As largas ruas seguiam um traçado tão rígido que foi preciso desviar o curso de um rio para que não interferisse no paralelismo das vias. Além de Templos, edíficios administrativos e residenciais, Teotihuacán contava com dois locais para reuniões - A Cidade e o Grande Conjunto.

Misteriosamente destruída por um incêndio, a cidade influenciou o Império Asteca, séculos mais tarde. Prova disso é que o último imperador asteca , Montezuma II, peregrinava desde a capital do império Tenochtitlán, até as ruínas de Teotihuacán, distante cerca de 50 km. No entento, a fé do governante não foi capaz de conter a conquista espanhola no século XVI.

Quetzalcoatl

Deus local representado por uma serpente alada (serpente emplumada). Na Pirâmide Quetzalcoatl, as serpentes de pedra projetam-se para fora. Como herói da cultura primordial, Quetzalcoatl está associado ao céu, às estrelas, à água, à abundância e ao cultivo de todas as artes e ciências da civilização. Representando a união do céu e da Terra, as imagens da serpente emplumada, bem como do jaguar emplumado, estão espalhadas em toda arte de Teotihuacán - nos utensílios de cerâmica, murais e nas grandes figuras esculpidas na fortaleza de Quetzalcoatl. ,

Os Astecas

Era um povo autóctone do México que fundou um império no século XV.

História

Vindos do Noste, Os Astecas ou mexicas, ramo dos chichimecas, penetratraram no atual vale do México no séc. XIII onde fundaram, em 1325, a cidade de Tenochtitlan (hoje cidade do México) e se organizaram em cidades-estados. Em 1428, formaram uma federação dos reinos de Tenochtitlan, Texcoco e Tlacopán, dominada por um soberano asteca que ocupou gradualmente as regiões vizinhas submetendo, até o início do séc.

XVI, quase todo México central. Extremamente próspero, altamente hierarquizado, esse Estado tornou-se uma monarquia aristocrática dominada pela religião.

Em 1519 começou a conquista espanhola; a resistência foi dirigida pelo imperador Montezuma II, que foi morto(1520), da mesma forma como seu sucessor Cuahtémoc(1520-1525), pelos conquistadores que, comandados por Costés, aniquilaram o império. A célula da sociedade era o clã, formado por pessoas de uma mesma linhagem e governado por um ancião. Possuíam divindades particulares, formação militar e a terra era considerada como domínio estatal do qual os indivíduos tinham usufruto, devendo pagar tributos e prestar serviços à nobreza e ao soberano. A autoridade política, militar e religiosa centralizava-se nas mãos de um chefe supremo, sempre escolhido na mesma linhagem. A centralização era marcada por uma rede de estradas muito desenvolvida.

Com o tempo foi-se acentuandoa separação entre a nobreza ( não hereditária e isenta de impostos) e o povo, formando-se grupos sociais novos e privilegiados: funcionários, artesãos, mercadores. Abaixo deles estavam os cidadãos livres, mas submetidos ao tributo e à corvéia; os homens sem terras, trabalhando para um senhor e, abaixo de todos, os escravos.

No topo dessa estrutura estava o soberano, assistido por um primeiro-ministro(que era ao mesmo tempo juiz supremo e comandante do exército) e por quatro conselheiros eleitos juntamente com o soberano. A nobrza não era uma casta inteiramente fechada, sendo possível a ascenção a seus quadros aos indivíduos que se distinguissem em façanhas guerreiras.

Economia

Hábeis agricultores, Os Astecas conheciam o alqueive (isto é, a prática de deixar terras agrícolas em repouso em certos períodos para recuperar sua força produtiva) e a irigação; cultivavam jardins flutuantes e procediam a divisão periódica das terras.Suas principais culturas eram o milho, favas feijão, melões, baunilha, pimentas, abóboras, etc.

A criação de animais era restrita(cães e perus), e o comércio era muito desenvolvido, fundado sobre a troca de produtos manufaturados na capital e matérias-primas produzidas nas províncias. A metalurgia do ouro, da prata, do cobre e do estanho também era muito desenvolvida. Os tributos em espécie, pagos pelas 35 províncias, forneciam grandes riquezas, que eram acumuladas nos armazéns reais.

Fonte: br.geocities.com

Astecas

História dos Astecas

O vale de México é parte das montanhas centrais e encontra-se em uma altura aproximadamente de uma milha e de uma metade. No baixo ponto do vale há um grande lago que faça a vida humana sustentável no país geralmente seco.

Muito antes dOs Astecas veio ao vale de México que a terra tinha visto a ascensão e o declínio de um número outros de grupos tribais. Um destes grupos construiu a grande cidade de Teotihuacán. De Teotihuacán seus povos construíram um império.

Isto realizava-se durante o período do quarto aos sextos séculos A.D. Aproximadamente 600 A.D. o império de Teotihuacán overthrown. Séculos um outro império foi criado mais tarde que pelos povos da cidade de Tollan (Tula), conhecida como o Toltecs. Seu império durou aproximadamente do décimo a duodécimo século.

Perto do fim do duodécimo século Tula foi capturado e queimou-se por seus inimigos. Os Astecas não vieram ao vale de México até o décimo quarto século.

Apesar da ascensão e da queda dos impérios havia uma continuidade da cultura no vale de México. A agricultura e outras tecnologias foram passadas para baixo da geração à geração. Uma religião evoluiu enquanto cada grupo dominante absorveu os deuses e os rituais de seus antecessores. Os templos sobreviveram frequentemente ao colapso de um império. Os templos pyramidal de Teotihuacán foram honrados e utilizados pelOs Astecas sete séculos após a cessão do império de Teotihuacán.

Muitos deuses sobrevividos na cultura do vale de México mas de um detalhe um são do interesse histórico especial, a serpente emplumada Quetzalcoatl. As descrições de Quetzalcoatl são encontradas em Teotihuacán.

O Toltecs Quetzalcoatl igualmente adorado e um rei foi identificado com Quetzalcoatl. Que o rei, personificando Quetzalcoatl, estêve conduzido aparentemente do poder e viajado com seus suportes costa do golfo navegou afastado jurar retornar um dia para reivindicar seu reino.

Que a legenda sobrevivida diversos séculos e era uma parte da cultura dOs Astecas quando Cortez e seus conquistadores apareceram nessa mesma costa.

Os Astecas chegaram no vale de México como wanderers desabrigados aproximadamente 1300 A.D. Tiveram que eak para fora uma existência precária aliando-se com os tribos mais poderosos na área. Estabeleceram-se finalmente em um console marshy no lago. Os Astecas eram bem sucedidos em reter este local na parte porque era geralmente uma posição indesejável na parte que estivesse em um intertice de impérios locais.

Um grupo tribal que consideram capturar Os Astecas e seu território arriscaram provocar seus vizinhos mais poderosos em uma guerra principal.

Os Astecas foram deixados assim para construir seu console e uma cidade em cima dela. A cidade foi chamada Tenochtitlán após um nome Os Astecas usado para se, Tenochca. O outro nome que se usaram para se era Mexica. Não se chamaram astecas.

A data fundando de Tenochtitlán era 1325 A.D. Os Astecas deste Tenochtitlán adiantado tiveram aceitar o overlordship do Tepanecs da cidade de Azcapotzalco.

O Tepanecs era expansionists e derrotava o império rival de Texcoco, mas os líderes de excesso do Tepanecs trouxeram na existência uma aliança dos povos que derrotaram o Tepanecs e restauraram Texcoco.

Essa aliança incluiu o Tlaxcalans fora do vale, um pessoa que estava mais atrasado os aliados cruciais de Cortez. Da agitação política que segue o colapso do poder de Tepanec Os Astecas emergeram como uma força independente. Adquiriram algum território na costa do lago e deram forma a uma aliança com Texcoco e Tlacopan, a aliança tripla.

Os termos da aliança tripla chamaram para a divisão de todos os entulhos da guerra em cinco porções, em duas porções de que iria a Tenochtitlán, duas porções a Texcoco e em uma porção a Tlacopan.

A aliança tripla construiu um império. Um Tlacopan mais atrasado desvaneceu-se do poder e por um período de tempo Tenochtitlán e Texcoco governou comum o império.

Pelo reino de Montezuma II, o líder asteca que um Cortez enfrentado mais atrasado, Texcoco tinha declinado igualmente e Tenochtitlán governaram o império da aliança tripla sozinho.

O mapa abaixo mostra a área controlada pela aliança tripla no vermelho. A área mostrada na cor-de-rosa indica os tribos aliados com Os Astecas. A área mostrada na luz - o verde é a área controlada pelos inimigos amargos dOs Astecas, o Tlaxcalans.

A economia do vale de México

A economia do vale de México foi fundada em cima do crescimento do milho (milho). Esta planta é um nativo da região. Foi plantada por meio de uma vara de escavação. Sem um arado e os animais de esboço o milho poderia ser cultivado somente nos solos os mais claros, os solos que foram depositados por rios e por córregos.

O milho esgota os minerais que exige em alguns anos assim a menos que os meios do refertilization estiverem disponíveis o milho os fazendeiros teriam que se mover sobre para a terra nova após diversos anos.

O cultivo dOs Astecas das regiões pantanosas era afortunado nessa água era prontamente - disponível e as regiões pantanosas teve as vegetações de deterioração abundantes que ajudaram a refertilize os lotes da exploração agrícola. Os Astecas criaram chinampas, lotes estreitos do jardim cercados pela água.

Este arranjo permitiu que usassem a lama fértil dragada da parte inferior de lago para fertilizar suas colheitas.

Um tamanho típico para um chinampa tinha aproximadamente 20 pés de largura por 300 pés de comprimento.

Havia uma variação considerável nestas dimensões. Nos chinampas os fazendeirOs Astecas cresceram, além do que o milho, as polpas e os tomates. Diversas colheitas podiam ser crescidas todos os anos.

A terra foi cultivada por famílias individuais mas a posse final descansou com o clã. Se uma família não poderia cultivar a terra sob seu cuidado seu controle revertido ao clã ao reassignment a uma outra família.

As famílias tiveram que contribuir uma parte de sua produção do ofício da exploração agrícola e do agregado familiar como impostos. Igualmente tiveram que fornecer o trabalho para funções religiosas e de comunidade e a mão-de-obra em período da guerra.

Fonte: www.applet-magic.com

Astecas

As primeiras evidências dos povos Astecas no México Central datam do século XIII. Entretanto, antes mesmo deste período há evidências de outros povos nesta mesma região, como é o caso dos Toltecas.

A civilização Tolteca propriamente dita desenvolve-se, a partir do século XI. Contudo, a partir do século XII, a principais cidades construídas pelos Toltecas entram em declínio. Tribos bárbaras de territórios próximos surgem então para se estabelecerem nessas cidades recentemente abandonadas pelos Toltecas. A nova organização dessas tribos nestas cidades é que resultará na civilização Asteca.

A última grande civilização mesoamericana foi a dOs Astecas, uma tribo “bárbara” primitiva que habitou nas pequenas ilhas do lago Texcoco na metade do século XIV, e, em poucas décadas chegou a dominar a maior parte do México. Este crescimento vertiginoso é um indicio de perícia estratégica e organização militar. Os Astecas conquistaram seu imenso império através de guerras.

Os Astecas e a organização da cidade

A cidade era composta por vários clãs, e cada um tinha seu templo e sua escola. O clã era administrado pelo Capulli, expressão que também servia para denominar o clã. O Capulli era o administrador das terras da região e dava aos homens lotes para serem cultivados quando estes se casavam.

Os que não pertenciam a um clã trabalhavam nas terras dos nobres. Cada clã tinha um conselho para julgar crimes menores, coletar impostos para o governo e organizar grupos para fazer canais. Os canais teriam a função de estradas, usados como vias de comunicação.

A praça principal era o centro da vida da cidade. Nela eram realizados o mercado (de quatro em quatro dias), bem como os festivais (mensalmente). Nestes festivais Os Astecas, cantavam, dançavam e ofereciam sacrifício aos deuses, enquanto no mercado, para vender seus produtos, cada comerciante pagava uma taxa ao supervisor. Caso a taxa não fosse paga, as mercadorias eram confiscadas pelos fiscais. A venda e compra se dava através da troca de produtos. As pessoas utilizavam grãos de cacau para compensar as diferenças no valor dos objetos trocados.

No mercado eram vendidos legumes, verduras, animais, machados, panelas, objetos de plumas, joalheria, e ervas. Havia também a venda de escravos, que eram prisioneiros de guerra, criminosos ou homens que tinham perdido tudo no jogo.

Organização Social

O rei dividia o governo do Estado com a Mulher serpente, que era um homem. Havia um conselho de chefes (comandantes militares) para orientar o rei e a Mulher Serpente. Para conseguir um título de nobreza era preciso demonstrar bravura nas guerras, condição imposta tanto para os filhos de nobres quanto para os filhos de camponeses.

Oficiais graduados eram juízes e grandes generais, enquanto os menos graduados governavam o povo. Artesãos e comerciantes passavam suas profissões a seus filhos. Em maior número na sociedade estavam os cidadãos comuns (aqueles que recebiam terras do clã para cultivar), camponeses (camponeses sem terra trabalhavam na terra dos nobres) e escravos. Nota-se uma sociedade bastante estratificada; hierarquizada. As roupas eram um meio de demonstrar a posição social da pessoa, havendo leis severas para o uso de certas peças.

Alimentação

Fazia parte da alimentação Asteca o milho (do qual eram feitos cozidos, bolos e pães), feijão abóbora, tomate além de animais domesticados como coelho, peru, patos, cachorros e aves. Uma das famosas iguarias Astecas é o chocolate.

Diferente do conhecido atualmente, era mais amargo e um líquido grosso, sendo bebido após as refeições principalmente no inverno. Contudo, o consumo de carne entre outros alimentos considerados mais nobres não estavam ao alcance de toda a população. Por serem de grande valor não faziam parte da alimentação das classes mais baixas.

Educação

Depois que a criança nascia, o astrólogo escolhia um dia de sorte para dar nome à criança e para predizer o seu futuro. Os Astecas acreditavam que o caráter da pessoa era influenciado pelo dia em que ela nascia. As crianças frequentavam a escola até completarem 8 anos. Na escola aprendiam o básico da escrita asteca e as tradições (tanto os meninos quanto as meninas).

Uma outra metade do ensino era dividida: meninas aprendiam a tecer, costurar, cozinhar e cuidar das crianças, enquanto os meninos aprendiam a guerrear.

Ao completarem 21 anos, os estudos estavam concluídos: as meninas iam viver para o casamento e os meninos tornavam-se guerreiros. Os melhores guerreiros se juntavam aos guerreiros águia e jaguar, que representavam os cargos mais altos na carreira militar.

Sacerdote e o templo

Os meninos mais inteligentes, iam aos oito anos para o calmecac ou escola de sacerdotes. Lá rezavam e jejuavam durante dias. Os sacerdotes ensinavam os meninos a ler e escrever, fazer remédios com ervas, canções, preces própria a cada um dos deuses e a prever eclipses. Com 20 anos ele podia deixar o calmecac para se casar, podendo exercer a função de escriba no palácio, dar nome às crianças e predizer o futuro.

O sacerdote cuidava dos templos e fazia sacrifícios. Os templos eram erguidos o mais alto possível, pois assim Os Astecas acreditavam estarem mais próximos dos deuses celestes, e em sua plataforma eram realizados os sacrifícios. Os Astecas acreditavam que os deuses haviam se sacrificado para criar o sol, e por isso era dever deles alimentar os deuses com a “água sagrada” (sangue). Para isso havia a necessidade de capturar prisioneiros de guerra constantemente.

Somente alguns sacerdotes tinham o conhecimento de astrologia e podiam interpretar o calendário sagrado. Havia também um calendário solar. Todos consultavam os sacerdotes antes de tomar decisões importantes, pois acreditavam em dias de sorte e dias de azar.

Jogos

O tlachtli era um jogo asteca muito parecido com o jogo dos Maias (aquele com a bola de borracha). Os Astecas passavam o tempo jogando “jogos de azar”.

Arte Asteca

A arte asteca se caracteriza principalmente por sua arte plumária (trabalho com penas) e pela ourivesaria (trabalho com ouro). Os Astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos toltecas. Grande parte do trabalho dos artesão era para o rei, que utilizava os tributos para fazerem tiaras, mantas e jóias. O rei recompensavam os guerreiros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo para produzir uma peça, devido à simplicidade de seus instrumentos.

Os Deuses

Os Astecas tinham muitos deuses, e cada um deles era responsável por uma fase da vida. Entre eles estão o deus do sol do meio-dia ( Uitzilopochtli), filho de Coatepec e Tezcatlipoca, que era deus da noite. Acreditavam que os deuses observavam suas vidas constantemente. Sendo assim, procuravam não desobedecer os deuses, agradando-os com os sacrifícios.

Ao morrer, Os Astecas acreditavam que cada um ia para direções diferentes: guerreiros para o leste (paraíso do Sol), as mulheres para o oeste (paraíso da deusa Terrra), os afogados iam para o paraíso de Tlaloc a oeste e os outros iam para o norte onde governava o Senhor e a Serpente da Morte.

Escrita

A escrita Asteca, assim como a escrita Maia, era representada por glifos. Esta escrita pode ser encontrada em códices, feitos em casca de figueira batida, ficando bem fina como um papel, e revestidas por uma espécie de verniz.

Bibliografia

SOUSTELLE, Jacques. A Civilização Asteca. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
CROSHER, Judith. Os Astecas. .São Paulo: Melhoramentos, 1988.
Transposição didática: Joana Vieira Borges e Maise Caroline Zucco.

Fonte: www.ca.ufsc.br

Astecas

Cultura asteca

O povo Asteca foi um povo bom em esculturas pois as faziam de todos os tamanhos em que ficavam com temas religiosos ou da natureza. Captavam a essência do que queriam representar e logo realizavam as suas obras com todo o detalhe. Nas esculturas maiores geralmente representam deuses e reis. As mais pequenas as utilizavam para representações de animais e objetos comuns.

Os Astecas utilizaram a pedra e a madeira e as vezes decoravam as esculturas com pintura de cores ou incrustações de pedras preciosas. Em relação á aos minerais, devido aos seus conhecimentos de física, os Astecas aplicaram várias técnicas como fundir o ouro com a prata, entre outras coisas.

Normalmente o metal se combinava com pedras preciosas com a turquesa, a jade ou o cristal ou conchas. Elaboravam todo o tipo de figuras e adornos para os seus corpos como pulseiras, colares, fios, etc. A pintura no povo Asteca aparece ligada à Arquitetura. A cor tem um papel fundamental. Trata-se de um cor simples, sem sombras e, possivelmente, com conotações simbólicas.

Outro traço característico da arte Asteca é os adornos feitos com penas, que tiveram grande importância na América Central. As penas mais apreciadas eram as de quetzal (verdes), as de tlauquecholli (vermelhas) e as do xiuhtototl (azul turquesa). Com estas penas faziam tapetes e decoravam mantos, mascaras de rituais, escudos e trajes de guerreiros.

Calendária Asteca

O Calendária Asteca está dividido em várias secções:

O disco central. Nele está a representação de Tonatiúh, o Sol.
Nos quatro retângulos que o rodeia, representava-se a lenda dos 4 sois.
Primeiro circulo. Está formado por vinte partes iguais com figuras que representam os dias do mês Asteca
Segunda circulo. Está formado por vinte partes iguais com figuras que representam os dias do mês Asteca
Terceiro círculo. Está formado por duas bandas ligadas em papel amatl. A parte superior, a mais pequena, contem a data de término do Calendário, um ornamento de ervas e flores e a cauda de duas serpentes.

Na parte inferior aparecem os corpos de duas serpentes de fogo com escamas, Xiuhcóatl, formada por treze segmentos iguais cada uma e o signo Tlachinolli, planta que assemelha-se a uma serpente, com dez círculos pequenos e um quadro duplo.

Na parte inferior desde círculo, se observam as cabeças das duas serpentes sobrepostas, cujas goelas saem das faces de Quetzalcóatl, personificado como Tonatiúh, o Sol e de Tezcatlipoca, Senhor da Noite.

Cada serpente tem patas com garras e uma penugem com sete círculos cortados em metade, que simbolizam a Constelação das Plêiades.

Quarto círculo. Nele se representam as estrelas sobre o céu nocturno. Contem 158 circulos pequenos que rematam nas bandas de papel amatl.

O primeiro círculo contém 20 figuras que representam os dias do mês. Cada mês se divide em quatro grupos de cinco dias.

Os nomes e significados dos dias em Português, são os seguintes:

Cipactli Crocodilo
Ehecatl Vento
Calli Casa
Cuetzpallin Lagartixa
Coatl Serpente
Miquiztli Morte
Mazatl Veado
Tochtli Coelho
Atl Água
Itzcuintli Cachorro
Ozomatli Macaco
Malinalli Erva
Acatl Cana
Ocelotl Tigre
Cuauhtli Águia
Cozcacuauhtli Falcão
Ollin Movimento
Técpatl Pedra
Quiahuitl Chuva
Xóchitl Flor

A conta dos dias começa com o crocodilo e continua em sentido contrário dos ponteiros do relógia. Os dias vão acompanhados por um número consecutivo do um aos treze. Desta forma, não se repete a mesma figura com o mesmo número em um período de 260 dias.

O ano civil Asteca, Xiuhpohualli.

Se compõe de 18 meses, de 20 dias cada um e 5 dias de inatividade chamadas nemontemi. Em total, somam 365 dias. O Xiuhpohualli inicia em 2 de Fevereiro e o dos nemontemi são os últimos dias de Janeiro e primeiro de Fevereiro.

A cada quatro anos, junta-se um dia nemontemi, que equivale ao ano bissexto em cada 130 anos se suprime um dia nemontemi.

Religião Asteca

Segundo os Astecas o mundo foi criado e destruído quatro vezes. Logo foi criado pelos deuses pela quinta vez. Eles fizeram a terra e a separação do céu.

Depois, o deus Quetzalcóalt criou os homens e as planas que os alimentam. Segundo os Asteca apenas vivem uma vez e a vida está tão cheia de sofrimento como de alegria.

Para eles a única forma de perdurar depois da morte é alcançar a fama, apesar da fama desaparecer quando morrem os que recordam o defunto.

Tinham muitos deuses:

Coatlicue Deusa da terra
Huitzilopochtli Deus da guerra
Ipalnemoani Utilizado na poesia, como a força suprema.
Xochipilli Deus das flores, do amor, da fertilidade e das relações sexuais ilícitas.
Xochiquétzal Deusa protetora da prostituição.
Tlazoltéotl Deusa do prazer, da voluptuosidade, da fecundidade e da fertilidade. Ela protegia das parturientes, as sacerdotisas relacionadas com o mundo amoroso e os homens da intensa atividade sexual.

Cada fenómeno atmosférico também era associado a um deus:

Tlaloc Chuvas
Quetzalcóatl Ehecatl Ventos

A astronomia era uma das ciências de mais tradição para os Astecas. Graças às suas observações puderam determinar com grande precisão as revoluções do sol, da lua, de Vénus e, possivelmente, de Marte.

A observação dos céus lhes permitiram realizar agrupamentos de estrelas em constelações, apesar de não coincidirem com as nossas. Analisavam a frequência dos eclipses de sol e lua e conheceram a existência dos cometas. Tudo isto lhes permitira criar o seu complexo calendário Asteca.

Apesar de cada fenómeno atmosférico era associado a um deus, a observação do seu redor lhes permitiu também desenvolver conhecimentos de meteorologia e assim predizer as geladas ou estabelecer as características dos ventos dominantes. A medicina também teve um grande nível de desenvolvimento na cultura Asteca. Os sacrifícios humanos religiosos favoreceram um bom conhecimento da anatomia.

Com o conhecimento da natureza distinguiram propriedades curativas em diversos minerais e plantas. Nesta sociedade, a medicina esteve muito ligada à magia.

Ainda assim, o fato de não atribuir a causa cientificamente correta a cada doença não significou que não se aplica-se o remédio conveniente. Apesar da medicina ser praticada por homens e mulheres, parece ser que apenas as mulheres podiam encarregar-se de ajudar nos partos.

Fonte: www.culturasdomundo.com

Astecas

A data de 1168 é tida como aquela em que Os Astecas, uma pequena tribo de caçadores, deixam a sua região de origem, Astlán no noroeste do México.

Depois da queda dos Toltecas no Vale do México, Os Astecas foram uma das últimas tribos a chegar às margens do lago Texcoco.

Os Astecas chegaram às margens do lago Texcoco, no Vale do México, em 1325 d. C. Eles formavam inicialmente uma tribo de caçadores e coletores que se deslocou dos platôs áridos do norte do México em direção à zona central fértil e mais civilizada, ocupada por povos que praticavam agricultura desenvolvida.

Neste deslocamento, que se estendeu do início do século XII ao início do século XIII, Os Astecas lutaram, mas também conviveram com outros povos com os quais enriqueceram sua cultura e aperfeiçoaram o seu conhecimento tecnológico, especialmente sobre a agricultura. Aprenderam a irrigarar a terra com o cultivo e a construir "jardins flutuantes", chamados de chinampas. As chinampas são porções de terreno que os indígenas recuperavam do fundo do lago para formar e estender a terra firme tanto para construir como para o cultivo agrícola intensivo.

A construçõa das chinampas se dá nos lugares mais rasos do lago onde se podia colocar as diversas camadas vegetais para a formação deste tipo de terreno exclusivo do Vale do México.

Os Astecas demarcavam o local das futuras chinampas com estacas e juncos, emchiam com lodo extraído do fundo do lago e misturavam com um tipo de vegetação aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma massa espessa sobre a qual se podia caminhar. Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e sobrevivência de Tenochtitlán. Aos poucos, com sua arte guerreira e sua habilidade de aprender com os povos entre os quais viviam, tornaram-se ricos e poderosos, se tornando um grande império.

Sua capital Tenochtitlán, era maior que qualquer cidade da Europa na época. A partir de Tenochtitlán Os Astecas conquistaram através de guerras um território tão vasto que corresponde hoje ao México e ao norte da América Central ( Guatemala e Nicarágua ). Este império foi construído em um século ( do início do século XIV ao início do século XV ).

A partir de 1517, expedições espanholas lideradas por Hernández de Córdoba, Grijalva e Hernán Cortés, conquistaram e destruíram a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo de seu deus mais importante, uma catedral cristã.

ARTE ARQUITETURA DOS TEMPLOS E SANTUÁRIOS

Os templOs Astecas foram edificados com enormes blocos de pedras das montanhas que rodeavam o Vale do México. Os templos eram erguidos o mais alto possível para que Os Astecas podecem ficar perto dos seus deuses do céu. No topo havia uma plataforma onde eram sacrificadas as pessoas, geralmente prisioneiros, escolhidas como oferendas aos deuses. Os Astecas acreditavam que deviam costruir um novo templo a cada 52 anos para agradecer aos deuses o fato de o mundo não ter ainda acabado.

Em vez de demolir o velho templo, eles construíam outro em cima daquele. Assim, cada templo era maior e mais importante do que o anterior. Em Tenochtitlán o grande templo foi aumentado cinco vezes.

ESCULTURA

Como a arquitetura, a escultura asteca é maciça e imponente. Muitas obras mostram a influência artística dos Toltecas, Mixtecas e dos povos da costa do golfo, porém a estatuária religiosa possui traços típicos que expressam o caráter primitivo e violento dOs Astecas. Algumas vezes os artistas revelam uma concepção mais naturalista, criando figuras serenas, desprovidas de elementos grotescos. É o que se verifica em certas estátuas de Quetzalcoatl, divindade protetora das artes e das ciências, e nas de Xochipili, o senhor das flores, divindade da alegria, da música e da dança.

PINTURA

A pintura dOs Astecas é uma arte intermediária entre a escrita e a iluminura, manifestada através da execução minuciosa de caracteres pictográficos e da figuração de cenas históricas ou mitológicas. Os objetos são representados de frente ou de perfil e, às vezes, as duas posições são sobrepostas, resultando numa imagem irreal, mas sempre compreensível. Não conhecem a perspectiva e o colorido não tem nuances, porém há sempre contornos negros delimitando cada forma e realçando a vivacidade das cores. Em certos aspectos, essas obras lembram um dos estágios mais antigos da pintura egípcia.

ARTE PLUMÁRIA

A arte plumária, trabalho com penas, era uma produção familiar. Enquanto as crianças preparavam cola de excremento de morcego, a mulher escilhia e tingia as penas. Para fazer um escudo, o artesão primeiro fazia o desenho e um molde. Com ele, transferia o desenho para um pedaço de pano colado a fibras de cacto.

Cortava as penas tingidas de acordo com o desenho e enfiava-as no tecido. Depois colava o pano num pedaço de madeira. Quando a cola secava, ele aplicava a camada final de penas, delineando o desenho com finas faixas de ouro. As penas, mais caras eram as do sagrado pássaro verde quetzal e as do colibri de cor turquesa.

ARTESANATO

Os Astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos Toltecas, cuja civilização desaparecera muito antes de Os Astecas chegarem ao Vale do México. Os artesãos moravam em bairros separados na cidade, adorando seus próprios deuses e ensinando sua arte apenas aos seus filhos. Grande parte de seus trabalhos era para o rei. Com os tributos enviados pelas cidades conquistadas, faziam tiaras, mantas e jóias. O rei então recompensava os grandes guerriros com esses presentes.

Um escultor levava muito tempo pata esculpir uma peça em jade, cristal ou obsidiana, devido à precaridade dos seus instrumentos. Dava a primeira forma à matéria bruta esfregando na pedra uma tira de couro cru com areia e água. Trabalhava apenas com uma faca de cobre macio e pó de sílex. Para finalizar e dar os últimos retoques, polia a peça com areia, depois usava o junco para dar brillho.

OURIVESARIA

O ourives usava o metodo da cera deretida para fazer objetos. Fazia um molde em argila, enchia-o com cera e recobria com mais argila. Depois, aquecia o molde para que a cera derretesse e escorresse por uma abertura . Derramava o ouro derretido dentro do molde, deixava esfriar, quebrava a proteção de argila e estava moldada a peça.

A URBANIZAÇÃO DE TENOCHTITLÁN

Tenochtitlán se localiza numa ilha no interior do lago de Texcoco. Este lugar desabitano tinha uma enorme riqueza ecológica que foi se tranfor -mando até alcançar o florescimento que os conquistadores observaram 200 anos depois. O controle político e econômico da cidade Asteca ( Tenochtitlán) abarcava uma extensa zona da Mesoamérica com um grande número de povos subjulgados que abasteciam a cidade de numerosos produtos naturais e manufaturados.

O TRAÇADO URBANO

O traçado das principais avenidas e a organização do centro ceremonial se realizou com relação à localização dos pontos periféricos da paisagem, pricipalmente os topos dos morros e o percurso do sol a cidade e seus arredores contavam com obras hidráulicas e estradas.

Estudos indicam que o complexo de obras foi realizado para evitar as enchentes na cidade, melhorar a qualidade das águas permitindo a entrada de água doce proveniente dos lagos Xochimilco e Chalco, e comunicar a ilha com a terra firme. O centro cívico-religioso se localiza mais ou menos no centro da ilha de Tenochtitlán.

O conjunto urbano se estrutura a partir de três caminhos principais que atravesam a ilha e continuam além dela para uní-la à terra firme: ao norte, o caminho de Tepeyacac; a oeste, o caminho de Tlacopan, e ao sul, o caminho de Iztapalapa. Quanto à distribuição e ao tipo de edifícios que se encontravam no centro, sabe-se que ali se localizavam as residências dos principais senhores, os templos pirâmides dedicados a Huitzilopochtli, Tláloc e Tezcatlipoca, edifícios para a educação e outros ofícios rituais.

Nas zonas não cerimoniais dentro da ilha se utilizava um traçado quadriculado regular, quando assim permitiam as condições ecológicas do terreno; e se utilizavam outras disposições de acordo com a adaptação das áreas residenciais às obras hidráulicas para o controle lacustre do sítio. É interessante observar que os caminhos eram estreitos e relativamente frágeis; Os Astecas construíram sua cidade para o tráfego de pedestres, já que na época não havia cavalos na Mesoamérica.

O trânsito era preferentemente aquático e com canoas, que permitiam o deslocamento a qualquer lugar dentro ou fora da cidade, pela complexa e eficiente rede de canais de que dispunha a cidade de Tenochtitlán. Os caminhos amplos e com pontes uniam a ilha com a terra firme.

AS HABITAÇÕES INDÍGENAS

A maioria dos prédios é regular e o loteamento segue um esquema em que cada prédio ou unidade habitacional se integra diretamente aos caminhos para circulação de pessoas e aos canais para circulação de canoas.

Cada unidade habitacional corresponde a um prédio e se compõe dos seguintes elementos: um conjunto de chinampas, canais para irrigar as chinampas, um terreno onde se localiza a casa, e um terreno entre a casa e as chinampas. Os limites das habitações são caminhos e canais em seus quatro lados e facilitam sua integração ao contexto urbano tanto por terra firme como em canoas pela água. Todas as moradias na Planta Maguey aparecem com seus acessos principais voltados para o sul.

As moradias indígenas eram projetadas para responder a necessidades culturais própias: havia compartimentos com grande variedade de formas destinados a dormitórios, pátios internos e externos, terrenos e chinampas para cultivo, corredores e currais. A integração espacial da casa era independente do exterior, de costas para os caminhos e espaços públicos. Mas se ligava de várias maneiras com o entorno imediato e com o resto da cidade através de circulação por terra e por água. As habitações indígenas tinham, em geral, paredes de adobe e telhado de materiais vegetais, constituindo-se em cargas leves sobre terreno frágil, sujeito a afundamentos, quase flutuando sobre as águas do lago.

Apesar dos materiais de construção serem perecíveis esta habitação adequava-se muito bem às condições climáticas e de integração ecológica. As casas eram baixas e com pouca iluminação. A única abertura era a da porta. Isto era assim porque os indígenas realizavam a maioria das suas atividades cotidianas nos espaços externos. As habitações serviam para dormir e para o descanso total através do isolamento da luz e de outros agentes externos ( ruído, chuva, ... ).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando os espanhóis entraram no México e lhe conquistaram as terras, Os Astecas já se encontravam em decadência, divididos por ódios de clãs e rivalidades de famílias. Foram derrotados pelos invasores europeus, com relativa facilidade. E nunca mais se reergueram. Imediatamente após a conquista os espanhois construiram sua cidade em cima de Tenochtitlán.

BIBLIOGRAFIA

1- ARAGÓN, Jorge Gonzáles. Tenochtitlán; conjunto urbano asteca. in Arquitectura Panamericana. Santiago, Federación Panamericana de Asociaciones de Arquitectos, dez. 1992.
2- CROSHER, Judith. Os astecas. São Paulo, Melhoramentos, 1990.
3- MORRIS, Anthony Edwin James. A history of urban form: before the industrial revolutions. Essex, Longman, 1994.
4- Arte nos Séculos. São Paulo, Abril Cultural, 1970. vol. IV.
5- Enciclopédia Brasileira Mérito. São Paulo, Mérito, 1959. vol. 2.
6- Encyclopaedia Britannica. Chicago, Encyclopaedia Britannica, 1968. vol. 2.
7- Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo, Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987. vol. 2.
8 - Povos Primitivos. São Paulo, Globo, 1990.

Fonte: campus.fortunecity.com

Astecas

Primitivos habitantes do México. Eles ocuparam o Vale do México e áreas próximas desde 1200 e dominaram o país a partir de 1325, quando chegaram ao vale de Anahuac e fundaram a cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México).

Os índios astecas foram dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana. Eram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida.

Grande parte de sua cultura vem dos toltecas, que viveram na região antes deles, e da avançada civilização maia de Yucatán.

VIDA DOS ASTECAS

Os astecas eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos e rostos redondos. Quase todos falavam a língua náuatle.

Cotidiano. Provavelmente a maioria dos astecas vivia como os índios de hoje, em remotas aldeias do México.

A família morava numa casa simples feita de adobe ou pau-a-pique e coberta de sapê. O chocolate era a bebida favorita, tão valorizada que os astecas usavam as sementes de cacau como dinheiro.

Vida Urbana. Tenochtitlán, construída sobre as águas rasas do lago Texcoco, era a capital do Império asteca. As ruas eram de terra batida e as casas, de tijolos de adobe. Muitos canais atravessavam a cidade. Estradas elevadas com pontes levadiças ligavam Tenochtitlán às terras do norte, do oeste e do sul.

Aquedutos levavam água potável para a cidade, trazida de fontes que ficavam numa montanha próxima. Calcula-se que a população fosse de 100 mil pessoas quando os espanhóis chegaram.

Todos os canais e vias principais levavam para a praça cerimonial no centro da cidade. Ali, cercadas por um muro alto, ficavam grandes pirâmides de topo chato encimadas por templos. Cada templo era dedicado a um deus asteca.

Astecas
Guerreiros astecas esculpidos na pedra.
Esse povo mantinha rígida organização militar.

Religião

A vida dos astecas era dominada, em todos os seus aspectos, pela religião. Quando entravam em guerra, os astecas lutavam não só por vantagens políticas e econômicas, como também pela captura de prisioneiros, que eram sacrificados em homenagem aos muitos deuses.

Às vezes, os sacerdotes e guerreiros comiam a carne da vítima. Huitzilopochtli, a divindade asteca favorita, era o deus da guerra e do sol. Outros deuses importantes eram Tlaloc, da chuva; Tezcatlipoca, do vento; e Quetzalcóatl, deus do conhecimento e do sacerdócio.

Arte

A arquitetura asteca era menos refinada que a dos maias. Milhares de artesãos trabalhavam continuamente para construir e manter os templos e palácios.

A mais famosa escultura asteca é a Pedra do Sol, descoberta no final do séc. XVIII. Pesa 24 toneladas, está no Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. Com 3,7 m de diâmetro, a pedra tem no centro a imagem do deus-sol, que mostra os dias da semana asteca e versões da história mundial, além de mitos e profecias.

Educação

Os sacerdotes tinham controle total sobre a educação. Escolas especiais, as calmecaes, treinavam os meninos e as meninas mais capazes para as tarefas religiosas oficiais. As escolas para as outras crianças eram chamadas telpuchcalli, ou casas da juventude, onde se ensinavam história, tradições astecas, artesanato e normas religiosas.

Os astecas não possuíam um alfabeto. Criaram uma espécie de escrita em logogrifo, usando imagens e caracteres simbólicos.

A Agricultura era a base da economia asteca. O milho era a cultura mais importante. Também se cultivavam feijão, abóbora, pimenta, abacate, fumo e cânhamo. Cães e perus eram os únicos animais domésticos dos astecas.

Transporte e Comércio

Quase todas as mercadorias eram carregadas por homens, pois os astecas não possuíam carros com rodas nem animais de carga. O transporte fluvial e lacustre era feito em canoas.

O comércio era extremamente importante e serviu para expandir a influência asteca tanto quanto a guerra. Os comerciantes astecas eram pessoas respeitadas, que também agiam como espiões e emissários. Os suprimentos que chegavam a Tenochtitlán de partes distantes do império eram obtidos por meio do comércio ou de tributos. À medida que o Império se expandia, as tribos conquistadas tinham de pagar um tributo anual que incluía borracha, plumas, cacau, ouro e pedras preciosas.

Governo

O imperador detinha o poder supremo. Um Conselho superior o elegia entre os nobres de certas famílias poderosas. A forma de governo era autocrática. As pessoas tinham pouca liberdade de ação e pouca voz no governo.

Os astecas não tinham moeda, por isso pagavam seus impostos em comida, roupas, peles de animais, cerâmica, ouro, prata, plumas e ferramentas. Todos os homens serviam o Exército e só os militares podiam atingir uma alta posição social.

Astecas
Quetzalcóatl, divindade asteca que representava o conhecimento e o sacerdócio

HISTÓRIA

Os astecas, de acordo com sua própria mitologia, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, essa lenda diz respeito aos tenochcas, um dos grupos astecas. Essa tribo dominou o Vale do México e fundou Tenochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca por volta do ano 1325.

As escavações arqueológicas e os livros astecas servem de base para um relato histórico verídico. Há um registro bastante exato da linhagem dos reis astecas desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, imperador quando os espanhóis chegaram à capital asteca, em 1519.

Montezuma, de início, acolheu os espanhóis, mas depois conspirou contra eles. Hernán Cortés, líder dos espanhóis, aprisionou o imperador. Os astecas rebelaram-se e Montezuma foi morto no levante. Cortés, com quase mil soldados espanhóis e a ajuda de milhares de aliados indígenas, finalmente conquistou os astecas em 1521. Sua vitória foi fácil, pois os espanhóis possuíam armas de fogo, cavalos e armas de ferro. Além disso, Cortés conseguiu aliados entre os índios do México ocidental, que haviam sido conquistados pelos astecas.

O império asteca caiu imediatamente após a conquista. As doenças européias rapidamente mataram muita gente. Os espanhóis arrasaram o centro cerimonial de Tenochtitlán e usaram a área para os próprios prédios públicos. A praça principal, a catedral e o palácio nacional da atual Cidade do México erguem-se sobre seus equivalentes astecas.

Muitos descendentes dos astecas ainda vivem em pequenas aldeias em torno da Cidade do México. Falam a língua de seus antepassados, mas sua religião e quase todos os costumes são de origem espanhola.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Astecas

A Conquista dos Astecas

A conquista dos Astecas começou a ser planejada quando os exploradores Francisco Córdoba e Juan de Grijalva, que estiveram visitando a costa do México retornaram trazendo boas notícias acerca daquele Império, o que deixou o governador de Cuba Diogo Velasquez, bastante inspirado com a idéia de organizar uma expedição para explorar e conquistar a região, tendo nomeado Hernán Cortés para dirigí-la.

Hernán Cortés era um tabelião que acompanhou o governador Diogo Velasquez na conquista de Cuba em 1511, tendo recebido como recompensa grandes propriedades, onde se instalou e fez fortuna. Após a indicação do seu nome pelo governador vendeu as suas terras e financiou a expedição com o próprio dinheiro.

Um dia passeavam no porto Velásquez e Cortés quando um desconhecido correu para o governador e gritou: “Excelência, cuidado com Cortés!

Chegará o dia em que tereis de o perseguir!”. Este fato consumou-se logo em seguida porque Cortés se apressou em iniciar a viagem e partiu sem avisar ao governador. Cortés se fez acompanhar de cerca de quinhentos oficiais e soldados, cerca de cem marinheiros, centenas de criados indígenas, quatorze canhões e vários cavalos. Os cavalos se revelariam preciosos, porque espalharam o pânico entre os indígenas do continente, uma vez que eram totalmente desconhecido na América.

A esquadra seguiu as costas de Iucatão; chegando a foz do rio Rabasco, no golfo do México, a oeste da península. Cortés decidiu desembarcar. Os indígenas se mostraram hostís e Cortés foi obrigado a travar duro combate. Quando perdia a luta apareceu a cavalaria aterrorizando os indígenas e assegurando a vitória.

Cortês tomou solenemente posse do país em nome do rei da Espanha e batizou inúmeros indígenas.

Seguindo viagem Cortés desembarcou novamente na ilha de San Juan de Ulua. Neste local tomou conhecimento através de um chefe indígena, da existência de poderoso soberano chamado Moctezuma, que reinava no império asteca. Cortés mandou-lhe uma mensagem em que dizia que desejava encontrá-lo. Algum tempo depois Cortés recebeu uma embaixada dos Astecas que lhe trouxeram presentes de grande valor, especialmente um capacete cheio de ouro em pó e dois discos, um de ouro e outro de prata, simbolizando o Sol e Lua, o que deixou os espanhóis impressionados. Estava descoberto o caminho para a capital do imperador asteca.

Fundou uma colônia neste local de desembarque chamando-a de Vera Cruz, em seguida queimou os seus navios, para que nenhum de seus homens imaginasse poder regressar a Cuba.

Em 16 de agosto de 1519, embrenhou-se à pé, pelo interior, a fim de procurar a capital do misterioso imperador dos Astecas, que era rodeada de águas e cortada por canais, tendo na canoa o seu meio de transporte mais utilizado.

Os Astecas prestavam culto a deuses sanguinários e acreditavam que se os deuses não fossem abastecidos com sangue humano, que era espalhado pelas pirâmides em escadaria, o Sol não nasceria todas as manhãs. Haviam também outros deuses que eram mais pacíficos, principalmente os que foram herdados dos Toltecas (A Serpente Emplumada, a Estrela da Manhã, o Vento, etc.) Em seus templos haviam diversas cerimônias e rituais pagãos que ocupavam a vida dos astecas.

Os fogos dos sacrifícios ardiam neles dia e noite sob o rufar dos tamborins. O mais importante deles era erigido a Huitzipochtlan o “deus da guerra”.

O povo Asteca era muito religioso e acreditava também, que se não fizesse os sacrifícios seriam castigados pelos deuses, pelo que sacrificavam vidas para que a comunidade fosse feliz.

Os astecas eram guerreiros temidos em toda a América Central. Lutavam para impor tributos ou simplesmente para suprirem a falta de prisioneiros para o sacrifício a seus deuses.

Moctesuma II, reinava desde 1502, e era o nono soberano asteca. Era um sumo sacerdote erudito e fiel às suas obrigações. Alargou bastante o seu Estado graças as expedições militares. Contudo, com o tempo perdeu muito de sua energia e otimismo. O excesso de religiosidade mergulhava-o no fatalismo que acabaria por escravizá-lo. Este sentimento tinha origem no mito de “Quetzalcoatl”, deus do vento do leste e, simultaneamente no deus da chuva, fonte da vida. A tradição descreve este deus como um gigante de pele clara e longa barba.

Conta-se então que este homem branco “Quetzalcoatl” vivera outrora entre os astecas e os ensinara a trabalhar a terra, a construir casas e a trabalhar os metais.

Ensinara também a existência de um só deus, o deus do amor e da misericórdia, e exortava os índios a abandonarem os sacrifícios humanos. A tradição dizia que um dia “Quetzalcoatl” regressaria do Oriente ao país dos Astecas e reinaria sobre eles.

Este mito teve papel preponderante no pensamento e na conduta de Moctezuma. Quando soube que os homens brancos tinham aparecido do leste em grandes navios, julgou cumprida a profecia que anunciava o regresso do deus branco. Parece que deste modo se convenceu de que era inútil resistir aos estrangeiros porque estes estavam em contato com poderes sobrenaturais.

Dando continuidade ao seu projeto de conquistar o povo Asteca Cortés embrenhou-se pelo interior do México com a intenção de inicialmente conquistar o povo Tlaxcalans, povo que orgulhosamente havia rejeitado o jugos dos Astecas. A idéia de Cortés era fazer este povo seu aliado na luta que travaria contra Moctezuma. Ao se encontrarem, travou-se uma terrível luta entre o exército de Cortés e o exército dos Tlaxcalans, que somente foi vencido após a segundo combate, graças a cavalaria e aos canhões que intimidaram os índios.

A repercussão da vitória de Cortés chegou até Moctezuma que considerava o povo Tlaxcalans como invencível. Tendo enviado a Cortés mensageiros com o intuito de evitar a sua visita não obtendo êxito. O caminho para Tenochtitlan foi aberto finalmente em novembro de 1519, pelo que atravessaram a grande ponte que ligava a cidade à margem do lago. Quando Moctezuma sentiu que nada havia dissuadido o visitante, saiu para recebê-lo. Neste clima Cortés encontra-se com Moctezuma, dá-lhe de presente um colar de contas de vidro e recebe grande número de objetos de ouro e de prata. Moctezuma explicou a lenda de Quetzalcoatl e declarou-se convencido de que Cortés e os seus homens eram os brancos que, segundo a profecia deviam chegar ao seu país, vindos do oriente.

Por isso reconhecia no rei da Espanha o seu senhor e dai em diante punha todos os bens à disposição do seu soberano.

A situação de Cortés não era muito cômoda, porque mesmo se fazendo acompanhar de um grande contigente de aliados tlascaltecas, poderia ser destruído pelo povo asteca se este o desejasse. Outro problema que perturbava Cortés era o fato de que o governador de Cuba devia te-lo denunciado à coroa por rebeldia, portanto o único meio de livrar-se dessa acusação era assegurar o êxito do empreendimento tanto no campo político, econômico, militar, como no religioso.

Cortés e toda a sua expedição é recebida como ilustres visitantes no império asteca, contudo surge o primeiro incidente. Cortés é convidado por Moctezuma para visitar um templo do deus “Huichilopochtli”, a quem os espanhóis chamavam de “Huichilobos”. Cortés se portou com falta de respeito para com o deus dos astecas, o que fez com que Moctezuma pedisse que ele se retirasse, passando a oferecer sacrifícios de arrependimento aos deuses por ter trazido o espanhol ao templo. Este acidente e vários outros terminaram por convencer os espanhóis que as coisas não iam muito bem, contudo não estavam dispostos a partir tão facilmente. Por outro lado Moctezuma achava que os visitantes logo os deixaria.

Seguindo conselhos de seus capitães, Cortés decidiu dar um golpe fatal, se apresentando no palácio imperial com um grupo de soldados, aprisionando Moctezuma e o convidaram a estabelecer residência com eles. De posse do imperador, Cortés tomou uma medida que se tornaria um segundo incidente, que foi a ordenança de destruir os seus deuses. Isto provocou revolta no meio do povo pelo que Cortés desistiu dessa idéia.

Cortés recebeu notícias de que Velásquez tinha enviado Pánfilio de Narvaéz que se dirigia para Tenochtitlán para castigá-lo pela sua rebeldia. Então, articulou uma emboscada se antecipando a Pánfilio e o derrotou, recrutando quase todos os seus homens.

Retornando a Tenochtitlán, Cortés se deparou com mais um incidente, que ocorrera quando os chefes índios estavam oferecendo uma festa em honra ao deus “Huichilopochtli”, porque os espanhóis caíram sobre eles e os mataram sem misericórdia. O povo estava rebelado mais uma vez e a única maneira que Cortés encontrou para aplacar os ânimos foi apresentar-lhes o imperador Moctezuma, contudo este já estava totalmente desacreditado do povo, pelo que o apedrejaram, vindo a morrer pouco tempo depois.

Em decorrência destes conflitos em 30 de junho de 1520, Cortés resolveu retirar-se com seu povo porque se achavam sitiados no meio de uma enorme cidade, contudo os astecas reagiram, tendo se verificado grande batalha em que boa parte dos soldados e dos cavalos pereceram, além de perderem quase todo o ouro que tentavam levar. Em outra batalha denominada Otumba, Cortés se reorganizou e derrotou os astecas que o perseguiam.

A partir daí Cortés com seus aliados iniciaram a grande tarefa de conquistar definitivamente Tenochtitlán. Atacaram cidades vizinhas, montaram os navios no lago, insistiram com o assédio em uma longa batalha em que tiveram de conquistar edifício a edifício, e de canal a canal.

Muitos espanhóis foram feitos prisioneiros e sacrificados aos deuses, e apesar da resistência dirigida por um sobrinho de Moctezuma, a cidade e o próprio asteca caíram nas mãos dos espanhóis. A conquista do povo asteca estava terminada e Cortés pode finalmente sentir-se aliviado porque a coroa acabou esquecendo a sua rebelião contra Velásquez.

Augusto Bello de Souza Filho

Fonte: www.bibliapage.com

Astecas

As culturas bem organizadas projetam construções explicativas de mundo que passam a dirigir os modelos de conduta, dando sentido à sua existência e promovendo a coesão do corpo social. A elaboração de um imaginário social é inerente ao bom funcionamento material e mental de qualquer sociedade.

Para os astecas, os deuses que trafegam neste imaginário social desempenham um papel explicativo de mundo muito importante.

Os deuses são revividos ritualmente no intuito de se conhecer a origem das coisas, permitir a dominação e manipulação da natureza e exercerem a função de paradigma de todos os atos humanos significativos.

O povo asteca era politeísta e muitas de suas divindades estavam relacionadas com os elementos naturais:

A ÁGUA, A TERRA, O FOGO, O VENTO, A LUA, etc, elementos que lhe impingiam um grande medo. Os astecas eram um povo de camponeses e guerreiros e seu panteão refletia estes aspectos.

A dificuldade de se entender a mitologia asteca é em virtude da pluralidade dos deuses e a diversidade das atribuições de um mesmo deus.

Mas, toda a gênese da religião asteca está embasada no princípio ambivalente: masculino, feminino.

O tempo para os astecas era cíclico, igual à várias outras culturas que surgiram e desapareceram.

A cosmogonia mexicana narrava que havia existido outros mundos, antes do presente: quatro sóis, cada um com um tipo específico de habitantes. Mas todas estas civilizações haviam sucumbidos devido a diferentes cataclismos.

Primeiro Sol

Esta idade foi a primeira e a mais remota das quatro eras cosmogonicas durante a qual viveram homens gigantes criados pelos deuses. Estes seres cultivavam a terra, moravam em cavernas e se alimentavam de raízes e frutos silvestres. Entretanto, foram atacados e devorados por jaguares. Esta época remonta a da Era Quaternária, pois foram encontrados fósseis de animais enterrados em grutas. Provavelmente os indígenas ao descobrirem estes fósseis os confundiram com restos mortais de homens de avantajado tamanho. O final desta era ocorreu no dia NAHUI OCELOTL (4-jaguar). O símbolo desta era é uma cabeça de jaguar.

Deus regente: Tezcatlipoca

Segundo Sol

A destruição desta era se deu através de fortes ventos. Os deuses converteram os homens em macacos para que pudessem subir nas árvores e não fossem carregados pelos furacões de ventos. Esta época foi presidida por QUETZALCOATL, deus do vento. O símbolo desta era é uma cabeça onde se sobressai um bico de pato com o qual este deus sopra o vento sobre os campos. A idéia de ventos fortes se originou entre os astecas em conseqüência dos bosques destruídos por tempestades que encontraram e pela abundância de macacos que havia nestes lugares. A humanidade sucumbiu no dia NAHUI EHECATL.

Deus regente: Quetzalcóatl

Terceiro Sol

Uma chuva de lava pôs fim ao terceiro sol, período presidido pelo deus do trovão e dos raios, Tatloc. Esta terceira era finalizou no dia NAHUI QUIAHUITL (4-chuva). Os deuses transformaram então, os homens em aves para salvá-los. Os astecas justificaram sua crença ao identificarem muitos sinais de atividade vulcânica e ao descobrirem restos mortais humanos soterrados nas suas lavas e cinzas.

Deus regente: Tlátoc

Quarto Sol

O quarto símbolo dos Sóis Cosmogonicos que está esculpido no calendário asteca evoca a ATONATIUH o Sol de Água e representa a deusa CHALCHIUHTLICUE, esposa de TLATOC, deusa dos mares, rios, lagos e da quarta era. A humanidade é destruída pela quarta vez., agora no dia NAHUI ATL (4-água), em decorrência de tempestades e chuvas torrenciais que inundaram toda a terra firme, cubrindo até o cume das montanhas mais altas.

Os deuses transformam então, os homens em peixes para salvá-los do dilúvio. O descobrimento que os astecas no altiplano mexicano de diferentes espécies de fauna fossilizada deram origem a esta lenda.

Os astecas identificavam o Sol como uma águia que quando pela manhã aparecia no firmamento tomava o nome de CUAUHTLEHUANITL (ÁGUIA QUE ASCENDE) e à tarde, quando se ocultava, a chamavam de CUAUHTEMOC (ÁGUIA QUE DESCENDE).

Deusa regente: Chalchiuhtlicue

Quinto Sol

Depois da destruição dos quatro Sóis os deuses decidiram criar uma nova Época que é o QUINTO SOL e é a que estamos vivendo agora.

Reza a lenda que, quando a última catástrofe ocasionada pela abundância de chuvas, o Quarto Sol se perdeu. Os deuses consternados se reuniram em Teotihuacan com a finalidade de criar um Novo Sol para dar vida à Terra. Para o nascimento do Quinto Sol era necessário sacrificar um deus, para o qual se ofereceram dois deles"um rico e poderoso e outro pobre e enfermo. Ambos fizeram oferendas para o Pai dos deuses.

Lógico que as oferendas do deus rico foram maiores e mais pomposas que as do deus pobre. Iniciou-se então um período de penitência que durou 4 dias. No quinto dia todos os deuses se posicionaram na borda do precipício onde estava o braseiro do grande fogo sagrado. Era hora do sacrifício e o deus rico foi o primeiro que tentou lançar-se ao fogo, mas temeroso não conseguiu concluir seu intento.

O deus pobre e doente entretanto, não tendo nada a perder, fechou os olhos e lançou-se ao fogo. Caiu bem no centro e levantou-se então, uma chama enorme que o consumiu. O deus rico, arrependido, joga-se na pequena fogueira que havia sobrado e também foi consumido.

O deus pobre se converteu no Quinto Sol e o rico na Lua. Os demais deuses se transformaram nas estrelas que povoam o firmamento. Foi desta forma representado pelos antigos astecas o nascimento dos astros do Quinto Mundo.

O quinto e atual Sol está destinado a desaparecer num grande terremoto, após o qual os monstros do oeste surgirão para matar todos os seres humanos.

Deus regente:Tonatiuh

Estamos hoje no final de mais um ciclo planetário, segundo a visão das tribos nativas remanescentes.

Segundo suas profecias o Sexto Sol está próximo e:

"Na era do sexto sol tudo o que estará escondido será revelado. A verdade irá ser a semente da terra, e os filhos do sexto sol serão aqueles que viajarão pelas estrelas”.

O universo, segundo os astecas, se concebia no sentido religioso, de acordo com a geografia e se dividia em horizontal e verticalmente.

O universo horizontal reconhecia cinco direções: as quatro dos pontos cardeais e o centro.

Na zona central era governada pelo deus do Fogo. Tláloc e Mixcoatl, o deus das nuvens, estava situado no Oriente e era a região da abundância, a fértil região de Veracruz, fonte das chuvas da estação.

O sul era considerada a região do inferno, ocupada pelas áridas zonas de Morelos e Puebla, enquanto que as deidades protetoras estavam associadas às flores: Xipe e Macuilxóchitl.

Quetzalcóatl, a serpente emplumada, era o deus da sabedoria e se relacionava com o Ocidente, que tinha um significado favorável. Mictlantecuhtli, deus da morte, governava a região norte, considerada uma região sombria e terrível. As vezes também estava relacionado com o sul.

Já o mundo vertical se dividia em paraísos e infernos e não tinha significação moral. Havia treze paraísos, considerados casa dos deuses, de acordo com alguns traços ou hierarquia. De cima para baixo, dominava o éden superior ou criador original.

Tláloc vivia em um desses céus e recebia os que morriam afogados, ou por outras causas relacionadas com água ou ainda, fulminados por um raio. No submundo ou Mictlám, iam parar a maioria dos mortos.

Para a grande viagem, que durava quatro dias, iam providos de amuletos e obséquios. Não era um caminho de rosas e tinham que vencer antes vários obstáculos.

O viajante cruzava entre duas montanhas que ameaçavam achatá-lo, tinha que escapar de uma serpente e um crocodilo, cruzar oito desertos, subir oito colinas e suportar um vento gelado que lhe jogava pedras e facas de obsidiana. Depois de chegar à um longo rio, deviam atravessá-lo sobre um pequeno cão vermelho.

Esse animal deveria ser enterrado com ele junto à outros objetos funerários e quando alcançasse a meta final, o Senhor dos Mortos recebia os presentes que levava. Este Deus, depois o enviava a uma das nove diferentes regiões.

Bem ou mal, noite ou dia, os astecas acreditavam nos grandes deuses do céu e em seu grande desempenho nesta dualidade de seu mundo: sempre houve aqui uma eterna guerra simbólica entre a luz e a escuridão, o calor e o frio, o norte e o sul, o sol do levante e do poente. Agrupadas em exércitos do Oriente e Ocidente, as estrelas também participavam dos ritos.

Nessa guerra a morte, a filosofia, criou as grandes ordens guerreiras, a dos Cavaleiros Águia de Huitzilopochtli e os Cavaleiros Jaguar, do deus Tezcatlipoca: aqui havia um conflito permanente entre o dia e a noite. Essa guerra sagrada dominava o rito e a filosofia da religião asteca.

Astecas
1 - Guerreiro Águia Azteca
2- Guerreiro Jaguar Azteca
3 - Guerreiro Azteca

ROSANE VOLPATTO

Fonte: www.rosanevolpatto.trd.br

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