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Civilização Asteca

Os astecas são um povo guerreiro que domina o vale do México entre os séculos XIV e XVI, realizando uma síntese das culturas que se desenvolveram até então na Mesoamérica. Em 1325 fundam Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área pantanosa ao redor do lago Texcoco.

A cidade é considerada uma das mais belas do mundo na época das conquistas espanholas.

O rei, chefe supremo, comanda o Exército e uma sociedade altamente hierarquizada. Chefes guerreiros e sacerdotes compõem a nobreza. A maior parte da população é formada por agricultores, pequenos comerciantes e artesãos, que trabalham na construção de obras públicas e prestam o serviço militar compulsoriamente.

O Império expande-se no reinado de Montezuma II, entre 1502 e 1520, agrupando 500 cidades e 15 milhões de habitantes, de quem os astecas cobram pesados tributos.

Quando os espanhóis invadem o México, em 1519, conseguem a adesão dos povos dominados da região para destruir os astecas.

Realizam obras de drenagem e constroem espécies de ilhas artificiais (chinampas) para ampliar as áreas de cultivo (milho, feijão, tomate, pimenta e batata-doce). Mantêm intenso comércio, utilizando sementes de cacau como moeda. No artesanato destacam-se tecidos, cerâmica, objetos de ouro, prata e cobre. Entre os vários deuses cultuados estão o da guerra, do Sol, da chuva e a Serpente Emplumada. Usam a escrita pictórica e a hieroglífica. Adotam e modificam o calendário maia e criam a matemática.

Fonte: br.geocities.com

Civilização Asteca

Antes da chegada dos europeus ao continente americano, duas grandes civilizações já se estabeleciam em diversas localidades dos territórios do “Novo Mundo”: as civilizações meso-americanas (astecas e maias) e as civilizações andinas (incas). A civilização asteca era estabelecida no território do atual México; juntamente com os Maias, fixados nas regiões da América Central; os Incas, que ocupavam as regiões adjacentes ao longo da Cordilheira dos Andes. Cada uma dessas civilizações era constituída de um verdadeiro mosaico de nações e tribos. Possuíam avançada organização política, econômica e social. Teoriza-se que tais civilizações tenham sido derivadas da migração dos mongóis asiáticos para tais regiões, dada a grande semelhança, inclusive, dos traços físicos comuns aos integrantes destes povos.

As teorias dizem ainda que o povo mongol talvez tenha migrado da Ásia para a América através das geleiras do Estreito de Behring. Estas civilizações subsistiram até a chegada dos europeus, pelos quais foram dizimados devido à superioridade bélica e tecnológica européia da época. A história cultural das civilizações meso-americanas pode ser dividida basicamente em três períodos principais: os períodos pré-clássico, clássico e pós-clássico. No período pré-clássico, a cultura dos olmecas foi a predominante. Já o período clássico assistiu o desenvolvimento da cultura Teotihuacán e dos Maias. O período pós-clássico foi marcado pelo militarismo e por impérios guerreiros: os Toltecas e os Astecas A civilização Olmeca perdurou aproximadamente de 1.200 até 200 a. C.. Esta civilização deixou como legado para as que a sucederam elementos de grande importância, como a escrita em hieroglifos. Artefatos produzidos pela cultura olmeca foram encontrados em todas as partes da América Central. Em tais artefatos observa-se o naturalismo e o simbolismo como elementos centrais da arte produzida por esse povo.

A cultura Teothihuacán perdurou aproximadamente entre o período compreendido entre os anos 1 e 750 d. C.. A cidade de Teotihuacán é a possuidora de uma das mais intrigantes paisagens urbanas antigas das Américas. Tal cultura que aí se estabeleceu foi uma das mais influentes da América Central Pré-colombiana. A civilização dos maias surgiu por volta de 1.000 anos a. C., estendendo-se, com seus últimos membros remanescentes, até o ano de 1697 d. C.. Algumas das características culturais dos maias são bastante peculiares: apesar de possuírem uma religião e uma cultura em comum, os membros do povo maia não possuíam uma única cidade-capital ou um único governante. Cada cidade possuía autonomia administrativa em relação às outras, sendo chefiadas individualmente por líderes da nobreza local. A religião constituía uma das questões centrais na vida de cada membro das comunidades maias. Tal aspecto levou os povos maias à construção de suntuosos templos sacrificiais em homenagem a seus deuses. Os toltecas tiveram sua existência situada entre o período que se estendeu de 900 a 1187 d. C.. A sociedade tolteca era eminentemente militarista e guerreira (aspecto verificado através das numerosas esculturas de representação de seus guerreiros), ao passo que, no campo das artes e da arquitetura, o povo tolteca é considerado um dos mais desenvolvidos em relação aos demais povos de sua contemporaneidade. Os toltecas, no período pós-clássico, exerceram grande influência no território correspondente aos maias.

O império Asteca tinha como capital a cidade de Tenochtitlán. Tal cidade foi fundada em localidade que, segundo a mitologia asteca, fora indicada por seu deus tribal Huitzilopochtli. Segundo essa lenda, tal deus ordenou que seus adoradores encontrassem uma águia em cima de um cacto com uma serpente em seu bico. Este seria o sinal que teriam encontrado sua terra prometida. A cidade do México, hoje em dia, foi construída neste mesmo local. A lenda possui algum fundo de verdade: os astecas, anteriormente à fundação de sua capital, eram um povo nômade. Com relação aos povos andinos, a civilização Inca desenvolveu sua mais importante capital em 1438, nos altiplanos da Cordilheira dos Andes. Os incas desenvolveram seu domínio através de sucessivas conquistas de províncias adjacentes ao seus territórios, que foram assim incorporadas ao seu império. A manutenção destas províncias sob seu domínio foi possível dada a grande eficiência administrativa dos incas. De acordo com as esculturas que muito representaram os membros da sociedade incaica, pode-se observar que a tipologia média do homem inca possuía características comuns como a estatura baixa e a pele de tonalidade parda. Os incas eram grandes artesões do ouro, da prata e do cobre. Algumas esculturas em ouro representando figuras femininas foram encontradas junto a oferendas aos seus deuses.

Fonte: www.algosobre.com.br

Civilização Asteca

História

Os astecas também chamados de mexicas ou tenochcas eram essencialmente guerreiros, chegaram ao vale do México no inicio do século XIV da era cristã, vindos do norte, provavelmente da ilha de Aztlán ou Aztaclán. Em pouco mais de 150 anos, eles conquistaram e dominaram os povos vizinhos, através de sucessivas guerras. Formaram um vasto império centralizado com 500 cidades e 15 milhões de habitantes. Construíram grandes templos e uma capital o Tenochtitlán.

Descendentes da tribo dos Mexicas origem do nome do atual México, o império asteca encontrava-se em pleno apogeu, quando foram conquistados e dominados pelos espanhóis chefiado por Fernão Cortes em 1521. Sobre as ruínas de Tenochtilán foi erguida a cidade do México, e sobre as ruínas do Templo Maior dos astecas foi erguida a Catedral Católica da Cidade do México.

Localização

Os astecas habitaram o vale do México, região muito pantanosa. Através de sucessivas guerras, pelas quais submeteram os povos vizinhos, os astecas formaram um império centralizado, passando a dominar todo o Planalto Mexicano.

Sociedade

Os astecas eram povos guerreiros, sua sociedade era dirigida por militares, escolhido entre os quatro chefes militares de maior prestígio, que tinham controle de toda a população.

A sociedade era dividida em quatro classes ou camadas sociais. A primeira camada era formada pela família real, onde o rei ( tlacatecuble) era considerado um semideus e comandava os exércitos e governava o império, ele era responsável pelas leis, impostos, construções e dos alimentos do império. A segunda camada era formada pelos militares que dividiam em três grupos: o conselheiro de Estado, no qual ajudava o rei a governar; os oficiais graduados que atuavam como juizes e generais; e os oficiais menores graduados que cuidavam da segurança da cidade. A terceira camada era formada pelos artesões e comerciantes e a quarta camada, a mais baixa, era formada pelos cidadãos comuns, os camponeses e escravos.

A sociedade asteca geralmente era monogânico, porém permitiam a poligamia. Os indivíduos da classe mais baixa, podiam melhorar a sua posição social dentro da sociedade, pois o rei escolhia os melhores guerreiros para seres oficiais e os presenteavam com terras, roupas e jóias.

Os astecas submeteram numerosas cidades da região a escravidão, como: Texcoco, Culhuacán e Azcapotzalco, a escravizando, suas populações obrigando-as a pagarem tributos A civilização asteca era politeísta, acreditava em deuses vingativos, cuja ira só poderia ser aplacada por meio de sacrifícios humanos normalmente de crianças e prisioneiros de guerra. Tinham uma escrita ideográfica, onde representavam a escrita através de sinais e desenhos e fabricavam o papel com casca de arvores.

A educação era universal, havia escolas militares e religiosas para a elite e escolas profissionalizantes para o povo.

Organização política

Os astecas possuíam um governo monárquico. Quando ocorria a morte do imperador, era eleito pelo Grande Conselho formado pelos representantes da nobreza seu sucessor , geralmente era alguém entre os membros da casa real. O imperador era considerado um semideus com totais poderes.

O funcionamento do estado baseava-se numa ampla rede burocrática formada por funcionários profissionais, tais como os sacerdotes, inspetores do comércio e coletores de impostos.

O império asteca organizavam-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por parte dos estados submetidos a eles como: Texcoco, Tlacopán, Azcapotzalco e Cullhuacán. As cidades dos astecas possuíam grandes templos, palácios e pirâmides, tinham um traçado retilíneo, com avenidas pavimentadas, praças, aquedutos e canais por onde circulavam os barcos.

Economia

A economia asteca baseava-se na agricultura, no comercio e nos tributos pagos com produtos locais e de povos vencidos em guerra.

porém a principal atividade era a agricultura. As terras , em sua maioria conquistadas pela guerra, pertenciam aos nobres, mas eram cultivadas por escravos ou pessoas que as tomavam emprestadas para nelas trabalhar. Como essa era uma região pantanosa, eles drenavam algumas partes do terreno e formavam montes de terras, conhecida como chinampas, onde plantavam milho, feijão, tomate, melões, baunilha, algodão, agave, tabaco, mandioca, pimenta e cacau. Com o cacau preparavam uma bebida quente chamada chocolatl e com a agave uma bebida fermentada, semelhante à bebida mexicana de hoje, o pulque. Comerciavam as mais variadas mercadorias, os mercados astecas e os comerciantes vendiam tecidos, cordas e sandálias de agave, pluma, animais selvagens, peles, produtos da terra, cerâmicas, fumo, sal, ouro, prata, pedras preciosas e até escravos. As sementes do cacau era utilizada como moeda e simbolizavam riqueza e poder. A criação de animais era restrita só cães e perus.

Conhecimentos e técnicas

Os astecas foram notáveis arquitetos, construíram nas suas cidades grandes templos, palácios e pirâmides. Desenvolveram técnicas avançadas como a utilização de palanques e rampas para transportar blocos de pedras, construíram maquetes, represas e obras hidráulicas, usavam o sistema de irrigação e rodízio de plantação. Foram escultores, pintores e ceramistas, faziam tiaras, mantas, trabalhavam com plumas, jóias, etc. Além disso foram grandes conhecedores da medicina, conheciam cerca de 400 espécies diferentes de remédios de origem vegetal, animal e mineral e ainda praticavam a sangria, tratavam as feridas, cáries dentárias, problemas de pele, olhos e ouvidos, faziam massagens e inalações. Fabricavam o papel com a casca da figueira brava, e não conheciam o alfabeto, sua escrita era através de desenhos e símbolos.

Os astecas também tinham conhecimento de Astronomia e da Matemática, chegaram a elaborar um calendário que dividia o ano em 365 dias. Eles desconheciam o ferro, a roda, os animais de carga e o arado, mas haviam desenvolvido a arte da tecelagem.

Religião

Os astecas eram politeístas, tinham muitos deuses como: Colibri Azul o deus do sol do meio-dia, Coatlicue a sua mãe, Tezcatlipoca a deusa da noite, Quelzalcoatl o deus da sabedoria, Tlaloco deus da chuva, e mais os deuses de cada vila e profissões, etc.

Os templos eram construídos de grandes blocos de pedras e bem altos, pois achavam que assim ficariam mais perto dos deuses. O templo principal era o do deus Colibri. Durante os festivais mensais, eles homenageavam os deuses com sacrifícios humanos, principalmente crianças e prisioneiros de guerra. Eles supunham que os sacerdotes eram os únicos capazes de controlar as forças da natureza, de onde vinha seu poder e que a terra devia ser alimentada com sangue humano.

Fonte: www.igrejametodistawesley.com.br

Civilização Asteca

História

Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

Pirâmide da civilização asteca
Arte e arquitetura: pirâmide da civilização asteca

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia. Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

Fonte: www.loschicanos.com.br

Civilização Asteca

Certas civilizações do passado costumam exercer grande fascínio nos dias de hoje, atraindo o interesse do público e despertando a nossa imaginação. Exemplo desse fascínio é o fato dessas civilizações continuarem servindo de inspiração para autores de diversas obras de ficção (filmes, livros, histórias em quadrinhos etc.).

É o caso, por exemplo, do Império Asteca, geralmente associado a sacrifícios humanos feitos com o objetivo de satisfazer deuses sedentos de sangue. Essa sede por sangue que caracterizava os deuses cultuados pelos astecas inspirou até os cineastas Quentin Tarantino e Robert Rodriguez a realizarem o filme "Um Drink no Inferno", que conta a história de pessoas que são obrigadas a enfrentar vampiros num bar em algum lugar do México.

Numa das cenas finais do filme, quando os únicos sobreviventes do massacre promovido pelos vampiros saem do bar, vemos que o estabelecimento foi construído próximo ao local onde estavam as ruínas de um templo asteca, o que nos leva a concluir que, segundo o filme, os deuses astecas eram vampiros.

Além dos sacrifícios humanos, porém, há muitos outros aspectos interessantes da civilização asteca, que era muito mais complexa do que se imaginava. Nesta entrevista, o historiador Túlio Vilela responde algumas das perguntas e dúvidas desses habitantes do México anteriormente à chegada dos espanhóis.

Quais são as principais diferenças entre as pirâmides astecas e as pirâmides egípcias?

No Egito Antigo, as pirâmides foram construídas para guardar as tumbas com as múmias e os objetos de valor dos mortos. No Império Asteca, as pirâmides tinham função bem diferente: eram templos com altares onde eram realizadas cerimônias religiosas, sacrifícios humanos especialmente. Daí uma das características que diferenciam as pirâmides astecas das egípcias: a presença de grandes escadarias. Por exemplo, a pirâmide de Tenochtlán, cidade que era a capital do Império Asteca, tinha 114 degraus, todos caiados de branco.

De que época data essa pirâmide, ou melhor, quando ela foi construída?

Também conhecida como Templo Maior, essa pirâmide começou a ser construída no ano de 1375. Desde sua construção, a Pirâmide de Tenochtlán foi ampliada diversas vezes, a última delas em 1487, quando, durante quase uma semana, milhares de pessoas foram sacrificadas como oferenda aos deuses. As fontes divergem quanto ao número exato, algumas falam em 3 mil pessoas enquanto outras falam que teriam sido mais de 80 mil. A maior parte dessa obra foi destruída em 1521, após a chegada dos conquistadores espanhóis liderados por Hernán Cortéz.

Onde precisamente se localiza essa pirâmide?

Suas ruínas, foram descobertas, por acaso, em 1978, na Cidade do México, quando trabalhadores da companhia de energia elétrica encontraram um relevo com a imagem de uma deusa asteca. No topo dessa pirâmide, viam-se dois altares, um em homenagem a Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra, o outro em homenagem a Tláloc, deus da chuva e da fertilidade.

Os astecas eram descendentes dos egípcios?

Para a maioria dos arqueólogos e historiadores, as semelhanças entre as civilizações asteca e do Antigo Egito não passam de meras coincidências. Ou seja, o fato de que essas duas civilizações construíram pirâmides e cultuaram deuses ligados ao Sol - Rá, no caso dos egípcios, e Huitizilopchtli, no caso dos astecas - não podem ser entendidas como provas de uma suposta ligação entre essas culturas.

Mas o que explica essas semelhanças?

Essas semelhanças são resultado de paralelismo, um fenômeno bastante comum na evolução cultural de diferentes civilizações: povos que jamais mantiveram contato entre si podem desenvolver características semelhantes, desenvolvendo soluções semelhantes para problemas semelhantes. Por exemplo, a maioria das civilizações antigas dependia muito da agricultura, que estava sujeita às mudanças climáticas, períodos de seca, de chuvas etc. Por isso, em várias culturas de diferentes épocas e lugares, encontramos divindades ligadas à chuva, aos trovões e à fertilidade: Zeus, na mitologia grega, Thor, na mitologia nórdica, Tláloc, na mitologia asteca...

Também há uma grande diferença entre as épocas em que essas civilizações floresceram...

Claro, egípcios e astecas estavam muito separados no tempo e no espaço: enquanto a civilização egípcia surgiu no norte da África milênios antes de Cristo, o Império Asteca localizava-se na América do Norte e existiu do século 14 ao 16 da nossa Era. O que não impede que escritores de ficção e de livros sensacionalistas aproveitem essas semelhanças para lançar novas obras apresentando a idéia de que os astecas teriam alguma ligação com os antigos egípcios. O que é menos conhecido do grande público são as semelhanças entre a arte - pinturas, esculturas, templos com relevos, colunas com inscrições... - produzida pelos astecas e outras civilizações pré-colombianas, como são chamadas as culturas que já existiam na América antes da chegada de Colombo, com arte produzida por antigas civilizações no Extremo Oriente, especialmente na China e na Índia.

É verdade que os astecas tinham conhecimentos de astronomia?

Sim. Por meio desses conhecimentos que os astecas puderam elaborar um calendário solar. Esse calendário era tão preciso que os historiadores, ao lerem textos astecas escritos antes da chegada dos espanhóis, podem saber em que ano exatamente ocorreu determinado fato. Por exemplo, sabemos que Tenochtlán, capital do Império Asteca, foi fundada ano do calendário asteca que corresponde ao nosso ano de 1325. No entanto, os conhecimentos astronômicos dos astecas estavam muito mais ligados ao que hoje chamamos de astrologia (a crença de que os astros influenciam no destino das pessoas) do que com a astronomia propriamente dita (o estudo científico dos astros).

A que isso se deve?

Isso se deve ao fato de que a religião dos astecas era astral, isto é, baseava-se nos astros. Vale lembrar que os astecas entraram em contato com outros povos vizinhos e absorveram muitos elementos das culturas desses povos. Os maias, por exemplo, que viveram na península de Iucatã [região que hoje corresponde à Guatemala, Honduras e Belize], tinham astrônomos que previam com precisão os eclipses do Sol, descreviam as fases do planeta Vênus e elaboravam calendários. Embora os maias tenham, por razões que ainda permanecem misteriosas, abandonado suas cidades a partir do ano 900, muito antes do surgimento do Império Asteca, eles influenciaram os povos da região, espalhando seus conhecimentos.

Por que os astecas realizavam sacrifícios humanos?

Para compreender os sacrifícios humanos na religião asteca, é preciso conhecer a visão que os astecas tinham do mundo. Eles acreditavam que antes da criação deste mundo, existiram outros quatro, que foram destruídos em catástrofes como dilúvios, terremotos e "chuvas de fogo". Segundo essa crença, este mundo também estaria fadado a ser destruído e substituído por outro. Para os astecas, portanto, tudo acontecia em ciclos que se repetiam: tudo o que acontece é uma repetição do que já aconteceu antes e se repetirá no futuro, este mundo foi criado e será destruído como aconteceu com os mundos anteriores e acontecerá com os mundos que surgirão depois deste. Para evitar esse destino, os astecas acreditavam que era necessário oferecer sangue humano para os deuses. Afinal, segundo a crença dos astecas, os deuses também deram o sangue deles.

Você pode dar um exemplo...

O mito de Quetzacoatl, deus com a aparência de uma serpente de plumas. Segundo o mito, no passado, Quetzacoatl tirou ossos do inferno e regou-os com o seu próprio sangue concedendo-lhes vida. Assim, para os astecas, os seres humanos descendiam desses ossos que foram regados pelo sangue de Quetzacoatl. Quem teria imposto os sacrifícios humanos foi Tezcatlipoca, deus da noite, que teria expulso Quetzacoatl da cidade de Teotihuacán.

As guerras também tinham um aspecto religioso para os astecas?

As guerras desempenhavam importante papel na religião dos astecas, pois os prisioneiros de guerra eram sacrificados nas cerimônias religiosas. Por isso, do ponto de vista dos astecas, era mais interessante aprisionar os inimigos para sacrificá-los depois, do que matá-los em combate. Com as conquistas de novos territórios pelos astecas, as guerras se tornaram mais raras. Para resolver o problema e obter novos prisioneiros de guerra para os sacrifícios, a solução encontrada pelos sacerdotes astecas foi a "guerra florida": torneios organizados com regras a serem cumpridas por todos os participantes. O resultado dos combates era interpretado como a expressão da vontade dos deuses: aqueles que fossem derrotados deveriam ser sacrificados para o deus Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra.

É de se supor que isso tudo chocou os espanhóis na sua chegada...

O costume asteca de realizar sacrifícios humanos revoltou os conquistadores espanhóis. No entanto, vale lembrar, a violência não era exclusiva dos astecas: os espanhóis que se revoltaram com os sacrifícios humanos tinham vindo da Espanha na mesma época em que os tribunais da Inquisição ordenavam torturas e condenaram pessoas à fogueira.

Túlio Vilela

Fonte: educacao.uol.com.br

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